Kiss Me.

8 Confiança


Notas iniciais
Oie ~~ Olhem, não gosto muito desse capítulo, mas ele é importante. Quem aprestar atenção nesse capítulo descobre muito coisa... ou não -qO próximo capítulo vai ser um tipo especial do Itachi :3 Hehe, mil tretas estão por vir~ Ok, desculpem qualquer erro e boa leitura ~

– Eu te amo Deidara. – disse o moreno segurando a cintura delicadamente do menor, que aconchegou sua cabeça no peito deste.

– Eu também te amo, hn. – declarou sem esconder o sorriso nos lábios finos. – Promete que sempre estará comigo?

Encarou os orbes ônix desencostando de seu abraço. O moreno sorriu dando um beijo na testa de Deidara que soltou um riso breve e baixo.

– Eu prometo sempre estar com você e sempre lhe proteger.

[...]

Aliás, quem é Tobi?

Olhei para Itachi de cenho franzido e o encontrei olhando fixamente para o chão, como se estivesse perdido em seus pensamentos profanos. Levantei meu olhar para o restante do grupo, Hidan parecia ser o único que não estava se importando com isso.

Depois de um longo tempo de silêncio, Kisame se levantou, afirmando que iria para casa. Depois disso, Hidan e Kakuzu saíram juntos, após se despedirem. Sobraram apenas, Pain, Itachi e eu.

E o mesmo silêncio reinou entre nós três.

Realmente queria saber quem é esse Tobi, que gerou tanto desconforto em todos, — ou quase todos -, presentes nessa biblioteca. O alaranjado se levantou e se dirigiu a uma parte mais afastada do local, voltando logo após com um grande e empoeirado livro.

O colocou ao meu lado e se sentou em uma cadeira vaga.

– Se quiser entrar nesta organização, leia esse livro. – disse limpando o pó do mesmo, parecia ser um manual de regras ou coisa do tipo. Voltou seus olhos para o moreno atrás de mim, e suspirou. – Espero que aceite, vamos entrar em momentos difíceis e precisamos da maior ajuda possível.

Assenti meio confuso com seu comentário. Ele se levantou e se despediu também, saindo o local deixando-me junto ao Uchiha.

– Itachi? – o chamei, porém ele parece não ter ouvido. Aproximei-me um pouco quase encostando meus lábios em seu ouvido. – Itachi!

O moreno piscou algumas vezes e virou o rosto, corando ao perceber que estava próximo do meu. Ver Uchiha Itachi corar foi uma grande surpresa, mas não foi maior do que o ver se afastar bruscamente e tentar amenizar sua respiração ofegante ainda com um tom rosado nas bochechas.

Franzi o cenho com seus atos, mas não disse nada, apenas peguei o livro na mesa e me levantei indo até a porta.

– Vamos?! – ele me fitou e logo desviou o olhar para um canto qualquer. Isso também foi estranho, julgar alguém como Itachi fazer coisas desse tipo é realmente uma grande surpresa. – Você está bem?

Ele assentiu respirando fundo e saindo do local, arqueei uma sobrancelha e sai da biblioteca, o seguindo rumo à porta de saída daquela enorme mansão.

Uchiha Itachi realmente é uma caixinha de segredos.

[...]

– Tadaima. – entrei em casa tirando meus sapatos.

– Okaeri. – minha mãe apareceu na porta da cozinha com o cabelo castanho escuro preso em um rabo de cavalo mal feito e um avental com rendas de flores. – Querido preciso de um favor seu.

Suspirei. Estava cansado e queria deitar em minha cama, ou até mesmo ficar lendo, porém, não poderia negar algo a minha mãe.

– Diga.

– Vá buscar seu irmão na casa do amigo dele, seu pai vai chegar daqui a pouco e Kami-sama me livre se Gaara não estiver aqui quando. – pediu soltando um longo e frustrado suspiro. – Aqui está o endereço. – entregou-me um papel pequeno que continha uma anotação em uma letra razoável que reconheci como a de Gaara.

– Certo. – respondi indo até a porta colocando meus sapatos.

