Kiss Me.

18 Eu amo você.


Notas iniciais
Oi lá ~~ -q
Alguém animado para ler esse capítulo? Não, ok ;-;
Já avisando, eu sou muito ruim em lemons, então desculpem desde já!
Sem criatividade para título, mds -.-'
Desculpem qualquer erro e boa leitura ♥

(...)— Estou perdidamente apaixonado por você, loiro idiota! Eu te amo como nunca amei ninguém. (...)

Ele me encarava ainda com os olhos arregalados, algumas lágrimas caiam de seus orbes; espero que sejam de felicidade.

—Sasori-no-danna, se isso for uma brincadeira, não tem graça, hn! — disse afastando-se, arqueei uma sobrancelha.

—Não acredita em mim? — questionei com a voz baixa.

Não esperava esse tipo de reação, isso me assustava.

—É que... Eu... Não esperava isso... — respirou fundo, e segurou o cabelo angustiado. — Eu não sei como reagir...

—Como assim? Você não me ama? — não queria parecer tão desesperado, mas eu estava surpreso e estava sendo inevitável.

— Sim, eu amo, hn! — sorriu fraco secando algumas lágrimas. —Danna... — suspirou. — Eu te amo tanto, mas eu tenho medo…

Medo? Ok, estou confuso.

Espere, se for pensar bem, ele poderia estar falando do último relacionamento dele, mas eu sou diferente, eu nunca faria algo daquela forma.

—Dei, eu te amo, confie em mim?!

Ele me encarou por alguns minutos e ficou em silêncio, apenas observando minhas ações. Aproximei-me dele, tocando sua bochecha molhada e rosada, vendo-o fechar os olhos apreciando o toque.

— Deixe que eu prove… — pedi aproximando nossos corpos e abraçando sua cintura com um dos braços e continuei com a outra mão em seu rosto.

Aproximei nossos rostos, tocando sua testa com a minha. Senti sua respiração se misturar com a minha e apertei sua cintura, tocando seus lábios com os meus lentamente. Ficamos apenas com eles colados, enquanto suas mãos tocavam em meus ombros e iam até minha nuca, acariciando os fios ruivos.

Lambi seus lábios, fazendo com que ele os entreabrisse e me desse passagem. Ele ofegou entre o beijo, enquanto eu o empurrei de leve até a parede mais próxima. E enquanto nossas línguas brincavam uma com a outra dentro das bocas úmidas e quentes, senti uma de suas mãos tocarem a gravata da escola.

Logo o ar faltou, infelizmente, nos afastamos ofegantes, ainda abraçados. Dei um beijo e uma mordida em seu pescoço, sorrindo ao ver que ele havia se arrepiado.

Suas mãos travessas deslizaram do meu pescoço até minhas costas, apertando um pouco.

— Quer subir? — ele perguntou no meu ouvido, fazendo um fraco arrepio passar pelo meu corpo.

O que ele queria? Não pode ser o que estou pensando, ou pode?!

Apesar de ter 16 anos e ser um adolescente cheio de hormônios, eu nunca havia feito sexo em minha vida, e pensar que Deidara era mais experiente do que eu me assustava um pouco.

— Danna? — me chamou e o encarei, voltando a selar nossos lábios de forma mais brusca.

Tudo bem, não sei se estou preparado para tal coisa, mas eu realmente amo Deidara e se for com ele, por mim tudo bem. Eu acho… Droga, eu estou indeciso...

Eu tenho dez minutos para decidir isso.

Ele agarrou meus ombros, abrindo meu blazer negro e jogando no chão, logo depois foi à vez da gravata vermelha. Minhas mãos desceram de sua cintura para suas nádegas e corei um pouco ao ouvir gemer entre o beijo.

Novamente o ar faltou, ele me encarou corado e ofegante. Tenho oito minutos.

O puxei pela gravata do uniforme e beijei seu pescoço, enquanto seus dedos tratavam de desabotoar minha camiseta branca. Apertei uma de suas coxas e ele pulou no meu colo, me surpreendendo um pouco e quase me fazendo cair. Por sorte, consegui me equilibrar em uma estante ao nosso lado.

