Kiss Me.

7 Akatsuki.


Notas iniciais
Olá, oi, eai~ As leitoras fantasmas já podem aparecer ^-^ Apareçam e me deixem feliz ~Enfim, se liguem na primeira parte do capítulo, ok? ok. ;) Desculpem qualquer erro e boa leitura. ~

As lágrimas caíam de seus olhos, não apenas pela dor que sentia na cabeça, mas também pela cena presenciada. Gritou o nome dele, inúmeras vezes, mas ele não foi o ajudar; ficou no canto junto ao outro traidor.

– Itachi! – chamou novamente batendo na mão que segurava seu rabo de cavalo e tentava inutilmente ignorar as risadas que as pessoas em sua volta soltavam.

O moreno tocou o ombro do outro traidor ao seu lado e se afastou, ignorando as chamadas chorosas do loiro. Seus olhos embaçados olharam para a figura alta o encarando com indiferença, como se o loiro não fosse nada e que o tempo que passaram juntos foi apagado de sua mente.

Chorou alto, gritou, xingou e bateu soltando-se do aperto. As risadas ecoavam em sua mente e aquele brilho inocente se apagou de seus orbes.

[...]

– Deidara, quer calar a boca? – rosnei ouvindo a risada do loiro ao meu lado.

Depois do dia anterior, o loiro veio à escola com seu uniforme e uma mochila nas costas, minha maior surpresa foi descer do ônibus e o encontrar a minha espera sentado em um dos bancos dali.

Nós caminhávamos lado a lado até o colégio, e dou graças a deus que hoje é sexta feira. Amanhã será o dia da tal reunião que irei com Itachi, e não estou nem um pouco animado.

Minha dor de cabeça parou, depois de tomar inúmeros remédios e dormir bastante consegui fazer aquela dor insuportável passar, porém, agora poderia voltar apenas por ouvir a voz do loiro soar alta e animada ao meu lado.

Tudo o que falava entrava por uma orelha e saia por outra. Mas mesmo assim, estava me irritando. Ele estava fingindo que nada aconteceu ontem, que aquele duelo mental que teve com Itachi não aconteceu e para a surpresa de Kami, eu não estava nem ligando.

Quando entramos na escola, foi como da última vez, todos nos olhavam de forma estranha. Na verdade, olhavam para o loiro ao meu lado; ele por sua vez, continuava a manter o mesmo sorriso alegre que estava antes de entrarmos. Comecei a analisar os olhares para nós; indignação, surpresa principalmente, e sarcasmo.

– Onde está indo? – o loiro perguntou quando me viu entrar em minha sala. O olhei com uma sobrancelha arqueada. – Pensei que era um bolsista, hn.

– E eu sou... – respondi calmamente. – Mas colocaram-me nesta classe!

– Hm. – resmungou choroso. – Então vamos ficar em salas diferentes? – choramingou e me abraçou, fazendo mais olhares serem levantados até nos e eu corar.

Droga, esse loiro só me faz passar vergonha.

– Deidara, me larga! – afastei-me de seu aperto e ele fez uma careta reprovadora. – Nós nos vemos depois, ok? – assentiu voltando a sorrir infantilmente. – Aliás, você é de que classe?

– Classe C, pelo que lembro. – fez uma careta pensativa. É, foi o que pensei... Ele não deve ser muito inteligente.

– Certo, passe aqui antes de ir para o refeitório, nós iremos juntos. – sugeri, ou melhor, mandei e ele sorriu. Afastou-se em passos lentos e parou no meio do corredor, virando-se olhando para mim de forma chorosa. – Hunf. – bufei indo até ele e o puxando até a sala de aula.

Não perguntei o porquê ele não queria ir sozinho, na verdade, acho que ele tem medo de ficar nessa escola sem minha presença. Para ser sincero, sinto um pouco de culpa... Foi por minha causa que ele entrou aqui novamente, e sinto que isso o deixa desconfortável; mas ele é idiota de mais para admitir e dizer um “não”.

De qualquer forma, vai ser bom para ele. Qual for a verdade por trás desse sorriso alegre, ele deve superar e esquecer. Virar a página!

O deixei em frente à sala e acenei, voltando para a minha. Sentia alguns olhares sobre mim, mas ignorei; como sempre. Ouvi o sinal soar e apertei o passo, para chegar antes do professor da primeira aula.

Quando entrei na sala meus olhos foram direito a encontro dos ônix de Itachi. Ele parecia me chamar com urgência apenas pelo olhar, caminhei até minha carteira deixando minha mochila no ao lado da cadeira e sentei-me.

