Kiss Me.

13 Agonia - Dedicado à Mrs Noni


Notas iniciais
Oi?
Gente... mais uma recomendação ♥ Nunca pensei que essa fic ganharia nem sequer uma, imagine 04? ;-; Obrigada Mrs Noni, muito obrigada mesmo ♥
Esse capítulo é o Sasori narrando! ~
Certo, espero que gostem! Desculpe qualquer erro que eu não tenha visto e boa leitura ♥

– Está tudo bem? – Kisame me perguntou, ao lado de Kakuzu que fazia algumas contas complicadas.

– Hm. – respondi com um murmúrio inexpressivo. Estava de mau humor, mais do que o normal.

Já fazia duas semanas que não via ou falava com Deidara, e esse é o motivo dos cabelos brancos que estão aparecendo em minha cabeça. Sempre quando consigo esquecer esse loiro por um minuto, alguma pessoa me faz lembrar dele.

Isso é frustrante e irritante.

– Se apresse com isso, ruivo. – Kakuzu mandou ignorando um xingamento qualquer que soltei. – Pain quer esse cartaz o mais rápido possível.

– Porque ele mesmo não faz então? – resmunguei baixo, continuando a desenhar algumas nuvens em uma cartolina enorme.

Kisame me ajudava, passando os lápis, borrachas, e etc quando eu pedia, além de que, também segurava a folha para que não me atrapalhasse.

Irá ter um evento daqui a um mês, a Akatsuki irá “patrocinar” e eu, como um estagiário, tenho que ajudar no que puder. Que palhaçada!

– Me passa aquele lápis de ponta mais fina. – pedi para o azulado que me entregou sem dizer nada.

Ouvimos um barulho na porta e nem me importei de ver quem era, pela voz alta, os palavrões soltos e o som de pisadas fortes, só pode ser uma pessoa. Hidan.

– Ainda? Que demora, porra! – pensei em jogar alguma coisa nele, mas desisti.

O albino se sentou ao lado do banqueiro da organização ele levantou as pernas, as apoiando na mesa.

– Ei Sasori. – chamou minha atenção, não o olhei, mas ele continuou. – Posso fazer uma pergunta?

– Não!

– De conhece o Deidara-chan?

Fiquei em silêncio. Estranhamente, os demais me olharem com expectativa nos olhos.

– Porque a pergunta? – questionei em olhá-los.

Novamente, silêncio. Engraçado que, quando o assunto é o loiro, as pessoas sempre ficam meio apreensivas; e isso não acontece apenas com as pessoas que são próximas a Itachi ou algum outro Uchiha, mas também com o resto da escola.

Isso quer dizer que a escola inteira sabe do passado negro do loiro?

– Responda a minha pergunta primeiro. – estranhei a falta de palavrões na frase dele.

– Uma professora pediu para Itachi levar uma ocorrência para ele, mas o moreno acabou por pedir para que eu fizesse...

– Típico! – Kakuzu murmurou sem tirar seus olhos esverdeados do papel.

– Vai responder a minha pergunta agora? – questionei pegando um lápis vermelho.

Vi os três se entreolharem, como se discutissem pelo olhar. Aquela conversa estava estranha, na verdade, a situação inteira estava muito estranha.

– Tsc, se não quiser, não precisa responder. – comentei voltando minha atenção ao desenho que fazia.

Eu não me importo mais com isso. Não me importo mais com o passado de ninguém, não me importo com nada que não seja os meus estudos.

Não me importo com Deidara.

[...]

Andava despreocupado pela calçada lendo algumas anotações que havia feito durante a aula. As provas de final de semestre estão chegando, e eu preciso de total concentração, preciso consumir o que puder de conhecimento para conseguir tirar uma nota boa, não; uma nota muito boa.

Havia saído mais cedo por conta dos afazeres da organização; não sei se isso é bom ou ruim, mas tentarei não pensar nisso.

Esbarro em algumas pessoas, percebendo que estou distraído demais. Odeio me distrair, não importa pelo que seja.

Principalmente quando me distraído, meus pensamentos voltam para aquele ser loiro. E, mesmo não gostando de pensar nele, eu não consigo parar. Não consigo para de pensar no porque ele não tem vindo à escola.

Será por minha causa? Ou por causa daquele tal Obito?

