Notas iniciais
Quê que é isso?! UM OVO DE CHOCOLATE? PÓ PASSAR PRA CÁ. Yo, passarolhos ♥ Quero ver todos bem gordelícias essa Páscoa, hein. Pra mim morder. =3 Silêncio mortais, Sweet está sim porque foi num parque de diversão algumas horas antes de postar esse cap. Fui num brinquedo que delicadamente dei o nome de ''Simulador de Seqsu''. Porque? Ah, porque doeu, porque teve uma hora que o brinquedo fazia a gente pular igual uma puta, e tá um belo hematoma no meu braço que minha mãe pode desconfiar e.e Mas é a vida. Ah, Lembrei. EU SA-BI-A que tinha uma palavra errada no capítulo 53, mas eu simplesmente não tinha como consertar. Estava vivendo a base de celular, e quando se conserta erros ( No caso, editar capítulos ) via celular, todos os ''-'' somem. TÁ CERTO QUE NÃO É CORRETO USAR ''-'' Mas é que eu tenho muita preguiça de fazer o comando do pc do travessão :v Passarolhos, este é o ÚLTIMO FLASHBACK DO LEN. O que quer dizer que a treta já esta cheirando seus pescoços :v Aliás, quem é Annelise? =D Agora dá licença que a Sweet vai comer o namorado dela. Nutella. Passarolhos merdeiros. (/) ( ͡° ͜ʖ ͡°) (☞O☞) Boa páscoa!

LEN POV’S ON

Flashback on

Empurrei mais uma vez o balanço.

–Hm.

–E é por isso que eu não devia estar aqui. – Reforçou. – Pelo menos aqui¸ não.

–Por quê?

–Porque é arriscado. Mamãe pode chegar aqui a qualquer instante. – Suspirou. – Não que eu não goste do Parque, é que...

–Entendi. Você é uma menina boa demais.

Ela colocou os pés no chão, fazendo o balanço perder velocidade.

–Falando desse jeito, parece que sou um cachorro. – Reclamou. – ‘’Boa menina’’.

–Então tecnicamente sou seu dono? – Arqueei as sobrancelhas.

–N-Não! Quê? NÃO! – Sorri com a reação dela. Ela é boba demais.

–Era uma brincadeira. – Encostei na árvore em que o balanço de pneu estava pendurado. – Rin.

–Quê?

Porque sua mãe fez aquilo?

–Mas eu já te di...

–Não. Ela te bateu. Mas por quê? Isso não é normal. – Olhei para as pessoas correndo nas vias.

–Ela ficou com raiva de mim. Mamãe ainda está brava comigo, mesmo eu não entendendo muito bem o porquê. – Levantou do balanço. – Mas o que eu sei é que minha mãe é uma mentirosa. Acho que todos são mentirosos, na verdade. Qual é o problema?! – Gritou. – Eu não entendo porque mamãe disse aquelas coisas! Eu não sou burra! Não sou.

–Quê?

–Eu não sou burra. – Repetiu. – Ela disse que eu não entendo, porque eu sou uma criança burra. – Mordeu seus lábios. – Que iria gritar comigo até eu aprender.

–Aprender? O quê exatamente?

–Diferenciar o certo do errado. – Cerrou os punhos. – Você é errado, Len.

–O quê? Por quê?

–Eu não sei. Ela simplesmente disse. Mas a mamãe é burra. – Sorriu. – Às vezes ela fala que eu faço ela infeliz. Mas depois ela beija minha bochecha e pede desculpa.

–O que mais ela te faz?

–Sabe, — Parou na minha frente, me encarando. – Quando ela fala no celular ela fica mais feliz. Isso é bom, porque eu só quero ver minha mãe feliz. – Sorriu.

–Rin...

–Eu não sou tão ruim. – Murmurou. – Desculpe, o que ia falar?

–Como seu pai deixa a sua mãe te bater? – Encarei-a, era a primeira vez que mencionava seu pai.

–Mamãe disse que meu pai morreu. Mas ela disse que ele está num lugar onde não há túmulos, flores ou lápides.

A mãe dela diz muitas coisas.

–Sei. – Respondi.

–Ah, e eu... – Olhei pra ela. – Nada.

Estranhei a atitude dela.

–Ia dizer algo que sua mãe não gostaria que dissesse, certo?

–Certo... – Respondeu sem jeito. – Mas, Len, porque as pessoas dizem que você matou sua mãe? Ah, esse povo é muito mentiroso.

