Karakuri Burst

32 Faíscas de um amor.


Notas iniciais
Oi... Desculpem pelo atraso. Eu... .º ° ( ´ n ` ) ° º . Desculpa galera!! É que...Eu....Não.... ;-; Tem horas que eu me odeio, entendem? AH, DESCULPE DAWN-CHAN, ESQUECI DE TE MENCIONAR NO CAP ANTERIOR! * Se bate* Sou uma autora má T^T^ Gomen, você, assim como todos os leitores, são super importantes pra mim, então desculpe Dawn-Chan ♥ Ah, a treta. ... Desculpa.

LEN POV’S ON

–Foi bom te rever, Len. Adeus.– Oliver disse enquanto se distanciava de mim. – Aproveite o espetáculo.

Aquilo definitivamente não podia estar acontecendo.

–Oliver! Oliver! OLIVER! VOCÊ NÃO PODE DEIXAR ELA MORRER!

–Se não o que? – Ele gritava, pois a nossa distancia aumentava a cada passo.

–Merda. – Murmurei baixo. – VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO! Se um dia ela foi importante pra você, você não pode simplesmente matá-la! VOCE NÃO PODE FAZER ISSO!

–Nunca foi. Amar é coisa de idiota, é só mais uma fraqueza. Olha o fim que deu. Ela nunca foi importante pra mim, foi apenas um brinquedo descartável. E agora que está ‘’quebrado’’ não serve pra mais nada. – Ele continuou andando – Você é surdo?! Eu disse ADEUS.

Então, ele sumiu do meu campo de visão.

Me condenando a assistir a morte de Rin.

Sem eu poder fazer nada para impedir.

Não.

Isso não pode acabar assim. Não desse jeito.

Não pode...

Escutei o crepitar do fogo.

Quanto tempo já passou? Será que o fogo já a alcançou? Será que ele consegue me alcançar?

Adoraria morrer.

Eu não posso fazer nada. Não consigo me soltar das pesadas correntes, e nem meus gritos mais altos por ajuda ou pela Rin obtiveram respostas.

Se for esse o fim, só quero que ele se aproxime logo.

Eu não quero mais assistir isso. Não quero mais sentir isso que estou sentindo.

Medo, Terror, Desespero, Ódio, Raiva.

Gritei até minhas cordas vocais doerem, e me impedirem de pedir por ajuda.

Porque com ela? Porque não comigo? Porque sempre ela? Sempre sofrendo, sempre chorando, imagino quantas vezes forçou um sorriso quando na verdade só queria chorar. Ela não merecia isso. Não merecia esse fim.

Olhei para o céu com dificuldade, pois a fumaça negra e tóxica tomava conta daquela região. Meus olhos doeram quando sentiram a fumaça tocá-los.

Era um belo nascer do sol.

Queria que Rin estivesse aqui para vê-lo.

Queria que Aya estivesse aqui para vê-lo.

Não queria estar aqui, para vê-lo sozinho.

E agora, será que o fogo me alcança?

Comecei a tossir. A essa hora, a fumaça já entrava no meu pulmão. Também via o suor escorrer pela testa. É uma tortura muito bem arquitetada. Ver a pessoa mais importante da sua vida morrer aos poucos, bem a sua frente, e ser incapaz de salva-la.

Acho que ele conseguiu.

Oliver conseguiu.

O crepitar do fogo era alto, incomodava, me irritava. Era tudo culpa desse maldito fogo.

Que criança eu sou.

A culpa é minha, desde o inicio é minha. A Rin estava certa, sempre esteve. Eu vim atrás de vingança, e achei raiva. Procurei por morte, e...

A achei.

Porque Len, simplesmente porque você precisa ser desse jeito?! Eu só queria acabar com isso! Só queria o bem da minha família. Eu só queria...

Rin...

Só queria ficar com você, apenas isso. E é só isso que eu preciso. É só isso que eu quero.

–Len! – De longe, ouvi a voz da Luka. – LEN!

–LEN! Mas o que quê... – Essa era a voz da Meiko. Forcei minha visão através da fumaça. Ou eu estava ficando louco, ou a minha equipe estava aqui.

–Aqui! – Gritei de volta.

–Len! Mas que merda, o que está acontecendo aqui?! –De repente, Kaito surgiu na minha frente puxando Meiko pela mão para ela não se perder nessa fumaça.

