Kiss Me.
43 Final inseguro. Part II
Notas iniciais
—Então, animado? – questionei dobrando algumas camisetas que estavam na cama.
—Um pouco nervoso, admito. – disse ele. —Mas feliz, finalmente a grande viagem chegou.
Itachi dizia colocando seus livros em uma mochila. Eu estava o ajudando a arrumar sua mala, por alguma razão desconhecida ele me pediu isso.
—E seu namoro, como fica?
Ele parou para pensar um pouco, mas logo voltou a guardar seus materiais.
—Normal. – deu de ombros. —Quer dizer, vamos continuar juntos, e iremos nos comunicar sempre que pudermos.
—Então está bem sério, não é? – perguntei me sentando em sua cama, passando as roupas dobradas da cama para uma mala.
—É... – ele sorriu. —Nunca imaginaria que Yahiko fosse alguém tão gentil, carinhoso e divertido.
Não disse nada, não conhecia esse lado de Pain para falar alguma coisa.
O namoro desses dois era bem estranho no começo, quer dizer, eu não imaginava que Yahiko gostasse de Itachi desse jeito; mas se for pensar melhor...
Itachi sempre foi o membro da Akatsuki mais favorecido. Sempre podia sair no meio das reuniões, sempre podia opinar mais do que os outros e bláblá; além de que, sempre o via junto com Yahiko dentro ou fora da organização, e também há o fato de que eu entrei apenas por que Itachi pediu! Se outro membro houvesse sugerido minha entrada, eu nunca teria feito parte da Akatsuki.
Isso quer dizer que Yahiko tem sentimentos por Itachi a muito tempo?! Bem, tanto faz.
—Tudo pronto. – anunciei me levantando e fechando o zíper da mala.
Ele sorriu para mim.
—Obrigado Sasori. – seu sorriso se desfez. —Eu sei que já conversamos sobre isso, mas... você tem mesmo certeza?
Sabia muito bem do que ele estava falando; eu havia dito a ele que tinha passado na prova, mas havia desistido por Deidara. Ele não pareceu muito contente pela minha decisão, mas apenas se gabou por ter tirado mais que eu, nós discutimos, nada demais.
—Eu não vou deixar ele sozinho, Itachi.
—Entendo...
Às vezes me pergunto se essa é a escolha certa. Se eu realmente devo desistir de tudo o que eu lutei, para ficar com a pessoa que eu amo.
Me sinto em um filme meloso clichê que Deidara me fazia assistir com ele.
Eu não vou me arrepender, ainda tenho a bolsa de estudos no colégio, ainda posso fazer o curso na empresa Uchiha, — não estou muito certo sobre essa, mas, bem... -, e posso procurar algum outro recurso, nada para me preocupar...
...nada...
[...]
Sai da limusine agradecendo e me despedindo de Itachi, abri a cerca da minha casa e entrei, fechando-a novamente.
Preciso de um banho, bem quente, demorado e depois tomar chá. Chá gelado de preferência. Peguei minhas chaves no bolso da calça e abri a porta, jogando meu tênis de qualquer jeito no chão.
—Tadaima. – entrei me deparando com Deidara e minha mãe abraçados.
—Okaeri. – Gaara respondeu, sentado ao lado de meu pai.
—Ahn... – todos olharam para mim. —Aconteceu algo?
Deidara se afastou de meus pais e se levantou, andando até a mim e me beijando.
—Não aconteceu nada. – sussurrou acariciando meu cabelo. —Vamos subir? – sorriu alegremente me puxando escadas a cima, como se nada houvesse acontecido.
Meus pais murmuravam coisas entre si junto com Gaara.
Deidara abriu a porta do meu quarto e entrei, vendo-o se jogar na minha cama com um sorriso; às vezes me esqueço o quanto o loiro pode ser bipolar quando quer.
—Danna, lembra quando nós nos conhecemos? – Deidara perguntou de repente sentando-se enquanto eu tirava minha camiseta e meias.
