Notas iniciais
FINALMENTE TERMINEI ESSA ****** DE CAPÍTULO! Bem, agora que deixe isso pra fora, queria pergunta pra vós gafanhotos. Seria bom uma história NarutoxDxD, NarutoxHellsing ou .... Kibo?

Choque de ideais.

Sua destruição levará a paz que meu criador tanto deseja.”

– Tsuitachi “secundo” Gadved.

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O som de seus passos rápidos e profundos ecoava pelo extenso túnel que era muito pouco iluminado. Sua respiração frenética revelava sua pressa, segurava firmemente a arma em suas mãos como se fosse sua tabua de salvação. Seus pensamentos corriam pelos eventos ocorridos nas últimas horas, ela teria que realizar a parte que lhe foi atribuída do plano para que pudessem tanto resgatar seu amigo de longa data e deter o líder da organização na qual fazia parte.

Mas ela entraria no meio da guerra para seus dois amigos, pois eles eram toda a sua família que restava após o sumiço de seus pais. Aqueles dois rapazes tão distintos, com suas histórias diferentes eram as únicas pessoas que ela considerava importante em sua vida.

Ela faria de tudo para salva-los.

Um ruído lhe ocupou a mente, tal som vinha do comunicador que lhe foi dado pelo líder e também criador do plano que executava com tamanha responsabilidade em sua posse.

Alguém me ouve? – Falou a voz através do aparelho, era uma voz feminina. – Alguém na escuta? Aqui é Yanna, para qualquer um que estiver na escuta eu recebi a noticia que Van já se move em direção ao ponto secundário.

A garota de cabelo encaracolado desacelerou os passos após ouvir o relato de Yanna, uma das pessoas que haviam chegado há três semanas no mesmo dia que seu amigo loiro fora raptado pela força inimiga. Um pequeno sorriso brotou em seu rosto bronzeado. Antes que pudesse falar através do pequeno aparelho comunicativo em sua orelha outra pessoa o fez.

Aquele ouriço já acordou? Eu pensava que ele ficaria apagado por horas desde que eu nocauteei com força! Que diabo de resistência aquele pivete tem? – Exclamou outra voz feminina em total espanto.

Ela não teria que adivinhar que era a dona da voz cheia de surpresa do outro lado da linha, pois somente havia uma única pessoa que iria surpreender tantas pessoas. A dona da voz era Sarah, a Rainha das lâminas e recém-tutora de Van.

Esse garoto é nosso ace agora, temos que seguir com o plano, não há mais tempo para voltar atrás. – Avisou a pessoa que claramente era Matheus, o terceiro Rei da antiga geração. – Todos os outros estão fazendo sua parte do plano, não podemos falhar coma nossa. Nós vemos quando tudo isso acabar.

Claro, o plano que executava agora poderia ser indicado como tão simples se não fosse pelo seu alto risco e complexidade. Ao total o plano criado por Matheus eram consistido de seis grupos.

Grupo um era formado por Vagner o Rei Caçador e as Turners agora treinadas em suas habilidades, eles fariam a parte do plano de chamar a atenção, basicamente seriam a isca para que o inimigo focasse mais em seu numero do que seu potencial e realmente havia dado certo, pois a maior parte do pequeno exército de androides estava combatendo o grupo.

Grupo dois era formado por Yanna e Rafaela, as duas únicas que tinha habilidades de longo alcance, se concentrariam na retaguarda do grupo de Vagner e também seriam responsáveis pelas observações do campo de batalha.

Grupo três que era constituído por Allan, Tikie e Yuki, seria responsável por cuidar da responsabilidade de deter o máximo de tempo possível o ser chamado Omega, os três foram escolhidos por suas habilidades, Allan retinha de força que seria comparável ao de Omega, Yuki seria a velocidade e pelos avanços nos treinos que o garoto de cabelo castanho claro mostrou ele seria o suficiente para confundir os movimentos do homem de roupa azulada e por último Tikie o grande pervertido que a garota o rotulou, tirando tal fato ele era um rapaz de grande controle elétrico e com seu golpe devastador chamado Railgun, os três tinha que paralisar ou derrotar Omega.

Grupo quatro constituído por Draig, Gustavo e Arthur, responsáveis por lidar com a garota de cabelo azulado chamada Delta. Draig fora colocado para deter os avanços das investidas de gelo da garota com suas chamas, poderia se dizer que ele era o único do grupo que tinha vantagem sobre a garota. Gustavo por causa de seu controle da terra podendo criar ou impedir o recuo da garota caso ela tentasse fugir. Arthur pelo seu conhecimento do inimigo desde seu ultimo encontro.

Grupo cinco feito por Matheus e Sarah junto com Rose, os dois Reis cuidariam dos avanços inimigos e também pela limpeza da base inimiga enquanto Rose se responsabilizava por se infiltrar na instalação por causa de seu conhecimento e também por ser meramente humana, não seria detectada pelos scanners ou qualquer outra defesa de rastreamento desenvolvido por Kastegear.

Por último grupo era feito por Rin e Van, eles não faziam parte do plano principal que se focava no ataque e infiltração ao campo inimigo, mas sim para tomar conta do último membro do esquadrão de caça feito por Kastagear. Alpha o clone de Van feito exclusivamente para aniquila-los, uma pessoa criada artificialmente que andava entre os dois lados da moeda, pois controlava tanto a energia dos seres de Primeiro Mundo sem levar qualquer dano e também por reter o máximo controle da maior arma cientifica existente o controle de vetor. Van agora tinha em sua posse a habilidade que podia combater o controle de vetor de Alpha, tal poder que residia em seu braço direito chamado Imaginary Breaker, a habilidade de anular qualquer poder sobrenatural. Rin ficaria somente como suporte caso algo acontecesse ao rapaz de cabelo espetado.

Rose respirou fundo novamente, ela precisava ter controle e calma para poder cumprir sua parte. A garota teria que entrar e garantir a passagem para Matheus e Sarah, sendo a única humana com habilidades naturais como artes marciais e porte de arma de fogo.

Determinada a prosseguir, a garota segurou firmemente a arma em suas mãos e rumou para seu destino.

– Luiz, Van, estejam bem. – Sussurrou ela pra si mesma quando pode ouvir o som da linha do comunicador desligado e o eco de seus passos.

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Este nome Kastagear lhe parecia familiar, mas toda vez que procurava em suas lembranças datadas de vários séculos de vivencia resultava em memorias de branco como se batesse em uma parede mental.

Isso fez com que o homem fizesse uma careta de descontentamento por não ser lembrar-se de algo tão importante em sua atual situação.

– Está tudo bem Matheus? – Perguntou a Rainha das Lâminas para seu irmão.

– Sim... Está tudo bem. – Respondeu ele sem se virar para sua irmã.

Sarah bufou com indignação com o jeito de Matheus.

– Não minta pra mim, você fez aquela careta horrível quando tem algo errado. – Disse ela de braços cruzados enquanto continuava a andar pelo longo corredor.

Um pequeno sorriso nasceu nos lábios de Matheus, ele ainda se perguntava se era tão transparente, mas o que sua irmã dizia era verdade, as únicas pessoas em todo mundo que podia saber o que se passava na mente do portador da lâmina de Tsubasa, Kazemori, poderia estar pensando: Rafaela e Sarah.

– Eu não sei. – Falou Matheus sinceramente enquanto dava um suspiro de desapontamento. – Esse nome, Kastagear, eu sinto que já ouvi em algum lugar, mas toda vez que tento me aprofundar mais é como se eu batesse em parede. – Resmungou ele franzido as sobrancelhas em irritação.

Sarah fitou seu irmão com um sentimento de confusão.

– Bloqueio mental? Algum tipo de habilidade psíquica? – Questionou a mulher de baixa estatura mais para si mesma do que para seu próprio irmão.

– Não. Nenhum poder mental funciona comigo desde a minha luta contra Samui. – Ponderou Matheus descartando a ideia de manipulação mental. – E as opções são muito limitadas, poderíamos listar duas prováveis. Uma e que eu sofri algum trauma que desencadeou um bloqueio de memoria na qual eu não me lembro de ou numero dois, que alguém de extremamente forte que pode mexer com a minha mente e apagou sua presença para que eu não lembre dele ou qualquer ponto fraco.

Ambos os Reis ficaram em silêncio, o único som que sua audição capitava era o de seus passos em contato ao com o piso metálico.

– Se isso for verdade então nosso inimigo pode ser alguém do nosso lado da moeda ou poderia ser somente algum humano? – Opinou Sarah.

– Não sei. – Foram às únicas palavras de Matheus deu a sua irmã, mas transmitia sua total sinceridade à questão.

Suas suposições poderiam ser verdade, ele ainda achava impossível não ter um grande superaquecimento do seu cérebro por causa da grande quantidade de conhecimento que Matheus havia adquirido pelo tempo. Lembrava-se de quando teve que lutar de forma relutante contra sua outra irmã, a Rainha do controle mental que poderia fazer qualquer um ter alucinações tão reais que seu corpo sofreria com a dor, ela era conhecida por conquistar qualquer homem em que lhe caísse o interesse e também contra as zombarias de forma radical, diferente da forma que Vagner fazia. O fim de seu embate resultou na quase queda a loucura de Matheus sobre sua irmã se não fosse por Rafaela e Tsubasa. Ainda se sentia culpado pelo que houve com sua família, se ele tivesse visto os sinais antes em vez de ter se focado demais na missão de seu pai Kingu talvez pudesse ter evitado a quebra do vinculo familiar com a maioria de seus irmãos, mas Matheus havia se decidido que iria impedir a loucura que Gadved estava planejando contra a humanidade e contra os habitantes do Primeiro Mundo as duas civilizações que seu pai havia morrido para salvar das garras da escuridão, mesmo que isso custasse sua própria vida.

– Qual deveria ser a extensão de corredor? Já estamos andando há não sei quanto tempo e esse corredor não acaba! – Exclamou Sarah em um tom baixo para não chamar atenção indesejada, mas tal frustração tirou Matheus de sua linha de pensamento. – Estamos correndo contra o tempo para poder salvar o garoto!

– Tudo que podemos fazer agora é deixar a responsabilidade de entrarmos nas mãos da garota. – Matheus continuou calmo enquanto percorria o longo túnel, Sarah bufou como uma criança.

Talvez algumas coisas não mudaram ao decorrer do tempo.” – Pensou consigo mesmo o terceiro Rei. – “Isso é bom, pelo menos não perdemos nossa humanidade como Gadved.”.

– E quanto ao Ni toge (Moleque Espinho)? O que vamos fazer com ele? – Perguntou a mulher, levantado uma sobrancelha, eles somente haviam dado volta em questão do possuidor do estranho poder.

O homem de longo cabelo negro permaneceu em silêncio, em sua mente lhe vinham várias teorias que haviam sido colocados a mão quando eles tinha visto o menor dos sinais.

– Não sei, só temos teorias e opiniões, mas sem base concreta e se contarmos o fato de seu estranho poder que nem mesmo eu ou Vagner temos conhecimento, isso só abre mais lacunas do que a questão principal. – Disse Matheus enquanto suspirou, o Rei pode ouvir também o suspiro de sua irmã.

– Espero que aquele garoto não falhe conosco, se não eu vou ao inferno somente para mata-lo de novo. – Praguejou Sarah, Matheus arqueou uma sobrancelha.

– Vejo que você se tornou bem próximo dele até mesmo o tornou seu discípulo o que não aconteceu há mais de 150 anos, algum motivo em especial? – Agora era a vez de Matheus questionar sua irmã, em seu tom se vinha uma pequena pitada de curiosidade.

A Ha no Kuinzu (Rainha das Lâminas) ou também conhecida como Ikari Bunko (Fúria de Bolso) se silenciar diante a pergunta de seu irmão mais velho. A capa negra que se vestia balançava-se ao ritmo de seus passos, os olhos acinzentados se escurecerem.

– Só estou cumprido uma promessa. – Respondeu ela melancolicamente, pois mexiam com lembranças que Sarah teimosamente queria reprimir. – Posso estar sendo tola ou uma completa idiota, mas aquele garoto lembra-me muito deles, mas ainda me impressiona que ele tenha durado tanto o meu pequeno teste se tornando meramente em um simples humano. – Sarah tinha um ponto em sua pequena frase, porque nem mesmo os mais bravos guerreiros do Daiichisekai sobreviveram ao seu teste de iniciação mesmo tendo uma quantidade imensa de energia e um corpo preparado, mas o Ni toge havia sobrevivido com seu corpo nada preparado mesmo demonstrado alguns físicos e tendo como arma sua recém-habilidade de negação.

O portador de Kazemori deixou uma pequena risada controlada lhe escapar.

– Garoto interessante não? Mesmo se ele tiver ligação ou não com o Um isso não muda o fato que sobreviveu. – Ressaltou Matheus sabendo que a maioria dos movimentos feitos pelo corpo de alguém de seu mundo necessitava de energia.

– Sim, sim ria quanto quiser, mas aquele guri era estranho.

– Com certeza, agora vamos apertar o passo, temos que chegar lá e só teremos três segundos para o fazermos.

O som de suas vozes morreu a partir da declaração de Matheus, ambos apressaram-se em poder chegar ao seu destino o mais rápido possível, pois só teriam um curto tempo para poderem entrar no complexo de acordo com Rose.

O Terceiro Rei apertou a katana em suas mãos, ele iria a fundo para descobrir quem era o dono de nome Kastagear que lhe deixava um branco em sua mente. Ele acabaria com essa maldita guerra esta noite e então poderiam ter algum tempo de sossego.

Vamos rapazes, eu vou cuidar do núcleo, cuidem do resto.

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O sangue lhe escorria pelo canto da boca. Os olhos fixavam-se no inimigo diante sua presença. O ar gélido que pairava diante ao campo de intensa batalha que estava a sua frente fazia com que os pelos de seu corpo se enrijecessem, o inimigo não era mais alguém de rank baixo ou algum tipo de monstro sem condenação. Ele tinha consciência, tanta consciência que sua intenção assassina lhe oprimia a cada brecha que deixava escapar. Observou seus companheiros tentarem uma investida contra a pessoa que emanava tal presença perigosa, mas seus esforços se resultaram em fracasso quando sua defesa perfeita a protegeu da maior parte dos danos enquanto a projeção de seu guerreiro de espectro azulado que empunhava dois facões revidava a altura jogando-os para longe.

Uma gota de suor escorreu pelo seu rosto. O garoto não ficava tão desgastado desde sua luta para salvar seu recente amigo das garras de um humano que se viu caindo ao ponto de usar o sangue do próprio Ragnarok para mata-lo, algo que muitos poucos ou ninguém tinha. Ele tinha seu palpite que alguém ligado aos antigos Reis que se juntaram ao Segundo Rei estava ligado a tal incidente, mas aquele não era um momento apropriado para pensar neste assunto, o que acontecia a sua frente requisitava mais de sua atenção.

– Mas que droga! Essa maldita garota realmente tem uma defesa impenetrável?! – Reclamou o garoto de cabelo negro com vários com angolas no pescoço irritado, sua respiração era ofegante, mas ainda segurava o cabo de sua lâmina negra.

O garoto acenou concordado com seu companheiro de equipe, nem mesmo suas chamas em alto grau puderam ultrapassar sua defesa constituída de partículas gélidas. Ele expirou uma grande quantidade de ar, inchando seu pulmão ao máximo, seu companheiro observou o que o garoto pretendia fazer e se afastou logo em seguida para tomar uma área segura.

Doragon sutairu: Dageki!(Estilo Dragão: Sopro) – O garoto exclamou enquanto o forte vento balançou furiosamente seu cabelo alaranjado, de sua boca uma enorme rajada flamejante disparou em direção ao inimigo.

As estacas gélidas que se encontravam ligadas ao concreto desgastado e destruído ao entrarem ao menor que fosse do calor do golpe do garoto alaranjado começavam imediatamente a derreterem em uma velocidade inumana.

Seu alvo era a garota com os olhos avermelhados sendo cercados de um imenso mar negro, ao redor de seu corpo envolto de um ser azulado que pendendo a ter uma forma humana de um ser com algo comparado ao um capacete oco, em seu interior podia se ver escondido entre a escuridão seus olhos rubros que nem de seu convocador, segurava ameaçadoramente ambas as lâminas que mais se igualavam a facões.

A garota sorriu diante as chamas que se aproximavam rapidamente.

Mesmo ataque faz a brincadeira ficar uma pouco chata. – Disse a pequena garota de cabelo longo de cor azul claro com um pequeno sorriso brotando em seu rosto que exalava uma essência assassina. – Mas vou deixar passar, Styli cuide disso para a pequena Delta, por favor.

Sua voz poderia dar a ela um realmente inocente, digna de uma Lolita... Mas não neste caso.

Styli colocou ambas as lâminas na frente da garota formando um “x” fazendo com que as chamas dragonicas do garoto alaranjado baterem em sua defesa. As chamas continuaram a avançar mesmo após o impacto em Styli, o chão abaixo se chamuscava com tal intensidade que mesmo sendo anteriormente castigado com o fogo tendo derretido o material usado no asfalto poderia ver suas substancias ainda estarem em estado liquido. Então as chamas se dissiparam durante uma intensa disputa que durou somente um minuto.

