Kiss Me.

42 Final inseguro. Part I


Notas iniciais
Penúltimo capítulo gente *chora em desespero* -q Eu não consegui finalizar a fic nesse mês como eu queria ;u; Semana que vem talvez venha o próximo - último -, mas só talvez. -q Capítulo natalino, por que minha fic não tem senso de tempo suhesuhsuhsue Desculpem os erros e boa leitura ♥

Às vezes fico impressionando com a facilidade que eu tenho em ficar doente. Ontem eu estava perfeitamente bem, apenas sentia um pouco de sono e meu nariz estava irritado, nada demais, porém, agora, eu estava gripado.

Parecia um zumbi para ser sincero.

Por alguma razão desconhecida, apareceram olheiras fundas sob meus olhos, meu cabelo estava praticamente duro, e não pergunte como, eu estava mais branco do que o normal.

Sentia dor no corpo todo, meu nariz não parava de arder, minha cabeça doía, tossia a cada dois segundos, e não respirava direito.

Era a quarta vez que eu lavava o cabelo, tentando fazer com que ele voltasse a ser liso como de costume. Desliguei o chuveiro e me sequei, colocando uma calça de moletom qualquer e secando meu cabelo; coloquei a toalha em volta do pescoço e joguei um pouco de águia fria no rosto.

Para piorar tudo, eu estava brigado com Deidara. Tudo culpa daquela ciúme possessivo que ele sente; eu poderia pensar que tinha um pouco de culpa, que não devia ter parecido tão irritado sobre o namorado de Itachi com Yahiko, mas foi tudo coisa da cabeça oca do louro.

Sai do banheiro, após colocar minha aliança e rumei até meu quarto.

O cheiro da comida da minha mãe estava fraco, mas isso por causa do meu nariz entupido. Vou dar um cochilo antes do almoço, talvez eu melhore...

Entrei em meu quarto, encontrando três pessoas que não deviam estar lá.

— O que fazem aqui? – questionei triste por não poder mais cochilar.

—Sua mãe nos recebeu melhor. – Itachi se pronunciou primeiro, com um copo d’água em mãos. Ele estava sentado na minha cama, ao lado de um Deidara indiferente.

Suspirei, fechando a porta do quarto e amaldiçoando os três.

—Porra, que cheiro bom. – Hidan deu o ar de sua graça, sentado na cadeira em frente a cama.

Fui até minha cama, literalmente me jogando ao lado de Deidara. Pousei meu braço em seu quadril e fechei os olhos, tentando relaxar.

—O Itachi queria conversar com você. – o albino continuou falando. —Então o Deidara-chan ciumento veio também.

—Cala a boca Hidan, hn. – ouvi a voz grave e irritada do loiro.

Respirei fundo e abri os olhos, fitando o teto.

—O que quer conversar? – questionei ouvindo o moreno suspirar frustrado.

—Na verdade, era particular, porém, como temos companhia... – resmungou. —É sobre Madara.

Me levantei, de cenho franzido. Vi que Deidara estava uma expressão confusa, Hidan nem parecia entender o assunto.

—Madara? Pai do Tobi? – o loiro perguntou olhando para o Uchiha.

Fiz uma careta.

—Tobi?

Ele me olhou, me encarou por alguns segundos e voltou sua atenção para Itachi.

—O que Madara-san tem a ver com vocês, hn?

Continuei com minha careta indignada, ainda mais por ele ter me ignorado.

Itachi pigarreou constrangido pelo clima tenso.

—Bem, Madara agora é o presidente da empresa Uchiha. – ele começou a explicar. —Meu pai não sabe como ele conseguiu isso, por que até antes disso ele era sócio de uma empresa não muito famosa. – fez uma pausa. —Quando ele voltou para o Japão com o Obito, largou o emprego e começou a fazer alguns trabalhos pequenos na empresa.

—E depois ele deu uma facada no seu pai? – Hidan supôs.

—Exato. – o moreno concordou. —Mas, como ele conseguiu dinheiro suficiente para comprar a empresa?

—Faz sentido. – comentei. —Ele não estava empregado quando comprou, então ele deve ter recebido ajuda de alguém.

—Sim, recebeu. – ele pareceu decepcionado. —A Akatsuki foi feita para ajudar alguém fora da escola, como Yahiko explicou, se lembra? – assenti.

—Espera, como é? – Hidan indignou. —Como assim?

