Karakuri Burst

21 Buquê de rosas.


Notas iniciais
Hello, ladys and gentlemans. HOJE É DIA DE UPGRADE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! What... The.... Fuck?! Primeiro, mudei de nome! Se acalmem, alguém aí achou que estava na fic errada, ou que alguém tinha hackeado a Sweet-chan? Cara, Sweet é meu segundo nome, Bonnibel é o primeiro, chequem meu perfil..... Agora sou a Bonnie!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Gosto mais desse do que Sweet, então.... A CAPA DA FIC SOFREU ALGUMAS ALTERAÇÕES!!!!!! O MAIOR CAP ATÉ AGORA!!!!!!!! IMAGEM MUITO KAWAII!!!! Por isso, hoje, sábado, É DIA DE UPGRADEEEEE! Avisos! 1.Cap Kamei! Shippadores de Mikaito, dessa vez, repito DESSA VEZ não vou obrigar ninguém a ler. 2. Eu tenho uma pergunta lá embaixo, gostaria que respondessem. Enjoy o upgrade!

MEIKO POV’S ON

Aproximadamente 3 semanas atrás...

Acenei para a Kagamine enquanto deixávamos o prédio da instalação, não consigo acreditar que aquela menina ficou encima de um elevador a 16 andares de altura!

–Até que eles formam um casal fofinho.

–Eu sempre achei isso! – Kaito fingiu estar ofendido. — Até mesmo antes do Len achar. Porque nunca me escutou?

–Porque...Ah, não sei! -Kaito começou a mexer nos seus bolsos até puxa seu telefone de lá — Vai ligar pra quem?

–Joe.

–Quem é esse fulano?

–Eu e a G-chan vamos contratar ele como pianista pro casamento deles! Ele é um cara requisitado, então vou contrata-lo agora!

–Devagar que minha mente não processa esse tipo de loucura tão rápido. Quem é G-chan?!

–Ah... É a Gumi! Ela é uma garota muito legal, ficamos decidindo os nomes dos filhos da Rin e do Len!

–Hum... — Olhei pro chão — Parece que gostou bastante dessa Gumi, hein.

–Ciuminho é? ( N.A: Mais alguém reconhece essa fala? )

–Claro que não! – Corei – E qual o nome dos capetinhas que vão ter cara de anjinhos?

–Porque seriam capetinhas?

–É o filho da Rin.... e do Len. Santinho é que não vai ser.

–Boa jogada, senhorita. Se for menino vai se chamar Rinto.

–Rinto? Até que não é um nome ruim...

–Meiko... – Kaito arregalou os olhos e cruzou os braços indignado – Ele é muito novo pra você!

Dei um tapa na nuca de Kaito.

–Não é isso idiota! – Bufei — É que eu esperava um nome ridículo vindo de vocês dois...Tipo: Godofredo, Onófre ou até mesmo...Nicodemos.

–Godofredo está em segundo plano, caso eles nãos gostem de Rinto. Mas eu não tinha pensado em Onófre!

–Esqueça, Kaito. Simplesmente esqueça. E se for menina?

–Aí vai se chamar Lenka.

–Meus parabéns – Bati palmas num misto de celebração e ironia – Escolheram nomes normais, e até mesmo bonitos! Mas e se eles não gostarem? Ou se irritarem por escolherem os nomes dos filhos DELES? E se não tiverem filho nenhum?

–Meiko! – Me repreendeu – Eles vão ter filhos sim!

–E se não tiverem? Vocês nem pararam para pensar nisso, né?

–É melhor não contradizer a pessoa que esta te dando carona. E tem mais: O Len é pervertido, então alguma hora vai rolar. – A Kagamine nem está aqui, e já me sinto envergonhada por ela – Eu sou o Sr.Romance e ele o Mr.Pervertido.

–......Sem comentários.

–Toma — Me jogou o capacete – Coloca aí.

–Ah não. Eu não suporto colocar esses capacetes!

–Sabe, se as autoridades não usarem, os motociclistas irão usar?

–Nossa Kaito, que profundo...

–Li num panfleto de segurança no trânsito. – Esqueçam isso que eu disse. – Se você colocar, eu te levo pra sair.

Corei de novo. Isso está acontecendo com muita frequência perto do Kaito, mas isso não me incomoda muito. Coloquei o capacete e esperei Kaito sentar na moto para subir na garupa. Assim que o fez, me sentei e me segurei no banco.

