Keep yourself Alive
6 Grandes Notícias
Notas iniciais
— Sequelas?
"Sim, em casos iguais ao do senhor Castle, não podemos ignorar possíveis sequelas."
"Sequelas de que tipo doutor?” — Kate perguntou assustada.
"Olha, pode não haver nenhuma e ele acordar como se nada tivesse acontecido, pode acordar e não se lembrar de nada, como pode ter problemas na coordenação motora, fala… Enfim depende de como o golpe ou queda atingiu e o local, nada é conclusivo até que ele recupere a consciência.”
"Doutor, meu pai pode acordar ainda hoje? Ontem nos disseram sobre retirarem a sedação." — Alexis perguntou se aproximando.
"Tudo depende dele, pode acordar hoje, como daqui a dias, mas vamos por partes, vou conduzi-las ao quarto para onde ele foi transferido agora cedo, vocês poderão vê-lo e ficar algum tempo com ele, vamos retirar a medicação e para que ele não acorde e se agite muito, aconselho que façam entre si uma escala, uma por vez."
"Claro!" — Martha disse passando a mão nas costas da neta.
"Bem, vamos ver o Sr. Castle?" — Ele somente esperou o enfermeiro tirar o acesso no braço de Kate e caminhando pelo corredor foi seguido pelas três mulheres até um quarto que ficava ao fim, número 209 estava estampado na porta clara á frente delas.
"Bom, prontas?" — Ele direcionou o olhar mais para Beckett, e recebendo o aceno com a cabeça, abriu a porta.
A visão nem de longe era das melhores, Kate já havia pedido um quarto individual, então tudo que tinha á frente delas, era uma cama com uma poltrona ao lado. Castle estava deitado, ligado a fios e máquinas. Os fios monitoravam os batimentos cardíacos e um som podia ser ouvido, diferente do som que presenciaram mais cedo no ultrassom, esse era aterrorizante. Um bip soava toda vez que o batimento aumentava ou diminua, saindo da sequência normal de batimentos. Havia ao lado um suporte que segurava algumas bolsas de soro, e várias anotações em cada uma delas.
Alexis e Martha se apressaram para ir ao lado da cama onde o escritor estava. Alexis segurava uma das mãos do pai, enquanto Martha passava a mão delicadamente sobre o rosto do filho fazendo ao final carinho em seus cabelos. Kate porém, permaneceu imóvel. Observava a cena em sua frente, as duas mulheres mais importantes para ele ali, com lágrimas nos olhos, assustadas e tristes. E Castle, ah o Castle, estava machucado, ele levara pontos sobre a sobrancelha, e sua testa e a lateral do rosto fora tomada por um hematoma arroxeado, de longe era visto em um de seus punhos a marca de onde ficou preso e sem mencionar a total falta de cor.
Kate por mais que tentasse afastar os pensamentos negativos, não podia deixar de se sentir culpada, se Rick não a seguisse para cima e para baixo não estaria agora lutando por sua vida. Mas, ela também não o teria. Poderia ser assim tão egoísta? A ponto de ficar em dúvida em relação se foi melhor ou não um assassino usar os livros dele para cometer crimes fazendo-a chegar até ele. A detetive era mantida prisioneira de seus próprios pensamentos, medos e incertezas. Porém não passou despercebido pelo doutor.
"Senhora? Está se sentindo bem?" — Ele se aproximou para perguntar, não alarmando as mulheres que sussurravam palavras de amor e pedidos intensos ao escritor ali deitado, para que acordasse, e que ficasse tudo bem.
"Estou sim, obrigada! Só estava pensando." Ela respondeu sem olhar para ele, mantinha os olhos desde a hora que chegou sobre o homem que no decorrer desses anos aprendeu a amar.
"Temos grandes esperanças de que ele ficará bem!" — Ele disse, segurando por um instante o braço dela. Beckett não sabia dizer o motivo de ele ser simpático. Não tinha boas lembranças de médicos, geralmente não eram de conversas e jamais usavam a palavra esperança, e mesmo que fosse uma medida talvez de acalma-la, já que havia passado mal, nesse instante ela pode sentir uma certa leveza, como se realmente a esperança estivesse retornado á ela.