—No evento em que... – ele olhou para Deidara. —Bem... A Akatsuki reembolsou muito dinheiro, eles deviam ter dado a escola, entretanto, esse dinheiro foi desviado para alguém responsável pela organização.

—Pain-sama? – Hidan questionou.

—Tobi?

Eu estava me irritando com Deidara chamando Obito de Tobi.

—Não, Madara. – ele confessou. —Obito formou a Akatsuki para esse propósito, deixou nas mãos de Yahiko para não levantar suspeitas. – ele mexeu no copo. —Yahiko aceitou ajudar, porém, agora ele quer concertar o erro.

—Claro, ele quer comer você. – o albino comentou, Itachi corou e Deidara segurou o riso.

—Então... – me pronunciei, ignorando a fala de Hidan. —Quer dizer que Madara usou o dinheiro da Akatsuki para comprar a empresa?

—Talvez, não tenho certeza. – ele fez uma careta pensativa. —Yahiko supôs que ele deve ter roubado a empresa antes de tudo.

—Mas não temos provas... –falei.

—...Então não iremos poder o acusar de nada antes que conseguimos alguma prova ou testemunha... – Itachi continuou.

—...Talvez Obito possa ajudar...

—...Mas vai ser difícil. – o moreno completou.

—Que meigo vocês terminando a frase um do outro. – Hidan debochou, Itachi e eu coramos e Deidara abaixou o olhar.

O assunto morreu, e ouvimos batidas na porta, revelando minha mãe sorridente de cabelo solto, um vestido azul marinho e um avental branco.

—Querido, o almoço está pronto. – ela entrou sorrindo para Hidan e Itachi. —Vocês já almoçaram?

—Não se incomode. – o moreno pediu educadamente.

—Eu não almocei tia, sou bem vindo na sua cozinha? – Hidan falou se levantado, minha mãe riu.

—Claro que sim querido, Itachi-san venha comer também. – o moreno assentiu e saiu do quarto timidamente, seguido por Hidan que falava o quanto a comida da minha mãe cheirava bem. —Não demore, Sasori-chan. – saiu do quarto e fechou a porta, me deixando sozinho com Deidara.

Ouvi o louro soltar um suspiro e se levantar, indo em direção a porta. Me esforcei para o segui e o segurei, fechando a porta e ficando entre ela e ele.

—Precisamos conversar.

—Estou com fome. – ele disse um sussurro.

—Deidara, até quando você vai continuar com isso? – falei baixo, mas ele ouviu.

—Eu não quero conversar Sasori, acho que essa não é a hora.

—É a hora sim, nós precisamos conversar. – quando ele me chama pelo nome é por que tem algo muito errado entre nós. Respirei fundo, tentando me acalmar. —Eu não devia ter falado daquele jeito com você, me desculpe.

Ele abaixou a cabeça, fitando o chão.

Em nossa última conversa, ou briga, eu havia perdido a cabeça e dito que ele era insuportável, disse que ele estava me irritando muito e que esse namoro não iria dar certo; depois disso não nos falamos mais. Depois que ele foi embora, eu me arrependi imensamente.

Ele deu meia volta e voltou a sentar-se na cama, o segui, me ajoelhando em sua frente.

—Eu não te acho insuportável, mas você tem que me entender.

—Ai está o problema, eu não entendo você, hn. – ele falou. —Diz que me ama, mas parece que sente ciúme do Itachi com o Pain, hn.

—Você entendeu errado.

—Lá vem você com o mesmo argumento, hn.

—Dá para você parar?! – ele me encarou hesitante. —Desculpe, eu não queria ter soado daquele jeito, e nem queria ter dito tudo aquilo...

—Mas disse...

—Eu estava nervoso. – acariciei sua bochecha. —Mas se você continuar com esse ciúmes possessivo, realmente não vai dar certo.

Desviou o olhar, fitando a parede como se ela fosse interessante.

—Vamos esquecer isso, ok? – sussurrei sentando-me ao seu lado. —Eu amo você, e só tenho olhos para você.

Ele olhou envergonhado.

—Desculpa, eu às vezes sou muito inseguro, hn. – se jogou em cima de mim, literalmente. O abracei, sentindo-o beijar meu pescoço e causar um arrepio gostoso, ele mordeu o lugar e me afastei, beijando seus lábios.

