Karakuri Burst

59 Mas... tudo bem.


Notas iniciais
~MUITOS AVISOS IMPORTANTES, ENTON LEIAM SAPORRA Ò.Ó~ Eu sei que o sonho secreto não secreto de vocês é casar comigo, mas não precisam ficar assim só porque eu sumo, seus stranhos =w= Pqp, muitas coisas a falar, LEIAM ATÉ O FUCKING FINAL. Primeiro: AIN SUITÍ, VOCÊ.... Eu: SHADUP, BICTHES. Uma coisa chamada vida me atrapalha. Eu estou louca para a merda do mês de Maio acabar. MAIO É LINDO, MAIO É XEROSO, Começa com a mesma letra do meu mês diwoso, MAS PQP, EU NÃO AGUENTO MAIS SOFRER Hoje eu fiz 3 deveres ( Inglês, História, Português ) na aula, só pra conseguir terminar de fazer as coisas da fic a tarde, para ter tempo, PRA VER SE VOCÊS NÃO RECLAMAM, SABE. Segundo: ONLY A WRITER, que atende por BlueCherry também, ONDE CARALHOS VOCÊ/ELA SE METEU Ò.Ó? Tem uma porrada de gente preocupada com ela, e quando vem buscar minha ajuda, Tia Suití para de tricotar e vai ajudar u.u Portanto, caso vossas senhorias tiverem um meio, fora do Nyah, de comunicação com a Tia Cherry-chan, PÓ-PASSAR U.U Sério. É importante demais. Muito mesmo. Se tiverem, por favor, falem comigo ou com a Tia Bia Kagamine, vamos ficar muito felizes ^-^ Terceiro: CARALHEO, Quanto ódio pela Miku, queridos ♥ Hahaha, legal mesmo que só foi a primeira ''aparição de verdade'' da Hatsune e vocês caíram matando =w= Awn, vocês não viram nada. POR FALAR NISSO, ESSE CAPÍTULO NÃO É DO PRESENTE, OU SEJA, NADA DE MIKU, NADA DE KAITO, MEIKO, LUKA, GUMI, PIKO. Vocês: AIN SUÍTI, SUA BITCH ( Viu como rima? e-e ) DEMORA DUAS SEMANAS E NÃO TEM MIKU, AH NÃO, EU NÃO... Eu: Daci. FODACI 'U' A fanfiction é minha e eu faço O CARALHO QUE EU QUISER, e vai ser isso porque está seguindo meu planejamento. Agora, quietem o cu, QUE NESSE CAPÍTULO TEM A MÃE DA RIN, ENTON QUIETA A PORRA DO FACHO. Brigada, de nada. Quarto: MEU CU ESTÁ PISCANDO AQUIE ♥ ( Ain que dlç -qqq ) Um dia catorze, outro dia dezesseis! YEY ♥♥♥♥♥ Obrigada pela décima quinta recomendação, Igv8101 ^-^ Tô feliz, tô animada, muito obrigada. Mesma sabendo, ou não, vossa senhoria faz parte da mesma família que eu =w= Obrigada pela décima sexta recomendação, Kagamine Luna! Eu lembro que foi em Dezembro que eu ''falei'' com você pela primeira vez, estou supah upah dupah happy com a sua recomendação ^-^ Quinto: OBRIGADA EVERYBODY PELOS 700 COMENTÁRIOS! Uh-uh-uh, saí que eu tô sambando, pessoas humanas ♥ Obrigada também pelos 64 favoritos, 118 acompanhamentos, 13.500 visualizações =w= OBRIGADA! Sexto: Parabéns Kayme-chan! ( Kayme phb ) ( 28/05 ) BOLO AGORA, BOLO BOLO BOLO ♥ Feliz aniversário! ^-^ Sétimo: Ainda não coloquei imagem no outro capítulo, SORRY. Mas a imagem é editada ( aliás suas coisinhas de popo coisado, sabem que eu edito tudo no PAINT, sim aquele mesmo, né? ) aqui está o link original: http://data1.whicdn.com/images/179098763/large.jpg Oitavo, e último, porém não menos importante: Blá, blá, blá. ''Eu sabia de tudo'' ''Eu já sabia'' ''Caraca, acertei" Bom, KIRIDONS, acertaram o caralho ♥ Isso é para todos que acham que descobriram o ''Grande Mistério'' de Karakuri Burst. Vocês não descobriram nada. Nada. Claro, esse lance do chip foi pensado para CARALHEO, mas, digamos que, não é o meu trunfo. Non, non. A coisa mais importante não foi revelada. Vocês só pensam que sabem dos meus planos. Bitches, please. Vocês não tem idéia do que eu tramei. ♥ Essa daqui é a treta das tretas KaraBursticas, então não se resume a só isso. Adeus.