Aquele cara, ele é um mistério a meu ver. E talvez a chave para todas as minhas perguntas, mas como eu mesmo conclui sobre todos esses acontecimentos, não me importo mais.

– Ei Sasori-kun, como vai? – tiro meus olhos das anotações e olho para minha frente vendo Itachi com um sorriso.

– Bem. – respondo continuando a olhar as anotações. Pude ouvir um suspiro e logo após seus passos se aproximarem mais de mim.

– Quer tomar um café?

Arqueei uma sobrancelha e o encarei confuso. Outro fato confuso para mim: Uchiha Itachi está me tratando diferente, como se quisesse algo de mim. Nos dias anteriores eu não havia percebido isso, mas depois do dia em que estudamos em sua casa e depois que contei sobre o que houve com Deidara, o moreno começou a me dar mais atenção. Queria o perguntar o que ele queria, mas acho que seria muito inconveniente.

Deixarei essa questão para mais tarde talvez.

– Claro, porque não?! – dei de ombros aceitando seu convite. Não devia ter feito isso, devia ir para casa estudar, mas... Na verdade, gosto da companhia dele.

Nós caminhamos lado a lado para uma cafetaria não muito longe do local onde estávamos. Ele pediu um expresso e eu pedi um cappuccino.

Estranho não é só a maneira como ele me trata agora, é também a forma como ele me olha. Está diferente da indiferença de antes, tem algo a mais em seu olhar que não sei descrever. Eu devia perguntar logo o que ele queria comigo? Ou eu estou ficando paranoico e isso é coisa da minha cabeça? Será que isso tem a ver com o que Deidara dizia que eu não percebia? Hm...

– Itachi, você quer algo de mim?– perguntei depois que a garçonete colocou nossos pedidos na mesa e saiu. Por um instante, pude ter certeza que seu rosto corou, mas não pude confiar, pois ele virou o rosto para o lado como se estivesse constrangido.

– Porque pergunta? – perguntou ainda olhando para o lado.

– Você está me tratando diferente. – bebi um pouco do café. Não estava muito bom, mas eu paguei então terei que beber.

– Só estou tentando ser amigável, somos amigos. – respondeu bebendo o seu expresso também. Hm, será que é realmente coisa da minha cabeça? Acho que sim.

– Hm, desculpe. Só achei um pouco estranho. – comentei por fim, fazendo com que um silêncio desconfortante aparecesse na mesa.

– Posso perguntar uma coisa? – o olhei e ele ainda estava com as bochechas rubras, porém estava mais sério do que antes. Assenti, dando-lhe permissão para prosseguir. – Você e o Deidara... Vocês...?

Franzi a testa com sua pergunta, ele gesticulou com a mão como se estivesse com vergonha de terminar a pergunta. Corei.

– Não! Claro que não. – minha voz saiu mais alterada do que eu queria. Ele me olhou um pouco desconfiado, mas não disse mais nada. Droga, porque ele quer saber de uma coisa dessas? E de onde isso saiu? Que ideia maluca! Deidara e eu? Hunf. – Que ridículo, eu disse para você o que aconteceu naquele dia...

– Sim, mas... Você não pára de falar dele depois daquele acontecimento. – corei novamente com seu comentário.

– Eu... – suspirei. – Apenas quero esquecer que ele existe!

– E por quê? – encarei seus olhos profundos.

– Ele faz com que eu me desvie de minhas decisões... Não posso continuar com essa suposta amizade. – minha voz saiu fraca na última frase. Bebei mais um pouco do café percebendo que ele estava me analisando.

– Sasori, você está mesmo bem?

– Por que a pergunta?

– Apenas responda!

Franzi o cenho, mas prossegui.

– Sim. – afirmei ainda o encarando.

– Agora seja sincero. – arqueei uma sobrancelha. – Sincero consigo mesmo.

Fiquei em silêncio, não sabia onde ele queria chegar com aquele papo.

– Me responda, o que sente por Deidara? – a pergunta me pegou de surpresa. O olhei de olhos arregalados. – Apenas dó de quem o loiro é, ou algo mais profundo?

– Como assim? – corei.

– Nada, esqueça... – sorriu de lado se levantando. – Quer carona?

– Como pode agir tão naturalmente depois de uma pergunta dessas? – o questionei levantando-me também.

– Eu sou um Uchiha, é simples... – deu de ombros e quase joguei meu cappuccino nele.

