Notas iniciais
Olá passarolhos madrugueiros! Finalmente a reação da Rin. Ah, para situar vossas senhorias melhor, voltamos ao mesmo tempo de ''Festival de inverno.'', capítulo 49. Se lembram? NÓS VOLTEMOS NESSE TEMPO. Voltemos; voltimos; voltomos.... Spooky Scary Skeletons :v O que me lembra, o emprego de ''Colapso'' aqui se refere a... Vocês verão =P Ah, aconteceu umas coisas muito... Coisadas comigo na Quinta-feira. Eu não sabia se iria conseguir postar, but here I' am. Aliás, obrigada tia Shai por aguentar meu surto e minha crise ♥ Eu, agora, não vou entrar em detalhes no que aconteceu :v Mas eu só posso dizer que por culpa disso, e por motivos fortes também, eu vou passar a madrugada inteira na frente do Pc, mexendo no Nyah. Então, se tiver algum um desocupado madrugando, é nóis nas MP ♥ Porque eu não vou sair daqui antes de 4h... Ah ;-; Passarolhos, algum de vocês já parou pra se perguntar o que caralhos é ''passarolhos''? Se eu contar, vocês acreditam que as cores da capa eram originalmente azuis? Essa Rin de olhos vermelhos só me dá trabalho :v Até lá embaixo!

LEN POV’S ON

Parei de falar, inspirando um pouco de ar e o expelindo de volta, fazendo uma pequena fumaça sair da minha boca.

Era isso, tinha contado a ela.

Ela precisava saber.

Olhei para ela, cruzando os braços e suspirando pesado. Não esperava que ela me desse uma resposta imediata, mas seu silêncio, como sempre, me incomodava.

–Rin?

–Cala a boca.

–Eu até entendo que esteja chateada comigo por...

–Cala a boca! – Gritava. – Cala a boca!

–Rin. – A puxei pelo pulso, fazendo ela se aproximar de mim. Mesmo de luvas, passei a mão acima de seus lábios, limpando o máximo de sangue que consegui. – Você está sangrando.

Ela puxou sua mão da minha, e me empurrou para trás.

–Cala a boca! – Gritou com desespero. Levou as mãos ao rosto, cobrindo sua boca, recuando. – CALA A BOCA!

Senti o frio percorrer o meu corpo, me mantendo parado no lugar onde estava. Olhei para trás, percebendo que não era o único surpreso com ela. Rin atraía a atenção das pessoas, chamava olhares, e principalmente, gritava.

–Não! – Estendeu suas mãos para mim, tremendo. – Vai embora!

Havia feito menção de ir em sua direção, mas parei. Ignorei seus pedidos e comecei a andar até ela. Quando percebeu que eu não pretendia parar, se virou de costas e começou a dar largos passos rápidos.

A puxei pela cintura, trazendo ela até mim e a apertando contra meu corpo.

–Quer fugir de mim? Ótimo. – A segurei com mais força, à medida que ela se debatia mais.

–Me solta! – Gritou. – Me solta! – Apertou meu braço, cravou suas unhas no casaco e na minha pele. Desceu sua mão, arranhando meu braço por inteiro. – ME SOLTA!

Fraquejei pelo arranhão, dando oportunidade a ela de se soltar. Empurrou meu braço de sua cintura e começou a correr, afundando seus sapatos na neve fresca. Passei minha mão no braço, mordendo os lábios, tentando não ficar puto.

–RIN! – Gritei-a. – ESPERA!

Há alguns passos na minha frente, ela se virou, passou a mão no rosto, limpando o resto de sangue que escorria de seu nariz. Balançou sua mão de abruptamente, jogando os restos de sangue na neve.

–CALA A BOCA! – Fechou os olhos com força, seus joelhos falharam. Levou as mãos em direção ao rosto, cobrindo seus ouvidos. Franziu suas sobrancelhas, gritou de dor.

Corri até ela, parando frente a frente.

–Vai embora! – Forçou a vista, fechou seus olhos mais uma vez, chorou. – Por favor...

