Notas iniciais
Ae meu presente de natal! E levem na brincadeira a paródia, era só pra descontrair!

O ar era rarefeito, denso e pesado.

As quatro silhuetas que se mantinha no chão, mesmo com todos os ferimentos, hematomas e dores que seus corpos compartilhavam, eles fitavam o ser que se mantinha no ar.

Sua atual posição desafiava qualquer lei física.

Mas o que realmente era assustador era a enorme esfera negra que o ser erguia com ambos os braços.

O garoto de cabelo negro espetado junto com o albino olhava com um pouco de choque, mas não totalmente espantados. Na mente do albino, vários e vários cálculos matemáticos envolvendo todos os tipos científicos eram formados para explicar o que havia acontecido quando ele chegara. Não havia qualquer resposta, aquilo estava completamente fora da sua realidade, estava fora da realidade que envolvia o mundo.

Aquilo deveria ser uma ilusão.

O garoto de cabelo negro e espetando somente observava o antes homem velho com terno agora com um cabelo negro e um conjunto de roupa negro, os olhos negros que os fitava de forma superior. Não havia pensamentos em sua mente, não havia cálculos ou bases cientificas como o garoto albino ao seu lado calculava. Aquilo agora fazia parte do seu novo mundo. Um mundo onde ele havia entrado de cabeça sem sequer saber qual o seu fundamento, mas agora ele estava lá, junto com três pessoas, dois aliados e um ex-inimigo, pronto para parar aquele ser que se autodenominava um Ser Superior.

Somente eles podiam para-lo, pois só foram somente eles que haviam chegado tão perto daquele ser de poder absurdamente irreal.

Pois agora seus companheiros estavam enfrentado suas próprias realidades. A realidade que eles haviam escolhido conscientemente.

Mesmo não sendo uma escolha sua, ele esta lá erguendo sua nova habilidade, se é que ele podia chamar de habilidade, quando agora ele não tinha nenhum.

– Nós realmente podemos ir contra essa coisa?! – Exclamou o albino, ele não demonstrava medo, mas sim surpreso.

O homem que flutuava no ar ergueu um sorriso arrogante, como se eles fossem somente insetos perante sua presença.

É agora ele iria eliminar esses insetos.

– Não podemos recuar agora, temos dois Reis com a gente, enquanto ainda tenho a carta surpresa! Agora vamos mostrar a esse Anjo que ele não é superior a droga nenhuma!

Realmente, ele não podia sequer imaginar que seu dia chegaria á isso. Em uma guerra envolvendo toda Sora.

Mas isso já era de se esperar. Pois hoje era o dia do acerto de contas.

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Horas antes dos acontecimentos atuais...

Três semanas haviam se passados absurdamente rápidos, mesmo com o ar sério que cercava toda Kuroi Tenshin, não era de se esperar que toda mansão ficasse em um completo silêncio.

Matheus passou os seus dias depois de ter toda informação recebida da garota chamada Rose a tentar criar uma estratégia que os levasse a ter vantagem sobre o porte bélico inimigo, mas toda informação que reteve não era, de cera forma, realmente ótima.

O inimigo apesar de não usar pessoas em suas linhas de frente, se a informação da garota estava certa, toda a linha inimiga seria feita de androides humanoides criados a partir de Riaden, o androide criado especialmente para confronta-los de acordo com Draig. De certa forma essa noticia era ótima, pois eles agora não tinham motivos para se segurar e atacar com tudo que tinham, poderiam usar as Turners como apoio para tomarem uma ofensiva contra os inimigos, mesmo estando em menor numero, ainda tinham o elemento surpresa que seria atiradores de longa distancia como Vagner, Rafaela e a recém chegada Yanna.

Mas o que realmente preocupava era as três pessoas que participaram do sequestro de Luiz.

Alpha, o garoto de cabelo curto e branco que tinha um rosto completamente absorto em insanidade e com um poder absurdamente forte. Matheus tinha uma extensa gama de conhecimento que havia ganhado por todos os anos em que ele estava vivo e ele sabia exatamente que o controle de vetor poderia fazer. Uma habilidade que se poderia compara a de um anjo, controlar qualquer coisa em que tenha contato poderia fazer de si mesmo um Deus. Matheus anotou mentalmente que essa era sua primeira prioridade.

Delta, a garota de cabelo longo e azul que se mantinha de um rosto bastante infantil, mas que escondia intenções tais obscuras que faria até o pior serial killer ficar em posição fetal e chamar sua própria mãe. Seus poderes, pelos relatos de Arthur e as informações da ex-integrante da UDDR, era cientificamente falando a criocinese, a capacidade de criar e controlar o gelo ao seu redor. Vagner seria uma ótima opção para lidar com tal garota, mas ela também tinha outa habilidade. Ela era capaz de usar a energia que somente seres como ele podiam usar isso o que foi dito pelo aprendiz de Ceifeiro. Delta havia criado um guerreiro, eram muitas poucas pessoas que podiam fazer tal proeza, basicamente falando o que a garota havia feito era criar uma enorme criatura que podia acabar com toda cidade em meros instantes, também adicionando que ela tinha uma defesa quase impenetrável que somente foi atravessado por Miyu, uma das pessoas que haviam chegado por ordem de Rhuan. Matheus tinha que pensar sobre ela mais tarde.

Omega, o último do trio, uma pessoa realmente alto e robusto, mantinha um rosto neutro e sem intenções, como se fosse uma maquina sem sentimentos. Sua capacidade ainda era meio desconhecida pelo o ex-Rei das chamas negras, Yuki mesmo depois de acorda e relatar sua luta contra o homem de roupa azul, o Rei ainda não tinha qualquer informação útil para usar contra ele. Um homem que podia ser ainda mais rápido que a de Yuki, sendo um dos poucos que tinha conseguido se aproximar de Matheus sem realmente sentir sua presença, mesmo com o seu tamanho seria uma prova de tal afirmação, ele ainda detinha de rápidos movimentos e uma força sobre-humana. Matheus somente tinha isso de informação, nada mais.

– Que infortúnio... – Resmungou Matheus enquanto caminhava em direção a sala de janta, esperando ganhar uma refeição de Rin.

O Rei ficou realmente um pouco atordoado com até mesmo a sala de janta estar em completo silêncio. Ele olhou para o relógio que estava preso a parede do outro lado do cômodo.

Eram 8 horas da manhã, um horário normal para se tomar o desjejum do dia.

Ele esperava ver um monte de adolescente conversando pela sala, mas estranhamente ela se encontrava vazia com aparentemente só Rin fazendo o café da manha.

– Matheus-sama, bom dia. – Saudou Rin enquanto colocava um prato de arroz na mesa.

Rin havia feito toda a refeição para os residentes da mansão, qualquer outra pessoa se sentiria cansada e até mesmo mal-humorada por fazer tantas coisas, mas ela não se sentia a assim, ela queria aproveitar o máximo esse sentimento quente em seu peito ao estar próximo de pessoas que compartilhavam sorriso e os mesmos dilemas quase como uma família. Rin nunca teve uma família, pois fora abandonada pelos próprios pais. Ela viu afeto ao lado de Gadved anos atrás, mas depois de ter sido usada como um peão em seus planos, ela se juntara a Kuroi Tenshin. Rin realmente não se incomodava a fazer todas as tarefas domesticas, contanto que ela estivesse ajudando de alguma forma.

– Bom dia Rin. – Saudou Matheus de volta enquanto se dirigia para a ponta da mesa tomando posse da cadeira que lá tinha. – Onde está todo mundo...? Eu não tenho visto eles ultimamente. – Disse o Rei enquanto se alimentava da boa comida feita pela garota.

– A maioria está treinando rigorosamente com Vagner-sama e até mesmo com seus companheiros. – Informou ela as atuais situações onde todos se encontravam.

Matheus não se surpreendeu quando Rin disse as palavras “companheiros”, era normal que eles já estivessem nesse nível de habilidade, pois já haviam nascido no mundo onde ele foi criado. Mas riu consigo mesmo quando ela informou que Vagner estava os ajudando de alguma forma, ele ainda se lembrava dos anos que seu irmão era antipático e sem qualquer senso de civilização com os outros, só foi quando ele tinha conhecido sua Turner que ele havia mudado, mas depois de sua morte ele somente era o ele mesmo com Matheus, realmente era uma surpresa ele estar ajudando os jovens Reis.

– Rafaela e as outras garotas? – Questionou o homem de longo cabelo negro e olhos vermelhos enquanto degustava de um pouco de arroz.

– Elas devem estar dormindo, eu estive monitorando-as e as treinando de forma eficaz, Rafaela-sama e as outras garotas realmente estão dando tudo de si para ficar ao lado dos garotos. – Disse Rin com um pequeno sorriso enquanto se lembrava de seus treinos, até mesmo Rose estava participando como forma de se redimir perante o seu segredo de estar ao lado do inimigo, se estivesse em outra situação se não envolvesse uma provável perda ela poderia rir.

– Oh... Isso soa muito interessante. – Comentou Matheus com um pequeno sorriso.

Então outra pergunte lhe veio à mente, podia ser até a mais perigosa ele já teria feito em sua vida.

– Onde está Van e... Sarah?

Rin engasgou perante a questão do Rei, ela criou um sorriso nervoso em seu rosto.

– Sarah-sama esta treinando com Van-san, eu não os vejo faz três semanas. – Respondeu ela nervosamente e preocupada com a atual saúde do albino de cabelo espetado.

Matheus cuspiu o chá que bebia por causa da resposta que a garota havia o dado. Preocupação enchia seu peito, ele sabia como sua irmã mais nova era durante seus métodos de treino, poderia rotula-los como insanos e monstruosos. O atual Rei do Vento nunca havia realmente se perguntado do porque a ausência do garoto e da Rainha, ele esperava que o garoto estivesse treinando com Vagner ou qualquer outra coisa, mas ele não pensava que estava com a Sarah. Matheus passou a maior parte de seu tempo no escritório tentando criar alguma estratégia contra o inimigo, somente havia saído para comer ou tomar algum ar, mas a noticia realmente o havia pegado de surpresa.

– Ele não morreu... Não é? – Perguntou o homem em um tom preocupado.

– Não que eu saiba... – Respondeu Rin vagamente. Antes que qualquer outra coisa pudesse ser dita pelos dois, passos podiam ser ouvidos, sete em seu total.

– Bom dia para todos. – Saudou uma voz feminina entrando no cômodo. A voz pertencia à loira que havia chegado com Van semanas trás, junto dela estava outra loiro, mas com olhos verdes e andava timidamente, atrás delas estava Inori, veio junto com Draig, Bruna, Miyu e Fuyuki, as duas atuais Rainhas conhecidas na mansão. Mas o mais estranho de tudo era as roupas que as loiras gêmeas usavam, eram as roupas do garoto albino espetado, as únicas mudas de roupas que o garoto tinha eram o uniforme escolar dele, pois misteriosamente seu apartamento havia explodido.

Maldito garoto de sorte...” – Matheus comentou mentalmente.

– Ora, ora, Elena, Yumi, vejo que vocês se apoderaram do quarto do Van-san. – Comentou Bruna enquanto sentava a mesa.

Yumi corou com comentário, ela protestaria, mas sua irmã tomou a frente.

– E totalmente normal para Turners fazerem isso, nossa relação é quase como marido e mulher. – Então se lembrou da presença de sua irmã. – Corrigindo, marido e mulheres.

Sua resposta fez Matheus explodir em risadas, essa era sua primeira cena hilária depois de semanas preso em seu escritório.

– Mas eu também não sou a única a aproveitar a situação, Inori-chan também esta fazendo isso, é só olhar o que ela esta vestindo para ver. – Apontou Elena acusadoramente para a garota de cabelo branco.

