Keep yourself Alive

10 Uma tarde no parque


Notas iniciais
Cooooonsegui hahahha Não demorei como prometido kk Bom, agora enfim , temos as revelações!!!! A fic está entrando em uma nova fase, peço as que amam o Tyson como eu, que tenham um cadinho de paciência, jaja nosso 3xk e toda angústia volta kk Agradeço de coração aos comentários ( que muito me alegaram) e a todos que têm acompanhado a história. Quem estava querendo a revelação sobre o bebê, esse capítulo é para você hahaha Aproveitem!!! ♡

Por mais que Castle estivesse amando ver esse novo lado da detetive, que o ajudava em praticamente tudo, seu orgulho estava começando a incomodar. Os primeiros dias em casa ele tirou de letra, muitas visitas, muitos mimos que ele quase ja não gostava, e estar ao lado da Beckett o dia todo era incrível, mas, o fato de estar sem os movimentos totais das pernas e sentindo fraqueza nos braços estavam o incomodando mais do que ele demonstrava. Por diversas vezes ele tentou escrever, mas o movimento que era preciso para apertar as teclas no seu computador estava lento, e isso o estava deixando cada vez mais irritado.

"Que droga, agora nem digitar." — Ele resmungou fechando o notebook com força.

"Castle?" — Kate parou na porta de frente à ele. — "O que foi?"

"Nada."

Ela deu a volta, passando por de trás dele, colocou uma das mãos sobre seu peito e a outra dedicou aos fios de cabelo. — "Ei.."

"Eu sei, me desculpe! Nada de mal humor."

"Sei que não está fácil, mas, já sei. Vamos sair!"

"Sair? Ah não. Vamos à onde? Olha para mim." — A alguns dias a detetive havia notado certa tristeza e baixa autoestima no escritor. Ele que geralmente fazia piadas, agora estava cabisbaixo e quieto.

"Castle, vamos. Você precisa sair do loft um pouco... E pelo que eu saiba muitas pessoas se locomovem nessas condições, é só uma questão de praticar."

"Não quero praticar Kate... Quero andar, quero escrever normalmente, quero.. Ah quero tantas coisas."

"Ok, podemos querer uma de cada vez? Agora eu quero sair, e você vai comigo." — Ela não estava contente com a situação, a fisioterapia ainda não havia dado sinal e vê-lo deprimido estava acabando com ela. Seus dias de folga estavam acabando e logo ele passaria mais tempo longe dela e do distrito e com certeza não seria algo muito fácil. Nem para ela, nem para ele. Mas se havia algo que talvez o alegraria seria saber da notícia que ela desejava contar á semanas. Agora era hora, ele tinha que saber.

Enquanto se arrumavam para enfrentar uma tarde um pouco fria, Kate torcia para que Castle não ficasse com raiva dela não ter contado ou pior reagisse mal a notícia. Durante a semana ela ensaiou várias vezes a conversa e acabou desistindo mas não ia dar para esconder por muito tempo e ele tinha todo o direito de saber.

"Onde vamos?" — Castle perguntou um pouco infeliz, não queria sair, estava emburrado, igual criança quando os pais obrigam a fazer o que não quer.

"Você vai ver, é uma surpresa!" — Ela colocou um casaco sobre ele.

Deixou um bilhete avisando que haviam saido caso Alexis ou Martha chegassem. E empurrou o emburrado do Castle. — "Da para você melhorar essa carinha?"

"Não!" — Ele franziu a testa, aumentando o bico. Fazendo Beckett revirar os olhos.

Kate havia chamado pelo motorista e amigo de Castle, ele já tinha levado o escritor à algumas consultas desde que saiu do hospital, o ajudando a entrar no carro, como ele já estava chateado ela decidiu poupar ele de mais um constrangimento, e com a ajuda do motorista rapidamente ele estaria dentro do carro.

