Karakuri Burst

6 Bifurcação da Noite


Notas iniciais
UHUHUUUUUUUU 10 favoritos! eu amo vocês, sério. Acho que vai acabar ficando assim mesmo, cerca de 1 semana pra postar ou menos, fazer o que. Otaku! leia com atenção!

RIN POV’S ON

Presente.

–Não! Porque teria? Apesar de tudo você é apenas um lixo inútil!

–Apesar de tudo, sou apenas uma marionete descartável. – Murmurei.

–Pela primeira vez, concordo.

–Argh! Esqueça o que eu te disse. — Nota mental: Nada de devaneios perto do Len.

–Pode me responder, por favor?

–Ãn?

–Quem era o cara? – Ele já esta me irritando com esse negócio de ‘’cara’’.

–Pela centésima vez, que cara?!

–Estou falando do cara do beco.

–O que? – Pensa Rin, pensa. – Ah não sei, mas ele sabe de algo muito importante. – Falei mais pra mim do que pra ele.

–Que seria?

–A senha do banco da sua tia! – Fez uma cara de bunda. — Por favor Len, se manque!

– Não me chame assim!

–Vou te chamar de que? Pateta-estressadinho-que-fica-me-perseguindo-e-que-não-sabe-usar-uma-arma?

–Ah, cala boca. – Emburrou.

–Eu preciso de respostas.

–Seja mais direta.

–Você viu o ‘’cara’’, ele disse o que?

–Algo como ‘’pra que foi criada’’ – Eu realmente não estava alucinando.

–E depois?

–Me viu e foi embora. Esta satisfeita?

–Ah... Sim. – Que pergunta mais esquisita.

–Então mãos ao alto.- Falou depois de erguer sua katana.

–Essa fala é minha. — Saquei minha arma.

–Mas nós estamos em maior número. — Uma voz surgiu atrás de mim, e senti a ponta da katana roçar no meu pescoço. Kaito Shion.

Contei, contei mais uma vez, e senti falta de alguém.

–Ué cadê a rosinha?

–Mãos ao alto! E mais respeito ao falar da Luka.- Mais uma katana erguida, Meiko Sakine.

– A moranguinho esta cuidando da berinjela?

Kaito e Meiko fizeram uma cara de WTF?! E Len traduziu:

–Luka, Gakupo.

–Ela está falando demais para uma prisioneira. – Kaito falou.

–Mas estou falando adequadamente para uma civil em liberdade. – Rebati.

– E o que a faz pensar isso? – Meiko me provocou.

–Isso. – E ninguém me provoca. Atirei no pé da Meiko que caiu em cima de Kaito enquanto xingava meios palavrões e coisas que eu nem faço ideia. Aproveitei a oportunidade e me espremi nas vielas que davam ligação a uma rua com bifurcação, mas ela estava quieta, muito quieta. Mesmo com janelas, portas e estabelecimentos abertos.

A viela na qual me espremi era muito pequena, não tinha como eles passarem a não ser que subissem nos telhados e... Oh raios! Olhei pra cima e lá estava ele, caindo. Meu Deus! Ele está mirando em mim? Pulei pro lado e passei de raspão de suas botas pesadas. Acabei batendo o braço em algumas garrafas de cerveja que logo se quebraram e consequentemente me cortaram. Len apontou a katana na minha cabeça enquanto pisava no meu pulso do braço que estava sadio, me incapacitando de atirar na sua testa. Tinha que admitir, estava doendo muito.

Meu outro braço não estava se recuperando do jeito que esperava e se fizesse alguma coisa rasgaria ainda mais os cortes. Mas eu ainda tenho pés e o que ia fazer ia doer muito mais nele do que em mim, cheguei a hesitar, mas era ele ou eu.

–Últimas palavras em liberdade?

–Mãos pra baixo.

–Ãn?

E chutei. Chutei com saltos ainda por cima, e com força. Talvez o Len não tenha filhos. A cara dele foi indescritível e caiu no chão exatamente na minha frente, como se fossem espelho um do outro. Me sentei e agora sentia dor nas costas e bastante cansaço, analisei o local novamente e.... Ah não. As portas, janelas, e estabelecimentos fecharam rapidamente e bruscamente e também não era pra menos.

–P-Pra que tudo isso?- Ele tinha até dificuldade em falar.

–Shhh... – Coloquei o indicador na boca dele. – Quieto!

–Como?! Você chutou o meu... – Cortei-o.

