Kiss Me.

41 Ansiedade, formatura e família.


Notas iniciais
Oi, oi, oi. -q Cheguei com o capítulo, não ele não tem lemon, estou dolorida demais para escrever um lemon -q Minhas costas estão doendo demais gente, eu ia postar esse capítulo sexta, mas eu nem me mexia direito, mas aqui está o/ Como sempre título ruim, criatividade zero. Desculpem os erros e boa leitura.

Como era bom ficar ao ar livre. Normalmente Hidan não passava o tempo sozinho, sentado em silêncio, apenas preso em pensamentos. Quer dizer, seus olhos fitavam a aliança em seu dedo, que brilhava com a luz do sol.

Estava feliz.

Quando Kakuzu apareceu em sua casa, sem avisar e nem nada do tipo, ele pensou que o moreno apenas queria passar o tempo, não que quisesse pedir sua mão em casamento. Puxa, Hidan se divertia ao lembrar da sua reação; aliás, quem não se assustaria com um pedido desse vindo de Kakuzu? Ele pensou que fosse uma brincadeira de mal gosto, mas no final, não era.

E foi óbvio que ele aceitou!

Não podia negar, ele amava Kakuzu, mais do que poderia imaginar. Mesmo que as demonstrações de afeto dos dois fossem poucas, para ele estava ótimo. Viver ao lado do moreno, compartilhar o mesmo nome...

—Quer? — ouviu a voz grave de Deidara ao seu lado, se virou vendo o louro sentar-se ao seu lado, oferecendo um pacote de salgadinho.

Aceitou, pegando alguns e comendo com as costas encostadas na árvore da escola. O clima daquele jardim estava ótimo, havia poucas pessoas no intervalo, a maioria estava na biblioteca estudando para as provas finais, assim como Kakuzu, e se Deidara estava ao seu lado, Sasori provavelmente estava também.

O louro deitou a cabeça no ombro de Hidan, suspirando pesadamente.

—O que houve? — perguntou preocupado.

—Lembra da prova que eu comentei com você? — ele se levantou, esticando as pernas. O albino assentiu. —Eu não passei...

—Sinto muito.

—Tudo bem, o danna disse que não irá, mas... — sua voz morreu, como se estivesse chateado.

Ficaram em silêncio, o que era muito estranho entre os dois.

—Então, como está o noivado? — Deidara perguntou com um sorriso enorme no rosto, Hidan não pode deixar de sorrir também.

A felicidade de Deidara às vezes era contagiante demais.

—Ah... normal... — deu de ombros. —Ele disse que vamos planejar tudo depois que ele se formar e eu conhecer seus pais.

—Puxa, você é tão sortudo, hn. — o loiro suspirou.

—Eu quero que você seja o padrinho. — sorriu largamente. —Ou madrinha.

Deidara deu um soco no ombro do albino. Os dois riram, enquanto Hidan deitava sua cabeça no colo de Deidara.

—Vai fazer um ano... – o loiro comentou melancólico.

—Pelo menos você não vai passar o natal sozinho. – o albino sorriu para o amigo, que retribuiu o gesto. —Vamos passar ele todos juntos, combinado?

Deidara pareceu se animar, ouviram o sinal soar.

—Pronto para uma prova super difícil? – questionou Deidara após se levantarem.

Hidan suspirou, ele odiava as provas de química, eram sempre enormes.

—Não, mas vamos lá.

[...]

—Como você conseguiu ficar no oitavo lugar caralho? – Hidan se indignava vendo os resultados das provas finais de sua sala.

Deidara estava radiante, havia ficado entre os dez primeiros pela primeira vez e literalmente pulava alegremente pelo corredor.

—Tudo graças as aulas que o Sasori-no-danna me deu, hn. – suspirou sonhador. —Melhor do que décimo quinto lugar, hn.

—Vai se foder. – o albino bufou irritado.

Hidan odiava essas provas, onde colocavam os resultados do em um enorme cartaz para todo mundo ver. Ele nunca ficava entre os três primeiros, muito menos entre os dez primeiros.

Ele andou um pouco, indo para a outra parede enquanto Deidara olhava os resultados de seu namorado. Ele foi para o cartaz do terceiro ano, classe A; Kakuzu, como de costume estava em primeiro. Com noventa e nove pontos de cem.

Kakuzu já era o melhor da escola quando se conheceram, ainda estava na nona série quando viu o moreno pela primeira vez, não se importou, para ele era apenas um veterano qualquer.

