Karakuri Burst

39 Jogo de adivinhação.


Notas iniciais
Yoooo! Sabe a aula de sábado? Eu só ia por culpa da prova de matemática... E a prova de matemática? CANCELADA! Everybody dance now! Sério, foi o momento de gritar e de subir encima da mesa e dançar! Só tem gente doida na minha sala.... TIPO EU, QUE QUERIA ROLAR NA AREIA E VIRAR BIFE A MILANESA, DE TANTA FELICIDADE VLW FLW. Ah, eu tenho um comunicado! *Sweet estende a bandeira branca* AGORA É PAZ!!!!! Os Kagamines mereçem um descanso, não concordam? EU NÃO PARO DE FERRAR COM A VIDA DELES, VOU PARAR COM ISSO. Por enquanto. Bem galera, não vai ser um descanso curto e também não será um descanso imenso. Será o necessário. Uh, falei bonito ^-^ AH, TEMOS UMA SURPRESA NESSE CAP! Eu gostei, haters gonna hate, and I just wanna Shake, shake, shake... PARA. Enfim, veremos o que vocês acham.

LEN POV’S ON

Acordei com um barulho do despertador. Seis da manhã.

‘’Bip, bip’’

Cara, eu vou jogar esse treco na parede.

Como se estivesse bêbado ou algo do tipo, comecei a grunhir enquanto procurava pelo despertador, que ficava no criado mudo. Qual o problema? Pessoas com sono não pensam.

Comecei a dar tapas em qualquer coisa, o que me fez derrubar um abajur e outros trequinhos por aí. Ah, eu não to enxergando direito, ou pensando, então eu vou acertar coisas aleatórias e em algum momento eu vou quebrar/desligar o despertador.

Quando achei algo que parecia o despertador, tateei o aparelho pelo botão de desligar. Não achei. Então, ó objeto maravilhoso, voe na parede.

Virei para o lado e tentei voltar a dormir.

Mas não consegui.

Senti algo quente e molhado no meu braço.

Abri os olhos lentamente, me acostumando com a claridade do meu quarto.

Daí eu descobri o que tinha no meu ombro.

Baba.

E não é qualquer baba, é a baba da Kagamine Rin.

–Rin. – Cutuquei ela com meu dedo bem na sua bochecha. – Rin, acorda ai.

Ela continuou a dormir.

Olhei pra sua boca. Continua a sair baba.

Comecei a usar meu dedo para empurrar a bochecha dela, pra ver se ela fechava aquela boca, e a cachoeira parasse de cair no meu ombro, visto que ela dormia ali.

–Rin. – Continuei a chamar enquanto tentava fechar boca dela. – Pô Rin, acorda ai, caramba.

Ela grunhiu alguma coisa.

Essa baba tá chegando perto demais do meu rosto.

–Rin, acorda, acorda, acorda, anda, acorda, eu sei que você quer acordar, acorda, são seis da manhã, e você quer acordar, Rin, Rin, acorda, acorda pô.

E nada.

Rin estava agarrada ao meu braço e dormindo com a cabeça no meu ombro. Bufei por ter que sair dali por culpa dessa babona. Comecei a me movimentar, a fim de sair da cama, mas ela me puxou pelo braço de volta, o que me fez regredir e estar a poucos centímetros da cachoeira de baba.

Puxei meu braço em que ela estava agarrada, mas isso só fez com que ela o segurasse mais firme ainda.

Olhei para a cachoeira. Esse negócio pegajoso não vai me acertar. É uma questão de honra.

Peguei meu travesseiro com meu braço livre e comecei a coloca-lo estrategicamente perto do meu braço que estava servindo de pelúcia para Rin.

Puxei meu braço com força, o que a fez soltar ele um pouco. Na hora em que houve a brecha, libertei meu braço e empurrei o travesseiro para Rin agarrar.

Rolei da cama como louco. É uma questão de honra!

E talvez... De higiene também.

–Obrigado soldado travesseiro. Sua morte não será em vão.

Olhei para Rin, que a esse ponto mordia a ponta do travesseiro e babava nele ao mesmo tempo.

Isso não é justo! Porque ela pode dormir e babar nos outros e eu não?!

Tudo bem. Vou acordar meu amorzinho de um jeito especial.

Fui até a cozinha, em direção aos armários embaixo do balcão. Peguei um balde.

Fui até a pia, abri a torneira e enchi o balde de água.

Voltei para o meu quarto na ponta dos pés, como seu eu fosse um ninja e sorri. Meu plano maligno está completo!