– Merda, nem mesmo o sopro do dragão, droga Tensei no Soru (Espirito Guerreiro ou também Reencarnação da Alma fortalecida)! – Reclamou o disparador do ataque, as chamas ainda o cercavam como se o tentasse defender, como se tivessem vontade própria.

(Insira aqui: Before I Forget – Slipknot)

Antes que Draig ou Gustavo pudessem formular qualquer pensamento a se tomar contra Delta, um vulto acima da cabeça da garota apareceu diante a lua que atrapalhava identificar quem era o individuo, mas era fácil de perceber uma aura esverdeada que circundava a silhueta junto com algo de formato meia-lua em sua mão direita, a silhueta caia em alta velocidade em direção a cabeça de Styli. Tanto o domador de dragões e o ex-membro da UDDR já percebiam quem era o estranho que avançava contra o imenso guerreiro azulado sem hesitação, ele era o último membro que foi designado a neutralizar Delta.

Apunhale as almas daqueles que são corrompidos Folkutres! — Gritou Arthur envolto da aura esverdeada de Folkutres, a foice da punição.

Tanto a Delta quanto Styli se voltaram para cima fitando o aprendiz de ceifeiro ir a sua direção, os olhos rubros da garota brilhavam intensamente assim como o de seu espectro que estavam escondidos através da escuridão que era o elmo que os escondia. Styli ergue seu braço direito e realiza um corte horizontal pensando que o resultado de seu movimento poderia impedir a investida de Arthur. O garoto ficou surpreso no instante que Delta pode sentir sua presença, ele contava com a distração que Draig o proporcionou com suas chamas para poder ataca-la em seu ponto cego, mas agora era tarde demais para poder desviar ou redirecionar seu golpe.

Muitas das coisas que pessoas em seu estado de adolescência sabem fazer são muitas, mas a mais marcante é improvisar.

É naquele momento Arthur fez exatamente que qualquer outro adolescente sendo pressionado faria.

Seus olhos castanhos percorreram mentalmente o trajeto do movimento que o guerreiro que protegia Delta faria. Ele sorriu discretamente. Arthur girou verticalmente tentando reter sua própria velocidade, era um tiro no escuro, mas o tempo e as opções eram limitados e qualquer plano era aceito. A distancia do aprendiz de ceifeiro em contato com a lâmina azulada de Styli se reduziam a cada segundo, então o garoto se posiciona em noventa graus fazendo com seus pés envoltos pela camada esverdeada da foice entrasse em contato com a espada do guerreiro e em rápidos segundos Arthur estava correndo pela lâmina mortal de Styli, aquela que poderia corta em duas um prédio e congelar um oceano interior apenas com seu contato.

Eu só tenho segundos!” – Exclamou Arthur mentalmente para si mesmo enquanto deu um ligeiro aceno para seus dois colegas de equipe, ambos assentiram com o que o jovem ceifeiro os passou.

Arthur avançou rapidamente em direção ao rosto de Styli empunhando sua foice. Seu cabelo curto era lançado para trás pela força de sua velocidade. O sorriso maníaco de Delta caiu rapidamente quando observava um feito que poucos ou quase ninguém fez. Arthur segurou firmemente o aço que ligava sua foice, ele só precisava de meros segundos, somente segundos para poder ver se realmente a defensa do inimigo era invencível. Ele inspirou todo o ar que podia.

Folkutres: Hangyaku o Shobatsu! (Folkutres: Punição do Renegado) – Gritou o garoto em pleno pulmão quando sua foice fora envolta de uma espessa e densa camada esverdeada.

Seus pés saltaram da lâmina visando cabeça, ele colocou toda sua força naquele golpe, um no qual estava treinando quando viajava para reter informação junto com seu mentor e a figurava mais próxima de um pai. Delta estava tão absorta no garoto foice que não pode perceber outro grito para sua pessoa.

Todoroki: Sen jigoku no honö! (Rugido: Mil chamas infernais) – Exclamou Draig segurando sua corrente flamejante em ambas as mãos, seu olhar era selvagem assim como a de um dragão pronto para enfrentar seu inimigo.

Os olhos rubros de Delta arregalaram-se em surpresa por ver o possuidor das chamas tentar novamente bater contra seu gelo, ela sabia que ele mais que capaz de derretê-los, mas já havia visto que era fútil tentar bater contra Styli, mas a pequena garota de cabelo azulado claro também havia incluído em seu calculo que o ataque do garoto dragão poderia acertar seu companheiro de equipe, algo impensável para ela quando os observou pela primeira vez. Fitava Draig ir a sua direção desviando de todas as estacas que ela poderia criar em seu caso atual, no entanto toda sua pertinência estava escapando de seu ser. Em seguida tudo que ela pode sentir era o fluxo de energia que era usado para manter sua defesa ser lentamente cortada, rapidamente seu olhar foi em direção ao garoto foice e fitou com ligeiro temor a arma curvada tentar atravessar a camada espessa que envolvia todo o corpo de seu guerreiro, um tremor percorreu todo o seu corpo quando sentiu uma presença atrás de si.

Como eu não senti ele antes?”Questionou-se Delta com os olhos abertos virando o rosto para trás, mas era tarde demais, tudo o que viu em seguida era Styli ser envolto de dois braços de concreto enorme, impendido de mover os braços. – “O garoto foice era um chamariz e o garota dragão também!”.

Ela amaldiçoou a si mesma por focar também nos seus atacantes que se esqueceu do terceiro membro do grupo de inimigos. Ela virou o rosto para sua retaguarda, fitando o cabelo negro que se movia diante a brisa.

Magnus sutairu: Chikyü kanshu (Estilo Magnus: Guardião da Terra)– Disse Gustavo com um sorriso no rosto e arfando, atrás de si estava uma enorme golen de concreto que segurava Styli firmemente o impendido de se mover.

Arthur se afasta do guerreiro azulado satisfeito por cumprir parte do plano.

Se isso não funcionar eu juro por tudo que é mais sagrado que eu vou dar um tiro na nuca do Luiz por se deixar se derrotado!” – Resmungava Arthur consigo mesmo arfando e com um pequeno filete de sangue escorrendo pela boca, um dos muitos hematomas que ganhou com as investidas de Delta o que custou na destruição de toda rua.

Draig diminuía a distancia entre ele e Delta, a garota azulada começava a tremer por se deixar cair em armadilha dessas.

O contato era iminente.

O dano já era previsto.

O alaranjado joga ambas as lâminas em direção ao ombro de Styli cravando profundamente em sua defesa azulada, o guerreiro solta o rugido de dor. Delta tenta novamente criar qualquer objeto com seu gelo, mas era em completamente em vão, por alguma razão suas habilidades não seguiam seus comandos. Seus olhos rubros fitavam os olhos castanhos escuros do garoto controlador das chamas, podia se ver uma determinação no garoto assim como em seus companheiros. Ela não entendia, não entendia do por que eles estavam ali, do por que atacar ela sem intenção de mata-la, Delta golpeava pensando em mata-los, mas não eles. Então por que, se eles realmente eram criaturas de outro mundo que tinha um plano de dominar o planeta, então por que não mata-la naquele momento em vez de somente retirar sua defesa absoluta.

Por que...? Perguntou ela em um pequeno sussurro mais para si mesma do outra pessoa.

– Se você realmente acha que estamos aqui para destruir a humanidade... – Proferiu Arthur ainda forçando sua foice na camada protetora que era a aparente “pele” azulada.

–... Se você realmente que estamos aqui para prejudicar pessoas inocentes que não estão relacionadas a esse inferno de guerra... – Disse Gustavo retirando sua lâmina negra de suas costas com sua mão esquerda, uma leve aura preta envolveu seu corpo.

–... Então vamos arrancar essa sua maldita visão distorcida! – Gritou Draig puxando suas duas lâminas com força.

A defesa absoluta de Delta foi rasgada em um movimento violento proporcionado pelo jovem domador de dragões, as trilhas de suas lâminas formaram um “X” que começava de ambos os ombros e terminavam na parte da bacia de Styli em chamas causado a azulada contorceu-se levemente de dor, mas ela ainda mantinha a pouca confiança que lhe restava, sua defesa poderia suportar tal ataque, pois ainda lhe restava energia suficiente para durar um bom tempo na luta. Der repente sua audição captou o som de vidro rachando, ela rapidamente se virar para o caminho do som e fita Arthur de algum modo fazendo com que sua defesa suposta absoluta rachar com a força que o garoto ceifeiro forçava sua foice. Delta levantou o braço direito para facilitar seu controle sobre Styli, mas antes que pudesse mandar qualquer ação para primeiramente liberta-se dos braços do golen do garoto controlador da terra, a azulada sentiu um forte empurrão em vindo de sua retaguarda fazendo com que ela quase deixasse o chão onde pisava, mas felizmente ele conseguiu se fixar no concreto abaixo dos seus pés, ela voltou sua atenção para o lugar da origem da força que a quase jogou para fora de seu escudo, seus olhos rubros arregalaram-se em surpresa quando observava o mesmo garoto que criou a criatura de concreto que no momento aprisionava Styli, forçando sua espada negra contra a camada azulada de sua proteção, os olhos negros de Gustavo a fitavam intensamente como se naquele instante só houvesse somente eles quatros em todo o mundo.

A figura azulada de Styli começava a se deforma devido a falta de energia e o ataques simultâneos que estava sendo alvo. Delta lançou ambos os braços para sua cabeça, a segurando intensamente, seus olhos demonstravam algo comparado à dor e confusão. Então o segundo membro do trio de caça gritou, um grito cheia de angustia e desespero. A forma de Styli se distorceu, sua coloração azulada começou a brilha tão intensamente que poderia se dizer que tal cor era comparada ao branco, seus braços retrocederam para de seu corpo junto com a cabeça. Styli estava ganhando a forma de uma esfera embranquecida.

Que diabos?” – Os três se perguntaram sobre a recém-formada esfera embranquecida.

Gustavo arregalou os olhos em surpresa quando sentiu seus pés serem arrastados para trás pela esfera, ele olhou para seu golen e o fitou ser completamente congelado – algo que ele não esperava acontecer, após vê-lo aguentar Styli por tanto tempo. -. O garoto cerrou os dentes enquanto afundou os pés no concreto tentando ganhar algo para se apoiar. Arthur usava toda sua força assim como sua energia para poder permanecer no ar enquanto forçava sua lâmina curvada para penetrar na defesa reforçada da Lolita, mas para sua infelicidade sua determinação era falha. Draig segurava-se diante a esfera branca a sua frente que fazia o que todo o ar o empurrasse para trás lançando-o para longe dela, suas lâminas caídas em ambos os seus lados com as chamas ainda acessas, mas que demonstravam sinais de se extinguirem a qualquer momento por causa da baixa temperatura que assoalhou os três garotos, o alaranjado fechou o punho reunido o que lhe restava das chamas dragonicas que ainda podia produzir, ele não sabia o quanto lhe restava pelo longo tempo em que se encontrava para enfrentando Delta, mas pedia aos céus por ter o suficiente. Ele fechou os olhos enquanto sentia o calor ser criado em seu punho direito, mas deixou uma carranca aparecer em seu rosto ao sentir que somente havia uma pequena chama ao redor de seu punho que mais se assemelhava as chamas de uma pequena tocha.

Doragon, se você estiver me ouvindo neste momento, eu preciso de sua ajuda.” – Pediu o alaranjado ao perceber que sua força sem a ajuda de sua alma não era o suficiente para sua situação.

Ele sentiu o calor se espalhar todos os cantos de seu corpo como se fosse um grande manto que o rodeava interiormente.

Draig deixou um pequeno sorriso nascer em seus lábios como formar de agradecer seu inquilino.

– Vamos leva-la para baixo agora! – Gritou o alaranjado para seus dois companheiros

– Yah! Eu só estava esperando por isso! – Exclamou Gustavo em respostas em um tom zombeteiro.

– Nós deveríamos ter feito isso quando tudo começou! – Respondeu Arthur.

Draig alargou o sorriso em seu rosto enquanto erguia seu punho direito com as chamas internas em cor avermelhada, seus olhos tomaram a coloração rubra com as pupilas em fenda como as de um dragão por meros segundos até voltarem ao normal.

Doragon sutairu: Jigoku no batsu! (Estilo Dragão: Punição do Inferno) /Magnus sutairu: Gaia no hason! (Estilo Magnus: Corrupção de Gaia) /Folkutres: Rakka tenshi! (Folkutres: Queda do Anjo)– Os três gritaram em uníssono.

A figura dos três se resumia em simples borrões coloridos, como três chamas ardentes que avançavam pressionando contra a esfera branca. A pressão que as forças conjuntas dos três aprendizes de Reis resultavam em uma enorme cratera abaixo de seus pés. Os vidros dos estabelecimentos se partiam em um grande estrondo, os cacos do material afiado caiam no chão espalhando o vidro por todos os lados. Uma ventania tão forte que qualquer pessoa que pudesse observar a cena poderia adivinhar que um tufão passava pelo local de forma assustadora, os postes eram arrancados do concreto pela força do vento. Em seguida tudo se resumiu á um clarão embranquecido que poderia cegar qualquer um.

Em suas mentes, os três garotos suplicavam que seu ataque em conjunto fosse o suficiente para mandar a baixo Delta, caso contrario eles definitivamente não poderia comer sua preciosa pizza.

Pizza é o alimento dos Deuses!

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Claramente qualquer pessoa que passasse pela aquela rua teria um olhar incrédulo em seu rosto ao observar tamanho dano causado.

Crateras no concreto e nas paredes dos estabelecimentos. Marcas negras de carbonização diante a grande carga elétrica gerada por algo espalhadas em todos os cantos, o dando eletromagnético era tanto que nem mesmo energia elétrica corria mais pelas linhas de abastecimento para aquele setor. Sinais de cortes em muitos lugares, principalmente nas paredes e no concreto.

No meio da rua se encontrava um garoto arfando pesadamente, tentando recuperar o máximo de ar possível para seus pulmões, pelo canto de sua boca escorria sangue assim como sua testa, um de seus olhos estava fechando por causa da súbita dor de ter seu corpo sendo socado pelo punho inimigo. Ele limpou o liquido vermelho com as costas das mãos para em seguida cuspi o resto que ainda residia no interior de sua boca.

Tikie voltou seu olhar para Omega que estava em um embate furioso entre punhos contra Allan.

O mais próximo que pode se aproximar dele é o Allan no requisito força, mas ele perde pela velocidade absurda que aquele cara tem para um tamanho daqueles.” – Analisa o garoto elétrico enquanto tentava ignorar a dor de seu corpo.

Um distúrbio no ar passou pelo garoto vindo de outra direção, apontava para o lugar onde o grupo de Draig, Gustavo e Arthur se encontravam, o distúrbio no ar era produzido pela força exercida pelos três para logo em seguida sentir leve tremor aparecer, mas era tão fraco que não fizera muito efeito para qualquer um ali presente.

Tikie tentou voltar seu olhar para direção do distúrbio para logo em seguida ter seu rosto contorcido em dor.

– Merda... Devo ter quebrado algumas costelas com o ultimo soco dele. – Disse para si mesmo criando uma careta de dor quando tocava em sua costela esquerda.

Der repente Yuki aterrissa ao seu lado, seu estado também não era as das melhores comparadas a de Tikie. O manto amarelado ainda se encontrava ativo e sua relíquia sendo segurada firmemente na mão direita.

– Acho que quebrei meu braço esquerdo, então cale a boca Tikie. – Disse Yuki enquanto arfava pesadamente com o braço esquerdo pendendo para o lado sem sinal de vida.

– Tsk. Como diabos vamos vencer se ele é rápido o suficiente para defender os seus ataques, resistentes o suficiente para aguentar meus golpes e forte o suficiente para conseguir chutar a bunda do Allan no corpo a corpo? –Perguntou o possuidor da Mangetsu para o portador de Excalibur.

Antes que Yuki pudesse responder a pergunta de seu amigo uma forte rajada de ar veio da direção onde Allan e Omega lutavam furiosamente, os dois ergueram os braços para se protegerem dos escombros que estavam sendo lançados pela força do ar. Yuki abaixou os braços para ter o vislumbre de seu companheiro de equipe afundando no concreto enquanto o membro do grupo de caça estava encima dele com um soco plantando onde provavelmente estava o corpo de Allan.

Diferente dos três jovens Reis presentes ali, Omega nem sequer suava pela intensa batalha que travava com o grupo. Seu colete junto com a camisa azulada que estava debaixo da mesma se fora há muito tempo deixando a visão do corpo do homem, tudo o que se podia ver eram somente músculos e mais músculos, o rosto continuava impassível diante ao provável perigo a sua frente. Seus olhos castanhos frios que brilhavam na determinação distorcida de seu objetivo se se fixaram nos outros garotos restantes que se encontravam a pés de distancia de si.

Devo priorizar o garoto veloz, sendo assim minhas taxas de vencer o elétrico são exatamente 95% de chances.” – Omega analisou em sua visão milhares de cálculos se estendiam até onde seus olhos podiam ver, seu cérebro era um computador ambulante, então se aviso algum ele avança rapidamente, fazendo com que ambos Tikie e Yuki ampliassem os olhos. – “Distancia: 9 metros, Rotas de fugas: 3, calculando taxa de sucesso....: 97,6% de chances para o sucesso da abordagem, priorizar alvo número 7.”