Todos esperavam nenhuma reação da garota, pois se passando três semanas ao seu lado, qualquer um podia ver que a garota não era de se expressar os sentimentos. Para a surpresa de todos no local, um blush rosado tomou cor nas bochechas da garota.

– Vejo que todas já estão bem animadas. – Comentou Rafaela entrando no recinto. – Oh, Matheus eu não lhe vi nessas semanas inteiras.

– Estive realmente muito ocupado com muitas coisas. – Respondeu.

Minutos se passaram quando a maioria dos residentes, incluído Yuki ,estavam incluídos na sala de jantar. Não tardou muito até muitas vozes explodirem em comentários entre os jovens.

– Então, como vão andado os seus treinos? – Perguntou Matheus tentando reter alguma informação que o ajudasse a criar alguma estratégia.

– Oh! Eu tive realmente muitas melhorias com as minhas habilidades! – Afirmou Tikie enquanto engolia uma enorme quantidade de arroz de sua tigela. – Estou aprendendo a usar um movimento, ainda não me lembro como chama-lo... Iltun, maxiun... – O garoto elétrico tentava se lembrar do nome atribuído a seu movimento em que estava trabalhando a duas semanas.

– É Railgun* garoto. – Corrigiu Vagner o garoto. – Eu mesmo batizei por esse nome, porque ele lembra muito o científico Canhão elétrico.

– Railgun? – Questionou Rin curiosa.

– E uma teoria científica onde até mesmo se uma moeda for jogada em uma velocidade match por um impulso eletromagnético o fazendo se comparar a um tiro de canhão. – Explicou o Rei caçador. – Para resumir tudo para não perdemos tempo. Draig aumentou drasticamente seu controle sobre o fogo, apesar de que ele passar maior tempo a treinar com Doragon. Allan tem um excepcional gama em força e rapidez, assim como seus destrutivos golpes. Yuki que se juntou há duas semanas está a melhorar bastante. – Vagner tomou um tempo para respirar, ele tinha que resumir tudo o mais rápido possível para que ele pudesse treinar aqueles garotos o mais rápido possível para que tivesse chance contra o inimigo. – Gustavo eu não preciso falar muito, ele se mantém isolado do resto quando usamos o ponto infinito. Já Van eu não sei o que disser, ele nunca mais foi visto depois que Sarah o pegou.

A sala ficou em silêncio perante á ultima frase. Eles rezavam mentalmente para que o garoto voltasse vivo.

– Eu vejo. Bom, não podemos perde tempo certo? – Disse ele ao esvaziar sua tigela de arroz e deixar os hashin neles. – Tenho que voltar para o escritório, eu tenho que formular alguma estratégia.

Ele se levantou e sem disser uma palavra subiu as escadas, uma serie de estratégias lhe vieram em mente, mas nenhum deles podia fazer um efeito ofensivo para o inimigo. Não quando ele ainda não tinha todas as informações em suas mãos, ainda havia o detalhe do que Sarah o estava treinando.

Ao abrir a porta de seu cômodo favorito ele deu de cara com uma figura muito familiar para ele. Tendo suas roupas amarrotadas e ligeiramente sujas de poeira e terra, o rosto tendo um ou dois arranhões ou hematomas.

– Faz muito tempo desde que a vi Sarah. – O comentou fechando a porta do cômodo e andando em direção a sua mesa. – Espero que não tenha matado o garoto.

– Ele realmente não tem muito sorte. Não consegui o matar, infelizmente. – Respondeu ela com um pequeno sorriso no rosto, ele não podia identificar isso como um sarcasmo ou uma frustração.

– Então, como vai andando com ele? Vendo pela sua aparência vejo que andou trabalhando muito nele. – Apontou o Rei.

A Rainha das lâminas alargou o sorriso para seu irmão.

– Você realmente nem faz ideia do qual realmente interessante o garoto é. – Disse ela enquanto se sentava em um dos sofás da sala. –Você se lembra da pequena história dos Udekami?

Matheus piscou em confusão.

– Udekami? A história feita para as crianças para dormirem do Primeiro Mundo? O que tem isso? – Perguntou ele sem entender o que sua irmã dizia.

– Bom, realmente os Udekami nunca existiram, mas eu tenho algo que contradiz isso. – Informou ela.

– O que seria?

Imaginary Breaker.

Matheus piscou novamente, mas agora em surpresa.

Ele sabia que a pequena lenda dos Udekami era um conto ou até uma lenda urbana que criaram, envolvendo um poder lendário chamado de Imaginary Breaker, algo que nega qualquer tipo de coisa sobrenatural e não natural, até mesmo as bênçãos divinas que um dos milhares de Deuses mandava para todos os seres que ainda habitavam o universo. Mas agora, na sua frente, sua própria irmã, rotulada como uma das sete pessoas mais perigosas de todos os mundos estava o dizendo que realmente a existência do Imaginary Breaker era verdadeira.

– Isso é... Sério? Tal habilidade realmente existe?

– Bom, posso dizer que os Udekami nunca existiram, mas a habilidade existe, isso eu posso dizer com total clareza. – Disse ela de braços cruzados.

A Rainha lembrou-se do quanto ela tinha ficado surpresa no momento onde o treino não estava levantando qualquer tipo de desenvolvimento e ela havia o mandado uma dos movimentos mais fortes. Mas para sua surpresa ela havia sido negada, com um pequeno som de vidro se quebrando, foi nesse momento que ela havia comprovado a existência de uma das habilidades que não deveriam sequer existir.

Para Matheus aquilo, sendo que não sabia se realmente acreditava ou não da existência do Imaginary Breaker, uma ótima adição a sua estratégia de combate, agora que ele hipoteticamente falando tinha uma habilidade de negação de níveis desconhecidos.

– Enquanto ao seu limite? Você sabe o quanto é? – Perguntou Matheus, ele precisava saber de todos os detalhes.

– Eu não sei ao todo. – Suspirou ela em tristeza, mesmo descobrindo tal poder somente há uma semana Sarah não havia o desenvolvido muito bem ainda. – Não sei até onde havia esse poder, mas ele pode negar qualquer coisa não natural como todo e qualquer tipo de golpe feito por energia ou algo semelhante, também á um limite de tempo até que a negação faça efeito em certas ocorrências, mas tem um ponto franco.

– Tem? Eu pensava que tal poder não teria falhas. – Observa Matheus um tanto surpreso pelo Imaginary Breaker ter um ponto cego.

– Ele só faz efeito em ataques impondo energia e habilidades feitas de forma não humana, mas e imponente a ataques físicos ou ataques que envolvam energia natural. E o Imaginary Breaker só se estende somente pelo braço direito, qualquer golpe feito em outro lugar leva dano. – Explica Sarah ao irmão, levou bastante tempo até que a Rainha pudesse fazer tal relatório, pois nem ela mesma sabia que existia este tipo de poder, ela somente queria confundir e iludir o garoto para ver o qual sério ele levaria, mas também a mulher estaria cumprindo uma pequena promessa que terá feito há muito tempo atrás.

– Então vemos que até toda habilidade tem um ponto fraco, mas alguma coisa que deva me dizer Sarah? – A mulher acena, negando. – Certo, vejo que você deve descansar agora.

Sarah se levanta do sofá e segue para a porta.

– Espera. – A Rainha para e se vira para o irmão, confusa.

– E o garoto? Ele não vai sair também? – Perguntou ele levantando uma sobrancelha.

– Eu o deixei treinando por enquanto, até a hora em que darmos o primeiro movimento eu o deixarei lá.

Sem mais delongas a mulher se retirou do escritório. Matheus deixou um suspiro escapar, o prazo estava acabando, só tinham algumas horas até o momento decisivo, seu cérebro precisava pensar em algo e rápido.

Mas ainda uma questão o rodeava a mente. Não era que ele não acreditava nas palavras de sua irmã, mas ainda se sentia desconfiando.

Realmente tal poder como o Imaginary Breaker ou A mão divina que tudo nega realmente existir? Como todo objeto que existe para alguma razão. Qual era a razão para tal poder, como diz a lenda, Kingu ter dado a tal família para prolongarem a Paz e a Lei. O Imaginary Breaker, um poder que talvez nem mesmo Kingu saberia sobre tal força, comprovar a existência do que exatamente?

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– Cara, eu realmente não sei se vou conseguir completar essa Railgun. – Diz Tikie ainda se degustando do desjejum feito por Rin.

Não havia muito tempo que Matheus havia se retirado da sala deixando o resto dos residentes da mansão para se alimentarem.

– Qual é o problema cara? Eu não vi nada de errado. – Aponta Draig.

– É complicado, não a nenhum material resistente o suficiente para aguentar a carga elétrica que eu uso, antes mesmo que chega ao alvo o objeto é destruído pela força. – Admiti o garoto elétrico com um tom de desapontamento.

– Já tentou usar metal? – Pergunta Inori entrando na conversa.

– Ele pode ser um bom material por ser um receptor eletromagnético. — Não adianta também. O metal derrete.

Tikie, Draig e Inori conversavam entre si por já estarem sentando perto o suficiente para que as outras pessoas não pudessem ouvir seu dialogo. Tikie já havia tentando todos os tipos de materiais, mas nenhum aguentava tamanha carga elétrica que ele gerava e usava para efetuar o Railgun. Em momentos de sorte ele conseguia, mas o material era derretido ou destruído antes que chegasse a fazer qualquer dano a longa distancia, obrigando ao garoto a optar a usa-lo em batalhas a curta distancia.

O garoto suspirou.

– Deixando o Railgun de lado, tiveram alguma informação do Van? Eu só vi aquela mulher vir comer às vezes no horário da tarde, mas nenhum sinal dele. – Informa o Domador de Dragões.

Os dois únicos participantes da conversa negaram em um aceno.

Ninguém mais sequer pronuncia uma única palavra, deixando somente os sons de talhares em contanto com a comida. Estavam tensos e nervosos. Aquele era o último dia e ao anoitecer eles iniciariam uma guerra que iria destinar o futuro de Luiz e talvez qualquer outra pessoa que estivesse sobre posse da UDDR.

– Prestem atenção. – Pronunciou-se Vagner.

Todos olharam para o Rei Caçador, o quinto Rei da antiga geração.

– Este dia vai ser onde nos moveremos para resgatar o Luiz, hoje não teremos treino, descansem bem, às sete da noite iremos nós reunir e ouvir a tática que o Matheus ira fazer. – Discursava Vagner enquanto mantinha um olhar sério em seu rosto. – Não fiquem nervosos, apenas descansem bem, não fiquem apreensivos, todos nós temos um objetivo em comum, pois estamos reunidos aqui para resgatar um de nossos companheiros, usem toda sua força e dedicação e confiança entre si. Sei que saberão o que fazer quando a hora chegar.

Todos prestavam a total atenção nas palavras de Vagner. Tais palavras que inflavam sua determinação e força de vontade para resgatar um de seus companheiros, mesmo aqueles que não o conheciam iriam usar todas as suas forças para trazer de volta o garoto loiro.

Principalmente aqueles que já o conheciam.

– Tikie depois vá com o Yuki no jardim, quero falar algo com vocês em particular. – Pediu o Rei levantando-se e saindo do cômodo.

Os olhos de Tikie ficaram sérios quando Vagner o pediu para se reunir com Yuki, talvez fosse à primeira vez em anos que seus olhos estavam sérios.

Todas as hipóteses passaram pela sua cabeça, mas somente uma coisa lhe veio a mente.

Ele descobriu...?

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O garoto arfava pesadamente enquanto seu corpo jogado ao leito no pequeno gramado esverdeado observava o céu azulado artificial do Ponto Infinito.

O local do nascimento da existência e realidade. Onde poucos poderiam entrar. Local de várias lendas que nasceram sobre sua existência.

Haviam se passados três semanas desde que ele havia iniciado essa maratona de treinos infernais, mas desde uma semana a bruxa baixinha, como Van a chamava desde agora, havia intensificado os treinos.

