Karakuri Burst
42 Poupe seus esforços.
Notas iniciais

LEN POV’S ON
–Nós quatro somos amigos, Luka. E amigos de verdade não se deixam na mão.
Ela sorriu e olhou pro chão.
–Ótimo, estou cansada de ser garçonete. – Ela começou a chutar as coisas que tinham caído no chão pra mesa do lado. – MESA QUATRO, TOMA AQUI ESSA PORCARIA! E SE QUER SABER, JÁ TINHA CAÍDO NO CHÃO, SÓ QUE EU COLOQUEI NO PRATO DE VOLTA! – Os clientes olharam assustados para ela. – Não conseguem encarar a realidade?! POIS A REALIDADE ENCARA VOCÊS!
–Len... – Rin sussurrava. – Eu acho que perdi totalmente a fome...
–Nem me diga. – Passei a mão pela minha camisa e esfreguei meus dedos. – Além do mais, que porra é essa? Tem um cheiro artificial, mas parece cola líquida.
–Era pra ser um milk-shake. – Rin comentou. – Nossa Len, caiu nas suas calças também! – Rin disse enquanto olhava por debaixo da mesa. – Hahahaha, parece que você se cagou!
–Cala boca. – Olhei pra baixo e vi que... Não estava em um ponto muito estratégico. – O quê? Pela frente? Isso caiu no meu colo, Rin.
–Não tira a minha graça. E tem mais, o estrago já foi feito. – Ela olhou para o lado e viu Luka chutando mais alguns pedidos e restos de pratos no chão. – Ei Luka. O que está fazendo aqui, exatamente?
–Na verdade, estar infiltrada não é ruim. O PROBLEMA É QUE EU ESTOU INFILTRADA NUMA LANCHONETE DE ESQUINA!
Coloquei a mão na boca dela.
–Luka... –A encarei. — NÃO REVELA QUE SE ESTÁ INFILTRADO!
–ENTÃO NÃO DIZ ISSO EM VOZ ALTA! – Ela rebateu.
–Pelo amor de Deus... Luka, me dá o uniforme que eu me infiltro melhor que vocês dois. – Disse Rin revirando os olhos.
–Estar infiltrado não é ruim. – Um cara da mesa vizinha havia se levantado, nisso, Luka pegou/roubou a cadeira em que o cara estava sentado e se sentou junto a nós. O cara foi sentar de volta e acabou caindo no chão. – O problema é o grau dessa missão. Se fosse para Yakuza¹ seria algo decente, mas eu estou numa lanchonete! Sabem quantos ‘’Olá senhor, posso anotar o seu pedido?’’ Eu já disse?! Eu não sou uma garçonete!
–E qual é o caso?
–Alegam que o dono dessa lanchonete compra psicoativos e mistura no pó do café. Assim, os produtos usados a partir da cafeína se tornam altamente viciantes, fazendo com que a produção dispare, enquanto o lucro é garantido. Cafeína já é um produto que deve ser usado com moderação, pois tem propriedades energéticas e podem causar distúrbios, e agora, esse maluco ainda acrescenta um psicoativo no pó! O risco a saúde se torna imenso!
–Então está dizendo que o dono dessa lanchonete põe cocaína no café? – Rin perguntou abismada.
–Sim. – Luka disse de modo sério querendo assusta-la.
–COMO ESSE CARA É INTELIGENTE! – Rin gritou. – Quer dizer, as pessoas se viciam na droga, sendo assim, se viciam no café! DINHEIRO ETERNO!
–Você só está se esquecendo de uma coisa... – Comecei.
–ISSO É ILEGAL! – Luka gritou.
–Como a inspeção sanitária ainda não fechou esse lugar? Propina²? – Perguntei.
–Não! E é aí que tá! Nada! A inspeção vem aqui regularmente, mas nada é encontrado! Por isso que me infiltrei aqui.
–Não passou pela cabeça de vocês que o café do cara pode ser só bom? – Rin falou.
