Notas iniciais
FIRST THINGS FIRST ♥ ~Aconteceram muitas coisas desde minha última postagem, então vamos colocar em ordem de importância~ 18 RECOMENDAÇÕES ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ chupa, sociedade ♥ Minha fic já é maior de idade ;u; Obrigada sobrinha, Gabi! Melhor surpresa de aniversário u-u A moça aí é escritora desde 1534 a.C aqui no Nyah, e a fanfic dela foi umas das dez primeiras que já li aqui no site PROCUREM ''Cidade Perdida'' KCT Melhor, toma o link https://fanfiction.com.br/historia/432910/Cidade_Perdida/ E a Zelda Ba dun ts Bom, mas agora voltando, obrigada Gabi ~♥ Meu aniversário não estava o dos melhores, mas eu realmente fiquei muito feliz com a notícia. Já te agradeci uma vez, mas agradeço quantas vezes quiser porque sou contra a sociedade emo rara roqueira, otome otaku geek Número 2: ANIVERSÁRIO DA FANFIC ♥ ♥ ♥ Eu sinceramente não achava que minha fanfic duraria dois anos. Primeiro porque eu nunca achei que Karakuri Burst ganharia tanta proporção assim, ainda mais aqui no Nyah, onde é beeeeeeem mais difícil arrumar leitores -qqqq E segund(amente), eu achava que iria acabar antes por motivos de planejamento. Mas como eu seria autora de uma história de fic floppada ( MALDITA MALDIÇÃO DO FLOPP, SLC ) se não fosse cada um de vocês que está lendo ai do outro lado ( Provavelmente de SP, porque eu nunca vi brotar tanto povo que puxa r numa fanfic e-e ) e do resto do mundo, tudo que tenho que dizer é: OBRIGADA ♥ Terceiro. Aniversariantes do mês de Março~ Eu ( 09/03 ) Fanfic KB ( 15/03 ) Titio amado do meu corassaum ( 29/03 ) PARABENS PRA MIM, PRO MEU FILHO E PRO MEU TIO ♥ Quarto: EU SEI QUE É ''Re:Birthed'' COM AS BOLINHAS Mas eu achei mais bonitinho o tracinho, obg dnd u-u Quinto: Motivo da demora! Primeiro, fui pra cerimônia da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, ver a minha tia pegar posse do cargo. Segundo, em 16/03 fui para Santa Catarina, e voltei para o Rio dia 21/03 á noite Eu mudei de escola, e na nova escola, existe uma metodologia de 100 exercicios por semana, que devem ser entregues de quinta a quinta SIM, CANSA PRA KRLH AGRADEÇA POR SUA ESCOLA NÃO FAZER ISSO SIM, NÃO ESTOU BRINCANDO Quando voltava pra casa, tive a notícia que Quinta seria recesso na escola e que os exercicios deveriam ser entregues na Quarta, no horário de entrada. Resultado? Terça feira fiz 100 exercícios á mão, de 14:00hrs ( hora que chego em casa ) até 1:45 da manhã. Isso porque ainda tive de ir pro curso ( Valeu mãe ) Quarta? TAVA MORTA. Enfaixei os dedos pra continuar escrevendo lá pelo 80° pergunta. Sexta estava em Ipanema, fazendo os exercícios que haviam me dado na Quarta ( nova leva ) Sim, eu sou fudida pra krlh~ E esse capítulo... Planejo ele antes mesmo de eu começar a postar a fanfic. Demorou dois anos pra eu finalmente poder por em prática essa delicinha~ E ele, particularmente falando, é um capítulo que DEU MUITO TRABALHO DE ESCREVER TIPO. MUITO MESMO. MAS OLHA QUE MÁGICO NÃO É MIRAGEM TROUXE O CAPÍTULO CAPÍTULO GRANDE Com uma imagem linda~ ♥ Não sei dizer se ele é meu novo favorito. Enquanto escrevia certas partes, acabou a luz, deu uma bad, onde eu ria e ficava triste (Sei naum hein) Então, meus favoritos vão ser o 75, e o 76, UNIDOS. O capítulo foi escrito de uma forma diferente dos demais, mas eu fiz com amor carinho e dor nas costas. Creio eu que a maioria vai gostar, e quem não gostar... VSF TÁ, DEU MUITO TRABALHO ♥ ESSE CAPÍTULO ESTÁ VISUALMENTE MELHOR EM UM PC De preferencia, leia em um pc. Se não der, leia no celular, e depois no pc u-u Até lá em baixo ♥

RIN POV’S ON

‘’Acabou.’’

Ele disse.

Logo isso acabará.

Não.

Logo isso se acabou.

Eu não consigo durar muito.

Tudo me pareceu tão bem. Por isso tive que estragar.

Isso era suficiente?

Não. Não era.

Nunca foi. Nunca será.

Atire logo. Aperte o gatilho.

Acabou.

Não é nada demais. Nada mais, que um tiro.

Ele faria o mesmo. Está fazendo o mesmo.

‘’-Você não é assim. Não pode continuar matando as pessoas. Não é isso que você quer. ‘’

‘’-Você não entende as merdas que está fazendo. Não é isso o que você quer. Não é pra isso que você vive.’’

