Notas iniciais
“Essa historia jamais aconteceu... Pois nunca existiu.”

A milhares de anos existiu um povo, que para muitos, foi o mais sangrento e glorioso de todos. Porém poucos sabem que parte dessa gloria é culpa de um único homem: O príncipe Darin II.

Na Pérsia jamais houve um guerreiro tão mortal e exatamente por causa disso o seu pai, o rei, decidiu convocar magos para fazer o principe simplesmente parar no tempo dormindo e ser acordado quando o império precisasse de ajuda em uma guerra futura.

Em um dia de chuva o príncipe foi abordado pela guarda real e a luta mais feroz de todos os tempos começou. Lutaram durante horas mas por fim o príncipe perdeu, ficando inconsciente e fora levado para o palácio onde iria ser congelado para sobreviver ao tempo.

Porém o destino prega peças. Naquele mesmo dia os espartanos haviam marcado um ataque surpresa a Babilônia, no exato momento em que o feitiço imposto ao príncipe ia ser finalizado a torre onde estavam fora acertado por uma grande pedra, lançada de uma catapulta espartana, se desfazendo e mandando todas as pessoas ali pelos ares e até mesmo o príncipe, que agora estava preso e inconsciente em um tipo de bloco de gelo gigantesco que se quebrou na queda e então o príncipe abriu os olhos e tornou a fechá-los. Morreu.

Porem o destino prega peças. O feitiço de eterno sono saiu errado com o acidente. Agora o seu dom era outro.

Milhares de anos depois

Acordei tonto, como sempre, ao ouvir o apito do meu despertador. Levantei, e segui a mesma rotina de sempre: levantar, tomar banho, escovar os dentes, me vestir, pegar o meu material e esperar o motorista que me levaria a escola com o meu irmão, apenas mais um dia comum na cidadezinha de Aperibé, no interior do Rio de Janeiro, Brasil.

A escola continuava a mesma: mesmos lugares, quase mesmas pessoas. Meu nome é Gabriel V. R. de Carvalho e tenho quatorze anos. Fui em direção aos meus amigos, todos exatamente igual.

La – Ei, Gabriel.

G – Oi.

Lara. Para mim a visão dos céus, como alguém podia mexer assim com outra pessoa? Ela era linda, os cabelos negros e compridos e os lindos olhos castanhos e um sorriso inesquecível. Quando me libertei da visão de Lara desfilando pelo pátio percebi que os meus pés haviam me levado até os meus amigos.

G – Fala cambada, e ai? Beleza?

Quem me responde foi Bruno, um garoto grande e que usava uma camisa sem manga e bem apertada para mostras o físico avantajado que conseguiu malhando febrilmente durante as férias como me contou pela internet quando eu estava na casa de meu pai, em Porto Velho/RO.

B – Beleza cara, e você? Como foi de férias?

G – Bem, foi legal.

O sinal tocou e todos se moveram para entrar na forma.

V – Bom dia, meus amores.

Valéria, a diretora, vinha entrando no pátio, era uma mulher alta e um pouco exagerada nos gestos e palavras. Veio até a minha turma parando no caminho para cumprimentar os alunos, porém alguma coisa estava errada pois ela não trazia o rotineiro sorriso.

A oração foi como sempre demorada, chata, e para mim, desnecessária. Subimos para a sala, seguidos pelos alunos do segundo e terceiro anos. A aula não começou imediatamente e mais pessoas começavam a chegar como os meus bons e velhos amigos Luís Felipe e Letícia Gomes.

Felipe era mais alto do que eu e mais magro porém muito mais inteligente e Gomes era pequena e esguia com os cabelos espessos e encaracolados.

G – Fala, e ai? Beleza?

Lg – Beleza.

Lf – Beleza, e as férias?

G – na mesma.

Eles depositaram as mochilas nas mesas ao lado e em frente a minha.

Lf – Porque a aula ainda não começou?

G – Não sei, de quem é a primeira aula?

Lg – Valéria.

Não bastando ser a diretora, Valéria era também professora de produção textual, o que para mim era uma perda de tempo como a maioria das outras coisas ao meu redor. Ao contrario das outras pessoas eu não ligo para os estados e nem para o rumo que a minha vida leva.

Valéria entrou na sala, porem, sem material ao contrario do que fazia todo dia.

V – Olá, olá, olá, todos sentados.

A ordem foi admitida imediatamente. Ela puxou a mesa do professor, que estava no lado superior direito, para o meio da sala e se sentou nela. Enquanto todos estavam em silencia Valéria ficou parada olhando para os próprios pesque pendiam na mesa até que enfim falou.

V – Estamos em uma situação diferentes de todas pelas quais já passamos.

He – Como assim tia?

Heloísa era uma garota bonita e muito inteligente que para muitas pessoas era uma versão “mini” da Valéria.

V – Se quiserem me chamas de louca quando eu terminar fiquem a vontade; ontem, as 2:03 A.M., oficiais do exército de um quartel do Rio de Janeiro, enquanto faziam uma patrulha, abortaram um homem que ao ver os soldados puxou um pedaço de madeira que tinha no bolso e o colocou na direção de um deles, disse umas palavras, o pedaço de madeira projetou um brilho verde e o soldado caiu morto, o homem baleado pelo outro oficial.

G – Como é?

V – Por favor, me deixem continuar. O homem sobreviveu ao tiro e foi interrogado. Mediante materiais químicos e torturas ele confessou que estava tentando roubar e destruir projetos secretos do governo, e parece que falou mais... Bem vamos logo ao ponto.

Todos estavam apreensivos e prestando tanta atenção que nem piscavam.

V – Magia Existe.

Várias pessoas olhando atenciosas para Valéria pensando quando, no caminho para a sala, ela teria batido a cabeça.

G – Tá loca.

V – Tudo isso será explicado a vocês mais detalhadamente.

Lg – Explique agora.

V – Houve um Problema, os professores precisão se adequarem às novas regras de ensino, por isso vocês só voltaram no ano que vem.

Todos ficaram olhando para Valéria, espantados, alguns até riram do que achavam ser uma brincadeira.

Lf – É sério professora?

Fez-se silêncio, Valéria ia continuar a falar porem foi interrompido por uma batida na porta e esta se abriu deixando a mostra dois homens vestidos de coletes pretos e calças camufladas e cada um deles tinham um tipo de bandanas com uma placa de metal.

O — Professora nosso tempo é curto.

V – Adeus, amores.

Notas finais
“Eu escolhi o soldado que eu queria, eu te vi se tornar o soldado que eles queriam. Você, como os outros era forte, rápido e corajoso, porem você tinha algo mais... Sorte.” “Eu estava errada?”