Otou-san realmente não tem nenhum tipo de confiança com Gaara. Alguns anos atrás os dois tiveram uma discussão a qual eu não entendi muito bem; o ruivo havia ficado na casa de um garoto de sua escola e meu pai foi o buscar, depois disso, chegaram aos berros. Se minha mãe não houvesse interferido, meu irmão teria apanhado.

Pensar neste dia é desconfortável para mim. Apesar de não ter muita autoridade em casa pela minha idade, eu devia ter ajudado e confortado Gaara nesse momento difícil.

Mas eu simplesmente deixei isso passar e ele ficou mais distante e indiferente comigo.

Não sou o melhor irmão do mundo, isso eu sei muito bem, até por que eu prefiro ficar resolvendo problemas de matemática a ter uma conversa de irmão com ele.

Quando percebi que já estava próximo ao endereço escrito no papel, avistei três figuras altas encostadas em uma parede, parei de andar subitamente. Arregalei meus olhos girando os calcanhares e saindo disfarçadamente.

Oh Kami-sama, me ajude!

Pude jurar que os três não haviam me visto, porém, ouvi risadas e passos atrás de mim; não parei e puxei ar, tomando coragem e saindo correndo. Os passos me acompanharam na corrida, a qual já estava quase me matando.

Minhas pernas começaram a doer, e minha respiração estava ofegante ao ponto de ter problemas para puxar ar, fui parando aos pouco e fechei os olhos, sentindo minhas costas baterem contra uma parede.

Eu devo ser muito burro para correr onde não havia ninguém.

Abri os olhos, encarando sorrisos debochados.

– O-o que vocês querem? – tive que perguntar, aliás, esse bairro é muito longe de onde eles moram.

– Estávamos esperando um amigo, quando vimos você... Sasori, não é? – o ex-amigo de Deidara, Kiba foi o primeiro a se pronunciar. – Quem diria que você morasse em um lugar como esse, deve ser um mendigo! – e riram do comentário idiota.

Revirei os olhos.

– Você vai pagar por ter feito aquilo conosco! – o gordinho, acho que se chama Choji falou de dentes cerrados. – Estávamos esperando por isso a um bom tempo! – e riu novamente.

– E-eu fiz? – novamente, não conseguia calar a boca. – Vocês que estavam usando o Deidara, e eu sou o culpado? Vocês realmente me dão nojo, hipócritas, interesseiros! Deidara estava com boas intenções com vocês, e vocês, inúteis e amebas o usaram como se ele fosse uma conta bancaria... – fui calado por um soco.

Gemi de dor sentindo pontas na minha barriga. Outro soco, porém no meu rosto.

– O que foi? Onde está toda aquela coragem de alguns minutos? –Kiba gritou e meus ouvidos doeram. – Virou o namoradinho do Deidara para defendê-lo assim?

Fiquei em silêncio. Não conseguia raciocinar direito, aquele soco havia doido muito.

Levei outro no rosto, e abaixei a cabeça tentando inutilmente ignorar a dor e tentar reagir. Mas eles eram muito mais fortes fisicamente do que eu e estavam em vantagem.

– O que pensam que estão fazendo? – ouvi uma voz soar não muito longe e a reconheci.

Queria evaporar nesse exato momento, e quando abri os olhos olhando Gaara se aproximar com um garoto moreno, quis explodir.

– Ei, Gaara. – o mais alto falou pela primeira vez. – Estávamos o esperando.

Não acredito que meu irmão conhece esses idiotas! E o pior, se socializa com eles.

– Não responderam minha pergunta!

– Esse cara é um intrometido que merece uma surra! – Kiba riu. Vi os olhos se cerrarem.

– Solte-o! – o moreno ao lado do meu irmão se pronunciou.

– E porque eu faria isso? Ele acabou com uns lances nosso e está tendo o que merece... – o gordinho do grupo falou acertando um tapa em meu rosto.

– Ele é meu irmão.

Silêncio.

Desconfortável e assustador.

Kiba me soltou e eu cai no chão soltando um gemido de dor, senti algo escorrer ao lado dos meus lábios e vi os três saírem correndo do local.

Estranho.

Minha vida está se tornando muito estranha ultimamente.

Mas o que importa aqui não é isso, e sim o porquê e como Gaara se envolve e conhece aqueles caras.

