Karakuri Burst

52 Esconde-esconde.


Notas iniciais
BATAM PALMAS OU PANELAS Que Tia Sweety tá de volta :v Atrasada pra comentar nas fics, mas tá de volta. OLHA, eu juro que iria postar quarta, tava tudo ''pronto'' só que... HAHAHAHAHA, Química ;-; Ia postar ontem, mas hahahahahahaha PORTUGUÊS MAS EU TIREI A EM QUÍMICA! UHUL! Obrigada a todos que confiaram em mim, ou seja, ninguém, porque nem eu mesma acreditava que iria tirar A Passarolhos, não há imagem neste capítulo, porque eu não estou em um computador MEU, e eu não quero ficar aqui, mais do que preciso, quando estiver em um pc de qualidade friboy eu coloco uma imagem, okay? Parabéns atrasado, sobrinha Haikuma! ( Haikuma ) (22/02) Mesmo se for doce mofado, você vai me enviar estas porcarias, se não eu pergunto dos namoradinhos e.e Parabéns, Hinazi! ( 17/03 ) NAUM TE CONHEÇO MUITO, mas conheço o suficiente pra mendigar doce ^-^ Então né... Passa pra cá. * Igual assaltante* Parabéns, marida gabrielle! ( gabrielle ) ( 20/03) VOCÊ É OBRIGADA A ME DAR DOCES, MARIDA. O-bri-ga-da ^-^ VOCÊS ESTÃO VENDO CRIANÇAS, COMO MARÇO É UM MÊS SENQSUAL? QUE MARÇO É DELICIA? QUE MARÇO SAMBA? Ah bem ^-^ Até la embaixo!

LEN POV’S ON

Flashback on

Ela era irritante. Tossia e espirrava eventualmente, o que a deixava com nariz vermelho.

Bonitinha? Não.

Parecia uma rena.

–A chuva está me molhando. – Puxou a haste do guarda chuva para si.

–Não me diga, legal mesmo se a chuva estivesse fazendo um churrasco pra nós, Rin.

Rin? Tsc, o certo mesmo é gorda e redonda. Mesmo ela não sendo gorda. Nem redonda, por sinal.

–Você é trouxa. – Falou. – Quem mandou me oferecer carona?

Excelente pergunta. Excelente mesmo.

–Mata você falar um simples ‘’obrigado’’? – Perguntei, puxando o guarda chuva pra perto de mim mais uma vez.

–Meninas dizem ‘’obrigada’’ e não ‘’obrigado’’, seu leso. – Me corrigiu. – E, sabe, — Olhou pra mim. – Eu não te pedi porcaria nenhuma, compreende jovem?

–Então fica na chuva. – Parei de andar e dei um passo pro lado. Ela parou e correu para o meu lado feito um gatinho na água.

A Rin, digo, gorda e redonda é um zoológico. Coelho, rena, gatinho, a situação tá triste.

–E-Ei! – Gritou. – Cadê seu cavalheirismo?

–Você é feita de açúcar? – Comeceia andar, suspirei, parando meus passos e olhando pra trás. – Vai na chuva.

A chuva está gelada.

Bem gelada.

–E-ESSE M-MENINO– Gritava atrás de mim. – M-ME BATEU.

Parei de andar e virei pra trás. Choro falso, nariz vermelha, cara de inocente.

–Chantagista barata. – Chiei.

–Vai me levar até em casa ou não? – Sussurrou. – Até a porta.

–Até a porta?! – Resmunguei. – Até a porta nã...

–PORQUE VOCÊ FAZ ISSO COMIGO? – Gritou.

–Tá! – Gritei. — Tá. – Reclamei. – Mas para com esse show que as pessoas estão olhando.

–Olha a minha cara de quem liga. – Ajeitou a mochila e veio para o meu lado. – Minha mãe não vai ficar nada feliz... Fala pra eu não andar com más companhias, e olha o que eu trago pra casa! Porque, é grandioso universo?!

–O universo disse ‘’foda-se’’.

–Oh. – Ela pôs as mãos na boca. – Lava essa boca pra falar comigo!

–Me obriga. – Olhei pra ela com canto de olho. – Laranjinha.

–Não me chama assim! – Bateu o pé numa poça. Respingou em mim e nela.

–Quer uma Barbie? – Perguntei enquanto passava a mão no rosto. – Se parar de encher o saco, eu jogo uma Barbie no quintal da sua casa.

–Eu prefiro Polly, otário. – Cruzou os braços. –Oh, viu só? Seu palavreado é contagioso! — Ajeitou a mochila mais uma vez.

–O que tem aí? Não para de arrumar a mochila. – Comentei.

–Pedra de crack. – Respondeu. – Cadernos e livros, seu jumento! – Inflou as bochechas. Apertei a bochecha dela pra acabar com aquela idiotice. – Não me toca. – Reclamou. – É que estão pesados.

–Não espera que eu vá carregar sua mochila, né?

