Karakuri Burst

43 Desejos de fogos de artifício.


Notas iniciais
Yooo! AI MEU DEUS, Sweety postando cedo, é, o ano vai acabar mesmo. TIPO ISSO. Eu sei, é anormal eu postar cedo. PORÉM, a minha familía teve a brilhante idéia de juntar todos os parentes nessa fucking viagem e fazer o jantar. SIM, MUITO LEGAL, A DROGA DUM JANTAR QUE ME OBRIGA A SAIR DE CASA AS 3 DA TARDE. Ah, socorro ;A; O último dia do ano, huh? Incrível sabe? Porque eu me lembro que eu criei essa fic em Março, uns poucos dias depois do meu aniversário, e agora já vamos entrar em Janeiro. PASSOU RÁPIDO, RAPÁ. Okay, mais ou menos... Enfim, pelo título do cap já se tem idéia que o capítulo é focado no ano novo só pelo titulo, porém o ano novo do Japão é meio diferente daqui. Então vai aparecer uma penca de palavras novas e desconhecidas, e meus clássicos '' ¹ - ² - ³ '' não vão ser suficientes. As palavras estarão em itálico. Hum... Sabe mais o que quero dizer? 3 COMENTÁRIOS PRA 500!!! 43 VISUALIZAÇÕES PRA 7.000!!! Cês querem matar a autora-chan de felicidade? Ah, posso dizer que estou IMPRESSIONADA com as visualizações do capítulo 40. Sabe o capítulo 40? O capítulo das p0tarias? AH, SÓ TA COM MAIS DE 100 VISUALIZAÇÕES. Q q iso, jovin. Foi o capítulo mais rápido ao chegar aos 100 da vida. Estou tendo fucking problemas com a capa desse capítulo, já sabemos que mexer na net do celular ja é foda, agora imaginem rotear essa net de merda pro seu notebook. É isso que eu ando fazendo pra postar. É HORROSO. Então em 2015 eu conserto. SÓ MAIS UMA COISA. Sabe a mega da virada? Não se esqueçam da Tia Sweety, não :D Kkkk, okay, vejo vocês lá embaixo.

RIN POV'S ON

Uma semana depois...

Eu estava muito bem, dormindo feito uma perfeita diva do sono.

Mas o dispertador do Len começou a tocar.

–Len... -Comecei a murmurar. — Desliga essa merda.

Quando não houve resposta, tirei o travesseiro debaixo da minha cabeça e comecei a bater no Len com ele.

–LEN! -Gritei no seu ouvido.

E ele não se moveu.

Bocejei de sono, e eu e minha mente perturbada pensamos na possibilidade de Len estar morto.

–LEEEEEEEEN! -Fiz um grito agudo.

Ele se remexeu e se virou para mim, visto que ele estava dormindo virado para o outro lado. Abriu os olhos do nada, igualzinho uma invocação do mal, e fez uma cara de desgosto.

–Droga Rin, me deixa dormir. -Ele resmungou já fechando os olhos.

Pô, eu acabei de salvar sua vida, vacilão.

–Não Len! -Pulei encima dele e ele bufou igual um cavalo. -Hoje é o último dia do ano, temos muitas coisas pra fazer!

–Hm. -Ele disse sem interesse.

Saí de cima dele e rolei pro chão, vendo que encima do seu criado mudo estava um relógio de pulso, onde na verdade saía o barulho do alarme.

Olhei abismada pra aquele relógio. Parece ser caro...

Taquei o relógio na parede que nem uma retardada, e ele parou de apitar.

E provavelmente, de funcionar.

–Isso é uma vingança. -Murmurei comigo mesma ao sair do nosso quarto. -Semana passada ele tacou a merda de um balde em mim. -Dei uma pausa enquanto entrava na cozinha.- E ainda acertou minha testa, ficou um galo bem no meio, e eu parecia um unicórnio.

– Caralho... -Len apareceu do além na porta da cozinha, o que me assustou um pouquinho. -Eu sempre soube que você não era normal, mas falar sozinha é outro nível...

