Kiss Me.

23 Ciúmes


Notas iniciais
Oi gente :3 Eu estou adorando essa novo editor do nyah! *u* -q Muito bem, vamos lá. Não revirei por pura preguiça, desculpem os erros. Espero que gostem!

Abri meus olhos sentindo o esquerdo doer e demorar a focar a visão. Respirei fundo e me sentei, sentindo minhas costas doerem; isso que dá dormir no chão, desconfortável. Despreguicei-me e olhei para o lado, vendo Deidara ainda dormir serenamente.

Pensei em nossa “conversa” de madrugada, em como ele estava chorando, em como ele havia me rejeitado e... Hunf.

Deitei novamente fitando o teto e respirando fundo. Eu estou me sentindo um idiota! Todas aquelas vezes que ele disse que me amava, era tudo mentira? Todos os nossos abraços, beijos, noites juntos... Foram mentiras? Se for, será apenas da parte dele, pois para mim aquilo foi verdadeiro, e eu realmente amo ele.

Mas descobrir que ele ainda nutre sentimentos pelo Uchiha me deixa irritado, frustrado... Hunf.

Olhei para ele e suspirei. Levantei e caminhei até as escadas, indo em direção ao meu quarto. Peguei algumas roupas e coloquei uma toalha em volta de minha cintura, após perceber que ainda estava nu. Caminhei até o banheiro e joguei um pouco de água no rosto.

Como eu iria olhar para Deidara agora? Eu sempre fui uma pessoa muito confiante, mas agora...

Entrei no box e liguei o chuveiro, sentindo os pingos de água gelada caírem de minha cabeça e descerem para meus ombros, indo para as costas e etc. Encostei a cabeça no azulejo, e fechei os olhos, sentindo meu corpo relaxar um pouco.

Tentava afastar as sensações e pensamentos ruins, deixando minha mente vazia. Queria voltar para a sala, abraçar o loiro e fingir que estava tudo bem entre nós dois, mas infelizmente, isso ia apenas me iludir e me deixar mais angustiado.

Estava tão concentrado no som da água batendo no chão, que não percebi alguém entrando no box, só me dei conta quando senti as mãos quentes desta pessoa tocarem minhas costas.

E pelo toque, eu já sabia exatamente quem era.

—Ohayo... – sussurrou com sua voz grave em meu ouvido, fazendo meus pelos arrepiarem-se. —Por que não me acordou, hn?

Não respondi, continuei na mesma posição tentando ignorar sua presença. Ele realmente estava fingindo que nada houvesse acontecido?

Senti a ponta de seu nariz passar pelo meu pescoço, segurei um suspiro enquanto ele alisava meu abdômen molhado. Começou a beijar meus ombros, descendo suas mãos para meu membro.

—Hm... – soltou um gemido rouco próximo de meu ouvido. Bufei irritado e o afastei, empurrando-o para o outro lado. —O que foi?

O encarei incrédulo e sai do box, enrolando-me em uma toalha e saindo do banheiro.

—Danna! – ignorei seus chamados e batia a porta do quarto com tanta força que teria sido ouvido do lado de fora da casa.

Joguei-me na cama, mesmo molhado. Fechei os olhos e tentei me afogar no meu próprio drama. Que situação ridícula para alguém como eu.

Troquei de posição, fitando o teto. Por que estou assim? Apenas por uma droga de namorado? Eu nunca fui desse tipo, e não é por Deidara que irei mudar.

Levantei e peguei uma camiseta e uma bermuda qualquer, vestindo-as. Desci as escadas com a toalha no pescoço ouvindo o barulho do chuveiro ainda ligado. Fui até a cozinha e coloquei água para ferver. Precisava tomar algo com cafeína, isso sempre me ajuda.

Quando Deidara voltou para a cozinha, o café já estava todo pronto, pães na mesa, suco, cereal e tudo mais. Eu não o olhei, novamente ignorei sua presença tomando meu café e lendo um livro que peguei para ele não puxar assunto.

—Sasori! – hm, o livro não funcionou, mas não importa. Não respondi, apenas o encarei com minha habitual indiferença. —Por que está agindo assim?

—Não lhe devo satisfações.