Sempre fora uma pessoa objetiva, e sobre tudo realista, mas Castle sempre dizia, 'Os fatos não são toda a história' , ou 'É preciso acreditar, a fé torna a vida mais leve.’ Tomou um grande fôlego, e lentamente se aproximou dele, ela parou na parte de trás da cama, puxou a coberta para cobrir um dos pés dele que estava com os dedos descobertos, e fez um carinho sobre a perna dele arrumando o cobertor. Mesmo que tentasse com todas as suas forças segurar, teve que limpar de seu rosto a lágrima que desceu sem aviso. Martha que estava ao lado, deu alguns passos para trás, segurou o braço da detetive e deu-lhe um pequeno sorriso.
"Kate ele vai ficar bem! Já viu Richard desistir de alguma coisa? Teimoso do jeito que é vai acordar e querer um cheeseburguer." Beckett sorriu com as palavras da agora então sogra.
"Eu sei Martha! Eu só quero que ele acorde logo, e que invente alguma teoria louca sobre tudo isso."
"E ele vai Kate, e vai ficar tão feliz com a notícia, que não duvido nada ele sair do hospital direto para uma loja de produtos para bebês!” — Alexis disse, fazendo as duas sorrirem.
O médico que as deixou algum tempo com o paciente, dando certa privacidade apenas observando de perto da porta, aproximou-se e começou a explicar sobre a retirada dos medicamentos, sobre um possível plantão feito por elas, os exames que haviam sido feitos em Castle, conclusões, e sobre o que poderia vir a seguir. Alertou-as mais uma vez sobre possíveis sequelas, e que quando ele acordasse era bom evitar grandes emoções e sugeriu adiar a notícia sobre a gravidez, perguntar muito sobre o que aconteceu enquanto estava em cativeiro, ou exigir muita coisa caso ele não se lembrasse ou ficasse um pouco estranho ao acordar, disse que toda mudança no quadro geral de saúde dele agora era significativa, então elas deveriam agir normalmente evitando ao máximo estresse e emoções fortes perto dele.
Saindo do quarto após todas as explicações e indicações, deu a elas mais alguns minutos com ele, e pediu para que apenas uma delas permanecesse no quarto, trocando depois com a outra e assim por diante.
"Kate vai para casa com a Alexis, descansa um pouco, come alguma coisa e volte mais tarde. Eu dormi e já me alimentei, posso ficar aqui no primeiro momento."
"Mas vó, eu…"
"Eu nada Alexis, sem discussão. Você pode ficar mais tarde aqui, agora precisa ir para casa e ligar para Gina, antes que caia tudo no jornal de amanhã. Apenas diga o necessário, para que não vire um circo. E como seu pai sempre diz você é melhor na cozinha que sua avó aqui, você e Katherine precisam comer. Almocem, descansem e voltem, enquanto isso, eu cuido do nosso garotão."
"Martha eu agradeço, mas preciso ir para o distrito, a investigação está aberta, e precisamos pega-lo."
"Katherine querida, não poderá fazer nada doente." — Ela se aproximou da detetive, colocou a mão sobre sua barriga. "Agora você precisa parar para pensar que não é só você. Richard jamais me perdoaria se deixasse você sair por aí sem se cuidar, um dia Kate, apenas um dia. Só para colocar as ideias no lugar e recuperar as energias."
Beckett não estava acostumada a esse toque, a ideia de carregar uma criança ainda era nova e quase surreal para ela, ouviu em silêncio cada palavra dita pela mãe de Rick, e por um instante sentiu como se sua própria mãe falasse com ela, as palavras de ternura, em um tom amoroso, Martha estava ali ao lado do filho inconsciente, mas não a culpava e sim estava se preocupando com ela. Depois de tudo que houve, das mentiras, mesmo que para seu bem no momento, Kate sentiu que devia isso a ela, não questionaria, passaria rapidamente no distrito para se atualizar e também por os amigos a par das notícias, sobre Castle e talvez sobre o bebê, passaria depois em seu apartamento apenas para pegar algumas roupas e seguiria para o loft assim com Martha havia pedido. Não resistiu ao impulso e abraçou a mulher ruiva que havia dado a ela o amor de sua vida.
"Obrigada Martha! Obrigada por me aceitar e mesmo com tudo isso não me afastar do Castle".
Ela se afastou apenas para olhar nos olhos da detetive, segurou seus dois braços.
"Te afastar Kate? Essa não é uma opção desde que Richard a viu na festa de lançamento do seu livro. Você é da Família Katherine, ainda mais agora, vamos superar tudo isso e com certeza rir de alguma história que Richard irá nos contar ou aprontar por aqui quando acordar." — Ela passou a mão sobre uma lágrima que descia pelo rosto da jovem a sua frente. "Agora vai tomar um bom banho, se alimentar e alimentar nosso pequeno ou pequena ai.”