A velocidade de Omega era desumana, antes mesmo que Yuki ou Tikie pudessem pensar em se mover o inimigo gigante já se encontrava no meio dos dois. Os olhos dos garotos expressavam sua total surpresa e horror, ainda mais do portador da Excalibur ao percebe o punho fechado de Omega indo a sua direção, seus músculos não respondiam aos comandos enviados pelo cérebro para se descolar o mais rápido possível daquele lugar. Tikie puxava com a sua mão direita lâmina que era quase o seu próprio tamanho de suas costas, as ataduras que envolviam a espada se soltavam lentamente em sua visão aguçada, tentava a todo custo acumular eletricidade em seu punho esquerdo para pedindo a tudo que era divino para reunir energia o mais rápido possível, seus olhos negros seguiam a mão fechada em um punho de Omega em direção ao amigo de cabelo castanho claro.

Tudo se movia em câmera lenta, em suas mentes somente uma única palavra dominava em seu ser.

Maldição

Vamos, vamos, vamos, vamos se mexe! Droga! Não consigo me mexer e ele esta muito perto para pode me esquivar.” – Amaldiçoou-se Yuki quando comprovava que literalmente que esta em sérios apuros, Tikie não poderia acumular energia em um curto período de tempo e ele não poderia usar sua velocidade para se esquivar ao ver que todas as suas rotas de fuga resultaram a zero, foi então que algo piscou em sua mente. – “Droga, isso é arriscado, mas eu não tenho tempo pra pensar nisso agora, é tudo ou nada!”.

Os cálculos de Omega eram absolutos, eles eram feito de tal maneira que mesmo supor um mínimo erro seria considerado um pecado, nem mesmo o mais avançado computador criado poderia se igualar ao cérebro do homem barbudo que era Omega.

Não havia erro, ele iria acertar Yuki com toda a força corrompendo seus ossos e órgãos, a força exercida em seu punho em conjunto com sua velocidade, postura e a física iriam sem margens de erro criar várias hemorragias internas, comprometer o pulmão direito, o fígado e os rins, os ossos do tórax iriam perfurar o pulmão esquerdo, o resultado seria morte fatal em 02,000 segundos e caso sobreviva não aguentaria as três paradas cardíacas seguidas pela falta de sangue.

Mas Omega descobriu que nada era perfeito e muito menos seus cálculos.

O punho que iria colidir em exatos um segundo e meio nunca chegou ao seu destino.

Pois o alvo já não jazia naquele lugar.

Os olhos do homem se arregalaram ao percebe que o seu erro e tudo o que ele sentiu em seguida foi à dor alucinante em suas costelas e o ouviu o som crepitante atrás de si.

Mangetsu sutairu: Sen karasu no ken! (Punho dos mil corvos)! – Gritou Tikie enquanto o som de crepitar em seu punho direito ia em direção as costelas de Omega.

O soco acertou e lançou o homem azulado em direção ao prédio mais próximo fazendo-o quebrar as paredes do estabelecimento e seguiu o mesmo ritmo até ter acertado oito paredes de cimento.

Tikie abaixou o punho e o som elétrico cessou, ele ofegava por causa da enorme concentração que foi usada para puxar tanta energia para seu punho em menos de um segundo, o garoto suspirou logo ao percebe que seus batimentos cardíacos voltaram ao normal, o eletrocomaster olhou ao seu redor a procurar de Yuki, mas nem não havia sinal algum do garoto como se ele se tele portado.

Der repente ao seu lado um pequeno brilho amarelado começou a surgi e inexplicavelmente revelou Yuki e Allan que por alguma obra divina ainda estava consciente mesmo depois de enfrentar de punhos nus Omega e sua força monstruosa.

Tikie arqueou uma sobrancelha.

– Mais o que...? Essa é nova Yuki. – Comentou Tikie enquanto empunhava Mangetsu com sua mão direita.

Yuki puxava tanto ar quanto possível para si enquanto Allan cambaleava ao tentar permanecer em pé, gotas de suor lhe escorriam pela testa, talvez seja o efeito de lutar diretamente contra Omega.

– Eu ainda não acredito que funcionou... – Disse Yuki em um sussurro quase inaudível. – Isso se chama Shinsei kötei (Passo Divino), algo que vim trabalhando há algumas semanas, mas ainda tenho muita limitação como só se teletransportar a curtas distanciais ou em locais onde Excalibur fica e também drena muita de minha energia.

– Merda... Esse cara é feito do que? Adamantium? – Perguntou Allan tossindo um pouco de sangue de sua boca pelos danos internos feitos por Omega.

Se não fosse o fato que estavam em uma luta contra um ser que aguenta força suficiente para explodir metade de Kyoto, tanto Yuki e Tikie poderiam rir da ironia feita por Allan.

Mas bem, ainda é irônico, só não há espaço para rir.

– E agora? Todos os nossos ataques não derrubam ele, seu corpo parece ser resistente o suficiente para nós aguentar. – Disse Yuki logo após conseguir retomar as respirações e ignorando algumas fraturas e dores musculares.

O lugar foi inundando por um curto silêncio quase agradável – tirando o fato que Omega ainda não voltou o que deixava o clima apreensivo – para então der repente o garoto elétrico pular ligeiramente em surpresa e ter uma forte vontade de se socar em alguma parede por não ter pensando neste esquema mais cedo.

– Ei Yuki, Allan eu tenho uma ideia. – Disse Tikie retirando uma moeda de uma cor cinza forte, não havia qualquer figura que ilustrava as moedas normais era somente uma pequena ficha do tamanho de uma moeda.

Um suor correu pela testa de ambos os companheiros.

– Uma moeda? Sério? Será que ele te bateu tão mal assim? – Questionou o possuidor de Asura irritado com a provável estupidez do elétrico.

Uma veia estalou na testa do garoto de cabelo laranja/azulado, respirando fundo ele retomou a calma.

– Se lembra do fato que eu não podia usar o Railgun(Canhão Elétrico) ? – Pergunta o garoto tendo o aceno dos dois garotos.

– Pelo fato que o metal não aguentava a carga elétrica e derretia, mas essa pequena ficha aqui não é feito de metal normal porque foi Sarah quem o fez partir do seu controle sobre o metal.

Tanto o garoto irmão de Rafaela quanto o amigo de longa data de Draig ampliaram os olhos depois de entender a explicação do garoto elétrico. Os dois sabiam o dano de um simples Railgun poderia fazer em curto alcance, mas era reduzido pelo fato que o metal não aguentava a potencia elétrica que Tikie descarregava na moeda, mesmo a mais baixa delas reduziria sua força e também desfiguraria o metal antes mesmo que acertasse o seu alvo. Mas eles também conheciam as habilidades sobre-humanas sobre o magnetismo – também pela super força monstruosa, mas isso fica para outra hora -, metal tão denso e duradouro que mesmo sendo jogado ao sol levaria dez anos ou mais para derretê-lo.

Seria como ditado diz “mamão com açúcar” para usar uma Railgun, certo?

– Mas eu preciso de uma distração, sabemos que se eu acerta os braços dele o ataque não vai funcionar pois estranhamente eles absorvem minha 80% da minha eletricidade... – Tikie poderia ter continuada sua analise se não fosse interrompido por uma súbita pressão de energia vinda de dentro da cratera.

Um pequeno brilho embranquecido apareceu diante as dezenas de buracos feitos pela colisão de Omega. Todos se viraram para a escuridão do buraco para visualizar melhor o minúsculo ponto que aumentava rapidamente.

Maximum Cannon!(Canhão Máximo) – Gritou uma voz rouca de dentro do buraco.

O feixe aumentou drasticamente a ponto de ser o triplo do tamanho dos garotos que estava diante ao buraco aberto, as paredes eram destruídas antes de entrarem em contato com tal energia fazendo com que o dano já feito se multiplica rapidamente.

Rapidamente os três garotos saíram do caminho do tiro fazendo com que Tikie fosse para um lado e Yuki e Allan para outro. Assim que o tiro saiu do complexo de edifícios ele rasgou o concreto da calçada e derreteu o material do asfalto fazendo um monstruoso rastro de destruição. O golpe somente cessou logo após explodir a pequena loja enfrente ao lugar de onde Omega foi jogado.

– Mer...! – Antes que o garoto azulado pudesse terminar sua maldição para si mesmo ele sentiu algo em suas costas.

Maximum Impact!(Impacto Máximo) – Gritou Omega acertando um soco no topo da cabeça de Tikie, o afundando no chão criando uma pequena depressão.

Yuki alargou seus olhos ao puder fitar o que realmente aconteceu. O braço direito de Omega havia se transformando em um canhão cibernético que de alguma maneira poderia disparar esferas de energia do triplo do seu tamanho – o tamanho de Omega já era grande o suficiente – e um piscar de olhos ele já estava atrás de Tikie com o braço em forma normal novamente e o golpeando com um soco mais pesado com que usava contra Allan. O portador da lâmina Excalibur estava em transe e tremendo ligeiramente, aquela não era a força que estava usando contra eles a minutos atrás.

De onde havia tirado tanta força? Seria se segurando contra eles por uma ordem? Ou somente estava brincando com sua presa como animais de sede de sangue fariam normalmente?

Os pensamentos de Hikaten Yuki foram quebrados por um gemido de dor vindo do seu lado, o garoto virou sua cabeça para ver Allan esforçando-se para ficar em pé aparentemente ignorando os ossos trincados, músculos doloridos e fadiga extrema.

– Yuki, vá ver ser o maldito do Tikie ainda pode se levantar. – Allan disse quando conseguiu ficar em pé, respirando algumas vezes para poder se acalmar Yuki o mandava um olhar confuso e preocupado – Eu vou segurar Omega tempo o suficiente para vocês se preparem.

O Hikaten somente pode suspirar perante o pedido de seu colega. Ele estava certo, os ataques deles eram inúteis e talvez Tikie tivesse a solução para os problemas.

Ele só podia se segurar na força de vontade de Allan no momento.

O garoto portador de Asura nem precisava se virar para perceber que Yuki já havia indo em direção a Tikie caído para verificar se ele ainda podia operar naquele momento. Seus olhos se voltaram para o grande homem que também o estava fitando intensamente. Allan não era insensível o suficiente para perceber que o nível de Enaji(Energia Rei) nele havia aumentando drasticamente a ponto de poder rivalizar com Sarah e isso não o dava muitas opções de batalha contra Omega.

O garoto suspirou em cansaço. Claro que quando eles debateram tal missão na mansão Kuroi parecia ser altamente confiável e fácil, mas parecia que uma força divina não gostou muito de tal pensamento e jogou toda droga no ventilador.

Parece que vou ter que usar aquilo, pronto Asura?” ­– Perguntou o jovem em sua mente ao seu companheiro de nascimento.

Bleh, você me conhece grande saco de pancada, não é um cara grande que pode me parar, ninguém ira parar ASURA!”­– Gritou o ser em seu interior em um momento de autoglorificação.

Um suor desce pelo canto de sua testa.

Muitos não iam acreditar que um dos oito Deuses da mitologia Hindu-budista seria um tanto idiota fascinado por lutas contra seres de “igual” divindade.

– Bem, vamos começar. – Sussurrou para si mesmo colocando-se em uma ofensiva.

Allan fechou os olhos para total concentração. Ele precisava concentrar o máximo de Enaji no momento para usar seu movimento supremo.

O ar em sua volta lentamente começou a ficar pesado, rachaduras apareciam abaixo de seus pés, ao redor de Allan um brilho azulado circulava.

Ele sentia a energia universal que todos os seres do mundo detinham, da grande a menor escala. Enchia cada parte de seu corpo como um jarro de agua sendo preenchido gradativamente.

Aquela era o momento. O movimento que estava trabalhando há três semanas sem pausa ou descanso, tanto ele quanto Asura levaram-se a níveis de exaustão quase desumanos para usa-lo, mesmo tendo conseguido eles somente tinha um único tiro.

Ele não perderia este tiro por nada.

Asura sutairu:Nikushimi no Kahõ! (Estilo Asura: Libertação do ódio) – Gritou Allan para os céus com toda a força que seus pulmões poderiam reunir.

(Insira aqui: Hero – Skillet)

O Enaji que rodeava em um formato circundante ao seu redor disparou para o céu, criando em consequência um enorme buraco entre as nuvens dividindo-as somente com sua energia Asura.

As mudanças físicas eram nítidas para qualquer pessoa percebe, os cabelos castanhos antes caídos e lisos se encontravam intrigando todas as leis da física e da gravidade eles balançavam para cima pela força da brisa em conjunto com a explosão de Enaji de seu corpo, seus olhos antes castanhos agora eram simplesmente brancos, um branco brilhante, não existia mais pupila ou íris, tudo se resumia somente ao branco brilhante que saia de seus olhos, marcas entre seus olhos também eram visíveis, traçavam o caminho que começava desde sua testa e desciam pelos olhos e terminavam logo abaixo de seu queixo. Agora seus braços eram nítidos por causa do intenso brilho avermelhando que exalava deles, a massa muscular de ambos os braços expandiu-se fortemente, a cor acinzentada agora era divida com inúmeras marcas que brilhavam intensamente em uma aura amarelada como tatuagens tribais.

Aquele era seu modo Asura, o poder do Deus Hindu-budista da personificação do ódio.

“Lembre-se pequeno saco de pancada, três minutos, é tudo que eu posso e seu corpo pode aguentar depois disso você vai se partir em pedaços.” ­ – Advertiu Asura em sua mente com sua voz estridente com um ligeiro tom de excitação.

Blah, Asuras eram conhecidos por sempre querer travar batalhas em todo caso.

No lado exterior de Omega mostrava que ele estava totalmente calmo diante ao poder recém-despertado de Allan, como se ainda estivesse sobre o controle da situação e que Allan era simplesmente um pequeno incomodo diante dele, mas seu interior era algo totalmente diferente de seu exterior, pensamentos e mais pensamentos corroíam cada centímetro de sua mente tentando achar uma base concreta sobre o acontecimento que seus olhos testemunhavam. Era massa de Enaji tão forte que cortou as nuvens do céu e agora triplicou suas reservas de energia e curou maior parte de seus ferimentos.

E em uma fracção de segundos a silhueta do garoto desapareceu de visão rapidamente o fazendo abrir mais os olhos diante a sua incrível velocidade.

Sua atual velocidade não se compara ao garoto amarelado, mas é surpreendente ele se locomover assim”. – Analisou o grande homem de cabelo castanho escuro, sem sombras de duvidas que agora ele teria que levar Allan a sério caso queria alguma chance.

Como um lampejo de puro instinto Omega ergueu seu braço direito com a súbita vontade de defender seu rosto de algo e tal razão desconhecida foi revelada ao percebe que Allan já estava ao seu lado com o punho esquerdo cerrando com grande pressão. Ele pode sentir cada musculo, cada osso, cada parte simbiótica de seu ser estremecer violentamente com o simples golpe do garoto Asura, a sensação era como ser atropelado por trinta caminhões do peso de setenta toneladas cada um. Omega rapidamente ignora a dor latente em seu braço direito e cerra o punho esquerdo com força, afundando sua perna esquerda profundamente no concreto rachado para ganhar impulso e acrescentar ainda mais dano que seu golpe poderia exercer com somente sua energia.

Maximum Impact! – Gritou Omega efetuando um soco com Enaji em seu punho esquerdo que se aproximava perigosamente em direção ao tronco de Allan.

Ken sai!(Punho Rinoceronte) – Exclama Allan usando seu braço direito incrementado de Enaji, para os mais sensíveis em detectar energia poderia se ver um grande rinoceronte logo atrás do garoto de cabelo castanhos espetado correndo em direção a Omega furiosamente.

Ambos os golpes se colidem brutalmente causando uma cratera abaixo de seus pés, tal força que por meros segundos quebrou as leis da física fazendo com que partes do concreto despedaçado flutuassem por meros segundos.

A força do impacto faz com que tanto Allan quanto Omega se arrastassem centímetros um do outro, podia-se ver uma pequena fumaça transparente que saiam dos punhos dos dois lutadores sendo resultado da colisão.

Rapidamente Omega retoma seus passos avançando furiosamente contra Allan, seu punho direito indo em direção ao gosto do garoto Asura em velocidade que olhos humanos não poderiam seguir, mas Allan não era um humano comum. O garoto não precisava de sua visão para sentir o punho de Omega ir em direção a seu rosto, ele podia sentir o seu redor como se fosse seu espaço pessoal, um campo de visão que se estendia até metade de todo local onde tratavam a luta. Tal habilidade que somente aqueles ensinados ao caminho Asura poderiam usar, estilo de batalha que aumentava força, velocidade, resistência e maior reserva de Enaji, tais pessoas que tomam o estilo Asura que são permitidos usar uma pequena fracção do poder divino de tal divindade, mas não tanto quanto Allan, pois o garoto tem em sua própria posse os braços do Deus Asura e também a própria entidade dentro de seu corpo como alma-companheira. O garoto poderia ser considerado o mestre em tal arte em fase tão jovem.