Ele arqueou uma sobrancelha e se aproximou.

—Como assim? Nós estamos juntos, não é? Você deve satisfações sim, hn!

—Tudo bem, então você também me deve! – cruzei os braços, deixando o livro de lado. —Onde estava ontem e por que chegou atrasado?

—O que? – ele franziu o cenho com a pergunta, mas logo sua expressão passou de confusa para indignada. —O que está querendo dizer com isso?

—O que você entendeu!

—Está duvidando de mim? – bateu as mãos na mesa, fazendo um barulho baixo.

—Depois do que insinuou ontem, como não duvidar? – mantinha a calma, mas não sabia se iria perder a cabeça e fazer alguma besteira.

Ele ficou pensativo por algum tempo, mas logo desviou o olhar, como se estivesse lembrando-se do que eu estava falando. E depois de um longo suspiro, voltou a me olhar.

—Pensei que confiasse em mim... – sua voz saiu tão sofrida que tive vontade de jogar tudo aos ares e o abraçar naquele mesmo momento, mas me contive.

—Pensei que me amasse... – murmurei alto o suficiente para ele ouvir. Nós nos encaramos por algum tempo, em silêncio.

—Eu amo você danna, você ainda duvida disso? – não respondi e ele suspirou. —Sei que deduzir aquilo não foi fácil...

—Deduzir? Deidara seu silêncio confirmou tudo! — minha calma foi para o ralo. —Eu não deduzi nada, você confirmou! Então como acha que eu me sinto agora? Por que acha que eu iria esquecer e fingir que está tudo bem?

—Eu sei que não está tudo bem, hn! Mas você precisa entender, Sasori, por favor...

—Entender? O quê? Que meu namorado ainda é apaixonado pelo ex? Que provavelmente você apenas me usou para esquecer ele?

—Sasori, nunca diga isso! Eu nunca usei você, nunca!

—Como posso ter certeza disso?

—Por que quando se ama, confia! – ele afirmou me deixando sem palavras. —Danna, eu amo você, com todas as minhas forças... Mas é difícil esquecer alguém tão importante quanto o Obito foi para mim.

Não disse nada e ele continuou.

—Eu sei que ele fez muito mal para mim, mas ele foi meu primeiro amor... – suspirou pesadamente. —Não se pode esquecer o primeiro amor assim, de um dia para o outro. Depois de tudo aquilo, eu pensei que minha vida havia acabado, e que eu não precisava mais viver. – fungou. —Ai eu conheci você, mesmo me rejeitando sempre, me xingando e me ignorando, eu continuei amando você, e ainda amo. Você me salvou de tudo aquilo, do meu passado, Sasori-no-danna, por favor... Entenda. – ele se aproximou, ajoelhando-se em minha frente e segurando uma de minhas mãos. — Primeiros amores sempre estarão presentes em seus pensamentos, em tudo... Mesmo depois de muito tempo, hn. Você entende não, é?

—Não. – respondi simplesmente e ele franziu o cenho.

—Como não? Pense na primeira pessoa a qual você amou...

—Você é essa pessoa Deidara... – e depois de dizer isso, me afastei, saindo da cozinha e o deixando lá, sozinho.

Preciso de um calmante.

[...]

—Bem vindo. – Itachi sorriu a me ver entrar na sala. —Então, como foi esses três dias?

—Tsc, horríveis. – sentei-me em meu lugar, ao seu lado e suspirei. —Como foram esses últimos dias?

—Normais. – deu de ombros. –Mas, me diga... Por que essa cara horrível?

—Deidara.

Respondi simplesmente isso, e parece que ele entendeu. Ficamos em um silêncio desconfortável, e a questão é que eu não conseguia mentir para Itachi depois de tudo o que houve na minha vida esses últimos dias. E tenho a impressão que, depois de se confessar, ele também sempre foi muito sincero.

—Há quanto tempo estão juntos? – a pergunta me pergunta de surpresa, mas não me abalei.

—Vai fazer um mês. – respondi ouvindo um suspiro vindo dele. —Eu ia te contar...

—Quando? – arqueou uma sobrancelha. –Quando eu perdesse a cabeça e tentasse te agarrar?