Ele vai te matar.

É o que ele quer.

Atire.

‘’– Você é tão diferente da garota que chegou aqui três anos atrás. Eu não fui capaz de impedir que eles te mudassem, e mudaram. E eu não posso suportar mais nem um segundo disso.’’

‘’-Eu quero que você volte a ser você. Não a personalidade que eles estão criando em você. ‘’

‘’-Eu vou trazer de volta tudo que eles tiraram de você. Vou fazer você se lembrar do que foi apagado. Mesmo que eu tenha de forçar.’’

‘’-Eu deixei tudo isso ir longe demais.’’

É o que todos querem.

É o que tem que acontecer.

Mas eu não quero morrer.

‘’ –Um dia você me disse que gostava dele. Também disse que eram melhores amigos. E me contou que ele não te abandonaria. ‘’

‘’-Dele você se lembra ?’’

‘’—Len. Você se lembra?’’

Eu não tenho escolha.

Eu não tenho mais tempo.

Não posso me arrepender.

Todos os meus arrependimentos foram mortos.

‘’-Você tem certeza disso? – Suas sobrancelhas se arqueiam. – Esconde-esconde com só duas pessoas é meio chato, não acha?

Não tinha como discordar. De fato, aquilo tinha lá sua cara de entediante. Mas, nem que seja uma vez, pelo menos uma única vez, eu queria brincar com ele de uma das minhas brincadeiras favoritas. Eu não sabia o quanto isso iria durar. Meu colega de caminho a qualquer momento poderia desistir de mim. Não achava que mantínhamos uma inimizade antes, mas não éramos amigos. Não sei nem se ainda tenho o direito de chamá-lo assim. Ou intimidade.

—Mas é minha brincadeira favorita! E... Além do mais, agora é só você que eu tenho.

—Eu não quero ser seu amigo.

No auge de um pequeno surto, eu guardava em mim mesma, diversos sentimentos misturados e confusos.

Não queria que o garoto estranho me abandonasse.

—Você é uma daquelas. Só vai lembrar de mim quando os outros te esquecerem.‘’

Estou me afogando no meu passado patético.

Não sei sobreviver.

Não sei nadar.

Não sei fazer nada.

A única coisa que eu sei fazer é matar.

‘’-Você não conseguiu, não é? – Murmuro. – Matá-los. Eu sei que não consegue.

Levanto a cabeça e olho para IA. Seu olhar baixo e pregado no chão já me dizia a resposta. Não que eu já não a soubesse, claro.

Andei até o cachorrinho de pelo meio aloirado sem muita pressa. Ele era bem pequeno, parecia que não tinha tantos dias de vida assim. Não era preciso ser gênio para saber que era um filhote abandonado.

—Você foi abandonado. E se você foi abandonado é porque ninguém te quer. Se é abandonado, é jogado nas ruas, onde ninguém liga pra você. Não acha... Que isso que estou fazendo com você... É um favor? Devia me agradecer.

O som de palmas abafou o ambiente dos gritos do filhote.’’

Sempre foi assim.

E assim sempre será.

‘’–Foi um ótimo trabalho também. – Nero falou descontraído.

—Mas ele não acabou.

—Do que você está falan... – Neru começou a falar.

—Você... – Encarei em seus olhos. – Beijou ele. Era aliada do Oliver. Me fez sofrer. Ajudou a nos separar... Você precisa entender uma coisa. Eu sou a namorada dele. Não você. As coisas que você fez foram... Imperdoáveis.

Gastei mais uma munição na cabeça de Neru. Ela atingiu o chão.

Morta.’’

‘’–Pare? – Ri amargamente. – ’Se não o que?’

Oliver vai precisar enfaixar o outro olho.

Eu também enfaixaria, se tivesse um gancho atravessando minha orbe.

—Uh, você está começando a feder. – Torci o nariz. – Eu odeio isso.

Coloquei a Colt colada na sua testa. Simplesmente,

Atirei.’’

Não consigo parar um trem com duas mãos.

Então nunca iria ficar satisfeita.

Talvez até quando chegasse o dia.

Quando eu parar de matar pra viver.

E viver pra morrer no dia seguinte.

‘’–Sophia! –Ela correu para uma das paredes e começou a gritar para uma menina que estava jogada na cela seguinte. – Sophia, acorda! A Rin voltou!

Que animação.

Me aproveitei de sua ingenuidade pra acabar logo isso. A garota já estava de costas pra mim, de qualquer forma. Também não estava a fim de caçar a lunática por aí.

Seis de sete.

O sangue que espirrou da cabeça dela escorreu pela parede. Se os gritos dela não tinham acordado a outra menina, pelo menos eu tinha acordado.

Por um momento, eu e a outra menina nos encaramos.

‘Sophia.’

A garota de cabelos brancos não tinha um dos olhos, e aparentemente ninguém tinha se incomodado de que o rosto dela estava a arrastando pra morte.

Tanto faz.

Quem iria fazer isso seria eu, agora.