RIN POV’S ON

Flashback on

Eu te amo, mamãe.

Muito mesmo.

Apertei o botão de desligar no meu controle remoto, quando mamãe me gritou lá no andar de baixo. Enquanto eu estava sentada, eu cobri o topo da minha cabeça porque estava frio. Mas mamãe disse que eu não deveria fazer isso. Bagunçava os cabelos.

Eu olhei para fora, vendo gordos pingos de chuva escorrendo pela janela do meu quarto.

As pontas dos meus dedos ficavam gelados em dias assim.

Olhei para minhas coisas arrumadinhas para amanhã. Eu não era fã de Domingos, principalmente os frios. E chuvosos. Os barulhos da chuva não me davam medo, só parecia uma música fora de ritmo.

Acho que mamãe não ficou muito contente quando eu disse isso a ela.

Mas tudo bem.

É só chuva.

Eu não queria desapontar mamãe com minhas coisinhas.

Não quero desapontar ninguém.

Por isso, eu tratei de calçar minhas pantufas para ver porque ela me chamou. Eu me lembro que uma vez eu contei pra mamãe que havia nomeado meus sapatos de ‘’pantufas felpudas’’. Ela havia dito que eu não deveria por nomes em objetos inanimados.

Mas tudo bem.

Eu mantenho vocês em segredo.

Mas se a mamãe pedir para contar, eu vou contar.

Não posso mentir para a minha mãe. É feio. Mentir é feio.

Ainda mais pra mamãe.

Eu espiei o corredor. Me apoiei para fora do meu quarto, e o olhei. Eu não precisei abrir a porta, porque ela não estava fechada.

Nunca.

Ela não pode ficar fechada.

Porque mamãe disse que eu não tenho nada a esconder.

Me soltei do apoio da porta e voltei-me para o meu quarto.

Ele tinha ficado feio depois que eles foram embora. Eu costumava ter bichinhos de pelúcia. Eles tinham nomes. Em segredo. Mas mamãe os tirou de mim. Lembro que ela os colocou dentro de sacos de plástico e os levou embora. Ela disse que pelúcia guardavam poeira, e que isso faria mal para mim.

Desde então, meu quarto ficou feio.

Também disse que eu deveria conhecer uma palavra. Algo como ‘’desapego’’.

No dia, eu separei as sílabas. Tinha aprendido uma nova coisa.

Percebi que havia deixado minha mãe me esperando. Pus meus pés para fora do quarto e parti para o corredor. Naquela casa eu me sentia pequena demais para tudo grande demais.

E esse era o motivo dos meus joelhos serem feios.

Eu caia. Eu tropeçava. Eu me machucava.

E mamãe disse que eu ficava feia assim.

Por isso eles eram sempre vermelhos. Por isso eles podiam arder.

Por isso mamãe disse que toda a vez que eu for descer as escadas, eu deveria me arrastar.

Era perigoso, afinal.

Quando cheguei no primeiro andar, bati uma mão na outras, afim de limpar a sujeira da escada que havia grudado nas minhas palmas. Ás vezes elas ficavam vermelhas, porque o carpete não era fofinho.

Mas tudo bem.

Bati minhas mãos nas minhas roupas, para limpar a sujeira. Usei a parede para me apoiar quando precisei me levantar. As pantufas felpudas quase escaparam dos meus pés durante a descida, então tratei de me ajeitar.

Eu andei até a cozinha. Quando mamãe havia me chamado, parecia ter vindo da cozinha. Eu espero estar certa. Não quero desapontar ninguém.

Me escondi atrás da parede e espiei a cozinha. Fiquei feliz quando vi a mamãe cortando coisas com a faca de cabo branco. Ela não confiava em mim segurando facas. Eu achava aquilo infantil. Mas ela disse que eu sou uma criança.