Itachi estava em silêncio, fitando-me como se quisesse satisfações. Parecíamos até um casal.

– O quê? – indignei arqueando as sobrancelhas.

– Como fez isso? – perguntou se aproximando da minha carteira e colocando uma cadeira ao lado da minha, sentando-se logo após. Franzi o cenho com sua pergunta, ele continuou. – Como fez para que Deidara voltasse?

Continuei em silêncio e abaixei um pouco o olhar. Para falar a verdade, aconteceu tudo muito rápido e eu nem parei para pensar sobre isso.

Eu consegui convencer o loiro de uma forma tão rápida e natural que na hora não pareceu estranho e nem nada de mais. E mesmo percebendo a insegurança em seu olhar, não estranhei a situação.

– Para ser sincero, eu não sei... – comentei pensativo. – Eu sugeri e ele apenas aceitou...

Virei os olhos para o lado do moreno, encontrando uma careta de indignação. Ele parecia processar tudo o que eu havia dito e não disse mais nada, voltou com sua cadeira para seu lugar e não puxou assunto.

Não estranhei seus gestos, quando o assunto é Deidara as coisas sempre ficam muito confusas. Agora que penso nisso, o loiro sempre consegue me fazer mudar os rumos em que decido seguir; como por exemplo, não me aproximar dele, ou ser amigo dele... E olha onde estamos agora?!

Pergunto-me como ele deve estar agora... E também me pergunto como mudei tão rápido de opinião sobre ele. Não foi apenas pelo fato de descobrir que ele sofre o mesmo que eu nesta escola, que eu o entendo e vice e versa, há algo a mais, porém eu não descobri o que é ainda...

Isso me deixa angustiado.

As aulas passaram lentamente, quase me torturando. Não conseguia entender uma palavra que saia da boca do professor e estava ficando irritado com isso.

Olhei pelo canto do olho para Itachi, e ele estava como ontem, indiferente; mais do que o normal. Será que o segredo atrás dos dois é tão grave assim? Foi por causa de Itachi que Deidara parou de vir à escola? Faz sentido, se pensar bem. O moreno mesmo admitiu que não ficou ao lado do loiro quando ele mais precisou, e o loiro disse que a verdade doía em si, então, será?

E mesmo que essas duas afirmações sejam componentes uma das outras, ainda não tem como eu saber o que houve realmente. Hunf.

Sinto-me até em um daqueles livros de investigação. São interessantes, de fato; porém, não é meu gênero de leitura favorito. E mesmo assim, eu continuo querendo saber mais sobre o loiro.

Talvez não apenas de Deidara, mas também de Itachi.

Aliás, a história de um completa a outra... Não é?

[...]

– Sasori-kun, me escute, por favor... – virei o rosto para o lado encontrando Itachi em pé ao meu lado com um semblante sério.

O sinal para o intervalo já havia soado e eu arrumava meu material na mochila. Fiz sinal para que ele continuasse, e foi o que ele fez:

– Não se aproxime de Deidara. – franzi o cenho e ele suspirou. – Ele não é uma boa companhia...

– Tsc, isso eu já percebi. – resmunguei fechando a mochila e colocando nas costas.

– Ele é uma pessoa muito insegura, e você não é uma pessoa muito gentil... – fiz uma careta indignada, mas no fundo sabia que era verdade. – Mesmo não querendo, você irá acabar o magoando, eu o conheço bem. – fez uma pausa, quase que dramática. – Afaste-se, para o seu bem e para o dele.

Arqueei as sobrancelhas encarando seus olhos. Ele parecia estar falando sério, porém nada daquela conversa fazia sentido para mim; na verdade, ele parecia um tanto egoísta naquele momento.

– Para o nosso bem, ou para o seu? – questionei e ele me olhou surpreso pela pergunta, ficou em silêncio; provavelmente não sabia o que responder. – Eu sei lidar com problemas Itachi, e sempre tenho tudo sob o controle a minha volta... E com Deidara não será diferente!

– Ele é um problema aos seus olhos? – fiquei pensativo por alguns minutos. – Um simples problema, pode trazer vários outros... E piores... – poético, devo admitir. Mas esse assunto está me perturbando.

– E como eu disse, tudo sob o controle. – repeti dando de ombros. – Você parece se importar bastante com ele, por que não tenta o ajudar se o conhece tão bem?

Ficou em silêncio novamente. Assim como eu, ele sabe que o loiro tem um problema; e ele conhece esse problema, então por que hesita tanto em ajudá-lo?

– Não é apenas com ele que estou preocupado... – comentou e me fez franzir a testa. Ia questioná-lo, mas ouvi uma voz alegre na porta.

