Kingdom Hearts Codec X
1 Capítulo 1
Acordei tonto, meu corpo parecia ser feito de chumbo, pois por mais que eu tentasse levantar não consegui. O lugar onde eu estava parecia ter areia, era escuro e mal eliminado. Fiquei ditado por mais ou menos uma hora até poder me levantar precária mente.Agora estas por vendo porque o lugar era escuro, era iluminado apenas por tochas. Não sabia como havia chegado ali, pra dizer a verdade não me lembrava nem o meu nome, como isso podia acontecer? O aposento não era tão grande, era retangular onde em uma extremidade havia uma passagem para outro cômodo e na outra havia um altar onde no topo estava um tipo de ampulheta vazia. Mas tinha mais alguma coisa. Nos degraus que levavam para o topo do altar tinha uma pessoa deitada com o rosto para baixo. Cheguei perto e a virei pra ver seu rosto.
Aquilo era impossível... Não podia estar acontecendo... Aquele era nada mais nada menos do que o meu rosto, era como se houvesse um espelho em que mostrasse a pessoa que olhasse por ele dormindo. Tinha que sair dali. Virei-me e já estava perto na porta quando algo me chamou a atenção dentro do cômodo, voltei meus olhos para um tipo de luz que não havia percebido antes provavelmente pelo choque de ver o sósia. Na mão do sósia estava uma adaga que emitia um brilho azulado, eu voltei e a peguei depois sai da sala.Era uma peça realmente bonita, a lamina brilhava de maneira constante, o cabo e o cálice eram feitos de prata e no centro do cálice tinha um tipo de detalhe feito de um material amarelado que lembrava estranhamente a um olho. Levei também uma tocha comigo, pois não tinha luz no corredor e outro fato estranho era que também não havia areia no chão ali.Segui pelo corredor durante uns vinte minutos sem achar nada ao longo do caminho até que enfim encontrei uma entrada onde não esiter em entrar pois era a única coisa diferente a muito tempo.Ali também não havia luz e estranhamente a luz da minha tocha não parecia poder penetra na escuridão dentro da sala com a mesma eficiência que tinha fora da sala. O cheiro ali era diferente algo que eu já havia sentido só que agora em grande quantidade. Era óleo, sabia exatamente o que fazer apesar de não saber como a idéia me veio à cabeça. Joguei a tocha no chão, automaticamente vários sulcos com óleo pegaram fogo deixando a sala completamente bem iluminada. Era menor do que a sala anterior porem quase completa mente vazia a não ser por cinco estatuas em tamanho real nas paredes. Não pareciam serem pessoas, ou talvez fossem em parte, pareciam monstros. O mão direita simplesmente não existia, fora substituída por três laminas, umas na vertical e duas opostas na horizontal, não tinha olhos também, apenas fendas finas. Não olhei os outros nas paredes laterais, fui logo para o maior que estava posicionado no fundo da sala.Era grande, tinha apenas a silhueta humana, mas era completamente deforme e negra e me dava certo medo. Virei-me para sair da sala e já estava perto da porta quando ouvi um ruído me virei para ver o que era, mas fora preso por tentáculos aparentemente feitos de areia negra. “Mas que droga é essa!? Que ta acontecendo!?”, pensei enquanto me debatia para tentar me livrar do aperto dos tentáculos que prendiam meus braços e pernas mas era impossível.Dah – Então você é o tolo que ousou modificar a linha do tempo. Uma criança. Normalmente aqueles que conseguem chegar e entrar na Fortaleza do Tempo são os melhores guerreiros. Isso será fácil. Acho que não vou precisar acordar os outros irmãos. Aquilo não podia estar acontecendo, a estatua estava falando comigo, me senti ainda mais com medo e comecei a tremer.Dah – Algum ultimo pedido? Sua voz era roca e grossa o que me dava mais arrepios ainda. Não respondi sua pergunta de imediato, “Tem que ter um jeito se sair daqui, sem morrer de preferência” pensei, procurava a volta algo que pudesse me ajudar até sentir que ainda segurava a adaga.Dah – Nada? Assim é melhor. Fique calmo isso vai ser rápido. Mais um tentáculo saiu do corpo da estatua. Tinha que ganhar tempo para pensar em um plano.G – Espere! O tentáculo, que tinha dado o bote, parou a meio caminho do meu rosto.Dah – O que é?G – Eu tenho um pedido.Dah – E qual é? Disse a voz da estatua com uma pontada de decepção.G – Tenho algumas perguntas.Dah – Só isso? Então as faça.G – Que lugar é esse? Como cheguei aqui? E porque não me lembro de nada?Dah – Hahaha, já sei o que está acontecendo. Esta é a Fortaleza do Tempo. Nesta mesma fortaleza a milhares de anos foi criada a Linha do Tempo onde fora escrito o destino de cada ser que existe no universo, quando esta fora criada também foi criada as Areias do Tempo, material capaz de fazer qualquer um voltar e manipular o tempo a seu favor. Ao que parece você veio aqui hoje para usar das Areias do Tempo, porem, algumas pessoas não são fortes o bastante para agüentar o poder das Areias e por isso quando as usam ocorrem efeitos colaterais e isso aconteceu com você. Não posso dizer ao certo o que aconteceu, as possibilidades são variadas.
