Karakuri Burst

20 Bela Adormecida.


Notas iniciais
Hello! Hoje eu tenho um aviso! ( Na verdade, dois. ) OBRIGADA SENHOR POR ESSA GENTE MARAVILHOSA QUE TÁ FAVORITANDO A FIC! Chegamos a 31 favoritos!!!!!! Meu Deus, Meu Deus, Meu Deus, to pirando aqui! Bem vindos!!!!!! Quero avisar para marcar na agendinha de vocês que a partir de agora, sai novo cap toda a segunda! YEY! Não precisam odiar mais a segunda! Enfim, já repararam que falta pouco pra 200 comentários? Conto com a ajuda de vocês nos próximos capítulos! Mais uma coisa! O próximo cap é Especial KaMei, e logo virá o GakuLuka! Quantas novidades, pai do céu..... COMO PASSA RÁPIDO! CHEGAMOS A 20 CAPÍTULOS! VAMOS ABRIR UMA GARRAFA DE SAKE! Obrigada a todos vocês! Só chegamos a 20 capítulos com o apoio de vocês!

RIN POV’S ON

Percebo que estou de olhos fechados, numa superfície plana. Um barulho de máquinas trabalhando está próximo de mim, junto com uma voz feminina conversando comigo. Desculpa, MAS O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?!

Aos poucos recobro a consciência.

Ah, é.

Era pra eu estar morta.

Como Len está? Ele esta bem? Está seguro?

Abro os olhos e rapidamente me sento, olhando fixamente para um ponto na parede, porque o resto do lugar onde eu estava era escuro feito carvão.

–E é por isso que o amo...

Olhei para voz que pronunciou essas palavras. Era Meiko, que estava de cabeça baixa, chorando.

–Meiko?!

–Aiiii! –Pôs a mão no peito, como se estivesse se recuperando de um ataque cardíaco. – Que susto, Kagamine!

Depois olhou pra mim incrédula. Piscou os olhos com força.

–KAGAMINE! Você acordou!

–Hm?

–Finalmente. Já tava na hora, hein. – Falou com tom reprovador.

–Acordar? Que foi, eu dormi?- Definitivamente não estava entendendo nada.

–É.

–Mas... – Olhei para janela do quarto. Até que me situei. Estava no hospital! Estava viva! – Está de noite! Lembro que Nero me atacou quando era quase noite!

–Sim. Há mais ou menos três semanas atrás.

–QUE?!

–Rin, daqui a dois dias vai completar 3 semanas que você está em coma.

Essas palavras me atingiram com a mesma intensidade de um tiro.

–Não, não, não, não! Era... Era inicio de Julho quando tudo aconteceu! Tenho certeza!

–Eu também não duvido! – Meiko levantou as mãos. – Olha no calendário, celular, pergunta pra qualquer um, mas estamos quase em Agosto!

–Ah...... Não acredito. Todo esse tempo eu estava em coma?!

–É. No dia do incidente, ninguém achou que você iria sobreviver. Você já estava declarada morta, até que você falou com Len.

–Falei?

–É. Algo relacionado a promessas.

–Ah, verdade. Ia dizer pra esse idiota que ele não podia se matar por minha causa! Promessas são promessas! Não pode prometer que vai se matar!

–Calma. O LEN IA FAZER O QUE?!

–Que droga, ele tem retardo mental?! Ele tá o que? Louco?

–Não. Apaixonado.

Me silenciei. Ele faria isso mesmo? Sem pensar? Ele... Me ama tanto a ponto de fazer isso?

–Vou te mostrar uma coisa.

Meiko levantou da poltrona que estava ao meu lado e caminhou até a escuridão do quarto onde estava. Só a enxergava porque estava ao meu lado, o resto do quarto era um completo breu pra mim. Ela acendeu as luzes e por um breve momento fechei os olhos, me acostumando com a mudança repentina de claridade.

Assim que os abri estava maravilhada. O quarto todo estava repleto de balões em formato de coração, bichinhos de pelúcia, e um urso gigante no meio. Rosas, margaridas, hortênsias, tulipas, girassóis, lírios. Infinitos buques de flores espalhados em diversos pontos do quarto. Cartões, faixas, caixas de bombom.. Era tanta coisa que eu não sabia pra onde olhar. O chão estava cheio de cartas e algumas pétalas das flores que haviam caído dos seus buques.