–Porra, mas que merda, para de falar palavrão, caralho.- Revirei os olhos.

Ele sorriu de canto.

Olhei pra ele. Se eu conseguisse me esforçar eu conseguia ver o que eu escrevi na testa dele. Propriedade da Rin e um bigode de mexicano que deixava Len estranhamente sexy. Só sei que ele pirou quando descobriu que eu usei caneta permanente na cara dele. Ué, não era pra sair dali mesmo. Depois de esfregar muito a cara com sabão e água, as marcas começaram a sumir. Mas se eu me esforçar, olhar bem pra ele, eu quase consigo ver o que eu escrevi.

–Pô Rin, eu sei que sou maravilhoso, mas assim você me deixa sem graça. -Len disse com a mão atrás da nuca.

–Len. -O chamei.

–Hm?

–Fica na sua, querido. -Me virei para a geladeira. -O que vai fazer pro café?

–Pra variar, porque você não faz o café? -Ele perguntou. — Estamos na época do oshougatsu, é a mulher da casa que tem que fazer a comida, sabia?

–É que... -Disse sem jeito. -Eu vou incendiar sua casa,

–Nossa casa. -Ele me cortou.

–Eu vou incendiar a nossa casa se eu fizer qualquer treco na cozinha.

–Ah Rin, deixa de ser boba, alguma vez na vida quero provar a sua comida.

–Pra depois morrer? Não, obrigada.

–Não é que você cozinha mal... -Ele sorriu. -Você não sabe cozinhar!

–CALA A BOCA!- Gritei de raiva e vergonha.- Eu já fiz muito miojo, okay?!

–Tudo bem... -Len abriu uma das portas da nossa geladeira, pois ela era grande, do tipo que contém duas portas. Ele começou a fuçar na gaveta de vegetais. -Acho que pra começar... Você pode cozinhar... Essa batatinha.

Olhei pra batatinha de menos de cinco centímetros na mão do Len. Fiquei tocada com a pobre batatinha, ela não merecia morrer carbonizada.

–O QUE VOCÊ TEM CONTRA BATATINHAS?! -Bati na mão dele, o que fez a pobre batatinha cair de volta na gaveta de vegetais. Mesmo ela sendo um tubérculo.

–Que horror Rin, era só descascar a batata, tacar a batata na água, colocar sal e deixar cozinhar. -Ele suspirou pegando alguns ingredientes na geladeira. — Waffles tá bom, não tá?

–Tá. — Disse suspirando. — Você já me disse isso, e eu confirmo agora, eu sou inútil.

–Ah, que merda. -Len estava quebrando a casca de alguns ovos, e acabou quebrando um na própria mão. -Eu odeio quando você fala disso. Odeio quando fala de quem eu era.

Ele sacudiu a mão encima da pia, se livrando de alguns restos de casca, gema e clara. Depois abriu a torneira e começou a lavar a mão.

–Como assim era? Você continua um metido, chato, insuportável, esnobe, mas pra mim, suas imperfeições te tornam perfeito. -Corei. Eu não sou romântica desse jeito, sou? -AGORA, FAZ LOGO ESSES WAFFLES, ESTOU COM FOME.

–Rin, para de me apressar... -Ele disse tentando se concentrar.

–Você é meu servo, faça meus lanches!

–Puta que pariu... — Len comentava. — Desde o prédio do Gakupo... -Balançou a cabeça em reprovação.

–Já disse que não bati a cabeça!

Ou será que sim? Sei lá, não lembro. Mas pra todos os efeitos, eu não bati, não.

Len ficou concentrado em fazer o café da manhã enquanto eu pegava duas frutas da fruteira e começava a brincar com elas. Eu fazia vozes agudas e ridículas pras frutas, e de vez em quando Len me olhava e balançava a cabeça em negação.

O quê foi? Quando eu era pequena não me deixavam brincar!

–Toma.- Len colocou um prato com waffles na minha frente.

–Obrigada! -Comecei a comer sem esperar ele.