Nós éramos amigas! – Gritou. – Você prometeu que sairíamos daqui juntas!

—Amigas? –Levantei o revólver. – Eu não preciso de amigas como vocês.

Cinco de sete.’’

Eu preciso atirar.

Eu quero atirar.

Eu sei que sim.

‘’–Eu quero te perguntar uma coisa, Rin. Porque você brinca justo comigo se você tem seus amigos?

É verdade. Justo com ele. E porque com ele?

Porque eu gostava dele.

—Eu tenho muitos colegas. Não muitos amigos. E depois de um tempo, eles se afastam de mim. – Deito minha cabeça na árvore, como se estivesse num colo, pronta para dormir. — Ainda mais agora que eles me viram indo de guarda-chuva com você.

—Estou te causando muitos problemas.

—Não.

Rindo um pouco, ele olha pra mim de soslaio.

—Não foi uma pergunta.

—Pra mim tanto faz. – Dou de ombros. – É melhor assim.

—Somos dois deslocados. Sempre sozinhos.

—Não. – Sorrio um pouco. — Agora somos dois deslocados juntos.’’

Nada dura pra sempre.

E esse ‘’sempre’’ se estendeu por tempo demais.

Logo isso se acabou.

‘’-É Rin. – Disse, produzindo uma fumacinha pela boca. – Kagamine Rin.

—Não ouvi ninguém te perguntando nada. ‘’

‘’-Eu tenho nome. – Reclama com impaciência. – É Len.

‘É Len’.

Ellen.

—Ellen, fica na sua querido, que eu não te perguntei nada.’’

Mesmo que eu tenha certeza da resposta, não consigo parar de pensar sobre o que fazer.

É só uma pessoa. Eu consigo fazer isso.

Tudo bem.

‘’–Você... Eu achei que você tinha... – Tentei engolir o choro. – Você morrer foi...

—Rin... – Ele veio até mim.

—Eu não consegui... Aguentar.

Ele me abraçou, me ouvindo chorar próximo a ele.

—Tudo bem... – Ele disse com a voz triste. Parecia decepcionado.

Mas eu não podia culpá-lo.

—Quando você diz ‘Tudo bem’ – Disse enquanto tentava me recuperar do choro. – Você acredita nas suas próprias palavras?

Ele ficou em silêncio por um tempo.

Esse é o preço das lágrimas que não pude impedir.’’

Quando eu puxar o gatilho sem hesitação,

E os meus dedos se sujarem de vermelho,

Vai ter acabado.

Vai ficar tudo bem.

‘’–Por favor... – Len esticou seu braço pelo buraco e entrelaçou nossos dedos. – Por favor Rin, ela precisa de você. A Aya precisa de você.

Apertei nossas mãos com força por um instante.

—Mas... – A minha voz falhava.

Vai ficar tudo bem.

—Não, não vai!— Ofeguei. – Você me disse isso a noite inteira, e nada, nem por um instante, ficou bem! Isso é mentira! Isso é...

—Não é mentira. – Ele disse sério. – Eu juro que vai ficar tudo bem.

—Você... Promete?

Ele sorriu.

—Prometo.’’

‘’–Não precisa se preocupar. – Ele pôs a mão na minha cintura, e me acomodou próxima a ele. – Eu estou com você. Pretendo nunca te deixar sozinha de novo,

Comigo aqui,

Vai ficar tudo bem.’’

‘’-Só não esqueça, Ellen. – Torcia por dentro pra que ele tivesse uma boa memória. Ele era um garoto estranho solitário, eu sabia disso. E se eu não estivesse com ele para consolá-lo... Que pelo menos se lembrasse de mim, e conseguisse se consolar sozinho. Sem a ajuda de ninguém. -Talvez não seja hoje, talvez não seja amanhã, mas, no fim, vai ficar tudo bem.

—’Vai ficar tudo bem’? – O tom de deboche era tão alto que chegava a ensurdecer. Idiota. – Você sonha demais. Acha que o futuro é tão bom assim?

Eu poderia dizer várias coisas.

Poderia dizer algumas mentiras.

Quem iria saber?

Sempre me apoiei em quatro palavras que me eram reconfortantes.

Mas a verdade é que,

—Não sei. – Nunca soube. E não saberei até chegar lá. – Só não se esqueça.

Talvez doesse soltar esse ‘’Por favor’’ que comprimi entre os lábios. Mas também não entendia o porquê do desespero de não querer que me esqueça. Eu o chamava de nomes estranhos na minha cabeça, e ria secretamente de quão travessa poderia ser. Não, eu conseguia ser incrivelmente boba. Acabei de tentar consolar um de nós. Cabe descobrir qual.

—Tá, tá... – Ele passa a mão pelo cabelo, arrumando aquela bagunça que ele mesmo havia feito. – Eu não esqueço, o que você quiser, Rin.

Ele.

Eu consolei ele.

Eu consegui.

Pode ser que ele tenha falado apenas para se livrar, mas, disse.

—Ótimo! – Percebendo o grito de entusiasmo, baixei a voz, como se fosse normal. – Podemos começar a brincadeira agora?