–Se segura em mim.

Kaito falou virando a cabeça pra trás, já dando partida na moto.

–Não vejo necessidade.

–Vou fazer você se segurar em mim.

–Ah claro, vai sim.

Depois disso Kaito acelerou com tudo e eu quase caí da moto. Quase imediatamente me agarrei em sua cintura. Ouvi uma pequena risada e me inclinei mais frente, tentando me aproximar do ombro de Kaito para ver se ele estava rindo da minha cara. Quando desisti disso, percebi que quase atropelamos o Len e a Kagamine.

–Até segunda! – Ele gritou. Olhei pra trás para verificar se não tínhamos os matado. Len deu de ombros e foi buscar seu carro enquanto a Kagamine olhava boquiaberta para nós.

–Vou te deixar na sua casa, e umas oito horas eu te pego.

–Ok.

Depois de cerca de 15 minutos chegamos no bairro residencial onde moro e Kaito me deixou em frente a minha casa. Desci da moto e tirei o capacete dos infernos.

–Oito horas. Não esquece.

–Tá Kaito. Onde a gente vai?

–Surpresa.

–E como vou saber como me arrumar?

Ele começou a dar partida na moto e antes de sair rua a fora, disse:

–Você é linda de qualquer jeito, Meiko.

Nossa, ainda bem que ele foi embora a tempo de não ver minha mutação de pessoa para tomate. Eu estava tão corada que minha cara pegava fogo. Mas por um segundo... Não queria que ele fosse... Balancei a cabeça me livrando desses pensamentos e peguei a chave de casa. Assim que entrei, vi no balcão o pedaço de papel que estava o número do mecânico. Já faz dois dias que a minha moto está pronta, então porque continuo a mentir para continuar vindo com Kaito?

Peguei o número do mecânico e joguei no lixo da cozinha. Fitei o relógio e suspirei, tenho uma hora e quinze minutos para me arrumar. Fui para o meu quarto e abri meu armário a procura de uma roupa.

...

...

Estou olhando isso a 20 minutos e não tenho a menor ideia do que vestir. Droga, Kaito! E se você me levar para comer um pastelão de queijo e eu for vestida com um kimono?! Meu Deus, meu Deus, meu Deus. Parece que estou jogando na loteria da vida. Mas parando pra pensar, faz tempos que eu não uso kimono, e a Kagamine sempre está usando um, e olha como está a relação dela com o Len....OPA! Não foi isso que eu quis dizer.... Eu acho...

Tá decidido. Vou de kimono.

Separei o que precisaria e entrei no banho. Lavei meu cabelo, e saí. Coloquei minhas roupas intimas e depois o kimono rosa com pontas vermelhas. Peguei meu secador e comecei a pentear e secar meu cabelo ao mesmo tempo. Quando terminei, pus uma flor vermelha.

Estou começando a te entender Kagamine.

Coloquei uma maquiagem leve, e depois me olhei completa no espelho. Porque estava arrumada desse jeito? Como se fosse pra impressionar alguém...

Esses pensamentos se dissiparam pela buzina da moto. Nossa, eu gastei tanto tempo assim? Saí de casa e me virei para trancar a porta. Engoli em seco, vou vestida assim mesmo? Força Meiko, você consegue. Me virei para Kaito, que estava... Lindo.

Não sei como dizer isso, mas ele estava com uma roupa parecida com nosso uniforme, e mesmo que ainda estivesse com ele, Kaito estava... Diferente? É diferente. Parecia mais bonito. Será que estou vendo ele de maneira diferente ou simplesmente estou ficando louca?

Fui até a moto, me sentei e me segurei nele. Ele virou pra trás com uma cara de vitória e sorriu de canto.

–O que foi?

–Finalmente está entendendo como as coisas funcionam por aqui.

Do que ele estava falando?! Olhei para mim mesma para ver se não tinha nada de errado comigo, até que meu olhar caiu em meus braços. Estou segurando ele. Por livre e espontânea vontade. Como isso aconteceu?!

Me encolhi atrás dele por pura vergonha. Ele começou a dar partida na moto e fomos até ‘’algum lugar’’, porque Kaito não quer me contar onde, já que disse que é surpresa. Paramos perto de um parque, e como estava de noite, as estrelas enfeitavam o céu.

