Keep yourself Alive

2 Capítulo 2- O resultado.


Notas iniciais
La vai mais um capítulo de J. Tyson. Rs Obrigado pelos comentários mais uma vez ❤ Bora ler? Haha Ótima leitura! Bjoks.


Se num dia de tristeza você tiver de escolher entre o mundo e o amor, escolha o amor, e com ele conquiste o mundo.
(Albert Einstein)


Castle.
Ele não sabia onde estava. Lembrava vagamente de estar no loft e sentir algo em seu pescoço. Depois tudo o que se seguiu foi uma enorme escuridão e uma dor de cabeça maçante.
Mesmo assim lá estava ele. Em um cômodo escuro, frio e preso à uma cadeira. Tentou olhar em volta para um reconhecimento e uma tentativa de fuga talvez, mas foi em vão. Tudo que via ao longe era uma pequena janela. Tinha ainda um pouco de claridade, o que o fez acreditar que não era noite, então não estava ali há muito tempo.
Sentiu uma dor pulsante em sua mão direita, mas não conseguia ver o motivo que causara a dor. Suas mãos estavam bem presas assim como as pernas nas laterais da cadeira. Lembrou se de um experimento que fez para um de seus livros. Ele tinha feito Alexis prendê-lo em uma cadeira com fita adesiva.

Tentou repetir os gestos. Primeiro balançou de um lado para outro e depois de frente para trás. Mas infelizmente tudo em vão. Tudo que conseguira era sentir mais dor na mão direita e devido aos movimentos quase terminou no chão.


Seus pensamentos logo vagaram para Kate. Sabia que se alguém podia encontrá-lo era ela e os rapazes. Mas e se ela não soubesse que ele tinha desaparecido? Alexis estava na faculdade e sua mãe, bom estava viajando com um namorado. O relacionamento dele com a detetive não era de longa data ainda, então supõe-se que ela poderia demorar um pouco para sentir sua ausência.
Outro fator importante. Por que ele estava ali? Quem o queria mal? Seria sobre dinheiro? Sua mente de escritor já era fértil. Mas se ver ali amarrado e sozinho. “Com certeza nem um desenho da Disney terminaria bem numa situação dessa”. Ele pensou.


Concentrou sua mente na noite anterior. Noite que passara com Beckett. Se algo o podia distraí-lo naquele momento, era ela.
Sua pele macia, o toque quente de seus lábios nos dele. As carícias que agora eram constantes e de maior intensidade. A sensação de seu corpo sobre o dela. Podia jurar que só de lembrar sentia seu adorável aroma de cerejas. Aroma esse que ele sentira há anos atrás e nunca pode esquecer. Seria lamentável não poder sentir nada disso outra vez se algo acontecesse com ele. Do que ele estava falando? Ele era o Castle e não desistiria facilmente. Sabia que de uma maneira ou outra ia dar um jeito de sair dali.


A janela que ficava longe de onde ele estava, agora estava ficava mais escura. O ambiente ficava a cada hora mais gelado. Seu pesadelo tornava-se realidade. Estava anoitecendo e ele estava ali. Preso, sentindo dores, frio e fome.


Inclinou sua cabeça para trás e fechou os olhos. Numa tentativa frustrada de só estar dormindo e preso dentro de um sonho ruim. Assim permaneceu até que sua atenção foi chamada para o barulho que vinha a sua frente.
Seus olhos quase se fecharam com a claridade que tomou conta do lugar. Sentia -se como alguém que passa um tempo exposto ao sol e depois entra num ambiente fechado. Lutou com a sensação ruim então olhou para encarar quem estava em pé entre na porta .
Tyson! Não podia ser. Não agora. Não depois de enfim estar com Beckett. Queria gritar, mas não podia. Em sua boca havia um pedaço de fita.


“Olá Castle! Sentiu minha falta?”. Tyson disse ainda parado entre os batentes da porta.
“Ah, que grosseria da minha parte. Vejo que não pode responder.” Enquanto falava foi caminhando em direção a onde ele estava na cadeira.
“Nada que não podemos resolver não é? “ Se abaixou um pouco , apenas a parte superior. Colocando as mãos sobre seus joelhos e encarou o escritor. “Sabe como é frustrante um diálogo de uma pessoa só?”. E de uma só vez puxou a fita que estava sobre sua boca.
Sorriu de maneira assustadora ao ouvir um gemido que fora inevitável de Castle. A cola da fita havia puxado os pequenos traços da barba que estava se formando em seu rosto. Porém logo se arrumou e com um olhar de desprezo passou a encarar o assassino em sua frente.