–Eu não acredito que você... – Meiko tossiu. – Fez isso mesmo! EU NÃO DISSE PARA VOCÊ NÃO FAZER ESSA PALAHAÇADA?!

–Me soltem. – Respirei fundo. – Me soltem desse poste agora.

–Como acha que vamos te tirar daí?! – Kaito falou. – PIKO! GUMI! AQUI!

–Rápido! – Esbravejei.

–Len! – A esverdeada veio até mim. – Você não.. – Ela olhou em volta. – Por favor, não me diz que você confrontou o Oliver!

–Droga, Gumi! SÓ ME SOLTA DESSE POSTE!

Ela levou um pequeno susto com isso. Todos levaram. Mas eu não tenho tempo pra isso!

Ela foi para trás do poste e começou a mexer no cadeado que prendia as correntes.

–Cadê a Rin? – Luka olhou pra mim com seus olhos que atravessam almas. – Len...Cadê a Rin...?

Permaneci em silêncio. Era muito doloroso dizer aquilo.

–Não... – Meiko começou.

–Espera, você não quer dizer que.. – Kaito arregalou os olhos.

–RIN! RIIIIIIN! – Luka começou a gritar.

–Gumi, vai rápido, droga! – Piko gritou.

–Estou tentando o mais rápido que posso! – Ela gritou com a voz trêmula.

–MAS NÃO ESTÁ SENDO SUFICIENTE! – Gritei do modo mais arrogante possível.

–RIN! – Luka continuava a gritar.

–RESPONDE GAROTA! – Meiko começou a gritar também.

–Porque você não chamou a gente?! – Kaito começou a gritar comigo. – Você não tem a merda da escuta?!

–Você acha mesmo que se eu estivesse com ela já não teria chamado vocês?!

–CONSEGUI! – Gumi gritou atrás de mim.

Levantei rapidamente daquele chão e sem pensar duas vezes corri até aquela casa, ignorando todos os gritos atrás de mim. Abri a porta de entrada com um chute, percorrendo os olhos por aquela sala.

Eu imagino que eles só chegaram até aqui por estranhar como Rin estava longe de casa. Não que eu seja psicótico ou algo do tipo, eu simplesmente me esqueci de tirar o chip da flor do cabelo de Rin. ( N.A: Cap 5. ) Eu devo me agradecer por esse erro. A única coisa que faço certo, é algo que está errado.

Sem perder muito tempo, corri pela primeira porta que eu vi, desviando de algumas brasas e chamas que se espalhavam pela casa.

–RIN! Rin, me responda! – Comecei a gritar enquanto subia as escadas. No meio do processo, alguns degraus cederam. Merda, isso vai me complicar na hora de descer.

–RIN!

Vi uma porta ao longo do corredor, e eu senti que não havia dúvida alguma.

A Rin estava ali.

LEN POV’S OFF / RIN POV’S ON

Tossi mais uma vez.

Minha visão estava embaçada, minha cabeça latejando e minha respiração estava falha.

–RIN! – A porta, ou o que restava dela, se abriu e bateu contra a parede com a força com que foi aberta. –RESPONDA!

–LEN! – Ah merda, tossi de novo. Cada vez que abro a boca a fumaça invade meus pulmões.

–Rin! – Ele veio até mim. – Precisamos sair daqui agora!

–Eu estou presa! – Tossi com força dessa vez. – As minhas...

Len ao menos esperou para que eu completasse a frase, e simplesmente desatou o nó que Oliver fez nas minhas mãos. Levantei as pressas.

Ele entrelaçou nossos dedos e começou a me tirar para fora daquela casa. Assim que pos o pé para fora da porta, o piso de madeira ruiu e uma parte dele caiu no andar de baixo.

–Merda. – Ele resmungou.

Ele soltou minha mão e pulou o buraco que parecia ter um pouco mais de um metro.

Coloquei minha mão na porta um pouco apreensiva, mas me arrependi. O resto de porta ainda tinha brasas acessas que queimaram a palma da minha mão.

–Vem Rin! – Len gritou do outro lado do buraco. – Rápido!

Assenti com a cabeça e pus o pé para fora do quarto, um pouco antes para pular o buraco. Mas assim que saí do quarto, o piso onde estava cedeu, abrindo um buraco que seguia justamente onde estava. Recuei para trás, me afastando a medida que o buraco crescia.

Merda!