–Eu não vou te machucar. – A puxei pelo braço, a forçando a me abraçar. – Isso não é normal. – Murmurei em seus ouvidos.

–ISSO NÃO É NADA! – Gritou. Soltou um de seus braços e me acertou perto do ombro. Um, dois, três socos. – Me solta!

Agarrei sua mão, a juntei com seu corpo e a apertei contra mim com mais força.

–Rin! – Virei o rosto enquanto ela gritava no meu ouvido. – Você tem que parar!

–Eu disse pra CALAR A BOCA! – Ensurdecia. Suspirei pesado, aquilo ensurdecia. Ela baixou a cabeça e encostou sua testa no meu ombro, escondendo seu rosto, retornando a chorar. – Vai embora.

–Não posso.

–PARA! – Usou o peso do seu corpo, se jogando pra trás, se livrando de mim. Quando se viu livre, me empurrou para trás com ambas as mãos. – Fica lon... – Gritou de dor mais uma vez. – PARA!

–Eu quero te entender. Eu quero te ajudar. Então por favor...

–Cala a boca. – Se afastou. – Eu não quero... Não... PARA! – Gritou. – PARA LEN!

–Você está assim só por que...

–Para!

–Não. – Elevei a voz. – Ficou desse jeitinho só porque te contei algumas coisas. – Me aproximei dela. – E isso é ridículo. Porra, eu não consigo te entender, você é complicada pra caralho! E esses seus surtos estão me preocupando. Muito mais do que eu gostaria.

Ao contrário do que ela ‘’normalmente’’ faria, ela se aproximou ainda mais de mim. Olhou para cima, me encarando, e riu, com seus olhos transbordando.

Rir e chorar.

–Isso. Não. Faz. SENTIDO! – Riu. – Nenhum, nenhum... – Cantarolou.

–Rin. – A segurei pelos ombros. Encarei, tentando entender alguma coisa, qualquer coisa. O breve sorriso que ela sustentava no rosto se desfez quando me encarou nos olhos. Abrindo espaço para mais um grito agudo.

–Eu quero ir embora. – Pressionava a mão contra a testa, movia sua boca com desgosto, algo parecia errado. – Se você não vai embora, eu vou.

‘’Algo parecia errado’’, parece Len? Jura?

Olhei em volta, a procura do ponto de encontro do Festival.

–Vamos. – Falei já a puxando atrás de mim.

–Não quero. – Tentava se livrar da mão que eu a puxava. – Me...

Me virei para trás, ficando de frente para ela. A puxei com força na minha direção, sentindo ela bater em mim. Coloquei um dos meus braços ao redor da sua cintura, e minha mão na sua boca. Contanto que ela calasse a boca, estava ótimo.

Comecei a arrastar ela pela neve, usando mais força vezes ou outra que ela pulava e sacudia os pés. Ela ocasionalmente se debatia, mas nunca parava de sair os gritos abafados pela minha mão.

É, eu sei, aquilo parecia um sequestro.

Arrastei ela até o estabelecimento central do ponto de encontro, indo até o canto. Abri a porta do banheiro masculino com as costas, segurando Rin com minhas mãos. Dei uma breve olhada em volta, vendo se não tinha nenhum cara lá.

Soltei a Rin, trancando a porta do banheiro.

–É bom que você não grite. – Ameacei. – Ou grite se quiser. Ninguém vai te ouvir mesmo.

–Não... – Disse baixinho.

Olhei em volta, eram aqueles banheiros com mictórios com base de metal e gelo. Havia algumas cabines, e uma grande bancada de mármore claro que servia de apoio para as pias.

Tirei as luvas das minhas mãos, as guardando no bolso do meu casaco. Esfreguei minhas mãos uma na outra, criando calor.

A ergui pela cintura, a colocando sentada na bancada das pias, fazendo-a colar suas costas no espelho. Fiquei no meio das suas pernas, me apoiando com minhas mãos ao lado de sua cabeça.

–Explique.

–Isso que... Isso que acabou de acontecer... – Abaixou a cabeça. – O que foi isso?