...Queria ser grande então.

Também aprendi que não se discute com a mamãe. Ela disse que eu não tenho idade pra isso.

–Mãe?

–Eu fiquei preocupada, Rin. – Mamãe continuava a cortar sobre a bancada. Inclinei um pouco a cabeça e vi que era a ‘’faca grandona’’. Toda vez que a faca batia na tábua de cortar, fazia um barulhinho. Pléc. – Quando alguém te chamar, certifique-se de responder. Ainda mais quando esse alguém for sua mãe. – Pléc. – Quero conversar com você.

Pléc. Pléc. Pléc.

Tomei um pequeno susto quando percebi minha falta de atenção. Talvez a mamãe vá brigar comigo.

Talvez vá me elogiar.

Não.

Haha, mamãe não cultiva o hábito de me elogiar.

Então ela vai brigar comigo.

O que eu fiz de errado?

–Você gosta desta casa? – Ela apontou pra cima com a faca grandona. Em segredo eu posso chama-la de ‘’Pléc’’. Okay. Ela usou a pléc para apontar para a casa.

Eu gosto dessa casa?

Meu quarto é feio e eu não tenho companhia. Quando chove, eu não posso assistir desenho.

–Gosto! – Eu sorri. Mas parei. Meus sorrisos são feios. Alguns dentinhos haviam caído. Num primeiro momento eu fiquei medo, mas a professora disse que dentinhos de leite iriam cair algum dia. Mas mamãe não gostou. Disse que era um sorriso incompleto. Incompleto nunca é, nem será, suficiente. –... Desculpe.

–Pare de gritar. – Elevou a voz. . – Talvez nós iremos nos mudar.

–Talvez? — Mamãe me olhou feio. Ela odiava repetir as coisas. Ela também insistia que eu nunca ouvia o que ela dizia, por isso, odiava repetir as coisas. Eu também não deveria apontar o óbvio. Mamãe disse que era enjoativo. – Por quê?

Os pléc, pléc, que a mamãe fazia pararam.

–Simplesmente, — Ela jogou a faca na pia. Fez um barulho feio. Ela ergueu a tábua de corte e despejou o que ela cortava num pote de vidro. Legumes. – não se meta.

–Mas...

–Não.

Eu tenho medo da mamãe.

Mas é segredo.

Eu olhei para as minhas pantufas felpudas. Elas eram rosa e tinham cara de gatinho. Elas eram bonitas. Elas mereciam um nome. Pantufas felpudas. Não são nada. Só pantufas. Mas são minhas. Elas tem um nome.

Mamãe não precisa saber.

–Certo. – Ela abriu a torneira, lavando as mãos com o detergente azul que me lembrava um pouquinho a pasta de dentes. – Venha aqui.

Eu fiquei nervosa. Mas só um pouco. Um pouquinho.

Eu acho.

Saí de trás da parede na qual eu estava escondida até agora. Dei pequenos passos em direção a minha mãe. Foram passos desajeitados.

Mas está tudo bem.

Eu só estou um pouquinho nervosa.

–Sente-se. – Ela apontou para o banco de madeira escura que havia no conjunto da mesa que tinha na cozinha. – O pente continua aqui, não?

Ah, sim.

–Uhum.

–Rin. – Estalou os dedos, chamando minha atenção. – Pare de murmurar. É irritante. Saiba diferenciar perguntas válidas de perguntas retóricas. Sabe que não estou criando uma filha burra.

–Desculpe. – Apertei o tecido roxo, que cobria meu joelho, entre meus dedos. – Não quero ser má, mamãe.

Então ela sorriu para mim.

Miriam sorriu.

–Você não é má. – Ela pegou o pente prateado encima do micro-ondas. Mamãe era tão organizada. Ela errou. Não pode deixar coisas de banheiro na cozinha. Mamãe me ensinou. Mas ela errou. – Só é burra. É diferente. Mas eu vou te mudar. Para melhor. Muito melhor. Como sua mãe.

Ei, pantufas felpudas.

Eu não estou triste.

Enquanto eu sustentar um sorriso comigo, mesmo sem mostrar os dentes, não estarei triste.

Tudo bem.

–Certo. – Sussurrei.

