Karakuri Burst
40 A pessoa que me completa.
Notas iniciais

LEN POV’S ON
Sorri maliciosamente para Rin.
Ela estava corada, bastante corada. Já previa o que iria fazer com ela.
Apertei com mais força os pulsos dela contra a parede, fazendo a suspirar. Ela não iria fugir de mim. Ela virou a cabeça para o lado, procurando não me encarar, envergonhada com a situação.
Me aproximei dela, roçando meus lábios na sua orelha, aproveitando a sensação de ter a Rin arrepiada.
–Então você não quer olhar pra mim? – Perguntei provocativo. – Vai se arrepender disso.
Passei minha língua pelo seu pescoço, arrancando alguns suspiros dela. Sorri convencido antes de cravar meus dentes em sua pele macia. Não fiz para doer, mas também não vou facilitar pra ela. Ela gemia baixinho de acordo que ia intensificando a mordida.
Afrouxei o aperto de seus pulsos, o que a possibilitou soltar um deles de mim. Ela deslizou sua mão pelo meu pescoço, indo direção ao meu cabelo, onde o segurou com força e empurrou minha cabeça para frente. Ela não queria que eu parasse. Queria que eu fizesse mais.
Tirei a boca daquele ponto onde estava, me deliciando com pensamento que ficaria uma marca ali. A minha marca. A marca de que Rin é minha.
Olhei para ela, que ainda estava com a cabeça virada para o lado, fechando os olhos com força e mordendo o lábio inferior.
Tirei sua mão do meu cabelo e a prendi na parede novamente. Com minhas mãos prendendo seus pulsos contra a parede, deslizei ambos seus pulsos pela parede até ficarem acima de sua cabeça.
Tendo essas mãos finas e delicadas, consegui sem dificuldade segurar ambas com uma única mão. Agora, tendo uma mão livre para fazer o que eu quiser com ela, comecei a deslizar minha mão por cima da sua toalha, sentindo as curvas de seu corpo.
–Isso não é justo. – Rin abriu um pouco de seus olhos, me olhando com irritação.
–Quem disse que era pra ser justo? –Retruquei sorrindo com malícia.
Deslizei minha mão até suas pernas, segurando a barra da toalha, ameaçando subir a qualquer momento. Ao invés de disso, soltei a barra da toalha, e comecei a subir minha mão por baixo dela. Tocando a pele molhada pelo banho de Rin. Ela gemeu, mas se forçou a ficar quieta, para que eu não escutasse. Não funcionou.
Tirei minha mão dela repentinamente, aproveitando para soltar minha mão que prendia seus pulsos também.
Ela me olhou confusa e eu apenas sorri malicioso para ela. Se ela achou que eu tinha acabado com ela, ela estava muito enganada.
A segurei pela cintura e a guiei até nossa cama. Ela parecia estar irritada por eu fazer o que quiser, quando quiser. Mas esse é o meu jogo, e sou que dito as regras por aqui. Ela se sentou na ponta da cama, como se quisesse acabar com meu poder.
Olhei para ela satisfeito. Não é bom brincar comigo.
Coloquei minhas mãos em seus ombros e a empurrei até ela bater com as costas no colchão. Fiquei por cima dela, a encarando com malícia. Me levantei e passei minhas mãos por suas pernas, que até então estavam juntas. Coloquei minhas mãos em seus joelhos e os separei, forçando suas pernas a se abrirem.
–Len! – Rin deu um gritinho fino de vergonha e fechou suas pernas de volta.
Arqueei a sobrancelha. Então ela quer mesmo brincar comigo?
Coloquei minhas mãos em seus joelhos novamente, e abri suas pernas mais uma vez.
Olhei pra ela, que me encarou de volta e corou mais ainda.
Agora só tem mais uma coisa me atrapalhando. Esse pequeno pedaço de pano.
Arranquei a toalha de seu corpo, que há essa hora virou só mais uma coisa jogada no chão do nosso quarto.
Ela segurou mais um gemido e cobriu seus seios. Fresca.
Passei minha língua pela sua perna direita, arrancando suspiros involuntários dela. Esfreguei meus dedos na sua intimidade, o que a fez gemer.