Kaito andava mais a frente, e não era por ignorância. ANDAR DE SALTOS É DIFICIL! Como a Kagamine consegue fazer isso todo tempo? Deve ser só pro Len não chama-la de ‘’Pequena’’

Estava bem atrás de Kaito até que ele parou e reparou na minha falha e inútil tentativa de acompanhar seu ritmo. Achei que ele iria rir de mim e falar para eu andar mais de bota, como normalmente faço, mas ele voltou e pegou na minha mão. E é claro que eu corei. Notando esses tomates na minha cara ele sorriu.

–Assim vamos juntos, no mesmo ritmo.

–Ah...Obrigada.

Tenho que dizer que andar de mãos dadas com Kaito só me fez corar ao nível extremo. Mas com tempo, acabei me acostumando e relaxando. Estava acompanhando o voo dos vagalumes pelo parque quando passamos por uma pequena floricultura. Kaito parou em frente a lojinha e ficou encarando as flores.

–As flores estão te hipnotizando?

–As flores? Não... É uma pessoa que faz isso comigo.

Mesmo não sabendo de quem ele estava falando, adivinha o que eu fiz? Corei.... Isso vai definir minha vida daqui pra frente.

–Narcisos não. Margaridas não. Tulipas não. Hortênsias não. Sakura não. Crisântemo não. Copo de Leite não...

–Kaito... Que isso?

–Dama da Noite não. Girassol não. Lírios não. Begônia não. Violeta não. Rosas... Sim. Rosas sim. Senhor, por favor eu quero um buquê de rosas.

–De que cor?

–Hum.... – Olhou pra mim – Brancas.

–Aqui está.

Kaito pagou ao velhinho e me estendeu o buquê com cara de satisfeito.

–Obrigada, Kaito. São as minhas favoritas.

–Eu sei. Só estava me lembrando.

–Hum?

–Um dia você disse... Que suas flores favoritas eram rosas brancas. Então fiquei vendo cada tipo de flor para ter certeza que não erraria.

Isso foi tão fofo....

–Também sei disso.

ESPERA AI.... EU DISSE AQUILO EM VOZ ALTA?!

–Sim – Começou a rir – E continua falando.

Enfiei minha cara nas flores para esconder minha vergonha. Se ele perguntasse qualquer coisa diria que estava sentindo o perfume das rosas. Assim que pude levantar minha cara para o mundo, tínhamos chegado em frente a um restaurante.

–Mesa pra dois? – A atendente perguntou.

–Sim. – Kaito respondeu.

Depois a mulher olhou pra mim e abriu um largo sorriso.

–Sabe, temos no segundo andar uma aérea reservada para casais, gostariam de ir?

–Erm... – Abri a boca pra falar alguma coisa, mas Kaito me cortou.

–Sim, por favor.

Então a moça nos levou até o segundo andar do restaurante, que em cada mesa tinha uma vela, e a combinação das luzes apagadas deixava tudo ainda mais....Romântico?

As mesas eram baixas, pois estávamos em um tradicional restaurante japonês, onde temos que nos sentar em uma almofada rente a mesa com as pernas cruzadas. Me sentei de um lado, e Kaito do outro. Estava olhando como as coisas ao redor eram lindas, a decoração daquele lugar era deslumbrante, logo percebi que éramos os únicos no segundo andar. Me virei para Kaito que estava me observando.

–Esse lugar é incrível! – Falei sorrindo, maravilhada com esse lugar.

Kaito suspirou e encarou fundo os meus olhos.

–A única coisa mais incrível que o seu sorriso, é quando você sorri para mim.

ADIVINHEM........... C-O-R-E-I.

–Quer dizer que você cora quando falamos a verdade? — Kaito riu e bebericou a água que estava em seu copo.

A garçonete chegou e Kaito escolheu nossos pedidos. Ela trouxe o sake característico da casa e nos serviu uma dose. Nosso pedido chegou. A entrada era Chun Juan¹ e o prato principal era Yang Zhou Chao Fan² . Depois para sobremesa, Kaito pediu um sorvete com calda de chocolate numa taça para dividirmos. Eu e Kaito começamos a comer, e no meio do processo Kaito sujou sua boca com a calda de chocolate e não percebeu. Me inclinei mais para frente e coloquei minha mão próxima a sua face e limpei o chocolate da sua boca com os dedos. Kaito parou de comer e ficou me encarando. Assim que terminei, meus olhos se encontraram com os seus.

–Estava.... sujo.

Eu não tinha mais o que dizer, fiquei hipnotizada com seus olhos azuis. Não azuis como os do Len. Não, era mais profundo, um azul mais oceânico, aquele que assim que você encontra, deseja nunca mais perder.