–Eu não te pedi nada. – Resmungou. Ajeitou a mochila mais uma vez. – Mais uma vez, eu não te pedi absolutamente nada.

–Porque sua mãe não contrata uma vã?

–Garoto, você se acha muito radical, não se acha?

–Eu tenho nome. – Reclamei. – É Len.

–Ellen, fica na sua querido, que eu não perguntei nada. – Riu.

–Qual sua doença? – Retardo, em todos os lugares, em lugares todos. – Já chegamos.

Paramos em frente à casa dela. Plantas bonitinhas na entrada, tapete na porta. Carvalho claro, porta bonita.

–Tchau. – Virei de costas e comecei andar até minha casa.

–ELLEN, NÃO SE VÁ. – Gritou.

–Eu só estou cinco passos de distancia de você. – Fiz cara de descontentamento. – Para de gritar como se fosse vendedora de coxinha. – Resmunguei. – E pela última vez, é Len, não ‘’Ellen’’. – Ela é burra assim mesmo ou faz treinamento? – Que é?

–Obrigada. – Sorriu. – Lenzinho.

–Podia ter parado no ‘’obrigada’’. – Recomecei a andar. – Não há de quê.

Escutei a porta bater alguns metros atrás de mim. Que desnecessário é conviver com essa garota.

Limpei os pés no tapete da porta. Fechei o guarda chuva, sacudi, deixei no canto. Vasculhei meu bolso atrás da chave, achei, destranquei a porta, entrei e a tranquei.

Simples.

Subi as escadas depressa, destranquei a porta do meu quarto e joguei minha mochila num canto. Tirei meus sapatos pisando um no outro, porque eu to com preguiça de abaixar pra tirar.

Me joguei na cama.

Hoje tem dever?

Fiz na aula.

Estudar pra alguma coisa?

Não pô. Não é época de provas.

Me espreguiço na cama. Eu vou dormir então. Só um pouquinho.

Ou pra sempre, talvez... Não.

Para de drama, Len.

////

Me remexo.

Um barulho alto.

Espio que horas são pelo meu relógio do criado mudo. Quase quatro e meia da tarde.

Outro barulho alto. Um estalo, eu acho.

Sentei na cama, passo a mão pelo cabelo, bocejo.

–AI CARALHO. – Soltei um grito de homem não muito masculino. Mas que é de homem, claro. – Que porra é essa?

Olho pro chão. Cacos de vidro o decoram. E um tijolo.

Levanto depressa, tomando cuidado pra não pisar nos cacos. Olho pra minha janela quebrada.

–O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?! — Gritei.

–É que... – Ficou vermelha.

–Você quebrou a minha janela!

–Eu estava jogando pedrinhas na sua janela, mas você não aparecia! – Defendeu-se.

–Então você tacou um tijolo, Rin?! – Bati na minha parede.

–É que eu achei que precisava ser algo maior pra fazer mais barulho e chamar sua atenção!

–ONDE JÁ SE VIU TACAR PEDRA NA JANELA DOS OUTROS PRA CHAMAR ATENÇÃO?

–Uma vez eu li em...

–Quieta. – Cortei-a. – O que você quer, peste?

–An... Bem... – Mexeu seus pés. Escondeu as mãos nas costas. Corou. – Eu queria saber se... Quer brincar comigo?

Encarei ela.

–Não. – Respondi. – Vai pela sombra.

–Mas Len! – Gritou. – Eu não tenho ninguém pra brincar, brinca comigo!

‘’Brinca comigo’’ é o cacete, mocinha.

Virei de costas e me joguei na cama.

Eu?

Brincar com ela?

Hahahahahahaha

Quero.

–ESPERA! – Gritei enquanto levantava da cama.

–Cruzes Len. – Reclamou lá de baixo. – Estamos só alguns metros de distância, não precisa gritar como se fosse vendedor de coxinha.

A Rin, vulgo, gorda e redonda, já esperava que eu fosse aceitar?

Quenga.

–Pô, como você é engraçada, realmente. – Ironizei.

–Aliás, o que te fez mudar de ideia tão rápido? – Pôs as mãos na cintura e fez cara de entediada.

–Porque você é estranha. – Disse.

–H-hey!

–Já estou descendo.

Afastei-me da janela, recuando alguns passose pisando em alguns cacos. Mexo meu pé. A sola da minha meia está tão enegrecida quanto carvão. Agora, tem pedaços de cacos nela. Não cortaram meu pé, ao menos. O que me lembra.

O que eu faço com isso?

Olhei em volta, vasculhando meu quarto com o olhar. É, vai ser o tapete mesmo.

Peguei meu tapete e joguei encima dos cacos.

Abri a porta do meu quarto e espiei meu corredor, nada fora do usual.

Calcei meus sapatos próximos à porta do meu quarto, logo saindo do mesmo.

////

–Olhando mais de perto, você é bochechuda. – Comentei. – Ah, e tem dentes tortos... E quando faz bico fica igual um pato... Olha só, mais um animal pra lista.

–Que lista?! – Reclamou. – Ah, como você é chato... – Choramingou.