Allan podia sentir a rota que o punho de Omega iria trançar, então o garoto somente pendeu sua cabeça para a esquerda fazendo com que o golpe inimigo passasse por centímetros de seu rosto

(Parem a musica)

Enquanto Allan mantinha o segundo integrante do Trio de Caça ocupado, Yuki vasculhava a cratera onde Omega afundou o garoto elétrico.

Se o portador de Excalibur já não tivesse visto a maioria das coisas que os seres humanos rotulariam como impossível, ele estaria cético que Tikie ainda respirava logo após sofrer tal dano a ponto de afundar em uma pequena depressão.

Mas o destino em um palhaço considerando que o próprio garoto elétrico ainda estava respirando e divagando por causa do golpe.

– Bleh... Ai não garotas... Wow... – Sussurra o Ikaningu para si mesmo com um pequeno filete de baba escorrendo pelo canto da boca.

Uma gota de suor escorreu pela lateral do rosto do Hikaten. Se Yuki não o conhecesse a bastante tempo ele diria que Tikie seria um pervertido de armário.

Espera, ele é!” – O garoto Hikaten espalmou o rosto com tal confirmação. – “Às vezes penso se ele não ter uma Turner é uma coisa boa, caso contrario eu teria pena de tal pessoa”.

Em uma pequena sala fechada dentro de uma instalação submersa, uma garota de cabelo branco curto espirrou para em seguida sentir um arrepio pela sua espinha dorsal, um pressagio de má sorte.

O Hikaten sem escolha adentra a pequena depressão caindo ao lado do companheiro de grupo, mas o suor ainda escorria pelo canto do rosto quando ele podia ouvir a frágil ilusão de Tikie aumentar cada vez mais.

– Ei! Tikie! Levanta dai! – Exclamou o garoto de cabelo castanho para o companheiro azulado.

O Ikaningu não respondeu.

– Acorde dai seu maldito pervertido!

Sem resposta. Uma veia estalou na testa de Yuki.

Então uma ideia passou pelo cérebro brilhante de Hikaten Yuki, uma tática secreta que todo ser de libido ilícito não tremeria em suas bases e farias seus olhos ampliarem em terror.

– Ei Tikie! Se não levantar essa sua maldita bunda dai eu vou queimar todas as suas revistas e mangas Doujinshins!

A resposta foi instantânea, o garoto de cabelo azulado em uma fracção de segundos já se encontrava de pé e em guarda segurando o cabo de Mangetsu a procura de inimigos, seus olhos castanhos percorriam cada centímetro do local onde estava como se tentasse olhar o alvo que havia ameaçado seus preciosos tesouros.

Yuki somente ficou parado com o rosto ilegível enquanto observava a ação repentina do amigo ao ouvir seus mangás adultos sobre forte ameaça, como se ele deixasse de lado o local onde estavam e também de sua situação.

O garoto Hikuten ainda se perguntava como ele ainda era amigo de Tikie.

Mas aquela não era hora para se arrepender de ações passadas, ele precisava da ajuda do garoto elétrico para talvez bater Omega para baixo definitivamente.

– Deixe de pensar em suas malditas revistas indecentes por um momento agora Tikie, Allan está aguentando o máximo que pode contra Omega, agora se apresse temos que acabar com isso agora! Caso contrario vamos morrer e possivelmente todo mundo também!

O semblante do rosto de Tikie ficou sério, os olhos castanhos transmitiam total serenidade e concentração, algo que não é visto em muitos jovens de ambos os mundos, aqueles eram olhos de um homem que viu as piores situações que a vida poderia lhe mostra. O olhar solitário que um jovem que viveu a infância sofrida depois de perde ambos os pais. O olhar daquele que lutou para sobreviver em um mundo onde somente os mais fortes eram que predominavam.

Aqueles eram os olhos de alguém que há muito tempo havia perdido sua vida e lhe restava somente um casco. O mesmo olhar que Yuki compartilhava com seu colega e amigo de longa data desde que se juntaram e tornaram-se líderes dos Plebeus.

O Ikaningu pressionou fortemente o cabo de sua espada como se tentasse pedir alguma ajuda de sua alma companheira.

Deixe de ser tão sentimental moleque, essas emoções ainda me dão um nojo.”

Ah, sim. Lá estava ela, a voz de Mangetsu, a Raposa da Tormeta.

Sua alma companheira de algum modo.

Ainda continua a mesma bola de pelo chato de sempre, Mangetsu” – Retrucou Tikie ainda sem mudar a expressão seria de seu rosto.

Ele fechou os olhos por um único momento para em seguida abri-los novamente e observar que ele não estava mais dentro de uma cratera, nem mesmo em Sora ele não estava mais. O lugar era completamente dominando pela escuridão, não existia chão, mas Tikie ainda podia sentir seus pés se firmarem em contato com algo físico para permanecer ereto, em sua frente estava uma enorme raposa azulada, suas nove caudas balançavam calmamente em direções aleatórias, podia-se ver pequenos choques quando algumas de suas caudas chegavam perto da outra. Os olhos vermelhos da gigantesca raposa repousaram nos castanhos do garoto elétrico.

Oh, faz um tempo desde que você veio aqui garoto, veio me ver antes morrer para esse cara meio-maquina? – Disse Mangetsu enquanto repousava sua cabeça entre as mãos cruzadas.

– Meio maquina? – Repetiu o Ikaningu em confusão, claro ele sabia que havia algo errado com Omega, mas ele pensava que seria a sensação de sentir Enaji vindo dele.

Mangetsu grunhiu em resposta a breve estupidez de seu portador, ele ainda se perguntava como inferno ele havia se tornando a alma companheira de Tikie. Mangetsu era uma das nove criaturas da perdição, temida pelo Primeiro Mundo, a segunda mais forte depois da maldita criatura que uma vez em acesso de raiva criou uma explosão no universo e criou o sol.

Merda, os únicos que podiam contra aquilo seria ele e Ragnarok.

Você ainda percebeu garoto estupido? – Uma veia saltou na cabeça do garoto de cabelo castanho. – Ele tem um núcleo assim como você, mas não usa normalmente, é um núcleo artificial criado a partir do nosso mundo, mas seu controle é ruim para poder recorrer a maquinas que viraram parte do seu corpo aparentemente.

– Ou seja, ele usa sua Enaji em conjunto com parte biônica dele para criar ataques como aquele maldito canhão e também pode usa-los para melhorar seu corpo como fazemos?

Ele ganhou um aceno de cabeça positiva em reposta.

Ele pode reforçar seu corpo, mas há uma parte do seu corpo que é completamente desprotegida, o lugar onde fica seu núcleo artificial, o seu estomago. – Informou a grande raposa azulada em um tom sério, ele havia observado que Omega protegia tal área a todo custo quando Allan investia seus punhos contra ele.

Tikie acenou expressando estar de acordo com a ideia de sua espada.

– Então parece que teremos que trabalhar junto e não somente me deixa a sorte, Mangetsu. – Apontou Tikie a raposa que cerrou os olhos.

Não que ele estava desconfortável com a situação, mas em sua maior parte ele se sentia bastante preguiçoso, talvez seja algo que ganhou ao passar dos anos de existência e trabalhar junto com o garoto mesmo que não seja em um nível para ambos terem total concentração, mas somente para regular o nível de Enaji que ambos iram usar.

Você é tão sortudo por eu ser sua alma companheira moleque, caso contrario você já estaria morto.

Ignorando os insultos de seu companheiro peludo, Tikie voltou sua atenção de volta ao mundo real. O som silêncio de sua mente foi substituído pelos sonoros punhos de Omega e Allan se chocando freneticamente assim como o som de asfalto se partindo, concreto sendo destruído entre outros. Abrindo os olhos lentamente podia-se ver que as pupilas antes normais do garoto azulado agora tinha uma forma de fenda negra, os olhos permaneciam com a cor castanha normal, o cabelo azul se enrijecia ligeiramente enquanto faíscas eram visíveis estalando pelo corpo do garoto elétrico. Então é um único movimento, Tikie retirou o cutelo de suas costas que a metade do caminho desfez as amarras de fitas brancas revelando uma grande lâmina de açougueiro tendo sua lamina uma cor negra em sua maior parte do metal e um embranquecido em sua borda do lado direito, as faíscas elétricas estalavam pelo metal.

Yuki não precisou de uma palavra do seu amigo controlador elétrico para perceber que ele já estava se preparando para atacar, então sem pensar duas vezes o garoto coberto pelo manto amarelado que tinha um kanji em negro escrito HIKARI em suas costas pulou para fora da pequena cratera.

– Allan! – Gritou Yuki chamando a voz do companheiro que estava em frenesi contra o inimigo.

O garoto Asura somente ouviu seu nome ser gritado por Yuki que ele entendeu a mensagem então desviando de soco com a mão direita que ao passar do tempo Allan descobriu que era bastante potente e se defender de um soco de esquerda usando o antebraço, se ele não fosse reforçando com Enaji Asura o garoto poderia jurar que tal soco partiria seu braço em dois. Seus olhos se alargaram com o aumento de pressão que Omega forçava em seu braço esquerdo, talvez seja por que ele havia pego Yuki gritando seu nome ou por causa para acabar rapidamente a pequena luta de punhos que ambos lutavam, Allan não saberia por que agora seu cérebro se fechou para pensamentos mais racionais e que toda sua concentração estava naquela batalha.

Firmando os pés no chão com tanta força que eles cravaram-se no concreto, o dente cerrado em sinal de grande esforço para se igualar contra o inimigo robusto, todo seu corpo implorava por qualquer tipo de descanso, os ossos dos braços mais se assemelhavam a gravetos finos e secos, os músculos doloridos chegaram a tal ponto que qualquer outro movimento forçado eles poderia explodir com a pressão exercida, haviam quase três costelas quebradas e duas trincadas, o pulmão devia ter levado algum dano pelo fato que o ar que Allan tentava exalar tal desesperadamente estava começando a ficar difícil de exercer.

Vamos lá moleque seu maldito saco de carne, você realmente acha que pode ser digno de minha força sem ao menos se aguentar contra um brinquedo desses? VAMOS MOELQUE!”

As palavras de Asura ecoavam e acertava cada canto de sua mente como um combustível volátil fazendo com que cada parte de seu corpo começasse a exalar energia Asura que tomava uma coloração amarelada escura.

– GRAAAAAAHH!

E com um grito de determinação, impulsionado todos os centímetros de músculos e cada gota de energia que lhe restava, Allan empurrou Omega para trás fazendo com que o grande hibrido de humano-androide alargar os olhos por ser pego de surpresa pelo impulso de força repentina. Omega fora lançado a poucos centímetros de onde estava, mas abaixo de seus pés podia-se ver um rastro marcado no asfalto que indicava que o homem musculoso havia plantado seus pés profundamente no concreto.

Merda, merda, merda, eu usei tudo o que eu tinha! Agora não sobrou nada e posso ter certeza que dentro de alguns minutos eu vou desmaiar!” – Gritou o jovem guerreiro Asura em sua mente tentando em vão ter qualquer movimento dos braços que agora estavam flácidos e sem vida.

– Você fez bem garoto... – Disse Omega apontando seu braço direito que der repente transformou-se em um canhão de cor prateada. -... Mas tudo acaba aqui! Maximum Cannon( Canhão Maximo)!

Antes que as partículas de energia se juntassem no centro oco do canhão algo passou como um flash diante dos olhos calculistas de Omega, o homem piscou duas vezes para em seguida observa que ele somente tinha a metade de seu braço sendo que do cotovelo para cima já não jazia mais, as pequenas faíscas escapavam dos cabos conectores dos nervos, os olhos castanhos se voltaram para o chão fitando o membro amputado tendo em seus dedos algumas pequenas convulsões nervosas até parou.

A informação estava processando no cérebro de Omega até que ele se voltou para o recém-chegado que a alguns metros do seu lado direito, o brilho amarelado era algo inconfundível, a lâmina de aço acinzentado refletia a iluminação natural da lua junto com a fonte de luz amarela que seu possuidor emanava.

Aquele era Yuki Hikuten, o detentor da espada sagrada chamada Excalibur.

Foi então que o bit de informação bateu fundo no cérebro do grande integrante do Grupo De Caça da UDDR.

Aquele garoto, cortou meu braço e uma fracção de milissegundos...” – Foi então que o sensor de Omega apitou em sua mente e seus olhos se voltaram para a sua esquerda, onde várias onde elétricas saiam da pequena cratera que ele havia feito após te aparentemente incapacitado o garoto electromaster. – “Eu tenho que pensar em um plano de fuga rapidamente, sem meu braço canhão minha ofensiva subtrai muito.”.

Omega não pode continuar suas linhas de pensamentos até sentir todo seu corpo paralisado, os olhos ampliaram-se de surpresa, parecia que todas as ligações nervosas humanas robóticas haviam congelado e somente seus olhos podiam lidar com as ordens de seu cérebro. Uma fina camada de energia vermelha sai dos poros de braço que lhe restava, então em meros segundos seus olhos se voltaram para o garoto Asura que tinha um pequeno sorriso de satisfação no rosto enquanto os olhos expressavam o total desgaste que seu corpo passava.

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Então aquele ataque súbito de energia não foi somente para me afastar, ele afetou minhas ligações nervosas!”

Allan arregalou os olhos ao perceber que o efeito de sua energia estava passando mais rápido que deveria de sua visão era possível observa alguns de seus dedos do braço restante ter pequenos espasmos de movimento. Era tecnicamente impossível Omega poder ter se livrado tão rapidamente de sua paralisia, ele tinha certeza que seu golpe compraria tempo o suficiente para Tikie poder preparar seu golpe, mas parecia que havia alguém lá encima com um senso de humor muito distorcido para deixar um inimigo que mesmo sem um dos braços ainda tinha a possibilidade de mata-los.

Maldito seja essa cadela Kami! Onde diabos está Tikie é essa merda de Railgun! Omega já esta se livrando da paralisia!”

Yuki percebendo que o golpe de seu companheiro Asura estava perdendo seu efeito apressou-se dando um passo em direção ao grande homem robótico, ele precisava comprar o tempo que foi perdido para Tikie se preparar. O portador da espada Excalibur se lembrava de bem do tempo estimado para seu amigo de longa data preparar o Railgun.

Tanto Yuki e Allan olhavam para a paisagem que antes habitava uma vasta floresta esverdeada e cheia de vida agora restava somente uma área desértica e sem vida tendo uma enorme cicatriz onde jaz havia uma montanha que tocava as nuvens do céu.

Não muito distante do lugar morto, um garoto se encontrava respirando pesadamente enquanto seu corpo estava arqueado em um arco para frente, gotas de suor caiam pelo rosto e o braço levemente chamuscado era perceptível ao olho nu.

O possuidor da Excalibur e o praticante da arte Asura se aproximaram lentamente da localização do azulado ainda não acreditando no que seus olhos presenciavam, era como ter uma amostra de um dos ataques mais famosos do Rei da Caça, Vagner, que poderia reduzir metade do oriente médio com um única flecha de seu arco, mas este golpe de Tikie ainda não podia chegar aos pés do de Vagner, mas mesmo assim era inacreditável ver tal resultado.

Com um corte vertical Yuki atacou adicionando sua energia por toda extensão de sua lamina para fazê-la ainda mais afiada e resistente que antes já sabendo sobre a durabilidade da pele de Omega, mas seus olhos ampliaram em total descrença. Ele podia ver Excalibur perfurar o ombro do inimigo fazendo com que sangue respinga-se por todo chão, mas este não era o fator que o surpreendeu, mas sim o braço esquerdo dele, dois centímetros de seu rosto, dois centímetros entre tomar um dano certeiro em seu crânio mesmo com o manto iluminado o protegendo os socos normais de Omega doíam como inferno, mas Yuki podia sentir o fluxo de energia naquele golpe, era tão grande quando o golpe de Sarah quando estava aborrecida. Suas escolhas eram ainda mais estreita, Allan já não podia se mexer e ele só conseguia se manter acordado por pura força de vontade, mas foi então que ele sentiu o impacto de energia explodir ligeiramente, aquele era o sinal.

Shinsei kötei...

Um simples sussurro era tudo que Omega ouviu para depois vislumbrar o garoto brilhante desaparecer da sua frente novamente deixando um corte profundo em seu ombro direito, naquele momento ele não poderia se ajudar por ainda ter partes humanas, uma criação da ciência, uma criação de uma arma assim como seus companheiros.

Mas seus pensamentos foram interrompidos com o som crepitante soando pelo ar, Omega já havia restaurando a maioria dos movimentos de seu corpo, mas ainda pareciam duros como pedra.

Os olhos de Omega se ampliaram em surpresa e uma pitada de medo. Allan só pode criar um pequeno sorriso no rosto para depois se entregar a inconsciência, aquela batalha já esta decidida.

A figura azulada flutuava sobre o ar como se a gravidade fosse somente um palavra inútil que não existia em sua mente, o enorme cutelo sendo segurado sobre o ombro, a capa negra balançava violentamente enquanto vários raios crepitantes dançavam em todos os lugares onde Tikie se encontrava, seus olhos antes castanhos agora mais se assemelhavam a um azul gélido com a pupila em fenda, o cabelo levemente arrepiado o dava um novo tipo de visual.

