Kiss Me.

31 Porque não?


Notas iniciais
Oi gente :D Bem, sobre o especial de natal, sei lá, acho que não irá mais ter. Até por que o natal já passou e eu fiquei desmotivada, nem sei o por que. ;-; Eu disse que aquele era o último do ano, né? Bem, não resisti então essa é a última postagem do ano, ^-^ Enfim, desculpem os erros e boa leitura

—Itachi! Oe Itachi! – corri até o moreno, segurando seu braço. Ele me encarou um pouco corado. —Por que não parou de andar?

—Não ouvi, desculpe. – eu sei que ele mentiu.

Suspirei pesadamente, o soltando.

—Posso saber o porquê você está me evitando?

—Não estou...

—Não negue! – cerrei os olhos e ele bufou.

Já fazia três dias que o moreno não falava comigo direito, como se eu não existisse. Isso estava me irritando, sempre que eu falava alguma coisa ele me respondia com monólogos ou murmúrios quase inaudíveis.

Ele apenas pareceu preocupado no dia em que eu fui para a enfermaria, suspirando aliviado depois de me ver bem. Mas agora, ele não ficava sozinho comigo em lugares vazios, não conversava comigo sobre as matérias.

—Me desculpe... – suspirou. —Só estou confuso.

—Sobre o que?

Encarou-me por alguns minutos e a fixa caiu.

—Não vamos conversar sobre isso, tudo bem? – ele disse meio constrangido. —Perdão por esses últimos dias.

—Tudo bem... Eu sou o culpado. – de fato, mas nenhum dos dois continuou o assunto.

Já era constrangedor demais acordar seminu na casa dele e nem saber o que aconteceu, e agora, com ele me ignorando desse jeito, me dava certeza de que aconteceu alguma coisa.

—Bem, eu tinha que falar com você. – começou pigarreando após alguns minutos de silêncio desconfortável. —Você adiou a reunião com meu pai por causa de problemas familiares, lembra-se?

Assenti positivamente. Depois que meu pai descobriu sobre meu namoro... Antigo namoro, eu pedi para Itachi adiar a reunião sobre o curso que o pai dele me ofereceu.

Não me lembro de exatamente quanto tempo ele adiou, mas eu nem me importo mesmo.

—Ele quer que você vá essa semana. – informou calmamente. —Posso passar na sua casa um dia e te levar.

—Claro, obrigado.

Ficamos em silêncio novamente e ele sorriu constrangido.

—Bem, eu tenho que ir. – disse acenando e se afastando. Acenei de volta, vendo-o caminhar apressadamente para qualquer lugar longe de mim.

Que situação difícil.

[...]

—Dara! – assustei o gatinho amarelo que dormia em cima da minha roupa. Ele saiu correndo pelo quarto, escondendo-se em baixo da cama, fui até a camiseta preta agora cheia de pelos.

Suspirei. Esse gato, ele é uma praga! Apesar de ser filhote, vive correndo pela casa, pulando pelos móveis e tudo mais. Agora tudo na casa tinha pelo de gato, roupas, cobertores, até mesmo a comida...

Meus pais me deixaram ficar com ele, me fizeram prometer que eu iria cuidar bem do bichano; eu cuido, dou comida, banho, água bláblá. Mas quem é apegado a ele é o Gaara, os dois vivem brincando, e parece que o ruivo é o único que consegue fazer aquele gato parar de afiar as unhas no sofá.

De qualquer forma, ele passa a maior parte do tempo comigo, dormindo no meu colo ou na cama junto comigo. Sempre acordo com ele lambendo meu rosto e me fitando com aqueles grandes orbes azuis.

Isso sempre me lembra do Deidara...

Enfim, não vou ficar pensando nisso. Joguei a camiseta em algum canto do quarto e peguei outra, com menos pelos.

Itachi combinou de vir me buscar às duas da tarde, faltavam vinte minutos. Meus pais saíram e Gaara estava jogando vídeo game com Rock Lee no andar de baixo.

Sai do quarto apertando uma bolinha de brinquedo, fazendo com que Dara me seguisse. Desci as escadas e joguei o brinquedo em algum canto, o bichano foi correndo ao encontro da bolinha.

—Gaara, vou sair. — avisei vendo o ruivo com os olhos fixos na televisão, parecendo indignado.

—Bom passeio, Sasori-kun. — Lee sorriu, um daqueles sorrisos enorme que ele dá. Acenei indo para a cozinha; ouvi murmúrios da sala. Pelo que entendi Gaara estava perdendo o jogo, por isso sua expressão perplexa.