Meiko veio pisando com cuidado com um sorriso brincalhão.

–Tá assustada? Devia mesmo. No dia em que vimos tudo isso aqui todos petrificamos.

–Isso... Isso é...

–Len tem te esperado bastante, Kagamine. — Sentou na poltrona. — Então ele comprou todas essas coisas pra quando você acordar.

–Ele.... Ficou indo de loja em loja comprando todas essas coisas.... Pra mim?

–Por favor.... — Meiko me olhou como estivesse falando a coisa mais absurda do mundo. — Claro que não. Em nenhum momento ele desgrudou dessa poltrona. Não tirava os olhos de você. Só pegava o telefone e discava o número, enquanto esperava o entregador chegar. Sem falar que ele repôs tudo que murchou ou morreu.

–E... Onde que ele tá?

–Bem, essa é uma história de amor e sofrimento. Tá pronta pra ouvir?

Assenti com a cabeça.

–Enfim. Você passou por uma cirurgia, o que também foi incrível ter sobrevivido, devo admitir. Len não parava quieto na sala de espera. Andava de um lado pro outro feito um doido, e não parou com isso durante todas as 8 horas que você esteve em cirurgia.

–COMO ASSIM 8 HORAS?!

–Uma hora tem 60 minutos, mulher. Multiplique por 8 e...

–Ele ficou me esperando por 480 minutos?!

–Não. Esse foi o tempo que ele esperou a cirurgia. — falou dando ênfase na palavra cirurgia. — O tempo que ele está te esperando é... Vejamos, foram duas semanas e 5 dias, o que quer dizer que foram 19 dias e...

–Dispenso essa matemática toda. Voltando a história....

–Bem, quando acabou a cirurgia e o cirurgião disse que você estava bem, não teve como não conter a emoção. Só que.... Quando ele disse que você estava em coma foi como levar uma facada.

–Nossa... Que sentimento familiar... — Falei com ironia.

–Ah, é mesmo. Desculpe. Continuando, Len reagiu da pior maneira. Parecia que ia destruir metade do hospital só com o olhar. Então, fomos levados ao seu quarto, e quando Len te viu, petrificou, vendo como estava ligada a máquinas e tubos.

–Hm.... – Me senti meio mal por ele. Não queria que sofresse por minha culpa.

–Então o sentimento de culpa o abateu. Ele começou a se culpar pelas coisas que tinham te acontecido, que nunca deveria ter te deixado naquela manhã, e que não tem o direito de te amar.

–Mas ele não tem culpa de nada! – Gritei desesperada.

–Eu sei, eu sei... – Meiko me abraçou, e comecei a chorar como uma criança que acabou de ralar o joelho. – Mas ele não quer aceitar isso, Rin.

–O que mais aconteceu, Meiko?!

–Não sei se devo continuar com essa histó...

–POR FAVOR! – Gritei mais uma vez. – Por favor, não me esconda nada.

–Ele... Ficou se culpando por tudo. Arrastou essa poltrona até seu lado e começou a chorar desesperadamente gritando pra você voltar. Foi realmente... Duro de assistir aquilo. Nós não podíamos ajuda-lo. Ele recusava ajuda. Depois... Bem, ele não deixava ninguém chegar perto de você. Te visitamos nos primeiros dias, mas ele fazia um sorriso forçado e mandava indiretas para que fossemos embora. Numa dessas, resolvemos ficar atrás da porta para ver o que acontecia. Toda vez que ficavam sozinhos, ele conversava com você. Dia e noite, noite e dia. Só as enfermeiras podiam se aproximar, ele entendia que você precisava delas. No nono dia você piorou repentinamente. Acho que daí em diante foi o limite para Len. Ele resolveu que não tiraria os olhos de você. Disse que não seria tão inútil. Ele não comia, não bebia, não fazia mais nada além de te observar. Vimos que a situação estava séria. Então, resolvemos não te visitar, mas o visitar. Deixávamos comida e água. Que raramente eram consumidas. Foi aí que ele atingiu um número significativo de faltas no trabalho. Ia ser demitido. Mas não podíamos deixar que isso acontecesse! Ele dedicou toda a sua vida, e se faltasse mais um dia tudo seria como jogar tudo no lixo.