–Shhh! – Incrível como não choveu saliva — Q-U-I-E-T-O! Só sussurre. — Gritei sussurrando, se é que é possível.

– Mais uma vez: Pra que tudo isso?!

Mandei um olhar censurador, será que ele não entendeu que é pra sussurrar?

–Ok, entendi... Mas se for uma situação de perigo estamos ferrados.

Nem precisei perguntar, minha expressão já indicava um ‘’Não entendi’’

–Suas mãos já tiveram dias melhores e estou manco – Soltei um risinho – E além disso, Kaito vai ficar com a Meiko, porque certa pessoa gosta de deixar as outras mancas!

–Então estão mesmo ferrados.

Aquela voz... Eu sabia! Conhecia aquela rua, foi onde consegui a atadura do pescoço. Bifurcação da Noite: esse era o nome daquele lugar. Consegui muitos inimigos e jurei nunca mais por o pé aqui se quisesse ver o sol nascer novamente.

–Kasane, que felicidade em revê-la. – Disse com um sorriso.

–Menos cinismo Kagamine. – Ela respondeu.

Olhei para Len e movi os lábios sem produzir som: ‘’Prepare-se’’. Assentiu e perguntou do mesmo modo: ‘’Trégua?’’ também assenti e num pulo levantamos e preparamos nossas armas

–Eu te conheço loirinho. Deixe-me pensar... Kagamine Len, agente oficial da Karakuri né? Como consegue trabalhar naquele lugar?

Pode até ser porque ela é a vilã e ele o mocinho, mas senti que tinha algo a mais do que o simples ódio pelas autoridades.

–E eu não te conheço, até onde sei é só Kasane. – Ele deu de ombros.

–É Teto pra você, loirinho. – E deu uma piscadinha pra ele, Ai que oferecida! – E vocês estão no território da Kasane.

–Mas você jura? Não deixa ninguém esquecer!- Essa garota parece um papagaio de tanto repetir essa frase.

–Mas você veio assim mesmo não é?- Toma Rin, devia ter ficado quieta. – Eu salvo o de olhos azuis, mas a de olhos de sangue vai pagar o que deve.

–Kagamine, que honra recebe-la.

–Olá Ted. – Com esse daí me simpatizo mais, mesmo sendo irmão da Kasane.

–Ted? Ted, seu imbecil! – Len?

–Como vai, Len? – Esboçou um sorriso.

–Andando, se quer saber!

–Hein? – Eu não estava entendendo nada.

–Ele entrou como espião na Karakuri e quando foi descoberto tentou atirar nas minhas costas!

–Há sempre uma segunda chance não é mesmo? – Ted estava brincando com fogo.

–Pode até ser, mas vocês dois não são páreos pra nós. – Não, nós estávamos brincando com fogo. Len! Por quê? Pra que? Olhei pra ele com completo desespero e ele captou a mensagem, porque começou a ficar preocupado.

–Quem foi que disse que estamos sozinhos?

Então uma orda de cabelos vermelhos, tochas e bandeiras com ‘’KT’’ bem grandes surgiram de todos os lados nos encurralando.

–É... –Riu.- Pelo visto vocês dois não são páreos para nós.

Começou: eu e Len estávamos sozinhos no meio de toda aquela gente, éramos 2 pontinhos amarelos no meio do mar vermelho. Recuamos e acabamos batendo um nas costas do outro.

–O que você aprontou Kagamine?- Ótimo, agora sussurra.

–Isso importa agora? – Não dei chance de responder. – Eis o plano: Desvie e enfrente, vamos tentar formar uma passagem para corrermos.

E como era uma bifurcação devíamos escolher entre direita e esquerda, e como tenho azar com a direita, vai ser a esquerda mesmo.

–Esquerda. – Não sei se ele entendeu ou não, mas eu não pude explica-lo.

Sem ao menos dar aviso todos eles vieram pra cima de nós, atirei no primeiro maluco que tentou me queimar e depois no cara com correntes presas nas mãos, me abaixei e senti alguns fios serem arrancados pela espada de um sujeito que atirei no peito. Levantei só a tempo de desviar de estrelas kunai. Ted e Teto assistiam tudo de ‘’camarote’’, eles estavam no telhado de uma mercearia que estava fechada assim como todas as portas e janelas de tudo que tinha naquele lugar.

Não queria admitir mas o Len lutava muito bem e a katana levava a melhor neste combate. O tempo estava passando e tanto eu quanto Len estávamos exaustos. Atirei em 100 de 500, minha munição estava acabando e eu me recuso a depender do Len.