Bebei um pouco de água e voltei à sala, assistindo Gaara perder novamente o jogo. Dara dormia no sofá pequeno, roubando todo espaço apenas para seu corpo pequeno e peludo; ouvi som de moto do lado de fora e uma buzina. Despedi-me e sai de casa, vendo a limusine do Uchiha a minha espera.

—Ei, animado? – perguntou depois que entrei no automóvel e fechei a porta. Ele tocou meu ombro, tirando um pelo de gato.

—É... Acho que sim. – dei de ombros. O motorista deu partida, e começamos o percurso.

Não estávamos conversando muito, apenas alguns comentários ali e aqui. Não que isso fosse estranho, Itachi e eu não somos muitos de falar, então nem faz tanta diferença.

Mas, isso não quer dizer que não esteja desconfortável.

Eu tentava puxar assunto, mas ele sempre me cortava e ficava em silêncio.

Estou me sentindo irritante. Não sei, normalmente sou eu quem corta o assunto, não o que puxa. Bem, enfim.

Quando nós chegamos, vi um enorme prédio com pessoas entrando e saindo civilizadamente. Entramos, onde havia uma grande porta de vidro, dentro estava silencioso, com uma única recepcionista em um balcão de madeira muito bem feita. No chão, havia um enorme símbolo de um leque vermelho e branco. Percebi que era o mesmo desenho que tem nas roupas de Itachi, o símbolo da família, acho...

Ele foi de encontro à mulher atrás do balcão que atendia algumas ligações com sua voz suave e fina.

—Com licença, eu vim falar com meu pai. – ele informou fazendo a mulher o encarar com as bochechas rosadas.

—Ah, ele avisou que você viria, Itachi-sama. – ela sorriu, pegando um crachá azul e dando a ele. Seus olhos se voltaram a mim, e seu sorriso sumiu. —Posso ajuda-lo? – ela deve ter percebi que minhas condições financeiras não são tão boas quanto às do moreno, por isso o tom de voz frio.

Talvez tenha visto isso por culpa dos pelos de gato nas minhas roupas, mas isso não é importante. Aliás, eu adoraria jogar na cara dela que estou junto com Itachi.

—Ele está comigo! – os olhos dela se arregalaram, passando seu olhar de mim para Itachi.

—Ah sim... Sinto muito. – me entregou outro crachá, porém, verde escuro.

Itachi fez sinal com a cabeça e fomos até o elevador.

—Seus funcionários são sempre tão simpáticos?

—Eu vou conversar com meu pai sobre isso, não gostei da forma que ela tratou você. – ele queixou-se não parecendo muito feliz com a atitude da atendente.

A porta do elevador se abriu e nós entramos.

—Então... Como é o seu pai? – questionei limpando minha camiseta.

—Normal... Tirando o fato de que ele é muito mais severo do que eu seu pai.

—Ótimo. – suspirei mexendo nos cabelos.

Percebi o olhar do moreno, mas ele logo desviou.

—Quer me dizer alguma coisa? – perguntei com o cenho franzido.

Ele me encarou, parecia que estava prestes a dizer algo vergonhoso, mas a porta se abriu e uma senhora de idade entrou. Eu fui para um lado e ele para outro, deixando que a mulher ficasse entre nós.

A música que tocava baixo mudou e eu reconheci como ‘Stayin Alive’. Uma música que meus pais gostavam.

Não estava muito confortável receber sorrisos gentis da velha senhora enquanto via a face de Itachi corar sempre que eu sorria de volta, — mesmo que forçadamente.

A porta se abriu novamente e nós dois saímos.

Fiquei aliviado por não ter esperado por muito tempo, nem ter que ficar sorrindo falsamente para uma senhora de idade. Enfim, isso não é importante.

Segui Itachi por um corredor vazio. Paramos em uma porta, a qual ele disse que era a sala de seu pai, quando abriu meu rosto esquentou e acho que o dele também.

Pigarreou chamando a atenção alheia. Aliás, seu irmão mais novo estava na sala, trocando saliva com um louro que reconheci ser o mesmo quando fui à casa dos Uchiha pela primeira vez.

—Itachi-san! – o loiro corou saindo do colo do moreno. Os dois tossiram forçadamente e tentaram disfarçar.

Itachi suspirou.

—Você devia tomar cuidado, otouto. – avisou entrando, sendo seguido por mim. —Otou-sama pode pegar vocês.

—Tsc. – ele arrumou suas roupas amassadas e o loiro corou um pouco mais.

Lembrei-me de quando Gaara me flagrou com... Bem, esquece. Os olhos dos dois mais jovens se voltaram até eu, e eles se entreolharam e franziram as testas.