O banco era alto. Ou eu que era pequena demais. Mas era difícil subir naquilo. Assim que consegui, mamãe veio para trás de mim. Mamãe achava o banco perfeito, pois me deixava na ‘’altura de gente’’. Ela iria pentear meus cabelos, mesmo ela não os achando bonitos.

Na verdade, eu não gostava quando mamãe mexia no meu cabelo.

Machucava.

Ela dizia que ele era feio, porque era curto. Ela dizia que eu precisava ter cabelos longos.

Porque curtos eram feios.

Mas eu não achava isso.

Mas a mamãe está sempre certa. Sempre. E eu devo fazer o que ela manda.

Não quero decepcionar a mamãe.

Não quero decepcionar ninguém.

–Está machucando. — Senti outro puxão. – Mamãe.

Eu senti quando sua mão passou pelo meu cabelo. Isso me deixava com medo. Então eu segurava nos cantos do banco. Ás vezes eu fechava os olhos, porque eles ficavam molhados.

Mamãe.

Se meu cabelo fosse do jeito que ela queria, provavelmente iria machucar menos.

Mas não era.

Então toda vez que ela passava o pente desde a raiz até a ponta, machucava.

Mas tudo bem.

–Você é minha princesinha, Rin. – Mamãe disse enquanto passava suas longas unhas vermelhas pelo meu cabelo. Suspirei fundo quando os dedos da mamãe escorreram pelo meu cabelo uma última vez. – E você sabe que eu te amo.

Apertei as bordas do banco para me virar para trás. Eu estava com medo de cair. Meus olhos estavam incomodados e tristes. Mas era a mamãe cuidando de mim. Então eu estava feliz.

–Eu também te amo, mamãe.

Ela arqueou as sobrancelhas.

–Muito?

–Muito.

–Quanto? – Ela pôs uma das mãos na cintura, enquanto usava a outra para representar. – Um muito assim... – Ela colocou dois dedos próximos, como se fosse só um pouquinho. – Ou muitão? – Mamãe abriu os braços.

Sorri animada.

–Um muitão assim! – Eu abri os braços.

–Ótimo. – Ela sorriu. – Ótimo mesmo.

­–Posso descer?

Mamãe assentiu com a cabeça. Enquanto ela arrancava os fios de cabelo presos no pente, estiquei meus pés para tentar diminuir a distância de mim e do chão. As pantufas felpudas escorregaram dos meus pés quando eu fui descer, então eu corri para coloca-las de volta. Mamãe brigaria comigo caso me visse descalça. E eu ficaria triste se mamãe brigasse comigo.

Antes de ir embora para meu quarto, mamãe pegou minhas mãozinhas, as segurando nas dela. Ela apertou meus dedos entre os seus. Isso deveria ser bonitinho.

Mas eu estava assustada.

–Não roa suas unhas, querida. – Mamãe sorriu. – Não estrague tudo como você normalmente faz. – Como num estalo, ela pareceu lembrar de algo. – Rin, vi no noticiário que amanhã irá chover. Por isso, leve o guarda-chuva para a escola.

Ás vezes ela me magoava, mas eu apenas julgava que mamãe não sabia medir o peso das suas palavras. Tudo bem. Sempre tudo bem.

–...Certo.

Eu era educada.

Obediente.

E boa.

Mamãe disse que eu não era má.

Só burra.

Então eu não precisava ficar triste.

Eu me virei para trás e fui embora. Já não tinha mais razão ou utilidade a minha presença na cozinha. Esfreguei minha mão junto à parede das escadas quando fui subir. Acho que parede sempre seria meu apoio.

Eu pensei um pouco enquanto isso.

Mamãe não era má.

É, ás vezes ela me assusta.

Mas ela só quer me proteger.

Porque ela me ama.

Um muitão assim.

E eu sou tudo o que ela tem.

Talvez eu pudesse culpar o papai.

É... Talvez.

Não, não. Papai não tem culpa de nada.

Não tem papai, afinal.

A mamãe vai cuidar de mim, e eu vou cuidar da mamãe.

E no fim, vamos ser felizes para sempre.

Mesmo que isso signifique puxar mais fios de cabelo.

Mesmo que isso signifique não ter bichinhos de pelúcia.

