Karakuri Burst

19 Fragmentos de esperança.


Notas iniciais
YO! Olá, lindas flores do jardim! * Leitores pegam os tomates podres para tacar na autora, mas.......UÉ, CADÊ?* Acabou os tomatinhos, galera. Bem... Essa semana foi uma droga. PONTO. Não sério, eu to super atolada, tenho que estudar para uma prova ainda, só pra vocês terem noção. MAS TEMOS MAIS UM CAP, MINHA GENTE! Sei que demorei muito, então peço as mais sinceras desculpas. Tive a oportunidade de postar antes, mas eu só tinha 40 minutos para escrever, e eu demoro MUITO pra escrever. Levo de 2 hrs a 3 hrs pra postar um UNICO capitulo. Então nem brincalhoçada que eu ia conseguir escrever a tempo. Só deu hoje! E quase que não deu! Tá sendo um perrengue. Sério. '-' Tambem fiquei sem inspiração. Sim.... É UMA BOSTA. Sorte é que a minha Chibi me motivou. ( Sim! Tenho uma Chibi, um dia vou mostrá-la a vocês para terem a leve idéia de como sou. ) Também queria dizer que esse capitulo tem ''linguagem inapropriada'' SÓ PORQUE DEU VONTADE. ISABELLA! VEM CÁ, VOU TE DAR UM ABRAÇO! * Ela se afasta, mas é agarrada mesmo assim. * Obrigada! MUITO OBRIGADA MESMO, ME DEIXOU MUITO FELIZ. Essa idéia louca de postar fanfic no dia 15 de março numa madrugada foi a melhor idéia de madrugada que eu ja tive! Fico muito feliz quando recebo esse tipo de coisa. Mostra que vocês gostam tanto da minha história que ainda são capazes de indicar para outros leitores lerem! Nossa, é muito maravilhoso. Muito obrigada mesmo, Isa. Quero dizer que me diverti ( e me assustei ) muito com seus reviews! Perdão pela imagem. Vocês vão entender. 4 RECOMENDAÇÕES...... Valeu, galera.

LEN POV’S ON

–Rin? – Olhei pra cima inutilmente. Depois voltei minha atenção a ela. – Rin! Pare de falar essas idiotices, não vou deixar você morrer!

Os que me acompanhavam trocaram olhares e não entenderam nada. Olhei para ela mais firmemente esperando que ela levantasse e gritasse que foi uma brincadeira. Claro que não era caso. Ela continuava em silencio, quase... Morta.

Droga, A RIN ESTÁ MORRENDO. Qual o meu problema?! Como posso simplesmente esperar que é uma brincadeira e gritar com ela, quando mais precisa de mim?!

–Rin. – Segurei sua mão. – Eu estou aqui. Aguente firme até a ambulância chegar.

‘’Por favor.’’ Murmurei.

–Len! Se toca idiota, ela tá perdendo muito sangue, esqueceu o que aprendeu nesse tempo todo de treinamento, seu lesado?! Precisa estancar o sangue!

Tive uma louca vontade de gritar: ‘’Então faz você!’’ Mas Kaito estava certo. A ideia de que Rin pode morrer é tão surreal que eu me nego a acreditar que isso vai acontecer. Mas estou feito uma criança achando que tudo o que quero se realiza. Eu não posso simplesmente esperar que Rin se cure sozinha. Ela precisa de mim. E precisa agora.

–Certo...Certo. – Arremessei meu cap longe e passei a mão no meu cabelo, tentando forçar a minha mente ter idéias . Que ótimo, agora estou nervoso. Olho para minha palma e vejo que, mesmo pouco, estou tremendo. Estou nervoso demais e isso está claramente me afetando. A cada momento, Rin se aproxima da morte e cada segundo é crucial, então não posso me distrair. Fecho o punho com força. Estou determinado a não entrega-la. A Rin vai ficar comigo. Custe o que custar.

Abri meu sobre tudo preto e rasguei uma parte da minha camisa, logo a dividindo em duas tiras. Espalhei o sangue que saía do corte da perna na tentativa de deixa-lo menos volumoso a ponto de poder enxergar o ferimento em vez de só ver o sangue escorrendo para fora de seu corpo. Amarrei com força envolta e encima do ferimento e pedi para Meiko continuar a fazer pressão.

Rasguei a parte onde fica o diafragma na parte do vestido da Rin. Não me julguem, não vou simplesmente levantar o vestido da Rin e PÁ. Não, não, não. Só eu posso ver aquela área. Kaito, Dell e Lui estão aqui, então, sinto muito. O corte da barriga era o que sangrava mais, pois aquele filho da puta tinha acabado de golpeá-la. Chamo ele assim por falta de nome pior. Espero que onde quer que ele esteja, saiba que vou me vingar.

A tira da minha camisa não daria a volta no ferimento, então precisava de algo maior. Olhei para Dell, que percebeu a mesma coisa que eu, a procura de uma resposta. Ele arregalou os olhos como se tivesse uma idéia, mas o brilho em seus olhos apagou, como se tivesse desistido.

–Dell. Fala.

–Não, Não haveria como. – Se lamentou.

–Dell, se você souber alguma forma de salvar a vida da Rin e não me contar... – Respirei fundo, tirando aquela palavra da minha garganta. – Se a Rin morrer e você tiver descoberto algo que poderia salva-la e não me contou, saiba que nunca irei te perdoar. – Ok, fui um pouco duro, mas não é nada que fuja da realidade.

–Ataduras. São grandes o suficiente para dar a volta. Mas onde iriamos encontra-las?