Segurei suas pernas entrelaçadas em meu quadril e andei com dificuldade até as escadas, subindo os degraus quase caindo com o peso extra. Deidara beija meu pescoço puxando meus cabelos levemente.

Cinco minutos.

Bati na porta do meu quarto com o pé, em uma tentativa falha de abri-la. Encostei o loiro na porta, o segurando apenas com uma mão, e com a outra procurei pela maçaneta, girando-a e abrindo a porta. Adentrei o quarto deixando a porta aberta e joguei o loiro na cama, o vendo sorrir. Três minutos.

Subi em cima dele, voltando a beijar sua boca rosada e levei uma das mãos até seu rabo-de-cavalo, soltando-o e acariciando seus fios dourados.

Dois minutos.

Mordi o lóbulo de sua orelha, enquanto ele tirava minha camisa. Um minuto.

— Danna, quer fazer isso mesmo? — perguntou depois que me afastei um pouco dele.

Pensei um pouco antes de sorrir e responder com a voz ofegante.

— Sim. — está decidido.

Ele sorriu, acariciando meu pescoço enquanto eu tirava seu blazer e gravata. Quando me dei conta, estávamos apenas de boxer, nos beijando de forma quase desesperada. Eu brincava com a barra de sua boxer branca, enquanto ele arranhava minhas costas, com toda certeza ficaria marcada; principalmente pela pele ser muito clara.

Afastei nossos lábios, e depois de morder sua bochecha abaixei o corpo, tirando sua última peça de roupa sem rodeios. Fitei seu membro rígido, enquanto ele me encarava corado.

—Você é lindo Deidara. — comentei com o rosto quente, voltando a beijar-lhe os lábios com mordidas, deslizei minhas mãos em suas coxas roliças, enquanto uma das mãos ia de encontro ao pedaço de carne em seu baixo ventre; ele soltou um gemido baixo afastando nossos lábios.

—Posso perguntar uma coisa? — seu rosto estava corado e a respiração ofegante, não pude deixar de sorrir ao ver tão submisso a mim. Concordei e ele prosseguiu. — Nós estamos juntos? Como… Namorados?

Franzi o cenho.

—Deidara eu estou com a mão no seu pênis, temos intimidade suficiente para sermos mais que amigos... — comentei ainda com a mão em seu membro latejante.

Ele corou mais e sorriu maliciosamente, jogando-me para o outro lado da cama e subindo em cima. Beijou meu pescoço, dando mordidas e chupões. Desceu os lábios até meus ombros, indo em direção a meus mamilos, passando a língua e mordendo.

Suspirei prazerosamente quando ele desceu até minha barriga, distribuindo beijos pequenos na região. Adentrou as mãos dentro de minha boxer preta obrigando-me a conter um gemido alto, fez uma massagem forte e quando tirou a mão do local sentou em cima, rebolando.

Gemi baixo apertando sua cintura. Ele se soltou abaixando minha boxer e assobiando após dar uma boa olhada em meu membro.

Corei e ele riu divertidamente. Idiota, hunf!

Desceu a cabeça até uma de minhas coxas e deu uma mordida forte, suas mãos massagearam meus testículos e deu um beijo na glande. Olhou-me uma última vez e abocanhou meu membro, colocando tudo o que conseguia na boca.

Arqueei as costas e segurei os lençóis da cama, não podendo conter o gemido alto que escapou de minha boca.

Começou a fazer movimentos vai e vem, sugando às vezes. O loiro acariciava minhas coxas enquanto eu puxava seus cabelos loiros, gemendo alto. Soltava meu membro para lamber e morder minhas coxas, para depois colocar tudo na boca novamente. Eu gemia mais alto quando ele raspava levemente com os dentes, ou quando fazia os movimentos mais rápidos.

Aquela era uma sensação única, que nunca imaginei provar. Tudo bem que, se for pensar bem é até nojento, mas tudo o que estava me propondo; os arrepios, a dificuldade de fechar e calar a boca por conta dos gemidos que teimavam em sair, e o melhor de tudo, o calor da boca do loiro, eu estava sentido de uma forma diferente.

