Kiss Me.

22 A verdade nem sempre é nossa melhor amiga


Notas iniciais
Oi gente, saudades da fic? Não, ok ;-; -q Mas eu estava com saudades do nyah! e de vocês ♥ [!] Capítulo com lemon, se não gosta, não leia a quarta parte ^-^ Certo, vamos lá, desculpem qualquer erro, e boa leitura ♥

—De todas as pessoas do mundo a qual esperaria uma briga, vocês dois seriam as últimas! – o diretor andava de um lado para o outro na sala.

—…

—…

Obito e eu estávamos sentados em frente a sua mesa, em silêncio. Não havia o que dizer ou retrucar, ele estava mais do que certo com aquele sermão.

—Um Uchiha brigando?! Você pode me explicar Obito? – o loiro parou ao lado do moreno.

—… O Akasuna me deu um soco, eu só me defendi. – respondeu tentando ser superior, revirei os olhos.

—E acha que com agressão está se defendendo? – o diretor cruzou os braços. —Não pensou nas pessoas em volta? Não pensou o que iriam dizer de você e de sua família?

—… — o moreno abaixou a cabeça sem saber o que responder.

—E você, Sasori. – se aproximou de onde eu estava sentado. — Nunca imaginaria que o melhor aluno da escola seria capaz disso!

—…

—Por que começou essa briga?

Pensei um pouco antes de responder.

—O Uchiha estava dando em cima do Deidara, e eu... Eu não podia deixar. – corei com minha fala. — Não queria ter começado uma briga, eu… Eu apenas perdi a cabeça…

—Ciúmes? Então tudo isso apenas por ciúmes?! – percebi pelo tom de voz que ele estava mais do que indignado, abaixei a cabeça assim como Obito.

—…

Ele suspirou e foi até sua cadeira, sentando-se.

—Não acredito nisso! – passou as mãos pelos cabelos dourados. — Os patrocinadores viram dois membros da organização de estudos do colégio brigando, o que acham que irão pensar?

—Eu posso concertar isso, Namikaze-sama, meu pai pode dar um jeito… — Obito tentou afirmar, ele parecia até um pouco desesperado com a situação.

—Não Obito, não digo sobre a imagem da escola, mas sim da Akatsuki em si. Vocês são talentosos, inteligentes e creio eu, racionais! Pelo menos eram o que achava até hoje, não pensaram na fixa escolar de vocês?

—…

—…

—Sasori, você é um bolsista! Não pensou nisso? – não respondi. Na verdade eu havia pensado sim, mas como disse antes, havia perdido a cabeça. Ele nos encarou por alguns minutos e pegou duas folhas. —Hunf… certo, eu vou ser obrigado a dar uma suspensão para os dois.

—Mas… — tentamos protestar, mas ele nos mandou ficar em silêncio.

—Devia ter pensado antes! – entregou as folhas de suspensão, peguei uma a analisando. —Preciso que seus pais assinem! Podem se retirar.

[…]

—Ai! – resmunguei afastando o corpo das mãos delicadas daquela mulher.

—Desculpe. – desculpou-se a mulher, a enfermeira. Ela passava um remédio em meus machucados, assim como meu olho inchado.

Fiquei em silêncio, pensando como iria mostrar aquela suspensão para meus pais. Tinha em mente como eles iriam reagir, iriam desistir da viagem e isso seria ruim para Deidara, Gaara e a mim.

—Com licença, hn... – ouvimos uma voz grave soar tímida na porta. Não olhei, mas sabia quem era.

A enfermeira loira se levantou e pigarreou.

—Vou ver como o outro garoto esta.

E com isso, saiu da sala.

—…

Deidara se sentou em minha frente, na cadeira de madeira em que a loira estava. Após um suspiro pesado, pegou um algodão e colocou um pouco do remédio que a enfermeira usava em meu olho.

—Esta doendo muito?

—Sim… ai! – resmunguei após sentir o remédio fazer meu machucado arder.

—Danna… — começou a falar. —Por que você...?