Ele se inclinou para frente e o inevitável aconteceu.

Beijar Kaito foi como se nada em volta importasse ou existisse, além de nós dois e o momento.

Mas ele foi quebrado pelo toque de um celular.

Kaito não parou para atender, como seu celular é de touch, ele simplesmente clicou em qualquer coisa. Parecia que era para escutar a mensagem de voz.

’Kaito!!!’’– Parecia Luka no telefone.

Escuta, estou quase pulando de emoção! Finalmente achei o anel! FINALMENTE!

Estou super empolgada para quando você fazer a proposta! E vai ser na frente de todo mundo!!

Opa, do que ela estava falando?

Vai ser incrível todos irão ver como esse amor é poderoso! Eu sei que ficamos dias procurando esse anel, mas agora que achei sei que ele é perfeito!

A Meiko nem desconfia....Vai ser uma surpresa e tanto, né?

Não.... Não. NÃO PODE SER. Porque ele e Luka fariam uma coisa dessas?! Trair a minha confiança? Se eles vão ficar juntos porq ue é que ele esta tendo todo esse trabalho de me iludir?!

Empurrei Kaito para longe de mim e me levantei rápido da mesa.

–Espera Meiko! Não é o que você esta pensan...

–Claro que não é! Não é o que estou pensando, É O QUE ESTA ACONTECENDO!

Corri sem olhar pra trás daquele restaurante com lágrimas nos olhos. Corri até aquele mesmo parque e passei em frente aquele pequena lojinha de antes, não olhava pra onde pisava, não olhava pra onde ia. Sabia que em quesito correr os meninos da nossa equipe sempre foram melhores, e eu ainda estava usando aquele maldito salto alto, então me escondi atrás de uma árvore qualquer. Deslizei até o chão me apoiando na árvore e abracei minhas pernas, enquanto escondia meu rosto tentando abafar os soluços.

–MEIKO!

Sabia que Kaito viria atrás de mim, então me encolhi ainda mais atrás da árvore.

–MEIKO! POR FAVOR!

Eu dormiria lá se fosse necessário, só não queria vê-lo nesse final de semana, só vou odiar segunda, que vai ser impossível não vê-lo. Os gritos ficaram mais distanciados, então sabia que estava indo até a outra ponta do parque. Aproveitei e segui na direção contrária, exatamente da onde saí correndo. Um casal tinha acabado de entrar no restaurante e sair de um taxi, então aproveitei e entrei nele. Pedi para o motorista me levar ao meu endereço, e quando cheguei em casa foi quando desabei de verdade. Chorava enquanto me arragava no travesseiro. Tinha algo me incomodando no fim do kimono, então levantei minha cabeça e tateei o final da minha roupa para encontrar o que me inquietava. Assim que peguei, levei meu indicador na boca. Tinha me machucado com um espinho. Tinha uma rosa presa no meu kimono. Uma rosa branca.

Sentei na cama e a peguei. Como ela havia parado ali? Ah sim, quando passei em frente a lojinha enquanto corria uma delas deve ter prendido no meu kimono. Pus as mãos em suas pétalas e instantaneamente me lembrei do que aconteceu essa noite. Várias pétalas da rosa começaram a cair e se espalhar pelo meu quarto. Coloquei a rosa com flores faltando ao meu lado e dormi.

//////////////

Acordei com meu telefone tocando as 5:30 da manhã. Juro que se for o Bakaito vou tacar esse telefone na parede! Oh sim, Bakaito, é a junção de idiota com Kaito, Bakaito.

Mas não, era a organização. Fiquei um pouco decepcionada de não ser ele, mas devia ficar feliz também. Atendi.

–Alo?

–Meiko?

–Que quié?

–Oi Meiko, aqui é o Dell. Precisamos de você aqui.

–Na porcaria de um sábado?!

–Len falou a mesma coisa, ou algo parecido.

–O Bakaito vai estar lá?

–Quem?

–Vai... é obvio... – Me lamentei – O que aconteceu?

–Um maníaco fugiu.

–Tá, tá, já chego aí.