No fundo, eu sei onde ele queria chegar com aquela conversa; mas eu não queria admitir.

[...]

Já comentei que odeio biologia? Pois é. Está aí uma matéria que eu não me interesso nem um pouco; mas como é importante e será uma das matérias principais das provas do semestre, terei que me esforçar e estudar.

Mas como se mal consigo me concentrar direito?

Depois daquela conversa com Itachi, fiquei pensativo o dia inteiro. Eu quero e não quero esquecer de Deidara, pensar nele é algo inevitável.

Parece que a expressão de seu rosto naquele dia, seu tom de voz está gravada em minha mente, o que não me deixa o esquecer em nenhum momento.

Hunf, como esse loiro tem todo esse controle sobre mim? Aliás, como ele conseguiu todo esse controla e eu nem percebi?

Olhe só, mais uma vez estou me perdendo em pensamentos sobre aquele loiro bipolar e esquecendo-me do que estava fazendo posteriormente.

— Sasori, okaa-san está mandando você descer para o jantar! — ouvir a voz irritadiça de meu irmão do lado de fora do quarto me fez suspirar em desgosto.

— Estou sem fome. — respondi em um tom alto suficiente para que ele pudesse ouvir.

Ouvi seus passos se afastarem, e dei graças a deus por ele não ser tão intrometido quanto minha mãe.

Olhei para o lápis entre meus dedos e suspirei, fechado os olhos e os enterrando na palma das mãos.

— Porque estou assim? — questionei-me fungando. Meu nariz frio e irritado mostrava-me que iria pegar gripe, mas isso era o de menos.

"O que sente por Deidara? [...] Apenas dó de quem o loiro é, ou algo mais profundo?"

Porque quando estou começando a ordenar meus pensamentos, surgem outras questões para me atormentarem?

—Querido, você está bem? — vi minha porta se abrir e minha avó se revelar.

— Sim Baa-chan. -forcei um sorriso. Ela aproximou-se se sentando em minha cama.

— Tem certeza? — ela deu uma risada forçada com sua voz baixa e fraca. — Não acha que está novo demais para sofrer de amor?

Quase engasguei com minha própria saliva.

— Não estou sofrendo por amor! — rolei os olhos disfarçadamente.

—Sei, acredito... — não gostei da ironia dela, mas irei ignorar.

Ficamos em silêncio. Sempre ficava confortável junto a Chiyo-baa, mas não sei como conversar civilizadamente com ela, na verdade, com ninguém.

– Chiyo-baa... – pensei muito antes de continuar. – Eu conheci uma pessoa, não faz muito tempo e... Bem, nos brigamos e... – suspirei.

– Você gosta dessa pessoa? – ela se aproximou um pouco mais de mim.

– Se for como amizade... Talvez. – respondi dando de ombros. – Mas eu não consigo parar de pensar nela e em nossa briga... Sinto-me angustiado, confuso e frustrado...

– Isso se chama preocupação Sasori.

– Com o que eu estaria preocupado? – a encarei e percebi um sorriso carinhoso.

– Quando gostamos muito de uma pessoa, nós acabamos por nos importar com ela, até demais. – alisou meu cabelo de forma carinhosa e protetora. – E quando essa pessoa não está perto de nós, nos sentimos preocupados, com medo de perdê-las.

– Eu nunca pedi para me aproximar dessa pessoa... – comentei baixo.

– Mas se aproximou, e agora, mesmo que não queira admitir se importa com ela. – sorriu saindo de perto de mim. – Vou buscar seu jantar. – e saiu do quarto, deixando-me sozinho com meus pensamentos.

Importar-me? Não, não me importo... Pelo menos é o que quero pensar.

Chiyo-baa voltou com minha janta, a deixou na escrivaninha e saiu, se despedindo e indo para sua casa. Já estava terminando meus deveres e de estudar aquela matéria chata quando ouvi batidas ecoarem no quarto.

Olhei para a porta, não encontrando ninguém, olhei para a janela e a fiquei encarando, junto com o loiro que estava pendurado com dificuldade.

Suspirei me levantando e indo até ela, ajoelhando-me na cama e a abrindo.

Ficamos nos encarando por algum tempo, ele parecia constrangido e eu estava surpreso por ele ter vindo até aqui.