HÁ-HÁ-HÁ.

Que você aprenda a lição, meu pequeno gafanhoto.... Mulher.

–ACORDA RIN! – Joguei a água, e acidentalmente, o balde junto.

Só sei que a água voou para todo o lado, e o balde, acertou a cabeça da Rin.

–LEN! – Ela sentou na cama, recuperando do susto/banho que eu dei nela. – SEU FILHO DA...

–Da sua sogra. Sim, é.

–SEU JUMENTO, DUMA FIGA! – Ela se levantou encima da cama e disse isso apontando pra mim.

–‘’Duma figa?!’ Mas que droga de expressão é essa, Rin?

–É aquela que significa assim: — Ela pegou o balde que tinha acertado a sua testa e olhou pra mim. – VOCÊ VAI MORRER, SEU FILHO DA MÃE!

Ela começou a pegar impulso de encima da cama para vir até mim. Como eu estava na beirada da cama, porque havia jogado água nela, eu precisava correr naquele exato segundo.

Virei de costas, mas não deu tempo.

Rin pulou nas minhas costas e se segurou em mim pelo meu pescoço. Eu vou morrer enforcado. Aqui e agora.

–SAÍ DE CIMA DE MIM, RIN!

–AGORA AGUENTA! – Ela gritou e colocou o balde na minha cabeça. Depois começou a bater no balde, criando barulhos do capiroto na minha cabeça.

–PARA RIN!

–Não! – Ela batia e fazia pressão no topo do balde, para que eu não conseguisse tira-lo da minha cabeça. – Você NUNCA, JAMAIS, NEM EM UM MILHÃO DE ANOS deve acordar uma garota desse jeito!

–Eu não tenho culpa se a garota estava baban... – Enquanto Rin estava nas minhas costas tocando a sinfonia da tortura com um balde, eu me debatia pra que ela parasse de me enforcar e me deixar surdo. Com água espalhada pelo chão, eu escorreguei.

E caímos os dois de cara no chão.

Sendo que minha cabeça estava num balde.

–Ah... – Rin reclamou de dor.

–Sua retardada... – Reclamei enquanto tirava o balde da minha cabeça e o arremessava para algum canto do quarto.

–Mas o importante é: EU VENCI! – Rin levantou os braços por um momento, enquanto se arrumava para sentar.

–E é nessa hora que o aprendiz se torna o mestre. – Disse fingindo orgulho. – Parabéns, meu pequeno gafanhoto.... Mulher.

–Obrigada, sensei e OPA. TERMINE AQUELA FRASE, PESTE.

–Que frase?

–‘’ Eu não tenho culpa se a garota estava’’...

–Ah, se a garota estava – Sorri com maldade. – Ba-ban-do.

Pronunciei essa última palavra bem devagar, aproveitando que estava jogando na cara dela.

– O QUÊ?! – Rin ficou vermelha. – Que ridículo! – Ela pôs a mão na cintura e fechou os olhos, como se fosse falar algo incrível. – Eu? Babar? Nunca! Estou crescidinha de mais para isso.

–Rin. – Apontei para bochecha dela. – A marca da baba ainda esta aí.

–MAS QUE BABA, HOMEM? – Rin começou a esfregar freneticamente a sua bochecha. – Estão te ludibriando pesado.

–Aham, sei.

–Isso me lembra de uma coisa... QUAL É O SEU PROBLEMA, SEU ASNO FALANTE?! ACORDAR AS SEIS DA MANHÃ SÓ DE MAROTAGEM?! EU PRENTENDIA DORMIR ATÉ AS NOVE!

–Nove da manhã?

–DA NOITE! – Ela gritou. – Porque acordou tão cedo?

–Ah, foi o meu despertador. Ele está programado para apitar sempre essa hora, porque é a hora que eu... Trabalho.

–Ih... Eu tinha me esquecido disso. E agora? Vai voltar a ser um policialzinho da katana?

–NÃO DESVALORIZE OS POLICIAIS, SUA BABONA. E... Eu sou um agente.

–Uh, acho que nesses seis meses você andou esnobando... – Rin cruzou os braços. – É isso que dá parar com o treinamento...

–Cala a boca. – Ela olhou pra mim mortalmente. – Minha linda. – Completei. – E sim eu vou voltar. Na verdade, eu já devia estar tratando desses assuntos... Ei, Kaito, Meiko ou Luka nunca vieram aqui? Quero dizer, nesse tempo que eu estava fora.