—Como não lembrar? Você quase me matou de susto. – mesmo estranhando tudo isso, respondi calmamente.
Ele riu, uma gargalhada gostosa de se ouvir.
—É engraçado pensar naquele tempo, parece que foi ontem que eu joguei suco em você por falar mal dos meus “amigos”. – ele fez aspas no ‘amigos’. O encarei, pegando roupas limpas do meu armário.
—Eu fiquei um bom tempo lavando aquele uniforme que você manchou com suco.
—Eu era muito idiota, hn.
—Era?
Desviei de um travesseiro voador. Me virei para minha escrivaninha, deixando minhas chaves ao lado da escultura de argila que ele me deu de natal, uma escultura minha e dele com as testas coladas, quase se beijando.
—Sabe, a melhor coisa da minha vida foi conhecer você. – o encarei pelo canto dos olhos, ele tinha um sorriso nostálgico. —Eu sempre ficava feliz quando conseguia arrancar um sorriso seu, ele é tão bonito, hn.
O olhei com uma sobrancelha arqueada.
—O que foi?
—Como assim?
O encarei desconfiado, desde o natal Deidara estava desse jeito. Ficava falando sobre nós antigamente, sobre o meu futuro, e além de tudo, estava muito próximo da minha mãe; não que isso seja ruim, muito pelo contrário, mas... a cena que eu vi foi no máximo estranha.
—Nada, esquece. – peguei uma toalha e sai do quarto, sendo seguido pelo louro.
Entramos no banheiro e deixei a banheira encher.
Queria perguntar a Deidara o que ele estava conversando com meus pais, e porque todo esse suspense. Entrei na banheira, com Deidara sentando-se sobre a borda da mesma e massageando meus ombros.
—Você está tenso, o que foi?
Não respondi, normalmente eu sempre estou tenso.
Mas, esquecendo tudo isso, eu estava feliz. De certa forma confuso, mas feliz. Deidara e eu estávamos juntos a quatro meses sem problemas, tirando a questão de ciúmes. Mas ninguém interferiu em nosso namoro, não havia brigas muito longas e além de que, meu pai agora aceitava o nosso namoro.
Não sei por quanto tempo esse namoro irá durar, por mim poderíamos ficar a eternidade juntos...
—Porque está sorrindo, danna? – ele perguntou passando shampoo no meu cabelo, ele e sua mania de querer cuidar do meu cabelo.
Joguei a cabeça levemente para trás, fitando-o.
—Porque eu te amo.
Deidara corou um pouco, surpreso pela declaração. Sorriu, ainda com as bochechas coradas e se inclinou, beijando-me.
—Eu também te amo, Sasori-no-danna.
[...]
—Deidara! – chamei irritado. —Vamos logo!
O loiro apareceu, meio hesitante e constrangido.
—Desculpe. – pediu enquanto seu motorista abria a porta da limusine. Nós entramos e logo estávamos nos locomovendo para o aeroporto.
Na noite anterior Deidara implorou para dormir com ele, em sua casa. Não que tenhamos só dormido, quando se namora Yamanaka Deidara você não dorme sem algo a mais, mas isso é o de menos.
Agora estávamos indo nos despedir de Itachi, ele disse que queria se despedir no aeroporto, e quem sou eu para negar?
De qualquer forma, Deidara e eu estávamos indo para lá na enorme limusine dos Yamanaka, ainda me sinto um pouco desconfortável com isso, por mim poderíamos ir de ônibus. Mas como estávamos atrasados por culpa do louro...
Quando o automóvel parou de andar, eu estava prestes a abrir a porta quando o loiro me segurou. O encarei, vendo o mesmo olhar que ele tinha no natal, isso me assustou um pouco.
—Nós... Precisamos conversar. – ele disse pegando uma de minhas mãos e ficando em silêncio por algum tempo. Fiquei até com medo do que ele poderia dizer. —Eu quero que você vá com o Itachi, hn.
O encarei incrédulo. Sem saber o que dizer ou fazer.