Ela se sentou no banco de trás junto com ele, e estava preocupada. Ele sempre foi o otimismo em pessoa e ali estava ele, olhando para as mãos que estavam sobre as pernas, parado, como se tivesse desistido. A ultima cessão tinha sido puxado, e quando ele não conseguiu atingir as expectativas ele se frustrou. Mesmo a médica dizendo que as vezes leva tempo, que ele vai ficar bom, era como se ele não acreditasse mais. Algumas noites ela o tinha visto chorando quietinho, achando que ela estava dormindo. Todos estavam dando o seu melhor para anima-lo, mas parecia não estar funcionado. E ouvir ele dizer enquanto dormia que era um inválido tinha sido a gota d'água, ela sabia que não ia ser fácil, mas precisava lidar com isso.

"Você me trouxe no parque?" — Ele disse observado pela janela.

"Sim." — Ela nem o deixou comentar mais sobre o local, já foi descendo do veículo e pegando as coisas que havia trazido, enquanto Daniel ajudava Castle a sair do carro.

"Kate, realmente de todos os lugares não poderia escolher um pior." — Ele disse triste.

Por um momento ela quase se arrependeu de seu plano, mas ao olhar e ver uma familia alimentando os patos e um pai correndo atrás de um bebê todo encapuzadinho à fez perceber que ela estava certa. Aqui era um ótimo lugar. Ela fingiu que não ouviu o que ele falou, e empurrou a cadeira até um espaço perto de onde estavam as famílias, esticou um cobertor no chão e com muito custo conseguiu convencer ele a se sentar com ela no chão. Ele ainda sentia dores nas costelas, e como as pernas não o obedeciam não foi uma tarefa fácil, mas assim que ele encostou sobre uma árvore, depois de alguns minutos observando o pequeno garotinho que corria de um lado para o outro ele paracia ter relaxado.

"Costumava trazer a Alexis aqui nos domingos." — Ele deu um sorriso bobo, Kate sabia que esse sorriso era apenas de Alexis. Sempre que falava dela ele trazia consigo esse sorriso. — "Ela adorava alimentar os pássaros."

"E vocês não vem mais?"

"É mais fácil.." — Ele gesticulou a cabeça em direção ao neném. — "É mais fácil quando são pequenos, depois temos que competir com os namorados. Sinto falta disso."

Kate estava deitada de costas para ele, apoiada sobre seu abdômen, sentia seu coração disparar. — "Talvez não precise sentir por muito tempo."

"Por que diz isso?"

"Nada, ué. Você precisa relaxar, touxe seu ipod e um livro, qual você quer primeiro?"

"Os dois." — Ela entregou para ele e se sentou de frente, onde podia ver seu rosto.

Castle não perguntou, apenas ligou o aparelho e colocou os fones no ouvido e assim que o fez abriu o livro. Mas não era um livro qualquer e nem mesmo uma musica qualquer. Ele demorou alguns minutos para esboçar uma reação. Seus olhos estavam cheios de lágrimas e acariciava incansavelmente a foto que estava colada na primeira página do livro.

"Kate?"

Ela mal consegia conter as lágrimas também, apenas balançou a cabeça confirmando.

"Mas tá escrito Beckett." — Ele disse olhando ainda a foto.

"Sim Rick, por que é meu. É nosso!"

"Você está? Meu Deus você..."

"Sim!"

"Esse som? É o?" — Ela havia pedido para a médica gravar em uma mídia o som dos batimentos cardíacos, e com a ajuda de Alexis passou para o iPod.

"É..." — Ela colocou as mãos sobre a boca, estava emocionada, ele estava emocionado. Seus olhos estavam brilhando como há dias não via o azul que ela tanto amava.

"Kate eu, meu Deus. Vamos ter um bebê?"

"Sim Castle! Olhe para mim." — Ela aguardou até que ele o fizesse. — "Eu preciso do Castle de volta, aquele por quem eu me apaixonei. Aquele que não desiste. O livro em branco é para que você escreva tudo o que você for superando para quando ele ou ela nascer souber que quando você correr atrás dele ou dela igual aquele pai ai, ela saiba que você não desistiu. Você pode fazer isso? Pode tentar?"

"É claro que sim! Obrigado Kate, por me contar."

"Castle, claro que contaria, você é o pai."

"Pensei que não fosse ouvir isso de novo, é surreal, uma mini Beckett."

"Ou mini Castle."

"Kate? Por que não me falou antes?"

"O médico pediu que evitasse grandes emoções." — Ela de repente ficou séria. — "Você sabia?"