– Não. – Respondi. – Nem tanto. É verdade. Só que ninguém, ninguém, sequer me perguntou alguma vez a verdade. Eu não tenho ideia de como tudo e todos da nossa vizinhança sabem disso, e não entendo porque já esse julgamento frio á mim. Eu tenho e não tenho culpa.

–Como você...

–A verdade é que a gravidez da minha mãe era de risco. Quando eu fui nascer, seu corpo não aguentou. Casos onde somente o bebê sobrevive.

–Eu não sabia...

–Claro que não. Ninguém sabe. É incrível como as pessoas são nojentas. Ao menos sabem da verdade e criam suas histórias, estão sempre mais preocupadas com a vida dos outros do que com as próprias. Eu não matei Annelise, foi minha mãe deu sua vida por mim.

Rin abriu a boca pra dizer alguma coisa, mas nenhum som saiu.

–Surpresa?

Eu vi ela se aproximando de mim, mas não a parei.

Ah, como eu me arrependo disso.

–Me solta. – Murmurei. Aquela idiota mantinha seus braços ao redor de mim. Abraços, eu odeio eles. Não a abracei de volta, eu não quero isso. –Não vai soltar? — Ela balançou a cabeça de um lado para o outro, negando. — Eu não preciso da sua pena.

–Não é pena. – Murmurou. – É carinho.

Suspirei pesadamente.

Vou aceitar porque é mais fácil. Tenho que aceitar que minhas bochechas devem estar vermelhas. Aceitar, sim. Concordar, não.

–Er... – Não creio que você não sabe o que dizer, Kagamine Len. – Tá, estou bem.

–Mesmo?

–ESTOU. Quer dizer, sim, estou. Já pode me soltar agora.

Ela se afastou de mim, com as bochechas meio vermelhas também. Se essa retardada não tivesse feito isso, nenhum de nós estaria assim, parabéns, gênio.

Com as bochechas desse jeito, ela parecia...

–Eu não consigo pensar.

–Quê? – Perguntou.

–Eu não consigo pensar, num animal, não consigo.

–Tudo bem. – Ela não tinha ideia do que eu estava falando mesmo. – Mas, o nome dela era... Annelise?

–Sim. Mas as pessoas costumavam chamar ela só de ‘’Ann’’, para outros, de ‘’Sweet’’. Ainda tinha gente que juntava, a chamando de ‘’Sweet Ann’’.

–É um apelido engraçado. Tenho certeza que as pessoas a chamavam mais de Sweet Ann do que Annelise.

–Não tem como eu saber. – Dei uma pausa. – Rin, se não vamos mais ficar por aqui, aonde nós iremos brincar?

–Eu conheço um lugar. É bem amplo, mas não tem praticamente nada. No fim, ele meio que dá ligação a uma estrada, mas é bem no fim do terreno mesmo. Eu acho que lá é uma área privada.

–Invasão de propriedade. – Resmunguei. – De novo.

–Mas é melhor do que aqui. Qualquer lugar é melhor. Estamos expostos demais, e se...

–Pare de falar como se estivéssemos fazendo algo de errado. – A cortei. – Onde é esse lugar?

////

Empurrei a larga estaca de madeira que estava solta na cerca, passando pelo vão entre as madeiras, encontrando um terreno esverdeado.

Levantei assim que terminei de passar, ficando assim da mesma altura da Rin, que já havia passado.

Realmente era um lugar amplo, de grama curta e bem arborizado. Me pergunto como Rin encontrou um lugar desses. O ar é puro, não parecia nada de errado com aquele lugar.

Porém, coisas perfeitas não existem.

Uma árvore se destacava por estar separada das outras, o que a diferenciava e ao mesmo tempo a isolava. O solo tinha variações de altura, sendo assim, alguns lugares eram mais inclinados que outros.

–O que achou?

–É um lugar bonito, senhorita. – Falei. Mas falei sem pensar.

–‘’Senhorita’’? – Sorriu.

–Quieta. – Repreendi. – Já disse que você me confunde.

Ela ignorou meu comentário e começou a andar, me forçando a ir atrás dela. Com passos calmos e sem nenhum resquício de pressa, foi caminhando até a árvore isolada e deslocada, que ficava na parte central do terreno.

Ela se sentou aos pés da árvore, batendo sua mão duas vezes na grama ao seu lado.

Eu disse que ela me deixa confuso, não idiota. Porra, é claro que vou sentar do seu lado, retardada.

Obviamente, me sentei ao seu lado, encostando minha cabeça na árvore para pensar um pouco.

–Eu quero te perguntar uma coisa, Rin. – Fechei os olhos e suspirei. – Porque você brinca justo comigo se você tem seus amigos?