Ele não terminou de falar, não precisava, eu sabia do que se trava. Fiquei alguns minutos em silêncio, pensando se respondia ou não.

—Não aguentei ver aquele cara se jogando em cima de você, eu... Tsc.

Ficamos alguns momentos em silêncio, até que vi seu corpo se sentar ao meu lado e me abraçar. Tentei corresponder, mas meus braços doíam. Ele se afastou um pouco e selou nossos lábios, foi um selinho rápido, mas isso não quer dizer que não tenha sido agradável.

—Não se preocupe, eu só quero você, hn. – sorriu, mas não sei definir que sorriso foi aquele. Parecia até falso. —hm... Nunca pensei que você fosse tão ciumento, danna.

Corei e bufei, levantando-me.

—Vamos embora.

—Sim, hn. – se levantou pegando um cubo de gelo e me entregando. —Aliás, seu irmão está preocupado, hm.

Franzi o cenho, Gaara preocupado? O dia não tem como ficar mais estranho.

—O que o diretor disse?

—Levei uma suspensão. São apenas três dias. – o que para mim é muito.

—Mais tempo para ficarmos juntos, hn. – sorriu malicioso e eu revirei os olhos. Se ele pensa isso, está muito enganado.

[...]

—Eu vou sentir tanto a falta de vocês... – minha mãe chorava no meu ombro. —Sasori, cuide da casa, acorde Gaara na hora certa, não gaste dinheiro desnecessariamente, sempre que sair tranque a casa direito, não deixe estranhos entrarem...

—Okaa-san! Não sou mais criança. – reclamei revirando os olhos. Ela fungou, abraçando Gaara, que estava ao meu lado. —Cuide-se meu amor.

—Tenha uma boa viagem, okaa-chan. – ele desejou retribuindo o abraço.

Acenei para meu pai que colocava as malas no táxi. Chiyo-baasama já estava dentro do carro.

—Qualquer coisa, nos ligue, entenderam? – perguntou dando um beijo em cada um de nós. Assentimos positivamente. —Muito bem, até mais, e... – fungou.

—Pode ir mãe. – falei a abraçando uma última vez. Respirou fundo e foi até o carro, acenando antes de entrar.

O táxi começou a se movimentar e deu partida, saindo de nossas vistas um tempo depois.

—Vou à casa do Lee. – avisou Gaara entrando em casa, o segui.

—Me ligue se voltar. – disse a ele, deitando no sofá. O ruivo pegou uma mochila escondida no canto da sala e saiu de casa, sem se despedir.

É, meus pais foram mesmo nessa viagem. Bem, eles não sabem sobre a suspensão, apenas minha avó que foi quem assinou. Após uma bronca, é claro. Ela não comentou nada com meus pais, por que eles iriam desistir da viagem e assim, iriam ficar mais estressados do que costume.

Sobre os machucados, disse que cai na aula de educação física.

Suspirei e olhei para o relógio, ainda faltava muito tempo para Deidara chegar e já sinto tédio.

Já faz alguns dias que eu e o loiro não nos vemos. Dois para ser exato, eu o obriguei a ir a escola enquanto eu estou suspenso, e espero que ele tenha obedecido.

Olhei para o teto e fiquei ali, pensando em coisas inúteis, até que a hora chegasse...

[...]

Estava deitado no sofá, enrolado em uma coberta fofa. A televisão estava baixa, e passava um filme qualquer, o qual eu não estava nem prestando atenção. Olhava de minuto em minuto no relógio, vendo que aquele loiro idiota estava atrasado.

Tentei não ficar pensando nisso, o filme já estava tedioso demais. Levantei, andando até a cozinha e pegando um doce no armário. Quando estava prestes a comer, a campainha tocou e eu gemi em frustração.

Coloquei a barra de chocolate na mesa e andei até a porta, sentindo o piso mais gelado do que o normal. Percebi que não estava com meias, e também percebi que estava muito distraído nesses últimos dias.

Abri a porta, vendo Deidara com o uniforme da escola, segurando uma mochila e um sorriso travesso nos lábios.