– Você está bem? – o moreno de penteado estranho se aproximou sorrindo enquanto o ruivo ficava parado me olhando com um olhar que não consegui distinguir em indiferença ou preocupação.

Apenas balancei a cabeça positivamente recebendo sua ajuda para levantar.

– Sou Rock Lee, é um prazer. – falou naturalmente como se não tivéssemos passado por um momento constrangedor.

– Sasori, o prazer é todo meu. – respondi em um tom irônico.

Meu olhar se encontrou com o de meu irmão e ficamos novamente em silêncio. Queria o encher de perguntas, mas não na frente do tal Rock Lee.

– Vou ajudar vocês até a metade do caminho. – o moreno disse começando a andar. – Não quero problemas com seu pai.

Franzi o cenho. Gaara soltou um murmúrio qualquer e começou a andar nos acompanhando.

Minha dor de cabeça está voltando e estou completamente confuso. Ainda sentia dor no estômago e no rosto, mas tentava com todas minhas forças ignorá-las.

Quando já estávamos pouco próximos de casa, Rock Lee me soltou indo até o ruivo e falando algo em seu ouvido. Gaara balançou a cabeça positivamente e veio até a mim, me ajudando a andar;

Que decadência. Meu irmão mais novo me ajudando nesse estado.

Não devia ser eu quem o protegeria?

Estávamos em frente à porta de casa, meu irmão pegava a chave e decidi fazer as perguntas antes que ele se trancasse no quarto.

– Gaara. – ele me olhou. – De onde os conhece? – ficou me encarando em silêncio e arqueou uma sobrancelha.

– Eu quem devia perguntar, de onde os conhece e do que eles estavam falando? – realmente somos irmãos; sempre querendo as respostas para tudo.

– É uma longa e cansativa historia. – suspirei lembrando-me do mal entendido na lanchonete com Deidara e a briga do loiro com seus “amigos”. – Mas ainda não respondeu minha pergunta.

– É porque não lhe interessa. – nos encaramos novamente e tive vontade de socar a cara pálida dele.

– E você devia ter mais respeito com seu irmão. – rosnei cerrando meus dentes.

– Você fala de respeito, mas não me dá privacidade! – retrucou irritado. – Não lhe interessa o que deixo ou faço de minha vida ou com quem eu me socializo. – cuspiu as palavras na minha face e eu arregalei os olhos surpreso.

– É claro que me interessa! Eu sou seu irmão mais velho e quero fazer parte da sua vida seu idiota!

– Me tratando assim? – questionou cinicamente e eu me calei. – Não adianta ser apenas um “irmão de sangue” Sasori! Eu não tenho confiança em você. – e entrou em casa deixando-me sozinho na porta.

Fiquei pensativo.

Ele tem razão, eu não o trato bem, não sou um bom irmão, e nem digno de sua confiança.

Porque me sinto tão triste e angustiado com isso?

Acho que eu realmente me importo com ele.

[...]

– O que houve com você? – Itachi perguntou sentando-se ao meu lado, suspirei.

– Encontrei algumas pessoas que não queria. – confessei deitando a cabeça nos braços apoiados na mesa. Ficaram algumas marcas em meu rosto dos socos que levei, e havia um machucado feio ao lado de meus lábios.

O Uchiha se sentou sem tirar os olhos curiosos de mim.

– Está bem feio. – ele comentou e eu bufei.

– Vá se ferrar! – resmunguei e ele riu de leve.

Não havia encontrado Deidara durante o caminho, e dou graças a Deus por isso. O loiro com certeza iria me encher de perguntas, e eu não iria querer responder nenhumas.

Falta de confiança talvez.

Estranho pensar que não tenho confiança em Deidara, mas disse o que aconteceu a Itachi. Será que eu confio no moreno tanto assim? E desde quando isso?

Minha amizade com ele é muito diferente a qual tenho com o loiro. É mais complexa e tranquila.

Gosto disso. Gosto de ser amigo de Itachi.

Também era estranho pensar em confiança depois de minha conversa com Gaara.

– Itachi-san... – chamei. Ele murmurou algo e eu continuei: – Você tem um irmão mais novo, certo?

Ele me encarou de cenho franzido.

– Sim tenho, por quê?