Ele pediu passagem e eu entreabri a boca sem presa, sentindo ele sentar em meu colo e me abraçar. O apertei, enquanto ele rodeava as pernas em volta de minha cintura alisando minhas costas.

O deitei na cama e fiquei por cima, sem quebrar o beijo. Deixava que ele dominasse o beijo desta vez, explorando minha boca com vontade enquanto eu apertava e alisava suas coxas roliças.

Ele soltou um gemido no momento em que a porta foi aberta.

—Vocês deviam aprender a trancar a porta. – me soltei do loiro e olhamos um Gaara corado e constrangido. —Okaa-chan disse para vocês descerem logo.

Ele saiu do quarto quase correndo e Deidara tirou suas pernas da minha cintura, deixando que eu saísse de cima dele. O loiro começou a rir e eu revirei os olhos.

—Pelo menos foi seu irmão, hn. De novo...

Peguei uma camiseta limpa e fui até a porta, ele me seguiu enquanto eu colocava a camiseta. Descemos as escadas de mãos dadas.

—Demoraram. – minha mãe reclamou colocando mais dois pratos na mesa.

Hidan praticamente devorava a comida, me pergunto se ele passa fome. Deidara se sentou ao meu lado e passou a perna pela minha, discretamente; nos entreolhamos e rimos baixo.

Ninguém perguntou nada.

Bocejei e comecei a comer, ficando triste por não conseguir sentir o gosto da comida.

Era estranho almoçar com Hidan e Itachi, Deidara eu já estava acostumado, mas ver dois ricos em uma mesa tão humilde quanto a da minha casa era bem estranho e engraçado.

Principalmente pelos dois estarem repetindo a refeição.

[...]

—Tome cuidado. Qualquer coisa nos ligue, e não fique assistindo televisão até tarde! – minha mãe dizia colocando inúmeras panelas dentro da geladeira, limpando as mãos e arrumando o vestido. —Como estou?

—Bem. – elogiei. —Mas precisava desse decote?

—Ah Sasori, não enche. – mesmo dizendo isso ela estava rindo.

Gaara desceu as escadas junto com meu pai, que sorriu olhando minha mãe e a beijou.

—Sasori. – ouvi meu irmão chamar. —Podemos conversar? É rápido.

Dei de ombros e o segui até seu quarto, ouvindo meu pai gritar para não demorarmos. Seu quarto era bem diferente do meu, além de ser muito mais bagunçado tinha vários porta-retratos na escrivaninha.

—Então, o que foi?

—Ah, é que... – ele corou. —Eu estou com um pouco de vergonha, entende? Eu não esperava que otou-san quisesse conhecer o Lee.

—Isso é bom, quer dizer que ele está aceitando seu namoro.

—Eu sei, mas... E se ele não aceitar? E se ele não gostar do Lee? E se...

—Gaara. – o interrompi. —Não importa, otou-san já não aceitava o namoro e mesmo assim você continuou, porque se preocupar agora? – ele abaixou o olhar. —A mãe do Deidara não gosta de mim, e nem por isso me afastei do louro. Então, seja mais confiante, se você gosta mesmo do Lee nada vai importar a não ser vocês dois.

Eu estava parecendo a Konan dando conselhos amorosos.

Ele sorriu e me abraçou, o que me surpreendeu.

—Obrigado. – agradeceu ainda abraçado a mim. —Eu não vou contar para mamãe e papai que você e o Dei já...

Corei.

—Cala a boca moleque, vá logo e não deixe nossos pais esperando!

Ele assentiu e saímos do seu quarto. Senti uma tontura enquanto passávamos pelo corredor, mas Gaara não pareceu perceber.

—Tem certeza que não quer ir? – meu pai perguntou pegando as chaves de seu novo carro depois que nos viu descendo as escadas.

—Tenho, eu já conheço Gai-sensei e o Lee. – dei de ombros os acompanhando até a porta.

—Feliz natal, querido. – okaa-chan beijou minha bochecha.

—Para vocês também.

Eles acenaram e entraram no carro, junto com Chiyo-baa que apareceu com um vestido discreto. O carro saiu da minha visão depois de algum tempo e eu entrei, fechando a porta e me jogando no sofá, fechei os olhos e peguei um lenço, assoando o nariz discretamente.

Deidara havia me chamado para passar o natal com ele, mas como sua mãe é simpática comigo o melhor foi recusar, Itachi também me chamou, mas Deidara iria ficar furioso se eu aceitasse o convite do moreno e não o dele.