Rin fez um sorriso amarelo.

–Ah... Eu meio que... Expulsei eles. – Ela suspirou. – Eu não queria ver ninguém.

–Não te culpo. – Suspirei. – Mas você tem sorte, sabia? Ainda bem que a cada mês são descontados da minha conta o valor do condomínio, e das outras despesas da casa, se não você estaria sem luz, água, e sem casa.

–Ih, é mesmo! Nunca parei pra perceber isso.

–Quem é que traz dinheiro pra essa casa mesmo? – Perguntei só pra esnobar.

–Quem é que pode voltar a fazer ‘’trabalhos ilegais’’ mesmo? – Perguntou só pra me ameaçar.

–Sério Rin. Eu tenho que resolver esses assuntos. Vou fazer isso hoje mesmo. – Me levantei do chão.

–Ah, então eu vou voltar a dormir. Na cama sabe? Que está ensopada. Que nem eu.

–Claro que não. – Olhei pra ela. – Você vem comigo.

–AHHHHHH Por quê? – Rin protestou enquanto se levantava do chão. As suas roupas pingavam.

–Alguma vez, deu certo eu te deixar sozinha? – Ela não respondeu. – E, além disso, vai ser chato. Com você lá, vai ser mais divertido.

–Você... Compra um hambúrguer pra mim? – Ela sorriu. – É que eu quero um hambúrguer....

–SUA INTERESSEIRA! – Apontei pra ela. – Nossa, que pedido ridículo. Você sabe que te darei tudo que desejar.... Babona.

–Ah, vai se ferrar, Len! – Ela inflou as bochechas. Tão fofo... E tão ridículo ao mesmo tempo.

–Anda, vai tomar um banho.

–Já tomei. – Ela disse apontando pra si mesma.

–Hum, que menina porca.

–Se eu sou uma porca, tu é um via...

–Tá, Rin. – Comecei a empurrar ela em direção ao nosso banheiro secundário, já que o banheiro da suíte estava repleto de cacos de vidro, além de parecer uma zona de guerra. Assim que chegamos à porta do banheiro, empurrei ela lá dentro e fechei a porta. – Banho. AGORA!

Escutei qualquer resmungo do outro lado da porta, e depois o som do chuveiro ser ligado.

Fui até a sala e peguei o telefone fixo pelo gancho, logo discando o número de Kaito.

–Oi... Rin? – Ele disse. Deve ter visto pelo identificador de chamadas o número da minha casa, então deduzido que era a Rin.

–Não, cara. Aqui é o Len.

A linha do telefone ficou muda. Até que um grito muito fino foi produzido do outro lado da linha.

–Alô? Kaito? Cara, cê tá aí?

–Alô? Alô? – Escutei a voz de Meiko.

–Oi, Meiko. – Disse levemente animado.

–L-len?!

–Eu mesmo. – Suspirei. – Ah, por acaso te assustei? Esse grito...

–N-não, não... F-foi o Kaito mesmo. – Ela deu uma pausa. – RIN, ISSO É UM TROTE MUITO FEIO!

–Mas.... Aqui é o Len.

Escutei algo parecido como: ‘’A Rin invocou o Len!’’

–Olha, mais tarde eu falo com vocês... Bem mais tarde. – Desliguei o telefone.

Pretendia me encontrar com eles, mas agora que eu sou uma ‘’invocação’’, é melhor eu ir falar com eles pessoalmente.

Sentei no sofá e liguei minha Tv. Zapeei de canal, enquanto tentava achar algo de interessante pra assistir. Parei num canal de noticias de Tokyo que me chamou a atenção, por conta da noticia que vinha a seguir.

–Bom dia! Hoje, foram encontrados cerca de 26 mortos numa zona portuária condenada pelo governo. Havia uma embarcação ancorada, onde toda a tripulação foi friamente morta. Os corpos se encontravam com várias perfurações de balas, sendo um deles parecia ter sido torturado antes do óbito. Além disso, também foi encontrada uma garota com idade de 16 a 17 anos de idade morta, não muito longe da cena do crime. A população de Tokyo nem havia se dado conta do acontecido, pois essa zona portuária havia sido condenada e abandonada pelo governo. Os corpos foram encontrados devido o mau cheiro. A vizinhança relatou o cheiro a policia, que foi investigar a fundo. A pericia nos informou que os corpos estão mortos há pelo menos seis meses, pelo avanço do apodrecimento das carnes, e o mau cheiro evidente. A policia não nos soube informar com exatidão esse período, é somente uma estimativa. Pois a maresia e os fortes ventos podem ter contribuído para alteração de evidências.