Todos pareciam pensar, então bufei. Eles olharam na minha direção e só tombei a cabeça indicando para olharem pra Rin. Assim que perceberam o óbvio, Dell me passou uma pequena faca de caça. Levantei a cabeça da Rin e procurei onde a atadura que enfaixava seu olho direito ficava presa. Assim que soltei o laço, desenrolei até finalmente enxergar sua face por completo. Não minto, ansiava muito para ver Rin com os dois olhos abertos, mas ela não podia fazer isso. Agora. Em breve, tenho certeza.

Enrolei em volta do seu ferimento, e com esse amarrei usando mais força. Sem mesmo que pedir, Luka colocou as mãos encima do ferimento, que agora estava coberto, e começou a fazer pressão. Suspirei. O que mais posso fazer por você, Rin? Sim, checar os batimentos. Peguei sua mão e procurei por pulso, o achei, mas estava fraco e espaçado. A Rin.... está morrendo. E morrendo aos poucos.

–Então, Len? – Perguntou Lui. Já não gosto dele, e agora meu deu uma imensa vontade de socá-lo.

–A ambulância. – Todos voltaram à atenção até mim – A ambulância precisa chegar agora.

Rin, precisa me dizer, o que mais posso fazer? Isso. Sistema respiratório.

Coloquei a palma na frente do nariz de Rin, esperando pelo ar quente que devia sair da sua respiração. Foi tão fraco. Parecia tão difícil para ela respirar. Era tão doloroso ver ela desistindo de viver.

MAS QUE MERDA ESTOU PENSANDO?! Ela definitivamente NÃO está desistindo. Eu acredito nela. Confio nela. Apertei sua mão. E sem perceber, lágrimas começaram a descer. Rin, você não pode ir. Eu não te disse todos ‘’Eu te amo’’ que você merece. Não disse todos ‘’Como você está linda’’, como você sempre está. Não dei todos os abraços que quero te dar. Nem todos os beijos que desejo. E nunca te contei a verdadeira importância que você tem na minha vida, Rin. Então por favor, não me deixe. Seja forte. Eu preciso de você.

Disse que te encontraria onde quer que você fosse, se lembra? Desde pequenos, você era péssima em se esconder. Então realmente não importa. Nem a morte vai nos separar, Rin. Porque se você morrer... Eu vou te encontrar. Foi uma promessa, lembra? Irei te encontrar, mesmo que isso custe a minha vida.

E foi exatamente nessa hora, que sua fraca respiração cessou.

Rin...

Eu sinto muito. Eu que sou um lixo inútil. Eu falhei em te proteger.

–Len.... Eu sinto muito.

Mesmo não tirando os olhos de Rin, sabia que era Luka.

–Eu também..... Sinto muito por isso.

Eu não conseguia não chorar. Não eram pelas palavras, era o motivo delas.

A Rin partiu... E me deixou pra trás.

Será que sempre vou sofrer?! SEMPRE vai ser assim?! Eu amava ela! AMAVA! Não vai ter nenhuma outra pessoa que preencha esse vazio, que agora, existe em mim! Ela era perfeita com todas aquelas imperfeições! Era por isso que eu a amava, ela era única. E sempre será...

Rin,

Como irei te dizer adeus?

Como irei viver sem você? Como serei feliz sem você? Como viverei tendo que me contentar em você sendo só uma doce lembrança presa em minhas memórias?

Não irei. Não serei. Não viverei.

Vou com você, Rin. Se você for, irei com você. É uma promessa.

Enfim, a ambulância chegou. Mas eu não conseguia escutar nada além dos soluços que soltava. As lágrimas me impediam de enxergar, e realmente, não queria ver aquilo. Não queria ver a Rin naqueles sacos pretos de mortuário, onde damos adeus para as pessoas que um dia foram importantes para nós.

Os paramédicos pediam para nos afastar, mas eu não conseguia soltar a sua mão, enquanto murmurava repetidamente:

‘’Volta Rin... Por favor. ‘’

–Senhor, entendemos a sua perda. – Não, não entendem. – Mas precisamos retirar o corpo da rua.

–Só.... – Limpei inutilmente meu rosto, que voltou a ficar molhado com as lágrimas. – Só... Posso me despedir?

–Claro.

Comecei a fazer carinho na sua cabeça, tentando me reconfortar.

–Sabe que isso não é uma despedida, né Rin? Espere por mim. ‘’Não importa o quão se esconda bem, irei te encontrar.’’ Promessas são promessas, não são? Não podemos quebra-las. Só mais uma coisa, você me disse que me amava. Então...

Eu também te amo.

Fiquei por cima de Rin e lhe dei um ultimo beijo.

–Não é um adeus.

Sorri para Rin. Enxugando meu rosto.

–Senhor!

Encarei Rin por mais alguns segundos.

–Senhor!

–Sim? – Desviei o olhar.

–E-ela.... e-ela....

–O que foi? – Perguntei mais sério.

–Ela tem pulso! Ainda temos uma chance!

–Como?!

–Pro-promessas... são...

Então todos nos viramos para Rin.

–Pro-promessas s-são promessas, Len.

Era um murmúrio baixo, muito difícil de ouvir, mas foi o suficiente.

Rin estava viva.

Então eu podia ter esperança.

Notas finais
Eu gostei bastante desse capitulo. Concorre a ser meu preferido, na verdade. Tão vendo? Sou hipermega legal. ( Aham sei. ) Mas vamos combinar, o Len chamando o Nero de filho da puta foi ótimo, não foi? Vejo vocês nos reviews!