– Danna! – Deidara entrou na sala olhando para os lados receoso, logo após correu até a mim. – Vamos, estou com fome, hn.

E novamente, aquele duelo mental quando os olhares dos dois cruzaram-se.

– Vamos. – resmunguei o puxando para fora da sala. – Nós nos vemos depois, Itachi-san. – e sai da sala ouvindo alguns murmúrios de Deidara.

– Danna, vem comigo. – não houve tempo para questionar, ele puxou-me para o lado oposto do refeitório e quase voou para uma sala que eu não conhecia. Deidara estudava aqui antes de eu, então ele conhece mais lugares; mas eu não tenho total confiança nele para abaixar a guarda.

Aquela história de me amar ainda está na minha mente, e não posso descartar a possibilidade dele tentar me agarrar. Ele se mostrou mais forte fisicamente do que eu, então eu tenho o que temer.

E também, ele tem sérios problemas de bipolaridade.

Sim, eu não posso abaixar a guarda com ele por perto. Aliás, não apenas esses fatores que citei, mas também tem o fato de nós nos conhecermos em menos de um mês. E a meta de tempo para conseguir minha confiança é um ano, talvez.

Pode parecer exagero, mas tenho meus próprios princípios. E isso vale principalmente para alguém como ele.

Enquanto estava preso em meus devaneios, nem percebi quando chegamos ao terraço do colégio. Na verdade, me dei conta de muita coisa naquele momento; estávamos no terraço onde havia uma bela vista, — nunca passou pela minha mente que aquele lugar fosse tão bonito -, estávamos sozinhos, — um lugar tranquilo, bom para relaxar devo dizer. -, e, além disso, sentia sua mão quente apertar a minha. Senti meu rosto esquentar e tirei minha mão de seu aperto, ele voltou sua atenção para mim, rindo logo após.

– Senti falta desse lugar, hn. – ele comentou se aproximando da borda do terraço e olhando para a paisagem em nossa frente. – Eu gostava de vir aqui com alguém antigamente, é um lugar bem tranquilo.

– Percebi. – comentei aproximando-me de onde ele estava. “Alguém” Itachi será? Talvez.

Ele virou seu rosto com um enorme e carismático sorriso nos lábios, saiu da borda do local e se sentou em um canto, encostando-se a uma parede única. Caminhei em passos calmos e lentos até ele, o observando abrir a mochila e tirar alguns salgados e latinhas de refrigerantes.

Arqueei uma sobrancelha pensando quando ele pegou aqueles aperitivos. O vi estender uma latinha de refrigerante, oferecendo-me.

– Onde pegou tudo isso? – questionei pegando a bebida e sentando-me ao seu lado. Ele engoliu o bolo de salgadinho que havia colocado na boca e tomou um gole da bebida com gás.

– Em uma daquelas máquinas da escola, hn. – respondeu pegando uma barra de chocolate e me dando. Recusei abrindo a latinha em minhas mãos e dando um gole.

– Quando? Não vi você indo até o refeitório... – estranhei. Aliás, nós dois passos pelos corredores juntos e fomos direto para as salas de aulas.

– Não queria ficar sozinho, então me escondi em um dos banheiros. – ele comentou e eu tossi engasgando com o refrigerante. Franzi o cenho para ele. – Esperei em frente a sua sala até o sinal do intervalo, nesse tempo fiquei passeando pela escola e peguei isso, hn. – sorriu infantilmente.

Sorri de leve, esse loiro é louco; tenho certeza agora. Enquanto continuava com um sorriso nos lábios finos percebi seu olhar sobre mim, o encarei franzindo a testa querendo uma explicação por ele estar me fitando com aquela cara de idiota e com as bochechas rosadas.

– Pensei que você não sabia sorrir, hn. – riu de seu próprio comentário e desfiz o sorriso revirando os olhos. Murmurei um ‘idiota’ e encostei a cabeça na parede, fechando os olhos e descansando minhas pernas em cima de minha mochila.

Ficamos em silêncio; eu estava confortável naquele lugar, espero vir aqui mais vezes.

– Sasori no Danna, quero te pedir uma coisa. – abri os olhos encarando-o, sua expressão estava seria. Ele novamente com uma expressão séria, provavelmente irá dizer algo sobre Itachi.

– O que? – perguntei, dando-lhe permissão para continuar a falar.

– Quero que fique longe do Itachi, hn. – disse ainda com o mesmo olhar serio e determinado. Não disse? Pois bem, mesmo assim eu franzi o cenho e o encarei em um ar questionador.

– Por quê?