Dando um sorrisinho, ele revirou os olhos para provocar. Virou de costas lentamente, e levou as mãos aos olhos.

—Um, dois, três...’’

Eu vou voltar pro meu normal.

Desde o início eu sabia que iria ser assim.

Atire.

Não vai fazer diferença.

‘’–Rin?

—Shhhh.– Respondi me aconchegando em seu peito.

—O que você tá fazendo aqui?

—Sem você, não é a mesma coisa.’’

Eu nasci pra isso. É a minha razão de viver.

Eu fui feita pra isso. Eu não tenho escolha além de viver pra isso.

E tudo que me resta é um futuro inútil.

E mesmo assim, eu não quero morrer.

‘’Eu e Len fechamos os olhos e juntamos as mãos.

‘Erm... Deuses, eu não tenho o costume de falar muito com vocês e... Tá bom, isso não interessa agora. Eu quero ter muita saúde, muita fartura e muita felicidade, mas quer saber, podem ignorar esses outros pedidos se quiserem, eu só tenho um único desejo que faço de tudo pra ser realizado.

Eu desejo que eu e o Len fiquemos juntos pra sempre.’’

Não faz sentido.

Eu o odeio. Eu sei que sim.

‘’-Hoje não é você quem manda, Kagamine Rin. – Len agarrou meu braço bruscamente, apertando com força.

—Me solta! – Olhei pra ele assustada. Porque ele estava agindo assim? – Você não consegue ver que está me machucando?!

—Se você não quer ir, vou te levar a força!

—Porque está fazendo essas coisas?

—Por quê?! Quer saber por quê?! Porque a minha namorada está agindo feito uma perfeita idiota! Porque ela é egoísta, e não consegue perceber que vai matar a minha filha fazendo essas besteiras! Porque você Rin... Não passa de uma loira burra! Como não consegue perceber que as merdas que você faz não só afetam você, como afetam a mim?! E agora, afetam a Aya!

Não teve nem um momento de hesitação. Eu levantei minha mão o mais alto que pude, e...

Dei o tapa mais forte que consegui.’’

Mas eu não consigo explicar por que.

Eu não consigo entender.

‘’–Não me observe enquanto durmo. Seu esquisito.

—Quem te disse que eu faço isso?

—Vamos especular. Foi você que me acordou, e para tal fato, precisa estar acordado.

—Não necessariamente.

—Não me interrompe! Enfim, você já está arrumado... – Dei uma pausa, observando aquilo. – E... Com cabelo preso?

—Ah. – Passou a mão no cabelo. – Sim.’’

‘’Voltamos pra dentro do prédio e entramos no elevador. Nele, havia um espelho, onde Len passou a se olhar.

—Ah... — Ele usou a mão para prender a parte de trás do seu cabelo, dando a acreditar que ele estava de rabo de cavalo. — Eu já usei o cabelo assim.

—Ah é?

Ele soltou as mechas que prendia com a mão e voltou a ficar com o cabelo solto de novo.

—Se eu deixar crescer demais eu pareço uma menina.

—Não fique se importando sempre com que as pessoas irão pensar. — Ele olhou para mim com uma expressão de espanto meio anormal. -Além do mais, você fica mais bonito assim! — Apontei para o reflexo dele.

O elevador havia parado. Porém nenhum de nós saiu.

Len ficou me encarando em profundo silencio, o que me perturbava um pouco. Ele suspirou, franziu as sobrancelhas e fechou os olhos por um momento. Logo depois me encarou mais seriamente.

—Você realmente não se lembra, né?

Ele dizia como afirmação, não como uma pergunta.

—Lembrar? Lembrar do quê?

—Deixa pra lá. -Ele empurrou a porta do elevador e tomou rumo a seu carro.

—Espera Len! — Gritei enquanto tentava chegar a seu ritmo.

Ele se virou pra mim.

—Fala.

Encarei-o por um instante.

—Nada... ’’

‘’–Eu cansei.

—Len? – Perguntei confusa.

—Se você sozinha não consegue lembrar da nossa infância,

Eu irei te fazer lembrar.’’

Eu quero destruir você.

‘’-Me solta.

—Eu não posso.

—Pra que possamos lutar, pra que eu possa te matar, me solta.’’

Eu quero salvar você.

‘’–Rin. Eu preciso que vá embora.

— O quê?! — Me levantei e me aproximei das vigas que haviam caído.

—Eu... Não vou conseguir passar por essas vigas.

—Não! Não, você consegue sim!

—Não, Rin. – Por trás das vigas consegui ver um pouco do seu rosto. – Não tem como eu passar por aqui.

—Mas...

—Você tem que sair daqui. – Ele disse e logo após tossiu. – Você já ficou tempo demais exposta a essa fumaça. Você precisa sair daqui.

—Eu não quero! – Meus olhos começaram a marejar. – Eu não vou sair daqui sem você!‘’

Não posso te perdoar.

‘’A história ficou esquecida.

E é aí que temos um problema.

Parece que você me esqueceu, Len.

Mas eu não te esqueci.

Seis meses. E a dor é a mesma como se tivesse acontecido ontem.’’