O encarei incrédulo, ele revirou os olhos.

—Sasori, eu sou humano, tenho minhas necessidades!

—Ahn... Certo... Desculpe. – corei de leve. —Mas, eu estava procurando o momento certo.

—Um mês, e você não achou o momento certo? – ele franziu o cenho e eu me senti muito descontável com aquela conversa. —Tudo bem, não tem problema... Você não me deve satisfações.

—Itachi, me desculpe. – suspirei frustrado com essa semana. —Eu... Eu percebi que eu realmente o amava, e ai aconteceu entende? Não tive coragem de contar para você, pensei que iria ficar magoado ou coisa do tipo...

—Obrigado pela consideração.

—A questão, é que eu me sinto péssimo por ter mentido. – ignorei a ironia de sua fala anterior. —Você é sempre tão sincero comigo... Pelo menos agora.

—Eu já disse que está tudo bem. – ele não pareceu indiferente, nem magoado. Não sei definir exatamente qual foi sua expressão. —Aliás, parabéns.

—Obrigado... Eu acho.

Silêncio entre nós novamente, não sabia mais o que dizer e parece que ele também não queria mais conversar. Ou novamente, eu estava enganado.

—Já que estamos sendo sinceros um com o outro. – ele começou. —Responda duas perguntas.

Pensei um pouco. Não sei se devia aceitar sua proposta, nunca se sabe o que se passa na cabeça de um Uchiha.

Dei de ombros.

—Certo.

—Você e Deidara... Já... Você sabe... –corou gesticulando com as mãos, corei um pouco mais que ele.

—Ahn... Que pergunta é essa?

—Você disse que iria responder!

—Ok... – me rendi desconfortável. —Sim, nós já fizemos isso.

Ele me encarou por alguns minutos, como se estivesse me avaliando.

—Você não vai perguntar em que posição eu fiquei, não é? – corei e ele riu.

—Isso seria muita falta de privacidade, não se preocupe. – me senti aliviado. —Mas eu já tenho uma ideia de qual tenha sido...

Eu não sabia o que Itachi havia tomado antes de vir ao colégio, mas mesmo assim, isso tudo estava muito estranho.

—Não vai fazer a outra pergunta?

—Ah sim... Aquela pergunta... Eu estava esperando um momento certo para perguntar... – ele pareceu tão calmo, que quase me tirou do sério. Ele me encarou por alguns minutos e sorriu de lado. —Sasori, eu teria chances com você?

—Eh?

—Bom, você sabe... Se não tivesse conhecido Deidara, eu teria chances?

Pensei um pouco no assunto, e me imaginei com Itachi. Claro que, nos imaginar na cama não foi muito agradável.

—Eu não sei... Eu... Acho que sim. – vi um brilho diferente em seu olhar, o qual quase me assustou. —Você é uma pessoa muito atraente, inteligente e divertida. Então, teria sim.

—Certo... Obrigado por me responder.

—Eh? Só isso, sem comentários nem nada?

—Não.

—Por quê?

—Por que não quero te agarrar aqui, no meio da sala de aula.

E com isso, o assunto foi encerrado.

Para a minha alegria.

[...]

Entrei no banheiro e lavei minhas mãos, que dia estranho. Olhei meu reflexo no espelho e arqueei uma sobrancelha ao ouvir risadas vindas de um dos boxers. Ignorei, continuando a lavar minhas mãos e jogar um pouco de água no rosto.

As risadas ficaram mais altas. Reconheci a voz, infelizmente.

Pensei em sair de fininho, e fingir que não estava acontecendo nada, mas não deu tempo.

—Oe, Sasori-chan, sei que é você!

Bufei, desligando a torneira.

—Está atrapalhando porra!

—Vocês que estão me atrapalhando!

—Chegamos aqui primeiro.

—Isso não é problema meu.

A porta do box abriu, uma figura cheia de marcas avermelhadas pelo pescoço e tronco aparecer. Hidan estava apenas com suas calças.

—Porra, cadê a privacidade?

—Você está em uma escola... – o encarei indignado. —Acho que não é lugar de fazer isso. Não acha, Kakuzu?