—Está atrasado! – o repreendi e ele tocou meu olho roxo, fazendo-me bater em sua mão. —Ainda dói, idiota!

—Desculpe, hn. – riu tirando os sapatos e me abraçando. – Danna, eu senti tanto a sua falta, hmmm... – mordeu meu pescoço e enrolou seus braços em minha cintura, empurrando-me para dentro da casa. —Senti falta do seu cheiro, do seu olhar, da sua voz... Hm.

—Eu também senti, mas me deixe respirar um pouco. – tentei o empurrar, mas ele apertou mais os braços em meu corpo. Jogou sua mochila no sofá e tomou meus lábios de forma agressiva, adentrando minha boca sem permissão. Uma de suas mãos deslizou para meu tronco, indo para um de meus ombros e apertando.

Meu ar faltou, mas ele não se afastou, continuou com aquele beijo exageradamente desesperado.

—Deidara! Calma… — disse afastando nossos lábios e respirando fundo. Ele começou a beijar meu pescoço novamente, dando mordidas muito fortes. — Deidara… — era para eu o repreender, mas aquilo saiu mais como um gemido.

Ele se afastou e pude ver seus olhos cheios de luxúria, o que me fez corar um pouco. Segurou meus ombros e me empurrou para o chão, fazendo-me deitar e bater as costas no piso de forma um tanto bruta. Doeu? Sim, mas não algum motivo eu soltei um gemido de prazer.

Não, eu não sou masoquista. Acho...

Ele se deitou sobre mim, e começou a alisar suas mãos por baixo da minha camiseta, apertando meus braços e voltando a beijar meus lábios. Desta vez, correspondi a altura, mesmo que estivesse agressivo demais;

— Danna, eu quero ser seu outra vez, hn. — mexeu o quadril em movimentos circulares, me fazendo gemer novamente.

— Por que está com tanta pressa? — inverti as posições, ficando por cima e encarando seus olhos cheios de desejo.

— Já disse, senti sua falta, hn. — tocou meu rosto, desta vez mais carinhosamente. Abaixei o rosto, beijando seus lábios e pedindo passagem, a qual foi concedida imediatamente. Puxei sua gravata, a tirando sem muito esforço, logo após foi o blazer que foi jogado em algum canto da sala.

Explorei sua boca sentindo um gosto bom de uva, o puxei um pouco e ele me abraçou; seus braços se prenderam em meus ombros e suas pernas em minha cintura.

Não estava em condições para levantá-lo e o levar até o quarto no colo, então apenas continuei naquele mesmo lugar, o tapete da sala.

Sorte que Gaara foi para a casa do namorado.

Levantei uma das mãos, deslizando por baixo de sua camiseta e puxei os botões, desabotoando um por um. Minha outra mão se apoiou no chão, ao lado de seu rosto corado.

Descolei nossos lábios e o vi virar o rosto, deixando seu pescoço mais fácil. Comecei a chupar e morder sua pele alva, passando a mão por seu tronco nu.

Afastei-me um pouco e desabotoei sua calça jeans. Deslizei os dedos pela barra da calça e a abaixei, vendo sua frustração por eu estar indo devagar.

Encarei o volume por baixo de sua boxer e dei um beijo rápido, ouvindo resmungos.

— Não seja mal Sasori-no-danna.

Ri da situação em que ele se encontrava.

— Quer que eu tire? Hein? — mordi sua coxa, deixando uma marca avermelhada.

— Hm! — mordeu o lábio inferior com força, e aquilo foi uma cena um tanto sensual. Deitei em cima dele e beijei seus lábios.

Segurei a barra de sua boxer e abaixei, fazendo questão que meus dedos tocassem em seu membro. Ele arfou gemendo meu nome.

Tirei sua boxer por completa e joguei em um canto ao lado do sofá, seu membro estava rígido e pulsava, dava para imaginar que estivesse doendo. Deslizei minhas mãos para suas coxas, sem tocá-lo; passei os dedos pela glande e desci pelo corpo de seu órgão, brincando com a pele e às vezes com os testículos.