–Len! Eu não consigo pular tudo isso! – Gritei apavorada para ele. Agora nossa distancia era quase de 3 metros. COMO EU IRIA PULAR TUDO ISSO?!

–Vem! Confia em mim! Se você cair eu te seguro! – Ele gritou do outro lado, se aproximando da borda do buraco.

–Eu não...

–Confia em mim. – Ele esticou as mãos para mim, gesticulando que ele iria me pegar.

Esfreguei o suor que se formava na minha testa. Eu precisava sair dali, e precisava sair agora.

–Tá...

Cheguei o máximo que podia para trás, me preparando para pular. Peguei impulso e corri até a borda do buraco, e assim que me aproximei, pulei.

Claro que não iria conseguir chegar até o outro lado glamourosamente, e eu caí no vão que existia entre nós. Len se esticou e me segurou com ambas as mãos, com meu peso o forçando se curvar para me impedir de cair no andar de baixo.

Se ele me chamar de gorda vou dar na cara dele.

Ele me puxou para cima, e por um instante me senti segura.

–Eu falei que você ia conseguir. – Ele sorriu pra mim e retomou a entrelaçar nossos dedos. – Agora anda! Não podemos passar mais nenhum segundo aqui!

Começamos a correr pelo corredor até chegarmos na escada. Íamos rápido pois não queríamos repetir o mesmo episódio do buraco. Desde que andássemos juntos e rápido, não teria risco de nos separarmos. Claro, algumas vezes pequenos pedaços do piso cediam. Virei minha cabeça para trás. Onde estávamos a trinta segundos atrás foi tomado pelo fogo. Isso me assustava.

–Ah, droga. – Len falou.

Quando virei minha cabeça para frente quase caí encima de Len. Ele não devia ter parado assim do nada! Estávamos no topo da escada. Espiei por cima de seu ombro, e observei que alguns degraus haviam sido destruídos, dificultando a decida.

–Não tem outro caminho para nós... – Ele começou.

–Não. – Olhei pra trás novamente. O fogo estava a poucos segundos de nós. – Apenas desça.

–Tem certe...

–Desce, Len. – Ele se virou pra mim, mas então viu o fogo. – Desce agora!

Ele pulou todos os degraus e se virou para mim, abriu os braços e apenas me encarou.

Suspirei, mas apenas tossi. Pulei diretamente para seus braços, fazendo ele dar alguns passos para trás, amortecendo a minha queda.

Me soltei dele e olhei para o lado.

Mesmo com a fumaça, o calor, as brasas voando, e até mesmo o fogo, eu conseguia enxergar a porta da saída.

Por impulso, peguei na mão de Len e o puxei para a sala, que iria dar diretamente a porta de entrada, ou seja, a nossa saída.

Puxei ele pelo caminho que nos levaria para a saída, mas no meio da sala ele soltou a minha mão bruscamente. Senti as suas palmas tocarem nas minhas costas. Estranhei o tal movimento, então apenas senti ele me empurrar para frente com força, me fazendo dar passos involuntários para frente, de um jeito que quase caí de cara no chão. Me virei para trás só a tempo de ver uma grande viga de madeira que sustentava o teto cair, exatamente onde eu estava, prendendo Len de um lado da casa, e eu de outro.

–LEN! – Gritei com a voz trêmula. – LEN!

A fumaça e a poeira se levantaram com impacto daquela enorme viga fez. Ela não caiu no chão diretamente, ficou presa entre o chão e a parede, bloqueando a passagem.

–Eu estou bem... – Ele disse e vi uma cabeleira loira se levantar do chão.

–Len! Você se...

–PRA TRÁS! – Ele colocou a mão em mim o máximo que pode, pois a viga o impedia de estar em completo contato comigo. E simplesmente me empurrou novamente.

Caí para trás, colocando minhas mãos um pouco atrás de mim para tentar amortecer a queda. Uma outra viga tinha acabado de cair do teto. Ela caiu rente a primeira, formando uma espécie de ‘’X’’ no meio da sala.

–LEN! – Tossi. – LEN!

–Rin. Eu preciso que vá embora.

– O quê?! — Me levantei e me aproximei das vigas que haviam caído.

–Eu...Não vou conseguir passar por essas vigas.

–Não! Não, você consegue sim!

–Não, Rin. – Por trás das vigas consegui ver um pouco do seu rosto. – Não tem como eu passar por aqui.

–Mas...

–Você tem que sair daqui. – Ele disse e logo após tossiu. – Você já ficou tempo demais exposta a essa fumaça. Você precisa sair daqui.