–Como isso é possível?! – Exclamei ignorando completamente Rin. – Precisamos fazer rondas, instalar câmeras escondidas e pontos de escuta!
–E é por isso que precisamos de você, Len! Você é o líder, precisamos de alguém que haja como tal!
–Mas... E se o café for bom e de qualidade? — Rin comentou.
–Eu serei o líder de vocês, e vamos resolver o caso do Co-Café! – Gritei.
–OPERAÇÃO CO-CAFÉ! – Luka gritou.
–Eu desisto... – Rin lamentou. – Eu não sei o que é pior, essa droga de nome que é só a junção de cocaína e café, ‘’Co-café’’, ou se é o fato de que o café pode ser realmente bom.
–Vamos pra Karakuri! – Luka disse batendo na mesa e se levantando da cadeira.
–Vamos! – Disse animado.
–V-vamos? – Rin perguntou assustada. – Quero não...
–Você vai ficar bem. – Coloquei minha mão por cima da dela. – Ninguém pode te machucar agora.
Ela corou e depois desviou o olhar.
–Sua mão tá melada, Len. – Ela reclamou. – Isso é nojento.
–Vem aqui, vou passar no seu cabelo.
–SAÍ DE PERTO DE MIM! – Rin correu que nem um gato assustado pra trás de Luka.
–Ei, amorecos do meu coração. – Luka disse impaciente. – Eu quero logo dar o fora daqui.
–Pensa que podia ser pior. – Rin deu uma pausa dramática. -Você podia estar num Maid Café.³
–Uh, isso com certeza iria ser pior. – Luka fez uma careta. – Tá, eu só preciso ir ao vestiário trocar meu uniforme daqui para o uniforme da Karakuri e já volto.
–Luka, trás uma roupa de faxineiro pro Len. –Rin provocou. – Ele teve um acidente nas calças.
–Sério, Len? – Luka perguntou pronta pra me zoar.
–Você jogou Milk-Shake em mim. – Revirei os olhos. – Rin, você quer ir no banheiro? Tá com dificuldade de ir? Você fala tanto de mim que eu estou começando achar que quer ir no banheiro. Olha só, ficar prendendo não é bom, imagina só que tipo de pum saí quando se prende tanto, então eu te levo no banheiro, porque eu não quero que as pessoas fiquem te chamando de peidorreira.
Len wins. Fatallity.
Rin respirou fundo e semicerrou os olhos.
–Vai...A...Merda. –Ela disse com cara que ia pegar a faca da mesa vizinha e me esfaquear.
Rin pode até me bater, mas valeu a pena.
–É sério Luka, não posso ir com essa mancha no meio das calças.
–Só... Me siga. E Rin, você vem junto.
Fomos andando com cara de quem não quer nada até os fundos da lanchonete, e Luka abriu uma porta com a placa ‘’Entrada autorizada somente a funcionários.’’. Andamos por um pequeno corredor até chegarmos no vestiário.
–Toma aqui. – Ela me estendeu uma calça jeans. – É do Tommy, mas ele pode ir embora pra casa de cueca.
Me esgueirei pra trás de um armário e me troquei.
–E como você vai sair, Luka? Se você está infiltrada, não pode sair com o uniforme da Karakuri por aí.
–Eu dou meu jeitinho. – Ela sorriu. – Por favor, vão na frente.
Estranhei a gentileza de Luka, mas eu e Rin fomos do mesmo jeito. Rin abriu a porta e logo depois eu passei. Começamos a andar, sem ao menos esperar por Luka. Só queria ver como é que ela vai sair sem vista e...
–PARADOS AÍ, MELIANTES!
Eu e Rin nos viramos bem devagar pra trás, com cara de: ‘’Você não vai fazer isso.’’
–MÃOS AO ALTO! – Luka gritava no meio da lanchonete com sua katana erguida.