G – Alguém já fez isso? Utilizou as Areias?Dah – Todos esses que você vê aqui nesta sala já manipularam as Areias e foram capturados por mim para serem meus servos quando um novo manipulador aparecer. E como você alguns deles tiveram efeitos colaterais. O Caçador, por exemplo, teve a memória apagada.G – Então você vai atrás das pessoas que usam as Areias do Tempo?Dah – Sim, meu nome é Dahaka, e esses são os caçadores do tempo. Olhei em volta, todos aqueles monstros também deveriam criar vida com a ordem de seu mestre.G – Alguém já conseguiu escapar? A estatua ficou em silencio por alguns segundos antes de voltar a falar.Dah – Apenas um.G – Como? Sua voz endureceu.Dah – Seu pedido foi concedido. É a sua vez de se unir aos meus guerreiros. O tentáculo que ainda pairava na minha frente se distanciou para atacar novamente, quando parou vi que era hora de agir. Com um movimento rápido virei o pulso e cortei o tentáculo que segurava o braço direito e logo após cortei o outro que veio até mim para tentar um novo bote antes que esse acertasse o meu rosto, os outros que me seguravam soltaram meu braço e pernas voluntariamente. Assim que meus pés tocaram o chão eu sai correndo pela porta deixando os gritos de dor de Dahaka para trás. Corria freneticamente para qualquer lugar procurando a saída, uma vez ou outra eu ouvia rugidos e gritos pelo emaranhado de corredores. Já estava cansado quando parei de correr para pensar em um plano melhor do que correr as cegas por um castelo desconhecido procurando a saída e rezando para não ser achado pelos monstros ou até mesmo Dahaka. Olhei em volta e achei uma janela, “Saída de emergência” pensei, cheguei mais perto da janela para ver qual era a altura, cheguei um pouco mais para trás quando constatei que deveria ter uns trezentos metros de distancia ta janela onde eu estava indo até a base do castelo e depois descendo pelo penhasco até a água do mar. “Idéia idiota, mas é claro que eu não vou pular por aqui”, isso foi o que me veio a cabeça antes de olhar para trás e ver a estatua que eu havia observado antes agora de pé a uns três metros de mim com suas três laminas no lugar da mão. Sua pele era de um cinza escuro e suas roupas eram marrons, as fendas dos seus olhos eram apenas luz azulada como a da adaga que eu ainda segurava apertada na mão. O fedor que aquela coisa emanava era algo estonteante. Ele abriu o quando conseguiu sua boca mal costurada e deu um rugido ameaçador, provavelmente para chamar seus companheiros. A única saída possível ali era a janela, isso se eu não quisesse enfrentar quatro criaturas muito más. G – Ok cara, eu não quero confusão, me deixe passar e eu não acabo com a sua raça nem com a de seus amiguinhos. Não sabia se conseguiria “acabar com a raça dele”, mas tinha que fazer alguma coisa, qualquer coisa para não ter que pular a janela. Ele balançou a cabeça, apontou para o próprio peito e disse com uma foz aguda e arrastada:Ca – Caçador... Depois apontou para mim e disse novamente:Ca – Caça... Pelo jeito aquele deveria ser o tal Caçador que Dahaka havia falado. Ele mudou de posição como se fosse atacar. “É, não tem mais jeito”, eu e ele começamos a correr ao mesmo tempo para a mesma direção, eu para e janela e ele para mim.Assim que pulei para a janela senti seu braço esquerdo, podre como o de um cadáver, passar por meu peito e passar pela janela para o penhasco comigo. Enquanto caia tentava me libertar do aperto do Caçador ao mesmo tempo em que desviava das suas investidas com as três laminas. Depois de uns cento e cinqüenta metros de descida achei uma brecha em suas defesas e finquei a adaga em seu ombro e ele me