Ela havia ficado quieta por um tempo considerável, achei que não tinha ouvido. Abri meus olhos e me virei pra ela.

–Eu tenho muitos colegas. Não muitos amigos. E depois de um tempo, eles se afastam de mim. Ainda mais agora que eles me viram indo de guarda-chuva com você.

–Estou te causando muitos problemas.

–Não.

–Não foi uma pergunta.

–Pra mim tanto faz. – Disse. – É melhor assim.

–Somos dois deslocados. – Encostei minha cabeça na árvore novamente. – Sempre sozinhos.

–Não. Agora somos dois deslocados juntos.

Olhei pra ela. Ela está falando isso mesmo? Que patética.

Quase chega a ser bonitinho.

O caminho de volta pra casa foi silencioso. Eram coisas a processar, muitas ou poucas dependendo da perspectiva. Precisava organizar os pensamentos de algum jeito, mas para isso, eu tinha que ficar longe dela.

Não estou conseguindo mais pensar direito ou claramente com essa pessoa perto de mim. É um problema. E o engraçado disso de tudo é que sou eu que trouxe problemas á ela. Não em todas as partes, ao menos. Por culpa dela, está anotado no meu registro escolar a falta da entrega da atividade.

A verdade é que não tinha nada mais a fazer.

E agora eu tenho essa desocupada.

Grande aquisição.

Só não sei devo comparar meus problemas com os dela. Pelo menos os problemas que um trouxe para o outro, já que eu na verdade estou fudendo com a vida dela. A mãe dela não é normal, e, se possível, eu pretendo descobrir o que se passa naquela mente doente.

–Porque está me olhando desse jeito? – Olhei pra ela. Já havíamos chegado na rua das nossas casas. Estava apenas dando brecha para uma última conversa, já que ‘’não estamos nos falando’’ mediante a sua mãe.

Ela se encolheu um pouco, pega no flagra. Como se eu não percebesse essa fuzilação dela em mim.

–Desse jeito, como? – Perguntou.

–Nem tente, já foi pega de qualquer jeito.

–Tudo bem... É que você parece focado, pensativo.

–Todo mundo pensa. Você, parece que não.

–Babaca. – Beliscou meu braço esquerdo. – Você devia parar de pensar sobre... – Apontou pra bochecha dela. – Isso.

–Mesmo que eu quisesse, eu não consigo parar de pensar sobre isso. – Cruzei os braços. – Isso sim, é errado.

–Está tudo bem. – Sorriu, olhando para um lado e para outro, logo atravessando a rua. – Até amanhã, Ellen.

–Até, Rin...oceronte.

–Isso. – Balançou a cabeça em negação. – Isso é uma baita apelação.

Virei de costas e andei até a porta de casa, que estava destrancada, novamente. Tudo bem, agora não importava mais. Fechei a porta e andei até a cozinha, procurando algo para comer.

Após a refeição, subi as escadas indo em direção ao meu quarto. No corredor do segundo andar, o telefone começou a tocar. Andei até a pequena mesinha onde ele ficava, colocando minha mão no gancho. O telefone parou de tocar então.

No escritório, eu conseguia escutar meu pai conversando, ele havia atendido a chamada.

Optei por deixar o telefone no gancho e ir para o meu quarto.

Abri a porta, quase jogando meus sapatos pela janela quando os arremessei em qualquer canto.

Longe dela eu consigo pensar. Deitei na minha cama, afundando minha cabeça no travesseiro e nos pensamentos. Há algo sem nexo em tudo isso. Certamente, nessa história toda, faltam informações coerentes, ou, apenas, informações.

Isso tudo está me confundindo, mas não tirando o sono.

Acho que deveria falar com ela.

Só você mesmo Rin, pra complicar o complicado.

É você. Sempre você.

////

Joguei uma água no rosto. Cara, só ela mesmo me faz acordar nove horas da manhã de um sábado.

Não, que merda.

Vesti o casaco de moletom grosso, estava frio lá fora. Aliás, o que leva um ser humano a acordar cedo num sábado, ainda mais num sábado frio? Puxei o capuz ao sair de casa, colocando as mãos nos bolsos para não congelar.

Lembro-me que quase caí da cama pra pegar meu celular. Ela tinha mandado um SMS que só dizia: ‘’Nove horas’’. Só me pergunto quem é o enviado de Deus que deu meu número pra ela.

Parei de andar, mal havia percebido que já tinha chegado. Distraído demais.

Empurrei a madeira, concedendo passagem para mim. Me esgueirei até chegar a outra metade do terreno, me levantando assim que conseguindo.

Andei calmamente até ela, tirei minha mão do bolso, cutucando seu ombro.