– Como é a relação de vocês? – levantei um pouco a cabeça e o encarei completamente.

Ele me olhou confuso, tentando entender o porquê da pergunta.

– É boa... Normal. – deu de ombros. – Sasuke é sempre muito fechado, mas somos muito próximos. – sorriu de lado. – Porque a pergunta?

– Queria ter essa relação com o meu. – suspirei frustrado. – Ele disse que não tem confiança em mim, e isso me deixou angustiado. – ele riu e eu franzi o nariz, sem entender o motivo do riso.

– Pensei que você sempre resolvia seus problemas. – debochou e eu bufei novamente; mas ele tinha razão, eu sempre resolvia meus problemas, mas ultimamente não tem sido assim. Com Deidara, Gaara e muitos outros eu estou tendo dificuldade. – Tente conversar calmamente com ele, dizer o que sente em relação ao relacionamento de vocês.

– É fácil falar. – ele não teve tempo para dizer nada, o professor entrou já começando a aula.

Eu teria tempo para me redimir com Gaara, pelo menos não agora que as provas finais estavam chegando. Teria que estudar muito para tirar a melhor nota.

Pois é, a história de superar o Uchiha ainda está em minha mente.

E não teria de apenas me focar bastante nos estudos, como também teria que evitar Deidara de qualquer forma.

[...]

– Aniki, tenho que te contar uma coisa. – Ino entrou no quarto do irmão mais velho, que desenhava algo na mesa de escritório em um canto de seu enorme quarto.

– Hm? – não tirou seus olhos do desenho, e um sorriso se formava em seus lábios a cada traço que fazia.

– Eu ouvi uma conversa do otou-sama e da okaa-sama e parece que os Uchiha irão vir aqui para um jantar. – falou a loira vendo seu irmão não demostrar nenhuma reação. Estranhou, mas não disse nada, apenas se aproximou olhando o desenho que ele tanto se concentrava.

Era um garoto de cabelos curtos sorrindo; reconheceu-o como aquele ruivo que havia ido até sua casa entregar uma ocorrência de ausência. Olhou pelo canto dos olhos, o sorriso sonhador de seu irmão.

Conhecia aquele sorriso, e não gostava quando Deidara o fazia.

– Dei... – começou em um tom preocupado, mas não conseguiu terminar.

– Ele é diferente, hn. – encarou a loira pela primeira vez. – O Danna... é diferente dele.

Ficaram em silêncio.

– Você confia nele?

Deidara encarou os olhos azuis da irmã e pensou um pouco. Confiança não era sua palavra preferida.

Já sofreu muito por confiança.

– Quero que faça um favor para mim. – mudou de assunto. – Os Uchihas irão vir mesmo? – ela assentiu confirmando.

– Nesse final de semana, pelo que ouvi. – suspirou. – Mas não sei o porquê desse jantar...

– Ligue para o Sasuke... Peça para ele conseguiu o endereço do Sasori, hn. – pediu e ela franziu o cenho, mas não questionou, apenas saiu do quarto pegando seu celular no bolso.

Não poderia pedir para Sasori lhe dar o endereço, o ruivo iria o encher de perguntas e Deidara não sabia se podia ou não contar para seu Danna tudo o que ele passou. Tinha medo de que Itachi abrisse o jogo para o ruivo, e por isso pediu para ele se afastar, mas parece que o Akasuna o ignorou por completo.

Sorriu. Seu Danna era completamente diferente do mascarado.

O loiro não sabia o que mais o preocupava. O fato de que Itachi dissesse tudo para o ruivo ou o fato do Uchiha nutrir algo a mais que amizade por seu Danna.

Deidara conhecia Itachi muito bem, ao ponto de reconhecer os olhares que este lançava a Sasori.

– Parece que ele não percebe, hn. – resmungou bufando. Ciúmes? Provavelmente sim.

Ouviu o ranger da porta, e Ino aparecer.

– Descobri o porquê do jantar. – a voz da loira soou calma, porém percebia-se a tensão. – Ele vai voltar...

Notas finais
Ficou bem menor do que os outros, porém, como eu disse, importante... Principalmente a última parte; é por causa dela que vocês irão descobrir tudo sobre o Dei o/o/ Nhaw, é só isso~ Até o próximo!