soltou, assim que me senti livre finquei a adaga na parede do penhasco e aos poucos fui parando e deixando o Caçador para trás que caia descontroladamente. Agora estava preso à parede do penhasco, não agüentaria muito tempo. “Ah, que legal. Será que pode piorar?” disse a mim mesmo alguns segundos antes da adaga ranger junto a parede indicando que ela agüentaria mais do que eu, “Obrigado”, disse mau-humorado. Deveria ter alguma maneira de sair dali sem receber pelo menos muitos danos, mas como eu poderia procurar alguma se nem ao menos podia me mexer para procurar uma saída. Parecia que era o fim. Eu teria o mesmo destino que o Caçador caindo penhasco a baixo. Se esse é o único caminho não via motivo para atrasar, fechei os olhos e coloquei a cabeça na parede rochosa. “Bem... Pelo menos não vou lamentar pelo que deixei para trás... Não me lembro de nada”. Retirei a adaga da pedra.Sentia o vento passando pelos meus cabelos, meu rosto, braços e pernas, mas nada podia fazer. Se for caçado pela eternidade esse era o melhor destino. Será que aquele que sobreviveu ao julgamento de Dahaka desistiu tão rápido quanto eu? Bem... Não ia poder descobrir. Era o fim.PAM Todo o meu corpo doía com o impacto, mas não fora impacto com a água. Passei a mão no lugar onde eu estava deitado. Era pedra lisa, não ondulada como a parede do penhasco. Me levantei com dificuldade, estava em uma plataforma a uns setenta metros de onde estava com a adaga fincada na parede do precipício, a minha frente havia um caverna que deveria levar ao subterrâneo do castelo no alto do penhasco que podia ver agora. Estava hesitante para entrar na caverna, mas assim que ouvi um rugido vindo da água do mar e vi o Caçador lá em baixo entrei rapidamente com a adaga em punho a frente do corpo para iluminar o caminho com sua luz azulada. Continuei andando pela caverna em encontrar nada por vários metros, só depois de uns dez minutos de caminha vi tochas acesas, mas ninguém por perto apenas vários corpos de guerreiros com espada e escudos pelo chão. Cansado, me sentei ao lado de uma das tochas. “Será que os monstros de Dahaka haviam parado de me procurar” me peguei pensando. Tinha que me lembra de como havia chegado naquela ilha para poder sair do mesmo jeito. Fechei os olhos, e me concentrei. Estava tudo escuro e depois as cenas vinham a minha cabeça como flash-backs embaçados. Via uma garota bonita de cabelos ruivos correndo para longe de mim, às vezes virando para me olhar com m sorriso no rosto. Depois tudo ficou escuro e via um volto deitado no chão, não podia ver o rosto. Tudo voltou a clarear, estava agora voando acima do mar. Estava com os pés no chão de pedra, atrás de mim um tipo de avião bem pequeno. Andava por um corredor clareado apenas pela tocha que carregava na mão. Agora estava em uma sala bem iluminada com um altar onde havia uma grande ampulheta cheia de areia, no chão havia uma adaga de brilho azulado, peguei a adaga e a finquei em uma pequena abertura na ampulheta. Voltei a mim. Estava suado e com a respiração arfante. Já sabia por onde sair. Ouvi um ruído atrás de mim, me levantei rapidamente, mas não foi o suficiente para desviar do ataque da criatura que caiu do teto e me acertou com força no peito me deixando sem ar e me jogando para longe. Quando cai cortei o braço esquerdo em uma espada na mão de um dos cadáveres, voltei a olhar para o monstro e fiquei paralisado. Devia ter uns três metros de altura, era todo feito de pedras unidas nas juntas dos dedos, braços, pernas e pescoço por uma gosma azul como as fendas dos olhos do Caçador. “Porque sempre azul?” perguntei a mim mesmo.G – E quem é você?Co – COLOSSO! Gritou com sua voz rouca muito parecida com a de Dahaka e como Caçador não pareceu muito inteligente.G – Ok, muito... PRAZER! Passei a mão na espada em que me cortei e tentei um ataque, mas era feito de pedra e só o que consegui produzir foram fagulhas. Ele deu mais uma investida com o seu braço na horizontal e eu me abaixei para não ser atingido, me levantei e tentei golpeá-lo novamente no peito, mas novamente não surtiu efeito. Mais um ataque na horizontal agora com o outro braço e eu desvie com um incrível salto por cima dele que nem eu mesmo acreditava ter dado. “Mas como...?” pensei me interrogando. Olhei para as costas de Colosso e vi uma bolha feita da mesma gosma azul que o mantinha de pé, ataque a bolha, mas como ele estava se mexendo muito ao me procurar sem entender para onde havia ido, acertei de raspão. Assim que toquei a bolha Colosso começou a se contorcer e gritar, por fim voltou correndo pelo corredor me deixando para trás em meio ao silencio.Voltei a sentar apoiado a uma parede, meu braço doía e sangrava.G – Que droga. Retirei a camisa azul usava, rasguei um pedaço e amarrei em cima da ferida e a camisa, o que restou dela, amarrei na cintura. Procurei méis alguma coisa que pudesse usar nos corpos pelo chão, a maioria tinha armas enferrujadas e roupas surradas demais para serem usadas. O maximo que consegui foi um sinto com suporte para a adaga que coloquei por baixo da camisa e um outro sinto com suporta para a espada, que decidi levar comigo, que pendurei no meu peito em diagonal.
Continuei andando pelo corredor, estava pensando em como consegui dar aquele pulo sobre Colosso. Não tinha um físico avantajado, não era muito magro nem muito gordo, mas mesmo assim aquilo parecia impossível para alguém como eu. Gostaria de saber quem eu era e porque estava querendo mudar o meu destino. O túnel desembocou em uma área ensolarada parecia ser um jardim, um grandioso jardim com árvores gigantescas de todos os tipos, estava castigado pelo tempo, pois o mato crescia descontroladamente para todos os lados e havia buracos no chão aqui e ali, parecia ser dividido em andares pois havia um local mais elevado e outro mais rebaixado também. Me lembrava de ter andado por um chão verde, deveria ser por ali que estava o meu avião. Subi por uma escada até o andar mais elevado e lá estava ele. Era ligeiramente menor do que um jato, nas cores pretas e brancas reluzia a luz do Sol. Quando cheguei perto sabia exatamente o que fazer. Falei.G – Abrir cabine. Assim que falei a cabine se abriu e eu entrei, apesar dos muitos botões e telas eu sabia o que cada um ali fazia. Liguei os motores e logo depois direcionei as saídas de energia para baixo fazendo o DarkFalcon, como eu havia me lembrado do nome, levantar vagarosamente. Estava a sete metros do chão quando um tentáculo, não parecia ser um dos tentáculos de Dahaka por não ser feito de areia, segurou a asa direita o que quase derrubou o DarkFalcon de desestabilização. Coloquei a cabeça para fora para ver o que era agora. Um dos monstros de Dahaka estava ao chão. Era do tamanho de um homem alto, uns um metro e noventa de altura, seu corpo era completamente negro e usava uma roupa de aparência tão antiga quanto a do Caçador, mas parecia muito mais bela. Me levantei da cabine e disse: G – Poderia me fazer o favor de soltar minha aeronave?Fei – Acho que não será possível. Disse com sua foz áspera, parecia inteligente.G – Quem é você? Fei – Eu sou O Feiticeiro.G – Prazer, eu sou seu pior pesadelo. Já estava cansado desse monstro, iria sair dali e seria agora. O salto que eu dera lá atrás na batalha contra o Colosso fora extraordinário. Iria