—Como? – foi tudo o que consegui dizer. Ele abaixou a cabeça fungando, quando levantou pude ver seus olhos começando a ficarem vermelhos.
—Eu sei que você passou no teste, e... Também sei que, você quer ir. – disse entre soluços. Apertou um pouco mais minha mão contra a sua. —Eu sei que você abriu o envelope e viu seu resultado... O Itachi me contou...
Fiquei em silêncio, amaldiçoando Itachi mentalmente.
—Já conversamos sobre isso, se você não for eu não irei. – disse firme. —Agora vamos, antes que nós nos atrasemos mais.
—Sasori, me escuta! – o encarei, e ele estava sério. Decidi o ouvir, quando Deidara está assim, o melhor a se fazer é ouvir o que ele tem a dizer. —Eu conheço você muito bem para saber que você quer ir, e... – hesitou um pouco. —Eu não quero ser um peso na sua vida.
—O quê? Deidara, mas do que você está falado? – afastei nossas mãos. —Você não é um peso na minha vida, eu vou ficar por que amo você e eu...
—E eu quero que você vá por que amo você, hn. – me interrompeu segurando meu rosto com ambas as mãos. —Eu sei que você não quer ficar aqui, sendo um peixe grande em um aquário pequeno, sei que você quer desafios novos, sei que você quer ter estudos melhores. – observei seus olhos marejados. —Você quer dar uma vida melhor para sua família, e por isso você quer ir, para receber estudos melhores, para ser alguém na vida. E eu não quero ficar entre você e seu sonho, danna.
O fitei por alguns longos minutos. E... Por mais que não quisesse admitir, ele estava certo.
Segurei suas mãos sobre meu rosto, e abaixei um pouco os olhos, raciocinando um pouco. Mordi o lábio inferior e voltei a olhar para ele.
—Não. Eu não vou deixar você aqui sozinho, eu... – minha voz vacilou um pouco, e ele soluçou. —Eu não quero ficar longe de você...
—Danna, por favor, não me faça sentir isso... – ele tocou meus ombros e secou algumas das lágrimas dos meus olhos, que só então percebi que estava chorando. —Eu não quero me sentir como um peso para você, hn.
—Você não é um peso!
—Sou sim! Sasori, se não fosse por mim, você estaria junto com o Itachi agora, naquele aeroporto, indo embora para viver sua vida. Por favor, danna.
Solucei, e abaixei a cabeça. Eu não estava acreditando que o Deidara, aquele loiro ciumento que nunca iria querer me ver ao lado do Itachi, estava me pedindo isso.
Eu realmente queria ir, mas também não queria ficar longe dele.
—Nós podemos continuar comunicados. – comentou entre soluços. —Podemos fazer ligações, conversar por mensagens, e-mails, chamadas de vídeos, e até mesmo cartas, hn.
—Deidara, eu não posso... – sussurrei, fungando.
—Pode sim... Olhe. – levantou minha mão e a sua, deixando-as juntas no ar. —Vamos sempre estar conectados, hn. —olhei para nossas alianças, e sorri fracamente.
Afastei minha mão e o abracei, soluçando e o apertando entre meus braços.
—Obrigado...
Afastou-se, soltando-se do meu abraço e beijando minha testa, sorrindo logo após.
—É melhor nós irmos, ou vai perder o avião, hn. – e com isso, meio hesitante, saiu do carro.
Fiquei por mais algum tempo, respirando fundo e apoiando o rosto nas mãos. A fixa ainda não havia caído totalmente, eu não conseguia acreditar que Deidara estava fazendo isso...
Ouvi algumas batidas e sua voz me chamando, e após respirar fundo mais algumas vezes, sai do carro. Vi duas malas ao lado do carro e ele tinha uma mochila nas costas.
—Isso é meu? – perguntei me aproximando, secando algumas lágrimas do rosto.
—Sim, hn. – fungou. —Sua mãe me ajudou a fazer...