—Sasori! – ele soltou algo que não sei definir como um resmungo ou um gemido.

Beijei sua virilha, subindo para seu abdômen e deixando um pequeno rastro de saliva, subi um pouco mais até seus mamilos, dei aqueles pontos rosados e rígidos, alternando as mordias e chupões do direito para o esquerdo.

Dei uma mordida leve, e ele gemeu baixo; subi novamente, desta vez para seu pescoço, chupando e beijando. Passei meu lábio inferior por toda extensão de seu pescoço macio e subi até a orelha, mordendo o lóbulo.

Minha mão esquerda desceu para seu membro novamente, apertando e fazendo uma massagem.

—Hm... – ele suspirou entreabrindo a boca e respirando por ela.

Suas mãos tocaram meus ombros, cravando suas unhas pequenas. Tentava conter os gemidos e suspiros, mas não estava tendo sucesso. Comecei a fazer movimentos mais fortes de vai e vem, seu corpo começou a se arrepiar e se remexer sob mim, mas não parei. Seus olhos estavam fechados e alguns pingos de suar caiam de sua testa, mordeu o lábio inferior e deu um gemido mais alto.

Ele liberou seu sêmen em minha mão, sujando um pouco o tapete. Sua respiração ofegante era a única coisa que podia ser ouvida, e eu depositei um beijo em seu nariz; levantando, fui até o sofá, mexendo em sua mochila e procurando algum preservativo. Sabia que tinha, aliás, ele sempre tinha.

O que me surpreendeu, foi sentir suas mãos tocarem meu membro por cima da calça, apertando forte e me fazendo morder o lábio. Suas mãos foram para minhas costas e puxou minha camiseta para cima, a tirando rapidamente. Virei o corpo soltando seu cabelo e o puxando para mais um beijo, porém, desta vez, foi rápido.

Ele fez sinal para que eu sentasse no sofá, e foi o que fiz. Suas mãos ágeis puxaram minha calça de moletom, junto com a boxer jogando por cima da televisão. Lambeu os lábios e me olhou com um sorriso malicioso. Já sabia o que ele iria fazer, então me arrumei um pouco melhor e toquei seu rosto.

Sua língua passou por minha coxa, indo para virilha e descendo para a glande; foi para o corpo do órgão e logo após para os testículos. Suspirei sentindo os arrepios que aquilo me causou. Seus lábios foram novamente para a glande, beijando e colocando na boca, depois descendo e colocando tudo o que podia. Joguei minha cabeça para trás, segurando seus cabelos longos e contendo alguns gemidos altos.

Começou a fazer os movimentos lentos, porém, não deixou de sugar toda extensão de meu órgão. E enquanto fazia os movimentos de vai e vem, usava uma das mãos para alisar minha coxa e a outra brincava com os testículos. Aquela é uma das melhores sensações que eu já senti na minha vida, o que me fazia querer mais e mais dele. Soltei um gemido um pouco mais alto do que os anteriores e ele arranhou minha perna, assim como puxei seu cabelo mais forte. Um gemido de dor foi ouvido por mim, mas eu não soltei seus fios dourados.

Seus movimentos começaram a ficar mais fortes e rápidos, e eu tive que morder o lábio para não gemer muito alto. Seus dentes começaram a agir, e eu não pude aguentar mais; cheguei ao meu orgasmo muito rápido, e assisti Deidara engolir todo aquele líquido branco e viscoso. Com um sorriso malicioso levantou, e limpou um pouco do sêmen que havia no canto de sua boca, selando-a com a minha.

Pensei no quanto aquilo foi nojento, mas não comentei nada.

O empurrei, fazendo-o sentar no chão. Joguei um preservativo para ele, o que fez aquele loiro pervertido sorrir ainda mais.

—Você pare feliz... – comentei vendo-o colocar a camisinha em mim.