Yuki apareceu novamente ao lado do caído portador de Asura pra depois suspirar em alivio por que depois de usar novamente o movimento de tele porte instantâneo seu manto iluminado desapareceu de seu corpo revelando novamente a roupas do corte simples e a capa negra no lugar, surrados e sujos.

– Mais o que diabos foi isso? – Exclamou Yuki após se aproximar o suficiente de Tikie que continuava a vislumbrar o sucesso de três semanas de trabalho.

– Nossa isso foi uma bela de um ataque que você fez ai Tikie, tentando competir contra Vagner ou algo assim? – Perguntou Allan com um tom ligeiramente brincalhão enquanto via o dano.

Eles podiam encher aquela cratera enorme com a manipulação de agua do Rei Caçador e o resultado seria uma enorme piscina!

– Haha! Muito engraçado vocês são. – Respondeu Tikie depois de se endireitar e respirar grandes quantidades de ar para poder se recuperar ligeiramente da exaustão. – Este aqui é um ataque eu estava criando desde que eu e Yuki deixamos os Plebeus há anos atrás.

Yuki parecia ligeiramente curioso sobre a técnica de seu colega. Claro que tanto ele quanto Tikie criaram suas próprias técnicas com a ajuda de suas almas companheiras, como ele estava aperfeiçoado o Kami no Suteppu. Mas para Tikie ter um movimento de tal magnitude, o garoto acastanhado se perguntou como diabo ele não viu isso antes.

– Oh? Isso há quanto tempo mais ou menos? – Questionou novamente Allan cruzando seus braços.

– Mais ou menos sete anos, mais bem parece que meu esforço valeu a pena, mesmo que ela esteja imperfeita. – Tanto Yuki quanto Allan abriu a boca para pergunta, mas foi então que Tikie decidiu continua. – Sim, ela esta incompleta, porque não existe qualquer material metálico forte o suficiente para aguentar a carga elétrica que eu descarrego para usar, o que eu usei agora foi uma pedra e você pode ver que ela explodiu e criou uma cratera, mas não era que devia acontecer, mas sim um feixe eletromagnético que poderia destruir um prédio de uns trinta andares.

Allan somente assoviou com a breve explicação.

Tikie que voava a metros de distancia de Omega desapareceu com um relâmpago, deixando seu oponente atordoado e se pergunta para onde ele foi. Sua confusão foi resolvida quando viu o garoto reaparecer na sua frente em um passe de magica.

– Mas então como você chama isso Tikie? – Perguntou Yuki com leve tom de curiosidade, mas que não estaria?

O garoto de cabelos azuis ergueu o braço esquerdo enquanto o direito ainda segurava o enorme cutelo negro, entre o dedo polegar e o apontador da mão esquerda encontrava-se uma pequena chapa de metal circular do tamanho de uma moeda.

Os lábios do garoto se separaram e as palavras saíram junto com uma densa e enorme quantidade de eletricidade.

– Mangetsu sutairu: Railgun!

Mangetsu sutairu: Railgun!(Estilo Mangetsu: Canhão Elétrico!)

Somente duas palavras que poderiam definir o resultado do golpe.

Precisão e destruição.

O feixe azul claro rodeado por várias ondas elétricas havia perfurado e ultrapassado o estomago de Omega como se fosse manteiga e destruído tudo que apareceu em sua frente logo após infligir o dando preciso no inimigo, resultando em um enorme rastro de destruição e pulsos elétricos que passavam por todos os materiais condutores no local, o concreto borbulhava pela intensidade do calor que o golpe emanou, um prédio com um grande buraco do tamanho de um elefante e uma serie de outros buracos iguais onde Railgun passou.

Omega só podia ficar para com os olhos ampliados em choque e horror. O ataque de Tikie o havia criado um enorme buraco em seu estomago e também onde estava seu núcleo de energia principal, aos poucos ele estava perdendo toda sensibilidade de seu próprio corpo, os músculos, tendões, fios ou qualquer conexão robótica de seu ser não respondia a qualquer comando.

Sua visão lentamente estava sendo dominada pela escuridão que ameaça se aproximar mais rapidamente, ele deu um passo cambaleante para trás para enfim desabar no chão e entrar no plano da inconsciência.

O garoto elétrico ficou exatamente parado no mesmo lugar de onde disparou seu Railgun por exatos quatro segundos para depois ficar de joelhos no chão ofegando pesadamente e fazendo uma careta de dor olhando pelo canto do olho o braço esquerdo que provavelmente estaria quebrado pelo acumulo de energia que teve que fazer para disparar, fazendo Mangetsu desaparecer em uma nuvem azul de fumaça, ele se sentou no afastou degastado e mal tratado.

Yuki somente podia observa a sua parte no plano mestre ser bem sucedida.

Aqui é Hikaten Yuki informando que neutralizamos o inimigo. – Informou o garoto pelo comunicador localizado no seu ouvido, que milagrosamente aguentou todo o tempo de batalha que vivenciou.

Aqui... é Dorahogo Draig... Neutralizamos o inimigo. – Informou o Domador com respirações profundas que sinalizamos que estava em batalha há poucos minutos.

Nenhuma resposta foi ouvida durante dois minutos de puro silêncio até que uma explosão foi ouvida pelo comunicador que fez com que o dispositivo zumbisse infernalmente.

Era um desconforto que ninguém esperava.

Tanto Yuki e Draig retiraram o comunicador por causa do som agudo.

Rafaela-san? Esta me ouvindo? ­ — Perguntou Yuki.

Estática... Estática... Estática.

Sigam de acordo com o plano! – Exclamou a voz feminina e imponente da ruiva Turner pelo comunicador. – Esperem pelo sinal!

E assim o sinal foi cortado estranhamente.

Yuki retirou o dispositivo da orelha esquerda e suspirou.

O que restava somente era o grupo de Matheus, Vagner e Van terminar sua parte.

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A lâmina fria e cinzenta fez o percurso diagonal, cortado o ar frio noturno em dois com nada mais que a pura intenção fatal contra seu inimigo. O alvo cuja lâmina ansiava pelo sangue derramado puxou com usando sua mão esquerda, o cabo de sua espada do lado esquerdo de sua cintura, a lâmina mole que muito se podia questionar se realmente era um item de batalha e em um único movimento em direção a espada inimiga se endureceu der repente tomando a forma de uma lâmina grande e curvada com seu punho dourado. Ambas as lâminas se chocaram resultando em faíscas pularem do contato de aço contra aço.

Os olhos azuis que antes demostravam uma sensação brincalhona agora emanava uma aura séria e fria, os longos fios dourados que formavam seu cabelo loiro balançavam diante a brisa noturna, o som de sua espada recém-descoberta se juntava ao som de várias outras que ecoavam em sua audição.

O inimigo a sua frente nada se podia dizer sobre ele, seu rosto era escondido por uma chapa de metal cinza com dois buracos que sinalizavam os olhos que brilhavam no escuro da noite, seu corpo feito totalmente de músculos robóticos acinzentados escuros.

Uma arma de combate para aniquilar pessoas como ela, como sua irmã é, como seu Rei é.

Usando o pouco que sabia de energia que lhe foi ensinada nos últimos dias, ela revestiu o aço cinzento de sua lâmina acrescentando e potencializando ainda mais o efeito de corte de sua espada. Ela segurou firmemente o cabo carmesim, reunindo tanta força em seus músculos do braço direito quanto possível e um único movimento deslizando sua espada pelo aço da lâmina inimiga, tal ato propiciou a criação de faíscas pelo atrito imposto.

Suihei Kattodan (Corte horizontal Dann)! – Seu grito podia ser ouvido ecoando pelos becos que se localizavam naquele lugar.

O brilho azulado escuro circundou sua lâmina achatada e com uma velocidade que muitos humanos não tinham a loira com um corte vertical partiu seu inimigo ao meio. Os olhos simbióticos só podiam captar a imagem ótica de ter seu corpo divido em dois antes que seu programa se desligasse completamente.

Os olhos cerúleos permaneciam impassíveis e indiferentes diante a morte a sua frente, a capa pura negra se agitava com os movimentos bruscos de seu portador. A garota ficou parada por um momento tentando relaxar os músculos tensos do corpo usando respirações profundas e rítmicas. Sua mente começou relaxar tanto que a loira já havia se esquecido de onde ela se encontrava.

Do seu lado!

A voz grave e masculina sacudiu sua mente instantaneamente a fazendo ampliar os olhos ao perceber a entidade logo atrás de si. Ela se repreendeu mentalmente por baixar sua guarda por um breve segundo algo que ela quase teve que morrer para aprender sobre a tutela de Rafaela. A loira virou-se rapidamente para sua retaguarda com o proposito de defender-se que foi comprido com êxito ao poder ouvir o som de aço contra aço.

Mas ela não estava contada com uma segunda entidade surgindo novamente em sua costa com a lâmina em punhos indo em direção a um ataque mortal.

Os olhos azuis brilhantes se arregalaram ao sentir e não poder se mexer para defender-se do segundo ataque por causa do seu atual.

Ela somente fechou os olhos preparando-se para o golpe que certamente a atingiria.

CLASH!

A garota loira abriu seus olhos rapidamente em choque ao ver outra loira com os cabelos cacheados e olhos verdes brilhantes em suas costas segurando a lâmina inimiga com uma espada exatamente igual a sua própria. A loira de olhos azuis puxou seu braço para trás assim como a verde até o momento em que ambas as mãos se conectaram em um aperto firme.

Tsuinharikëndan (Furacão gêmeo Dann)!

Um furacão acinzentado de porte médio apareceu envolta de ambas as loiras, sua força eólica era intensa e descomunal que resultou em muitos postes restantes de luz serem arrancados. Os dois androides inimigos mal puderem captar o que os acertou quando somente sentiram a parte inferior de seu corpo se desconectada com o resto de seu corpo, se alguém pudesse perceber melhor tal movimento das gêmeas, poderiam ver várias lâminas vindas de dentro do próprio furacão em rotação perfeita.

Era praticamente um furacão cortante de proporções letais.

O tufão rotativo de ar cessou revelando a beleza de ambas as gêmeas envoltas do longo manto negro que cobria boa parte de seu corpo deixando somente seu rosto exposto. As duas loiras respiravam pesadamente enquanto tentava recompor sua compostura sem deixar sua guarda baixa para qualquer outro ataque surpresa.

A loira de olhos azuis que era mais alta por meros centímetros da outra loira era Elena, irmã mais velha da loira mais nova de nome Yumi, ambas Turners do garoto de cabelo negro que empunhava em sua mão direita uma habilidade há muito tempo esquecida, o nome de tal garoto era Van o portador do Hando Kyohi suru (Mão que rejeita) ou também chamado de Imaginary Breaker.

– Parece que essas coisas não acabam mais... – Comentou Elena após retomar o folego perdido.

– Sim, mas temos sorte de ainda conseguir empunhar Dann assim com somente três semanas de treino. – Disse Yumi enquanto colocava a lâmina em sua mão ao alcance de sua visão.

Para tanto Elena e Yumi foi uma grande surpresa que no meio do treinamento Turner sendo observada pela uma das mais experientes Turners existentes, Rafaela, elas não somente conseguiram usar metade da antiga energia que residia em Van quando não havia desperto o Imaginary Breaker, mas também terem conseguido empunhar de algum foi à espada-sabre Dann. Por causa do Imaginary Breaker todo o poder que residia dentro do ser de Van se extinguiu com uma fogueira logo após jogar um balde de agua encima, não restava completamente mais nada e assim a lâmina sendo feita da pura energia da entidade Dann, havia desaparecido do domínio do garoto de cabelo negro espetado.

Tendo alguma sorte que Rafaela sabia algo sobre fenshingu (Esgrima) que mesmo ela tinha pouco conhecimento, considerando que ela era uma armeira, alguém de suporte a longo alcancem era um tipo de souvenir da época que os nove reis originais estavam lado a lado treinando entre si.

Mais algo que as gêmeas loiras demostraram naquele momento, naqueles dias que se formarem três longas semanas foram que ambas tinha um talento nato para adaptação.

Talvez fosse algo de Turners no final.

Elena suspirou profundamente.

– Já estamos aqui há tempo e nenhum sinal que Matheus-san ou Sarah-san já entraram. – Resmungou a loira mais velha.

– Temos que ter paciência nee-chan, mas eu também estou preocupada com Van-senpai. – Disse ela em um tom preocupado. – Ele não tem mais Dann, nem mais energia para fazer qualquer coisa.

Ele tem o Imaginary Breaker e também entre nós Yumi-dono, Van treinou com a Rainha das lâminas, uma louca quando se trata de treinamentos, acho que ele pode durar um pouco mais agora.

Ah. Aquela voz em sua cabeça novamente, a voz do espirito Dann que descansava dentro da lâmina.

Com o corte definitivo de alguns poucos minutos atrás quando Elena e Yumi desembainharem Dann para seu primeiro assalto contra a horda de inimigos.

Agora elas eram definitivamente, até segunda ordem ou algum descobrimento deste evento impossível, donas da nova Espada Gêmea Dann.

– Tenho certeza que Van-senpai vai ficar bem. – Confortou a loira mais velha para sua irmã.

Tudo que se podia ouvir naquela rua solitária e sem vida na calada da noite eram suas vozes que ecoavam fracamente. Por um momento as duas se perguntaram para onde foram Inori, Bruna e Vagner por causa de que todos tiveram que se separarem para torna as coisas mais difíceis para o inimigo.

Atrás de vocês! Yumi-dono! Elena-dono!

Foi então para seu choque que o pequeno estabelecimento de dois andares atrás delas foi destruído por uma força incrivelmente bruta, da poeira saiu três ciborgues voando em sua direção a toda velocidade. Elena amaldiçoou-se fracamente do qual estupido foi deixar cair à guarda.

Yumi e Elena em uma explosão de velocidade saíram do trajeto das katanas acinzentadas por um milésimo de segundo. O metal se chocou contra o asfalto e o cortando como se fosse manteiga.

Merda, essa foi por pou...” – Elena pensou, mas parou quando sentiu o movimento atrás de si.

Os olhos se alargaram quando ele virou sua cabeça para trás para somente ter o vislumbre de um terceiro inimigo em sua retaguarda com a espada metálica no meio de sua rota de colição contra sua carne.

Yumi que não estava muito longe pode ter a visão do atacante atrás de sua irmã. Ela abriu sua boca para tentar avisar Elena, somente para ver que seu aviso chegaria tarde demais para a loira mais velha tentar algo.

Mas foi então que um som agudo chamou a atenção de todos ali presentes, humanos e não humanos.

Para a surpresa para todos ali presentes (principalmente na parte humana), a cabeça do agressor furtivo havia explodido, desintegrado em vários pedaços que se espalhavam em todo chão. O corpo do androide agora sem cabeça caiu no chão em um sonoro banque que ecoou na audição de todos.

Elena pousou no chão firmemente e voltou sua atenção para talvez o seu aliado ou seu inimigo...

Mas tudo o que viu adiante era uma garota de cabelo rosa segurando o que parecia ser... Uma bazuca... Ostentando um sinal de paz...

Inori...

Bazüka Capuchu(Capuchu Bazuca) disparado com sucesso.

Ainda com sua voz monótona.

Como sempre.

– Inori! – Exclamou tanto Yumi quanto Elena perplexa por sua aparição repentina de sua colega Turner.

Sumüzuna katto Aema! (Corte liso Aema)!

Antes que mais alguém pudesse pronunciar uma palavra, uma forte onda de vento passou entre aliados e inimigos os pegando de surpresa. Escusado era dizer que tudo o que se ouviu em sangue eram banques fortes de metal contra o concreto. Tomando sua visão novamente, as três Turners se viram contemplando a queda dos dois últimos ciborgues restantes.

Inori voltou sua atenção para sua vanguarda, de onde o ataque repentino se originou. Bruna estava ali, parada de uma forma gloriosa tendo sua capa negra da Kuroi Tenshin balançando ao vento enquanto segurava o bastão negro Aema em suas mãos, era visível uma pequena camada de Enaji roxa saindo de sua arma.

– Você conseguiu se livrar daquele grupo de ciborgues já, Bruna-san? – Perguntou Inori curiosamente enquanto abaixava sua bazuca esverdeada de aparência um tanto cômica.

Bruna apenas suspirou e caminhou em direção ao grupo.

– Eles não foram grande coisa. Sua inteligência é básica em táticas de guerra, mas seu trabalho em grupo é horrível, se viessem em mim em sincronia eu estaria ferrada. – Respondeu ela batendo Aema levemente em seu ombro.

– Parece estranho, quando chegamos aqui tinha vários deles e nos obrigaram a separar-nos, o derrotamos com muita facilidade... – Meditou consigo em voz alta a loira mais velha enquanto o grupo também foi tomado pela mesma linha de raciocínio

Eles tentaram usar nossa própria tática conta nós mesmos. – Respondeu a voz de Rafaela pelo comunicador, chamando a atenção do grupo.

Como assim Rafaela-sama? – Pediu Inori.