Uma sensação tão boa que nem consigo descrever direito.

Suas mãos deslizaram até meu abdômen, esfregando-as gentilmente e apertando um dos meus mamilos.

— Dei-awn... — mexia meu quadril, fazendo movimentos de estocadas em sua boca quente, ele soltou tossindo um pouco, quase havia engasgado.

Voltou a colocar na boca, sugando com força e passando a língua na virilha e mordendo a coxa. Passou para a glande, descendo até os testículos e lambendo novamente.

Senti que meu membro começava a latejar e com isso, o loiro parou os movimentos. Soltei um resmungo involuntário e ele riu, voltando a beijar meus lábios.

Inverti as posições ficando por cima outra vez. Lambi seu pescoço e ele me empurrou levantando, fazendo-me franzir o cenho. Ele saiu do quarto, ignorando meus chamados.

Já estava quase indo atrás dele, mas o vi voltar com um sorriso radiante nos lábios e me empurrou deitando-me novamente; estendeu um pacote para eu ver e o abriu, dando-me a visão da camisinha.

Nem quero saber o porquê ele tem uma dessas.

Segurou meu membro dando um beijo na ponta e o cobrindo com o preservativo. Pegou uma de minhas mãos e beijou dois dedos, os colocando na boca logo após.

Eu apenas observava sem reações.

Depois de umedecer os dedos se levantou e me chamou, levantei e o vi ficar praticamente de quatro na cama. Corei ao ver Deidara tão submisso desta forma.

Com calma coloquei um dos dedos em sua entrada de forma tímida, ele pareceu desconfortável, mas não demorou muito para se acostumar; coloquei o segundo meio incomodado pelo loiro não senti nenhuma dor.

Odeio imaginar que ele já esteve nessa situação com aquele idiota do Obito. Balancei a cabeça afastando esses pensamentos, agora não é hora de ficar imaginando isso...

Mexi os dedos em seu interior o ouvindo gemer baixo. Retirei os dígitos e beijei suas costas, subindo para a nuca e mordendo sua orelha.

Passei o dedo em suas nádegas e ele ofegou, sorrindo maliciosamente para mim. Aproximei-me de seu ouvido, sussurrando:

—Vire, quero olhar em seus olhos enquanto estivermos fazendo isso! — minha voz saiu rouca, mais do que o normal.

Ele me olhou por cima do ombro e obedeceu deitando de barriga para cima, a qual depositei um beijo suave.

Abri suas pernas, sentindo meu membro ficar um pouco dolorido pela vontade de entrar nele; mordi o lábio inferior e comecei a penetração sem avisos. Ele deu um gemido alto de dor e cravou as unhas em minhas costas, mordeu o lábio inferior com força enquanto eu continuava a entrar em seu interior.

Entrei até onde pude, sentindo sua cavidade pressionar meu membro de forma prazerosa. Levantei a cabeça, sem me mexer, observando sua expressão.

— Quer que eu saia?

—Não, hn. — respondeu ainda arranhando minhas costas. —Espere mais um pouco…

Deidara me abraçou e depositou beijos em meus ombros, comecei a acariciar seus cabelos e suas coxas macias. Depois de um tempo nisso, ele começou a se mexer timidamente.

Considerei isso como um incentivo e comecei a mexer o quadril lentamente, ele fez algumas caretas de dor, mas não parecia estar doendo tanto.

Continuei com os movimentos lentos por algum tempo.

—M-mais rápido, Danna… — pediu com a voz rouca e baixa.

Atendi seu pedido começando a estocar mais forte e mais rápido, aumentando seus gemidos. Deidara era muito escandaloso, mas eu estava adorando o ver gemer daquele jeito por algo que eu estava fazendo.

Principalmente quando ele gemia meu nome.

Aumentei ainda mais a velocidade, sentindo-o entrelaçar suas pernas em minha cintura, movimentando-se junto comigo.

—D-danna… Eu… Eu a-amo você, hmmmm. — disse entre gemidos.