Desliguei o telefone e me arrumei rápido. Normalmente Kaito viria me buscar, mas eu não estou no espirito disso, então fui andando até a oficina para buscar minha moto. Assim que a peguei, dirigi até a organização. Infelizmente, Luka e Bakaito chegaram ao mesmo tempo que eu, e assim que Bakaito me viu, veio em minha direção. Sorte que no processo Len quase o atropelou quando chegou com seu carro, andando naquela velocidade da luz que ele sempre anda. Acho que foi um tipo de vingança. Obrigada Len, mas na próxima, não fique no ‘’quase’’.

Len saiu do seu carro e nós 4 fomos entrar no elevador. Ninguém parecia muito a vontade de estar ali num sábado, mas Len parecia estranhamente feliz, e acabava nos fazendo rir mesmo eu achando impossível. Definitivamente alguma coisa aconteceu com a Rin e o Len no dia que foram embora juntos.

Fomos vigiar câmeras, e sempre que Bakaito tentava falar alguma coisa comigo, eu virava a cara. Luka tentava se comunicar também, mas eu fazia a mesma coisa. Depois de algumas horas descobrimos a localização do maníaco, e o sorriso que Len estampava no rosto sumiu.

Fomos até o shopping, onde Bakaito começou a fazer a negociação com o maníaco. Assim que ele disse o nome da Rin, virei minha cabeça para Len, e por um segundo, vi ele empalidecer. Bakaito fez um sinal para que os policiais segurassem Len, que por um tempo adiantou.

Assim que o maníaco saiu do shopping com a Rin, ela mal conseguia abrir os olhos. Quando percebi o quanto de sangue escorria da sua perna, mordi meu lábio de nervoso. Cresceu um ódio no meu coração. Se eu estou assim, imagino Len.

O pior foi o que aconteceu depois, quando ele deu o golpe definitivo na Rin. Dessa vez eu gritei. Fiquei parada, completamente imóvel. Len começou a gritar com ela coisas completamente sem sentindo, mas se fosse a pessoa que amo ali no chão, também não pensaria direito.

Len tentou de tudo para salva-la. Ela foi dada como morta, então foi a primeira vez que vi Len chorar. Não era somente tristeza, era dor, era mágoa, era culpa.

Só que milagres acontecem. Todo dia, toda hora, e dessa vez foi para Len. Rin tinha pulso. Fomos todos ao hospital esperar ela operar, o que durou incríveis 8 horas. Len não parava quieto por meio segundo. A vibração estava tão ruim, que era indelicado falar com qualquer coisa. Agradeci pelo silencio. Kaito me encarava esperando a primeira oportunidade de conversa.

Descobrimos que a Rin sobreviveu, porem, estava em coma. Len correu mais do que quando anda de carro até o quarto da Rin. Então, quando a viu, foi como quebrar um cristal. Ele ficou destruído.

Puxou uma poltrona e ficou chorando, gritando consigo mesmo. Foi nessa hora, antes de todo mundo, que deixei o hospital.

Visitava ele e a Rin separadamente de todos, ignorando as mensagens e ligações que Kaito e Luka deixavam. Sei que não poderia fugir pra sempre, mas quanto mais tempo eu me afastar melhor.

Passaram quase 3 semanas desde o incidente. E pela primeira vez, vou visitar Len e Rin com Kaito e Luka

Presente.

Entrei no quarto, já esperando encontrar aqueles dois. Não Len e Rin, Sim Kaito e Luka.

–Len, você vai ser demitido! – Gritou Kaito, nenhum dos 3 havia notado minha presença ali. 4 com a Kagamine –Todo esse tempo treinando foi pra nada?!

Len não respondeu. O que era normal. Depois do décimo dia ele parou de falar.

–Len... Por favor – Luka pedia – Você não pode ficar aqui desse jeito, é importante você se cuidar, para cuidar dela!

–KAGAMINE LEN! – Me pronunciei, meio que... Gritando. Fazendo as pessoas me notarem ali – Você vai trabalhar e vai agora! Escuta aqui seu... Seu... – Como a Kagamine chama ele mesmo? Ah é. – OXIGENADO! – Ele levantou a cabeça para me olhar, o que foi um grande choque, já que ele não fazia praticamente nada. – VÁ AGORA MESMO SE ARRUMAR! Porque eu garanto que a Rin vai acordar logo, logo e não vai querer ver que o príncipe encantado que ela tinha antes se transformou na droga de um sapo! DESEMPREGADO E FEIO! Olha que combinação atraente!

Nossa. Já sei que seu não quiser trabalhar mais na Karakuri posso ser palestrante de discursos auto motivacionais.