A ação original seria nós dividir e chamar a atenção da força de defesa inimiga para que Van e Rin pudesse entrar sem problemas no campo inimigo enquanto Matheus e Sarah iam direito para o homem que comanda tudo, mas parece que o mesmo homem soube de nossa estratégia e usou contra nós. – Disse Rafaela seriamente. – Tive a confirmação que o grupo de Draig e Yuki enfrentaram dois do trio de caça, felizmente conseguiram derrotamos com um pouco de sorte, se minha suspeita tiver correta, até que Van e Rin entre naquele colégio, algo muito ruim vai acontecer. Eu seu que vocês sentiram isso, não é?

Não era preciso responder a Turner mais velha. As Turners mais jovens já sabiam o que Rafaela estava insinuando. Turners tinham um vinculo com seus Reis assim como suas espadas, podiam sentir o que eles sentiam e alguns até mesmo ter um link mental para conversas telepáticas. Mas para ter este tipo de vinculo eram necessários tipos de rituais específicos.

Também era um dos motivos para Yumi e Elena terem ambas as bochechas com um leve toque de rosa, o que não passou despercebido para os outros.

Então... O que vamos fazer? – Questionou Bruna.

Fui informada já por Matheus que eles já entraram no complexo, ainda não tenho nada do Van e da Rin, Vagner e Mika no momento está em combate com o ciborgues Raiden e melhor vocês se prepararem, essa só foi a primeira rodada, vou dá suportes a vós assim como Yanna.

A ligação agora estava cortada, deixando o grupo de garotas a seus próprios pensamentos.

– Bom, parecesse que até que eles derrubem o chefão, teremos que aguentar aqui. – Comentou Elena enquanto segurava Dann.

– Hum... Antes que comecemos a juntar bundas metálicas, eu poderia perguntar uma coisa para vocês duas? – Disse Bruna quando a atenção de Inori assim como ambas as gêmeas.

– Hm... Diga. – Respondeu a loira mais velha com um mau sentimento no fundo de seu estomago.

A Turner do Domador notou os olhos de Bruna em direção a par de espadas que se assemelhavam a lâmina que uma vez Van manuseava. Em sua mente a garota de cabelo rosa claro ainda não havia achado um motivo plausível para elas terem em sua posse a mesma espada só que agora GEMEAS de todas as coisas.

O cérebro concentrado de Inori quase havia ido para o espaço naquele dia.

– Por que vocês tem a espada do Van-kun com vocês e ainda por cima consegue usar seu elemento! Eu achava que depois que Sarah-sama disse que ele perdeu seus poderes por causa do Imaginary Breaker. O que vocês fizeram? – Perguntou Bruna dando um ligeiro olhar malicioso para as loiras.

Elena olhava para o lado com leve toque rosada nas bochechas e ostentando um riso nervoso.

Yumi... Escusado era dizer que a humanidade havia achado novos toques de vermelho.

Inori somente ficou parada enquanto sua mente lhe passava todos os tipos de informações para obter a resposta para a pergunta deixada no ar.

Inori desde o dia em que ela saiba, sempre fora demasiada curiosa sobre o que não conhecia o que também implicava no seu comportamento Kuudere de vida que também era uma de suas marcas registradas de seu povo, o que também á levou a muitos problemas com falta de privacidade alheia.

Retirando os pensamentos de seu pequeno passado, a rosada tomou a questão de Bruna em sua mente que até o momento, ambas as loiras irmãs ainda não haviam respondido.

Inori sabia que para obter uma pequena gama de poder que Turners tiravam de seus Reis era preciso bastante tempo através de um ritual. Seria possível elas terem feito isso? Não, levaria tempo demais e isso era algo que a Kuroi Tenshin não tinha naquele momento. Ponderando de outras opções paralelas, mas em sua maioria se necessitava de tempo e objetos especiais para fornecê-los o vinculo. Mas foi então que a lâmpada em sua mente em conjunto com suas engrenagens trabalhou finalmente.

Para se tornar um vinculo bastante estreito com seu Rei a ponto de não somente puxar um pouco de sua energia, mas também em casos raros, tão raros que o último acontecimento só foi notificado há mais de setecentos anos atrás havia surgido.

– Vocês...?

Hpmh!

A Turner rosada não pode terminar de dizer sua frase porque as duas loiras havia subitamente mudado do seu lugar e tampando a boca de Inori com suas mãos.

– Hehe... Não vamos fale demais Inori-chan. – Riu nervosamente a loira mais velha enquanto a mais nova somente acenou em concordância tão rápido que parecia que sua cabeça sairia bruscamente do pescoço.

Bruna estreitou o olhar sobre as irmãs tentando com todo seu esforço completar a palavras incompletas da colega rosada, mas nada lhe vinha a mente por causa de seu conhecimento limitado no assunto Turner por mais que ele era uma Kaosuki (Chave do Caos) e não tinha muitos direitos aos olhos de Daiichisekai (Primeiro Mundo). Mas por alguma razão a garota de grandes proporções – tanto na frente quanto a atrás – achou bastante irritante a informação inacabada ao ar.

... Estranho.

– Be-Bem, vamos nos preparar por que daqui a pouco teremos companhia novamente! – Piou alegremente e nervosamente Yumi, mas não antes de se aproximar do ouvido de Inori que fez a mesma estremecer de medo.

Não fale sequer uma única palavra Inori-san, caso contrario você nunca mais verá a luz do sol.

Sim, aquela foi a primeira vez que a Turner rosada sem emoção aparente teve seu primeiro vislumbre de medo e também desta faceta desconhecida da loira tímida.

Quem diria, não?

E assim as garotas se estabeleceram em guarda e avançaram para a linha de frente.

Não muito longe em um dos maiores prédios que se pudesse encontrar em Sora, uma ruiva de olhos esverdeados somente ria observando a pequena conversa do grupo de garotas.

Que geração interessante.

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Crash!

Tink!

As faíscas saiam pelo choque violente entre mentais, ambas as partes guerreavam entre si pela força posta em suas espadas. A lâmina acinzentada crepitava pela eletricidade que percorria toda a extensão do metal frio, o rosto coberto pelo painel negro como aquela mesma noite o deixava ter uma sensação de pura insegurança e medo.

Mas o adversário não se sentia ameaçado, sua determinação em vencer esta batalha era transferida pela espada que empunhava com firmeza. Os músculos tensos trabalhavam a cada pequeno movimento que executava.

A criação da UDDR lutava com uma experiência de um guerreiro fervoroso que passou anos no campo de batalha sangrento e cheio de desespero. Os movimentos robóticos precisos e mortais visavam os membros, com uma sede insaciável que somente o satisfaria pela morte de seu inimigo.

A guerreira do outro lado balançava sua lâmina amarelada com graça e precisão as quais passou a maior parte de sua vida dedicando-se, protegendo-se do mundo que se corrompia diante aos seus olhos.

Tsk, não é hora para pensar nisso, temos um ciborgues que esta a par no nível de vários espadachins em Daiichisekai lutando contra você e ele acabou de corta um prédio inteiro como se fosse manteiga com aquela katana”. – Pensou a lutadora de lâmina dupla defendendo-se de um ataque vertical empunhando suas duas espadas. – “Urgh, é como tentar suportar uma tonelada de metal!”.

Faíscas nasciam entre o contato bruto entre as lâminas, os tremores do impasse imposto entre eles era abismal assim como o campo de batalha.

Prédios cortados, concreto estilhaçado, postes de luzes deixados somente em pedaços minúsculos e veículos partidos ao meio que se observa bem poderia detectar ainda o calor intenso entre as linhas de corte onde o objeto foi afetado, o metal derretido ainda pingava sinalizado o calor desigual que a katana cinzenta produzia.

Yakikaze Mika estava tendo um grande momento em sua vida. Aquele era o cenário onde ela muitas vezes pensou ao praticar todos os dias sem falta em sua formação. O choque de enfrentar o primeiro oponente real em campo, o risco de perde os membros era alto e se não fosse pela sua teimosia de tenra idade assim como suas duas lâminas gêmeas que portava, a garota de cabelo curto acastanhado e de estranhos olhos roxos teria morrido na primeira investida do ciborgues.

Parece que estamos tendo uma hora difícil no momento, Mika-chan. – Disse a voz em sua mente.

Ah. Como aquela voz muitas vezes a irritou profundamente desde o primeiro dia em que soube que ela seria um dos integrantes da nova geração de Reis que se originaram em Daiichisekai. Aquela voz feminina e em muitas ocasiões pervertidas além do conhecimento humano e possivelmente alienígena.

Temos um inimigo que provavelmente poderia estar além de nossa força e você fica tendo suas alucinações pervertidas. Sério, é pedir muito um bom cochilo e fazer nada? – Disse outra voz em sua mente, mas era perceptível ver a diferença entre os dois.

Mika era uma em um milhão de pessoas em Daiichisekai que portava duas lâminas, isso demostrava grande poder aos olhos civis e respeito para os guerreiros em seu mundo. Também era um fato que ela é uma idade jovem começou seu treinamento em ambas as espadas, mas escusado era dizer que domar os dois era algo realmente difícil a tal ponto em que ela duvidava-se às vezes. Parte do problema era que as duas katanas não eram iguais, ambas tinha uma grande e absoluta diferença entre si, assim como tamanho, modelo, extensão, aerodinâmica e peso.

A voz feminina e pervertida era conhecida como Aonikko (Sol Azul), uma katana de tamanho médio, a guarda era um circulo dourada com um formato de um sol desenhando em seu material, o cabo negro com pequenas partes douradas a fazia ter uma aura exótica e brilhante, porque sua lâmina de estranha coloração azulada em tom fraco pulsava em um brilho amarelo.

A Segunda voz pertencia a Shikü (Céu Roxo), uma lâmina de tamanho relativamente muito curto, mas seu tamanho em largura era extremamente grande, completamente oco em seu centro constituindo essencialmente por nada mais que as bordas de uma espada normal. Sua alça sendo e sua guarda tão grande quanto sua lâmina com três pequenos furos em cada extremidade.

Erguendo o facão oco, Mika defendeu-se de outra greve brutal de Raiden que a fez derrapar alguns centímetros pelo asfalto mal tratado. Forçando algumas pequenas porções de Enaji para seus pés, Mika saltou para distancia segura do ciborgues da UDDR, o suor escorria pela sua testa e já havia sinais claros de cansaço, como a respiração irregular e as tremedeiras nos braços.

Por um breve momento, a Yakikaze havia perdido o seu foco visual o que lhe custou muito caro segundos depois ao perceber que Raiden já estava a oito centímetros dela e sua katana de alta frequência quebrando a distancia entre sua cabeça e o objeto cortante rapidamente. A mente de Mika não conseguia pensar em qualquer comando para o corpo, os braços ainda estavam tremendos, as pernas bambas e os músculos tensos o que ela se amaldiçoou sempre por sendo aquela que empunha duas Hane Saiken Koküo (Lâminas do Vinculo Rei) ela ainda tinha o menor preparo físico do resto dos demais companheiros.

Shuhö Kösei:Tenjö Kussaku! (Técnica Ofensiva: Perfuração Celestial)

Tudo que seus olhos puderam registrar foi um feixe de luz azulada com uma ponta estilo sete, algo bastante semelhante a uma flecha normal, perfurar o que seriam as costelas de Raiden. O sangue – que estranhamente saiu – espirrou, mas ela mesma não pode fazer qualquer reação por que segundos depois a figura do ciborgues desapareceu de sua vista e somente o som de algo batendo em concreto brutalmente foi captado pela sua audição.

Mas o que...

Mika rapidamente recuperando o controle do seu corpo, virou sua cabeça para a direção que a seta veio para somente se deparar com Vagner empunhando Hattän (Caçador) apontando em direção aonde jazia Raiden.

– Desculpe o atraso, tive que limpara caminho até cá quando fui encurralado. – Disse Vagner com as feições do rosto sérias abaixando o arco que segurava com o braço esquerdo.

Essas maquinas tem uma ótima estratégia para nós separar, se fossemos como mais de bilhões de anos atrás estaríamos em sérios apuros.” – Comentou Hattan para Vagner que sutilmente revirou os olhos.

Sério, coisas do passado permaneciam no passado, certo?

– V-Vagner-sama... – Disse Mika em choque com as pernas bambas e os olhos fixados no homem arqueiro.

– Mexa-se, Yakikaze, nosso adversário não perecerá tão facilmente assim. – Falou Vagner sério enquanto o som de rochas caído confirmava a suspeita do Rei.

Do buraco feito pela colisão do ataque surpresa de Vagner, Raiden emergiu retirando de cima de sua pessoa rochas pesadas e quebradas. A flecha azul brilhante ainda fincada em suas costelas, o liquido vermelho vertia como uma pequena cachoeira da ferida.

O Ciborgue sem um pingo de hesitação retirou a flecha bruscamente fazendo com que o sangue jorra-se ainda mais, pintando as rochas em carmesim.

Quebrando o objeto em dois, o ciborgues olhou para ambos os Reis por breves segundos, como se analisasse a sua atual situação. Nesse meio tempo nenhum movimento foi dado, não ousando fazer um movimento rígido que poderia desencadear algo mortal.

Flexionando ambos os joelhos chegando a metade de sua altura normal, erguendo ambos os braços metálicos para o lado esquerdo de seu corpo, as mãos segurando firmemente a katana, o som de crepitar elétrico era nítido por causa do sombrio silêncio.

Um pequeno brilho avermelhado passou pelo visor que cobria o rosto de Raiden para em seguida locomover-se em uma velocidade desumana em direção a Vagner.

Os olhos negros de Vagner se arregalaram ligeiramente ao observar o ciborgue mover-se de forma diferente depois de sua chegada, mas seu cérebro ainda tinha uma pergunta não respondida.

Como aquele ciborgues continha sangue?

O mais estranho de tudo é que a sangue saindo de sua ferida, posso sentir o cheiro metálico daqui, mas se a sangue então a um ser humano debaixo daquela armadura robótica?” – Perguntou-se o arqueiro empunhando o arco. – “Também agora está parecendo que ele esta me visando, como se soubesse que sou a ameaça maior no momento, mas como um ciborgues de tecnologia humana pode medir meu nível de Enaji somente alguns segundos após minha chegada?”.

Percebendo a rápida diminuição de espaço o Rei se amaldiçoou mentalmente por ser tão perdido em pensamento para perceber o movimento. Saltando para o lado, o Rei arqueiro esquivou-se de um corte vertical. O golpe que era determinando a ferir Vagner acertou o concreto da rua, a força por de trás do corte fez com que a parte da rua onde fora acertada fosse reduzida a escombros e com uma pequena cratera em volta do ciborgue.

Quanta força.

Ainda em movimento, Vagner ergue o arco puxando linhas imaginaria que der repente revelavam-se cordas e uma flecha de puro Enaji azul. Flexionando a flecha o máximo possível o arqueiro dispara seu golpe em direção ao inimigo metálico com intenção de acabar rapidamente sua luta.

Como enganado ele estava.

Raiden rapidamente se recompõe e vira-se para a direção da flecha que vinha em seu encontro, erguendo ambos os braços e segurando a katana em suas mãos que agora se localizava acima de sua cabeça. Sua armadura que muito se assemelhava a constituições de músculos humanos de cor cinza aparentemente parecia relaxar e um suspiro foi detectado pela audição apurada do Rei que alargou os olhos no que o seu inimigo estava pretendendo fazer.

SLASH

Pela segunda vez, durantes seus anos vivos Vagner presenciou alguém corta uma de suas flechas em dois como se fosse um simples corrente ar contra uma rocha inabalável. Ambos os lados do ciborgue foram cortados tão profundamente que era nítido o grande corte limpo feito pela flecha.

Raiden permanecia parado, como uma montanha fixada tão profundamente no chão que nem mesmo os piores das tempestades o poderia retirar do local. As pequenas faíscas dançavam em toda a extensão de sua lâmina como uma bailarina a dar seus passos em frente a uma plateia, com suavidade e delicadeza sem precedentes.

Erguendo sua lentamente sua cabeça, tendo os cabelos brancos como a neve serem balançado suavemente diante a fraca correnteza de ar que passava. A todo o momento ambos Vagner e Mika observavam atentamente ao ser robótico, prontos para qualquer possível investida contra eles.

– Alvo desconhecido... – Proferiu a voz robótica e sem vida de Raiden, enquanto “olhava” fixamente para o arqueiro. – Sem dados para processar... Acessando banco de dados...

Os músculos ficaram mais tensos que um dia já foram quando o ciborgue dizia suas palavras como um computador ambulante.

Eu não sei o que vai acontecer, mas eu sinto que é melhor se preparar garota.”

Esse foi o único comentário de shikü antes que a bomba estouro.

Em um piscar de olhos Raiden desapareceu da vista dos dois, não deixando qualquer vestígio de sua presença.

Por instinto, Vagner saltou para trás, escapando habilmente da investida do ciborgue contra ele.

“Rápido” – Comentou o arqueiro para si mesmo.

Antes mesmo que tanto Vagner ou Raiden pudessem pensar em seu próximo movimento, uma sombra ameaçadoramente perto pairava sobre o ciborgue caçador. Erguendo habilmente a katana, o robô defendeu-se de um corte vertical de Aonikko perfeitamente, criando uma pequena cratera abaixo de seus pés, mas a investida de Mika não havia terminado. Usando o braço restante, a usuária de dupla lâmina contra-atacou com o facão oco em um golpe horizontal visando uma única coisa: A cabeça de Raiden.