Me pergunto quais são meus verdadeiros sentimentos.

Mas ainda não sei a resposta.

‘’–I-isso é o melhor a fazer... – Encaixei meus dedos na tesoura e a aproximei de uma grande mecha do meu cabelo. – É o melhor a fazer... – Posicionei a tesoura e num movimento abri as lâminas. – Eu não quero lembrar de você...— Disse fraca, então tomei ar e gritei. — Eu não quero lembrar de você!

—É isso mesmo que você quer?

Soltei a tesoura no chão, o que fez um barulho alto ecoar pelo banheiro.

—Não... Não é isso que eu quero, Len.

Me virei para o meu lado direito, onde você supostamente deveria estar.

Mas é obvio.

Não estava.’’

O que estas mãos realmente desejavam, eu acabei deixando escapar facilmente.

E as coisas que eu gostaria de proteger, já não existem mais.

‘’Estou ansiosa para sua chegada, mas também estou com medo. Medo do desaprovo e decepção de Len. Eu não consigo cuidar de mim mesma, imagine de um bebê.

É culpa minha ter a perdido.

Não vai ter ‘papai’ ou ‘mamãe’ por minha culpa.

É porque sou fraca.

Ela não merecia ser vitima da minha fraqueza. Len também não.

É sempre assim, meu amor machuca.’’

Essa voz.

Essas mãos que estão junto as minhas.

Eu acabarei perdendo tudo isso.

‘’Eles são mentirosos. Todos são mentirosos.

Len não morreu.

Ele me prometeu.

Eu coloquei a mão em ambos os ouvidos quando os mentirosos disseram que ele morreu.

É mentira.

E mentira são feias.’’

A minha vida é um pesadelo.

E eu não consigo acordar.

Eu desejava abandonar tudo.

‘’Por isso, tenho que permanecer quieta. Não posso dormir. Não posso comer. Não posso beber. Só posso...

Esperar.

Afinal, ‘tudo vai ficar bem’’.

Esquecer tudo.

‘’–Por quê? – Ele elevou a voz. – Porque, Rin?!

Levantei a cabeça encarando ele e cerrando os punhos.

Porque eu não quero cometer o mesmo erro mais uma vez!

Respirei pesado, voltando a abaixar a cabeça.

—Erro?! Você disse ‘erro’, Rin?! – Ele deu uma pausa. – Você chamou a nossa filha de erro?!’’

‘’–Ei... – Tentei começar. – Ei, Len... Eu... -Ele se virou para mim. — Me desculpa!

Saiu num grito.

—Você teve... Seis meses, Rin. Seis meses pra esquecer. Eu tenho quanto? Um dia? Doze horas? – Ele fechou os olhos como se controlasse. – Só pare.

—Mas...

—Pare. — Suspirou. — Me deixe sozinho com meus pensamentos, Rin.’’

Destruir tudo.

‘’Eu soquei seu espelho com meu punho direito até ele trincar. E quando trincou, mirei no ponto trincado e soquei com mais força ainda.

Por um momento eu observei o sangue escorrer do meu punho e descer lentamente pelo espelho cheio de rachaduras. O espelho cedeu a pressão que sofria, então se espatifou em vários cacos que se espalharam pelo chão.

Me virei de costas e encarei o meu reflexo no outro espelho.

Observei minha mão.

Eu consigo fazer isso de novo.’’

Fui pega por um desagradável sentimento.

Mesmo que eu continue destruindo e destruindo,

Meu coração ainda não ficava satisfeito.

E eu não achava nada que o pudesse satisfazer.

‘’No fim, eu estava ajoelhada no seu banheiro. Os cacos cortavam a pele desprotegida das minhas pernas. Mas eu já não me importava mais.

Tudo que fiz foi em vão, não foi, Len?

Com todos esses cacos no chão, eu consigo ver incontáveis reflexos de mim mesma.

Talvez o problema não seja o reflexo, seja a pessoa.

Eu peguei o maior e mais afiado caco de vidro, machucando a palma da minha mão com esse ato. Virei ele em minha direção, e encarei meu reflexo mais uma vez.

Eu só quero ficar com você, Len... Estou tentando o meu melhor para nos juntar... De algum jeito.’’

Tudo que você fez até agora,

Foi o que ninguém conseguiu fazer.

Me salvar.

De mim mesma.

‘’Estiquei meu braço, e depois o virei, seguindo caminho até meu pulso.

Firmei meus dedos no caco de vidro.

Se eu for fazer isso, que faça logo.

Aproximei o caco de vidro próximo ao meu pulso.

—NÃO!

Soltei o caco de vidro no chão, e virei minha cabeça rapidamente em direção a porta.

Essa... Voz...

—Len?!

Não tinha ninguém.

Absolutamente ninguém.

Mais uma vez, me encontrava sozinha.’’

De novo.

‘’–Chega. – Disse. – Eu cansei.

Levantei-me do chão e abri as torneiras que encheriam a banheira. Abri-as o máximo que pude, fazendo a água sair da torneira com uma pressão assustadora.