Ele ficou quieto por uns instantes, e eu já estava desisitindo da ideia de que íamos tirar ele de lá. Até que ele levantou.

–Tem razão Meiko. – Sorriu para Rin – Farei isso por ela.

–E eu fico aqui.

–Não. – Kaito falou. – Você vem com a gente Meiko, temos que conversar.

–Len! Não podemos deixar ela aqui sozinha, podemos?

–Não. Kaito, pare de encher o saco da Meiko. Ela vai ficar aqui. É uma ordem minha, e não vai ter ninguém que desobedeça.

HÁ-HÁ-HÁ. Vai fazer o que agora, Bakaito?

Ele olhou para Len com raiva, e assentiu a contra gosto.

Sentei na poltrona onde Len estava. E os vi sair pela porta.

Sem nada para fazer, peguei meu telefone e reparei na quantidade de mensagens que tinha. Cliquei em ‘’excluir tudo’’ e apareceu o seguinte aviso:

‘’Deseja realmente apagar as mensagens?’’

Kaito...

‘’Não’’

Visualizei a ultima mensagem que recebi. Era de Kaito.

‘’Meiko, eu achei alguém.

Eu encontrei alguém que eu não tenho medo de admitir que sinto falta. Encontrei alguém que eu sei que não é perfeita, mas eu trato como se fosse. Encontrei alguém que o meu maior medo é a perder. Encontrei alguém que entrego completamente o meu coração. Encontrei alguém que eu posso dizer ‘’Eu te amo’’ e realmente agir desse jeito. Encontrei alguém que todas as manhãs em que eu acordar, com ela já com seus cabelos brancos, não irei pensar duas vezes antes de me apaixonar novamente.

Esse alguém é você, Meiko.

Eu te amo.

Perdão, por isso.’’

Arrependimento é pouco. Arrependimento é pouco para dizer o que estou sentindo. PORQUE EM SÃ CONSCIENCIA EU AFASTEI UMA PESSOA DESSAS DA VIDA?!

–Ele pode ser tapado, anormal, pervertido, louco, bobão, metido, esquisito, maníaco por sorvete, e muitos mais defeitos! Mas é ele quem eu amo! Não posso continuar negando! Você entende isso Kagamine?

Ela continuava lá. Quieta.

Abaixei a cabeça.

–E é por isso que o amo...

–Meiko?!

–Aiiii! – MEU CORAÇÃO.– Que susto, Kagamine!

Olhei para ela incrédula. Piquei os olhos com força.

–KAGAMINE! Você acordou!

–Hm?

–Finalmente. Já tava na hora, hein.

–Acordar? Que foi, eu dormi?

–É.

–Mas... – Olhei para janela do quarto – Está de noite! Lembro que Nero me atacou quando era quase noite!

–Sim. Há mais ou menos três semanas atrás.

–QUE?!

–Rin, daqui a dois dias vai completar 3 semanas que você está em coma.

Ela pareceu entrar em choque.

–Não, não, não, não! Era... Era inicio de Julho quando tudo aconteceu! Tenho certeza!

–Eu também não duvido! – levantei as mãos. – Olha no calendário, celular, pergunta pra qualquer um, mas estamos quase em Agosto!

–Ah...... Não acredito. Todo esse tempo eu estava em coma?!

–É. No dia do incidente, ninguém achou que você iria sobreviver. Você já estava declarada morta, até que você falou com Len.

–Falei?

–É. Algo relacionado a promessas.

–Ah, verdade. Ia dizer pra esse idiota que ele não podia se matar por minha causa! Promessas são promessas! Não pode prometer que vai se matar!

–Calma. O LEN IA FAZER O QUE?!

–Que droga, ele tem retardo mental?! Ele tá o que? Louco?

–Não. Apaixonado. – Não teve como não pensar na minha história.–Vou te mostrar uma coisa.

Levantei da poltrona e fui até o interruptor de luz.

Reparando na cara da Kagamine, dei um sorriso.

–Tá assustada? Devia mesmo. No dia em que vimos tudo isso aqui todos petrificamos.

–Isso... Isso é...

–Len tem te esperado bastante, Kagamine. — Sentei na poltrona. — Então ele comprou todas essas coisas pra quando você acordar.

–Ele.... Ficou indo de loja em loja comprando todas essas coisas.... Pra mim?

–Por favor... Claro que não. Em nenhum momento ele desgrudou dessa poltrona. Não tirava os olhos de você. Só pegava o telefone e discava o número, enquanto esperava o entregador chegar. Sem falar que ele repôs tudo que murchou ou morreu.