Seus olhos se alargaram em dois pratos quando o próprio robô fez algo praticamente impensável.

Ele defendeu-se de shikü usando seu antebraço esquerdo nu.

As faíscas alaranjadas causadas pelo choque de metais voaram entre os pequenos centímetros que separavam ambos de uma colisão total. A chapa negra enfrentava os olhos roxos em surpresa. O tempo pareceu desacelerar durante a troca de olhares firmes, mas fora quebrada quando Raiden recuou de sua posição que ao mesmo tempo resultou em um empurrão fazendo com que Mika fosse lançada para trás com força.

Outra flecha azulada passou a centímetros do ciborgue, raspando cruelmente em seu queixo metálico, resultando no superaquecimento do local o fazendo fervilhar como em uma caldeira de lava. Mudando ligeiramente sua visão em direção ao seu ataque para redefinir se próximo movimento, mas ao perceber tarde demais o que estava a sua frente. Algo não definido para seus padrões.

Ele não estava esperando pelo próximo golpe.

Tenho que acabar com isso rapidamente, eu não posso perder meu tempo aqui”

Shadö no Kögeki (Investida das sombras.)

O punho cercado de uma estranha camada de sombras veio em direção ao seu rosto. Seu corpo parou entre segundos, capitando cada movimento que a mão direita fazia em sua direção.

As rotas de fugas apareciam diante seus olhos, a tela em sua frente percorria freneticamente todos os centímetros possíveis para uma chance de evitar o ataque, mas o destino parecia não estar ao seu lado. A distância entre Vagner e Raiden era mínima e diminuíam a cada segundo que se passava. Seus dados não contavam nada para arqueiros em batalhas em curta distancia por isso Raiden fez com que Vagner se distancia o máximo suficiente e perde-se sua vista nele para proceder em direção a portadora da dupla lâmina, um ataque a longa distancia a qual o Rei não podia o visar ou muito menos usar uma segunda vez para ataca-lo novamente durante trinta segundos, o tempo suficiente para tirar Mika. As probabilidades acabavam e não havia nada o que podia fazer.

O punho de Vagner acertou em cheio a chapa metálica do rosto de Raiden. Por de trás dela seus olhos alargaram-se consideravelmente ao ouvir o som de um rachar vindo de seu visor.

– Saia da minha frente!

A pequena rachadura se espalhou rapidamente por todo visor como uma grande teia.

Os dentes cerrados do Rei arqueiro rangiam com a força posta em seu golpe.

O chão abaixo de seus pés criou uma cratera do tamanho de um carro.

O ar envolto de ambos os lutadores parecia se distorcer incontrolavelmente.

Tudo ficou em silêncio por breves segundos.

Um curto período de tempo que parecia transgredir lentamente para o robô e o ser de Daichiisekai.

E com um rugido do arqueiro tudo passou a acontecer tão rapidamente quanto começou.

GRAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH!

O visor negro de Raiden se partiu em milhares de pequenos pedaços que eram jogados em todos os cantos da rua, a força por de trás do golpe de Vagner se mostrou maior que o ciborgue inicialmente pensou, o arremessando para trás com grande força.

Seu corpo metálico quicava violentamente contra o asfalto criando buracos simétricos.

Mas não foi isso que ocupou a mente que dava repetidas voltas de Raiden, mas sim foi à pessoa que se encontrou atrás de suas costas.

As duas lâminas de tamanhos desiguais pousavam em suas mãos. A lâmina menor em um aperto reverso inclinado para cima enquanto a maior apontada para baixo.

Dö no Kaiten (Rotação do Amanhecer.)

O corpo de Raiden chocou-se violentamente com a esfera rotativa envolta de Mika que girava em rotação tão rapidamente que era impossível acompanhar as lâminas cortarem o metal que protegia as camadas mais frágeis de Raiden. Com um último golpe, a jovem de olhos roxos lançou o ciborgue para sua direita, colidindo agressivamente com um prédio comercial que lá se estabelecia. Sua infraestrutura bastante durável caiu em um piscar de olhos pela força que o robô foi jogado, desabando o pequeno prédio o reduzindo em pedregulhos.

Mika arfava pesadamente, arqueando-se para frente tentando controlar a respiração descompassada o mais rápido possível, os olhos roxos vidrados no monte de pedregulho onde o inimigo estava enterrado. Mas isso não a impediu de esbouçar um pequeno sorriso em seu rosto cansado, ela havia realmente conseguido vencer e ainda por cima testar seu novo movimento em que trabalha a três semanas, claro, era incompleto, mas somente o gosto do momento a fazia imensamente feliz interiormente.

Ela estava tão concentrada em seus pensamentos que não sentiu Vagner chegar ao seu lado. O homem estava em silêncio fitando o cemitério do robô inimigo com um olhar sério. Pequenas gotas de suor podiam ser vistas percorrendo a testa e o pescoço e se fosse observando por alguém experiente, podia-se ver a respiração ligeiramente rápida.

Fiquei tanto tempo sem lutar que meu corpo agora não consegue mais acompanhar uma luta?” – Perguntou-se o arqueiro seriamente.

Este foi o resultado por passar mais de cinco mil anos sem lutar? Um corpo despreparado?

Talvez fosse sorte de ele ter desviado dos golpes de Raiden, parecia que Vagner teria que trabalhar duro novamente para atingir seu auge.

Em todo momento Aonikko, Shiku e Hattãn não proferiram uma única palavra para seus donos. Como se estivessem em profundo pensamento sobre algo.

– A... Acabou...? – Perguntou Mika ofegante com um leve sorriso.

Sua resposta nunca chegou.

O som a assustou imensamente. O som vindo do entulho de pedregulhos a fez temer o que aconteceria a seguir.

Erguendo-se da confusão de rocha, o ciborgue emergiu novamente como se a investida de Mika e Vagner não tivesse surtido efeito. O corpo cheio de pequenos, médios e grandes cortes ostentavam muitas partes do corpo metálico, os olhos antes escondidos por de trás do visor negro revelavam-se ao mundo os orbes safiras e em sua pupila um brilho rubro malicioso.

Lá estava Raiden em pé, olhando fixamente em direção a ambos os Reis.

Impossível!” – Pensou em aflição a portadora das duas lâminas. – “Ele não deveria estar de pé em tão pouco tempo assim!”.

Cui...

Nem mesmo Aonikko ou Shikü pudesse alertar do perigo que ocorreria, o inimigo já não se encontrava em suas vistas.

ARGH!

Esse foi o grito de dor de Mika ao ser lançada fortemente por um único soco em seu abdômen, a saliva junto com sangue saia de boca pela força do golpe.

Vagner deu passo para o lado inconscientemente escapando de uma investida mortal que visava sua cabeça, erguendo ambos os antebraços o arqueiro defendeu-se de um chute, mas ele não esperava ser atingido por sua vanguarda. Um golpe certeiro em suas costas que o jogou a metros de distancia, quicando algumas vezes até voltar a seus próprios pés.

– Argh... Merda, como ele ficou mais rápido...? – Disse para si mesmo Vagner enquanto limpava uma linha de sangue que escorria pelo canto de sua boca.

Ele não pode sentir a dor dos golpes.

– Inibidores de dor desligados...? Isso complica as coisas. – Sussurrou ele.

Raiden voltou sua atenção para Vagner, os olhos azuis robóticos sem vida o visavam, como se ele fosse o único em seu caminho e todo o resto do mundo desaparecesse. Erguendo sua mão, a katana fixada no asfalto que cortava a distancia entre Raiden e Vagner, uma pequena faísca elétrica passou pela lâmina acinzentada e der repente voou em direção a palma da mão do ciborgue.

Magnetismo” – Resultou Vagner para si mesmo ao testemunhar o ato. – “Ele e aquela espada são conectados, então será um pouco mais difícil separa-lo dele, e também tem aquela mão...”.

Estendendo a mão esquerda para o lado, um feixe azulado apareceu, sua forma era irregular e oscilava continuamente como se mante-se a todo custo sua forma atual. Vagner não mostrou surpresa quanto a isso, maioria de suas habilidades estaria provavelmente fora de forma que nem mesmo um treino intenso de três semanas ajudaria. Aquilo era tudo o que tinha para uma luta corpo a corpo, enquanto Mika estivesse fora de ar.

Nenhum dos dois ousou dizer uma palavra.

O único som entre eles era a da pequena onda de ar que passava naquele local.

E em um piscar de olhos.

Tudo começou.

Diminuindo a distancia entre si, Raiden avançou tão rapidamente quanto possível deixando em seu rastro pegadas profunda no concreto, os olhos azuis olhavam somente para seu alvo, sua mão segurando fortemente o cabo de sua katana. Vagner deu um passo para trás, fixando sua perna direita firmemente no chão, erguendo ligeiramente o feixe azulado em sua mão esquerda á altura de seu rosto, sombreando os olhos negros que fitavam o seu inimigo avançar em sua direção.

Lá vem ele... Tem algum plano?

Perguntou Hattãn.

Eu vou liberta-lo...” – Respondeu Vagner. – “Precisa somente ver em seus olhos, ele está preso de alguma forma, eu não sei como vou fazer isso, mas se a uma chance de muda-lo, então eu a tentarei.”.

Não parece meio arriscado? Você não em sua plena forma, ficar mais de dois mil anos sem sequer usar energia atrofiou suas habilidades. Você realmente quer fazer isso?

O Rei Arqueiro não respondeu de imediato, mas seu aperto no feixe de luz aumentou consideravelmente.

Uma das coisas que aprendi com Tsubasa, foi que todos nós temos uma chance de nós redimirmos, até mesmo a alma mais negra tem um pouco de luz, mesmo tendo aqueles que a negam...”.

10 segundos para contato imediato...

“... Eu mesmo já presenciei um antigo inimigo redimir-se em seu último momento de vida após escutar as palavras de Tsubasa, por isso ele era o um, o primeiro, aquele que nos guiaria depois da morte de nosso pai...”

5 segundos...

... Eu vejo naqueles olhos robóticos vazios dele e vejo alguém preso, uma alma confinada, então eu o darei uma chance, assim como meu irmão, por que eu sou o sétimo Rei, eu sou Vagner!”

O choque entre o ataque e a defesa de ambos o lutadores foi brutal. Uma ventania se formava e o som estridente tão forte que as vidraças ao redor foram reduzidas a somente pequenos pedaços do material transparente.

A luta pelo espaço era acirrada e feroz, nenhum dos dois parecia desistir tão cedo. A lâmina de Raiden superaquecia rapidamente fazendo com que a coloração da espada torna-se uma alaranjada clara. A troca de olhares entre os dois diziam muito mais que palavras.

Dando um passo para trás, Vagner deixou a lâmina do ciborgue deslizar pelo feixe de luz, o som estridente ecoava pela sua mente. Um corte vertical rápido resultou em uma cicatriz que começava do quadril até o ombro de Raiden, o sangue escorria de sua ferida, mas isso não pareceu o impedir de prosseguir e revidar. Um golpe com a palma aberta no peito do Rei forte o suficiente para lançá-lo para trás, Vagner podia jurar que ouvirá uma de suas costelas trincarem-se pelo movimento.

Ele não pode segurar o sangue que lhe escapou da boca, o gosto metálico vindo das profundezas de sua garganta.

Saltando para uma distancia segura, Vagner flexionou-se levemente, recuperando o folego perdido e o sangue derramado. A dor em seu peito era desconfortável, mas ele estava contando com a ajuda de Hantä para ajudá-lo nesta parte.

Erguendo novamente seu feixe, o Rei arqueiro por muito pouco conseguira defender-se de outra investida mortal de Raiden. Uma batalha, veloz e mortífera fora travada entre o embate daqueles dois. Faíscas pulavam da lâmina de alta frequência de Raiden a cada golpe no feixe de luz de Vagner. Vagner defendia-se a todo custo sem deixar seus olhos negros parar o contato visual com a arma inimiga, um passe em falso e sua garganta seria cortada.

Flexionando sua cabeça para trás, escapando de um corte horizontal limpo, Vagner fechou o punho direito e de dentro dela uma luz azulada saia entre as aberturas. Raiden não teve tempo de esquivar-se. A flecha feita por Vagner o acertará em cheio onde seria seu estomago e o mandando um sinal elétrico em seu sistema nervoso, o impedindo de andar, falar ou qualquer outra coisa.

– Eu sei... – As palavras do Rei não pareceram abalar o ciborgue que continuava a tentar mexer-se a todo custo. – Sei que você está preso ai dentro, que este ser aqui fora não é você.

A breve fala de Vagner pareceu acertar o ciborgue assassino. Ele havia parado de mexer-se, mas olhava somente para frente, fixo.

– Eu não sei o que eles fizeram com você, mas eu posso ajuda-lo. Ajuda-lo a sair de sua prisão, de retomar o controle de seu próprio corpo.

Um pequeno hesitar na força. Um pequeno afrouxar no aperto firme. Aqueles eram sinais de uma pequena esperança para Vagner que ainda mantinha a pequena onda elétrica ativa.

– Li... Ber... Dade... –O sussurro quase inaudível escapou da boca de Raiden.

Uma voz quase... Humana.

Protocolo 0456B acionado.

Recombinação Genética Neuro-cerebral.

Retomando controle de movimentos em T3 segundos.

A voz robótica ecoava nas paredes profundas da mente de Raiden. Sua visão era preenchida por números, letras e formas. E pela primeira vez desde sua primeira vez ao vislumbrar daquele mundo, o ciborgue via tudo não pelos olhos de uma maquina, mas sim de um humano novamente. Mas isto o trouxe com um custo caro.

Com um rugido feroz e medonho, o ciborgue deu passos para trás, deixando sua lâmina cair no chão e colocando as mãos nos templos da cabeça como se estivesse a ter a pior dor de todas.

3 segundos.

Seu corpo agitava, espasmos musculares severos percorriam toda sua extensão, a cabeça latejava como se ela fosse martelada com força.

2 segundos.

Suas pernas pareciam perde suas forças obrigando-o a ajoelhar-se.

1 segundo.

– Ele não vai conseguir, não é?

– Talvez não. Ele perdeu muito sangue assim como maior parte de seus membros.

– Ainda é um milagre termos atividade cerebral ou pelo menos os pulmões e o coração ainda funcionarem.

De quem eram essas vozes?

– O que vamos fazer? O estamos perdendo muito rápido!

– Deem adrenalina! Estanquem este sangue rápido! Sua atividade cerebral está caindo!

– Isso não esta funcionando, ele vai morrer assim! Senhor, o que faremos?

Um minuto de silencio.

– Iniciem o projeto Cavalheiro Branco.

– O senhor está falando sério? Não sabemos os riscos ainda e só temos meio projeto em mãos.

– Faça-o.

– Mas senhor, ele é...

– Eu sei... Ele é meu filho...

Reiniciando...

Tudo entrou em mais completo silêncio. Vagner observava todo o corpo de Raiden parar, não havia sequer um único movimento do ciborgue, os olhos que antes brilhavam em rubro agora pareciam opacos, sem vida. Era como se ele estivesse desligado.

– Ele está...

Desligado? Sim, provavelmente.

Vagner afastava-se lentamente do corpo paralisado de Raiden ainda inseguro do que pode acontecer quando o ciborgue retornar.

– Pare.

Parando, o Rei Arqueiro encontrava-se olhando a figura de Raiden fixamente. Ele não sabia o porquê ter acatado a ordem, mas o tom que elas saíram era como se aquela maquina de matar fosse trocado por algo mais humano.

Os olhos opacos do ciborgue assassino voltavam aos poucos ao seu brilho, mas não mais o rubro malicioso, um brilho azulado.

– Vá... Tome a garota é fuja mais ciborgues estarão aqui em poucos. Eu não sei o que realmente é certo ou errado, não sei qual é o lado correto, mas eu sei que vocês ainda não fizeram mal a qualquer ser humano até agora. – Disse Raiden ao recompor-se totalmente o controle de seu corpo novamente, sem mais o seu tom robótico.

E sem mais qualquer palavra com somente um trocar de olhar, Vagner virou-se e caminhou em direção ao lugar onde Mika encontrava-se inconsciente pelo golpe. Pegando-a em um estilo noiva, o Rei olhou novamente para o robô.

– Sente-se livre novamente?

Raiden virou-se de costa para o arqueiro e andou em direção a sua lâmina caída.

– Eu não sei...

Ao momento em que Vagner tentaria falar qualquer outra coisa, ele fora interrompido pelo chamado do comunicador.

Para qualquer um que está me ouvindo. Aqui é a Rose, o interior da instalação está quase totalmente vazio, não há sinais de outras pessoas por aqui há somente ciborgues. Também encontrei o Luiz e mais cinco pessoas, quatro delas Turners e uma cientista. Estamos no retirando do complexo ag... Cuid...

O som de uma explosão fora ouvido do outro lado da linha.

Rose, aqui é Rafaela, você está na escuta?

Sem resposta.

Droga, perdemos contato. Van, Rin, alguém na escuta?

Novamente sem resposta.

Sem resposta. Eles deviam estar perto da localização deles neste momento.