– Não posso dizer. – abaixou o olhar constrangido. – Apenas quero que se afaste de todos os Uchihas que conhece, hn. – ele se aproximou do meu rosto, obrigando-me a me afastar meio corado.

– Se não tem um porque, então não irei fazer. – murmurei virando o rosto, mas pude o ver pelo canto dos olhos. Poderia rir por sua expressão frustrada, mas não o fiz.

– Danna! Isso é sério, hn! Não irá ser bom apenas por mim, mas também por você. – corou de leve. – Parece até que você não percebe, hn... – arqueei uma sobrancelha ruiva encarando-o; do que ele estava falando? Não percebo o que?

Suspirei fechando meus olhos e aproveitando a brisa fria que passava por nós. Nessas horas o que eu estaria fazendo antes de conhecê-lo? Estudando até não poder mais? Hunf, provavelmente. Ri baixo com o pensamento.

– O que foi?

– Nada é que... Gosto de você. – disse despreocupado, mas logo abri os olhos dando-me conta do que acabara de dizer. Mas que merda foi essa? Porque eu disse isso?

Olhei para Deidara que me encarava com o cenho franzido. Corei ainda mais.

– Como amigo. – falei um pouco alto de mais. Mas acho que consegui arrumar a besteira que eu havia feito. Ele suspirou e olhou para cima, deixando seus cabelos se mexerem de acordo com o vento e entreabriu a boca em um meio sorriso.

Senti meu rosto esquentar novamente. O que está acontecendo comigo?

Ele parecia se divertir com essa situação e isso era vergonhoso. Levantei-me olhando a hora em meu relógio de pulso e peguei a mochila do chão; ainda corado, infelizmente.

Às vezes eu falo coisas tão anormais e me arrependo, mas isso quando eu era criança; hoje em dia eu não faço mais isso... Bem, até agora.

Bati o pé no chão caminhando até a borda do terraço, respirei fundo e observei a paisagem. Eu realmente preciso repor meus pensamentos em ordem, os organizar como antigamente antes de conhecer esse loiro bipolar.

Porque eu me sinto assim? Porque meu coração está batendo forte?

– Danna? Tudo bem? – ouvi seus passos se aproximarem e suspirei. Porque tudo tem que ser tão difícil quando estou com ele? Somos apenas amigos, não é? Nada a mais, e nada a menos...

– Droga Deidara! – resmunguei olhando-o, ele franziu o cenho. – Porque você tem que me deixar tão confuso?

– Ahn... Não sei, mas... É você quem está me deixando confuso agora, hn. – ele levantou as mãos no ar e deu de ombros, sorrindo de leve.

Ouvi o sinal soar e não me mexi, continuei na mesma posição pensando em tudo o que passei. Sinto-me confuso, angustiado e frustrado. Tenho tantas perguntas em mente, e sem nenhuma resposta! O que ele e Itachi escondem? Porque ele disse para eu me afastar do moreno e o que ele quis dizer com “parece até que você não percebe”. Bufei virando-me e indo em direção à saída, ouvi seus passos me seguindo.

– Oe Danna... Deixar você confuso é bom ou ruim? – ele perguntou coçando o queixo.

Não respondi, na verdade, nem eu sabia a resposta dessa pergunta também.

[...]

– Chegou na hora. – comentei olhando para o relógio em meu pulso. Já era sábado e eu entrava na limusine do Uchiha, reparei em suas vestes estranhas; ele usava um tipo de sobretudo ou manto, sei lá. Era todo preto com alguns desenhos de nuvens vermelhas.

– Se que odeia esperar. – sorriu gentilmente fazendo sinal para que o motorista começasse a dirigir.

No dia anterior, Deidara pediu para que eu não fosse a essa organização, de acordo com ele, Itachi não era boa companhia. E de acordo com o moreno, ele não é boa companhia. Hunf, que confusão...

Percebi o olhar de Itachi sobre mim, estranhei de fato, mas não questionei nada. “Parece até que você não percebe” o que ele quis dizer com aquilo? Eu sempre fui muito alertar ao que está acontecendo a minha volta, e realmente não percebi nada de diferente...

Ou eu estou mudando, ou Deidara é retardado...

Voto na segunda opção.

– Sasori-kun? – olhei sustado para o moreno. – Está me ouvindo?

– Não, eu... Desculpe.

– Eu disse que já estamos chegando, e preciso que você use isso. – entregou uma veste idêntica a dele, franzi o cenho pegando aquele “manto” e o analisando.