E olha só agora, estavam noivando.

—Incrível, foi a melhor nota da escola, hn. – ouviu a voz de Deidara. O loiro parou ao seu lado, observando os resultados junto consigo. —Tirou mais do que o danna e o Itachi...

—E quanto eles tiraram?

—Por mais estranho que pareça, os dois ficaram empatados... noventa e cinco.

Não disse mais nada, o sorriso de Deidara e a presença de Sasori faz com que ele revirasse os olhos.

—Parabéns danna, hn.

Não importa o quanto ele visse Sasori e Deidara juntos, ele se surpreendia com a tensão sexual que havia no ‘danna’.

—Obrigado. – suspirou decepcionado. —Você se superou também. – beijou o loiro.

Deidara soltou um barulho parecido com um ‘hm’ e abraçou o namorado, continuando o beijo.

Hidan estava ficando irritado com o barulho que os dois estavam fazendo.

—Porra, aqui não é motel.

Sasori empurrou um pouco Deidara e o loiro sussurrou algo no ouvido do menor, os dois se despediram e deixaram Hidan sozinho, provavelmente foram até o terraço.

Ele bufou irritado por estar sozinho, por não saber onde Kakuzu estava e também por não ter nada para fazer.

As provas haviam chegado ao fim, assim como o ano. Logo teriam a formatura, que seria o dia do jantar na casa da família de Kakuzu finalmente.

Hidan suspirou cansado, como ele iria agir em frente aos pais do moreno? E se não gostassem dele?

Não importa, seus pais não aprovam seu namoro com o moreno, e ele não liga a mínima para isso. Porque se importaria com o que a família de Kakuzu pensaria?

Simples... a família Sazaki era uma das mais ricas e influentes no mundo.

. . .

—É com muito orgulho que eu dou esse diploma para nossos alunos do último ano letivo, que passaram o ano em nosso colégio procurando recursos para um futuro promissor e que eu tenho certeza, que terão! – o diretor Minato falava no palco da escola, com os alunos formados junto com ele, vestindo becas pretas com listrar vermelhas.

Ele continuava falando enquanto Hidan observava Kakuzu, ele tinha que admitir, o moreno estava muito sexy com aquela roupa, o cabelo estava totalmente solto e não estava usando nenhum tipo de cachecol ou blusa para esconder o rosto.

Yahiko estava lá também, estava olhando para onde o albino estava. No começo, estranhou, mas quando percebeu a tonalidade rosa das bochechas de Itachi entendeu tudo; Deidara e Sasori estavam ao seu lado, de mãos dadas e assistindo tudo em silêncio.

Minato foi chamando um por um, entregando o diploma e apertando a mão de todos, logo após fazendo uma pose para uma foto.

Kisame estava sorrindo como nunca, havia ganhado uma medalha, como o melhor aluno em esportes. Kakuzu ganhou duas, melhor aluno em cálculo e humanas.

Após todos receberem o diploma, receberam palmas de pé de todos que assistiam, familiares, amigos e tudo mais.

—Parabéns Kakuzu-senpai. – alguns alunos cumprimentavam o moreno e ele apenas os recebia com um aceno de cabeça.

—Eh Kakuzu, seu discurso foi muito curto, hn. – Deidara abraçou o moreno, sorridente. —Eu comprei um presente para você, hn.

—Porque gastou dinheiro com presente?

Todos reviraram os olhos, o moreno abriu, revelando um relógio de pulso prateado.

—Como é que se diz?

—Quanto foi?

—Eu disse para não comprar. – Sasori resmungou enquanto o louro se segurava para não explodir de raiva.

Hidan levantou a cabeça e beijou o moreno, pegando seu capelo preto e colocando na própria cabeça.

—Não vejo a hora de me formar também.

Ele olhou para trás do namorado e viu Itachi e Yahiko conversando, com a família do alaranjado.

—Ei Sasori-chan, Itachi e Pain estão juntos? – perguntou para o ruivo. Ele sabia que Sasori e Itachi eram grudados e havia milhares de chances do ruivo saber de alguma coisa.

O Akasuna bufou.

—É o que parece. – cruzou os braços, Deidara fez uma careta. —Ele devia arranjar alguém melhor.

—O que quer dizer com isso?

Todos olharam para Deidara.

—Não me diga que essa pessoa poderia ser você, hn. – Sasori piscou algumas vezes, olhando para Deidara indignado.

—O quê? Não!

Kakuzu e Hidan se afastaram do que seria uma boa discussão.

