Karakuri Burst

77 Tarde demais.


Notas iniciais
VAMOS QUESTIONAR O UNIVERSO, Pra ver se tem coisa mais inútil que feriado no Domingo :v Depois que lerem vão ver que eu fiz um trocadalho do carilho ♥ A MINHA INTERNET ESTÁ UM VERDADEIRO CU Não aprovo isso não u-u Voltei um pouquinho antes de dar um mês, olha que orgulho ;u; MAS, CREIO EU, QUE AGORA EU VOU CONSEGUIR POSTAR ANTES DISSO Até porque, nesse capítulo vocês vão me matar -qqqqqq Bom, a imagem foi editada por mim há um bom tempo atrás, num aplicativo de celular chamado ''MediBang''. Eu desenhei por cima DA OBRA DE ARTE SUZUNOSUKENSE *^* A imagem original está aqui: https://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=0ahUKEwi6wL7elLrMAhUDhpAKHXx-ALwQjRwIBw&url=http%3A%2F%2Fweheartit.com%2Frachels_wonderful_life%2Fcollections%2F102902359-rin-and-lin-kagame&psig=AFQjCNGPD8VUkv1GPo_pn2_1MFo3oYqHUA&ust=1462236256958181 Eu não tenho muito o que falar, e eu tenho uns 20 exercicios de matemática pra amanhã que eu não fiz nenhum, ENTÃO É MELHOR EU IR ANDANDO Vejo vocês lá embaixo~♥

RIN POV’S ON

Soltei a arma.

Pelo menos, foi o que pareceu pra todo mundo. A verdade é que eu não tinha ideia do que estava fazendo. O revólver escapou dos meus dedos, escorregando pelo meu vestido até acertar o chão. A dor me envolveu com um corpo doído e mãos quebradas, e de um segundo a outro, precisei parar de me preocupar comigo mesma pra entender o que eu tinha feito.

‘’O que foi que eu fiz?’’

Se fosse só uma simples pergunta, estaria tudo bem. Mas não estava ‘’tudo bem’’. Não conseguia mais esconder meu medo, nervoso, arrependimento, atrás de seis palavras. Eu sabia que tinha feito algo de errado.

Sabia.

Ou melhor,

Lembrava.

Então eu era capaz de condenar a mim mesma em seis palavras.

O que foi que eu fiz.

Len estava encima de mim. As coisas estavam diferentes. As coisas estavam pra acabar. Enxerguei nele uma raiva que não era de mim, mas que parecia ser de tudo e todos. Sua mira, na maioria das vezes infalível, agora estava em meu peito. Não na cabeça, não no pescoço, mas no peito. Coração. As coisas estavam pra acabar, e ele queria que fosse rápido.

Olhei para ele, mas ele não pra mim.

Não demorou muito para eu entender.

‘’Você não tem coragem de fazer isso. Não me olhando. ’’

Por isso, quando seus olhos se fecharam, percebi que era hora.

Finalmente, era hora de falar por mim mesma.

—Não feche os olhos. – Eu estava com mais medo do que pensava. Engraçado. — Por favor, não feche os olhos.

O observei suspirar, tremendo os lábios. E com insegurança, apertou os olhos, os abrindo no segundo seguinte.

Fiquei, de uma forma bastante inútil, feliz.

—Olhe pra mim.

Ele abaixou a cabeça pra manter um contato visual comigo. E eu pude perceber o quanto aquilo era horrível. Não conseguia, e nem queria, me acostumar com ele desse jeito. Raras eram as vezes que eu o via chorar. Na verdade, dependia de quando ele deixava isso acontecer.

E agora, estava acontecendo.

Pisquei várias vezes de maneira rápida. Só que diferente das retardadas que faziam isso pra chamar atenção de macho, fazia isso por sentir meus olhos arderem. Antes fosse um ‘’cisco’’ do que a culpa que sentia agora.

—O que você quer? — Perguntou com a voz firme.