O encarei e vi que ele estendia uma das mãos para mim. A segurei, entrelaçando nossos dedos, e peguei uma das malas de rodas, ele pegou outra. Seu motorista ficou nos olhando, e começamos a andar.
Eu ainda estava meio aéreo com tudo isso, ele tentava me incentivar apertando minha mão e sorrindo para mim.
Nós atravessamos a porta do aeroporto, e andamos pelo local, desviando de algumas pessoas indo em direção onde Itachi estaria. Perguntava-me se ele sabia sobre isso, se ele também ajudou nessa ideia maluca.
E foi ai que a fixa caiu, por isso que minha okaa-chan e Deidara estavam tão próximos nesses últimos dias, era sobre isso que ele estava conversando com minha família naquele dia? O loiro foi me dizendo que a passagem já havia sido paga, e que havia tudo o que eu precisaria nas malas; não disse nada o caminho todo, acho que os meus soluços já eram mais do que suficiente.
Nós passamos por outra porta, e entramos em um lugar cheio de janelas de vidro, deixando a luz passar pelos meus olhos. Havia alguns aviões do lado de fora das janelas, e eu vi pessoas conhecidas em frente a uma terceira porta, onde algumas pessoas passavam após entregar suas passagens para um homem de uniforme. Soltei a mão de Deidara e fui até eles, abraçando minha mãe, que parecia ter chorado um rio.
—Oh meu amor... – ela me olhou, acariciando meu rosto. —Olhe só para você, crescendo tão rápido...
—Por que não me disse nada?
Ela mordeu o lábio e secou um pouco o meu rosto molhado.
—Por que você não iria aceitar, e eu sabia que apenas o Deidara-chan iria te fazer mudar de ideia. – beijou minha testa. —Eu te amo Sasori, e quero o seu bem... Por isso quero que você vá!
Abaixei o rosto, soluçando e a abraçando.
—Eu te amo, okaa-chan.
Senti uma mão no meu ombro e vi meu pai ao nosso lado. Soltei do nosso abraço e o fui até ele, sentindo seus braços me circularem.
—Estou orgulhoso, filho.
Funguei, o apertando mais forte. Afastei-me, vendo Chiyo-baasama com os braços abertos para mim. Solucei mais uma vez, abraçando-a.
—Chiyo-baa...
—Acalme-se querido. – acariciou meus fios vermelhos. —Tome cuidado, qualquer coisa nos ligue, sim?
Assenti ainda entre soluços.
—Sasori-chan, vá se despedir se seus amigos. – minha mãe falou apontando para o lado, onde pessoas nos assistiam.
Abaixei a cabeça, afastando-me de minha avó e indo até eles. Kisame foi o primeiro a se manifestar, me segurando pela cintura e me suspendendo no ar.
—Se cuida Sasori-san! – me colocou no chão após um abraço de urso.
Hidan apareceu sorrindo, mas foi cortado por Kakuzu.
O moreno apertou minha mão, sem dizer nada. O albino apareceu atrás de si, o empurrando e gritando alguns xingamentos.
—Porra, sai da minha frente! – ele empurrou Kakuzu e Kisame, me abraçando logo após. —Caralho, vou sentir sua falta Sasori-chan!
—Eu também Hidan, mas... Não respiro...
—Você vai matar ele! – Kisame tentou soltar nosso abraço.
Hidan me soltou fungando falsamente e sorrindo logo após.
—Boa sorte. – ele disse normalmente, como um ser humano qualquer.
—Obrigado.
Ouvi um choro feminino se aproximar, Konan estava soluçando e com a maquiagem toda borrada, junto com Nagato que segurava uma caixa de lenços.
—Sasori! – correu até eu e me abraçou, me apertando forte e fungando no meu ouvido. —Eu vou sentir tanto a sua falta, o que vai ser de mim sem você aqui?
—Konan, não é para tanto. – há a apertei um pouco mais. —Eu também vou sentir sua falta.
Ela me soltou, tirado mais um lenço da caixa nas mãos do ruivo. Aproximei-me dele, apertando sua mão livre.