O moreno saiu do box, completamente vestido. Encarou-me indiferente e depois se voltou ao namorado albino.

—Perdi a vontade. – e saiu do banheiro.

—Como é? Kakuzu, volta aqui, caralho!

Pensei em fazer o mesmo que o moreno, mas Hidan me segurou.

—Valeu porra.

—Não há de que. – o observei pegar sua camiseta e vestir, colocando a gravata de mau jeito. Não sei o porquê, mas ainda me surpreendo com o excesso de palavrões no vocabulário de Hidan.

—Cadê o Deidara-chan?

—Não sei.

Ele me encarou desconfiado.

—Vocês brigaram?

—Não te interessa. – dei as costas para ele, mas fui puxado para dentro novamente.

—Ele é meu melhor amigo, interessa sim. – cruzou os braços me analisando. —O que houve?

Suspirei e pensei se realmente devia confiar em alguém como Hidan. Depois de pensar um pouco mais, contei tudo. Deidara confiava no albino, certamente iria contar também.

—Porra!

Ele pareceu tão surpreso quanto eu, quando descobri.

—Vocês deviam conversar, ouça o que ele tenha a dizer.

Bufei irritado, aquilo não me ajudou. Não queria conversar com Deidara por que ele iria vir com aquele papo de “primeiros amores são difíceis de esquecer” eu não quero ouvir o quanto ele amou Obito no passado.

E eu odeio sentir ciúmes.

—Se não falar com ele. Vai ser pior.

E com isso, saiu do banheiro, resmungando que eu acabei com todo o tensão com aquela história.

Encarei-me no espelho e tentei não me comparar a Obito. O que foi impossível.

Perguntava-me se eu era mais bonito que o moreno, e se Deidara me escolheria se tivesse que fazer uma escolha entre nós dois.

Novamente esses pensamentos idiotas.

Odeio estar apaixonado.

[...]

—Oi. – disse chamando a atenção do loiro para mim.

—... Oi.

—Não vai ter o “hm” no final? – me sentei ao seu lado. Ele riu de leve.

—Hm.

Sorri, encostando minha cabeça em seu ombro.

—Ainda está nervoso comigo?

—Sim. – respondi, e senti que ele havia ficado tenso. —Eu quero me desculpar mesmo assim.

—Pelo que? – levantei e o encarei nos olhos.

—Por ser tão ciumento e cabeça dura. – corei um pouco, ele arqueou as sobrancelhas e eu suspirei. —Eu devia ter escutado o que você tinha a falar, mas apenas ouvi meus ciúmes idiota. Desculpe.

Um sorriso pequeno brotou de seus lábios.

—Me desculpe também. – abaixou a cabeça. —Não devia ter tocado no assunto, e nem devia estar pensando em outra pessoa a não ser você, hn.

Aproximei-me, selando nossos lábios.

—Eu te amo Deidara, e confio em você. – disse após nos separarmos. Ele me abraçou, sendo correspondido. —Mas... Mesmo sabendo que você ainda se sente atraído pelo Uchiha, eu vou confiar em você, com todas as minhas forças.

—Eu nunca trairia você, Sasori-no-danna. – disse beijando meu queixo. —Eu te amo demais para isso, hn.

Sorri.

—Eu acredito.

—Mas você também tem que jurar que nunca irá pular a cerca.

O encarei incrédulo.

—Deidara, pelo amor de Kami. Com quem eu trairia você? – ele não disse nada, apenas me encarou como se fosse óbvio. —Ah por Kami-sama, Deidara! Itachi e eu nunca teríamos nada!

—Assim espero, hn.

Ri o abraçando forte. Eu posso ser ciumento, mas ele também é. Na verdade, nem sei se isso é bom para o relacionamento.

Agora teríamos um namoro sem mentiras, sem duvidas e nem nada do gênero.

Eu confio nele, mas ainda queria descobrir, o porquê uma parte de mim dizia que não devia confiar.

Notas finais
Muitos diálogos nesse capítulo, estava meio sem criatividade, desculpem! E, chega de tanto açúcar com esses dois! As tretas irão começar -qqq Começando com o próximo, rçrçrçrç Até! xoxo ♥