Nada estava em ordem em mim. E isso, sinceramente, era uma merda. Não dava nem para dizer que minha cabeça estava a ponto de explodir, porque se de fato explodisse, doeria menos do que dói agora. Essa era a minha linha tempo. Sem linha, só um embolo. Sem tempo, só desordem. Com nenhuma cronologia, era como se eu esquecesse pra lembrar.

—Você prometeu. – E ao contrário dele, a minha voz mal saiu. Nem sabia se ele tinha me escutado, pra início de conversa. – Você prometeu que enquanto nós fossemos amigos, você não...

Ele me fez calar a boca em menos de dois segundos.

Len abaixou o braço que segurava a katana em minha direção, me tocando. A ponta dela apertava e cortava aos poucos a minha pele. Minha respiração se acelerou sem mais nem menos. Meu peito subia e descia tão rápido que eu sentia que estava machucando a mim mesma.

—Não dá pra confiar em você. – Ele forçou a lâmina contra o meu peito. – E isso é uma coisa que você já deveria saber. Eu não posso sacrificar todo mundo por sua culpa.

—Mas você quer. – Mordi meus lábios. – Só não é o certo.

—Eu não vou te esquecer.

—Nenhum detalhe?

—Nenhum detalhe.

—Eu acredito em você. – Prendi minha respiração por um momento, só pra soltá-la toda de uma vez. Como eu odiava a ironia. – Mas você não. Eu sei que não acredita em si mesmo. Porque você de verdade nunca desistiu de mim. Mas esse não é o melhor pra todos, então é mais fácil desacreditar de mim e de você, e fazer o que tem de ser feito.

—Cala a boca. Você está piorando tudo. De novo.

—Tudo o que eu fiz, não fui eu. Prometo que não. Foram o meu corpo e as minhas mãos, mas eu sei que não fui eu. E você também.

—Ser controlada por meia dúzia de filhos da puta te faz impossível de confiança. – Respirou fundo. – E quando está prestes a morrer, você ‘’volta’’ a ser quem era. Eu não sou tão trouxa assim, garota.

—A culpa não é minha. Eu não pedi pra ir embora da sua vida. Nenhuma das vezes. Por favor, não jogue a culpa em mim. – Eu não queria aquilo. Não queria nada daquilo. – E eu não voltei porque estava prestes a morrer. Eu voltei porque estava prestes a te matar. Você acha que eu me lembrei de dezoito anos só porque quis? Se eu conseguisse me controlar, eu não teria feito tudo o que fiz. Mas eu não consegui. Eu não consegui. Se eu pudesse parar de estragar a minha vida, a sua vida, a vida de todos, eu já tinha parado. Eu queria ter lembrado de tudo antes de assassinar a minha mãe. As minhas amigas. As pessoas que tinham planos, sonhos, famílias. Mas eu não consegui. Eu queria ter lembrado em todas as vezes que você tentou me lembrar, e eu não consegui. Todas as vezes que eu não consegui controlar a mim mesma, vão voltar até mim, pra me lembrar que eu não fui capaz. E mesmo que a culpa não seja minha, vai ser esse sentimento que eu vou ter que carregar pro resto da minha vida, caso ela acabe daqui a cinco minutos ou cinquenta anos. Mas com você... Foi diferente. Me lembrei de cada minuto que eu pude passar contigo. E eu quis que não acabasse. Não desse jeito. Percebi que sozinha, não iria conseguir de lembrar tudo. Precisava de você. Então quando tive de escolher entre nós dois, foi você quem eu escolhi. Eu preferi morrer do que te matar.— Estendi meu braço, o esquerdo, que não tinha um pulso quebrado, e encostei no rosto dele. – Então, por favor, não jogue a culpa em mim. Me ouça, nem que seja pela última vez. Você prometeu que enquanto nós fossemos amigos, você não me machucaria. Se acredita em mim, em você, em nós, preciso que cumpra a promessa.