Então, já que minha família foi para a casa de Lee, eu estava sozinho. Além de Dara que dormia no tapete da sala.

Não estava afim de fazer nada, então simplesmente deixei que o sono viesse até mim.

Acordei com um som irritante, era uma sensação familiar, mas não sabia exatamente onde eu havia sentido; quer dizer, havia alguma coisa no meu braço esquerdo que estava o pinicando e o barulho irritante estava ao meu lado.

—Danna...? – abri os olhos o mais rápido que consegui e vi tudo branco, até que consegui distinguir alguém bem alto e sorridente. Eu conheço essa pessoa... Kisame?

—Hm... – resmunguei, piscando algumas vezes. —O que houve?

—Você é um irresponsável sabia? – ouvi a voz de Konan, fechei os olhos sentindo-os arder. —Como pode parar de se alimentar devidamente sabendo que tem anemia?

—Se acalma Konan-chan. – ouvi a voz de Hidan.

—Eu devia ter percebido, ele não estava bem quando nós fomos até a casa dele. – ouvi Itachi dizer, pelo tom ele estava preocupado. —Ele não comeu direito, mas eu não liguei.

—Não se culpe, ele já é velho a bastante para ter consciência disso. – espera, essa voz é de Yahiko?!

—Tem como vocês calarem a boca e deixarem ele acordar direito? – todos obedeceram.

—Obrigado Kakuzu. – agradeci. Respirei fundo e apertei algo que segurava minha mão, devia ser Deidara. Abri os olhos e vi todos eles me olhando atentamente.

Todos estavam lá, junto com Nagato.

—Alguém pode me explicar o porquê eu estava na minha casa e agora estou aqui?

—Nós fomos até a sua casa. – olhei para o lado, encontrando Deidara de olhos inchados. —Você não atendia o celular nem a campainha então o Hidan entrou pela janela do seu quarto, hn. – fiz uma careta e o albino sorriu travesso. — Ele encontrou você deitado no sofá, com a respiração ofegante e quase morto.

—Que exagero. – Kisame murmurou.

—Então trouxemos você para cá, hn. – finalizou, ignorando o outro.

Eu não me lembro de nada.

—Sua pressão abaixou, e estava com febre. – Itachi avisou. —Você nos deu um susto Sasori.

—Tiveram que fazer uma transfusão sanguínea. – Konan falou ainda parecendo preocupada. – Se Deidara, Kisame e Itachi não tivessem o mesmo tipo de sangue que você, nem quero imaginar...

Olhei para o braço de Itachi e Kisame, que estavam com um curativo.

Respirei fundo e me sentei, sentindo uma tontura passageira.

Não sabia o que pensar, todos eles estavam aqui por minha causa? Quer dizer, deixaram todos eles entrarem?

—Eu fiquei tão preocupado. – ouvi um sussurro do loiro, que apertou minha mão mais forte. O encarei e beijei sua mão.

—Obrigado. – agradeci a todos eles.

—Eu não falei com seus pais ainda. – Konan comentou. —Eles estão conhecendo o namorado do Gaara-chan, não é? – assenti. —Não queria os preocupar...

—Melhor assim.

—E não precisa se preocupar com pagamento do hospital. – Nagato se pronunciou pela primeira vez. —É o hospital da minha família, e você é meu amigo, sem preocupações.

Sorri de lado para ele, agradecendo silenciosamente.

—Ok, ok. – Hidan pronunciou. – Chega disso, ele não morreu, é véspera de natal.

—Ele tem razão. – Kisame sorriu novamente e pegou um pacote. —Nós já distribuímos os presentes, só faltam os seus. – me entregou o pacote que peguei com os braços meio moles.

—Eu não posso aceitar, não comprei nada para vocês.

—O Kakuzu também não. – Itachi murmurou encostado em Yahiko. —Não queremos nada em troca, Sasori.

Sorri um pouco envergonhado e abri, vendo uma bola de basquete.

—Você precisa se exercitar, está muito magricela.

Ignorei e agradeci.

Hidan me entregou dois pacotes.

—Abre o azul primeiro.

O abri, vendo um livro. Arqueei uma sobrancelha.

— “Jashinismo”? – li o título do livro vendo Hidan sorrir largamente enquanto o resto do grupo revirava os olhos.

—Agora você pode se converter.