A mulher girou com a cadeira, pois haviam mudado a câmera que estavam a gravando.

–O conteúdo visual não será apresentado por conter cenas fortes, e ser devidamente inapropriado para a audiência em geral. – A mulher tomou ar como se fosse começar a gritar. – Realmente, estou indignada! Esse crime inescrupuloso¹ foi feito a queima roupa, e durante seis meses o assassino se manteve impune de todas aquelas mortes! – Ela bateu com a mão na mesa. – Você! Cidadão de Tokyo, irá se conformar com o péssimo trabalho feito pelas autoridades?!

Revirei os olhos. Já vi que essa mulher só fala merda.

– A principal suspeita para esse crime é Kagamine Rin, cuja prisão foi decretada pela Karakuri cerca de nove meses atrás. Entretanto, esse tipo de carnificina é característico da, até então, ex-Assassina. Porém, os registros conferem que ela está presa, o que deixa uma dúvida no ar: Será esse, um novo tipo de Assassino em série?

Desliguei a Tv.

Claro que não é um novo assassino.

Foi a Rin. Se vigando de Oliver e sua tripulação. E a garota encontrada morta de 16 a 17 anos de idade? Neru.

Ela devia ser mais cautelosa! E se descobrirem que sei lá, foi a minha Rin? Ela vai dizer o quê? Que estava de cosplay de si mesma?! Já é uma baita sorte as pessoas tapadas realmente acreditarem que eu prendi ela, e apenas ignorarem a semelhança que a Rin ‘’normal’’ tem com a Rin ‘’assassina’’. Não consigo imaginar a Rin como fugitiva! E como tudo está bem até agora, não vai ser essa repórtezinha que vai me atrapalhar.

–Ô Leeeeen! – Escutei Rin me chamar.

–Quié? – Gritei de volta.

–Traz uma toalha pra mim? – Ela gritou do banheiro.

–Nããããããããão – Arrastei a palavra. – Eu to com preguiça!

–Mas ta frio... – Ela disse.

–Problema seu! – Respondi.

–Porra, Len! Eu lavo as suas cuecas!

Mentirosa.

–É mentira! – Gritei. – É a máquina de lavar! E sempre sou eu que coloco elas na máquina!

–E quem é que aperta o botão de ligar?

Bufei.

Fui até meu quarto, abri a parte de cima do armário e catei qualquer toalha que tinha por lá. Cheguei perto da porta do banheiro e dei suaves batidas na porta. Ela estendeu a mão para fora. Coloquei a toalha na sua mão molhada.

–Obrigada, Len. Você é muito gentil. – Ela disse do outro lado da porta.

–Eu sei disso. – Disse e ela puxou a mão pra dentro e bateu a porta.

Fui para o nosso quarto, e troquei a roupa de cama encharcada. Coloquei lençol, travesseiros e cobertores secos. A minha brincadeira no fim me deu trabalho...

–Ei, Len, vê se você não... – Ela parou de falar. Havia entrado no quarto e não tinha notado a minha presença.

Sorri maliciosamente.

Andei até a porta e a bati. Deixando a Rin sozinha comigo.

–Você não acha que é muita provocação?

–O-o que...

–Você molhada... – A prensei contra a parede. – Só de toalha...

Tente adivinhar o que vai acontecer...

Tente adivinhar o que vou fazer com você.

Notas finais
Oh yeah, what you think about that? ( ͡° ͜ʖ ͡°) NOSSA, TÁ UM MISTÉRIO TÃO MISTERIOSO, NEM SEI O QUE VAI ACONTECER, VOCÊS QUEREM ADIVINHAR A CHARADA DO LEN? Surprise! Surpresa! E... Não sei outra língua T^T Cara, é muito mais fácil ser pervertida quano o POV é do Len. Não to querendo ensinuar nada, MAS.... Inescrupuloso: Pessoa que não tem um princípio moral. Aquele que não faz uso de um limite moral para um intento, que não age com ética, com honestidade Sabe, o que vou fazer? VOU ME DAR FÉRIAS, A PARTIR DE SEXTA VOU IR MAIS NÃO.... Isso é. Se a minha mãe deixar XD Parando na melhor parte como de costume.... Só mais uma coisa a dizer: Vejo vocês nos reviews!!! ( E não me ameaçem que é feio. )