"Tyson me felicitou no hospital, mas como você não disse nada, achei que era mais um dos truques dele."

Kate se aproximou, tirou de suas mãos o livro e o iPod que ele ainda segurava, segurou suas mãos e olhando em seus olhos disse. — "Ei, vamos sair disso tudo, pegar ele, encerrar esse caso e criar nosso bebê."

"Nunca duvidei da melhor detetive de Nova Iorque e só faltou uma coisinha ai. Preciso recuperar a força nas minhas pernas logo."

"Tudo no seu tempo Castle." — Nem mesmo ela sabia de onde vinha o otimismo e tal confiança, talvez fosse os hormônios da gravidez que á estava deixando mais emotiva. Ela pensou. — "E o que faltou?"

"Nos casarmos! Me acostumei com a Sra. Castle." — Ele disse lembrando o tratamento que ela recebia no hospital quando o acompanhava.

"Quem sabe não é?!" — Ela disse de maneira travessa e fazendo um carinho no rosto do escritor. — "É bom ter você de volta!"

"Posso não estar onde quero Kate, e ainda ter dias ruins, mas uma pessoa muito sábia me disse uma vez que mesmo nos piores dias há possibilidade de alegria, e não é que ela estava certa!"

Beckett foi pega de surpresa, havia dito isso uma vez após um caso depois que Castle encontrou um bonequinho que seu pai havia feito para ela no dia do funeral de sua mãe mas ouvir isso da boca dele, reafirmou o quão especial era, Castle não só à ouvia, mas também prestava atenção, a fazia se sentir amada. Ela fechou a pequena distância entre eles e o beijou, agora livre do sentimento de culpa de estar escondendo algo, feliz por ele não ter se chateado. As coisas pareciam estar se acertando, não gostava do fato de não ter ainda pistas do paradeiro do 3XK, mas sabia que se ele voltasse toda uma família estaria pronta para pega-lo. A família do 12º distrito.
Hoje afastaria esses pensamentos um pouco e comemoraria. Enfim podia falar abertamente sobre seus sintomas ou simplesmente surtar com filmes românticos sem precisar inventar mil e uma desculpas. O momento não era de todo bom, ainda passariam dias 'ruins' mas, procuraria ver a alegria mesmo que pequena em cada um deles.

Passaram ainda algum tempo no parque, aproveitando a companhia um do outro, trocando carícias e longos beijos, até que Beckett decidiu que era melhor voltar para o loft. Estava bem mais frio, e ela não queria arricar um resfriado, Castle não precisava de mais uma coisa para lidar e a médica havia dito que ela evitasse certas coisas, se protegesse um pouco mais por causa do bebê.
Ela o ajudou a se sentar na cadeira de rodas e minutos após ligarem Daniel já aguardava eles, Castle estava bem mais animado, não parava de falar um segundo, fazendo planos, falando sobre compras para o bebê, reforma no loft, é, definitivamente ele estava de volta e por mais que ele precisase ser contido mais para frente, hoje ela não o faria.
Kate sorriu com o pensamento de que teria duas crianças, e descobriu que o que mais sentia falta era exatamente isso, seu jeito de meninão.

"Vamos comemorar, essa notícia merece uma grande comemoração Kate." — Ele disse acariciando a barriga dela.

Comemorações não eram bem o que ela gostava, mas precisavam de algo para alegrar sim, e ela não negaria isso a ele. — "Claro, no fim de semana?"

"Sim, e vamos chamar o pessoal do distrito. Espera, Gates."

Kate sorriu para carinha que ele fez.

"Tudo bem Castle, ela sabe. Disse que desde que nos comprometemos com o trabalho sem inteferir em nada tudo bem."

"Ótimo! Por que provavelmente o prefeito ia bater um longo papo com ela caso ela não aceitasse."

"Olha, e temos Richard Castle novamente."

"Sempre!"

Ela o beijou novamente, e ainda bem próximo ao seus lábios afirmou. — "Sempre!"


" Jamais desista das pessoas que ama. Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida. Pois a vida é um espetáculo imperdível. "

* Augusto Cury *

Notas finais
Então???? O que acharam????? o.0 Hahahhaa Até o proximo!!!! Bjooooooks ♡