Olhei para ela e ela me olhou de volta.
Tudo bem, admito. A cara que ela fez me excitou.
Comecei a acariciar sua intimidade com dois dedos enquanto dava leve mordidas pela sua perna. Ela colocou uma de suas mãos na frente da boca, abafando os gemidos que ela fazia. Não preciso nem dizer que essa atitude estava me incomodando muito. Com minha mão livre, segurei o braço de Rin, puxando ele, e consequentemente, a mão dela, para que ela parasse de fazer isso.
–Não faça isso. – Disse sério e sedutor ao mesmo tempo. – Gosto de ouvir você chamando por mim.
Soltei seu braço e a encarei.
Ela deu um sorriso malicioso e cobriu a boca novamente enquanto me encarava.
–Tudo bem. – Disse com malícia. – Abafa isso, então.
Parei de acariciar a sua intimidade com meus dedos e a penetrei com eles. Ela gemeu alto por isso, e eu só sorri vitorioso. Enfiei o mais fundo que minha mão permitia, e comecei a movimentar meus dois dedos dentro dela. Ela pouco a pouco distanciava a mão de sua boca, dando espaço a gemidos. Ela mordeu um de seus dedos, olhando pra mim com falsa inocência, com cara de quem estava se segurando. Sorri para ela sem jeito. Meu amigo de baixo está querendo aparecer pra brincar também.
Rin arquejou por um momento, e apertou com força o lençol da cama. Senti um líquido quente molhar meus dedos. Retirei meus dedos de sua intimidade e os esfreguei na minha boca. Queria sentir o gosto da Rin. Sorri.
–Rin, você é bem gostosa. –Disse a encarando.
Ela ofegou.
–Esse jogo dá pra dois.
Ela se levantou da cama e se aproximou de mim, colocando as mãos no meu peitoral e me empurrando até a parede. Ela passou a mão pela minha camisa, e como se fosse um tipo de ordem, eu tirei a camisa do meu corpo.
Ela passou a língua pelo meu abdômen, o que me fez suspirar.
Rin levantou a cabeça para me olhar. Dava pra ver o olhar de vitória á uns 5 quilômetros de distância.
Ela pôs as mãos no inicio da minha calça, a abaixando sem ao menos hesitar. Cadê a sua falsa inocência agora, Rin?
Iria abrir a boca para falar qualquer coisa, mas tive que morder meus lábios para não arfar. Rin havia trilhado os dedos no meu membro por cima da minha cueca. Ela começou a acaricia-lo por cima do tecido, o que estava me enlouquecendo.
Isso é um novo tipo de tortura e não me contaram.
Ela olhou pra minha cara e riu.
–Que foi, Len? Não é pra ser justo.
Lancei um olhar de maldade para ela. Isso não é justo.
Ela abaixou minha cueca, não se importando nem um pouco da minha taradisse ou o fato de ser pervertido me deixar completamente ereto por ela. Ela começou a passar a língua bem devagar. Tombei a cabeça pra trás e fechei os olhos. Ela quer me destruir desse jeito.
Ela começou a aumentar o ritmo das lambidas, me fazendo suspirar e dar leves arfadas. Depois de um tempo, já estava todo babado pela Rin. E devo dizer, eu gosto muito dessa baba. Sem fazer cerimonia, ela abocanhou praticamente metade do meu pênis, me arrancando um gemido. Abri os olhos novamente, apenas para fitar Rin. Usei minha mão para levar fios de cabelo que caiam no rosto dela para seu devido lugar. Não queria que nada a atrapalhasse. Coloquei minha mão por trás de sua cabeça, a motivando fazer movimentos mais rápidos.
Gemia por ela, que se entretinha comigo.
Senti que não aguentaria mais, iria a avisar, mas quando eu estou com ela eu não tenho controle algum.
Assim que gozei nela, ela retirou a boca de mim e me lançou um olhar de vitória. Passaram-se alguns segundos e ela abriu a boca pra mim, mostrando que não havia mais nada lá. Limpou o canto da sua boca com os dedos e depois os enfiou na boca também.
Aquilo me excitava. E muito.