Em uma posição ereta agora. Batia palmas enquanto dizia: “Castle. Castle! Vejo que você está crescendo. Então, o relacionamento com a detetive Beckett está lhe fazendo bem?!”
“O que você quer Tyson? Por que voltou?”
“Você realmente não sabe? Perdi anos da minha vida planejando uma fuga. E o que você e sua namoradinha fizeram? Estragaram tudo.”
“Beckett não fez nada. Se quer punir alguém. Bem, aqui estou”.
Mais uma vez ele bateu palmas e em fração de segundos disparou um golpe contra o rosto do escritor. O golpe fora preciso e forte, deixando um corte na lateral do lábio de seu lado esquerdo. Com a pancada ele se viu tonto. Seus pensamentos demoraram um pouco para voltar.

Assim que o fez, passou a língua sobre o corte para sentir e ao mesmo tempo limpar o local. Voltando a encarar seu agressor.
“Vejo que não tem teorias para mim Sr Castle?!” Andando agora de um lado para o outro na frente de seu inimigo preso vomitava palavras de ódio sobre ele.
“Sabe quanto tempo demorei para planejar isso tudo? Você não tem ideia como é. Aliás deve até ter um pouco, afinal aquelas anotações sobre os assassinatos de seus livros são esplendidas”. Percebendo o olhar sobre ele continuou.
“O Que? Você queria que eu ficasse no quarto assistindo você e a detetive fazendo amor? Por falar nisso. Belo corpo ela tem. Poderia até ajudá-lá a superar sua ausência.” Ele disse olhando diretamente em seus olhos.
Castle balançou a cadeira tentando se colocar em pé. Sua raiva havia o possuído naquele momento. Nada ali importava. Apenas queria fazê-lo engolir suas palavras sobre o corpo da Beckett.

Tyson se afastou dele um pouco e ainda o encarando continuou em tom de provocação.
“Realmente não esperava ver tudo aquilo.” Fazia um gesto com as mãos como se moldasse um corpo. E não era qualquer corpo, ele se referia ao corpo dela. De sua musa. Sua inspiração. Mais nervoso Castle puxava as mãos, fazendo uma força excessiva e tudo que conseguia era marcas profundas nos punhos.
“Cala essa boca. Você não tem o direito de falar sobre ela”. Ele disse encarando o criminoso. Seu rosto estava tão vermelho que parecia uma bomba próximo a detonação. Sua expressão de ódio e raiva apenas aguçada seu sequestrador.
“Ora, ora. O que temos aqui? Está com ciúmes Castle?” Ele se encostou em uma mesa não muito longe de onde a cadeira estava. Apoiou-se como se fosse sentar e cruzando os calcanhares provocou.
“Adorei a repaginada no quarto! Realmente as conchas ficaram melhor. Mas acho que o da Alexis também precisava de uma reforma. Afinal ela já é uma mulher. E aquelas paredes cor de rosa não se aplica mais a ela.”


Castle sentiu como se seu coração parasse e voltasse a bater enquanto ouvia ele dizer sobre o quarto e sobre Alexis. Se dando conta de que não era apenas um blefe sobre a Kate. O quadro tinha sido trocado a pouco. A pedido dela mesmo, Kate falava que sentia Lion a encarando.
“Pare! Pare por favor.Faça o que quiser comigo. Mas deixe-as em paz.” Se amaldiçoava por não conseguir conter as lágrimas que teimavam em descer sobre seu rosto.
“Vejo que o Sr. está de volta.” Ele se aproximou e falou bem perto da sua orelha. “Sabe qual é a melhor parte? Essa!” Ele apontou a mão para Rick fazendo um movimento circular mostrando todo o rosto do escritor.
“Não é a morte que me excita Castle. A morte é só uma consequência. O planejamento me excita. Observar você e sua família no loft. Você e Beckett fazendo sexo no quarto. Alexis dormindo. Saber que estou assistindo suas rotinas e vocês nem fazem ideia. Estive no seu loft longas noites Castle, mas não te culpo. Beckett pode ser uma grande distração.
“Tyson o que você quer? Já me tem aqui. Acabe logo com isso.”
“Realmente para um escritor famoso você não é muito inteligente. Você acha que seria fácil assim? Sabe como foi ter que me esconder quando era para eu estar livre? Ah Castle, passaremos um bom tempo juntos. Aliás isso me lembra que preciso mandar mais um presente para a detetive.”