—Onde estão seus pais?

—Não vieram, vou voltar da viagem apenas hoje à noite. – ele encarou o menor. —Passo na sua casa às oito, esteja pronto.

[...]

Estava arrumando o cabelo pela milésima vez. Estava atrasado, tudo culpa de Deidara que havia ligado e não desligou até xingar Sasori de todos os palavrões possíveis, até alguns que nem mesmo Hidan conhecia.

E depois de aconselhar o loiro a parar de drama e ir dar para o ruivo, ele desligou e foi se arrumar na velocidade da luz.

Kakuzu estava batendo o pé com força no chão, braços cruzados e irritado pela demora do outro, quando ele disse “esteja pronto” era para ele estar pronto literalmente! Quando viu o albino sair da mansão de sua família e atravessar o enorme quintal bateu em sua cabeça.

—Ai porra!

—Demorou!

Abriu a porta da limusine e entraram.

Hidan ficou o caminho inteiro em silêncio, o que para Kakuzu era mais do que estranho; mesmo assim, o moreno ano disse nada, ele gostava quando o albino ficava quieto, trazia um ambiente pacifico, mas ele tinha que admitir que sempre quando Hidan ficava em silêncio, algo o estava incomodando.

Não demorou muito para chegarem até a mansão dos Sazaki sendo recebidos pela governanta, — uma mulher de idade, Hidan sabia que fora ela quem criou o moreno, já que seus pais eram ocupados demais.

Ele não se cansava de contemplar a casa de Kakuzu, era enorme. Os Sazaki eram a segunda família mais privilegiada de toda comunidade, perdendo apenas para os Uchiha; eram donos de milhares de bancos e empresas aéreas. Hidan sempre achou essa coisa de comunidade idiotice, numerando as melhores famílias pela conta bancaria e era por isso que a família de Kakuzu e os Uchiha era como “rivais”.

Ele tinha sorte de sua família não ter rivais econômicos e sociais. Até por que, as quatro família mais ricas em os Uchiha, Sazaki, Namikaze e Uzumaki; apesar de que os Namikaze e Uzumaki eram sócios, por isso estavam entre os quatro, Kakuzu havia lhe dito uma vez, que se não fosse por isso, os Yamanaka estariam em terceiro lugar.

Kakuzu não ligava para essa coisa de rivalidade entre familiar, por isso não se importava em estar com Itachi ou qualquer outro Uchiha por perto, não tinha amizade com nenhum, mas também não havia inimizade.

Foram para a sala de estar, não havia ninguém lá, o que deixou Hidan um pouco aflito. Kakuzu o guiou até a sala de refeições, onde havia uma grande mesa cheia de pratos, talheres e a mais satisfatória refeição.

Sentaram-se, lado a lado enquanto o albino pensava em como falar com os Sazaki.

A porta da frente se abriu, revelando duas silhuetas altas, feminina e masculina. Ambos continuam cabelos castanhos escuros, estavam em silêncio. Sentaram-se em frente aos dois e continuaram em silêncio.

Hidan viu os mesmos olhos verdes de Kakuzu na mulher, e a pele morena no homem.

Kakuzu se levantou, puxando Hidan junto.

—Hahaue... Chichiue. – ele os cumprimentou formalmente. — Esse é Murashi Hidan.

—Eae. – ele corou. —Quer dizer... Olá, Sazaki-san, é um enorme prazer, como estão?

—Exaustos. – o homem falou. —Passamos uma demorada viagem sem descanso e agora estamos aqui.

—Ah.

—Não seja rude! – a mulher falou revirando os olhos. —Estamos bem querido, é um prazer conhece-lo também.

Hidan sorriu, um ponto para ele.

A mãe de Kakuzu parecia uma pessoa bem simpática, mas o pai era uma versão mais velha do namorado.

Os três começaram a conversar, enquanto os empregados serviam a refeição.

—Então você é um Murashi. – o pai de Kakuzu começou. —Vocês são muito religiosos, seus pais aprovaram o namoro?

O albino se sentiu desconfortável.

—Na verdade não, mas...

—Então você não obedece seus pais? Não os respeitam?

—Claro que sim, mas...

—Eu amo ele, Chichiue.

Olhou para Kakuzu surpreso, sem saber o que dizer. Ele não esperava que o moreno dissesse algo assim, até porque nem quando estão sozinhos o moreno se declarava dessa forma.

—E não é apenas isso, vamos noivar.

Os pais do moreno não mostraram nenhuma reação, Hidan não sabia se isso era bom ou ruim.