—Eu estou, hn. – murmurou com um tom alegre. —Sabe que não precisa usar isso, né? – disse referente ao preservativo que terminava de colocar. —Eu não traio você, e o conheço muito bem para saber que você também não, hn.

—Prefiro não arriscar! – levantei do sofá, após ter meu membro encapado. —Deita ali. – mandei, apontando para o meio da sala. Peguei algumas almofadas e joguei em cima dele, que os pegou e colocou em sua cabeça, apoiando-a. deitei entre suas pernas, e estimulei seu membro com o joelho.

—Danna... Vai logo. – disse entre gemidos baixos. —Sem joguinhos, por favor, hmmmm.

—Não estou fazendo joguinhos, só gosto de ouvir você implorar. – sussurrei em seu ouvido, fazendo-o se arrepiar.

—Odeio quando faz isso, hn. – choramingou. —Vamos lá, estamos sem sexo há semanas, e sei muito bem que está morrendo de vontade de me penetrar.

—Tem razão, mas adoro ouvir sua voz. – o penetrei com dois dedos de uma vez, o fazendo arfar. Abriu mais as pernas e mordeu o lábio inferior.

—Não faz isso comigo, Sasori... Por favor, hm...

—Eu posso parar por aqui... Você que sabe. – adoro ver suas reações quando eu faço isso.

Ele choramingou mais um pouco, meus dedos começaram a fazer movimentos mais rápidos e ele contraiu as costas.

—Danna, me possua, me come, me fode, qualquer coisa! Hmmmm. – me segurei para não rir de sua agonia. Tirei meus dedos de sua entrada e coloquei suas pernas em meu ombro, encaixando meu corpo perfeitamente entre o seu.

O penetrei, deixando minha glande entrar. Ele gemeu em desconforto, mas nada muito relevante. Continuei entrando em seu interior e ele contraiu o corpo, respirando forte. Quando consegui colocar tudo o que podia, parei os movimentos e esperei que ele desse permissão para continuar.

Não sei se isso doí muito, aliás, nós nunca invertemos as posições. Não que ele nunca tenha pedido, mas eu sempre dou alguma desculpa para adiar isso; de qualquer forma, é estranha a ideia de ter algo se movimentando dentro de mim. Pode ser um pouco egoísta, ok, é muito egoísta, mas quem sabe um dia eu mude de ideia?!

Seu quadril começou a se movimentar, e eu sai de dentro dele, entrando logo após. Ele gemeu empurrando minhas coxas para que eu fosse mais rápido, e foi isso que fiz.

—Awn... Danna... Hm... Mais f-forte...

Fui aumentando a intensidade das estocadas fazendo seus gemidos aumentarem também.

—M-mais danna...

Franzi um pouco o cenho, mas aumentei mais. Nossos corpos começaram a emitir um som alto, mas os gemidos de Deidara se sobressaiam. Ele continuou pedindo para eu ir mais forte, mas não obedeci desta vez. Pela força que estava fazendo agora, ir mais forte iria o machucar e eu não queria fazer isso.

—Danna!

—Eu vou te machucar... Hm... Ahn...

—Eu n-não me i-importo.

Demorei um pouco para processar sua fala, mas quando aconteceu, decidi ir mais fundo.

Nesse mesmo momento, senti que algo estava errado; Deidara não fazia o tipo masoquista, que gostava que fosse com toda a força até não poder andar, seu semblante também não estava como de costume. Normalmente ficaria com os olhos entreabertos assim como sua boca úmida, mas agora, seus olhos e boca estavam fechados com força, como se estivesse mesmo sentindo dor.

Senti algo quente passar em meu membro e escorregar até minhas coxas, uma de minhas mãos foram para suas nádegas e senti um líquido; levantei a mão e franzi ainda mais o cenho ao ver o líquido vermelho entre meus dedos.

—D-deidara!

—Continua...

Fui parando os movimentos lentamente, abaixando suas pernas.

—Por que parou? – ele perguntou ofegante. Mostrei o sangue entre meus dedos e ele me encarou um pouco surpreso.

—Eu disse que iria te machucar.