Bati a porta do banheiro com força. E quando voltei à banheira a água já escorria para fora, atingindo os cacos pelo chão. Entrei na banheira usando roupas e fechei as torneiras com a mesma raiva que as abri.

—Você gosta de me ignorar, não gosta?! Então ignora isso.

Afundei meu corpo na banheira e coloquei minhas mãos nas bordas laterais, para que a qualquer caso eu me force a ficar submersa.

Eu vou dar um fim a essa história.

Todos nós queremos saber como acaba.

Eu quero saber como acaba a minha história. Eu vou adiantar o meu final.

E depois de todos esses momentos, você poderia me responder?

Eu tenho um final feliz?

—Rin! Rin!

Franzi o cenho enquanto estava submersa. Não creio que a última coisa que escutarei será os gritos de ‘Len’.

Isso é, é somente a voz dele. Se ele estivesse aqui para me tirar da água e gritar comigo por fazer coisas tão idiotas.

É, sempre me achei complicada, mas agora até minha mente é complicada. Você acha normal escutar a voz de um garoto de uma história incompleta? Eu também não.

—Rin! Levanta agora! – ‘Len’ continuava insistindo.

‘Não!’ Gritei em meus pensamentos. ‘Você nem está aqui!’

—Levanta agora! –Ele continuava.

’Você não manda em mim!’

—Levanta! – ‘Len’ ficava mais alterado a partir dos segundos que se passavam. – Não estou te pedindo! Estou te obrigando!

Pronto, o ar começou a me falhar.

‘’Não. Eu vou fazer o que faz comigo. Eu vou te ignorar. Essa história precisa de um fim’’

—RIN!

‘Não, Len. Vai ficar tudo bem.’

Tirei minhas mãos da borda da banheira e cobri meus ouvidos com ela. Não adiantava muito, porque parecia que sua voz vinha da minha cabeça.

Mas eu preciso te ignorar.

Não é um final feliz.

E nem deve ser.’’

De novo.

‘’Quando cheguei até a sacada, parei na sua borda, apoiando minhas mãos nela para parar o meu impulso.

Olhei para baixo e senti a brisa assoprar alguns fios de cabelo. Vi aqueles prédios iluminados vizinhos, as pessoas com suas vidas comuns e seus problemas comuns, o trânsito movimentado.

Fim, isso precisa de um fim.

Me apoiei para subir encima do parapeito da sacada, e assim que consegui equilíbrio. Me levantei e fiquei em pé encima do parapeito. Abri meus braços, me equilibrando por completo e juntando meus pés.

Todos esses finais felizes...

Eu cansei de esperar.

Movi um dos meus pés,

Então fui envolvida por dois braços.

Caímos os dois pra trás, atingindo o chão da sacada com força.’’

E de novo.

‘’ – O que você pensa que está fazendo?! – Ele ralhou. – Você é maluca? Está vendo isso? – Ele apontou pra frente.

Fiquei olhando para o outro lado da rua, pra ver se ele estava falando de alguém de cosplay, ou qualquer outra coisa, quando minha vista foi obstruída por um caminhão que passou assustadoramente rápido e rente à calçada.

—Viu isso?! – Ele insistiu. – Você não acha que minha cota de te impedir de morrer, não já deu, não?

—Desculpa.’’

Eu clamei por desespero inúmeras vezes.

‘’–Por que você faz isso comigo?! Por quê?!

E você não me respondeu.

Porque não tinha ninguém lá.

Len, você está me deixando louca. Estou ficando doente.’’

‘’–Droga, Len! – Recolhi todo ar que havia nos meus pulmões para gritar a próxima frase. — Me deixe morrer! Por favor... Eu quero ficar com você...’’

‘’– Porque só agora? – Continuei olhando fixo para a minha direita. – Porque você só fala comigo agora?! Eu cansei! Eu cansei de tudo isso! Acha que é bom?! Acha que é bom depositar falsas esperanças nos outros?! Eu estou sofrendo! Você gosta de me ver sofrer?!’’

Mas no fim, tudo que eu tive foi infortúnio e sofrimento.

Pateticamente.

Miseravelmente.

Eu me agarrei em sentimentos que não quis reconhecer.

‘’ Espirrei pela trigésima oitava vez.

Eu não tenho coragem para morrer.

E é exatamente por isso que estou do lado de fora da banheira. Encolhida do lado dela. E eventualmente batendo a mão na água de pura raiva que me percorre.

Era para eu estar ali.

Boiando, sem nenhuma respiração ou batimento cardíaco.

Mas não.

Os gritos do garoto não permitem a garota se matar.

Porque a garota é ingênua, e não consegue morrer acreditando que ouvindo a sua voz ele está realmente ali, vivo.

Garota idiota.

Garota que vai pegar um resfriado se não trocar as roupas encharcadas e continuar no chão frio do banheiro.

Garota absurdamente idiota.

Cinco e vinte e oito da manhã, e essa garota chorando no banheiro.’’

Me mantive,

Não.

Me mantiveram presa no meu pesadelo por muito tempo.

E o que me restou?

Nada.