Depois de alguns longos minutos o automóvel parou e Itachi saiu, sendo seguido por mim. Entramos em um tipo de mansão, muito grande e luxuosa por sinal. Caminhei estranhando o silêncio, mas não comentei nada. Nós chegamos a uma porta enorme, feita de madeira com detalhes bonitos; Itachi a abriu com uma chave que tirou do bolso e entramos.

Era um tipo de biblioteca, com uma enorme mesa no centro feita de madeira variada em vários tipos de tons da cor marrom, abarrotada de livros empoeirados e no chão se encontrava um enorme tapete felpudo de cor clara. Haviam algumas pessoas sentadas em volta da grande mesa, conversando amigavelmente.

Itachi se aproximou da mesa, enquanto eu fiquei um pouco afastado, estranhando tudo aquilo. Havia quatro pessoas estranhas naquele local, usando as mesmas roupas que Itachi e a mim. Observei o moreno se aproximar de um ruivo cheio de piercings e comentar algo, fazendo-o voltar seus orbes de tonalidade estranha a mim.

– Bem vindo, Akasuna no Sasori. – o ruivo de piercings cumprimentou e me aproximei da mesa. – Ouvimos muito sobre você, e queremos saber qual será a sua cooperação se entrar na organização. – como é? Como eu vou saber? Nem ao menos sei o que essa organização faz e nem sei como é o nome dela.

– Sasori-kun é bom em artes, estamos precisando de um artista depois que ele saiu. – Itachi comentou e me senti descolocado nesse lugar.

– Muito bem. – ele disse em voz alta e autoritária. – Sasori, bem vindo a Akatsuki. – franzi o cenho, quando foi que eu falei que iria entrar nessa organização que não me lembro?! – Se quiser ser um membro oficial, converse comigo mais tarde... Chamo-me, Pain; e sou o líder. – nome estranho...

Que tipo de pessoa registra uma criança com esse nome?

Ele trocou um olhar significativo com Itachi e o moreno olhou diretamente a mim.

– A Akatsuki é uma organização feita para a melhora nos estudos do nosso colégio, cada um daqui é especificado em uma área. – até ai eu estava entendendo. – Hidan e Kakuzu estão na área econômica. – apontou educadamente para um albino e um moreno alto. O albino bufou e murmurou algum protesto, mas foi ignorado. – Kisame e eu estamos na área física e de logísticas, Pain é o responsável pelo funcionamento da organização e agora, talvez, você em artes.

Fiquei em silêncio pensando no que ele havia dito, será que eu realmente quero me dar o trabalho de entrar nessa organização?

Hm... Não sei, não...

– Você poderá cursar por um período determinado, e depois decidirá se quer entrar ou não. – o moreno alto ao lado do albino comentou, ele se levantou e veio até a mim. – Kakuzu.

Arqueei as sobrancelhas o cumprimentando em um aperto de mão.

– Vai ajudar na sua nota, caralho! – me assustei ao ouvir a voz exageradamente alta do albino soar próxima de nós. – Entra logo e para de viadagem. – como é? Ele está me incentivando desta forma?

Sabia que aqui só teria pessoas estranhas.

– Fique um tempo, Akasuna, depois você decidirá. – o tal “líder” se pronunciou. – Por agora, vamos começar a reunião. Temos assuntos inacabados. – e com isso todos se sentaram em seus respectivos lugares.

Novamente me senti deslocado, mas por sorte, Itachi me chamou para sentar-me ao seu lado. E foi o que fiz.

Tempo vai, tempo vem e esse Pain não pára de falar. Já estava ficando entediado e tentava com todas as forças não mostrar isso em minhas feições. Assustava-me com os comentários desnecessários do tal Hidan, principalmente pela quantidade de palavrões que ele soltava.

E olhe que eu aprendi alguns com ele em menos de um minuto.

Depois de um longo, digo, muito longo, tempo, a reunião se encerrou e eu sorri satisfeito esticando as pernas embaixo da mesa. Já estava quase me levantando e saindo do local quando o Pain nos olhou sério e suspirou frustrado.

– Mais uma coisa... – ele falou e eu revirei os olhos discretamente.

Ele fez um suspense que todos, inclusive eu, ficamos o olhando com expectativas nos olhos.

–... Tobi irá voltar.

Notas finais
Acho que esse capítulo gerou mais perguntas, kkkkkkk mas ele é uma introdução do começo das respostas da fic o/ E ai leitoras, alguma de vocês têm teorias de qual é o passado do Deidara-chan? :3 Se tiverem, me mandem, hehe ~adoro ler teorias e essas coisas -q~ Enfim gente, acho que tinha algo a mais a dizer aqui, mas não me lembro TuT Desculpem ;-;-;-;-; Até o próximo, ou não... Beijos.