— D-deidara… — gemi, estocando com mais força.

—Hmmmm. — apertou as pernas mais em meu quadril, fazendo com que eu entrasse mais dentro de si.

Suas unhas me arranhavam, chupava meu pescoço e gemia no meu ouvido, fazendo com que eu ficasse mais excitado, — se é que fosse possível.

Diminui a velocidade das estocadas e aumentei a força. Seu corpo começou a se mexer mais rápido, mas não eu não parei os movimentos violentos.

—S-sasori! — jogou a cabeça para trás gemendo meu nome como se não houvesse amanhã.

Essa sensação de estar dentro dele conseguia ser melhor do que o sexo oral que ele havia feito anteriormente.

Eu nunca fui um cara de dizer coisas sujas, até por que minutos atrás eu era virgem, mas pelas coisas eu sussurrava no ouvido dele iria ficar com nojo na manhã seguinte.

E isso parecia o excitar mais.

Em um dos momentos das estocadas mais fortes, o loiro gritou pedindo para que eu acertasse em um ponto especial. Eu obedeci, claro.

Aposto que havia acertado sua próstata. Nisso, ele me empurrou para o outro lado, ficando sentado em meu membro, "cavalgando" com força.

Gemi alto ao me sentir totalmente dentro dele, apertei sua cintura com uma força desnecessária. A intensidade das estocadas fazia um som alto, que era apenas abafado pelos gemidos altos do loiro. Espero que os vizinhos não escutem.

Ele abaixou um pouco a cabeça, olhando para mim. Seus olhos estavam escuros, quase se perdendo nas pupilas. Sorriu com o rosto corado, e alguns fios dourados grudado na testa e nos ombros suados. Levei uma das mãos até seu rosto, o vendo fechar os olhos e rebolar, fazendo-me arquear as costas no colchão.

Levei a mão até seu membro novamente, o estimulando em uma velocidade impressionante. Ele continuava a cavalgar com força e sua cavidade continuava a me pressionar.

Nunca imaginei que Deidara fosse tão bom, se é que me entende.

Se eu soubesse que isso era tão bom, teria feito há muito tempo. Pensando bem, não teria uma pessoa para fazer comigo, enfim…

Ele aumentou a velocidade, arrancando um gemido rouco de mim.

Abaixou o corpo de novo, beijando meus lábios enquanto rebolava em meu colo, quando voltou a subir o segui, ficando sentado e o ajudando com os movimentos de subir e descer, segurando sua cintura lhe dando um apoio.

Suas mãos voltaram a ir para minhas costas, arranhando novamente. Meus lábios foram de encontro a seu pescoço, mordendo e chupando, deixando marcas avermelhadas.

Selei nossos lábios, ainda com os movimentos.

Seu corpo subia e descia, jogou sua cabeça para trás, arqueando o corpo e gemendo mais alto, meu nome para ser mais exato. Foi quando ele chegou a seu limite, despejando seu líquido em meu abdômen, e diminuindo a velocidade, mas não parando os movimentos.

Rolei na cama, ficando por cima novamente e segurei suas pernas, enquanto ele gemia baixo. Aumentei a velocidade das estocadas, sentindo meu membro ser pressionado com força, mas de forma prazerosa.Não sei o porquê, mas eu bati em suas nádegas com um pouco mais de força necessária; ele mordeu o lábio inferior com força e sorriu maliciosamente.

Tenho certeza que ele ira ficar com mais marcas do que eu, e por todo o corpo, mas quem liga?Logo cheguei ao meu orgasmo, urrando e parando os movimentos lentamente.

Deitei meu corpo suado em cima do seu, ainda dentro de seu interior. Podia sentir seu coração bater forte, e sorri ao sentir suas mãos tocarem meus cabelos molhados pelo suor.

Nunca imaginei que esse momento fosse com um homem, muito menos com Deidara. Mas foi a melhor experiência da minha vida.

—Danna?

— Hm?

—Pode sair de dentro da minha bunda? Hn… — corei e levantei, saindo de dentro dele e tirando o preservativo. Ele sorria de orelha a orelha e abriu os braços, chamando-me para um abraço.