–Qualquer dia desses eu vou te ensinar a cozinhar. -Ele disse me encarando. -Eu não tenho vocação pra ser cozinheiro particular da Rin.

–Já disse, é meu servo. -Disse com a boca cheia de waffles.

–Isso, vai nessa. -Ironizou. -Ah, e você... -Ele foi interrompido por seu celular tocando.

Ele olhou pra mim, e eu dei de ombros.

–Alô? Ah, oi Meiko. Quê? A essa hora da manhã? -Ele olhou pra mim. — Ah é, é verdade. Não, não Meiko, não estou te chamando de alcoólatra. Meiko... Meiko não, não é isso. Tá, tudo bem, eu passo pra ela. — Ele tirou o telefone do ouvido e me entregou.

–Oi Meiko!

–Fala pra esse babaca... -Meiko dizia do outro lado da linha

–Você quer dizer o Len? -A cortei. Len olhou pra mim.

–SIM! Eu não sou alcoólatra! É a merda do costume! — Ela esbravejou.

–Len... -Baixei o telefone e o encarei. — "É a merda do costume. " -Ele me encarou levemente irritado. Coloquei o telefone no ouvido de volta. — Recado dado, Meiko.

–Okay, eu e Kaito vamos esperar vocês. Coloquem roupas apropriadas, porque já sabem, né?

–Na verdade... Eu não tenho a menor idéia do que esteja falando.

–Ué, nós vamos sair pra beber o Otosô, depois nós vamos comer ozouni, Ah, não se esqueçam de trazer o Kagamimochi e o enfeite de Washi. Depois nós vamos num templo, e dependendo deles vamos ver um show de J-pop na praia ou ficar no templo pras 108 batidas, depende deles.

Deixei o celular cair no chão.

–O que foi? -Len perguntou preocupado.

Eu ainda escutava uns Alô, alô da Meiko, até que a chamada foi encerrada.

E daí eu surtei.

–LEN! A GENTE NÃO FEZ NADA AINDA PROS DEUSES, ELES VÃO NOS CASTIGAR! -Me joguei no chão. Drama? Não reconheço essa palavra. — É A PUNIÇÃO DIVINA!

–Calma Rin. -Ele me puxou pela mão e me ergueu . -Eu resolvo isso.

–Esse é o dia mais importante do ano e a gente esquece?! -Esperneava pela casa. -VAI FAZER O ENFEITE DE WASHI, AGORA!

–Faz o Kagamimochi! -Len correu pra algum canto da casa.

Essa paranoia não é sem motivo! O enfeite simboliza sorte e a proteção das casas contra o mal, é uma dobradura sem corte confeccionada no nosso papel japonês, o washi.

E SABE, ASSIM, BEM DE LEVE MESMO, EU NÃO QUERO SER ASSOMBRADA POR ESPIRITOS MALIGNOS.

E como o Len é o homem da casa... Credo, não posso falar isso perto dele, vai se achar muito. Enfim, como o Len é o homem da casa, cabe a esse idiota fazer o enfeite contra o mal.

Sinceramente, é bom que ele não ferre com tudo. Se desse, eu faria, mas a deusa Amaterasu vai ficar com ciuminho.

–Ô LEN! TEM MOCHI AQUI? -Gritei pra qualquer cômodo da casa.

–TERCEIRA PRATELEIRA DA GELADEIRA! -Ele gritou depois de alguns segundos.

Abri a geladeira e peguei os dois mochis que precisava.

Eu particularmente gosto de fazer o Kagamimochi, não é só pra agradecer os deuses, é que, agora, eu penso em mim e no Len.

Deixei um sorriso escapar. Kagami... Mochi.

(N.A: Para os que não sabem, Kagami significa espelho. Bem bolado da parte da Crypton, não? )

Bem, Kagamimochi é simplesmente o jeito de agradecer aos deuses por tudo. Chama-se Kagamimochi justamente por serem dois bolos de arroz, os mochis, um encima do outro. Como se refletissem, feito um espelho. Kagamimochi.