—Você não é aquele ruivo que o Sasuke-teme confundiu com um mendigo?

Meus olhos se encontraram com os de Sasuke, e trocamos farpas invisíveis.

—Ei, onde está o papai? – perguntou Itachi percebendo o clima pesado.

—Foi a uma reunião, disse que voltava mais tarde. – deu de ombros sentando em uma cadeira que aparentava ser muito confortável.

Itachi suspirou, me oferecendo algo para beber, recusei.

Sentamos e o loiro sorridente se aproximou, puxando assunto comigo. Pergunto-me se tenho algum tipo de ima para loiros extrovertidos.

[...]

Naruto, apesar de ser uma criança muito barulhenta era agradável; quando não estava gritando com Sasuke, ou dizendo o quanto ele era incrível, não era tão ruim conversar com ele.

Ficamos um bom tempo conversando, na verdade, apenas o loiro falou nesse tempo. Itachi parecia se divertir com ele e Sasuke observava tudo indiferentemente.

—Você tem irmãos?

—Tenho um da sua idade. – respondi calmamente encarando seu sorriso.

—Legal, dattebayo! – queria saber o porquê ele fica falando “dattebayo”. —Nos apresente ele! Podemos ser amigos!

Imaginava o quanto esse garoto é carente por querer tantos amigos.

—Claro.

Ouvi um barulho do lado de fora e vi a porta se abrindo, logo dois homens apareceram. Um deles tinha uma semelhança assustadora com Itachi.

—Otou-sama! – o moreno citado se levantou, fiz o mesmo. Naruto continuou sentado, como se não se importasse. —Pensei que estaria aqui quando chegasse.

—Foi uma reunião de última hora. – ele rodou os olhos pela sala e parou em mim. —É ele?

Itachi seguiu seu olhar, me encontrando.

—Sim.

Os dois ficaram me fitando, tanto que eu fiquei constrangido.

—Quem é ele? – o outro moreno perguntou. Ele parecia ser um pouco mais velho, com marcas em baixo dos olhos, cabelos longos com uma franja cobrindo um dos olhos.

Maldição, tudo no mundo tem que me lembrar de Deidara?

—É o amigo de Itachi que falei para você. – o pai de Itachi se aproximou, cumprimentando-me em um aperto de mão. —É um prazer Akasuna-san.

—O prazer é meu Uchiha-san.

—Há! Esse é o Akasuna? – o outro moreno sorriu, aproximou-se e tocou meu rosto como se quisesse saber se eu era de verdade. —Ouvi falar muito sobre você.

Franzi o cenho para Itachi, o moreno suspirou balançando a cabeça.

—Você não deve o conhecer, ele é meu irmão mais velho, Akasuna-san. – o pai de Itachi explicou. —Uchiha Madara.

—Ah, é um prazer.

—Com toda a certeza é, garoto.

Não entendi muito bem, mas não toquei no assunto.

—Muito bem Sasori, Itachi falou muito bem sobre você. – o moreno corou, Sasuke olhou para o irmão mais velho e depois para mim desconfiado. —Irei oferecer um curso preparatório a você, aqui na empresa Uchiha. Você aceita?

—Sim.

—Certo, vocês começam amanhã.

Espera, só isso? Eu pensei que ele iria fazer inúmeras perguntas para mim.

—Itachi, o convide para um jantar em casa.

—Fugaku, vai deixar seu filho envergonhado! – e assim, os dois mais velhos saíram da sala discutindo.

—O que foi isso? – perguntei vendo o moreno se aproximar.

—Meu pai gostou de você. – deu de ombros. Sasuke e Naruto saíram da sala após se despedir. —Bem, você quer ir a um jantar na minha casa?

Corei um pouco.

—É um convide formal por que seu pai mandou ou...

Nós ficamos em silêncio, ele me fitou e sorriu.

—Por mim seria um encontro. – ele segurou minha mão. —Você quer?

Que constrangedor. Senti minha pele esquentar e mordi o lábio inferior, mexendo no cabelo com a mão livre.

Por que não? Não estava comprometido com ninguém; Itachi era uma boa pessoa, gostava de mim de verdade, porém, eu não sabia o que sentia por ele.

Sabia que era amizade, mas, havia algo a mais. Uma atração? Talvez...

—Claro... Por que não?

Notas finais
Disse que o Deidara iria aparecer, mas desisti. Não deu pra encaixar ele no capítulo. Ah sim, mais uma coisa: postei uma outra Sasodei aqui http://fanfiction.com.br/historia/453783/Complicated/ quem quiser ler, pode ir 8D Mas sem leitores fantasmas, isso é falta de respeito com o autor :) xoxo!