–Se você não sabe, imagine eu. – Revirei os olhos. – Isso é o que os especialistas de Boston chamam de... – Segurei seu rosto pelo queixo. – Rin, você surtou.

–Grande descoberta desses especialistas. – Virou a cara, me fazendo a soltar.

–Não Rin. Você vai explicar. É sério.

Ela passou a mão pelo nariz novamente. Escorria um pouco de sangue.

–Hm, o que você tinha dito mesmo? – Olhei para ela confuso, e ela estranhou minha reação. – Sabe, antes disso.

–Como assim? Não faz nem quinze minutos que eu te contei tudo.

–‘’Tudo’’ o quê?

Olhei para ela, transbordava inocência na sua pergunta. E aquilo me irritava. Fechei meu punho e bati no espelho atrás dela. Deitei minha cabeça em seu ombro, funguei no seu pescoço. Deslizei minha mão pelo espelho até encontrar a bancada.

Você é complexa demais para eu te entender.

–Não lembra?

–O que você quer de mim? – Perguntou.

–Quero que explique, porra. Eu odeio quando você se faz de idiota.

–Quê?

–Isso não foi normal.

–‘’Isso’’ o quê? – Fez aspas.

–Você gritou.

–Não. – Balançou a cabeça.

–Você me arranhou.

–Não.

–Tentou me bater.

–Não.

–Eu tive que te agarrar na frente de todo mundo e te arrastar até o banheiro porque você não conseguia se controlar.

–Não!

–Você surtou.

–Chega. – Apertou meu braço direito. – Eu não fiz isso.

Balancei a cabeça.

–Eu te contei tudo o que precisava saber sobre nós.

–Não. – Ela me encarou com raiva. – NÃO. Nada disso aconteceu.

–Você ainda conseguiu chorar. Foi pouco, mas chorou. E gritou mais.

–Lunático.

Bati meus dedos contra o mármore gelado.

–Você tem problemas. – Disse por fim.

–Não, eu não tenho.

–Sim, você tem. – Suspirei, colocando as mãos na nuca. – E é por isso que quando chegarmos em casa, vamos visitar um ou dois médicos.

–Mas nada disso aconteceu! Porque acha que sou eu que tenho problemas?! – Desceu da bancada, apontou para mim, bateu o indicador no meu peito. – Você que é o louco por aqui.

Coloquei ambas as mãos nos ombros dela, dei um breve sorriso.

–Tudo bem então.

–Não fala essa merda pra mim! – Bateu o pé no chão. O som ecoou por todo banheiro. – Você realmente acha que eu sou louca? Que... Merda. Que merda, Kagamine Len.

Joguei minha cabeça para trás, bufei. Desci o zíper do meu casaco, jogando ele na pia. Puxei a boca da manga da minha blusa de frio, levando ela até o cotovelo.

Estendi meu braço esquerdo para ela.

–Vê isso? – Mostrava o risco avermelhado que percorria minha pele desde o pulso até o antebraço. – Foi você que fez isso.

–Não foi não. – Negou. Olhei para ela em silêncio, dando a entender que a resposta era positiva. – Eu não fiz nada!

Arrumei minha camisa e andei até a bancada, pegando meu casaco de volta. O vesti, me aquecendo, e logo depois fechei o zíper. Me encostei no mármore, apoiando minhas mãos nas beiradas.

Essa merda é cansativa.

–Len?

–Fala.

–Está bravo comigo?

–Não.

–Tem certeza?

–Já disse que não.

Apertei as beiradas da bancada. Aquilo tudo não passava de uma puta sacanagem. A minha curiosidade está fodendo com tudo, de novo. A Rin é como um daqueles cubos mágicos imbecis, quanto mais você pensa que está prestes a resolver, mais ele te prova o contrário. Ficar tentando resolver de todas as direções ao mesmo tempo é coisa de idiota. E quem resolve, caralho, parabéns.

Meu cubo mágico está todo fodido.

Ouço o bater de chaves. A tranca da porta, também manual, estava sendo aberta a partir da chave.

Me desencosto da bancada e empurro Rin para dentro de uma das cabines, indo atrás dela e trancando a porta atrás de mim.