"Okay, mas volto mais tarde! E por favor, me ligue se houver qualquer novidade".
"Claro! Ligarei".
Beckett se aproximou de Castle, delicadamente deixou um beijo sobre a testa dele e sussurrou em seu ouvido.
"Não se atreva a me deixar ouviu, não posso fazer isso sozinha, você disse que seria meu parceiro sempre!." — Beijou sua bochecha, passou a mão sobre seu rosto. "Te vejo mais tarde". — Ela disse e saiu em direção porta, Alexis também beijou seu pai se despediu e quando ia sair foi puxada por sua avó que falou baixo apenas para que ela pudesse ouvir. "Alexis fique de olho nela, e faça ela comer tudo bem?"
"Okay vó! Nada que não esteja acostumada, Kate é tão teimosa quanto o papai.” — Ela beijou sua vó e encontrou a detetive ao lado de fora do quarto.
"Vamos?" — Alexis disse sorrindo para Kate.
"Alexis, estou sem meu carro, preciso passar no distrito para pega-lo, ontem acabou ficando com o Esposito. Você quer ir para o loft e depois te encontro lá?"
"E deixar você ir sozinha e correr o risco de não voltar e ficar trabalhando? Não obrigada! Não se verá livre de mim até que esteja em casa e devidamente alimentada!" — Ela disse fazendo a mesma cara que Castle fazia quando estava disposto a brigar pelo que queria e não desistiria.
"Meu Deus, você fala como seu pai! — "Ela sorriu, fazendo a menina sorrir também.
"Tudo bem mini Castle, vamos comigo ao distrito e depois vamos para o loft".
Apesar da situação o clima entre elas era agradável, pegaram um táxi e no caminho para delegacia Alexis perguntou:
"Você vai contar a eles Kate?"
"Sobre o bebê? "
"Sim! Bom, não é uma coisa que se dê para esconder muito tempo né? E…."
"E ?" — Kate olhou para ela, tentando entender o que a garota queria falar, parecia nervosa com a pergunta e envergonhada.
"E se eles souberem, eu, quer dizer nós ficaríamos mais tranquilos. Sei que não deixariam você ficar se arriscando por aí quando soubessem do bebê.” — Ela disse olhando para baixo, evitando olhar para detetive. Beckett pegou-lhe uma de suas mãos.
"Alexis, olha para mim". — Obtendo o olhar da garota continuou.
"Se faz você se sentir melhor, prometo que vou contar a eles ok? Sua vó tem toda razão, não posso mais só pensar em mim, vou me cuidar tudo bem? Não quero que se preocupe! Agora mude essa carinha, e saiba que não precisa se conter em falar ou me perguntar algo ok?"
Após um abraço desajeitado, pois estavam no banco de trás do veículo Alexis disse. "Obrigado Kate!" — Então Beckett repetiu a palavra que Castle usava com ela, uma palavra que era só deles, tinha um significado especial. "Sempre!" — Os olhos da garota brilharam ao ouvir, sabia o que significava, naquele momento era como se uma união fosse firmada, agora como uma família.
Ao chegarem no Distrito, foram recebidas por muitas perguntas, de por que não atendeu o telefone, ou não respondeu as mensagens, e Castle, como ele estava?
Kate disse que a bateria do celular havia acabado, e que Castle estava desacordado, mas estável, não quis falar sobre possíveis sequelas que o médico havia dito, disse que tinha algo para contar para eles, mas, precisava falar com a Capitã Gates primeiro. Os parceiros se entreolharam, sabiam que vindo de Beckett só podia ser algo sério, mas decidiram esperar. A pedido da detetive levaram Alexis a sala de descanso enquanto ela conversava com a capitã.
Kate bateu na porta, e ao ouvir que podia entrar, abriu e entrou séria. No fundo tinha medo de que a notícia sobre a gravidez de alguma forma a afastasse de seu trabalho. E não era apenas a gravidez, ela não tinha certeza se a capitã sabia ou não, mas até ontem Beckett não havia oficializado sua relação com o escritor. Ambos temiam que assim que fosse revelado, devido a algumas normas da corporação, Castle fosse impedido de trabalhar ao seu lado.