—Ele deu isso para todo mundo, hn. – Deidara levantou um livro igual ao meu.

—Pelo menos vocês ganharam um, eu tenho uns trinta em casa. – Kakuzu resmungou cruzando os braços.

—Vocês querem fazer uma fogueira? – Kisame questionou folheando o livro.

—Vão se foder.

Deixei o livro de lado e peguei o outro embrulho, me arrependendo de ter aceitado o presente do albino.

— “As posições do Kama sutra”? Você só pode estar brincando comigo. – todos começaram a rir, menos Deidara que estava tão vermelho quanto meu cabelo.

—É para combinar com a câmera digital que eu dei ao Deidara-chan.

Dessa vez foi minha vez de corar. Coloquei os livros de lado e peguei o embrulho que Konan estendia para mim.

—Eu vi em uma loja e pensei em você, então comprei. – ela sorriu, Nagato a olhou indignado.

—Foi eu quem comprei.

—O Nagato ajudou.

Abri, tirando um chapéu preto Borsalino. Eu não usava chapéu, mas fiquei com medo de perguntar o porquê ela me deu isso. E porque ela se lembrou de mim vendo um chapéu?

—Estou te dando com carinho. – disse ela. —Então é melhor você usar!

—Nunca disse que não iria. – só pensei.

Deidara pegou o chapéu e colocou na minha cabeça, sorrindo sonhador.

—Você fica bem de chapéu, danna. – tirei-o e coloquei de volta na caixa.

—Obrigado Konan. – Nagato arqueou uma sobrancelha. —E Nagato.

—Toma. – Kakuzu jogou um chaveiro de plástico em cima de mim.

—Você deu um desse para todo mundo. – Yahiko reclamou.

—Pelo menos vocês ganharam. – Hidan bufou.

—Igualdade para todos.

—E eu? – o moreno não respondeu à pergunta do albino, o que o deixou mais nervoso.

—Pensei que ele não tinha comprado nada. – falei para Itachi, que se sentava na cadeira ao lado de Deidara.

—Eu não considero isso como um presente...

—Vocês são uns mal agradecidos.

Abri o embrulho que Yahiko havia me dando, alegando que era dele e de Itachi. Era uma camiseta social, bonita admito.

—Não sabia o que comprar. – o moreno lamentou-se.

—Eu gostei. – sorri para que ele que retribuiu o gesto.

Deidara se inclinou na cama, enquanto Hidan sussurrava algo com Kisame e os dois saiam da sala; o loiro beijou minha bochecha.

—Seu presente está na minha casa, hn.

Ele não estava com um sorriso malicioso, então não sei se era o que eu estava pensando. Mas vindo de Deidara, posso esperar por tudo.

Hidan e Kisame apareceram na porta do quarto, com uma cadeira de rodas. Franzi o cenho com o sorriso travesso dos dois dirigido a mim.

—Vamos ver os fogos de artifícios?

[...]

Normalmente eu não gosto de ficar assistindo os fogos de artifícios do natal, nem do ano novo; em geral, eu não gosto dessas coisas. Mas ver todos eles desejando feliz natal um para os outros e assistindo com tanto gosto, fiz um esforço.

Deidara era o mais alegre de todos, ele gosta bastante dessas coisas, então é normal.

O terraço do hospital era bem silencioso, e alto. Dava para ver tudo de todos os ângulos, e em meio aos fogos vi Nagato e Konan sorrindo, abraçados; Itachi e Yahiko trocando alguns beijos e Kakuzu e Hidan discutindo, porém, às vezes o moreno roubava um ou outro beijo.

Deidara sentou no meu colo, com cuidado para não me machucar. Ele sorriu e me beijou.

—Feliz natal danna. – ele devia parecer feliz, mas havia algo estranho em seus olhos.

—Para você também. – o beijei de novo.

Encostou a cabeça em meu ombro e continuamos a assistir os fogos.

Kisame jogou água em todos nós, dizendo para pararmos com o momento romântico. Hidan e Deidara foram até ele e jogaram algo no mesmo, brincando.

Estava tudo ótimo, menos a insegurança que eu estava sentindo após ver um sentimento que não sei definir nos olhos de Deidara.

Notas finais
Não teve muito PainIta, mas teve /o/ Beijo para todos, um bom carnaval (alguém gosta disso? -q), e muitas fics na próxima semana para vocês ♥ Até o próximo, ou não rç xoxo!