‘’Ocupado. ’’

Ela começou a abrir a boca para falar qualquer coisa, mas coloquei minha mão por cima. A encarei com repreensão. Colados em cada parede, estávamos quase nos pegando na cabine. Escutei a porta ser aberta e alguns passos. Encostei minha cabeça na parede, olhando pela fresta da porta, próximo onde os parafusos a prendiam. Um ze...

–Porra Rin. – Sussurrei.

Ela terminou de lamber minha mão, e me encarou. Tirei a mão da boca dela, virando a palma, para ver aquela saliva.

Ela sorriu.

Eu sorri.

E depois fui esfregar minha mão no cabelo dela.

–Para! – Gritou sussurrando. É, desse jeito mesmo.

Ela segurava o pulso da minha mão babada por ela, me impedindo de passar aquela ‘’maravilhosidade’’ nela. Puxei minha mão de volta, esfregando ela na minha calça.

Olhei pela fresta de novo. O zelador olhava ao redor, verificando se tinha escutado alguma coisa.

Voltei a encarar a Rin. Chata. Uma vez chata, sempre chata. Ela arqueou as sobrancelhas. Pronunciei sem som a palavra ‘’zelador’’. Ela deu um passo pra frente, senti sua respiração. Se desencostou da divisória oposta a minha. Virou de costas e se jogou em mim.

A divisória esquerda das cabines chiou.

Com o peso da Rin jogada de cima em cima de mim, o suporte delas ameaçava ceder. Sentia suas costas contra meu peito, o cabelo no meu queixo, seus pés entre os meus, e principalmente, o peso dela.

–Sai de cima de mim. – Encaixei minha cabeça entre seu ombro e seu pescoço. – Imagina a merda que dá se a gente derruba as divisórias das cabines. – Murmurei. – Você está me deixando maluco.

–É por isso que eu disse que você que é o louco. – Revirei os olhos, espiando a fresta mais uma vez. – Nossa, tem muito telefone de puta por aqui. – Comentou. – O que está olhando? Quero olhar também.

–Cala a boca, Kagamine. – Inclinei a cabeça para o lado, tentando achar o cara novamente.

O zelador estava abaixado, olhando o vão que há entre a porta da cabine e o chão. Olhando os dois pares de botas que tinham na nossa cabine. As botas cinza com laços da Rin, e as minhas pretas.

Puta merda.

Murmurou algo como ‘’Tsc, essa geração... ’’.

Pegou uma daquelas placas amarelas de ‘’Cuidado! Piso molhado. ’’ e colocou na frente da nossa cabine. Assobiou um pouco e se dirigiu a saída do banheiro, fechando a porta logo após passar.

Desencostei Rin do meu corpo, estiquei meu braço até a porta e a destranquei. Saí daquela cabine, chutando a placa. Virei para trás, encarando ela, que segurava o riso. Ela colocou os pés para fora e escorregou, deslizou pelo ladrilho até se agarrar no meu braço para não cair.

–Não tinha nenhuma placa ali... – Reclamou. – Viu que engraçado? Aquele zelador é um ‘’poeteiro’’. – Deu uma risada baixa. – Muitos poemas. Ele estava achando que... Ah, a gente não estava se pegando.

–Ainda não. – Murmurei. – Vamos.

–Para...?

–Casa. – Sorri com desgosto. – A gente tem muito o que conversar.

Notas finais
Vish. ♥ Eu sei, imagino, o que estão pensando: Uma palavra de sete letras que começa com B e termina com R. E não, a resposta é não. Porque todo esse mistério? Bom passarolhos, ISSO DEIXA SABAGAÇA MAIS DIVERTIDA. Agora é com vocês. Eu não direi mais nadica de nada, vossas senhorias que se virem. Sherlockem. E apenas me amem por fazer esses joguinhos com vocês ;u; Er... PQP. Vai começar a operação bunda quadrada: Horas sentada na frente do pc, mas é uma por uma boa causa de um motivo injusto. :v LALALA, NÃO SEI MAIS O QUE DIZER E TOU ENROLANDO ♥ Vejo vocês nos reviews!