Várias pessoas pararam de falar e comer pra observar a cena. Mulheres escondiam suas bolsas e agarravam as crianças.
–Oh não... – Rin dizia sem interesse. – Nos pegaram, Le... – Ela parou pra pensar. – Leôncio.
–VOCÊS DOIS ESTÃO PRESOS! – Ela andou até mim e me algemou. – SE VOCÊ TENTAR ALGUMA COISA, MENINA. TEU PARCEIRO JÁ ERA!
–Okay. – Rin disse dando de ombros.
–VOCÊS TEM O DIREITO DE PERMANECER CALADOS! – Luka puxou Rin pelo braço e nos conduzia até a saída da lanchonete. – MAIS UMA VEZ A KARAKURI LIMPA TOKYO DE MAUS ELEMENTOS! NÃO PRECISAM AGRADECER CIDADÕES, É SÓ NOSSO TRABALHO.
As pessoas da lanchonete começaram a se levantar e aplaudir. Tinha gente que assoviava, tinha gente que agradecia, tinha gente que gritava elogios.
É... Talvez eu saiba por que a Rin me chama de esnobe.
Luka nos empurrou para fora da lanchonete e nos levou até um beco que tinha ali do lado.
–E esse, é o jeito Luka de ser. – Ela pegou uma chave e abriu minhas algemas.
–Eu não vou nem comentar... – Dizia Rin.
–Então, vamos pra Karakuri? – Luka propôs.
–Podemos ir de carro? – Pedi.
–SIM! – Rin gritou.
–NÃO! – Luka esperneou. – NÃO, NÃO, NÃO! Com o Len dirigindo, não!
–Ah... – Rin lamentava.
–Er... CAMINHAR! Caminhar... É isso. Caminhar faz bem pra saúde! Vamos andando! – Luka disse com meio sorriso.
–Tudo bem. – Dei de ombros. – Mas vamos logo.
//////
Depois de 15 minutos de caminhada, que podiam ser facilmente reduzidos a 15 segundos de carro, chegamos em frente ao prédio da Karakuri.
–Anda Rin! – Luka arrastava Rin pelo braço.
–NÃO! – Teve uma hora que Rin caiu, e Luka começou a arrastar ela pelo pé. – EU NÃO QUERO ENTRAR LÁ!
–Rin, eu já te disse que não vou deixar ninguém de machucar. – Disse novamente.
–E QUANTO A LUKA?! – Rin usava as unhas pra tentar impedir de ser arrastada, mas isso só servia pra riscar o chão da calçada.
–Ela é exceção.
–MAS A MINHA CALCINHA TA APARECENDO! EU TO DE VESTIDO E ELA TÁ ME PUXANDO PELO PÉ! Leeeeeeen, me ajuda! – Ela fez voz de choro.
Okay, esse assunto é sério.
–Solta ela, Luka.
Luka simplesmente soltou o pé da Rin. E eu peguei Rin no colo, que estava que nem uma lagartixa morta na calçada.
–Isso é agressão! Eu posso processar vocês! – Ela reclamava no meu colo.
–Rápido, Len! Enquanto ela não percebe!
Luka me gritou e eu corri pra dentro da Karakuri com Rin no colo. Coloquei a mão na boca dela, porque ela ia começar a fazer um escândalo por eu ter arrastado ela até lá. Por sorte, não tinha ninguém na recepção, a não ser a...
–Haku. – Disse olhando pra ela.
Ela tirou os olhos da tela e me encarou por um breve momento.
–Len. – Ela simplesmente disse.
Prêmio pra Haku, com a reação mais normal até agora.
–O quê?! Haku, é o Len! Aquele que a gente fez enterro e tudo! – Luka dizia indignada.
–Vocês fizeram um enterro pra mim? – Perguntei.
–Sim, eu sei. – Disse a Haku sem interesse, depois voltando a olhar a tela detrás do balcão que estava. – Oi, Rin.