Eu fui até a caixa violeta, quando cheguei no quarto. Ela ficava embaixo da mesa onde ficavam os papéis dos meus desenhos. Puxei a cadeira para trás e me abaixei, puxando a caixa.

Sabe, eu gostava muito das minhas Barbies.

Mas porque todas elas tem que ter cabelo grande?

Não era justo.

Elas não tinham nome também. Só Barbie. Então não eram realmente importantes. Não como pantufas felpudas.

Poxa, minhas tesouras de pontas redondas eram uma droga.

Mas tudo bem.

É cabelo.

cabelo.

E foi por esse motivo que eu cortei os cabelos delas nos ombros. Ficaram curtos. E pareciam os meus. Mas estavam tortos. E feios.

Por isso, vamos ser feias juntas.

////

Quando deu exatamente seis horas e trinta minutos da manhã, meu celular tremeu encima do criado mudo.

Não precisava.

Eu já estava acordada.

A razão por mamãe me dar um celular era bem simples.

Eu só podia ligar para ela.

Assim, quando estivesse fora, ela saberia onde estou, e como estou.

Mamãe sempre está cuidando de mim, então eu deveria ser grata por isso.

Eu pus minha mochila nas costas e fui para o primeiro andar. Mamãe estava dormindo há essa hora, então eu poderia descer as escadas como uma pessoa normal.

Só precisava não me machucar.

Fechei a porta da frente e fui embora para a escola.

Na verdade, eu até gostava da escola. Acho que o fato de acordar cedo que não me fazia tão feliz. Eu tinha quatro grandes amigas na escola. As melhores. Mas eu sempre achei que as decepcionava de algum jeito.

E eu não quero decepcionar ninguém.

Era só estranho.

Agíamos como amigas. Eu sei que elas são minhas amigas. Mesmo eu não podendo ir dormir na casa delas, porque mamãe não deixava, elas ainda contavam comigo. Talvez só eu notasse isso. Mas de algum jeito eu só achava que estava as atrapalhando.

Talvez eu esteja errada.

Esse pensamento pode ser errado.

Mas não deixa de ser o que penso.

Era meio sem graça ir na escola por isso.

Mas assim como as pantufas felpudas, eu mantenho isso em segredo.

Não é importante.

Por isso, ninguém precisa saber.

Na saída da escola, começou a chover. Eu era muito bobinha, mamãe estava certa. Era inegavelmente aérea, por isso via as aulas passarem sem notar. E se notava, eu esquecia. E se esquecia, deixava de ser importante.

‘’Um dia corrido’’.

Um dia que correu.

Eu não mantinha o hábito de deixar um guarda-chuva na mochila. Eu achava meio inútil. Agora não. Agora eu achava extremamente útil. Talvez eu seja indecisa. Ou apenas oportunista.

Iria ligar para mamãe para avisar que quando chegasse em casa, talvez ela encontrasse meu uniforme molhado. Eu não queria que ela tivesse essa surpresa. Iria ser ruim.

Mas não tinha sinal.

Enquanto as gotas caiam, eu estava preocupada em ligar para a mamãe.

Em um dado momento eu corri o máximo que pude, mas numa velocidade reduzida. Se eu escorregasse, eu me machucaria. E isso não faria ela feliz.

Acho que eu nunca consegui agradar ela, pensando bem.

Eu precisei parar num ponto de ônibus que tinha perto da rua da minha casa.

Pensei em sentar no banco, mas lembrei que o banco provavelmente estaria molhado.

Eu também pensei em ficar calma, pois as coisas iriam melhorar.

Mas eu estava irritada.

E cansada.

–Porque mesmo eu não trouxe meu guarda-chuva? Mamãe me avisou que iria chover e eu não trouxe mesmo assim, droga.

Suspirei cansada, depois de dar minha crise existencial com o mundo.

Olhei meu celular mais uma vez. A tela estava com umas gotas de chuva. Esfreguei-o na minha roupa, mesmo sabendo que não iria mudar muita coisa. Acendi ele mais uma vez, apenas para constatar que ainda não tinha sinal algum.

Precisei abaixar a tela quando escutei o primeiro gelinho cair.

Granizo.

Eu odeio granizo.

Puxei o as mangas do casaco que estava amarrado na minha cintura. Eu devia coloca-lo, sinceramente. A pele molhada, mais o vento gelado, estavam me congelando lentamente.