O abracei beijando seu pescoço, sentindo meu corpo ser apertado ao seu.

—Eu te amo, hn.

— Eu também te amo.

[...]

Respirei fundo sentindo os raios solares adentrarem o quarto, mexi meu corpo resmungando sozinho. Abri os olhos olhando para o relógio, pulando da cama ao ver que havia perdido o horário da escola.

Merda!

— Ohayo, hn! — vi Deidara entrar com uma bandeja em mãos, um sorriso enorme no rosto.

—Ohayo. — ele colocou a bandeja em meu colo, dando-me visão do café da manha caprichado. —Não precisava…

Aproximou-se me dando um selinho rápido e sentando na cama com dificuldade. Corei ao imaginar o por que.

—Fiz você perder o horário, desculpe, hn. — comentou colocando uma torrada em minha boca.

—Não tem problema. — disse depois de engolir. —Faltar apenas um dia, não faz mal. — faz sim, mas não quis estragar o momento.

Observei-o enquanto comia, vestia a calça preta do uniforme escolar e uma camiseta vermelha com detalhes brancos, a reconheci como minha. Também percebi que continha inúmeras marcas em seu pescoço, vermelhas e roxas. Seus cabelos estavam presos em um coque mal feito, mas não estava feio.

Estávamos juntos agora, isso soava bem, mas ainda era estranho.

Fiquei pensativo fitando meu café, agora estávamos juntos, Obito ou Tobi não poderia chegar perto dele agora, por que eu estaria o protegendo e, Itachi…

Ah, Itachi. Eu havia até esquecido sobre o que ele me disse ontem. Será egoísmo meu chegar à escola de mãos dadas com Deidara, dizendo que estamos juntos para todos enquanto no dia anterior o moreno confessou seu amor por mim?

Ou seria mais egoísmo esconder dele?

—Danna, o que foi?

Encarei os olhos cheios de preocupação em minha frente, suspirando.

—Dei, seu eu pedir uma coisa, promete não ficar com raiva? — ele me olhou desconfiado, mas confirmou. —Não conte para ninguém sobre nós.

—Por quê?-pelo tom de voz ele havia ficado chateado.

—Primeiro, meus pais não podem saber ainda. — comentei sincero, ele concordou. —E… tenho que te contar uma coisa.

[...]

Entrei na sala, desviando de algumas bolinhas de papeis. Caminhei calmamente até minha cadeira, respirei fundo e relaxei na cadeira.

Eu estava feliz. Podia não demonstrar, mas estava. Passei o dia anterior com o loiro e foi muito agradável. Mesmo que ele tenha dado um ataque quando contei que Itachi havia se confessado; ele fez um escândalo dizendo para eu me afastar do moreno.

E depois de discutir, desviar de alguns pratos que ele jogou em mim, nós fizemos amor de novo. Ficamos juntos até meus pais chegarem, depois disso tivemos que disfarçar.

De qualquer forma, o tempo que passamos sozinhos foi muito bom.

—Bom dia. — olhei para o lado, encontrando o Uchiha com a típica expressão de indiferença.

—Bom dia… — que situação inconveniente. Ficamos em um silêncio desconfortável. —Ansioso para a prova? — questionei tentando cortar aquele silêncio constrangedor.

—Na verdade, confiante… — respondeu abrindo um sorriso pequeno. — Aposto que consigo ir melhor do que você.

Sorri de lado, pelo menos ele não está tão chateado, ou não está demonstrando.

—Vamos ver.

O professor entrou e pediu silêncio, entregando os gabaritos. Eu estudei quase o mês inteiro, tenho obrigação de ir bem.

Afastei tudo de minha mente e comecei a prova, balançando a cabeça às vezes quando a imagem de Deidara vinha em mente. Agora não é hora de pensar nisso! Concentração!

Quando terminei a maldita prova, suspirei aliviado e entreguei ao professor. Itachi havia terminado antes e disse que iria fazer algo; por que acho que ele esta me evitando? Bem, acho que não importa.