"Beckett! Como está o Sr. Castle? "
"Ele está ainda desacordado, mas o médico disse que o quadro é estável. Retiraram a medicação que o mantinha desacordado, Martha está com ele no hospital". — Kate estava em pé, segurando firme a parte de trás de uma cadeira, não sabia como começar com as notícias que podiam por em risco sua carreira e seu emprego.
"E você Kate? Como está? Sente-se!"
Ela obedeceu a capitã, sentou-se a sua frente, apertou seus joelhos tentando controlar o nervosismo.
"Estou bem. É.. Capitã, eu preciso te contar algo."
"O que detetive? Que você e o escritor estão juntos? Pelo amor de Deus Kate, acha que eu não sabia? Soube desde o dia em que entrei aqui. Quando ele fez o prefeito me ligar, não vou mentir minha vontade era de expulsa-lo ao mínimo erro que ele cometesse. Mas, observando vocês dois, vi que a ligação entre vocês era maior que uma parceria, mas tinha que manter minha postura de durona não é?"
"Nossa! Eu…. Eu .. Realmente não esperava. Mas, não é só isso."
"Não? Não me diga que você está pensando em sair do distrito?"
"Sair? Claro que não! Bom, depende. É que ontem antes de ir para o prédio abandonado eu descobri algo. Que foi confirmado hoje mais cedo no hospital."
"Que seria?" — A capitã estava com um semblante sério, mas não era de um jeito ruim, era mais como se estivesse preocupada.
"Eu estou grávida! Eu juro que não planejei nada, não era para isso acontecer. Nossa se eu não tivesse ouvido e visto com meus próprios olhos acho que não acreditaria, parece surreal, eu sinto muito! Vou entender se mudar minha função ou me suspender." — Ela disse abaixando a cabeça, muita coisa tinha acontecido nos últimos dias e o fato da gravidez e Castle está desacordado, estava deixando Kate no seu limite emocional.
"Meu Deus! Te suspender? Beckett por quê te suspenderia? Eu não vou mentir, me pegou de surpresa claro! E teremos que ter mais cuidado, em relação à perseguir os criminosos por um tempo, mas, detetive isso é incrível! Meus parabéns!"
"Sério? Obrigada, mas, como fica nossa situação? Será impossível esconder mais para frente!"
"Uma coisa de cada vez Kate! Respire! Vamos por partes, primeiro quero que tire uns dias, você tem férias vencidas e está precisando, segundo vamos nos concentrar na melhora do Sr. Castle e também sua saúde, você não é do tipo de pessoa exemplo não é? E depois deixa a parte burocrática que eu cuido! Vocês já provaram que podem ser discretos e que a relação não atrapalha nas investigações."
"Obrigada capitã! Mas não gostaria de férias agora, Tyson ainda está por aí e sinto que não estaremos seguros até que ele seja preso!"
"Beckett, Ryan e Esposito são ótimos detetives, tenho certeza que podem conduzir a investigação e o escritor e sua família vão precisar de você. Antes que fale algo, não é um pedido Kate, é uma ordem!"
Não vendo outra alternativa Kate responde – “Sim senhora! Mas…."
"Eles te atualizaram sobre o andamento das coisas, desde que você não faça nenhuma burrice! Estamos combinadas?" — Recebendo o aceno da detetive. "Certo! Agora saia daqui e não volte em menos de 15 dias, apenas nos ligue para avisar quando podemos visitar ele no hospital assim que acordar."
"Ok, obrigada mais uma vez!"
Ao sair da sala da capitã de certa forma aliviada, a notícia foi recebida melhor do que o esperado, ela deu de cara com a amiga legista. Lanie foi avisada de que ela estava no distrito então veio para ver a amiga e saber das notícias.
"Kate". — Ela abraçou a amiga. "Que susto, você não retornou minhas ligações, já estava preocupada. Como está o Castle? E você? Isso no seu braço é marca de agulha? Kate?"
"Caramba que olhos! Sim é marca de agulha, eu passei mal ontem à noite por isso não respondi, acordei hoje no hospital e o celular descarregou."
"Passou mal? De novo Kate? Eu disse para você ir ao médico."
"Eu fui.. Bom, contra minha vontade, mas não é isso que importa, você tinha razão!"
Lanie puxou a amiga para um canto mais reservado da sala. — "Eu tinha razão? Eu disse que achava que você estava…"
"Grávida Lanie! Depois de tanto ouvir você falar, comprei um teste e vi o resultado antes de ir para encontrar o Castle. E ontem com as notícias, a fuga do Tyson e a chegada de Martha e Alexis, acho que meu organismo não aguentou".