Onde se simplificava em ela o ataque de todas as formas possíveis e para ele revidar a altura, apesar de que a última parte era às vezes impossível, mas de certa forma ele não tinha piedade com ela quando Van podia socar seu rosto, o que aconteceu somente quatro vezes depois que ele havia descoberto seu mais novo poder ou habilidade, o garoto não sabia como rotula-lo exatamente.

Imaginary Breaker.

Uma habilidade de negação que se encontrava em seu braço direito, sua principal defesa para poder escapar das investidas da Sarah. Ele havia descoberto muito pouco da existência do Imaginary Breaker, somente tinha uma lenda sobre os Udekami, mas nem Sarah ou Dann haviam mais tocado neste assunto, pois os dois estavam mais concentrados em treina-lo a manusear seu mais novo poder.

Apesar de Van ter tal poder em seu braço direito ele era inútil quando são ataques físicos ou localizados em outro lugar além do seu braço. Por isso se encontravam cortes, hematomas e sujeira encontrada em toda sua roupa e também tendo várias ataduras envoltas dos punhos do garoto, pela causa que seu último treinamento era aumentar seu porte físico.

– Aquela mulher é uma demônio. – Comentou Van enquanto tentava inspirar ar para seus pulmões. – Quanto azar.

Não reclame garoto, o método de ensino dela é a melhor que eu já vi em toda a minha existência.” Retrucou Dann na mente do garoto.

Muitas coisas realmente haviam acontecido.

A descoberta do Imaginary Breaker, que havia cancelado o poder do despertar de Dann, causando novamente a coloração do cabelo do garoto, voltando do branco ao negro junto com os olhos rubros para estranhamente azuis. A descoberta que ele somente afetava objetos e ataques sobrenaturais que envolviam energia que a maioria das pessoas que conhecia deste lado da moeda usavam, mas era completamente inútil contra investidas físicas e coisas normais, como espadas feitas a mão ou uma bala.

No meio do pensamento de Van seu estômago roncou altamente.

– Cara, eu não como nada faz três semanas. Acho que só consegui me manter de pé por pura força de vontade. – Resmungou Van colocando o braço direito no estômago que exigia alimento. – Aquela baixinha deve estar saboreando de um belo desjejum enquanto eu morro de fome! QUANTO AZAR!

Neste ponto concordamos garoto, mas não temos tempo para reclamar, se meu calculo estiver certo hoje será o momento decisivo.

– É hoje... – Sussurrou o garoto para si mesmo enquanto estendia o braço onde se encontrava seu Imaginary Breaker para o céu.

– Realmente podemos conseguir?

É meio irônico o garoto que gritou pra si mesmo destruir essa ilusão.” Brincou Dann enquanto uma carranca se formou no rosto do possessor da Mão que tudo nega. “Você pode não ter mais meus poderes ao seu lado garoto, o que seria o suficiente para eu me desprender de você, mas por alguma razão eu ainda estou aqui mesmo tendo o Imaginary Breaker.

– Eu ainda me pergunto, Dann, como isso é possível? – Questionou o garoto.

Uma alma da espada e conectada com seu dono desde o dia do seu nascimento, fazendo parte do espírito do portador, quando a alma é retirada o poder se vai assim como a capacidade de dominação de energia e também metade do tempo de vida do usuário.” Apontou Dann, Van se mantinha em silêncio perante a explicação. “Mas por alguma razão o Imaginary Breaker mesmo retirando meu poder das suas mãos ainda matem minha alma em você, como se eu e ele fossemos parte de você desde o nascimento, ou não, são muitas hipóteses que abordam tal evento.

Van solta um suspiro deprimente enquanto se voltava a observar o céu.

– Então quer dizer que...

Você agora é somente um humano, se usarmos a minha hipótese.

– Cara... Quanto azar. O que me falta acontecer mais?

Não diga isso garoto, nos muitos anos em que vivi eu observei humanos dizendo tais palavras para logo em seguida acontecer a maior desgraçada de suas vidas.

O estômago do garoto resmungou novamente pela sétima vez naquele dia, Van suspirou mais uma vez para logo em seguida se levantar e espreguiçar-se. O possuidor do Imaginary Breaker inalou uma considerável quantidade de ar.

– Vou sentir até saudades daqui quando eu sair. – Disse o garoto de cabelo espetado para si mesmo. – Certo, agora o inimigo que temos é o tempo! Vamos continuar a secção de treino daquela baixinha maluca!

E com a determinação queimando nos olhos agora azuis do garoto de cabelo espetado negro, ele começou a andar em direção a montanha mais alta de todo aquele mundo artificial criado por Sarah, apelidado de O Muro de Ferro, pois todo seu material parecia ser feita da mais dura rocha criada em toda humanidade. Isso explicaria do porque das ataduras e a dor em ambos os punhos.

Ele não podia mais contar com a força de Dann.

Ele só podia contar com sua própria força depois de ter ganhado o Imaginary Breaker.

Aumento de velocidade, força, reflexo e todas as coisas que Van podia fazer antes agora eram impossíveis para ele.

Agora ele vivia entre o meio fio da realidade.

Por que ele tinha em sua posse algo desconhecido e que desafiava a realidade.

– Vamos destruir aquelas ilusões Dann!

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O portador da espada denominada Rebellion, fitava o teto acinzentado e metálico de seu cárcere. Era quase irônico como três semanas haviam se passados tão rápidos, como em um piscar de olhos, mas o garoto não ficou simplesmente esperando para que seus companheiros se metessem em uma guerra por ele. Para um objetivo maior requeria sacrifícios, ele se daria de bom grado para proteger a humanidade, proteger a promessa que fez há muito tempo atrás.

Vai ficar somente esperando agora garoto?” Perguntou Rebellion.

O garoto loiro suspirou com a aparição da voz de sua espada.

– Eu treinei que nem um louco durante três semanas que mais se pareceram três meses no Ponto Infinito. – Resumiu o garoto as últimas semanas que havia passado. – Já tenho uma maior experiência com a minha habilidade e também a manusear melhor a Rebellion, não há um nível que se compare ao Matheus, mas pelo menos o suficiente para poder eu sair e resgatar as outras pessoas que estão presas aqui.

Duas semanas após iniciar a sessão de treino com Rebellion o loiro aprendeu a criar pequenos seres usando seu gelo e o combinando com um pouco de energia. Era pequeno o suficiente para passarem por qualquer fissura e duráveis mesmo após caírem ou levarem dano direto. E com um pouco mais de concentração ele poderia ver através dos olhos da pequena criação.

O que ele viu não era muito reconfortante.

Todo lugar parecia um enorme labirinto de aço com muitas curvas e portas blindadas. Verificando tais portas o loiro pode ter a certeza que ele não era o único que estava sendo mantido preso, havia outras pessoas que talvez até estivessem mais tempo do que ele naquele fim de mundo, mas não eram muito numerosos, pois se contando ao todo só havia quatro pessoas, dois garotos e duas garotas.

É após estender mais o limite de sua investigação ele não havia achado sequer uma única saída, mesmo seguindo as pessoas, pois quando chegavam a um determinando ponto a sua visão desaparecia e a criatura era imediatamente destruída. Isso frustrava o garoto loiro.

O que o frustrava ainda mais era não ter achado qualquer paradeiro de Alpha, o clone de seu amigo Van criado para especificamente ser um hibrido entre os dois mundos. O garoto no qual queria ter uma revanche e espanca-lo com todas as suas forças.

Acalma-se loiro idiota, não podemos apressar as coisas.” Avisou Rebellion sobre o temperamento do loiro.

– Isso é uma droga, quando acha que vão começar a agir? – Questionou Luiz.

Se fosse por mim eu atacaria logo agora, mas logo após toda minha existência e também por ter sido companheiro de falastrões que mais pensavam do que agiam, eu diria que seria entre 22:00 horas” Optou a lâmina de gelo para seu portador.

Luiz fechou os olhos para pensar em algum plano para poder escapar do local.

Não havia muitas alternativas. O que ele poderia fazer era aproveitar a oportunidade quando começarem as batalhas ele tentar arrombar a porta de aço incrivelmente resistência à maioria de seus ataques, mas então ele havia criado um novo movimento que levaria muito tempo para prepara-lo que consumiu maior parte de sua energia. Luiz só o havia usado no Ponto Infinito, pois ele não usaria tal poder em campo inimigo onde provavelmente teria equipamentos para rastrear energia.

Usando o movimento levaria tempo para restaurar a energia gastada pelo ataque, mas aproveitaria o foco às batalhas para poder libertar todos os outros prisioneiros e descansar o suficiente para voltar à superfície, para então tentar ajudar em algo. Mas havia outro ponto no qual o chamava a atenção.

Kastagear.

O líder da organização que os caçavam arduamente, tendo influencia sobre toda Sora que podia destruir metade da cidade e ninguém retrucaria sobre algo. Equipamentos criados especificamente para eles, armas e veículos. Pessoas altamente treinadas e criações feitas por todos os meios científicos possíveis, como o projeto Raiden que havia sido comentando sobre algumas pessoas que passavam pela cela do loiro. Especificamente falando o ponto chave de toda questão era algo em Kastagear, não era algo normal ou natural, era uma presença que o garoto nunca havia sentido antes, nem mesmo na sua luta contra Alpha.

Antes que você pergunte, eu também não sei garoto.” O loiro suspirou.

Ele havia passado três semanas inteiras pensando sobre o assunto, mas nada explicava tal aura perturbadora.

– Quando ele não havia desprendido aquela poder monstruoso eu não havia sentido nem sequer um pingo de energia. Era como se ele fosse um humano normal. – Comentou Luiz, mas para si mesmo do que alguém. – Não há nada que explique que droga era aquela! O que diabo é aquele velho?! – Resmungou Luiz alto o suficiente para alguém bater na porta de sua cela.

– Detento número #02523 permaneça em silêncio ou serei autorizado a usar força letal. – Disse uma voz monótona e robótica, depois o som de passos se distanciando da porta.

– Droga, isso vai ser muito problemático para se lidar. – Resmungou novamente o garoto loiro enquanto suspirava. – Mas em todo caso está pronto Rebellion? Esta vai ser nossa primeira batalha de vida ou morte.

HAHAHA! Garoto, batalhas de vida ou morte não faltam em minha vida!”

– É... Também achei isso. – Comentou Luiz deixando um pequeno sorriso escapar de seus lábios. – Agora o que nós resta é esperar para o grande momento.

Eu sinto que muita coisa vai acontecer garoto, se prepare bem e descanse enquanto agora ainda temos chance, por que depois que tudo começar não haverá muito tempo para sequer respirar.”

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– Então... O que você queria falar conosco Vagner? – Perguntou o garoto de cabelo espetado com as pontas alaranjadas para o Rei.

Não havia se passado muito tempo depois que Vagner havia pedido para que Tikie se reunisse com Yuki no jardim da mansão Kuroi, onde eles eram levados para o Ponto Infinito para poderem treinar.

O Rei estava encostado em uma arvore que se localizava na propriedade há muito tempo, o detentor do titulo de Rei Caçador não sabia quem havia colocado tal arvore, ele pensou que ela já estivesse naquele lugar desde o dia em que ele e seu irmão haviam se apoderado da habitação, mas este não era o ponto importante que Vagner iria falar com os dois jovens prováveis Reis.

Era algo muito mais sombrio embora ele já estivesse nesse lado da moeda por um tempo.

– Eu só quero confirmar uma coisa com vocês dois. – Disse Vagner fitando os dois.

Ambos os garotos se entreolharam, várias possibilidades passavam em suas mentes sobre que assunto o dono do arco mais poderoso de toda existência queria saber.

– Sobre o que você que saber... ? – Questionou Yuki em um tom sério.

– Vocês faziam parte dos Plebeus, não é?