–Boo.

–Ai. – Se virou pra mim com cara de entediada. – Que susto.

–Rin, pode começar a agir como gente? Nove horas não é hora de acordar.

–Mas não vamos aproveitar bem o dia! – Defendeu-se. – Tudo bem, vamos estabelecer um horário. Nos dias de escola, duas horas da tarde.

–Não, não. Da manhã. – Debochei.

–Shh! E nos sábados pode ser dez. – Colocou as mãos na cintura. – E vai ser assim, porque estou mandando.

–Que badgirl, anda no recreio comigo? – Dei de ombros. – Tudo bem.

–Temos um acordo? – Estendeu sua mão.

Porque eu tenho que pegar na mão dela? Por que. Apenas esta a questão.

–Aham, temos. – Bati na mão dela.

Ela tirou um canivete do bolso de sua calça, simplesmente. Continuei parado, observando seus movimentos. É só isso que faço mesmo, observar. Como se ela fosse capaz de me dar medo.

Ela deu alguns passos em direção a árvore, perfurando as primeiras camadas da madeira com a faca.

–Vândala. – Resmunguei.

–Mas isso é a prova que estivemos aqui. – Continuou a fincar a faca.

–E o que a árvore tem haver com isso, demente? Já não basta estarmos numa propriedade privada, ainda tem que vandalizar.

–Então talvez eu não seja a sua ‘’Boa menina’’.

Revirei os olhos, andando até ficar ao seu lado.

–Esse é o ‘’R’’ mais feio que eu já vi em toda a minha vida. – Comentei. – Escuta, eu não vou fazer essa palhaçada.

–Por quê? Eu juro que não faço um coração em volta! – Riu. – Só um ‘’mais’’ pequenininho.

–Não.

–Por favor.

–Não. – Repeti.

–Vai deixar meu ‘’R’’ sozinho? – Insistiu. – Pode, por favor, olhar pra mim?

Me virei para a olhar abertamente, quase caindo com o ato. Ela havia chegado tão perto de mim que nossas testas chegaram a se encostar. Tropecei para trás, mesmo mantendo o equilíbrio e ficando em pé.

–O que você pensa que está fazendo?!

–O jeito da Rin. – Me deu língua. – Olha que vai piorando.

Bufei.

–Me dá essa merda aqui. – Tomei o canivete da mão dela. Deixar ela com um não parece boa idéia, de qualquer modo. Finquei a faca na árvore, criando dois riscos ao lado do ‘’R’’ dela. Tinha feito um ‘’L’’. – Pronto, feliz agora?

Tsc, eu me lembro que uma vez eu te odiava, e eu queria te odiar do mesmo jeito agora. Mas isso não funciona mais.

Notas finais
Criançada, primeiramente, este último paragráfo não é de minha autoria. No entanto, eu não tenho a menor idéia de quem o escreveu. Ele na verdade foi traduzido de uma imagem que eu vi no We Heart It, mas para não gerar tretas, NÃO É MEU. Esse capítulo teve coisas MUITO IMPORTANTES. MUITO. Hipoteticamente falando, se esse capítulo tivesse 10 parágrafos, 9 deles seriam de coisas hiper importantes. Compreenderam, jovens? Tem coisas que vossas senhorias podem até ter achado irrelevantes, mas são importantes. Ou só irrelevantes mesmo :v O que me lembra: Sei que alguns passarolhos são muito astutos e já devem pensar que merda que a Rin estava fazendo com um canivete. Isso é irrelevante, mas como vocês prestam atenção em tudo, vou dizer. É relativamente irrelevante, mas em um dos flashbacks dela ( Rin ) haverá o porque dela estar carregando um canivete. *Sweet soca a mesa* PORQUE CARALHOS VOCÊS PENSAVAM QUE A MÃE DO LEN ERA MÁ? PORQUE CARALHOS VOCÊS ACHAVAM QUE O LEN TINHA FEITO DE PROPÓSITO? Annelise era boazinha. Len não tem culpa de nada ;-; (Sweet Ann)elise deu a vida pelo bebê, porque vocês pensavam que ela era má? ;-; Talvez porque vocês não sabiam desse fato. Ah, é mesmo :v Agora que os flashbacks do Len acabaram, o próximo capítulo é a reação da Rin. kjaklajskjaklas Taí, vai se chamar reação da Rin. MENTIRA Aliás, tenho que criar uma pag no face de Lenzinho Indelicado. MENTIRA Eu sei que vocês me amam e me querem, por isso meus ovos estão chegando por sedex. NÉ? MENT.... Vejo vocês nos reviews!