Dando a volta, com o pé chutou a cadeira onde ele estava fazendo com que Castle caísse e batesse o rosto no chão. O barulho da queda tomou conta do lugar levando o assassino a rir. Como estava preso não pode evitar bater seu rosto no chão áspero. Com o impacto ele desmaiou. Tyson novamente empurrou com o pé a cadeira, apenas para virar de lado e ter uma visão do escritor desacordado.

Por causa da queda sua testa estava sangrando. Um aumento em sua testa apareceu atrás de um corte.


Acordou horas depois, mas não estava mais na cadeira. Estava sobre um colchão. Um de seus braços estava algemado em um pedaço de cano preso na parede. Sentindo uma forte dor em sua cabeça levou a mão que agora estava livre a sua fronte. Sentiu um caroço em sua testa, lamentou ao sentir uma pequena crosta, sangue, provavelmente seco. Puxou o braço algemado algumas vezes, em vão pois nada alterou a estrutura que estava presa. Buscou a janela para ter uma noção de tempo e tudo que via era uma luz distante. mas não era luz do Sol.

Beckett.
Durante horas esperou pelos resultados do exame que confirmaria se aquela unha era mesmo do Castle. Após a chegada dos rapazes ao distrito e ouvir que nenhuma pista havia sido encontrada ela decidiu ir até sua amiga legista. Sabia que com a Laine poderia deixar cair as lágrimas que pareciam não acabar.

Ao entrar no elevador sua mente foi traiçoeira. Lembrou-se de todos os anos que entrou ali com ele. Dia após dia, caso após caso. Encostou na parte de trás do elevador e escorregando com as pernas sentou. Puxou os joelhos para encostar a cabeça e mais uma vez chorou. Não poderia lidar com isso. A perda de sua mãe já a tinha ferido tanto e se perdesse Castle também? Durante todo esse tempo ele fora seu parceiro, seu amigo, certo que a irritava na maioria das vezes, mas ao ouvir o “sempre” em cada situação ruim, sabia que daria tudo certo. E agora tudo que mais desejava era ouvir o som daquelas seis letras. O elevador indicava um andar antes do que ela desceria, então se levantou, passou a manga da blusa de frio que vestia sobre os olhos e ajeitou o cabelo com uma das mãos, com a outra segurava firmemente a caixa que tinha recebido.


Ao entrar na sala onde sua amiga estava foi surpreendida com um abraço apertado. Não houve palavras apenas lágrimas, Laine a conhecia bem. Sabia que era tudo que ela precisava no momento. Esposito não perdera tempo. Assim que Beckett saiu ligou para a doutora e adiantou sobre a entrega.
“Ei, vai ficar tudo bem ok?! Kate, é do Castle que estamos falando se lembra? Amiga se alguém pode sair vivo de uma situação dessas é ele.” Lanie disse pegando a caixa que estava na mão da amiga com uma mão enquanto a outra acariciava o braço da dela.
“Eu sei. Mas e se essa unha for dele mesmo Laine? E se ele já estiver...” Abaixou o olhar para seus pés. É como se ela não pudesse dizer, como se sua vida dependesse daquilo. Mas sua mente sempre realista a lembrava todo tempo de que muitas horas haviam se passado e que Tyson agiu durante tanto tempo sem ser pego e quando foi, fugiu bem embaixo do nariz deles.
“Kate, você precisa ter um pouco de fé. Pare de pensar só no pior.” A amiga disse como se tivesse ouvido todos seus pensamentos. “Vou mandar uma amostra para o laboratório, assim poderemos saber se é ou não do Castle”. Ela disse levando a pequena caixa para mesa onde estava seus acessórios para colher a amostra.