—E eu disse que não me importo, hn… — ele estralou a língua e me empurrou, deitando-me no chão. Subiu em cima de mim e encaixou meu membro em sua entrada, sentando de uma vez.

—Deidara... – novamente tentei o repreender, mas saiu um gemido.

Começou a cavalgar no meu colo, indo com força até demais. Suas paredes internas começaram a me pressionar e eu não pude conter os gemidos altos, e aquilo pareceu mais um incentivo para ele continuar com os movimentos agressivos.

Subia e descia, às vezes rebolava o que arrancava mais gemidos de mim.

Segurei sua cintura e comecei a ajuda-lo nos movimentos, Deidara continuava a gritar meu nome tão alto que até os vizinhos deviam estar ouvindo.

—Danna! Awn, Saso... – quase gritou quando atingi seu ponto mágico, sua próstata.

Inverti as posições, ficando por cima, e o estocando com força, assim como ele queria. Suas pernas prenderam em minha cintura e suas mãos seguraram meu rosto, pressionou nossos lábios em um beijo rápido, aliás, ele foi interrompido pelos gemidos do loiro. Continuei tocando aquele lugar que o fazia delirar e seu volume foi aumentando até o ponto onde ele soltou todo seu prazer acumulado, sujando nossos abdomens; diminui um pouco a força das estocadas, mas continuei me movimentando, ele não me soltou, me abraçou mais forte fazendo com que eu entrasse mais fundo nele.

Um, duas, três, quatro, cinco estocadas a mais e cheguei ao meu clímax, deitando em cima dele e tentando controlar a respiração.

Sai de dentro dele, jogando o preservativo usado em algum canto e deitando ao seu lado. Seu corpo quente e suado se aproximou, apoiando a cabeça em meu tronco e alisando meu tórax.

Ele não parecia muito satisfeito, normalmente ele me abraça e começa a dizer o quanto foi bom, e o quanto eu estou melhorando. Claro, isso sempre me deixa um pouco constrangido, mas foi estranho terminar o ato sem ouvir nenhuma palavra vindo dele.

Também não disse nada, apenas puxei o cobertor que estava no sofá e cobri nossos corpos nus. Abracei sua cintura e ele enterrou seu rosto em meu peito.

—Eu te amo... – disse beijando o topo de sua cabeça, mas para minha surpresa, não houve resposta.

[...]

Acordei com um pouco de dificuldade, olhei para a hora na televisão e ainda era de madrugada. Soluços baixos e fungadas estavam vindo atrás de mim e me virei, vendo o corpo de Deidara ainda coberto de costas para mim.

Aproximei-me e o abracei, o assustando um pouco. Seu corpo se virou a minha frente e vi que ele estava chorando, estava escuro, mas conseguia ver seus olhos pouco vermelhos.

Abraçou-me forte e eu franzi o cenho confuso pela situação.

—Eu te machuquei muito? – perguntei baixo em seu ouvido, ele acenou negativamente com a cabeça.

Passei a ponta do meu nariz no topo de sua cabeça e inalei o cheiro de seus cabelos, beijando logo após. Abaixei um pouco o rosto, aproximando nossos lábios, mas ele se afastou, o que me deixou surpreso.

O encarei enquanto seus soluços ficaram mais frequentes. Não sabia o que dizer após aquilo, ele me rejeitou? Foi isso mesmo? Mas por quê?

Pensei nos últimos dias que estávamos juntos, na festa, na última noite juntos e... Na festa.

Por que eu havia começado aquela briga? Por ciúmes, óbvio. Mas por que exatamente? Obito afirmou que Deidara ainda tinha sentimentos por ele, mas o loiro nunca afirmou... Mas também nunca negou.

Eu não queria acreditar, não queria tocar no assunto, mas me senti obrigado a perguntar:

—Você ainda sente algo por ele, não é? – questionei, e tinha certeza que ele sabia de quem eu estava falando;

Ele não respondeu, e, em meio ao silêncio torturante, tive certeza que aquilo era uma resposta afirmativa.

Notas finais
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