Os garotos enrijeceram com a pergunta feita pelo homem de manto negro. Não eram muitas pessoas que sabiam da existência dos Plebeus. Necessariamente falando era um grupo feito por crianças órfãs ou abandonado, vário e várias lendas e boatos corriam sobre tal nome, muito assustadores e muitos poucos que os viam de um ponto de vista agradável.

Alguns chamavam de grupo de crianças ladras, assassinas ou aproveitadores. Havia milhares de razões para todos verem os Plebeus como a escoria do mundo.

Yuki e Tikie se entreolharam, perguntando-se em apenas um olhar se ele deveria saber.

– Não precisa me dizer, eu só queria confirmar minha suspeita. – Falou Vagner logo após o pequeno momento de silêncio. – Eu recebi noticias que Gadved está sobre o comando dos Plebeus e os usando para irem atrás de terríveis criaturas.

Na segunda semana após o sequestro de Luiz, uma pequena carta havia sido tele transportada para a mesa de Matheus. Ambos os irmãos abriram o lacre e verificaram o conteúdo da carta para distinguir se seria alguma armadilha ou arma contra eles.

Mas o que havia sido enviando era muito pior que uma tentativa de assassinato.

A carta havia sido enviada por Rhuan e nela havia conteúdo o suficiente para tanto Matheus e Vagner ficaram espantados pela insanidade de seu irmão Gadved. No pequeno papel enviado contava o que Rhuan e um pequeno grupo que ele havia formado descobriram sobre parte dos planos do segundo Rei, uma delas era a confirmação da libertação de Fernando sobre seu cárcere dimensional junto dele estava Samui e Karl e um pequeno comboio de Plebeus. O pior ainda era que Fernando havia liberto cinco de seus sete irmãos que estavam selados ao redor do globo do Primeiro Mundo e ele estava indo em direção ao sexto, suas libertações trouxeram destruição e carnificina, mas estranhamente Fernando os havia impedido de transitarem pela terra os obrigando a irem a algum lugar desconhecido para o Mestre Ceifeiro. Contava também que o grupo de Rhuan e o de Fernando havia se enfrentando em uma pequena batalha que levou a queda para o lado do Ceifeiro, Fernando estava mais poderoso do que antes, mas que só haviam sido salvos por Basa. Os dois irmãos se entreolharam rapidamente perante o nome que havia sido escrito. A carta terminava também informando que a Turner de Yuki havia sido encontrada e que estava sobre a proteção dele por enquanto até eles pudessem voltar usando o Portal.

Matheus havia sugerido avisar todos depois do resgate de Luiz, pois eles não conseguiram se concentrar no objetivo se recebessem tais noticias, ainda mais os que sabiam sobre esse mundo desde seu nascimento.

– Os Plebeus estão sobre o controle de Gadved? Isso é serio?! – Exclamou Tikie querendo saber mais sobre a situação do antigo grupo que fazia parte, sua antiga família.

– Infelizmente sim, eu não sei quanto tempo faz, mas parece que foram meses ou anos de acordo com a informação de Rhuan. – Respondeu Vagner com os braços cruzados em seu peito.

Tikie cerrou o punho em fúria com tanta força que quase faria a palma de sua mão sangrar. Ele não acreditava na noticia. Todos aqueles jovens de bom coração que haviam achado um lugar para ficar quando foram abandonados ou jogados ruas pelos orfanatos mal tratados, todas aquelas pessoas agora estavam sobre o comando de Gadved, aquele que estava destruindo a paz que Kingu havia criado há centenas de anos atrás quando derrotou Ragnarok, deixando seus filhos, Os Nove Reis cuidarem da harmonia e tranquilidade, os confiando seguirem seu código de proteger a humidade a qualquer custo.

– Que droga. – Xingou o garoto elétrico em um sussurro enquanto ainda regozijava a informação.

– Sim, fazíamos parte dos Plebeus desde que éramos crianças. – Verbalizou Yuki respondendo a primeira pergunta de Vagner, tal frase o chamou atenção. – Antigamente fomos responsáveis para instruí-los o caminho certo desde o criador e líder deles havia morrido há anos atrás, mas tivemos que deixa-los quando descobrimos que fomos classificados como possíveis Reis chamando muita atenção para possíveis pessoas que queriam tomar os títulos, por isso nós tivemos que deixa-los. – Informou Yuki com um tom amargo na voz, como se isso o trouxe-se terríveis memorias. – Eu e Tikie fomos para lugares diferentes para treinarmos em ambas nossas especialidades, não tivemos noticias dos Plebeus depois disso.

Yuki ficou em silêncio após dizer a maior parte da história depois que eles haviam deixando os Plebeus, para protege-los de possíveis ataques. Ele sentia raiva e ódio por Gadved estar manipulando sua família, mas Yuki suprimia tais sentimentos, pois ele foi treinando deste jeito. Suprimindo seus sentimentos, sendo uma maquina de batalha e razão rápida.

– Eu suspeitava disso e lamento não ter consciência disso há muito tempo. – Desculpou-se o Rei para em seguida suspirar. – Era somente isso que eu queria saber, então como vão os ferimentos Yuki?

– Estão melhores que antes, Rin certamente daria uma ótima médica.

– Você nem sabe quantos curativos ele teve que fazer para o Van desde que ele havia chegado.

Tal comentário havia dissipado o clima tenso que se impregnou no ar fazendo os três soltarem uma pequena risada.

– Então é hoje, não é? – Questionou Tikie sério novamente.

– Realmente. Espero que todos estejam bem preparados, às oito horas da noite iremos no reunir aqui no jardim e definir a estratégia. – Relatou o Quinto Rei para o garoto possuidor de habilidades elétricas.

– Eu já nasci preparado. – Disse Tikie com determinação em seus olhos.

– Faço as palavras dele as minha. – Afirmou Yuki com um sorriso no rosto.

Vagner não podia deixar de sorrir com a determinação de ambos os jovens, era a mesma determinação que os antigos Reis tinham antes da ascensão de Gadved e os irmãos que se voltaram contra a palavra do Pai.

Parece que bom apostar nesta nova geração Hantã?” — Perguntou Vagner mentalmente.

Parece-me ser uma boa aposta Vah-kun, eles tem a mesma determinação correndo pelas veias de quando você e seus irmãos eram bem mais jovens que agora.” Ironizou uma voz grossa e pelo timbre bastante velho sendo seguido por uma gargalhada.

Muito engraçado Hantã, mas você esta certo em uma coisa, eu realmente posso confiar neles”. – Finalizou Vagner voltando a prestar atenção no mundo exterior.

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Horas se passaram e a noite tomou conta da cidade que parecia mais quieta que o habitual, mas se assemelhava a uma cidade fantasma, novamente. O céu estava limpo e negro, no ponto mais alto esta a lua que compartilhava sua luz embranquecida, a pequena onda de ar que passava entre as estruturas de edifícios e casas espalhadas por Sora era gélida e pesada, como se o próprio mundo soubesse do evento que estava preste a começar na cidade abençoada pelo céu e castigada pela terra.

No jardim da mansão Kuroi Tenhsin um pequeno circulo de pessoas se reunia. O ar tenso se estendia cada vez mais que os minutos transgrediam lentamente, todos se usavam um manto completamente negro.

– Qual é a estratégia Matheus? – Perguntou Vagner para seu irmão que se localizava ao seu lado.

Todos olharam para o suposto líder que segurava uma katana negra chamada de Kazemori em sua mão esquerda, seus olhos fechados em reflexão preparando os últimos detalhes de seu plano.

Matheus suspirou e levantou a cabeça mostrando os olhos rubros sérios.

– De acordo com a informação de Rose, a suposta localização da base da UDDR se encontra logo abaixo do colégio Uingusu. – Informou ele quando fitou a garota fazendo um pequeno pedido em silêncio para ela confirmar o havia dito, ela acenou com cabeça. – O caminho da nossa atual localização é longe de Uingusu e para irmos até lá iremos nos deparar com a defesa inimiga sendo composta de androides de combate contra nós.

– Então iremos destruir tudo o que tiver pela frente? – Comentou Draig recebendo um soco no topo de sua cabeça por Inori. – Ei! Por que meu bateu?

– Sua estratégia ofensiva é completamente estúpida e sem lógica. – Respondeu a Turner. – Por favor, continue Sr. Matheus.

O homem suspirou novamente.

– Não podemos simplesmente ir com tudo, o inimigo é inteligente e sabem tudo sobre a gente. Habilidades, tipos de armas que usamos até mesmo nossas classes – Disse o antigo Rei das chamas negras. – Vocês vão fazer o que dizer exatamente como eu dizer pra vocês, ao pé da letra.

Todos voltaram sua atenção ao portador da relíquia Kazemori.

Tudo o que se podia ser ouvido era o vento frio que cortava as folhas das arvores.

Eles não estavam treinando.

Eles não estavam em uma conversa amigável entre amigos.

Eles estão indo para uma guerra.

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O ar frio em contanto com sua pele fez com que seus pelos enrijecerem. A janela aberta no quadragésimo andar da enorme torre da corporação Kurato recebia o ar bem mais frio que o habitual daquela longa noite, mas também a dava uma ótima vista da maior parte leste de Sora onde se encontrava Uingusu e também a mansão Kuroi Tenshin. A mira do rifle de longo alcance fitava três silhuetas que caminhavam em meio à rua deserta do setor de entretenimento de Sora, onde localizavam lojas de venda e diversão.

Como vão as coisas ai embaixo? – Perguntou a mulher ruiva que mirava com seu rifle para as três silhuetas, um pequeno comunicador portátil se localizava no ouvindo esquerdo.

Frio, muito frio, pior que algum ataque do Luiz quando treinávamos. – Respondeu a voz do outro lado do comunicador em um tom brincalhão. A ruiva riu com o pequeno sarcasmo.

Não reclame Vagner, aqui é bem mais frio, poderia congelar o inferno. – Retrucou a ruiva sorrindo.

Ei! Ei! Eu posso descongelar o inferno! – Exclamou outra voz pelo comunicador, muito diferente da última que respondeu.

Leve a brincadeira Draig, como esta por ai? – Questionou outa voz.

Muito calmo por aqui Matheus. Já verifiquei a do Yuki e da Rose, todos estão limpos. – Informou Draig em um tom de voz séria. – Será que hoje tinha alguma promoção de roupas intimas e eles se esqueceram de nós? – Ironizou Draig.

Rafaela riu com a piada do Domador de Dragões.

A ruiva visualizava a equipe de Vagner sendo composta pelo Rei da Caça, as duas Turners do garoto Van, Inori e resto das garotas, exceto Rose e Rin. Sortudo no conceito de Draig e os demais homens que formulavam a Kuroi.

O Rei da Caça caminhavam lentamente junto com as garotas, cada passo era ecoado pelos becos e lojas vazias. Uma rua fantasma era o que podia melhor definir aquele momento. Por causa do estranho frio que abalava Sora, todos foram obrigados a usar o manto, para aquecer e também se distinguir entre si.

Rafaela visualize mais uma vez esse setor, está muito quieto. – Pediu Vagner pelo comunicador.

Mais isso não é bom? – Perguntou a ruiva do outro lado da linha, confusa.

Isso é muito ruim... Esse caminho leva direito para o colégio Uingusu, onde seria a maior parte da defesa deveria estar, mas pelo que vejo esta totalmente a mercê de ataque. – Explicou o homem para a Turner do irmão.

– Por que fazemos parte disso... ? – Questionou Bruna enquanto bufava em irritação. – Os garotos poderiam fazer isso, eles têm mais forças e habilidades que nós.

– Não precisamos de força, só precisamos de um numero grande o suficiente para cha... – Antes que Elena pudesse completar sua frase o som agudo de metal pode ser ouvido cortando o ar.