A peguei no colo e a joguei na cama, logo ficando encima dela. Não fiquei a olhando, mas sim para os seios dela. Incomodada com meu olhar de predador para a presa, ela corou e cobriu os seios com as mãos.
–Você é muito chatinha, sabia? – Perguntei a encarando.
–Mas...
–Eu gosto de você do jeito que é, Rin. Você é perfeita.
Ela tirou as mãos lentamente, deixando seus seios expostos pra mim. Agarrei um de seus seios e o apertei, arrancando um gemido dela. Apertava e puxava o seio esquerdo, enquanto lambia o mamilo do direito. Me divertia sabendo que ambos os mamilos de Rin estavam duros, mostrando que ela estava excitada também. Passei a mordiscar seu mamilo, enquanto apertava com mais força o outro seio.
Isso a fazia gemer por mim. E eu adoro quando ela faz isso.
Parei de brincar com seus seios porque tinha algo mais interessante a fazer.
Fui descendo meu corpo até sua intimidade, esfregando meus dedos ali novamente.
–Não me torture... – Ela disse com a voz fraca. Sorri. Era muito bom brincar com a Rin.
Enfiei tudo de uma vez na Rin, que gritou de prazer. Fiquei por cima dela novamente, com as mãos em ambos os lados de seu corpo. Olhei para ela e ela olhou pra mim. Não era difícil descobrir o que estávamos pensando. Comecei a me movimentar devagar dentro dela, deixando a me sentir inteiramente. Aumentei o ritmo e a intensidade das estocadas na Rin. Ela era minha. E eu queria que ela me sentisse como nunca sentiu.
Senti o corpo de Rin se enrijecer. Ela tinha gozado. Tadinha, vítima de um orgasmo. O mesmo aconteceu comigo não muito tempo depois. Me retirei dela com suavidade, deve ter sido a única vez no dia que fiz isso, e me deitei ao lado dela.
–Ah, Len. – Ela virou para mim, deixando nossos rostos próximos, respirando o mesmo ar. – Olha o que você faz comigo. Agora eu estou suada!
Ri com o romantismo intenso de Rin.
–Então porque não tomamos banho juntos? – Fiz uma cara maliciosa.
Ela corou.
–Você vai me estuprar se tomarmos banho juntos!
–Possivelmente. – Sorri com a cara que ela fez. – Sabe que eu não consigo resistir a você.
–Você sabe que... – Ela sorriu maliciosa pra mim. – Não é considerado estupro se a outra pessoa também quer.
–Não faça essas chantagens comigo. Ainda temos que sair, e ainda temos que comprar um hambúrguer.
–Ah é! Isso sim! – Ficamos nos encarando por um breve momento. – A regra sempre foi que quem se apaixonar perde, não é?
Ficamos nos encarando por mais alguns segundos.
–Perdi. – Dissemos juntos, depois rimos disso que chamamos de ‘’coincidência’’.
Ficamos quietos mais alguns segundos.
–Eu vou tomar banho na banheira. – Dissemos juntos, e nos assustamos com o fato.
–Não, não vai! – Uníssono.
–Sim, eu vou! – Juntos, de novo.
E a partir daí, teve uma sequencia de palavras que repetimos juntos:
–Para de me copiar!
–Eu não estou te copiando, você que está me copiando!
–Não, não estou!
–Sim, está sim!
–Está ficando irritante!
–É você que está ficando irritante!
–CHEGA! – Gritei. – Parecemos até robôs desse jeito! É o seguinte Rin, eu vou tomar banho na banheira, e você vai tomar banho no nosso banheiro secundário.
–Não! – Ela cruzou os braços. – Quero tomar banho na banheira.
Levantei da cama e abri as torneiras da banheira, que não demorou a encher. Peguei a emburrada no colo, estilo noivo-noiva, e fui andando até a banheira. Parei em frente a ela, estiquei meus braços e simplesmente joguei Rin lá dentro.
Espalhou água pelo banheiro? É claro. Mas aquilo já tava uma zona de guerra mesmo.