–Faz o biquinho. – Olhei para aqueles lábios ressecados. – Quack, Rin. Quack.

–Para. Apenas para. – Balançou as mãos.

–Parei. – Fiz sinal de rendição. – Quer brincar de quê?

–Pode ser esconde-esconde?

–Quer dizer pique-esconde? – Perguntei só pra provocar, e levei um belo beliscão no braço. –Parei, é sério, parei.

Parei nada.

–Eu me escondo e você conta.

–Você tem certeza disso? Esconde-esconde só com duas pessoas é meio chato, não acha?

–Mas é minha brincadeira favorita! – Berrou. – E além do mais, agora é só você que eu tenho.

Olhei em volta. Estávamos no parque a dois quarteirões das nossas devidas casas. Nenhum balanço rangendo, gangorras fixadas no chão, casinhas vazias e escorregas sem bundas.

–Eu não quero ser seu amigo.

–Quê?

–Você é uma daquelas. – Encarei meus pés. – Só vai lembrar de mim quando outros te esquecerem.

Por um momento, tudo ficou em silêncio.

E ela me beliscou no braço. De novo.

–Eu mandei parar.

Olhei para ela irritado.

–Eu já parei de te encher o saco. – Resmunguei. – Caso não tenha percebido.

–Não isso. – Esticou aquela mãozinha e me beliscou de novo. – Pare de abaixar a cabeça. Você se faz de fraco. Dá impressão que as pessoas são mais importantes que você. – Virou o rosto. – Não gosto.

–Hm. – Murmurei, inclinando a minha cabeça para o lado. Ela está fazendo o bico.

–Imagino que as coisas não estão muito bem pra você agora.

–Jura? — Ironizei

Emburrou.

–Só não esqueça, Ellen. – Suspirou. – Talvez não seja hoje, talvez não seja amanhã, mas, no fim, vai ficar tudo bem.

–‘’Vai ficar tudo bem’’? – Repeti. – Você sonha demais, acha que o futuro é tão bom assim?

–Não sei. – Respondeu. – Só não se esqueça.

–Tá, tá... – Passei minha mão pelo cabelo. –Eu não esqueço, o que você quiser, Rin.

–Ótimo, podemos começar a brincadeira agora?

Virei de costas.

–Um, dois, três...

–Até cinquenta! – Gritou.

Cinquenta e sete segundos. Cinquenta e seis. Cinquenta e cinco.

Começo a listar lugares possíveis onde ela possa ter se escondido. Aqui é um parque, não imagino muitos lugares para ela ir.

Pensando como ela é, vai no carrinho do pipoqueiro e se joga nas pipocas.

Sorrio.

Ela é bobinha. E estranha. E bochechuda. E chata.

Bem chata.

Belo discurso. Lindo e copiado do Google, presumo.

–Pronta ou não, lá vou eu. – Falei. – Pique um, dois, três Rin.

–COMO ASSIM? – Saiu de trás de uma árvore. – ‘’Pique um, dois, três Rin’’ é uma pinóia!

Pinóia? Poxa Rin, esperava mais de você.

–Você se escondeu atrás de um graveto. – Reclamei. – Muito camuflada, que isso, parecia até um militar.

–Mais uma vez! – Declarou. – Essa não valeu.

Uma, duas, três, quatro, vinte e três. Vinte e três vezes brincando de esconde-esconde com a Rin porque ‘’essa não valeu’’.

Má perdedora.

Entreguei os yenes para o vendedor. Abri a embalagem e mordei um pedaço.

Andei até o banco em que ela estava sentada.

–Tá... – Mastiguei. – Tá tarde já. Vai pra casa.

–O quê que é isso?

–Chocolate com flocos.

–Chocolate com flocos?

–Chockito, anta. – Revirei os olhos.

–Me dá um pedaço? – Perguntou.

Olhei para ela, depois olhei pro chocolate.

–Não.

–Por quê?! – Reclamou.

–Porque ele é meu, e eu não quero dividir, simples assim.

Daí ela pegou o chocolate da minha mão e enfiou na boca.

Cara, que vontade de pegar aquela raquete elétrica e acertar a mão dela.

–Nossa, Rin. – Sorri. – Eu dei aquela cusparada caprichada aí nesse pedaço. – A olhei. – Tá todo babado, se duvidar , você até fica grávida de mim por culpa disso.

Primeiro ela se assustou.

Mas depois sorriu.

–Bobo...

Notas finais
''-Eu não quero ser seu amigo.'' AI G-ZUIS, OUTRO GAKUPO DA VIDA. Ellen, se acalme 9vin. Erm, pessoas, eu agora não tenho muitas novidades a partilhar com vossas senhorias, então me contem as novidades~ Sério mesmo, eu só tenho a avisar que ou no próximo, ou no próximo do próximo vai acontecer algo BEM IMPORTANTE, SABE De olho nas pistas que eu der, passarolhos :v Boa época de provas, pessoas ^-^ Vejo vocês nos reviews!!!