Kate fez o que sempre fazia quando queria passar um tempo ali com a amiga. Em um impulso com as pernas subiu e sentou se sobre uma das mesas usadas para autópsia. E sentiu seu coração acelerar ao ouvir seu telefone tocando. Olhou fixamente para a amiga que também olhava para ela agora, engoliu seco e tirou o celular do bolso. Sua feição caiu ao olhar o identificador na tela.
“Laine, é a Martha. Meu Deus o que eu digo?”
“Kate, ela está longe não poderá fazer nada. Diga que está tudo bem.”
“Mas, e se acontecer o pior? Ela nunca vai me perdoar. E a Alexis?” Ela completou passando uma mão sobre a cabeça e parando em sua testa.
“Kate atenda. Vai ser pior se não falar com ela”.


Olhou mais uma vez para a tela do telefone que tocava sem parar, respirou fundo e deslizando para o lado o sinal da chamada em sua tela ouviu.
“Katherine, graças a Deus! Estou tentando falar com o Richard desde cedo mas ele não atende. Ele está aí com você?”
“Eh.. Oi Martha.”Foi tudo que conseguiu dizer.
“Kate, o que houve? Tem algo errado?”
Recebendo um sinal de Laine fazendo movimentos com um braço como se era pra ela prosseguir falando. “Está Sim! Digo, Castle não está aqui no momento. Ele deve estar ocupado, por isso não atendeu. Ele não precisava terminar aquele capítulo?”
“Verdade querida! Sabe, coração de mãe às vezes prega peças. Richard pode ser adulto mas, mãe é mãe né?! Acordei hoje com um aperto no peito e quando liguei e ele não atendeu já pensei o pior. As vezes esqueço que você está aí para cuidar do garotão”.
Beckett ficou sem ar, “cuidar do garotão”? Deus tudo que ela tinha feito era mentir. Estava na sala da Laine colhendo amostra de uma possível unha do Rick. Tinha um bilhete indicando que ele estava preso com um dos piores seriais killers que já vira. E mesmo assim disse estar tudo bem. Que tipo de pessoa era ela?
“Katherine? Querida, você está ai?”
“É.. M ..Martha, desculpe. Estou sim.. “
“Caso difícil? “
“Sim, muito!”
“Oh querida, sinto muito. Acredito que Richard terá uma boa teoria para você.” Entre risos disse que precisava ir, pois encontraria Alexis que viera para Hamptons para passar uma semana de descanso da faculdade e estava esperando para o jantar.
Kate fez o melhor que pode. Forçou um sorriso na hora que a “teoria” foi citada e se despediu.

Ao desligar a chamada colocou o aparelho sobre a mesa que estava sentada e pulou para ficar em pé. Andando de um lado para o outro se odiava por ter mentido. Mas sabia que no fundo era o melhor. Elas não precisavam passar pela angústia que ela estava passando. Sem pistas, sem notícias e com pensamentos cada vez piores.

Ouviu de longe sua amiga dizer que ela precisava se acalmar. Mas sua voz era distante não foi o suficiente para tirá-la de seus pensamentos. Tudo que pensava era onde ele estaria? Se ele estava vivo? E como ficaria sua mãe e filha caso algo ruim tivesse acontecido.


“Kate!! Olhe para mim!” Lanie disse segurando as laterais do braço da detetive dando um pequeno aperto que funcionou, pois assim que disse pode ver o rosto da temida detetive Beckett numa feição que jurava nunca ter visto. Pânico!
“Kate você precisa reagir. Se continuar assim Gates tirará você do caso. Garota se quiser pegar o Tyson, trate de trazer a Beckett temida por muitos de volta.”
Ela encarou a amiga ouvindo cada palavra. Nunca em outra situação ela transpareceu tanta fraqueza. Se amaldiçoava por isso. Essa não era ela. O que Castle tinha feito a ela? Derrubou todos os muros e a deixou frágil? Não! Ela não ia se deixar vencer. Não assim, fácil. Poderia morrer tentando, mas pegaria o desgraçado.
“Você tem razão Laine! Não vou desistir. Ele é só mais um frustrado com uma história distorcida. Vai errar. E quando fizer, pegaremos ele.”
“Assim que gosto. Agora lave esse rosto e faça o que faz de melhor, pegue-o.”


Voltou para sua mesa mais confiante. Sua mente ainda mandava pensamentos assustadores, que ela se esforçava para não se concentrar neles.