–E... Onde que ele tá?

–Bem, essa é uma história de amor e sofrimento. Tá pronta pra ouvir?

Assentiu com a cabeça.

–Enfim. Você passou por uma cirurgia, o que também foi incrível ter sobrevivido, devo admitir. Len não parava quieto na sala de espera. Andava de um lado pro outro feito um doido, e não parou com isso durante todas as 8 horas que você esteve em cirurgia.

–COMO ASSIM 8 HORAS?!

–Uma hora tem 60 minutos, mulher. Multiplique por 8 e...

–Ele ficou me esperando por 480 minutos?!

–Não. Esse foi o tempo que ele esperou a cirurgia. O tempo que ele está te esperando é... Vejamos, foram duas semanas e 5 dias, o que quer dizer que foram 19 dias e...

–Dispenso essa matemática toda. Voltando a história....

–Bem, quando acabou a cirurgia e o cirurgião disse que você estava bem, não teve como não conter a emoção. Só que.... Quando ele disse que você estava em coma foi como levar uma facada.

–Nossa... Que sentimento familiar... — Falou com ironia.

–Ah, é mesmo. Desculpe. Continuando, Len reagiu da pior maneira. Parecia que ia destruir metade do hospital só com o olhar. Então, fomos levados ao seu quarto, e quando Len te viu, petrificou, vendo como estava ligada a máquinas e tubos.

–Hm.... – Ela parecia ressentida

–Então o sentimento de culpa o abateu. Ele começou a se culpar pelas coisas que tinham te acontecido, que nunca deveria ter te deixado naquela manhã, e que não tem o direito de te amar.

–Mas ele não tem culpa de nada! – Gritou desesperada.

–Eu sei, eu sei... – Ela precisava de um abraço, então eu dei. – Mas ele não quer aceitar isso, Rin.

–O que mais aconteceu, Meiko?!

–Não sei se devo continuar com essa histó...

–POR FAVOR! – Gritou. – Por favor, não me esconda nada.

–Ele... Ficou se culpando por tudo. Arrastou essa poltrona até seu lado e começou a chorar desesperadamente gritando pra você voltar. Foi realmente... Duro de assistir aquilo. Nós não podíamos ajuda-lo. Ele recusava ajuda. Depois... Bem, ele não deixava ninguém chegar perto de você. Te visitamos nos primeiros dias, mas ele fazia um sorriso forçado e mandava indiretas para que fossemos embora. Numa dessas, resolvemos ficar atrás da porta para ver o que acontecia. Toda vez que ficavam sozinhos, ele conversava com você. Dia e noite, noite e dia. Só as enfermeiras podiam se aproximar, ele entendia que você precisava delas. No nono dia você piorou repentinamente. Acho que daí em diante foi o limite para Len. Ele resolveu que não tiraria os olhos de você. Disse que não seria tão inútil. Ele não comia, não bebia, não fazia mais nada além de te observar. Vimos que a situação estava séria. Então, resolvemos não te visitar, mas o visitar. Deixávamos comida e água. Que raramente eram consumidas. Foi aí que ele atingiu um número significativo de faltas no trabalho. Ia ser demitido. Mas não podíamos deixar que isso acontecesse! Ele dedicou toda a sua vida, e se faltasse mais um dia tudo seria como jogar tudo no lixo.

–E então? – Perguntou preocupada

–Quando o avisamos isso era o décimo oitavo dia, ou seja, ontem. Ele não respondeu. Ficou quieto. Então falei que você iria acordar hoje, e que eu estaria aqui. E quando acordasse não ia gostar nem um pouquinho te ver desempregado, mal arrumado, e quase entrando em depressão. Incrivelmente deu certo! Quando estávamos quase indo embora ele levantou da poltrona pela primeira vez a nossa vista. E sorriu, dizendo que era por você. Isso foi ontem de noite, e agora estamos na madrugada do décimo nono dia. – Olhei para meu relógio.- Não deve demorar muito para eles chegarem.

–Eu... Porque eu só trago tristeza?! – COMO?! Esse papel é meu!

–Não seja idiota, Kagamine! Você é a melhor coisa que já aconteceu ao Len. Não tem o direito de falar essas coisas!

Ela olhou pra mim espantada. E daí? É a verdade, se tiver que dar bronca, vou dar.

–Desculpa.