–Argh! – Uma brisa gelada passou por mim. -...Eu não acredito nisso.

–A luz acabou...

Porra... Caria!

Deuses.

Quanto tempo esse garoto está aqui do meu lado? Ah, que porcaria. Eu falei sozinha igual uma louca.

Eu queria ter não me assustado.

Peguei meu celular e o chequei novamente.

Nada.

–‘’Apenas chamadas de emergência’’. – Murmurei. – Não...

Olhei lentamente para o garoto. E talvez, mas só talvez...

–Pode ver se no seu celular tem sinal?

Droga, Rin. Apenas. Droga.

Ele me olhou com uma cara esquisita. Na verdade, ele era esquisito. Mas normalmente as pessoas não escolhem com quem ficam ‘’ilhadas-sem-estar-ilhadas’’ num dia chuvoso.

Embora eu tenha quase certeza que, de algum jeito, eu saiba que é ele.

–Só um segundo. – Ele fala com tédio. Olha seu celular por meio segundo, e o guarda novamente no bolso. – Não tem.

–Droga...

Ela iria ficar brava. Mamãe iria ficar brava. Eu não tinha dúvidas quanto a isso.

O céu estava feio. Acinzentado. Feio. O granizo havia parado, para melhorar a situação. No entanto, a chuva continuava na mesma.

E para melhorar, passa um carro, e acaba jogando água em nós dois.

Passei a mão pelo rosto, e abri os olhos, pois eles haviam se fechado mediante ao reflexo de quando o carro passou.

Aquilo era nojento.

Eu subi encima do banco, a fim de impedir que mais água imunda me suje.

Definitivamente mamãe não ficaria feliz.

O garoto me imitou, subindo encima do banco também.

Obviamente ele é uma pessoa.

Obviamente ele tem um nome.

Mas eu posso chama-lo de garoto estranho em segredo.

O céu estalou. Era apenas um trovão, mas era um estalo enorme. Eu cheguei me inclinar para ver se o céu se clareava após isso. Nada.

Ajeitei minha postura, percebendo pelo canto dos olhos que o garoto estranho me observava. Ele era estranho. Mesmo. Não sei exatamente o que ele observava. Eu não tinha medo de trovões, isso era meio idiota, na verdade.

Só não gostava de chuva.

Chuva estragava as coisas.

Então eu pensei numa coisa.

Algo perturbador.

–Não é para olhar aqui! – Gritei nervosa. Normalmente eu não falaria alto ou gritaria, por ser advertida várias vezes pela mamãe. Mas aquilo não era ‘’normalmente’’. – Só porque meu uniforme é branco, não quer dizer que...

Então ele olhou.

Ah, ele olhou mesmo.

E eu quis tacar a mochila nele.

Antes de voltar a olhar o além, ele revirou os olhos.

De certa maneira, ele me descartou.

Uh, nojento.

Eu estava fazendo algo errado. Completamente errado. Mamãe com certeza iria censurar tal coisa. Mas mesmo assim, eu o fiz. Fiquei encarando o garoto estranho.

Ele me lembrava algo.

Algo importante.

Sim.

Ele era o garoto que minha mãe havia falado.

–Você não é o garoto que todos falam? – Estreitei os olhos, procurando o olhar melhor. Ele me encarou com uma indiferença... Estranha. – Aquele garoto que...

–Matou a própria mãe?

Naturalidade.

Ele disse aquilo com naturalidade.

Eu quero ir embora.

Agora.

–É, sou eu. – Ele deu uma pausa. – Se sente melhor agora? Me xingar te fez sentir melhor agora?

Eu não te xinguei.

Eu não xinguei ele!

Eu falo sozinha, ele é maluco.

Mas ele não tem uma mamãe. Talvez eu ficasse maluca se me separassem da mamãe.

Me encolhi pelo frio.

Talvez eu vá sentir pena.

–É Rin. – Disse, produzindo uma fumacinha pela boca. – Kagamine Rin.

–Não ouvi ninguém te perguntando nada.

–Grosso...

–Chata...

Estranho!

–Intrometida!

Eu? Intrometida?

Quem ele pensa que é?