Passou ainda algumas horas levantando tudo o possível sobre o assassino 3XK como era conhecido. Conhecidos, parceiros, vítimas anteriores... Já tinha dispensado os rapazes que com muita relutância tinham ido para casa. E ela estava ali, não ousara ir sair.

Desde que tinha combinado passar a semana com Castle no loft não queria ir para casa. No distrito tinha o barulho, pessoas gritando, passando de um lado para outro. E em seu apartamento se veria sozinha com seus pensamentos. Ficou ali imóvel olhando o quadro de evidências onde tinha pendurado a foto dele. Fazia uma oração interna, e repetia em sua mente “mantenha-se vivo, mantenha-se vivo. Por favor!”


Já passava das sete e nada tinha mudado, perdeu a conta de quantas xícaras de café bebera, mas nunca era suficiente. Ao se virar na intenção de enchê-la novamente pegou ao invés disso o telefone que agora tocava. Era do laboratório, o resultado havia saído. E como a doutora Parish pedira com urgência eles passaram por telefone mesmo. Se pegou numa mistura de sentimentos. Não tinha certeza se queria saber o resultado. Porém não tinha escolha e ao ouvir a confirmação daquilo que temia, agradeceu e desligou a ligação. Não podia ser, era dele!


Antes de qualquer outra reação foi surpreendida pela capitã que também ficou surpresa ao constatar sua presença ainda no distrito. Não deu lugar para explicações, disse que sentia muito mas não havia nada a fazer no momento. Mandou para que fosse para casa descansar e que amanhã voltasse com outros olhos para encarar o caso de cabeça fria. Por um momento a fez lembrar do velho amigo Royce. Ele costumava dizer isso. Que quando não há pistas um bom descanso, uma pausa no caso a traria uma nova perspectiva.


Atualizou a capitã sobre a notícia do laboratório e se despedindo pegando suas coisas se dirigiu a saída. Agradeceu por ter outras pessoas no elevador. Não gostaria de ficar sozinha. E o simples fato de pessoas falando ao lado já ajudava a distrair daquela situação toda.


Porém em seu carro a situação voltará com toda força. Cogitou ir para seu apartamento mas não tinha ido ainda ao loft e com toda a confusão precisava checar o local já que não havia ninguém em casa. Decidiu que ia passar rápido por lá e depois dormiria em seu apartamento.
O trânsito não foi dos piores, mas parecia uma eternidade. Ligou e desligou diversas vezes o rádio, mas nada a ajudava no momento. Ao estacionar o carro em frente ao prédio dele sentiu toda a explosão da de sentimentos em seu corpo. Seu coração acelerou, sua cabeça e olhos doíam e suas pernas pareciam não querer obedecê-la e sair do veículo.

Lembrou-se de quando chegou na noite passada, o sentimento era outro. Um misto de excitação e ansiedade por saber que passaria a noite com Castle. Não era sempre que tinham o loft só para eles. E hoje o encontraria vazio. Sem a presença de seu escritor e agora namorado.


Subiu o mais lento que pode, pegou a chave extra no esconderijo que ele havia lhe mostrado dentro de um vaso que ficava ao lado da porta. Lembrou de quando o questionou sobre o local, alegando que era fácil alguém achar as chaves. E soltou um pequeno sorriso ao lembrar da resposta de Richard. Segundo ele exatamente por ser um local óbvio as pessoas não procurariam.

Destrancou a porta que havia sido trancada pelo síndico, e abrindo-a teve uma surpresa. Havia no meio da sala uma caixa, bem embrulhada e um laço vermelho sobre a tampa.

Sacou imediatamente sua arma e em silêncio fez uma varredura sobre todos os cômodos do imóvel. Primeiro o andar de baixo, depois o andar de cima. Ao constatar que não havia ninguém desceu as escadas e foi diretamente a caixa que estava posicionada bem no meio da sala.

Grudado no laço tinha uma nota, e se abaixando para ler, sentiu-se sem chão.

A nota dizia:
Querida Beckett, não ousaria deixá-la dormir sem sentir o cheiro de seu amado. Aproveite o presente. É de coração!” JT.
Continua..

Notas finais
Tentarei postar um capítulo por semana. Sugestões e comentários são bem vindos..hehehe. Deixem me saber o que estão achando da fic. Bjao. Talita Tyson vai render ...rs ❤ Elo ❤