— Está aqui a 10 dias e ninguém veio te procurar? – Estava nervosa

— Eles levaram meu rastreador, provavelmente não está mais em funcionamento – Ele disse chateado

Kay ficou nervosa, não queria ficar naquela prisão nem mais um minuto, talvez isso desse algum trabalho para os dois. Estava pensando em como sair dali sem chamar muita atenção, mas isso seria impossível de acordo com a situação, estavam trancafiados em baixo da cidade controlada por um homem muito nojento, e aqueles que estavam lá quando foi capturada não eram nem metade de suas forças.

— Olhe, eu posso te ajudar, sou da força rebelde – Ele disse rapidamente

— Finn, não se sai dizendo por aí que é da força rebelde – Contestou

— É verdade, mas meus amigos podem nos ajudar, se conseguimos um comunicador – Animou-se – Pode ser que estejam por aqui me procurando!

— Você conhece Poe Dameron? – Perguntou animada

— Sim, eu e ele somos parceiros! – Eufórico

Ela pegou as mãos de Finn urgentemente e olhou bem em seus olhos, o homem ficou assustado e um pingo de suor escorreu por sua testa. Finn já tinha sinais de agressão em seu corpo, a testa inchada de levar socos na localidade e um olho estava roxo, as suas mãos estavam muito machucadas igualmente. Kay podia perceber que a boca do homem estava seca como se fizesse muitos dias que não via agua para beber, apontava também sinais de desnitrição.

— Finn, não pode trazer seus amigos para cá! – Falou com urgência – Não é seguro, você e eu podemos escapar dessa...

— Eu tentei, já surpreendi os guardas, mas eles têm um jeito único de lidar com isso...

As mãos de Finn iam além da grade em que estavam, enquanto ele falava as outras pessoas que estavam também presas a algum tempo pareciam interessadas, mas não o bastante, aparentemente haviam perdido a esperança de escapar. Houve um grande barulho na localidade por trás de Kay e os homens e alienígenas passaram por aquela ala, entraram na sela de Kay e a espancaram cruelmente.

— Não fale com os outros prisioneiros – Disse o homem

Finn preocupou-se e gritou por ela, mas também foi espancado do outro lado, os dois estavam em condições deploráveis. Maldito fosse Hux que a havia mandado para uma missão sem nenhuma função ou motivo, não conseguia sentir Kylo Ren, deveria estar longe dali. Arrastou-se e sentou-se perto de Finn novamente, ambos muito estragados.

— Finn... Isso vai demorar um pouco – Piscou os olhos lentamente

— Guarde suas energias, não há boa comida aqui

Falavam baixo para não serem surpreendidos novamente. Kay cuspia sangue, provavelmente haviam ferido algum orgão dela no abdômen, como sempre sua cabeça sangrava e vários roxos surgiram em seu corpo durante o passar do dia. A moça iria esperar até que os guardas voltassem e trouxessem a comida, poderia pegar as chaves com a Força se ninguém notasse. A Força não servia de nada naquele local, não haviam coisas a ser pegas ou puxdas, ela poderia tentar empurrar alguma parede, mas a intenção era tentar sair sem serem percebidos, eram muitas pessoas.

Passou-se o dia e nada poderia ser feito, todos estavam desarmados, pobres pessoas famintas e desoladas mal poderiam fazer qualquer coisa, pereciam. À noite, os homens em um grupo de três vieram trazendo algum tipo de coisa que chamam de comida, fedia e eles ainda haviam jogado no chão. A moça tentou procurar por algum tipo de chave, mas não carregavam nada consigo, só pode roubar uma pequena chave de consertar trecos.

Cada momento dentro daquele cativeiro era o pior de deus dias, ela não aguentava mais tudo o que acontecia com a mesma e com todos a sua volta, precisava salvar a todos presentes. Kay passou a noite tentando abrir aquela fechadura, aparentemente nada do que ela fazia funcionava, pois era um sistema elétrico ponto-ponto. Observou bem a sua cela e viu alguns fios soltos bem no alto, se agarrou pelas pontas e foi até lá em cima, Kay puxou tudo que havia agarrado na parede e tentou segurar ao máximo as coisas que haviam soltado para não fazerem barulho ao cair.

Finn via tudo sentado de baixo, quieto e calmo parecia estar acompanhando tudo em sua mente. Já era tarde da noite quando uma ronda se iniciou, Kayralor guardou rapidamente tudo que estava fazendo na área e se jogou no chão num barulho surdo onde machucou sua mão e cochas na parte inferior.