—Boa sorte, Sasori.
Vi Naruto e Sasuke se aproximarem, junto com Gaara e Lee. O loiro chorava, enquanto o moreno revirava os olhos; Gaara estava de cabeça baixa e Lee segurava seus ombros.
Fui até o ruivo primeiro, tocando seu ombro e vendo seus olhos vermelhos.
Ele me abraçou, tão forte quanto nossa mãe.
—Promete sempre ligar. – pediu em um sussurro.
—Prometo. – me afastei um pouco, sorrindo fracamente. —Promete cuidar do Dara? – ele sorriu triste e assentiu. Olhei para Lee, e apertei sua mão. —Cuide bem dele.
—Pode deixar!
—Ah Sasori, nós nos conhecemos tão pouco e você já vai embora, dattebayo. – Naruto fungou. —Por favor, fica, eu juro nunca mais pensar que vocês dois são a mesma pessoa.
Tanto eu quanto Gaara reviramos os olhos.
—Eu vou voltar um dia, Naruto. – abracei, depois de um tempo tentei me soltar, mas o loiro não deixou.
—Deixa ele, dobe.
—Cala a boca teme! É um momento triste!
—Hunf... – ele me olhou e deu de ombros. E foi assim que ele se despediu.
Olhei atrás dos quatro, e vi Itachi junto com sua família, ao seu lado Yahiko estava. Os dois se aproximaram, com o alaranjado carregando duas malas.
—Ei Sasori, você está péssimo. – o moreno brincou, me abraçando. —Tem certeza que quer ir?
Pensei um pouco.
—Sim e não...
—Entendo. – ele tocou meu ombro e olhou para Yahiko. O alaranjado me encarou e fez um acenou com a cabeça, se afastando.
Olhei para a família Uchiha e a Yamanaka, acenando brevemente. A mãe de Deidara parecia feliz em ver que eu iria embora.
—Danna... – olhei para trás e vi Deidara com um lenço, que tenho certeza que ele pegou de Nagato.
Fui até ele em passos largos, assim como ele. O loiro pulou no meu colo, prendendo as pernas na minha cintura, e chorando no meu ouvido.
O apertei, ficando por algum tempo assim; quando ele se soltou, ainda com os braços em volta do meu pescoço, me beijou. Pedindo passagem e sendo concebida. Apertei sua cintura, enquanto ele mordia meu lábio inferior.
—Eu vou sentir tanto a sua falta... – sussurrou no meu ouvido, fazendo meus pelos se arrepiarem.
—Eu te amo. – disse tocando seu rosto. Ele fechou os olhos e soluçou, voltando a me abraçar.
Senti uma mão apertar meu ombro, e vi Itachi me chamando. Com muita dor no coração, soltei meu loiro, pegando a mochila de suas mãos. Ele me encarou com os olhos inchados e foi comigo até meu pai, que estava com minhas malas. Itachi pegou uma delas, as suas já deviam estar com as outras bagagens; e pegando a outra, eu fiquei na porta, olhando minha mão e a de Deidara entrelaçadas.
Respirando fundo e olhando para ele uma última vez, a soltei, entrando.
–Eu também te amo, danna! – ele gritou antes que eu saísse de seu campo de visão, entrei a passagem para o responsável e entrei ao lado do Uchiha.
Foi difícil entrar no avião e passar horas sentado em pleno ar, pensando se eu iria me arrepender de ter aceitado isso.
O moreno ao meu lado me abraçou, dizendo que tudo iria ficar bem e que nós iriamos voltar em breve.
Tentei guardar o choro e respirei fundo mais uma vez. E foi assim, que nós saímos do avião; apesar de Itachi puxar assunto e tentar me animar, eu não conseguia crer que aquilo estava mesmo acontecendo.
Que, depois de tudo o que nós dois passamos, nós iremos ficar longe um do outro.
E, agora, caminhando para fora do aeroporto e entrando em um taxi que o Uchiha chamou, eu dei adeus a minha antiga vida.
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