–Mmmm. – Ela disse. Daí eu lembrei que tava com a mão na boca dela. – Oi Haku.
–Mas... Você não está nem um pouco chocada?! – Luka continuava.
–Um pouco. – Dizia Haku sem interesse.
Passou uns 15 segundos em pleno silencio.
–EU SEI QUE VOCÊ E O DELL TEM UM CASO! – Luka soltou a bomba.
–O QUÊ?! – Haku dizia vermelha. – MENTIRA! QUEM TE CONTOU?!
–Vamos, Rin. – Disse colocando ela no chão.
Fomos andando até a curva do corredor, onde avistamos o elevador. Era melhor deixar Luka fofocando com a Haku enquanto tínhamos contas a resolver. Não tardamos a entrar no elevador. Apertei o botão do andar 17, porque pretendia ir ao meu andar primeiro.
Eu e Rin estávamos um ao lado do outro, esperando o elevador fechar as portas. Quando as portas estavam prestes a se fechar, uma mão aparece no canto, fazendo o sensor forçar as portas se abrirem.
–Ainda bem...
Olhei para pessoa.
Meu chefe, Big Al.
Ele entrou no elevador e ficou no canto direito. Isso é, eu estava no canto esquerdo, e Rin no meio.
Rin olhou pra mim pelo canto do olho como se quase pronunciasse ‘’socorro’’.
Então, aquela musiquinha de elevador começou a tocar.
–Música boa, não é? – Ele cutucou Rin com o cotovelo, visto que segurava um copo de café.
–Muito boa, senhor. – Rin respondeu.
Sinceramente, parei de escutar a música há uns 20 segundos atrás.
Ele bebeu um pouco de seu café quente e suspirou.
–Preciso de gente como você, minha jovem. Gente sincera, e de um excelente gosto musical.
Não... Ele não tá dizendo isso pra ela, não.
–Eu me esforço. – Rin e Big Al continuavam com a cabeça para frente, sem sequer olhar na cara do outro.
–Você daria uma ótima ‘’braço direito’’. – Ele concluiu.
O QUÊ?! Eles só se ‘’conhecem’’ há 30 segundos!
–Chegou. – Disse disfarçando a voz e arrastando Rin pra fora do elevador.
Assim que o elevador fechou as portas, começamos a andar pelo corredor do andar 17.
–Len, adivinha só: Vou ser promovida!
–Você nem trabalha aqui. – Disse indiferente.
–Nem você. – Ela rebateu.
– É ali. – Apontei para a maior porta do fim do corredor.
Girei a maçaneta e abri a porta, encontrando Meiko sentada encima da mesa e Kaito jogando tetris no computador.
–Bora trabalhar, bando de vagabundos! – Gritei pra assusta-los.
Talvez foi... Efetivo demais.
Meiko caiu da mesa, e acabou no chão e Kaito deu um grito fino.
Puta merda, Kaito é uma mulher de pernas peludas.
Fiz uma careta de desgosto com esse grito. Vou ficar surdo desse jeito.
–LEN! – Meiko gritou.
–LEN! – Kaito gritou. Como homem, dessa vez.
–E Rin! – Disse Rin.
–E Luka!! – Luka apareceu atrás de nós feito uma ninja, o que fez a Rin dar um pulinho de susto. – ABRAÇO EM CONJUNTO!
–Não, espera... – Disse.
Já era. Era tarde demais. Derrepente eu só me vi no meio das pessoas mais importantes pra mim.
–Agora que compartilhamos cecê... – Dizia Kaito. – Len... O quê... Como... Ah cara, nem sei mais...
/////
–E foi isso. – Bebi um pouco do meu copo de água. – E agora tenho que recuperar o tempo perdido.
–Caramba! Nagasaki?! – Dizia Meiko. – Uh, acho que não aguentava.
–Agora me expliquem. Porque a Luka tava de garçonete, mesmo? – Perguntei.