Levaram exatos três segundos para que a loira pudesse inclinar sua cabeça para trás, escapando da lâmina fria que por poucos centímetros não cortava seu pescoço como manteiga. A loira salta para trás para ganhar distancia do suposto inimigo. Vagner se colocou em forma ofensiva, os demais integrantes estavam surpreendidos demais para processarem o próximo movimento.

– Droga... Quase perdi a cabeça dessa vez. – Sussurrou a loira para si mesmo enquanto esfregava levemente o pescoço.

A iluminação da luz cheia proporcionava e exibia a figura que acabará de atacar a loira de olhos azuis. Tendo em maior parte o corpo metálico acinzentado, os protetores que escondia os olhos de cor negra, cabelo branco artificial que balança de acordo com a fria brisa que assombrava a cidade, na sua mão direita se encontrava uma katana completamente metálica, pequenas faíscas podiam ser vistas saindo do material duro.

Logo após a revelação de Raiden outros androides começaram a aparecer diante o grupo.

O que aconteceu? Eu ouvi o zumbindo! – Perguntava Matheus do outro lado da linha.

– Parece que a defesa inimiga resolveu aparecer, quando perdemos Elena. – Relatou Rafaela olhando friamente pela mira do rifle. – O vento esta uma droga, eu não sou de muita ajuda neste distancia.

Um som semelhante a uma explosão pode ser ouvido pelo mini comunicador de todos, Matheus teve que afastar o aparelho do ouvido, todos os sinais pareciam estar mudos após o som da explosão.

Yanna você esta no topo da Kurato, tem uma visão mais ampla, você pode me dar algum tipo de relatório?! – Exigiu Matheus tentando sua última linha de comunicação.

A visão daqui não é muito bonita. – Respondeu a voz feminina. – Várias explosões começaram a aparecer ao redor de toda Sora, todas centradas onde os grupos estão.

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Tikie olhava a pessoa à frente com os punhos cerrados, o olhar duro e a aura desprendendo-se de seu corpo.A sua frente à silhueta de dois metros de altura, o casaco grosso, o cabelo castanhos junto com a barba que se ligava da parte direita do rosto para a esquerda. O fogo atrás de sua imagem parecia que fosse tirado de algum tipo de filme de ação.

Em seu rosto se encontrava o olhar sério, mas ao mesmo tempo zombeteiro de um jeito que não se podia expressar em palavras.

Seus pesados passos ecoavam ao redor daquele setor aparentemente abandonado, o som das migalhas de cimento e asfalto que eram o resultado do ataque surpresa e força sobre-humana daquele homem em direção ao grupo de jovens que caminhavam em direção a Uingusu.

Omega estava a sua frente, o mesmo acabara de destruir uma residência de dois andares com apenas um único soco, resultando em uma explosão média no alvo, as chamas consumiam os restos da arquitetura da residência.

– Encontrei vocês, seus pivetes malditos. – Declarou Omega enquanto a casa queimava logo atrás de sua silhueta. – Agora podemos terminar o que iniciamos há três semanas atrás, irei erradicar sua existência desnecessária que só trás destruição aonde seus pés tocam.

Tikie cerrava os dentes a cada palavra de Omega, sua mão direita segurava fortemente o cabo de sua espada enrolada em fitas brancas, pequenas faíscas podiam ser vista ao redor do garoto.

– Deixe de falar como se entendesse do real inimigo. – Disse uma voz ao lado do garoto elétrico.

Era Yuki que estava ao lado de Tikie, seu rosto sério e inexpressivo, mas era nítido perceber o tom raivoso em sua voz, o garoto partilhava da mesma vontade do portador da gigantesca espada que se encontrava ao seu lado. Yuki erguia Excalibur que pela luz da lua que presenciava a guerra que acontecia naquela cidade, recebia um brilho embranquecido. O manto negro chacoalhava perante a onda de ar.

– Sobreviveu garoto? Pensava que você fugiria que nem uma barata desde nosso último encontro. – Zombou Omega ainda mantendo o olhar e a voz séria.

Logo após o homem de grande porte fechar a boca, seu instinto o mandava ergue os braços em forma defensiva e assim o fez. Para sua surpresa, Omega havia defendido um soco, que pela força e a dor do impacto em contato com seus braços, mas parecia um martelo feito de titânio em velocidade macht. A força o fez se arrastado por alguns centímetros do local onde havia parado para observar o grupo que havia abordado.

Que raio de força é essa?” – Perguntava-se Omega quando havia se fixado no chão, seus braços latejavam pelo golpe inesperado vindo do terceiro membro do grupo.

O do trio de caça observava o seu ataque a alguns centímetros afastado de si. Tinha um manto negro que nem os outros dois, seu cabelo curto e azulado balançava ao vento, seus olhos negros o fitavam intensamente como se o tentasse avaliar de quanta força Omega portava, mas o que mais chamava atenção do homem eram os braços do seu atacante. Ambos os braços não eram normais, não poderia chama-los nem sequer de braço ou algo anatomicamente humano. A cor era cinza, havia pequenos desenhos que parecia serem criado a partir de faca ou um raio laser, pareciam escrituras que começavam da costa da palma da mão até o ombro. Pareciam mais implantes de braços do que braços normais pelo ponto de vista do homem azulado.

– Conseguiu defender meu soco! Você deve ter uma enorme força ou você não deve ser humano. – Comentou Allan com um pequeno sorriso nos lábios, o garoto se pôs em posição ofensiva.

“Esse garoto tem força monstruosa, ele vai me dar problema.” – Analisava Omega enquanto observa o grupo, tanto Yuki e Tikie se posicionaram ao lado de Allan. — “Tenho que tomar cuidado com o garoto de espada fina, ele pode ser mover quase como a luz, só consigo me defender dele concentrado minha total visão nele, já o garoto elétrico pode me atacar à longa distancia como ele fez na última vez, os três devem ter melhorado bastante, não posso baixar minha guarda.” – Omega deu um passo para trás usando o pé esquerdo, o membro inferior do homem perfurou ferozmente o asfalto como se fosse de papel.

Tomando uma longa inspiração de ar e a soltando logo em seguida, Omega avançou em velocidade tão monstruosa que muito diriam que ele estava viajando na velocidade da luz. Tikie e Yuki se separam de Allan indo ambos em direções opostas, o garoto azulado sorriu enquanto observava Omega ir a sua direção erguendo o punho que quase pareceu ameaçador. Quase. O garoto dobrou o lado direito do corpo, erguendo o punho direito. Omega efetua seu golpe que para muito pareciam um borrão, Allan realizou o mesmo movimento que seu inimigo para ambos os punhos se chocaram. A força insana colocada em ambos os golpes criou uma violenta onda de ar fazendo com que o manto do garoto de cabelo azulado e curto se desintegra somente com a violência do ar imposta pelo soco de Omega, o chão abaixo de ambos rachou e afundou criando uma depressão de porte pequeno.

Os olhos castanhos de Omega por breves segundos vacilaram perante o movimento do garoto. Ele havia revidado um dos seus mais fortes socos a pé de igualdade, não devia existir qualquer ser humano que pudesse fazer tal proeza.

Mas Allan fez, havia confrontado o punho de Omega com seu soco.

Como...?” – Se perguntou o homem enquanto o tempo corria lentamente do seu ponto de vista.

Omega estava tão imenso nos pensamentos e focado em Allan que só pode sentir a presença atrás de sua costa tarde demais.

Atrás do membro de Caça estava Yuki envolta de uma brilhante camada amarelada que cobria toda a extensão do seu corpo, como se fosse um manto protetor. Os olhos de Omega se voltaram para a espada na mão direita do garoto, de modo algum ele poderia ser ferido com aquilo, pois algo em sua mente o dizia que se levasse quaisquer dando daquela espada, a dor era iminente e horrível.

Rapidamente Omega efetua um chute com sua perna esquerda no tronco de Allan, o movimento fora tão rápido que não o deu a chance de se defender do golpe inimigo, fazendo-o quicar no concreto que se partia em pedaços pela força insana de Omega até destruir uma parede do prédio do outro lado da rua. Aproveitando a inclinação que o chute proporcionou, Omega se virou para trás armando outro golpe só que usando seu punho esquerdo para poder acerta Yuki. O golpe acertou o rosto do garoto em cheio.

Mas novamente seus olhos vacilaram.

A imagem de Yuki sumia aos olhos de Omega como se fosse uma mera ilusão. Um arrepio percorreu a espinha do homem quando sentiu outra presença em sua costa.

Não havia tempo para revidar mesmo usando a sua velocidade totalmente, pois no ar o grande homem era imponente. Tudo que Omega pode sentir em seguida era o corte feito em sua costa, à força posta no golpe o fez ser jogado para longe em direção ao fim da rua e consequentemente ir ao contato de um prédio. O homem rapidamente gira em 180º graus, posicionando ambos os pés em direção ao concreto do prédio.

O contato era iminente.

Mas algo aconteceu que poderia desafiar a lei da física.

Omega havia reduzido totalmente o dano que receberia pelo choque com o prédio, ambos os pés afundavam na parede inclinada da loja de três andares, de alguma forma ele conseguia suportar o próprio peso em ambos as pernas fazendo com que não caísse. Omega estava literalmente grudado na parede.

– Isso foi perigoso, parece que o garoto melhorou drasticamente... – Sussurrou Omega par si mesmo enquanto tentava sugar uma quantia considerável de oxigênio.

O ar ficou pesado e rarefeito, tal mudança atmosférica chamou a atenção de Omega. Erguendo sua cabeça para cima, o membro do trio de caça observou algo cortando o céu noturno e negro. O pequeno feixe azulado e distorcido fazia se trajeto em direção a Omega rapidamente.

Omega ergue seu braço esquerdo, segurando o que quer que seja o feixe distorcido ao entrar em contanto com sua mão uma enorme onda elétrica passou por toda a extensão do seu corpo. Suas pupilas dilataram com tal corrente elétrica.

Droga, um chicote elétrico.” – Omega xingou-se enquanto cerrava os dentes com a dor aguda que percorria seu corpo por causa da eletricidade.

Seus olhos percorreram a extensão do chicote para descobrir logo em seguida Tikie olhando para ele com um sorriso no rosto.

Mas este não era o ponto no momento.

O que preocupava Omega era a imagem de uma cabeça de raposa feita de eletricidade logo atrás do garoto, em sua boca algo semelhante a uma bola alaranjada se formava.

– Engole essa! Mangetsu disparo elétrico! – Gritou Tikie fazendo com que a raposa soltasse a esfera alaranjada.

Um feixe cortou o vento fazendo um som agudo.

O disparo ia em direção a Omega rapidamente.

Ele não podia se mexer por causa de suas pernas presa na parede, seu corpo entorpecido pela eletricidade o impedia de mexer quaisquer músculo.

O dano era iminente.

O som da explosão ecoou por todo o setor de entretenimento. Uma fumaça negra subia ao céu, tal fumaça impedia qualquer contato visual de Omega, mas eram visíveis as chamas se estendo pelo local onde o disparou acertou com o dano proporcionado pelo ataque de Tikie. Yuki e Allan se reuniram ao lado do garoto elétrico.

– Será que acabou? – Questionou Allan para ambos os companheiros.

– Provavelmente não. – Respondeu Yuki com o rosto sério sem a camada amarelada. – Meu Hogo Mantoru senti quando eu entro em contato ao inimigo e me dá uma melhoria sensorial, quando eu o acertei, minha lâmina acertou algo duro, aquilo não era pele.

Allan não esboçou qualquer surpresa, pois ele mesmo havia sentido a mesma sensação que Yuki disse quando ele e Omega chocaram os punhos. Se não fosse por Asura, o braço direito de Allan estaria esmigalhado.