Comecei a decorar com papel, matsu, e daidai.

Agora, só não posso esquecer de levar isso quando sair.

NÃO QUERO A FÚRIA DOS DEUSES, BRIGADA.

–E aí Len? Já terminou o enfeite?

–Quase.- Ele gritou.- Vai tomar um banho e colocar um kimono!

–Okay...

Fui para o quarto, e escolhi um kimono branco florido. Tomei banho, me arrumei, e mesmo não sendo muito fã, passei maquiagem. Arrumei meu cabelo em um coque.

Me afastei um pouco da bancada do banheiro.

Rodopiei em frente ao espelho. Estou bonitinha.

MENTIRA.

BONITINHA O QUÊ, EU ESTOU LINDA, MARAVILHOSA E PODEROSA.

Me olhei no espelho mais uma vez e revi minhas palavras.

Puta merda, conviver com o Len está me deixando esnobe.

Abri a porta do banheiro e me deparei com o Len, já devidamente vestido, apenas amarrando a faixa na cintura.

Ele parou de amarrar e ficou me encarando.

–Len... -Comecei a passar os dedos no canto da boca. Ele me olhou confuso. -Limpa a baba.

HÁ-HÁ-HÁ. POIS É, NÉ.

Ele balançou a cabeça e me lançou um sorriso.

–Podemos ir? — Ele perguntou. -Acho que você podia levar uma bolsa ou algo do tipo, assim nós podemos entregar a dedicação aos deuses sem nos preocuparmos.

–Tudo bem.

Peguei a bolsa e coloquei as dedicações delicadamente nela. Saímos do apartamento, e há essa hora nos encontrávamos dentro do elevador.

–Alô? Quê? Espera Kaito, o sinal tá ruim. -Len tentava falar ao telefone.

Assim que o elevador chegou ao térreo, eu e Len nos dirigimos para fora, pra que Len conseguisse falar com o Kaito.

–Tá, agora tá com sinal. Aham, sim, sim. O quê? Não, não, não... Espera. Aham. É isso mesmo. Sim. Atá, já sei onde fica. Tchau.

–Que conversa produtiva...- Comentei revirando os olhos. -E aí, o que ele disse?

–Me passou o endereço de onde nós vamos nos encontrar. Vem, vamos pro carro.

Voltamos pra dentro do prédio e entramos no elevador. No elevador havia um espelho, onde Len passou a se olhar.

–Ah...- Ele usou a mão para prender a parte de trás do seu cabelo, dando a acreditar que ele estava de rabo de cavalo. — Eu já usei o cabelo assim.

–Ah é?

Ele soltou as mechas que prendia com a mão e voltou a ficar com o cabelo solto de novo.

–Se eu deixar crescer demais eu pareço uma menina.

–Não fique se importando sempre com que as pessoas irão pensar. — Ele olhou para mim com uma expressão de espanto meio anormal. -Além do mais, você fica mais bonito assim! — Apontei para o reflexo dele.

O elevador havia parado. Porém nenhum de nós saiu.

Len ficou me encarando em profundo silencio, o que me perturbava um pouco. Ele suspirou, franziu as sobrancelhas e fechou os olhos por um momento. Logo depois me encarou mais seriamente.

–Você realmente não se lembra, né?

Ele dizia como afirmação, não como uma pergunta.

–Lembrar? Lembrar do quê?

–Deixa pra lá. -Ele empurrou a porta do elevador e tomou rumo a seu carro.

–Espera Len! -Gritei enquanto tentava chegar a seu ritmo.

Ele se virou pra mim.

–Fala.

Encarei ele por um instante.

–Nada...

Ele virou pra frente e continuou a andar para o seu carro. O segui e sentei no banco do carona.

//////

–Kenpai! (N.A: Saúde! ) -Gritamos enquanto encostavamos os copos uns nos outros.

–Tá vendo só, Len?! NÃO SOU ALCOÓLATRA! -Insistia Meiko.