–Cresça, garoto. – Eu pus as mãos na cintura. – Você é aquele garoto que todos falam. – Soltei ar pela boca. – Acha mesmo que eu vou continuar a falar com você? Eu não tenho o costume de falar sozinha, sabe? – Sim. Você tem. – ‘’Sozinha?’’ Você pensa. Sim, pra mim e pra todos, você vale o mesmo que nada.

Sorri.

Mas eu não devia.

Não, não.

Era tudo mentira.

Eu era mal educada.

Uma pirralha burra;

E má.

Mamãe disse que eu não era má.

Mas era mentira.

Eu precisava ficar triste.

Sou exatamente como a mamãe.

–Oh, Laranjinha. – Ele sorriu com a mesma maldade. – Você não pode atingir os sentimentos de uma pessoa que nunca os teve.

Ele desceu do banco e arrumou a mochila em seus ombros.

Ele estava errado.

Era o nome de um objeto inanimado para uma pessoa.

Estava errado.

–Laranjinha?

–Sim. – Um sorriso, mais uma vez. — É porque você é gorda e redonda como uma.

Depois disso ele saiu correndo. Como um ladrão, ele correu.

Eu que iria correr dele.

Mas no fim, foi ele quem correu de mim.

Eu fui embora também. Não era feita de açúcar. E no meu estado, era como molhar a água. Não faria diferença. Quando cheguei em casa, eu espirrei um pouco.

Eu tomei um banho quente e tratei das roupas encharcadas, não queria dar mais trabalho.

Ninguém nunca quer suprir a posição de fardo.

Quando mamãe chegou em casa, ela ficou irritada comigo.

Eu não havia ligado.

Por isso, ela me bateu.

E quando era um pouco mais tarde, na janela da sala, eu desenhava no vidro escondida.

Daí eu vi que o garoto estranho estava me encarando da casa em frente a minha, em uma das janelas de baixo.

Ele olhou para mim e eu dei língua para ele.

Escrevi ‘’idiota’’ no vidro que desenhava.

Ele sorriu e escreveu ‘’idiota’’ no vidro dele.

Não, não. A pronúncia correta é ‘’burra’’.

Depois disso, eu fechei as cortinas, pois mamãe estava me chamando.

Pode ser que meu rosto ainda esteja ardendo pelo tapa que ela me deu,

Mas tudo bem.

Eu amo a mamãe, e isso que importa.

Vou te dar um final feliz que papai nunca conseguiu te dar.

Prometo. De igual pra igual.

Notas finais
Olha... Eu bem que estava reparando, e vocês são todos uns feios, portanto, vão levar um tapa! ♥ hklhslskas Rin reclamando do cabelo dela, sinceramente, vá a merda, tô me retirando e-e Gostaram da Miriam? SIM-SIM-SIM Non? Haha, em certos momentos ela foi inspirada na minha mãe ;A; Não que ela seja má desse jeito, mas por exemplo, sabe esse treco dos cabelos? Ela fazia isso comigo ;-; DOÍA PARA PORRA. Ela não tinha obsessão com cabelos curtos, tanto que eu não tinha, hoje eu to no meio termo, mas mesmo assim ela ficava... penteando sempre... doía tanto ;-; Por exemplo, hoje eu não consigo aguentar nem suportar ninguém tocando no meu cabelo. NINGUÉM. Daí me perguntaram ''E o namorado?'' e eu respondi: ''ELE PODE, VOCÊS NÃO, TE ORIENTAM CRIANÇAS.'' Essa coisa de ligar? Todo dia? ACONTECE COMIGO. Não, mas sério mesmo, não quero que pensem que minha mommy é má, ela só exagera em certas coisas, e eu tenho certeza que a mãe de vocês também exageram em certos pontos. A gente briga, a gente chora no quarto. Pensa que não vai mais falar com ela, e daqui uns 25 minutos já tá chamando ela =w= Eu sei, eu sei, me abracem. ♥ Essa parte em que eles se encontraram, corresponde e tem as falas do capítulo 50 ( Memórias de um passado esquecido. ) É, consegui postar no finalzinho do mês, me AMEM ♥ Eu vou tentar com todas as minhas forças Sayajin para postar semana que vem, ME AGUARDEM!!! Obrigada novamente, Igv8101! Obrigada novamente, Kagamine Luna! Vejo vocês nos reviews, cria de Tridents ♥ !