‘’–Sabe, eu tentei. – Comentou, enquanto deitou o corpo na parede do elevador. – Tentei mesmo. Tentei impedir que apagassem as suas memórias, tentei impedir que a Hatsune ficasse com você, tentei impedir que você confiasse nela, e tentei impedir que te operassem.

—Você está sofrendo?

—Por você.

Torci o nariz.

—Então é por isso que está chorando?

—...Sim. – Pareceu ficar sem graça por isso, e então limpou as bochechas com as costas da mão. – E por isso queria pedir perdão por não conseguir, filha.

—Você não é a minha mãe.

—Assim como eu te perdoo. – Prosseguiu sem dar a mínima pra minha frase. – Eu sei que não é mais você de verdade, Rin. Sei que não pude me despedir. E também sei que já posso dizer que já sinto a sua falta. – Me encarou de maneira triste, e respirou fundo antes de continuar. – E eu sei que um dia você vai encontrar a solução, ou pelo menos alguém que vai a encontrar pra você. E nesse dia, eu sei que vai passar a viver de verdade. Eu sei que isso vai acontecer, e eu realmente não ligo se mais ninguém acreditar. E quando isso acontecer...

Ela guiou a mão que eu segurava o revólver e a deixou mirada em sua cabeça.

—Você não vai se perdoar...

...Mas eu vou.

Quatro de sete.’’

‘’–Porra Gumi... – Murmurei quase não acreditando. – A Teto ta muito puta com a gente.

—Eu sei... – Suspirou.

— Ei, eu estava pensando, nós somos amigas, certo?

—Não. – Ela balançou a cabeça. – Eu não quero ser sua amiga, Rin.

Eu quero ser a melhor.’’

‘’Foi rápido demais pra algum deles impedirem. A mira já estava mais do que certa. Não havia chance alguma de eu errar aquela garota.’’

Toda a realidade foi completamente escondida.

‘’-Rin?

—Cala a boca.

—Eu até entendo que esteja chateada comigo por...

—Cala a boca! – Gritei – Cala a boca!

—Rin. – Me senti ser arrastada. – Você está sangrando.

Recuei.

—Cala a boca! – Gritei. Cobri a boca, me afastando. – CALA A BOCA!

E quando ele tentou se aproximar, me fechei o máximo que pude.

—Não! – Estendi as mãos para ele. – Vai embora!’’

Qual o motivo dessa luta?

Não consigo dizer nenhuma resposta.

‘’–Isso... Com certeza não é de casal.

Bufei.

—Len, será que você não entende?

Você não precisa se esforçar pra me fazer feliz.’’

Há muito tempo não existe um motivo pra essa briga.

Por qual motivo não conseguimos parar isso?

‘’-Por favor. – Digo.

—Promessas são... – Cruza os braços em frente ao peito. – inúteis.

—Por... Obséquio?

Um pequeno sorriso se forma no canto dos seus lábios, enquanto ele me olhava com olhos descrentes. Parecia que lentamente cedia para a minha insistência. Guardei mais um sorriso. Sabia que poderia facilmente quebrar a resistência dele.

Ele suspira, finalmente cedendo.

—Certo, o que você quer?

Tomei ar, e praticamente joguei as palavras para fora.

—Eu quero que, você prometa, enquanto nós formos amigos, você não irá me machucar.

Prendi minha respiração por fim, mordendo meus lábios, tentando não morrer de nervoso. Havia dito num pequeno trecho dessa frase, que éramos amigos. Sem mais nem menos, só disse.

—Te machucar? – Pergunta, como se não tivesse entendido o sentido de eu querer essa promessa. Ele balança a cabeça, como se não cresse nos meus motivos. – Vamos fazer uma aposta.

Penso seriamente em levantar e em dar um forte beliscão naquele braço. É uma promessa tão simples, porque estava me ignorando daquele jeito ridículo?

Só...

Só que ele não reclamou ou protestou quando afirmei que éramos amigos. Então eu sentia que havia vencido uma batalha.

Parabéns pra mim.

Ah, mas antes, a promessa.

—Não quero. – Respondo.

—Estou afirmando. – A cara de tédio se forma. – Não te perguntando. Não quero sua opinião.

Alguns fios do meu cabelo pousaram na minha testa após mais uma pequena ventania. Tratei de assoprá-los o mais rápido possível, imaginando se eles poderiam entrar na minha boca.

—Eu não vou fazer nada do que me pedir enquanto não fazer a promessa.

Com um toque de curiosidade, me pergunta.

—Por quê?

—Porque é importante pra mim. Só isso.

Revirando os olhos, ele tira a mão direita do bolso, e lentamente a ergue para os céus, exatamente como num juramento.

—Eu juro solenemente... – Dá uma pausa, como se acabasse de perceber algo. Ele se vira para mim, arqueando as sobrancelhas. – Sabe o que é solenemente?

Ah, agora o idiota duvida da minha inteligência.

—Sei.

—Eu juro solenemente que, enquanto o que a Laranja murcha chama de amizade e eu chamo de acontecimentos precoces e incômodos, eu não vou machucá-la. – Deu de ombros. — Fisicamente, não. Psicologicamente, eu te torturo.