–E então? – Perguntei já preocupada por ele.

–Quando o avisamos isso era o décimo oitavo dia, ou seja, ontem. Ele não respondeu. Ficou quieto. Então falei que você iria acordar hoje, e que eu estaria aqui. E quando acordasse não ia gostar nem um pouquinho te ver desempregado, mal arrumado, e quase entrando em depressão. Incrivelmente deu certo! Quando estávamos quase indo embora ele levantou da poltrona pela primeira vez a nossa vista. E sorriu, dizendo que era por você. Isso foi ontem de noite, e agora estamos na madrugada do décimo nono dia. – Olhou para seu relógio.- Não deve demorar muito para eles chegarem.

–Eu... Porque eu só trago tristeza?! – Recomecei a chorar.

–Não seja idiota, Kagamine! Você é a melhor coisa que já aconteceu ao Len. Não tem o direito de falar essas coisas!

Olhei para Meiko com espanto. Ela estava tão... Madura? É. Madura. Parecia uma mãe dando esporro na filha.

–Desculpa.

–É bom mesmo.

–Eu... – Parei de falar assim que escutei a porta se abrir. Virei rapidamente para a mesma, e meus olhos se encontraram com certos olhos azuis.

Len.

Ele saiu correndo ao meu encontro e quase me tombou da cama com o abraço que ele me deu.

–Rin.... – Via ele falar em tom manhoso – Eu senti tanto a sua falta!

–Eu não. – Sorri. – Você estava aqui comigo o tempo todo. Eu sei que sim.

Ele sorriu de volta, e me abraçou mais uma vez.

Espiei por cima de seu ombro, e vi Kaito, Luka e Meiko sorrindo com a situação. Mas... Parecia algo errado. Não sei dizer, algo não estava certo entre esses três.

–Eu...

–Sim? – Len perguntou me soltando.

–Eu... – Eles começaram a me encarar esperando que eu dissesse algo fofo.

–Eu quero ir no banheiro.

O QUE FOI? Já faz quase 3 semanas que eu não vou no banheiro!

Eles quatro começaram a rir.

–É muito bom ter você de volta. – Dessa vez, Len me beijou.

Bem, depois de fazer o que tenho que fazer, é que reparei que vou precisar fazer terapia pra perna. Nero... Onde você está? SABE, EU QUERO TE MATAR FILHO DUMA ÉGUA!

Voltei e me sentei na cama.

–Bem... Cadê ela? – Luka perguntou.

–Quem?

–Meiko.

–Ué ela tá aq.... – Parei de falar. Ela sumiu!

–Deixa que eu acho. – Kaito que estava encostado na parede saiu do quarto. Sua voz estava fria, porem preocupada.

–Eu vou também. – Luka foi atrás.

–Que estranho.

Aproveitei que estávamos sozinhos e agarrei a mão de Len numa posição que faz uma dor dos infernos.

–Que história é essa de você se culpar e de não se alimentar direito, meu querido Len? – Falei no meu pior tom assassino.

–Mas...

–NADA DE MAS! Em casa a gente conversa.

–O-okay...

–Agora pega essa caixa de bombons ai do seu lado. Vamos comer alguma coisa. E quando digo vamos, quer dizer que se você não comer vou ter que enfiar o doce guela abaixo, estamos entendidos?

Ele me mostrou a língua.

Então passamos o resto da madrugada assim, comendo e conversando, esquecendo completamente de avisar a enfermeira que eu acordei. Em breve ela descobre.

Acho que dei uma de Bela Adormecida, mas não acordei por um beijo de um príncipe...

Foi pelo choro de uma princesa.

Notas finais
Báguui! Sacaram que a princesa era a Meiko, né? Porque ela estava chorando? Oh well. É isso. Não esqueçam, que agora segunda é dia de Karakuri Burst! lovo muito vocês, docinhos da Sweet! Vejo vocês nos reviews!