–É bom mesmo.

–Eu... – Parou de falar.

Len tinha chegado e não perdeu tempo para abraça-la. Eles começaram a conversar, e assim que vi Kaito minha animação foi pros ares. Comecei a sorrir falsamente, e assim que tive oportunidade fui embora.

Comecei a caminhar para fora do hospital, pensando nas burradas que faço. Estava bem, até Kaito segurar minha mão.

–Chega de fugir. Por favor Meiko. Pare de fugir de mim.

–Eu... – Vi Luka chegar logo atrás. – Chega disso, Kaito. – Voltei ao meu tom duro.

–Meiko, por favor. Você está misturando as coisas!

–Se vocês tem um relacionamento, pra que você fez isso?!

–Eu não tenho relacionamento nenhum com a Luka! Você é cega? A mulher que eu amo está na minha frente!

–É mentira!

–Não é! – Kaito começou a ficar irritado. – Você pode duvidar o que quiser! Menos o meu amor por você!

Fiquei em silencio. Encarando Kaito com tristeza.

–Pare de mentir....

Abaixei a cabeça.

–Tá bom. Você duvida de mim? Tudo bem. — Kaito falou me olhando irritado. – Toma. Escuta.

Ele me entregou seu celular e saiu andando. Luka olhou pra mim com tristeza e voltou para o hospital. Sozinha, mais uma vez. Sentei no banco de uma praça que tinha não muito longe dali. E pus pra tocar o que quer que fosse.

’Kaito!!!

Escuta, estou quase pulando de emoção! Finalmente achei o anel! FINALMENTE!

Estou super empolgada para quando você fazer a proposta! E vai ser na frente de todo mundo!!

Vai ser incrível todos irão ver como esse amor é poderoso! Eu sei que ficamos dias procurando esse anel, mas agora que achei sei que ele é perfeito!

A Meiko nem desconfia....Vai ser uma surpresa e tanto, né?

Não acredito que finalmente, depois de todo esse tempo, tomou coragem pra se declarar pra ela! Vai ser incrível esse seu pedido de namoro! Épico!

Finalmente achei o anel com formato de rosas! ALELUIA!

Enfim, segunda é o dia, hein!

Tchau!’’

Assim que a mensagem terminou de tocar eu levantei do banco correndo. Estava chegando na outra ponta da praça quando passo em frente aquela lojinha. Pego uma rosa branca e saio correndo novamente, não parando para pensar no que estava fazendo. Quando vejo seus cabelos azuis balançando com o vento enquanto caminha pela calçada não penso duas vezes antes de abraça-lo por trás.

Ele olha pra mim surpreso e eu estico meu braço, entregando a rosa a ele.

Ele me retribui com o sorriso.

Algumas vezes seu coração precisa de mais tempo para aceitar o que sua mente já sabia.

Notas finais
O mundo não é lindo? Tia Bonnie também acha. Chun Juan¹ - Rolinho da primavera. A comida é frita, feita com legumes da primavera enrolados numa capa de farinha de trigo. Tradicionalmente, serve-se a comida na primavera. Hoje em dia, em todas as estações é servido, com molho agridoce; Yang Zhou Chao Fan ² - arroz frito à maneira de Yang Zhou. É arroz frito junto com toucinho defumado, ovo, camarão e legumes da estação Queria dizer uma coisa a vocês!!!!! Não a vocês que favoritam, não a vocês que só comentam, não a vocês que comentam e favoritam ( Que são meus xodós ) E SIM A VOCÊS! Isso mesmo, vocês ai fantasmas, que não tem conta no Nyah! VÁ SE CADASTRAR PÔ. Só pra vocês terem idéia o meu MENOR indice de visualizações por capitulo é 60!! 60. E É O MENOR!!!! Pensando que eu tenho 33 favoritos, é quase o dobro!!!! E sabe qual o maior? 127!!!! É quase o quadriplo!!!! TRATEM DE SE CADASTRAR! Agora a pergunta: Vocês querem saber quantos caps faltam para o fim da fic? CALMA QUE TA LONGE! Mas eu já tenho o numero contado. Eu preferia não contar a vocês, porque aí cada vez que terminar um novo cap vocês vão ficar pensando: Ah, não, agora falta X cap para acabar.... Que droga'' Então eu prefiro não contar, mas isso cabe a vocês. MAS TÁ LONGE, OK? Vejo vocês nos reviews, e não esqueçam de responder, ok?