– Minha descarga elétrica poderia destruir um tanque, mas não é tão poderoso quanto o meu Railgun. – Resmungou Tikie enquanto respirava pesadamente, era cansativo criar eletricidade do próprio corpo, consumia muita de suas energias. – Mas por algum motivo sinto que esse cara é duro na queda, se preparem. – Disse o garoto puxando sua espada da costa, as fitas brancas que envolviam a lâmina se desenrolam revelando um o metal negro que era composto de sua espada.

Tanto Yuki e Allan se colocaram em posições de ataque quando ouviram os sons de passos vindos do prédio destruído pelo disparo elétrico de Tikie. Uma silhueta se revelava diante a nuvem negra. Uma pequena gota de suor podia ser visto descendo pelo canto do rosto dos três garotos.

Omega caminhava calmamente em direção ao trio, metade de seu colete azulado mostrando os músculos absurdamente másculos, mas o mais impressionante era que nem mesmo um arranhão fora feito diante de todos os ataques dos garotos.

– Que tipo de monstro esse cara é? – Sussurrou Tikie para si mesmo enquanto fitava a figura de Omega parar a metros de distancia deles.

O silêncio frio da noite fora cortado pela gargalhada de Omega, pela primeira vez o homem de colete azulado expressou algum tipo de emoção através de algo, sua gargalhada demonstrava diversão em sua situação.

– Pela primeira vez na minha vida eu tenho alguém no qual posso levar a sério, depois de Alpha! – Gritou Omega enquanto fitava o céu noturno. – Vocês três vão ser os primeiros a me ver sério, fui criado e ensinado que toda sua raça é uma praga para esse mundo, por onde passam destroem e distorcem a historia da humanidade. – O homem arrancou o resto do colete que se salvou deixando todo seu torso amostra, no seu peito direito se encontrava algo não muito comum, a pele não era de cor normal, mas sim metálico e avermelhado, grossas veias podiam ser vistas. – Irei proteger a raça humana usando meu corpo e minha alma! Não deixarei que as pessoas sofram em suas mãos!

Os três garotos podiam observa a estranha determinação por detrás dos olhos de Omega enquanto ele avança rapidamente em sua direção.

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As estacas de gelo perfuravam o asfalto e as paredes dos edifícios que ficavam em seu caminho. As chamas que se espalhavam ferozmente em direção ao gelo eram imparáveis. A imagem do asfalto sendo deslocado se assemelhando a um tsunami indo em direção a pequena garota de cabelo longo e azulado era algo que qualquer humano chamaria de impossível. O som metálico de algo se chocando com material sólida ecoava pelos becos do setor residencial, uma dos três caminhos que levavam a Uingusu.

– Droga, essa menina é um monstro, apesar dela ser uma cem por cento Lolita! – Exclama Gustavo enquanto observava a pequena garota azulada impedir de ser acertada usando estacas sólidas de gelo.

Arthur aterrissa ao lado de Gustavo, o mesmo arfava pesadamente.

– Apesar de concordo de ela ser uma bela Lolita, a gente quase não consegue fazer qualquer dano nela! – Retruca o aprendiz de ceifeiro para o garoto dominador da terra.

Uma labareda flamejante subiu ao céu iluminando qualquer canto escuro daquela rua dominada pela escuridão. A garota azulada recua com o avança selvagem das chamas que consumiam o lugar aonde há poucos minutos se encontrava.

O garoto aterrissa no concreto carbonizado e com sinais de seu material derretido escorrer pelas beiradas, as chamas que ainda encontravam acessas pareciam afastar-se do garoto de cabelo alaranjando como se envolta dele estivesse um campo de força invisível.

A azulada põem os pés no chão a alguns metros do alaranjando. O ar frio ao seu redor era perceptível por causa de uma pequena fumaça quase transparente de cor azul claro. Os olhos violetas se encontram com os negros do garoto que se mantinha agachado no chão enquanto o fogo ao seu redor parecia o temer.

– Essa quase pegou Delta de surpresa. – Comentou a azulada falando de si mesma em terceira pessoa, mesmo em sua atual situação o ar elegante não se deixava escapar. – O garoto chama esta fazendo Delta começar a pensar seriamente e lutar a serio.

O garoto alaranjado cerra os dentes enquanto enormes chamam entraram em combustão atrás de si. As estacas sólidas de gelo começaram a derreter por causa da intensidade do fogo.

– Fique parada sua pequena Lolita! – Gritou Draig erguendo ambos os braços em direção à garota jogando em sua direção uma rajada feroz de chamas.

Delta salta para cima para poder escapar do ataque a longa distancia de Draig. Os olhos violetas podiam observar o estrago que tais chamas produzidas pelo garoto alaranjado, o rastro do ataque fez com que o material do asfalto derretesse imediatamente mesmo estando a poucos metros das chamas. Der repente, como um frio subindo a espinha, Delta flexiona sua perna direta e realiza um chute para cima, o som do golpe entrando em contanto com aço podia ser ouvido. Como se o tempo progredisse vagarosamente, a azulada podia observa o responsável pelo golpe repentino que quase a havia a acertado se não fosse seus sentidos aguçados e a também por causa dos pequenos resíduos de gelos que Delta havia espalhado pelo ar, mas que por causa de Draig eram destruídos quase imediatamente.

A perna de Delta estava segurando a barra da foice de Arthur, o aprendiz de ceifeiro havia visto a oportunidade de ataque já que sabia que se locomover no ar era algo que poucos ou quase nenhum ser humano podia fazer, mas para seu desapontamento Delta podia. Arthur apertou o cabo de sua arma, mesmo sabendo que seu ataque direto não havia conseguido atingir seu inimigo, ele ainda tinha um segundo plano.

O aprendiz de Rhuan solta um pequeno sorriso.

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Delta observava confusa, pequeno sorriso no rosto do inimigo.

Delta não esta gostando do que ela esta sentindo.” – Disse para si mesma a azulada.

Para a surpresa da garota a força que o Arthur exercia em sua foice triplicou e em um piscar de olhos ela foi jogada violentamente em direção ao concreto.

O som do banque violento proporcionado por Arthur podia ser ouvido por todo o setor. Uma cortina de fumaça cinzenta subiu pelo ar.

A intensidade do ar subiu drasticamente e sua temperatura abaixou tão rápido quanto era possível. As chamas de Draig se extinguiram por causa da mudança na umidade no ar. Arthur aterrissa no chão arfando, a cada tentativa de respiração uma pequena fumaça branca sai de sua boca pelo frio que assoalhava o local.

Uma enorme criatura se ergue da cratera onde Delta jazia.

Sua cor azulada e as chamas azuis em volta de seu corpo brilhavam com uma fogueira no meio de uma floresta. Seu rosto era coberto por uma mascara onde só se podia ver seus olhos vermelhos, dois chifres se encontravam em sua cabeça, ambos os braços tinhas lâminas de coloração azul-escuro pareciam corta e congelar o ar em sua volta. O som de passos ecoava pelo local, o suor era nítido descendo pela testa do jovem ceifeiro que era o mais próximo da localização da queda de Delta.

Ele sabia o que era aquela criatura que havia surgido do nada. Suas mãos tremiam em recorda a última vez que ele o havia encontrado, mesmo usando todo seu poder que residia em seu corpo, Arthur não foi capaz de vencer Styli.

– D-Droga... – Sussurrou Arthur para si mesmo, o comunicador em seu ouvido já não mais se encontrava em seu aparelho auditivo, pois havia caído por causa do frenético movimento que fora obrigado a fazer quando Delta os havia atacado de surpresa.

Uma silhueta sai diante a fumaça cinzenta que exalava no local da queda ad garota, algo parecido com asas finas podia ser encontrar na costa da sombra. A fumaça sessou revelando Delta com o brilho em seus olhos violenta intenso, em sua costa se encontravam seis estacas finas de gelo apontando em três direções e ambos os lados opostos diferentes e no meio de sua costa se um pequeno circula amplo com o seu centro aberto. Mas o que chamava a atenção dos três garotos era Styli que se localizava acima da cabeça de Delta.

– Ela tem um guerreiro?! Que porra é essa?! – Exclamou Draig enquanto fitava a enorme criatura azulada ao redor de Delta.

Delta quer muito brincar agora! – Disse ela abrindo um sorriso insano e desprovido de qualquer razão humana, ela mais se parecia uma maquina de matar. – Delta vai começar com o garoto com cara de virgem. – Delta havia sumido do campo de visão de qualquer um.

O silêncio havia se instalado no segundo seguinte ao desaparecimento de Delta. Os garotos permaneciam parados em seus lugares, Draig encontrava-se no chão sem mais as chamas que o cercavam por causa da baixa temperatura, Arthur era o mais próximo a cratera que era o local da queda de Delta a segundos atrás, o suor descia pelo rosto e tanto suas mãos e pernas tremiam, Gustavo estava encima de um prédio de dois andares localizado ao lado direito do último domador de dragões tendo uma ampla visão da rua destruída pela rápida Lolita e o possuidor das chamas infernais, mesmo sendo um dos membros da Kuroi Tenshin que tinha a melhor percepção e visão melhorados o garoto de cabelo negro não via ou sentia qualquer presença de Delta.

Espera, ela disse que iria atacar o cara de virgem?” – Lembrou o alaranjado enquanto buscava qualquer vestígio da Lolita azulada, mas sem qualquer resposta. – “Quem diabo tem cara de virgem... Espera”.

Era tarde demais para poder fazer qualquer movimento.

Arthur paralisou no lugar, sua respirava descompassada e os olhos arregalados demonstravam a surpresa que havia dito, o frio súbito fazia um arrepio em sua medula. Atrás de si se encontrava Delta com o sorriso psicopata em seu rosto branco, os fios de seu cabelo longo e azulado flutuavam a dando uma imagem demoníaca junto com Styli.

Despedaça... Delta adora despedaçar. – Cantarolou Delta enquanto Styli levanta o braço direito, erguendo a lâmina azulada que logo fez um movimento diagonal em direção a Arthur.

O ceifeiro fez a única coisa que lhe veio por puro instinto: Revidou.

Arthur rapidamente havia calculado a pequena distancia entre ele e Delta. Estavam a poucos centímetros um do outro, não tinha muitas opções a qual poderia usar. Sem pensar o garoto pulou para tentar ganhar a distancia, com um apequeno mudança de ângulo ele havia se virado para trás e observado a imagem amedrontador de Delta.

Surpreendentemente o chão abaixo de Delta vibrava agressivamente, então uma manopla feita pelo material do asfalto surgiu logo debaixo dos pés da garota. A manopla era grande o suficiente para dar a chance de Arthur pode se afastar para uma distancia segura do inimigo. Gustavo cerrou os olhos quando a Lolita tocou na manopla feita de concreto para logo em seguida o desmembrar em pequenos pedaços, como se o desintegrasse.

– Não mesmo! – Gritou Gustavo enquanto tocou o chão do prédio com ambas as mãos, agachando-se consequentemente.

Vários punhos começaram a aparecer no chão visando à pequena garota de longo cabelo azulado, a mesma desviasse rapidamente e habilmente, ela podia praticamente voar para poder sair do alcance dos punhos de concreto que vinha em grande numero. As pontas das asas de Delta tomaram um brilho embranquecido e der repente vários feixes de luz saíram de sua costa e visava Gustavo, o garoto abriu os olhos em surpresa e espanto pelo que a garota podia fazer, ele não podia se defender, pois estava mais concentrado em seu ataque fazendo com que sua defesa abaixa-se consideravelmente quando usava suas habilidades sobre os materiais como concreto que necessitavam de concentração e esforço.

“Droga, não posso tirar minhas mãos do chão se não o ataque vai parar imediatamente e ela vai poder ir trás de Arthur.” – Gustavo pensava rapidamente, não havia opções, era soltar suas mãos e cessar o ataque, mas consequentemente deixar Arthur exposto ou continuar a atacar e ser atingido por aqueles estranhos feixes de luz que dobravam no ar.