ver agora o que mais de extraordinário eu poderia fazer. Saltei para cima do tentáculo do Feiticeiro que segurava minha DarkFalcon, deveria ter uns dois centímetros e meio mas mesmo assim não me faltava equilíbrio. Saquei a minha espada enquanto corria para ele sem parar. O Feiticeiro puxou também uma espada árabe um pouco maior que a minha. Assim que cheguei perto o bastante ataque, mas O Feiticeiro defendeu e me derrubou do tentáculo me jogando para longe. Quando cai largue a espada que rolou alguns metros para longe de mim, me virei para pega-lá, mas O Feiticeiro já estava no ar vindo em minha direção com a sua espada em punho pronto para enterra-lá em meu peito. Isso não poderia acontecer, ainda mais agora que estava tão perto de escapar daquele lugar. Por impulso ergui a mão e desejei com toda a força que aquilo não acontecesse e para meu espanto foi como se houvesse uma parece invisível aparecesse na frente do Feiticeiro o que o fez cair no chão sem entender nada. Dessa vez não fiquei tão espantado com o que aconteceu, já estava começando a me acostumar com aquelas coisas, mas será que poderia fazer mais? O Feiticeiro se levantou e veio para mais uma investida e eu ergui a mão novamente desejando agora que ele fosse levado para longe. Imediatamente ele foi jogado longe como se tivesse sido acertado por uma bala de canhão bem na barriga e sumiu em meio às árvores, seu tentáculo soltou a DarkFalcon. Sem perder tempo pulei em uma árvore e depois para a DarkFalcon, me sentei na cabine e continuei o processo de subida. Um minuto depois novamente um tentáculo segurou a asa da aeronave.G – AaaaaaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH! Gritei com raiva socando o capô da DarkFalcon. Levantei e olhei para baixo. Lá estava ele novamente entre as árvores.Fei – Não será tão fácil.G – Não deveria brincar comigo. Ele deu uma leve risada, aquilo estourou os meus nervos. Por um milésimo de segundo minha visão escureceu e uma voz falou em minha cabeça.Kh – Me liberte e eu posso ajudá-lo. Minha visão voltou ao normal sem que eu tenha entendido o que aconteceu. Dois tentáculos saíram da barriga do Feiticeiro e segurarão meus braços.Fei – Agora não poderá mais fazer sua “mágica”. Outro tentáculo saiu de sua barriga e veio na direção do meu rosto. Fechei os olhos podia “sentir” tudo o que estava a minha volta. Era como se pudesse ver tudo com os olhos fechados. Podia ver as árvores, as pedras, o DarkFalcon e O Feiticeiro, tudo em tons de preto e branco e podia ver o tentáculo também. “Pare” disse para ele em minha cabeça e ele obedeceu. Abri os olhos e o tentáculo estava realmente paralisado e uns dois centímetros do meu rosto. Olhei para os tentáculos que seguravam os meus braços, “Soltem”, e eles soltaram. O Feiticeiro mantinha seu olhar perplexo em mim querendo entender como eu conseguir fazer aquilo. Agarrei o tentáculo a minha frente e o puxei com força fazendo O Feiticeiro sair do chão e vir voando em minha direção, quando chegou bem perto estendi a mão e a abri em sua cara e como antes ele foi lançado longe só que agora muito mais longe do que antes, passou por cima de muitas torres da Fortaleza antes de se tornar um pequeno ponto escuro no céu e depois desaparecer. Olhei em volta desconfiado.G – Tem mais alguém!? Não recebendo resposta entrei mais uma vez na cabine e disse quando já estava alto o bastante.G – Fechar cabine. O vidro da cabine se fechou acima de mim. Peguei o manche e guiei o DarkFalcon para longe daquela ilha.. Havia acabado. Minha prioridade agora era descobrir quem eu era, mas por onde começar?
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