Ele escutava tudo em silêncio e atento. Em sua mente, opções formavam-se rapidamente para o que fazer a seguir. Levar Mika e seguir em frente deixando Raiden para trás, Vagner não sabia se realmente poderia confiar no ciborgue, mesmo que ele tenha mudado um pouco quando voltou a controlar seu corpo. Ficar e provavelmente enfrentar mais ciborgues como o ciborgue da UDDR disse que viriam, ele não tinha tempo e muito menos energia naquele momento.

Fechando os olhos e inspirando tanto ar quanto possível Vagner caminhou em direção á mansão Kuroi.

Aqui é Vagner, estou levando Mika de volta á mansão para tratamentos médicos.

Certo, o caminho até lá está limpo.

Raiden fixava-se sua visão na silhueta do Rei Arqueiro que desaparecia aos poucos pela escuridão da noite até o ponto em que mesmo seus passos desapareceram. Ele voltou sua visão para a lâmina em sua direita que parecia tão inofensiva de primeira vista, mas já derramara tanto sangue, culpado ou inocente.

– O que... Eu realmente sou?

Sua pergunta fora deixada ao relento noturno para que o vento gélido a levasse para outros lugares que talvez tivesse uma resposta.

O som de passos apressados era captado de sua retaguarda. Eram rápidos e pesados, como uma bota de metal.

Das sombras da noite, outros ciborgues revelaram-se a frente de Raiden. Eles não tinham rostos, tudo o que tinham era uma chapa negra fixada no lugar de sua face por parafusos, vestiam um colete militar e facões serrilhados.

– Para onde eles foram 01? – Perguntou um deles.

Raiden somente os fitava em silêncio.

– Vou repetir, para onde eles foram 01? – Perguntou novamente.

Eu não deixarei que vocês prossigam...

Essas foram às palavras que saíram da boca do ciborgue caçador, as mesmas palavras que levaram o lugar ao completo silêncio.

– O que você acha que está fazendo?! – Exclamou um dos ciborgues.

Raiden ergueu sua katana ao lado de seu rosto segurando-a com ambas as mãos, seus joelhos encontravam-se flexionados e sua perna esquerda alongada o suficiente para manter-se equilibrado.

– Eu estou fazendo minha própria escolha. – Respondeu ele nivelando seu olhar com o do ciborgue. – Agora cale a boca e lute.

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O som dos pedregulhos caindo ecoavam pelos corredores metálicos. A luz lunar adentrava o lugar pelo enorme buraco em seu teto, como se uma bala de canhão os tivesse atingido. Ele não se lembrava de como ou quem fez aquilo, o que lhe restava na memoria era o que Rose o disse antes de um clarão branco o cegar por completo.

Com muito esforço conseguirá retirar alguns escombros encima de si, levantando uma cortina de fumaça que neblinava sua visão já debilitada. O ar seco percorria sua garganta e narinas forçando-o a tossir para elimina-los.

Apoiando-se em sua lâmina, o garoto loiro levantou-se e cambaleante firmou-se em pé.

– Estão todos bem? – Perguntou ele a qualquer que pudesse ouvi-lo por causa da poeira que ainda permanecia de pé.

– Eu já tive dias melhores.

– Cale a boca Shö.

– Oi! Oi! Sem brigas aqui pelo amor do santo Kingu!

– Cale a boca você também Aogami!

– Alguém viu Rose-san e Rebecca-san?

– Ei Luiz! Que diabos foi isso?

Eram múltiplas vozes que falavam ao mesmo tempo, algumas masculinas e outras femininas. Elas faziam parte do grupo que estava preso junto com Luiz. Três homens e duas mulheres que deveriam estar por lá antes mesmo de sua chegada.

Fique atento garoto, essa explosão não foi natural.

A voz de Rebellion em sua mente avisou de forma séria, algo que nas últimas três semanas ele pouco viu no rosto do homem de cabelo branco.

– Não me diga, estamos há não sei quantos metros abaixo do solo, é quase impossível algo nos acerta daqui. – O comentou para Rebellion.

A cortina de fumaça abaixava aos poucos mostrando as outras pessoas que o seguiam antes da misteriosa explosão.

O mais próximo dele era Shö Minakazi, um garoto bem humorado e em suas vezes sarcásticos além de sua conduta. Estatura mediana para adolescentes em seus 16 anos, cabelos arrepiados loiros, sempre usando óculos de sol que lhe cobre os olhos de cor desconhecidos mesmo para eles.

Também há Aogami, amigo de Shö aparentemente. 16 anos de idade, cabelo curto azulado e sempre de olhos fechados. Sua personalidade sempre é calma e descontraída.

Kanon, uma das Turners fêmeas do grupo. Sua estatura é baixa, muito baixa para uma garota de 16 anos de idade, cabelo curto branco como a neve. Meiga e sensível, sua personalidade é bastante frágil pelo que Luiz observou até o momento.

Ren, outra Turner fêmea que diferente dos demais por ser chinesa. Cabelo roxo amarrado em estranhas marias-chiquinhas que são presas por um sino felino. Personalidade aborrecida em sua maioria das vezes e mal-humorada.

E o último integrante do grupo fora uma pessoa que Luiz não esperava ser. Kankui Shiramura, um dos estudantes de sua sala em Uingusi, portador de uma personalidade extrovertida e positiva. Sempre ostentava um cabelo arrepiado muito semelhante ao de Van só que de cor castanho.

– Vejo que maiori...

Cuidado!

Um único aviso foi o suficiente para fazer o portador de Rebellion sacar sua espada e efetuar um corte horizontal em sua retaguarda, como se fosse um comando automático. O metal de sua lâmina chocou-se violentamente contra algo rápido e forte, forte o suficiente para lançá-lo há alguns metros do chão e arremessa-lo para trás.

Ficando Rebellion no chão, Luiz conseguira fixar-se novamente em pé.

O que diabo foi isso?” – Perguntava-se o loiro ao olhar para o local do ataque.

Mas qual não foi sua surpresa ao perceber o autor do ataque contra ele.

Lá estava ele, segurando-se em sua bengala metálica com o braço direito, o cabelo branco bagunçado e os olhos rubros que o fitavam com tanta intensidade que ele podia sentir a sensação de morte que dele emanava. Os dentes cerrados em raiva e desgosto pelo que ele presenciava.

Ali estava Alpha, o portador do poder de controlar vetores como bem entender, uma das pessoas criadas a partir do próprio DNA de Van, um dos cães de caça da UDDR. Um dos responsáveis por ele estar ali naquele momento.

Tudo se tornou um neblinado para Luiz pela presença de Alpha. Em seus olhos era visível toda sua raiva pelo albino, àquele que o venceu sem grandes esforços mesmo ele dando tudo de si. O sangue fervia e adrenalina era nítida tanto que sua respiração ficava desregular rapidamente, o aperto no cabo de sua espada tornava-se mais forte e firme a cada momento que o loiro tentava sem muito esforço acalmar-se.

– Olha o que temos aqui, ratos tentando escapar? Não brinque comigo. – Disse Alpha de forma zombeteira, mas ainda evidente a raiva em seu tom de voz. – E também temos o loiro de merda! Veio perde novamente? – Zombou ele.

Os dentes se cerraram com insinuação de sua derrota, assim como o aperto de seu punho na espada. O sentimento de ódio e raiva aumentava a cada segundo e também sua honra como guardião estava sendo jogado ao lixo, algo que em sua família era um lema de vida, tratado como uma zombaria.

– Esse desgraçado...!

Falou para si mesmo o loiro ao levantar-se com toda sua força e empunhar Rebellion de forma desleixada e sem formação. A raiva cegava sua mente e tudo que ele mais queria era acabar com Alpha.

– Luiz! – Gritou a voz vinda atrás de si.

Voltando sua visão para a dona da voz, sua visão foi preenchida com Rose junto de Rebecca, a cientista achada pelo complexo da UDDR, não se sabe por que, mas ambas pareciam ser bem intimas. Mas não foi isso que chamou a atenção do guardião loiro, foi algo mais, foi o tom de suplica vindo de sua amiga que o forçou a parar seu ataque selvagem.

Sim, ele sabia que mesmo com o pequeno treino que teve com Rebellion nas últimas três semanas não era capaz de enfrentar frente a frente o poder de Alpha, a desvantagem era visível e os números não pareciam lhe favorecer e Rose sabia sobre isso, foi ela quem o contou tudo o que aconteceu nos últimos dias ao se encontrarem, tal como a operação para resgatá-lo que até mesmo os próprios Reis o ajudariam, uma grande honra significativa em Daiichisekai. A formação que todos levaram para aquele dia dos até mesmo que não o conheciam e nunca chegou a vê-lo o estaria ajudando como pudesse e no auge daquele momento já estavam em combate contra ciborgues ou o próprio trio de caça.

Luiz sempre foi criado em lealdade e confiança, duas regras essências de sua família, de sua espécie guardiã. Desde que seu pai, Misato, morrerá por um infeliz incidente deixando somente ele e sua mãe, Luiz sempre se manteve perto das suas regras e filosofias. E o que a Kuroi Tenshin estava fazendo para com ele era uma grande honra e também uma prova que ele poderia confiar naquelas pessoas.

Escute a garota, loiro. Atacar com raiva só vai resultar em sua morte prematura e eu não quero voltar para aquele lugar novamente e esperar não sei quanto anos para voltar de novo.

E o que você quer que eu faça? Ele pode controlar qualquer coisa que queira!”

Não se desespere criança. Ele pode controlar qualquer coisa, mas isso não quer dizer que ele seja bom em curta distancia. Diminua a distancia entre vocês e ataque.

Isso soa como um bom plano.”

Respirando profundamente, Luiz relaxara os músculos tensos pela raiva, tentando manter sua mente limpa do sentimento irracional.

– Rose, tire todos daqui. – Disse ele para a amiga de longa data junto de Van.

Ela olhava para ele com surpresa, descrença e uma pequena pitada de medo pelo que ela achava que Luiz faria.

– Não seja idiota Luiz! – A retrucou com preocupação evidente em sua voz.

Ele deu a costa para ela, como se selasse a sua escolha.

– Somente vá Rose, eu sei que é loucura, mas eu preciso tentar. – Ele pode sentir a total descrença que vinha da ex-agente da UDDR em sua escolha. – E não tente mudar minha mente, só perdera tempo que poderia ser usado para sair daqui. Agora vai, anda!

Silenciada pelo tom de voz do loiro, Rose arriscou uma ultima olhada para seu amigo loiro, indignada por sua escolha, mas ela deveria ter reconhecido todos os sintomas de uma revanche e isso era algo típico dele. Então com toda sua força de vontade ele marchou para o corredor anterior que era o enorme labirinto metálico.

– Vamos. – Esta era a palavra final de Rose para o grupo antes de dar meia volta.

O silêncio instalou-se tanto que até mesmo Alpha não fizera qualquer coisa para impedi-la de fugir junto com os prisioneiros. Assim um a um começaram a seguir Rose, ainda preocupados com a escolha de Luiz, mas entendidos pela razão dele.

– E somente eu e você agora, Alpha. – Disse Luiz segurando Rebellion em sua mão direita enquanto sua mão esquerda era rodeava de uma pequena luz azulada clara. – Agora você vai perder.

– Tsk. Seja o que for monte de merda, meu alvo não é você de qualquer forma, mas se quer que sua morte chegue mais cedo, para mim não faz diferença. – Respondeu o garoto de cabelo branco apertando o aperto de sua bengala firmemente.

Não mais palavra foram ditas entre os dois. Elas não eram mais necessárias para eles. O único som que se podia ouvir era os dos pequenos pedregulhos caindo do buraco aberto. O suor escorria das têmporas, os músculos ficavam tensos, a respiração profunda e compassada.

Tão rápido quanto pode em seu potencial, erguendo seu punho esquerdo, Luiz lançara um projetil em alta velocidade com o intuito de empalar Alpha e acabar com tudo aquilo o mais rápido possível. Mas qual não foi sua surpresa ao observar sua estaca de gelo se autodestruir antes mesmo de chegar perto do garoto de cabelo branco.

– Só isso? Que tal algo como isso?! – Gritou Alpha criando em sua mão esquerda uma esfera de fogo e seu tamanho aumentava cada vez mais.

O calor era perceptível da distancia onde Luiz se encontrava, era tanto que até mesmo o metal da parede ao lado do cão da UDDR derretia somente de estar próximo a ele. Ele não sabia se seu gelo poderia aguentar uma temperatura tão alta como aquela, ele poderia ter conseguido contra o Rei Dragão, mas ele só estava a brincar com o garoto loiro neste aspecto. Suas opções eram poucas assim como seu espaço. Então agarrando o cabo de Rebellion com ambas as mãos, o jovem aprendiz de Rei fincou-a no chão tão profundamente quanto possível, dela o gelo se espalhou como uma praga que cobria o local abaixo de seus pés.

– HAHAHAHA! Coma isso!

Foram às palavras de Alpha para Luiz antes de a temperatura começasse aumentar rapidamente, a tal ponto que nem mesmo o muro de gelo que ele fizera como proteção previa conta qualquer investida inimiga, pudesse aguentar o calor de subir por seu corpo que o fazia suar.

Fogo e gelo.

O choque dos elementos opostos era inevitável e o choque entre eles originou uma grandiosa e feroz explosão que devastou boa parte do corredor, tanto o teto, o piso e as paredes. Contudo, com sua explosão uma grossa nevoa resultado do contato entre o alto calor e a baixa temperatura da agua, elevou-se do lugar do impacto que se expandiu a todo corredor e isso também impedia qualquer contato visual, deixando Alpha sem sua visão. O cão da UDDR estalou a língua com o fim que levou o inimigo, era somente mais um inseto em seu caminho em busca do seu outro eu, entretanto foi até decepcionante a derrota de Luiz para ele.

– Grande merda. Fala muito, faz pouco. – Resmungou Alpha para si mesmo vislumbrando sua vitória.

Vamos ver que rir agora, seu merda.

O sentido de perigo do garoto de cabelo branco chutou tão fortemente quanto possível em sua mente, seus olhos abriram-se como duas luas cheias ao sentir algo atrás de si, em sua retaguarda. Como ele havia chegado ali, Alpha não sabia, mas agora ele havia deixado sua guarda aberta para o inimigo não tão morto.

– Morra!

Luiz investia contra Alpha erguendo Rebellion com ambas a mão, com o pretexto de realizar um corte vertical fatal que resultaria de uma vez por todas esse luta. Ainda assim o jovem loiro agradecia ao plano maluco de Rebellion de usar o ataque flamejante de Alpha contra ele mesmo usando o gelo como um meio comum, levantado uma cortina grossa nevoa, impossibilitando contanto visual com ele e usando o movimento que andara a treinar no ponto infinito chamado de Passo Rápido, um movimento de velocidade instantânea de classe baixa, ou seja, que todos possam usar, mas também é um dos principais tópicos de qualquer guardião ou ser que continha Eneji sabe usa-lo. Passo Rápido e nada menos de mover-se a uma velocidade tão rápida que poderia se confundir com o teleporte dos Hikuten, que realmente se teleportavam.

Realmente, o plano maluco daquele cara funcionou.

E você achava que não iria dar certo, garoto.

Eu realmente tenho que dizer que isso...

Tudo caminhava para sua vitória, sem mais, sem menos. Porém, o loiro não esperava que Alpha usasse sua própria bengala como uma espada, indo contra a lâmina de Luiz, resultando em sua defesa e em um impasse.

Deu completamente errado!

A única coisa que Luiz pode sentir a seguir foi uma dor alucinante em sua barriga, como se sua carne estivesse sendo contorcida por algo. Com um impulso forte o suficiente, usando Rebellion como base, o loiro se afastou a uma distancia segura de Alpha. Uma careta de dor tomou posso de seu rosto ao tocar a ferida em sua barriga. Era como se uma broca tivesse torcido a pele e os músculos violentamente.

Droga...

O riso distorcido de Alpha ecoou pelas paredes do túnel chamando a atenção de Luiz para longe de sua ferida. Os olhos do garoto aumentaram consideravelmente com o que olhava na mão direita do albino.

– Divirta-me mais! Deixe-me ver seu desespero saco de merda! HAHAHAHAHA! – Gritava Alpha com um grande sorriso maníaco que enfeita suas afeições.

Mas não era isso que preocupava Luiz, mas sim a esfera negra que estava na mão direita de Alpha. Ele podia sentir puro poder destrutivo vindo daquela coisa.

– Você já ouviu falar da Explosão de Vácuo?

Merda/Merda.

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O chão abaixo de seus pés tremeu violentamente enquanto caminhava no corredor solitário.

– Este tal de Kastagear realmente tem algumas peças interessantes. – Comentou a voz feminina.

Ela olhava para a pessoa a sua frente esperando uma resposta, mas tudo o que ela havia conseguido era o silêncio depois da explosão que provavelmente havia abalado à estrutura do complexo subterrâneo.

– Matheus...?

– Prepare-se Sarah... O que nos viemos atrás está do outro lado daquela porta. – Apontou Matheus a uma porta no final do corredor de cor acinzentada com um estranho símbolo de uma cruz vermelha.

Ambos seguiram em silêncio em direção à porta. Suas mentes preparavam-se para o que vier atrás daquelas portas. Mesmo que o sentimento de inquietação no peito de Matheus que o dizia que alguma coisa aconteceria naquele lugar.

Algo de muito ruim.