‘Acontecimentos precoces e incômodos’.

Tudo bem, eu poderia viver com isso.''

‘’Ouvi uma risada baixa sair dele. Descendo do banco, achava que ele facilmente iria ir embora e me deixar para trás. Virando-se em minha direção, e parando na minha frente, numa distância estranha até para Len, se comportava como o perfeito garoto estranho que era.

—Admita que gosta de mim.

E, essa foi a vez que ele mais me pegou de surpresa.

—Quê?!

Inclinando seu corpo em minha direção, sustentando o mesmo sorriso sacana de antes, repetiu mais uma vez.

—Nem que seja só um pouquinho, você gosta de mim.

—Não! – Gritei, sem raciocinar direito. Balancei minhas mãos de um lado para o outro freneticamente, negando com toda vontade possível. – Não, não, não, não, não, NÃO.

—Levou para o lado amoroso? – Olhei para ele com mais medo ainda. – Não Laranja murcha, estou falando amigavelmente.

...Amigável?

Por alguns segundos, meu coração quase parou. Ele supôs algo completamente absurdo com esse ‘’amoroso’’ idiota. Quem tem essas ideias? Ele é problemático. Fim.

Minha voz estava quebrada. Não sabia o que dizer.

—Eu...

—Não me diga que você pensou daquele jeito. Está cedo demais pra se apaixonar loucamente por mim.

Filho da... Porcaria!

Antes eu constantemente evitava olhar pra esse ser, mas agora não pude impedir de encará-lo. Como assim apaixonar?! Ele é idiota, e só pensa em coisas idiotas, garoto estranho.

Minha mão simplesmente avançou no braço de Len e o beliscou com força.

E a dele, bem, os dedos de posicionaram num perfeito peteleco, que estava prestes a ser solto na minha testa.

—Espera. – Trunfo mais do que sensacional. – Você disse que não iria me machucar.

Ele fez uma amarga cara de pensativo, como se não me der aquele peteleco fosse tirar a vida dele.

—Tsc. – Ele chiou, abaixando a mão completamente a contragosto. – Quando eu disse que você supostamente gosta de mim, quero dizer que para me obrigar a brincar com você, você deve gostar da minha pessoa.

Tratei de acalmar a respiração. Vai nascer alguém mais idiota que o Len.

—An? – Percebo o quão minha voz trêmula me denunciava. – Ah...

Estendi minha mão, e praticamente colei os dedos.

—Só um pouquinho. – Completo. – Só um pouquinho assim.

—Essa é a proporção que gosta de mim?’’

Se é pra isso que nasci,

Se é o nosso destino,

Eu o odeio.

Quem é a pessoa que você deseja destruir?

‘’-Ei Rin, não importa o que façam ou o que digam, trate de se esquecer de quem eles querem que você seja, e não quem você realmente é.’’

‘’-Quero que sejaKagamine Rin.’’

‘’-Len, — Eu não quero mais ganhar. Talvez eu tivesse nascido para o segundo lugar. E não tinha mais vontade de me importar — Não importa o quanto me escondam bem, você sempre me encontrará, não é?

Eu sabia que ele havia me escutado. Ele não podia se mexer, mas ainda respirava. E isso era única coisa que importava.

E no fim, eu só pude ouvir mais uma única palavra quebradiça sair dos seus lábios.

—Sempre.’’

Precisei matar as vozes dentro da minha cabeça.

Pra escutar a minha.

E eu me perguntei.

‘’Quem é a pessoa que você deseja salvar?’’

Ele.

Notas finais
Vamos lá, lista de músicas usadas, ou como serviram de inspiração, nesse capítulo: Re:Birthed ♥ NÃO NÃO, MAGINA Karakuri Burst ♥ NÃO NÃO, MAGINA² ERROR ♥ Namine Ritsu~ Uncover ♥ Zara Larsson The Monster ( Explicit ) ♥ Eminem ft. Rihanna ( Parte Save me from myself ) Locked Away ♥ Rock City ft. Adam Levine Kujikesou ni Naru Watashi wo Sasaete Kudasai ♥ Shigatsu wa Kimi no Uso OST Esse capítulo foi uma Nostalgia da porra, dont you think? ORDEM DOS CAPÍTULOS USADOS ( Pqp, isso vai levar uma hora ) 25, 32, 33, 34, 35, 37, 38, 41, 42, 43, 46, 47, 49, 55, 60, 61, 62, 63, 64, 71, 73, 75 Vinte e dois capítulos. Claro, nem todos foram na visão da Rin, mas eu alterei pra colocar eles na visão dela Esse capítulo foi o que menos escrevi na real. Quer dizer, tudo que está nele foi escrito por mim, menos as frases idênticas a música. Mas em geral, eu precisei só buscar em cada um dos capítulos o que eu queria MAS DEMOROU PRA CARALHO TÁ? antes de ir, só mais uma coisa~ SIM. ELA. FUCKING. LEMBROU. ♥ É isso que ela quer dizer com ''Precisei matar as vozes da minha cabeça pra escutar a minha'' ♥ AGORA TCHAU ♥ Vejo vocês nos reviews!♥