Uma enorme muralha de fogo se criou a frente de Gustavo, os feixes que estranham diretamente em contato com as chamas derreterem rapidamente. Draig estava agachado logo abaixo do prédio onde o garoto e ex-membro da UDDR, os olhos do alaranjado estavam sérios e uma pequena gota escorria pelo canto do rosto. Delta surpresa por ter esquecido se da participação de Draig no ataque não havia percebido um punho ir a sua direção. O golpe havia atravessado a defesa de Delta e acertado seu peito, a garota fez uma careta de dor junto com surpresa.

– Minha chance. – Sussurrou para si Draig enquanto fechava os olhos. – Queime Doragon! – Gritou o domador de dragões para o alto.

Em uma explosão flamejante, chamas começaram a se espalha em uma velocidade monstruosa por todos os cantos da rua, qualquer matéria em que entrava em contato era derretido, chamuscado ou superaquecido. O manto do alaranjando entrou em combustão instantaneamente para dar o lugar a dois pares de asas feitas do fogo original dos Dragões, onde podiam ultrapassar o calor do núcleo da terra.

Em poucos segundos o último domador havia se locomovido tão rápido quanto os olhos nus podiam acompanhar. Antes que Delta pudesse fazer qualquer outro movimento por causa do golpe recebido por Gustavo, Draig já se encontrava correndo sobre um dos muitos punhos de concretos. A garota só podia expressar a surpresa em seus olhos enquanto fitava o garoto se aproximar rapidamente de sua pessoa.

– E melhor se preparar Delta... – Dizia Draig enquanto corria pelo concreto erguido por Gustavo, o punho direito estava envolta de chamas altamente concentradas. – Por que agora você vai provar um pouco das minhas chamas!

O punho direito do domador do fogo entrou em contato com a defesa com a defesa de Delta, uma enorme explosão e um clarão se resultaram dos dois elementos. A pressão pelos dois golpes resultou em uma onda sonora monstruosa que resultou na destruição de todas as janelas do quarteirão e também dos punhos de concretos feitos por Gustavo. Arthur havia fechado os olhos e fazia grandes esforços para não ser levado pela onda de ar que veio logo depois do som ensurdecedor.

O ceifeiro abria os olhos lentamente tentando se acostumar com a visão da rua novamente, ou o que era para ser uma rua agora se resumia a destruição, asfalto derretidos, lojas queimadas, metais em estado líquidos e vários buracos no chão.

Draig se encontrava em pé no local onde jazia Delta, as asas em sua costa ainda permaneciam acessas. Arthur podia observava o garoto respirar irregularmente, parecia que seu ultimo golpe havia o levado a muito esforço. O punho concentrado com a maior parte das chamas de Draig era um dos movimentos que ele havia aprendido nas últimas três semanas de puro treino, ele ainda não havia dado um nome para tal ataque.

– Essa... Garota... – Dizia Draig a cada inspiração que tentava tomar, seu rosto transparecia exaustão.

Gustavo aterrissa ao lado do alaranjado, tentando observar qualquer sinal de Delta, mas a névoa que havia sido criada pela evaporação instantânea do gelo impedia qualquer contato visual de melhor proporção.

– Aposto que ela evaporou. – Comentou Gustavo. – Aposto uma duas caixas de pizza.

– É melhor preparar o dinheiro. – Respondeu Arthur ficando ao lado do garoto de cabelo negro.

– Por quê? – Questionou.

– Ela ainda não caiu. – Revelou Draig quando conseguiu controlar sua respiração, seus olhos fitavam seriamente uma silhueta tomando forma em meio a névoa. – Espero que essa pizza seja uma de queijo, por que se não vamos morrer aqui com essa Lolita psicopata.

Não existia mais qualquer evidencia de Styli, a garota caminhava lentamente com algumas partes de sua roupa queimada, do seu ombro esquerdo até metade o seu peito não tinha mais qualquer vestígio de suas roupas, o pequeno sutiã roxo podia ser visto. Os garotos podiam estar apreciando a vista se Delta não tivesse o olhar sombrio sobre eles.

Mais, mais, mais! Delta que brincar mais! – Gritou ela enquanto enormes pilhas de gelo brotavam do chão.

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Matheus suspirou novamente enquanto caminhava ao lado de Sarah pelos corredores subterrâneos de Sora. Rose estava junto com eles, mas há pouco tempo havia se separa para tomar uma rota diferente da que eles estavam se movimentando. A Rainha se limitava apenas a acompanhar o irmão mais velho em silêncio, ela sabia que ele estava preocupado com os outros, mesmo esse sendo o melhor plano que podia ser elaborado contra uma força inimiga deste tamanho, até mesmo a Rainha das Lâminas se preocupava com o bem estar dos outros.

– Confie neles Matheus, eles vão conseguir. – Se pronunciou Sarah para o irmão tentando o acalmar.

– Eu confio, mas mesmo com toda a informação que eu tive e formulando este plano eu não posso não ficar preocupado, Rafaela também esta lá em cima! – Retrucou Matheus em voz moderada, ele sabia que não podia gritar para não chamar atenção do inimigo.

Agora era a vez de Sarah suspirar.

– E você? Acha certo o que fez com o garoto? – Perguntou o possuidor da Kazemori para a irmã.

A mulher fechou os olhos pela pergunta feita. Ela sabia que não era certo, mas algo a impulsionou a fazer aquilo com o jovem de cabelo negro e espetado. Apesar das aparências e de muitas vezes ser chamada de Baixinha-sensei pelo garoto, ela tinha um pequeno afeto por ele.

– Conhecendo como ele é. O garoto vai estar aqui antes que notemos. – Respondeu ela com um pequeno sorriso nos rosto. – Mas você notou não é?

– Notei o que?

– O que aconteceu após ele ter despertador completamente. Matheus continuou a andar em silêncio após a observação de Sarah.

– “Para ter algo se precisa de uma troca equivalente” Não é?

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Luiz podia sentir as vibrações que passavam pelas paredes da sua cela. A batalha já havia começado e pelo vibrar do metal seus companheiros haviam aumentado e muito suas habilidades.

Pronto garoto?” Perguntou Rebellion tirando o loiro de seus pensamentos.

– Eu já nasci pronto. – Respondeu Luiz se levantando da pequena cama do bloco onde residia nas últimas três semanas.

O garoto fica em frente à porta feita de algum material misterioso que podiam sugar a energia de qualquer ataque que o loiro efetuava sobre ela. Ele inspirou profundamente e depois expirou. O ar em torno de seu corpo começou a apresentar sinais de baixa temperatura, as paredes lentamente foram domadas por camadas grossas de gelo. No punho direito do loiro uma aura azulada se formava esfericamente, o cabelo longo do garoto ondulava vagarosamente em pequenas ondas.

Punho furioso! – Gritou Luiz quando socou a porta, o metal se distorceu em contato com a mão do garoto para em seguida ser jogada e amassada em uma pequena esfera metálica no chão.

O golpe havia sido um sucesso, mas o preço de usa-lo era uma alta exaustão.

Concentração. Expansão. Compreensão e explosão.

Esses eram os passos para poder usar tal habilidade que havia aprendido com Rebellion, em pelo lado do loiro, cada minuto que havia passado para aprender era um inferno que em momentos pensou que sua mão iria explodir.

Tudo bem? Ainda temos que libertar os outros e escapar desse inferno!” Exclamou Rebellion na mente do loiro.

Luiz se encostou a parede metálica enquanto tentava andar pelo corredor. A fadiga era maior que ele havia pensado.

Mexe logo essa bunda seu maldito loiro!

– Tá caralho! Agora cala a boca e me deixar respirar por um momento! – Retrucou Luiz em um sussurro quando conseguiu se firmar sobre seus próprios pés.

Em sua costa a espada com uma caveira entalhada se formou a partir de uma luz azulada. Ele pedia para qualquer divino que ocupava o universo para colocar Alpha em sua frente para poder espanca-lo até que seus punhos quebrassem em migalhas.

E com este pensamento o loiro começou a andar pelo corredor tendo o som de seus passos ecoado por toda a extensão daquele lugar.

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Seus olhos se abriam lentamente, a visão embaçada do teto negro não era algo que se esperava ver logo após o grupo todo definir um plano para resgatar seu amigo, no qual ele não conseguia se lembrar de muitos detalhes. Uma dor insuportável podia ser sentida atrás de sua nuca, o garoto massageou o local tentando amenizar a dor.

– Que droga aconteceu...? – Se perguntou o garoto de cabelo espetado quando tentou se levantar.

Sua visão ficou escura novamente e um pequeno grito agudo foi ouvido, um grito de surpresa apostava o garoto.

Der repente ele foi jogado do lugar macio onde estava para cair de cara no chão, já não bastava a toda a dor em seu corpo por causa do treino infernal da Rainha que o custou estar com várias ataduras em diversos lugares do corpo e sua roupa bastante surrada, agora ele foi jogado sem motivo no chão.

“Acordou garoto?” Perguntou uma voz em sua mente.

– Que diabo aconteceu Dann? – Perguntou o garoto para o ser em sua mente, o mesmo se levantou para ver uma garota sentada no sofá olhando para baixo, ela parecia um tanto desconfortável.

Aquele mulher te apagou legal depois de te nocautear na nuca.” Relatou Dann para o garoto.

O mesmo suspirou xingando a mulher de estatura baixa de todos os insultos que conhecia e desconhecia.

– V-Van-san... Você esta bem? – Questionou a garota que estava sentada no sofá.

– Yeah. Apesar da dor horrível que estou tendo agora, mas nada que se compare com insanidade daquela baixinha. – Respondeu Van massageando a nuca novamente, realmente Sarah havia colocado muita força em seu golpe. – Então o que aconteceu? Onde está todo mundo? – Perguntou o possuidor do Imaginary Breaker para Rin.

A garota deu um sorriso nervoso para Van, o mesmo levantou uma sobrancelha em duvida.

– Sarah-sama me pediu para ficar aqui e esperar para que você acordasse novamente. – Respondeu ela nervosa, o garoto entrou em choque. – N-Não se preocupe Van-san ela me instruiu para quando você acorda, eu lhe disser um plano secundário para nós dois.

– Plano secundário? – Repetiu Van.

– Sim. – Respondeu ela com um aceno. – Acho melhor irmos andando enquanto eu lhe tudo. – Sugeriu Rin levantando-se do sofá e caminhando em direção a porta da frente da mansão.

Van suspirou para em seguida seguir a garota.

Primeiro ela me faz passar por todo aquele inferno para eu usar melhor o Imaginary Breaker, depois me nocauteia do nada e me faz ficar apagado por não sei quanto tempo, agora aqui estou eu correndo por uma rua fantasma sem qualquer sinal de vida humana! Ótimo! Meu dia podia ficar pior?!” – Reclamou Van enquanto corria pela rua vazia de Sora.

Como o garoto agora possuía o Imaginary Breaker, o poder de negar qualquer coisa não natural que entrasse em contato com ele, mas para ter tal poder ele teve que pagar um preço extremamente alto.

Como ele podia negar qualquer coisa sobrenatural, isso inclua o fio vermelho do destino e as benções de Deus.

Ou seja.

Agora o recém-nomeado Udekami Van era um ser humano sem energia e completamente sem sorte.

E para provar a sua distorcida sorte, um grito agudo podia ser ouvido de um beco próximo a onde ele havia acabado de passar.

– Rin, você ouviu o mesmo que eu? – Perguntou o garoto enquanto caminhava lentamente em direção à entrada do beco escuro.

– Eu... – Rin estava preste a responder quando foi cortada por alguma voz desconhecida.

– Socorro! Alguém me ajude! – Gritou alguém de dentro do beco, seu tom de voz era choroso e desesperado.