— Posso entrar? – perguntou franzindo o cenho de leve. Abri um pouco mais a janela, o ajudando a entrar; ele deixou sua mochila ao lado da cama e ficou em pé, ao lado da porta.

— O que faz aqui?

— Vim conversar com você, hn. – arqueei uma sobrancelha. — Na verdade, vim pedir desculpas! – ele estava falando sério, pela seriedade em sua expressão deduzi isso.

— Pelo que, exatamente?

— Oras... Por ter falado com você daquele jeito, hn. Não devia ter gritado, desculpe Danna.

Ficamos em silêncio. Tive vontade de dizer que estava tudo bem e lhe dar um abraço, mas afastei essas vontades inúteis.

— Se veio só para isso, já pode ir. – sei que estou sendo grosso, mas é necessário.

Ele franziu o cenho, parecendo indignado com minha fala.

— O que? Não vai dizer nada?

— Dizer o que Deidara? Não tenho nada para falar com você.

— Você está agindo como um idiota, hn. – ele disse com a mesma expressão indignada, continuei com a minha de indiferença.

— Eu estou agindo? – ri debochadamente. – Não fui eu quem gritou com você só porque queria ajudar! Você devia pensar nas suas atitudes antes de chamar alguém de idiota.

— Não tente me fazer de culpado! – cruzou os braços. – Eu não pedi sua ajuda.

Franzi o cenho com seu comentário, aquilo me deixou irritado.

— Amigos não esperam que outros peçam a ajuda para socorrê-los! – minha indiferença foi para o ralo; por algum motivo, me senti ofendido com o que ele disse.

— Eu já pedi desculpas. – Deidara pareceu um pouco hesitante depois de ver minha alteração.

— E eu já ouvi. – suspirei passando a mão pelos fios avermelhados. – Tsc, você não é o único que têm problemas, Deidara.

— Não, não sou! – sua voz se alterou um pouco e o encarei. – Mas meus problemas são maiores do que ficar sentado o dia todo estudando para uma prova idiota, hn!

— Meu futuro vai depender dessa prova idiota, pelo menos eu me importo com coisas mais importantes na vida! – minha voz se alterou também, mesmo que eu não quisesse.

— Você não sabe um terço pelo que eu passei, hn! – a cada palavra sua voz grave ia ficando mais alta, e digo que, a minha também.

— Saberia se você me contasse!

— Esqueça!

— Ótimo, quer sair pela janela ou pela porta da frente?! – fui até a janela novamente.

— Você é um grosso Sasori!

— E você é um idiota bipolar! – espero que minha família não escute nossa conversa. As vozes estão muito altas, mas isso é o que menos importa agora.

Novamente silêncio, e desconfortável.

— Eu não devia ter vindo aqui, hn. – concluiu.

— E eu não devia ter levado aquela ocorrência. – ele abaixou a cabeça e depois de alguns minutos me olhou com os olhos cheios de indignação. Parece que ele se deu conta do que eu estava falando.

– Não pode estar falando sério... – sua voz abaixou, ficando quase em um sussurro.

Não respondi, apenas continuei o encarando.

– Você... Você se arrepende de ter me conhecido? Hn? – sua voz estava meio embriagada. Desviei o olhar sem coragem para responder. – Responde!

– Vá embora Deidara!

Silêncio.

Na verdade, só se dava para ouvir o choro sofrido dele.

O vi pegar sua mochila e ir até a janela, jogando-a pela mesma e se preparando para sair do meu quarto. Ele me encarou, e senti uma pontada no peito ao ver seu rosto molhado por lágrimas; Deidara pulou pela janela e eu suspirei, caindo sentado no chão e apoiando o rosto nas mãos.

Levantei-me indo até a janela para fechá-la e vi o loiro correr pela causada até um carro de luxo. Queria gritar para ele voltar, mas não o fiz. Não podia...

Fechei a janela a trancando e me joguei na cama, escondendo meu rosto no travesseiro e soluçando.

Porque estou chorando?

Não posso em importar!

Não posso deixar que ele seja importante em minha vida!

Ele é um idiota! Aquele Obito é um idiota! Itachi é um idiota! A Akatsuki só têm idiotas...

E eu... Sou o rei dos idiotas.

Notas finais
Comentários, críticas, elogios e bláblá, sempre são bem vindos! ♥
De novo, desculpe qualquer erro! E se tiver, me avisem, ok? :)
Até o próximo capítulo, beijos >w<'