Ao fim, fechei os olhos e respirei fundo.

Isso é mais difícil do que parece.

Len tirou a katana de mim, e pelo barulho, a jogou no chão. Depois disso, não aguentei ficar de olhos fechados por muito mais tempo. Estava desesperada pra passar a mão no corte que ele havia me feito, mas não tive tempo. Ele me agarrou, e como eu estava no chão, acabou sendo uma desgraça maravilhosa. Mas tanto faz. Era suficiente.

Seus braços envolveram minha cintura, e me apertavam contra ele com tanta força que achei que ficaria sem ar. E eu, como sempre, enlacei meus braços em sua nuca, e deitei meu rosto na curva do seu pescoço.

—Me desculpa.

Não respondi de imediato, porque não precisava. Eu tinha certeza que ele sabia que não era mais questão de perdoar ou não. Pelo menos, entre nós, estava tudo bem.

—Eu enfiei um estilete no seu braço. – Sussurrei. – Estamos quites.

Ele riu um pouco, embora ambos soubessem que aquilo não tinha graça nenhuma. Levou algum tempo até que ele me soltasse, e se levantasse do chão. Fiquei mais um pouco naquele gelo, tentando pensar. Eu não sabia como iria lidar com tudo aquilo. Na verdade, tudo o que eu queria era que nada disso tivesse acontecido. Não tinha idéia de como consertar meus erros, porque tinha certeza que a maioria não tinha solução.

Mas um tinha.

E eu iria o resolver agora.

Joguei meu corpo para o lado pra pegar o revólver. Agarrei a mão que Len estendia em minha direção pra poder me levantar. Quando me vi de pé, esfreguei o resto de sangue que sobrou em mim. Enquanto ele já tinha a katana em mãos antes mesmo que eu notasse.

E por cima de seu ombro, eu pude ver o que tinha feito.

Fingi ter calma.

Fingi ter controle.

Fingi estar bem.

E não era verdade.

Mas o que eu sentia ou deixava de sentir não era importante. Não agora.

Não quis mais olhar pra eles. Nenhum deles. Eu sabia que fazer isso me deixava com mais cara de filha da puta, mas eu não tinha mais o que fazer. Queria pensar em mim mesma, e era isso o que estava fazendo. Ser egoísta era a única coisa que tinha me sobrado, e se isso era o que me impedia de chorar igual uma inútil, era isso que iria fazer. Precisava parecer forte, mesmo que isso fosse mentira.

Destravei a arma e encarei a Hatsune.

—Olhe bem a merda que você fez. – Ignorei Len, me afastando dele, mesmo sabendo que mais cedo ou mais tarde ele daria um jeito de se meter. A garota tinha fodido com a minha vida. E eu quero retribuir o favor. – Sua família de doentes tentou me transformar numa coisa que eu nunca vou ser.

Miku nunca foi minha amiga. Ela deixava isso bem claro. Eu também não tinha interesse em simpatizar com a cria do capeta. E isso, de certa forma, foi a melhor coisa que pude fazer. Minha antipatia infantil era só o gatilho de todo o ódio guardado que se acumulou por anos e anos na minha cabeça.

E ao invés de me lamentar, eu iria ser o que ela queria que eu fosse.

‘’Sangue frio’’.

Sabia fazer isso perfeitamente.

Afinal, foi ela que me ensinou.

—Normal? – Sorriu com cinismo. Mesmo embaixo de uma cara vermelha e inchada, cortes e hematomas, e um cabelo idêntico a morada de rato, o ego dela não morria.

Levantei o revólver.

—Imbecil. — Eu encurtava nossa distância a cada segundo que passava. – Precisa ser muito imbecil pra achar que eu vou deixar as coisas como estão. Você destruiu a minha vida. E eu vou fazer o mesmo com a sua.