–Len! Minha munição esta acabando!

–É sério?! – Não babaca, estou brincando.

–É! Temos que... ABAIXA!

E nesse momento um cara pulou na direção do Len empunhando um machado gigante, ele ia mata-lo, só que eu não vou deixar porque eu preciso dele. Atirei na barriga e nos ombros do sujeito.

–Obrigado, Kagamine.

–Menos papo e mais ação. Temos que passar por esse mar de gente!

Len enfiou a katana em mais um fulano.

–Eu sei! Mas esta impossível!

–Isso aqui parece um formigueiro!

–Formigueiro... – Len começou a sussurrar pra si mesmo – É só matar a Rainha que as operárias não sabem mais o que fazer!

–Estou começando a te entender.

Além de tudo essa besta é inteligente! O que ele quis dizer é que toda essa gente é comandada pela Kasane: A ‘’rainha’’, sem suas ordens ou liderança eles não teriam mais o que fazer.

–Teto. – Meu problema.

–Ted. – Problema dele.

–Vamos! – Gritamos em uníssono.

Então simplesmente corremos em linha reta em direção a bifurcação onde Teto e Ted se encontravam. Corremos e desviamos de corpos no chão e armas vindo ao nosso encontro, mas nada nos parava, em uma vez ou outra matávamos quem entrava no nosso caminho. Era tanta agilidade que quem assistia devia pensar que ensaiamos diversas vezes e que não era um momento de tudo ou nada. Com os movimentos sincronizados chegamos ao telhado onde se encontravam Teto e Ted.

–O que?!

–Pra quem prestava tanta atenção na batalha não devia estar tão surpreso de me ver aqui. – Tchau Ted.

Todos que se matavam acidentalmente a nossa procura pararam e olharam o que se passava naquele telhado de mercearia.

Teto congelou a ver o corpo do seu irmão sem vida, quase cheguei a ter pena mas ai lembrei: É a Teto!

–Bom sonhos... – Sussurrei pra ela antes de atirar na sua cabeça.

Depois disso ficamos um tempo em silencio, uns com admiração, outros perplexos. Parei e analisei minhas roupas: Meu vestido estava mais vermelho que o normal e meu kimono já adotava outra coloração. As roupas de Len não demonstravam tanta sujeira só porque eram pretas, porém pingava sangue delas. Levantamos o olhar até nos encararmos, não sabia se comemorávamos, se corríamos, ou se cada um seguia seu caminho. Respirávamos pesado e as pessoas começaram a se dispersar, já era noite.

–Bom trabalho Kagamine.

–Pra você também Len. – Ele ia abrir a boca pra protestar, mas desistiu.

Descemos do telhado, mas ainda tinha umas 60 pessoas por lá. Chequei disfarçadamente minha munição e descobri que gastei minha ultima bala com Teto. Droga.

Essas pessoas eram homens, e todos enormes, um combate corpo a corpo seria inútil. Passamos por essas pessoas com muita cautela, pelo menos da minha parte. Porque Len andava praticamente encarando todos.

–Len?

–Sim?

–Quer fazer o favor de parar de encarar e correr?

– Por quê?

Ele olhou pra trás e viu o que estava nos seguindo: motos. Motos e homens armados. Então conclui que o universo esta de mal comigo. Recomeçamos a corrida , mas eu escorreguei e torci o tornozelo.

–Ahh... – Tentei levantar, mas foi em vão.

Ele podia me deixar ali, podia se salvar e me deixar morrer, mas não o fez. Voltou, e me pegou no colo e voltou a correr.

–Por quê? – Dessa vez fui eu a perguntar.

–Não vou perder a oportunidade de jogar na sua cara que já te salvei e...

–E...?

–Agora estamos quites, hoje mais cedo me salvou do cara com o machado.

De repente ele parou e logo entendi o porquê: chegamos a uma rua sem saída. Podíamos escutar eles chegando. Len olhou de um lado pro outro e viu que não havia escapatória.

A última lembrança daquela noite foi uma porta se abrindo e uma mão nos puxando para dentro.

Notas finais
O próximo capitulo é power minha gente! Pelo menos pra mim, que vou parar de.... Ah! vocês vão descobrir! Uma menina de cabelos verdes tem sua primeira aparição! Quem sera? Só porque sou má: FIQUEM NA CURIOSIDADE! Beijos açucarados! ♥Sweet Geek♥