Os homens passaram pelo ambiente observando tudo com uma lanterna, a mesma que Hux havia dado a ela, fingiu que estava dormindo e Finn fez o mesmo. Passaram um tempo observando a área onde ela estava e então voltaram a seguir em frente, Finn fez um gesto de silêncio para ela e outras pessoas que estavam acompanhando a façanha dos dois, e então os homens foram embora. Kay voltou ao que estava fazendo e só parou no início do dia, quando o ambiente estava um pouco mais claro, não haviam janelas nem dutos de ventilação.

— Consigo abrir sua cela, só preciso de mais uma noite mexendo nos circuitos – Cochichou a Finn

— O que faremos depois que conseguir? – Disse quase como um sussurro

— Você precisa ir até o circuito principal do outro lado da sala, e liberar a todos nós – Disse

— Podemos tentar

Mais um dia que haviam passado presos sem poder fazer nada relevante, era realmente ruim para Kay saber que deveria manter o anonimato pois haviam coisas muito maiores que ela, sua vontade era de pega-los pelo pescoço como havia feito Kylo Ren, será que ele imaginava que ela estava nessa situação? Não havia como saber, estava muito longe. Ela percebeu que havia um tempo programado para as rotas, se algo estivesse fora do horário provalmente eram emitidos os alarmes. Haviam mais uma vez espancado Kay e Finn por não terem comido e mais uma vez jogaram a comida no chão.

Era igualmente verdade que se soubessem que a moça tinha poderes na Força as coisas ficassem extremamente piores, ela lia a mente dos homens e todos pareciam se divertir mais em cima dos escrevos, não sabia nada sobre outra pessoa procurando por Finn. Seus braços estavam cansados de ficar agarrada nos ferros mais acima, mas era a única chance que tinham, no meio da noite a ronda e dessa vez mais efetiva. Entraram em cada sela e vistoriaram cada pessoa, o nojo por aquelas pessoas crescia mais e mais e o ódio era bem claro em seu coração.

— Amanhã é seu dia de sorte, menina – Riram alto

Chutaram as pernas dela que sentiu uma dor absurda e mais uma vez a agrediram, depois foram embora. A moça mal conseguiu subir de volta para os circuitos, estava muito cansada e fraca, Finn havia chutado para ela uma barra de cereais que ele havia escondido nem sabe onde, mas não foi o suficiente para lhe tirar a fome. Tinha dores em sua costelas, pernas e costas, faziam quase três dias que não tomava agua e se alimentava devidamente, continuava a cospir sangue e aparentemente já havia perdido muito disso, tudo estava indo de mal a pior.

Um barulho básico havia tido da cela ao lado e a porta se abriu para Finn, era próximo da manhã e tinham pouco tempo para sair dali. O homem saiu mancando de sua cela e foi até a porta mais próxima, não haviam circuitos e isso seria um problema, Finn foi até a outra porta, mas não tinha nada também estavam presos de qualquer maneira.

— Kay não há circuitos – Disse alertadamente

— Volte para a cela Finn, e fique lá – Focou a mente em qualquer pessoa lá fora – Eles estão vindo para me buscar, você deve sair e surpreende-los assim que eu estiver fora da cela

Rapidamente os homens abriram a porta e buscaram Kay bruscamente, não antes de darem mais um chute em sua barriga, estava com muitas dores mal conseguia caminhar, a empurraram com força mais uma vez para que fosse mais rápido. Numa questão de segundos Finn saiu e surpreendeu os homens por trás, conseguiu nocautear um com seu punho e roubou sua blaster, atirou no que havia socado e no outro que estava próximo a ela e este foi ao chão.

— Ela é sua amiga, não é? Mais um movimento e eu explodo a cabeça dela

O criminoso tinha Kay em suas mãos, e apontava a arma diretamente para ela. Finn olhava para o homem e para ela com muito nervosismo, a jovem havia levantado as mãos e focado sua mente nele.

“Finn, isso é estranho, mas atire!”

Após ter dito tais palavras o rebelde levou um susto e ficou mais em dúvida ainda, ele apontava a arma para o homem que agora estava sufocando Kay de tanto que estava segurando seu pescoço, o rosto da moça ficando vermelho. A tensão pareceu levar longos minutos, mas foram apenas segundos.

“Finn, confie em mim, atire”

Finn disparou mais com um susto do que de certeza, a moça soltou-se das garras daquele homem estranho e o tiro fez uma curva por ela acertando diretamente no homem atrás de si. Respirou fundo o ar que a faltava, Finn suava e respirava fundo como um louco, agora estavam livres, o homem agarrou a mão da menina e passaram pela porta, Kay atirou no circuito que liberou todas as grades e os estranhos foram atrás deles.

Notas finais
Pessoal eu disse que as coisas iriam ficar ruins, nossa personagem vai sofrer um pouquinho :c