—Você pediu por isso, porque eu sei quem é você de verdade. – À medida que eu andava até ela, ela andava até mim. – Você não tem capacidade pra fazer quase nada. Precisou do idiota atrás de você pra tentar ser uma criança normal. Precisou de mim pra viver nessa merda. Até quando você quer ser assim? Eu não destruí sua vida, tudo o que eu precisei fazer foi assistir você fazer por si mesma. Eu te dei uma chance de ser diferente, mas nós duas sabemos que ser inútil combina com você.

­—Não. – Coloquei o dedo no gatilho. — Você não me conhece. Tudo o que fez foi estar perto de mim. E isso, é o que você acha que eu sou. Mas eu sei quem sou eu, e eu sou muito mais do que isso. Pare de fazer o jogo de ‘’puta burra’’ porque nessa cabeça gigante com certeza tem mais do que ar. Eu nunca soube no que me meti, e por mais que eu quisesse ir embora, você nunca me deixou. – Sorri. – No fim, as coisas só podiam ser entre mim e você. Acabar onde começou. E mesmo que eu te mate, as consequências vão durar pra sempre. Mas eu desisto de você. Você não tem jeito. Você não tem salvação.

‘’-Ei Rin, não importa o que façam ou o que digam, trate de se esquecer de quem eles querem que você seja, e não quem você realmente é.’’

‘’-Quero que seja Kagamine Rin.’’

—Você subestima a minha inteligência.

—Eu sei. – Reviro os olhos. – Foi por isso que te chamei de imbecil.

—Acha mesmo que é fácil assim se livrar de mim? A minha ruína é a sua ruína. Você precisa de mais do que convencer seu namoradinho a não te matar pra viver. Você precisa de mim. Se quiser viver, vai precisar matar cada pessoa que trabalha pra mim. – Balançou a cabeça em negação. — Querida, você achou mesmo que eu nunca cogitei na possibilidade de você sair do controle e se virar contra mim? Sempre foi a minha última opção, porque você é muito cara pra acabar desse jeito. Mas se você acha que eu destruí a sua vida, eu vou, literalmente, fazer isso. Assim que for da minha vontade, eu posso ativar a autodestruição dessa coisinha ‘’insignificante’’ que mora no seu cérebro. E você vai morrer. De dentro pra fora. E adivinha? É a minha vontade. Você se tornou inútil pra mim. Mas, tudo bem, é tarde demais pra pedir ‘’desculpas’’, não é mesmo?

Respirei fundo.

Segurei firme o revólver.

—Eu não ligo de ir pro Inferno. – Mirei em sua cabeça. — Mas você vem comigo.

A porta bateu.

Ela sorriu.

Olhei por cima do ombro pra espiar o que tinha acontecido.

E eu reconheci aquele homem.

Aquele era Leon.

O pai do Len.

Notas finais
Em que momento mesmo, eu falei que essas pestes morreram? :vvvvvvvv LKHHSKAKHLLKHSHKAS NÃO ME MATEM POR FAVOR ;A; Que orgulho da Rin cara ;-; menina linda ♥ E da Miku... Tenho orgulho não, maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas, ela não é boba naum Esse capítulo teve duas inspirações: Música: ''Undertale - Stronger Than You'' ♥ Enviada pelo usuário ''Kur0chi'' e cantado pela ''Rachie'' SIM, UNDERTALE É VIDA, VAMOS FAZER ALGUMA PETIÇÃO PRO ALAN JOGAR O FINAL GENOCIDE Carta do jogo: ''Karamari Hospital'', um DLC de ''Spooky's House of Jumpscare'' que diz ''It wasn't me, I swear it wasn't. It may have been my body and my hands, but I know it wasn't me''. É o ''report #407'' da ''Nurse Tanaka'' ♥ Foi jogado pelo ''LubaTvGames'' OLHOS DE ÁGUIA, PERCO NADA Estou indo com a força de ''eu preciso fazer os exercicios''~ E como sempre, não me odeiem ♥ ME DEEM AMOR E O CU ♥ SIM, DNV Vejo vocês nos reviews!