Entrei na banheira junto com a Rin, que me lançou um olhar mortal por ter feito aquilo com ela. Ela ia abrir a boca pra falar um novo tipo de xingamento á minha pessoa, mas pus o indicador nos seus lábios, fazendo a se calar.
Sentei na ponta da banheira e puxei Rin até mim, a fazendo se sentar entre minhas pernas. Claro que tinha meu amigo lá, mas ele não tava se importando de ficar roçando na bunda da Rin. Simples, simplesmente.
Coloquei meus braços em volta da Rin, a puxando para mais perto.
–Isso não é um banho. – Ela sussurrou.
–E isso te incomoda? – Perguntei suspirando.
–Não. – Ela disse baixinho. Deve estar morrendo de vergonha mesmo após tudo isso.
Soltei meus braços que a cobriam e peguei um shampoo que ficava perto dos compartimentos da banheira. Abri a embalagem e despejei um pouco na minha mão, logo passando o produto no cabelo molhado de Rin. Ela produziu um pequeno ‘’Hum?’’ mas deixou de lado quando percebeu o que eu estava fazendo. Juntei minhas mãos em formato de concha e peguei um pouco de água para jogar no topo da cabeça da Rin.
–Fecha os olhos se não vai arder.
Despejei a água na cabeça de Rin, enxaguando seu cabelo. Não ouvi nenhuma reclamação, então ela fez o que eu mandei. Depois peguei o condicionador e passei no cabelo dela, e repeti o processo.
–Porque está fazendo isso? – Ela disse. – Não que eu não esteja gostando, mas...
–Eu preciso aprender sobre a minha namorada. E também... Queria saber como é a sensação.
–Sensação?
–Dar banho... Lavar o cabelo... – Disse tristemente.
‘’Quero saber a sensação de cuidar de um bebê’’. Completei mentalmente.
–Len. – Ela se virou para mim, de jeito sério. – Remoer o passado não vai te ajudar no presente.
–Eu sei. – Disse, convencido que Rin estava certa. – Anda, levanta, se arruma que nós temos que sair.
Ela me deu língua e saiu do banheiro, indo se vestir no quarto.
Passei a mão no meu cabelo, o jogando para trás, deixando minha vista limpa. Não é frieza. Ela só teve mais tempo pra superar. Eu sou forte. Sei que consigo também.
Levantei da banheira e coloquei uma toalha na cintura, indo até o quarto. Aparentemente, Rin já havia trocado de roupa e foi para o hall. Coloquei uma blusa lisa, calça jeans e uma jaqueta. Parecia que iria chover. Olhei para o relógio. Já eram oito horas da manhã.
Fui até o hall e vi Rin usando um vestido azul não muito curto, mas o suficiente que não atraísse olhares de pervertidos. Claro que se alguém olhar, essa pessoa vai morrer, mas mesmo assim me preocupo.
–Vamos? – Ela assentiu.
Pegamos o elevador e fomos até o térreo. Dei bom dia para o faxineiro que limpava o salão de entrada, e suspeito que o cara se cagou.
Esqueci que eu morri.
Abri a porta que daria caminho até o portão do condomínio, e dei espaço para Rin passar. Ela saiu e logo depois eu saí, aproveitei e entrelacei nossas mãos, como um casal faria. Ainda não tínhamos chegado nem no portão, quando um pingo gelado caiu na minha cabeça.
Olhei para a Rin, e vi um pingo cair na ponta do seu nariz, o que a fez fazer uma careta e balançar a cabeça, estremecendo o corpo.
–Droga... – Resmunguei. – Vai chover... Anda, vamos entrar! – Gritei, pois agora a chuva caía com mais intensidade.
–Não! – Ela gritou para mim e me puxou, já que eu me dirigia à entrada do prédio.
–Por quê? – Perguntei enquanto via a chuva molhar o cabelo dela e suas roupas, destacando suas curvas.
Ela sorriu.
–Clichê número quatro mil, duzentos e trinta e oito. – Ela me encarou. – Vamos nos beijar na chuva!
Sorri feito uma criança.
Ela se inclinou pra mim e fez biquinho. Fui até ela e a agarrei pela cintura, selando nossos lábios, num beijo de verdade.
O que eu vi na Rin?
O que faltava em mim.
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