–Desculpa, mas falar em beber sake doce logo de manhã me pegou de surpresa, achei que tinha ficado louca. — Len falou sem jeito. — E eu tinha acabado de acordar, não tava pensando direito.

–Quando é que você pensa? -Murmurou Kaito com maldade.

–FALA MAIS ALTO SE VOCÊ É HOMEM O SUFICIENTE! -Len se levantou.

–QUER RESOLVER ISSO LÁ FORA?! -Kaito se levantou também.

–Briga! Briga! Briga! -Gakupo e Piko batiam na mesa juntos.

Olhei para Meiko, depois pra Luka, e por fim pra Gumi.

Todas assentimos em silêncio.

Gumi deu um tapa na cara do Piko, que estalou bem alto. Luka puxou o cabelo do Gakupo, fazendo parecer que ia cair da cabeça dele. Meiko deu um pisão no pé do Kaito, que foi ouvido mesmo encima da mesa, e eu dei uma cotovelada nas costelas de Len, que caiu sentado fazendo cara de dor.

–Seus idiotas.- Gumi falou bebendo o Otosô.

–Isso é um restaurante. -Disse Luka bebericando o sake doce, o Otosô.

–Não é a merda dum beco. -Meiko disse colocando um pouco mais de sake no seu copo.

–Por isso, se comportem. -Agitei levemente meu copo, fazendo o sake dar voltinhas. -Se não... A gente mata vocês. Entendido?

–E-entendido. -Eles disseram.

–VOCÊS ESTÃO PENSANDO QUE ISSO DAQUI É A CASA DA MÃE DE QUEM?! -Luka gritava.

–SE VÃO SE PORRAR, PELO MENOS AVISEM PRA GENTE FAZER UMAS APOSTAS. -Gumi reclamva.

–KAITO, O QUE DEU EM VOCÊ PRA ARRUMAR BARRACO COM O LEN?! -Meiko o repreendia.

–Len... -Sussurrei.- Sim, muito bem, mas na próxima use um canivete, okay?

–RIN! -Elas gritaram comigo.

–Desculpa... -Levantei as mãos em sinal de paz. — É a força do hábito, força do hábito.

–O meu punho é o hábito, você vai ver a força dele daqui a pouco! -Meiko se levantou.

–Como é que é?! -Me levantei também.

–Briga! Briga! Briga! -Luka e Gumi batiam na mesa juntas.

–Senhores... — Um garçom chegou na nossa mesa. — Os senhores estão criando muito tumulto, peço gentilmente que se retirem.

Todos olhamos para o garçom.

–Repete isso... — Len dizia em tom de assassino. Aí que orgulho. -Se for capaz.

–ERM... -O garçom puxava o colarinho num sinal que estava nervoso. — BEM, COMO SÃO CLIENTES TÃO ADORÁVEIS, RESOLVEMOS QUE SEUS PEDIDOS SERÃO POR CONTA DA CASA, APROVEITEM.

–Ah... -Eu e Meiko nos sentamos e sorrimos como se nada houvesse acontecido. -Que gentileza a sua.

//////

–Wow, realmente é um templo lindo. — Exclamei ao ver o templo.

–Não podíamos esperar nada menos de Asakusa. — Len dizia contemplando também.

–Não temos muito tempo a perder, vamos... -Olhei para os lados. Aquelas pestes sumiram. — Len, eles sumiram.

Olhei para frente e vi que Len também havia sumido.

–Len?- O chamei olhando em volta. -Len?

–BU! -Len apareceu feito uma sombra atrás de mim. Porque que todo mundo é ninja e eu não?

–Para com isso, me deixou assustada.- Olhei para o chão.

Eu só fui comprar isso pra você... Len me estendeu um cone de papel apoiando um belo monte de algodão doce. Temos que ficar na fila um pouco antes de entrar no templo. Achei que iria gostar.

–Obrigada, mas, por favor, não me deixe sozinha. — Meio que... Implorei.

–Tudo bem. -Ele sorriu.

Ficamos cerca de 45 minutos na fila até podermos colocar nossa dedicação em um altar.