"Meu Deus! Um Bebê!"
"Fala baixo Lanie ! Ninguém sabe ainda! "
"Um Bebê?!" — Ela disse sussurrando. — "Kate é incrível! Nossa! Castle vai surtar quando acordar e como vai fazer? Contou para Gates? Kate você vai precisar se cuidar”.
"Sim eu sei, contei para Gates que me deu férias contra minha vontade e quanto ao Castle, o médico disse para esperar para dar a notícia, ele não poderá ter fortes emoções."
"Oh sim! É compreensível, mas e Alexis e Martha? Como reagiram? Elas sabem?"
"O médico acabou contando a elas achando que já sabiam, eu achei que não fossem aceitar, principalmente a Alexis, mas elas me surpreenderam, nossa, eu esqueci completamente, ela está com Ryan e Esposito na sala de espera. Eu preciso ir , você vem?"
"Não, tenho uns exames para fazer no laboratório, só vim te dar um beijo e saber sobre o escritor. Fiquei feliz com as notícias e assim que tudo se ajeitar, estou pronta para brigar pelo cargo de madrinha". — Ela abraçou a detetive novamente . — "Se cuida garota!."
"Eu vou Lanie, obrigado por cuidar de mim também! E, tenho certeza que não precisará brigar por esse cargo". — Beckett piscou, deixando a amiga sem palavras enquanto ia em direção a sala de descanso onde estava seus parceiros e Alexis.
Ao chegar encontrou-os com café, sentados, contando a garota histórias engraçadas sobre Castle no distrito. Beckett ouviu um pouco parada na porta, sentia um aperto no peito ao olhar para máquina de café, essa sala praticamente exalava a presença dele, ela puxou o ar, sentou-se junto deles, e calmamente contou sobre a gravidez, as férias forçadas e sobre a noite anterior. Ambos foram pegos de surpresa, embora ficaram feliz com a notícia do bebê, Esposito foi o que mais se chocou, ele teve que ser bem forte para disfarçar e conter as lágrimas. Afinal sentia-se como um irmão que acaba de saber que vai se tornar tio.
Fez ambos prometerem que iam atualiza-la com notícias sobre a investigação e assim que recebeu a resposta positiva, se despediu.
Como havia planejado, pegou seu carro, passou rapidamente em seu apartamento, pegou trocas de roupas e seguiu para o loft.
A manhã e começo de tarde praticamente voaram naquele dia, Alexis havia cozinhado e assim como prometera a sua avó, não descansou enquanto não viu Kate comer um grande prato de comida caseira e saudável, e após as duas organizarem a cozinha, Kate disse que precisava muito de um banho. Alexis disse que também tomaria um, e faria as ligações que Martha havia comentado, ligaria para Gina e também para faculdade, avisando que se ausentaria uns dias.
No banheiro, já embaixo do chuveiro, foi quando a ficha realmente começou a cair. Tudo tinha sido tão rápido e tão lento ao mesmo tempo, Kate pensou em sua mãe e como ela ficaria ao saber do bebê. — "Meu Deus, meu pai!" Com a correria, ela se esqueceu de ligar para ele e contar que ele ia ser avô. Fez uma nota mental de ligar assim que saísse do chuveiro, e com as mãos sobre a barriga disse para si mesma. — "Papai vai ficar tão feliz quando souber de você! Eu sei que disse coisas ruins, que não queria, mas me perdoe meu amor, eu prometo fazer de tudo para ser uma boa mãe”.
Ficou alisando a barriga que ainda era imperceptível algum tempo, chorou um pouco, apenas para desabafar e após um longo banho, colocou roupas confortáveis. Ligou para seu pai que estava viajando, para que ele não soubesse por outras pessoas contou por telefone mesmo sobre a gravidez, e ele por sua vez não conteve a emoção, disse que voltaria em breve e que estava muito feliz.
Kate respirou aliviada, afinal todos que eram importantes em sua vida já sabiam.
"Kate? Kate?" — Alexis apareceu eufórica na porta do quarto.
"Alexis o que foi?"
"Papai, ele acordou, minha vó acabou de ligar."
"Sério? Ela disse algo? Ele está bem?" — Ela já se apressava em pegar outra blusa para trocar e ir ao hospital.
"Sim! Ele perguntou por você!"
Continua...
"Mesmo em dias ruins, há possibilidade de alegria” – KB.
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