–É que... Fomos rebaixados e... RIN SE VOCÊ RIR EU VOU QUEBRAR A TUA CARA! – Ameaçava Meiko.
–Ser policialzinho da katana não lucra! Hahahahaha! Não, para! –Rin gritava enquanto Meiko puxava o cabelo dela.
–Continuando...
–Fomos rebaixados por sermos incompletos, Len. – Explicava Kaito. – Não existe uma equipe de quatro pessoas com um trio.
–E não queríamos repor com outra pessoa. – Dizia Luka.
–Você é insubstituível, Len. – Concluiu Meiko parando de puxar o cabelo da Rin.
–Aiiii, que lindo, Len. – Dizia Rin deitada no chão.
–Vocês são demais, galera. – Sorri. – Mas eu vou ter que explodir a lápide que fizeram pra mim, sem ressentimentos, né? – Ri.
–Ainda bem que não fui eu que paguei... – Murmurava Kaito.
Escutamos o barulho da porta ser aberta.
–Oi gente, vocês por acaso tem grampo pro grampeador? Já fui lá na alfandega e...
–Piko! – Gritava Rin no chão. – Olha o Len ai!
–Oi, cara. – Disse Piko com um sorriso.
–Yo. – Acenei.
A verdade é que eu Piko somos amigos mais pela Gumi e pela Rin, se não, não falaria muito com ele, e continua sendo assim.
–Ei, que dia foi ontem? Vinte e três, né? – Luka perguntou.
–Sim e... Putz, foi aniversário do imperador! – Rin concluiu.
–Aham, esse ano foi a policia que cuidou da patrulha e policiamento. – Disse Kaito. – Mas o comércio já abre hoje.
–Então vamos sair pra comemorar cambada! – Gritou Meiko. – A primeira rodada, eu pago!
–Ôpa! Aí sim! – Luka comemorou.
–CHAMA A GUMI! – Rin gritou. – É SAKE DE GRAÇA, CHAMA A GUMI!
–Mas... Eu preciso falar com o Big Al e... – Tentei começar.
–Deixa pra depois do ano novo, cara. – Kaito disse. – Hoje à noite, vamos festejar!
Sorri de canto.
–Porque não?
///////
–Ô Rin... Eu posso estar possivelmente bêbado.
–Eu sei. – Disse Rin me arrastando para fora do elevador do nosso prédio. – Mas pessoas bêbadas não falam ‘’possivelmente’’.
Eram duas da manhã. Resolvemos comemorar e acabou durando demais. Depois de sairmos de um táxi, eu e Rin entramos no nosso condomínio, pegamos o elevador, e agora estamos tentando entrar em casa.
Rin abriu a porta e eu fui andando até o sofá que tinha no hall.
–Eu tô com sono... – Anunciei.
–E eu quero pipoca. – Rin foi até cozinha. Me sentei encima de uma almofada no chão e liguei a Tv, e comecei a assistir um filme.
Não depois de muito tempo, Rin chegou com o pote de pipoca e o monopolizou no seu colo. Eu e ela começamos a brigar pela pipoca, e no fim, começamos a tacar pipoca um no outro feito dois retardados.
–Amanhã... Digo hoje, vamos fazer algo de casal. – Disse enquanto deitava no chão.
–Uh, que menino preguiçoso, depois fala de mim. Mas, sim, precisamos.
–É, isso não é de casal... – Fechei os olhos. – Guerra de pipoca não é de casal...
–Dorme mesmo. Vou desenhar na sua cara.
Então senti algo riscando minha bochecha.
–Eu tô acordado.
–Shhhh, gente que dorme não fala. – Ela continuava me riscando.
–Mas eu to acordado... E falam sim, se quer saber.
–Fica quieto... Não borra... Se não eu te mato... – Ela falava tentando não errar.
–Isso... Com certeza não é de casal.
Ela bufou.
–Len, será que você não entende?
Você não precisa se esforçar pra me fazer feliz.
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