Eu e Len fechamos os olhos e juntamos as mãos.

"Erm... Deuses, eu não tenho o costume de falar muito com vocês e... Ta bom, isso não interessa agora. Eu quero ter muita saúde, muita fartura e muita felicidade, mas quer saber, podem ignorar esses outros pedidos se quiserem, eu só tenho um único desejo que faço de tudo pra ser realizado.

Eu desejo que eu e o Len fiquemos juntos pra sempre."

Abri os olhos e encontrei um Len me encarando.

–Demorou hein. Pediu o quê?

–Eu não posso te contar! -Cruzei os braços. -Não vai se realizar.

–Ah, isso é a maior mentira, Rin. Pode contar sim.

–Não!

–Contaaaaa! -Len começou a apertar minhas bochechas. Eu nem sou bochechuda pra isso!

–Desiste, eu... -Parei de falar, pela alta batida que pode ser ouvida em toda província, e em todo o país.

Joya No Kane.

–Cento e oito badaladas... -Murmurei.

–Cento e oito pecados...- Len pareceu acordar do transe. — Vem, Rin! Ele falou me puxando pelo braço.

–Espera, as cento e sente... -Mais uma badalada. — As cento e seis...

–Espera um pouco.- Len se virou para um homem de uma barraquinha ali do lado e comprou uma máscara de gato.- Coloca.

–Por quê? -Mais uma badalada.- Isso não tem nem buraco pro olhos!

–É justamente por isso.

Coloquei a máscara e fiquei num perfeito breu. Não ver as coisas é agonizante, não consigo me imaginar cega.

Len ficou me puxando, puxando, puxando, e já haviam se passado 5 minutos desde que coloquei a máscara de gato.

–Len! Agora só faltam dez badaladas!

Dez...

–Calma Rin, estamos quase lá.

Nove...

–Onde estamos?- Perguntei mesmo estando sem noção de espaço.

Oito...

–Em qualquer lugar, em lugar nenhum.

Sete...

–Você não tá facilitando!

Seis...

–Pronto. Ele soltou minha mão. -Pode tirar a máscara.

Cinco...

Tirei aquele treco do rosto e olhei em volta.

Quatro...

Estávamos no topo de uma colina de grama verde fofinha.

Três...

As luzes das feiras, festivais, templos e velas acesas em dedicatória aos deuses me faziam contemplar ainda mais a visão.

Dois...

–Senta aqui. -Ele deu dois tapinhas na grama próxima a ele. Fui até seu encontro e deitei minha cabeça em seu ombro.

–Ver Tokyo de cima é tão bonito...

Um...

–Ei Rin,

A voz de Len foi abafada devido a uma explosão colorida no céu.

Feliz Ano Novo.

Notas finais
Beleza, eu tentei explicar a maioria dentro do capítulo, mas vamos que vamos. Oshougatsu: Ano Novo. Joya No Kane: Sino da Véspera de Ano Novo. Otosô: Saquê doce. Mochi: Bolos de arroz. Matsu: Semelhante a folhas de pinheiro. Daidai: Espécie de laranja nipônica. Washi: Papel japonês. O dia 31 de dezembro é o dia mais importante em todo o Japão, mesmo depois do ano novo, a festa prevalece por até uma semana. Os orientais não saudam Feliz Ano Novo, isso daí eu coloquei pra ficar fofinho. Na realidade os japoneses agradecem pelos favores obtidos no ano que está terminando, dizendo: ''Akemashite omedetou gozaimasu!'' É costume nesse dia, templos entoarem as 108 badaladas para recepcionar o Ano novo, e é possivel ouvir o som por todo país. A cêrimonia relembra aos japoneses os 108 pecados existentes no homem, segundo o budismo. TÃO PENSANDO O QUÊ? Tia Sweety estuda pra escrever! Olha só, tiveram uma frase e um diálogo importantes pra caralho nesse capítulo, descobriram qual foram? Isso vai ser importante futuramente :P ENFIM, FELIZ ANO NOVO! HAPPY NEW YEAR!!!