–Eu não quero! – Meus olhos começaram a marejar. – Eu não vou sair daqui sem você! – Estiquei minha mão até um pequeno buraco que existia entre as vigas.

–Por favor... – Len esticou seu braço pelo buraco e entrelaçou nossos dedos. –Por favor Rin, ela precisa de você. A Aya precisa de você.

Apertei nossas mãos com força por um instante.

–Mas... – A minha voz falhava.

Vai ficar tudo bem.

–Não, NÃO VAI! –Ofeguei. – Você me disse isso a noite inteira, e nada, nem por um instante, ficou bem! Isso é mentira! Isso é...

–Não é mentira. – Ele disse sério. – Eu juro que vai ficar tudo bem.

–Você...Promete?

Ele sorriu.

–Prometo.

Hesitei por um instante.

–Eu te amo.

Soltei sua mão e me virei de costas, partindo dali, escutando um ‘’Eu também’’ atrás de mim.

Então, cruzei a porta.

–Rin! – Gumi correu até mim. – Como está? Machucada? Você tá bem?

–Cadê o Len?! – Kaito perguntou.

Agora, algumas lágrimas escapavam dos meus olhos.

–E-ele vai achar outra saída ... – As enxuguei com as costas da minha mão.

Ele precisa achar...

–Vem aqui... – Meiko pôs a mão no meu ombro e me encaminhou para longe da fumaça, mas de um jeito que eu ainda enxergasse a casa.

De repente, comecei a escutar sirenes. Os bombeiros estavam chegando.

O caminhão dos bombeiros chegaram, juntamente com algumas ambulâncias. Gumi, Luka e Meiko me acompanharam a uma ambulância que abriu suas portas traseiras para eu me sentar no chão do carro. Os paramédicos me induziam a entrar na ambulância, mas eu me negava a entrar naquele carro sem antes ver o Len sair daquele lugar. Por isso, apenas sentei no chão da ambulância e observei os bombeiros se organizarem e se prepararem para apagar o fogo.

Assim que eles preparam para abrir a água meu coração praticamente parou.

A estrutura de madeira que aquela casa era feita cedeu.

Então, eu vi a casa onde Len estar desabar diante dos meus olhos.

–LEN! – Dei um grito ensurdecedor. E sem pensar, me levantei da ambulância e comecei a ir na direção da casa. Luka e Meiko me seguraram em ambos os braços, me impedindo de ir até ele.

Eu comecei a gritar, gritar, gritar e só gritar.

–CALMA, RIN! – Luka começou a gritar comigo.

–OS BOMBEIROS JÁ LIGARAM A ÁGUA! – Meiko gritou.

Gumi colocou as mãos nos meus ombros e me forçou a encara-la.

–Eles vão conseguir encontrar o Len.

Eu não sei quanto tempo passou.

Eu....Não sei.

Só me lembro do chefe dos bombeiros falar algo com Kaito, que simplesmente virou de costas para mim.

O chefe dos bombeiros veio até onde eu estava sentada, então tirou o chapéu para falar comigo.

–Eu...Sinto muito. – Desviei olhar para casa, onde agora só haviam cinzas. – Não conseguimos...

A ficha caiu.

–Não. Não! NÃO!

–Eu realmente sinto muito...Fizemos tudo que podíamos, mas...Eu lamento.

–Rin... – Kaito virou pra mim, e eu vi a tristeza em seus olhos. – Ele...

–Mentira.

–Rin... – Meiko começou a falar, segurando suas lágrimas. – Nós sentimos muito....

–É mentira! – Gritei.

–R-rin... – Olhei para Gumi que olhava pálida para as minhas pernas.

Segui seu olhar para as minhas pernas.

Tinha sangue escorrendo delas.

‘’Você não pode ter sentimentos fortes!’’

‘’Você corre o risco de perder o bebê!’

Não...

‘’Vai ficar tudo bem.’’

Len...

Mas....

Você prometeu...

Notas finais
Eu só quero dizer que nada disso é culpa de vocês. Isso está planejado desde o cap 14. Agora entendem porque não é Rinto nem Lenka. ;-; T^T eu tava pedindo desculpa lá encima por isso... Eu estou triste........Mas vocês são obrigados a me amar. Podem me xingar... Eu deixo. No fim, foi a destruição dele. Vejo vocês...Nos reviews, não? T^T