Van entrou imediatamente no beco a sua frente sem pensar que era uma armadilha ou não. Ele havia ouvido o pedido desesperado de ajuda de alguém, isto era mais que o suficiente para ele entrar de cabeça na situação. Rin seguiu o garoto para tentar o auxiliar se fosse preciso.

A visão a sua frente não era uma das melhores.

Três serem que assemelhavam demais com o androide de cabelo branco que havia raptado Luiz há três semanas, cercava uma pequena garota de cabelo rosa escuro, ela tinha algumas parte de sua roupa cortada, a mesma se encontrava caída no chão.

– Eu pensava que não haveria ninguém na cidade? O que esta garota esta fazendo por aqui? – Perguntava-se Rin tentando entender do por que da pequena garota estar presente na cidade.

Esses devem ser os androides que Matheus havia falado, eles foram criado para deterem Reis e seres sobrenaturais a partir do androide original chamado Raiden.” Informou Dann para Van.

– Deter Reis e seres sobrenaturais não é...? – Repetiu Van a parte que ele havia ouvido de seu companheiro, um pequeno sorriso se estendeu por sua face. – Infelizmente para eles eu não sou mais algo assim.

– Intruso desconhecido entrando em área proibida, ordem de aniquilação instantânea autorizada. – Disse um androide rotulado como #1 para Van.

Van correu em direção ao grupo de androides que se viraram para eles em posições de ataque. Dando uma rápida avaliação da situação ele podia contar com três katanas metálicas, provavelmente velocidades e forças sobre-humanas. Mas não devia ser nada comparado ao treinar com Sarah.

O androide #1 avançou para cima do garoto empunhado a katana metálica em um golpe diagonal, Van observando o trajeto que a katana faria inclinou a parte direita do seu corpo, a lâmina havia passado poucos centímetros do garoto.

Por tudo que é mais sagrado, diga que aquele treino do inferno teve resultado!

Esse foi o pensamento de Van quando fechou o punho direito que estava enfaixado por causa dos dolorosos momentos que passou a Rainha das Lâminas. O Udekami socou o tronco do androide, mas para sua surpresa não houve qualquer dor por causa do choque, o som do metal se distorcendo e do corpo do inimigo sendo jogado para longe cortado o vento era perceptível. Mas ainda não havia acabado. O androide #2 percebendo a abertura feita pelo companheiro, aproveito a chance para poder golpear Van com um corte diagonal, para sua infeliz surpresa algo perfurou sua perna esquerda, resultando na perda de equilíbrio e o consequentemente o fazendo cair, ele mudou sua visão para seu atacante para ver Rin com algumas adagas flutuando ao seu lado, logo em seguida sua visão se apaga sendo que a última recordação e de uma adaga ir em direção ao seu rosto.

Van agradece mentalmente a garota que o havia salvado de um corte bastante desagradável e se virou para o androide #3, mas antes que ele percebe-se já o havia golpeado no tórax jogando-o a parede, resultado em rachaduras. O garoto cuspiu um pouco de sangue que havia subido pela garganta, a força era monstruosa. O último androide de pé se voltou para Rin. A garota resolveu jogar as adagas em direção ao inimigo, mas todas eram defendidas com extrema facilidade pela katana elétrica que parecia ter propriedades eletromagnéticas, a cada adaga defendida o androide se aproximava cada vez mais da garota, a mesma recuava o máximo quanto podia, mas já era tarde de mais. O androide em um piscar de olhos havia sumido.

– Pra onde... – Sua fala foi cortada quando sentiu a presença sem expressão em sua costa. Não havia tempo de revidar ou se distanciar.

Estavam perto demais para qualquer manobra que a ajudasse no momento.

Ela fechou os olhos esperando o inevitável ataque, mas tudo que vou ouvido era o choque de dois materiais metálicos. Rin abriu os olhos para ver Van segurando uma das katanas do inimigo com a mão esquerda. Sua mão tremia tanto pelo peso da katana em si quanto à pressão do androide.

– Não quando eu estiver aqui amigo! – Exclamou o Udekami juntado o máximo de força possível e empurrando a katana metálica do inimigo.

Por breves momentos o androide #3 havia recuado, mas eram mais do que suficiente para o garoto realizar o golpe horizontal o partido em dois, literalmente.

Van deixou a lâmina cair no chão quando se voltou para Rin.

– Tudo bem? – Perguntou ele com um timbre de voz preocupado.

– Sim, obrigada. – Agradeceu ela após respirar profundamente.

O Udekami acenou em resposta da colega e se voltou para a garota que estava no chão olhando para os dois.

– Ei você, esta machucada em algum lugar? – Questionou Van quando se agachou perto da garota, ela recuou. – Ei, não fique com medo, não vou machuca-la, mas se não estiver confortável com minha presença, eu posso chamar minha colega ali para falar com você. – Disse ele apontando para Rin, a mesma acenou confirmando com o garoto.

– O-O-Obrigada. – Agradeceu a pequena garota enquanto olhava para o chão.

– Tudo bem, o que você esta fazendo por aqui? – Perguntou ele novamente.

– E-e-eu acabei de chegar à cidade para começar a-a-a trabalhar como professora.

– Professora? Quantos anos você tem?

– T-T-Tenho aparência de dez mais com um intelecto QI mu-muito alto.

Van piscou em resposta da garota, essa garota era algum gênio ou prodígio?

Não havia tempo para pensar sobre isso, eles estavam em uma guerra no momento.

– Rin, a cidade foi evacuada certo? – A garota acenou positivamente. – Então realmente não há ninguém para quem pudéssemos deixar ela. – O garoto suspirou, mas era a única opção. Van estendeu a mão para ela, a garota prodígio ficou confusa. — Meu nome é Udekami Van, eu sugiro que você venha conosco para ficar segura até acharmos um dos meus colegas com posso deixa-la segura. – Disse ele em um tom calmo de voz, uma vez ele havia lido isso em algum lugar, ajudava a acalmar pessoas em pânico.

Rin engasgou com a proposta do garoto enquanto a pequena gênio estava indecisa.

– V-Van-san! Não podemos leva-la conosco, será muito perigoso! Estaremos enfrentados fortes inimigos pelo caminho todo! – A garota argumentava cada ponto negativo de propor à leva a garotinha com eles.

– Mas se a deixarmos sozinha ela pode ser atacada novamente, os androides estão deixando a área limpa para que nem se intrometa nesta batalha, o pensando por trás disso tudo não quer testemunhas. – Respondeu Van, Rin calou-se. – Então, você vira conosco?

A garota de cabelo rosa escuro piscou algumas vezes ainda indecisa. Ela não sabia qual escolher. Ela não queria ficar sozinha com esses androides a solta e a espreitando esperando a oportunidade para mata-la. Mas também não sabia se ficar com o garoto a sua frente também era seguro, claro, ele havia a salvado há poucos minutos atrás, mas pelos argumentos da garota de cabelo castanho que o seguia, o caminho que eles tomariam também leva-la a coisas piores que agora.

– Eu juro que nada vai te acontecer, te prometo de corpo e alma até que meu último suspiro de vida saia de mim. – Prometeu Van sorrindo tentando ganhar alguma confiança com a pequena professora. Ela fechou os olhos e segurou a mão do enfaixada do garoto.

– E-Eu vou com vocês, espero que cumpra sua promessa Udekami-san. – Disse ela levantando-se com a ajuda do garoto, impressionantemente a diferença de estatura era absurda.

– Claro que vou cumprir, eu nuca quebrei uma promessa. – Responde ele. – Pelo que eu me lembre. – Ela riu com a última frase, ela sabia que ele estava tentando amenizar o ar tenso que havia se instalado há minutos atrás quando foi emboscada.

Do nada ela duas mãos em seus quadris e o chão debaixo de seus pés desaparece. Agora ela estava agarra na costa do garoto.

– Tem certeza Van-san? – Questionou Rin enquanto saia do beco.

– Claro, eu vou me certificar dela estar segura até acharmos alguém para do grupo para cuidar dela. – Afirmou Van caminhando pela rua. – Se segure...

– Ma-Mayura, Itsugawa Mayura.

– Certo. Se segure Mayura-san, eu vou começar a correr! – Declarou ele quando começou a aumentar a velocidade.

Mayura só podia ficar amedrontada, de acordo com seus cálculos a velocidade que o garoto no qual ela estava agarrada na costa se comparava a uma Ferrari ou um jato.

Ela realmente deveria ter aceitado aquele pedido de emprego?

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O homem de terno podia observar as explosões e cortinas de fumaças espalhadas por toda Sora. Um sorriso distorcido se encontrava em seu rosto, era isto que ele estava esperando, era isso que ele havia passado anos neste hospedeiro.

– Vamos ver se os insetos que o mestre disse realmente são uma pedra no caminho da paz. – Comentou o velho homem para si mesmo enquanto fitava a cidade. – Este som, este som! Me de mais deste lindo som que compõe a miserável vida de vocês!

Gritava ele para o céu noturno, a única testemunha de sua insanidade.

As asas em sua costa estendiam-se no ar, as asas brancas que muitos podiam chamar de existência impossível estava ali.

O Anjo renegado estava ali.

Esperando para que suas presas e ratinhos de estimação o alcancem o mais rápido possível.

Ele iria pô-los para baixo pessoalmente.

E com esse pensamento ele desceu do céu.

–------------------- Kingu–--------------------

========================Kingu:Parodia =================

Em uma pequena sala localizada no primeiro andar da mansão Kuroi Tenshin, a maioria dos homens protagonistas e participantes da história se encontrava. Eles estavam batalhando de forma intensa e selvagem, mas não era uma batalha de punhos. Mas sim de argumentos.

– Eu te dizendo porra! Lolitas são as melhoras! Fanservice caralho! Sua droga de cérebro não entende caralho?! – Exclamou Alpha enquanto erguia uma placa com a foto de Delta nele.

– Entenda Alpha, Lolitas são politicamente errados! Além do mais elas só tem fofura e Moe! Ainda faltam os atributos! Tem que ser garotas de peitos grandes! – Retrucou Tikie erguendo uma placa de sua Turner ( cês já viram a Turner quando eu sorteie lá no clã).

O som bruto de dois pares de mãos batendo na mesa ecoou pelo cômodo, silenciando tanto Tikei quanto Alpha.

– Vocês dois não entendem de nada! Garotas normais são chatas! Tendo peitos grandes ou sendo Lolita ela vão ser normais! Neko-girls são as melhores! Sem argumentos vocês! – Argumentou Gustavo com uma placa de uma Neko-girl.

Uma gargalhada pode ser ouvida de Draig.

– Seu filho da puta! Neko-girl é o caramba! O papo é ter que ser ruiva peituda e com roupa de empregada! – Apontou Draig.

– Eu concordo com o Draig no quesito de ruivas, mas eu prefiro ela em roupas escolares! – Disse Matheus erguendo uma placa de Rafaela em roupa escolar.

– Que papo é esse?! Vocês devem estar malucos! Tem quer ser gêmeas loiras! Gêmeas loiras! – Gritou Van erguendo uma placa com a foto de Elena e Yuri.

A discursão se alastrou com vários argumentos que seus quesitos eram melhores que os dos outros, mas então todos ali sentiram um ar mortífero e pesado, como se algo muito ruim estivesse preste a acontecer.

– O que vocês estão falando garotos... E com nossas fotos em trajes obscenos como esse...? – Perguntou Rafaela sendo acompanhadas de Elena, Yuri, Delta e as Turners de Gustavo e Tikie.

Naquele dia eles viram o inferno pela primeira vez na terra.

Tal memoria iria ficar gravado no canto mais profundo de suas mentes, lembranças de acontecimentos nada confortáveis ou felizes.

Naquele dia as mulheres haviam subjugado os seres mais fortes de todo o universo.

================== Fim ==========

Notas finais
Espero Reviews, se não o proximo cap só depois de não sei quando.