Caminhei pelos corredores da escola, pensando em qualquer coisa que vinha em mente.

—Ei Sasori-san! Como vai? — uma veia saltou de minha testa. Olhei para o lado, encontrando o mascarado encostado a uma parede.

Aproximei-me, segurando-o pelo colarinho da camiseta branca do uniforme.

—É melhor ficar longe do Deidara, entendeu Uchiha Obito?! — disse cerrando os dentes.

Ficou em silencio, apenas me encarando. Depois de alguns segundos soltou uma risada irônica.

—Patético! — comentou mudando o tom de voz. —Acha mesmo que ele te ama, Akasuna?

—Tsc… Espero não o ver perto do loiro! — soltei-o e me afastei um pouco.

—Ou o que?

— Sasori! — olhei para trás e vi Kakuzu se aproximar calmamente. —Pain está lhe chamando, venha rápido. — puxou-me pelo punho.

Franzi o cenho vendo Obito acenar cinicamente. Maldito.

—Droga Kakuzu! Me solta! – parei de andar, o obrigando a parar também.

—Ficou maluco? – questionou com sua voz alta e grave.

—O quê?

— Não se intrometa com o Obito, ruivo. — disse o moreno seriamente. —Você pode se dar muito mal.

—Hunf. – resmunguei sem saber o porquê ele estava dizendo isso. —O que o Pain quer?

—Nada, apenas quis te tirar de perto do Uchiha. – deu de ombros e eu revirei os olhos. —Mas Yahiko marcou uma reunião hoje.

Pensei um pouco, forçando minha memória.

—Quem é Yahiko?- perguntei de cenho franzido.

—É o verdadeiro nome do Pain, ou achou que ele se chamava assim?

—Não… — na verdade eu achava sim.

—Tire essa cara de tacho do rosto, porra. – disse começando a andar novamente, o acompanhei.

—Cala a boca.

—Yo Kakuzu! Sasori-chan! – vimos Hidan se aproximar depois de um tempo de caminhada.

— O que quer?- o moreno perguntou e eu ainda não consigo imaginar os dois sozinhos.

— Não fala assim comigo velhote! – mostrou o dedo do meio ao maior. —Ei Sasori-chan, o Deidara-chan está te procurando.

—Onde ele está?

—No terraço.

—Ele não foi para a aula?- perguntei mais para eu mesmo do que para Hidan.

—Como é que eu vou saber caralho?- respondeu com sua típica simpatia e sutileza.

—Você é da mesma sala dele seu idiota! – Kakuzu comentou cruzando seus braços.

—Eu matei aula porra, difícil entender? – bufou irritado e revirei os olhos, tenho quase certeza que Kakuzu também revirou. —E você? O que faz aqui? – perguntou ao maior, ignorando minha presença.

—Eu terminei uma prova e fui dispensado, por que diferente de você, eu tenho futuro!

—Ora seu…

Os dois ficaram discutindo enquanto eu me afastava lentamente sem chamar a atenção alheia. Fui à direção ao terraço em passos largos, sentindo minhas mãos suarem um pouco.

Que ridículo. Pareço àquelas garotinhas idiotas apaixonadas.

Para minha sorte, não encontrei ninguém no caminho, e assim rumei o mais rápido possível até o terraço, de encontro ao loiro.

—Deidara? -chamei entrando no local, fui recebido com um beijo. Quase cai, sentindo meu pescoço ser rodeado por pares de braços.

Ele se afastou e sorriu de orelha a orelha e eu o acompanhei, mesmo que com um sorriso pequeno. Fechei a porta, voltando a selar nossos lábios.

Arrependo-me, e muito, de não ter admitido que o amava antes.

Notas finais
Ei gente, quero perguntar algo: o que vocês acham da fic? Acham muito forçada? Pouco/ muito clichê? Só uma curiosidade ^-^'
Espero que tenham gostado do capítulo >////< Não foi um lemon de 3mil palavras, mas chegou perto, 2mil e alguma coisa -q
Até o próximo, hn?! 8D
Beijos ~