—Parabéns. – a mãe do moreno parabenizou após um gole em sua bebida.

Novamente silêncio, aquilo não estava indo bem. Terminaram de jantar, eles conversaram mais um pouco; os pais do moreno eram bem difíceis de conversar, eram bem inteligentes e tinham assuntos que o albino nem entendia direito. Ele se imaginou um Deidara da vida, ao lado de Sasori e Itachi conversando.

Quando eles saíram da sala, Hidan quase chorou. Kakuzu havia ficado em silêncio a conversa toda, vendo seus pais perguntando sobre as notas do albino... ah, aquilo não foi nada bom.

—Eles me odiaram.

—Não importa.

—Mas Kuzu, se eles...

—Hidan, não importa. – o moreno não deixou o outro terminar. —Eu não queria que eles te conhecessem, a ideia foi sua.

Suspirou, ele tinha razão.

—Não tenho afinidade com eles, passei minha infância os vendo duas vezes por ano.

O albino nada disse, estava constrangido.

A porta se abriu, e a governanta apareceu com um sorriso pequeno trazendo uma bandeja com chá.

—Como foi?

—Muito mal.

Ela sorriu para Hidan.

—Não se preocupe querido, nem mesmo Kakuzu se dá bem com os pais.

—Mas eu queria ser amigo da família dele, ficar mais próximo.

—Hidan. – ele olhou para o namorado. —Você se dá bem com a Hana, é o que importa para mim.

Hana sorriu e beijou a bochecha do moreno, acenando e saindo do local.

Ele se surpreendeu, ele não sabia que Kakuzu considerava Hana mais do que os próprios pais. Mas era de se esperar, o moreno foi criado com a mulher, foi educado por ela, recebeu carinho dela.

Hana era como se fosse uma madrinha para Kakuzu, e quando ele viu como Hidan e ela haviam se dado tão bem, conversando, e até mesmo vendo fotos da infância do moreno, — coisa que ele não gostou nada, já que Hidan ria mais do que tudo.

Abraçou o menor pelos ombros e o puxou para perto.

—Não me importo com o que pensam de você, eu vou continuar te amando.

Hidan sorriu travesso.

—Eu quero casar com você logo!

—Tenha calma, futuro Sazaki Hidan.

[...]

—Então ele me disse que não se importava que iria me amar do mesmo jeito. – Hidan terminava de contar sobre a noite anterior. —E depois fomos para a minha casa e demos uma festa na minha cama.

—Ah, vocês dois são tão fofos, hn... – Deidara resmungou.

Hidan conhecia o louro bem o bastante para saber que ainda estava brigado com Sasori, e provavelmente iria ficar insuportável se não fizesse sexo. Ou simplesmente não fizesse as pazes com o ruivo.

—Porque você não pára de drama e pede desculpas ao ruivo, hein?

—Não vou pedir! – bufou. —Ele mesmo disse “Deidara, você às vezes é insuportável, prefiro passar o dia com o Dara”, hn.

Hidan segurou o riso vendo o outro tentar imitar a voz rouca e calma de Sasori.

—Como ele fala uma coisa dessas? Ele não tem medo? Eu fiquei magoado com isso, hn!

—Você sabe que ele está certo, não é?

—Não o defenda!

Itachi se aproximou sorridente, acenando.

—Deidara, você sabe onde está o Sasori? Ele não atende o telefone.

—Como é que eu vou saber?

—Vocês namoram... – o moreno olhou para Hidan, que fez um aviso silencioso sobre o que estava acontecendo, Itachi entendeu. —Eu preciso conversar com ele, é importante.

Deidara pareceu interessado.

—Sobre o que?

—Bem, eu... Eu não posso falar disso com ninguém, mas... – Itachi suspirou. —Eu vou até a casa dele, preciso de um conselho.

E saiu de perto, deixando Hidan ao lado de um Deidara furioso.

—Hunf, eu vou também!

—Ei, espera Deidara-chan!

Hidan se levantou e correu até Deidara, que seguia Itachi em passos pesados.

Que coisa mais estranha, Itachi parecia bem tenso. Mas claro que Deidara não percebeu isso, e Hidan não estava indo para ver se teria briga, claro que não...

Notas finais
[!] beca é o nome daquela roupa que se usa em formatura, e capelo é nome do chapéu. No próximo talvez tenha um pouco de PainIta, eu ia colocar aqui, mas nem deu XD -q O próximo é o penúltimo. ;u; xoxo!