Karakuri Burst
28 A ferida sem cura.
Notas iniciais

RIN POV’S ON
Flashback on...
Acordei com a cara colada num chão frio. Minha cabeça latejava com tanta força que achei que ela iria explodir. Tentei me levantar, mas foi em vão. Em ambos os pulsos, havia uma espécie de algema que era ligada a correntes que eram presas na parede.
Olhei em volta. No porto, eu com certeza não estava mais.
O quarto em que eu estava era feio. Acinzentado, com manchas escuras na parede. O chão era de madeira, mas se encontrava tão sujo que ganhava outra coloração. Tinha uma cama naquele quarto, uma janela com uma barra de metal grossa a impedindo de ser aberta. Também havia uma porta, que parecia não ter cerimonias para ser aberta.
Sinto algo roçar na minha perna esquerda. Tombo minha cabeça para o lado com dificuldade, eu nem sei como consigo estar de olhos abertos.
Tinha uma barata passando as anteninhas na perna.
Provavelmente gritaria, se não estivesse amordaçada.
Sacudi minha perna rapidamente, para me livrar desse inseto maldito. Por um momento, minha visão ficou completamente fora de foco, achei que iria desmaiar denovo. Eu fui dopada. Só pode ser isso. Nunca que só uma pancada na cabeça iria me deixar daquele jeito. A minha boca estava seca, minha cabeça doía, minhas pálpebras estavam cansadas.
Puxo mais uma vez a corrente em que estou presa. Tentando medir o quanto de movimentação poderei fazer. A corrente não tem mais do que 40 centímetros. Levo minhas mãos a cabeça, tentando conter a dor.
Percebo que estou sem meu kimono, estou apenas usando meu vestido. Meu cabelo está solto, até minhas meias e sapatos não estão no meu corpo. Por um segundo, me sinto exposta.
A porta se abre, e Oliver e aquele moreno entram com um sorriso incrivelmente doentio.
Eu posso não estar bem da cabeça, mas não é necessário muitos neurônios ativos para saber o que vai acontecer aqui.
Okay, eu estava começando a ficar assustada.
O moreno para de andar e se recosta na porta, sem perder o olhar de mim.
–Finalmente a Bela Adormecida acordou, não é? – Oliver chega perto, mas não perto o suficiente para soca-lo. –Agora sim nós poderemos brincar.
Franzi a sobrancelha tentando parecer irritada, mas na realidade, estava assustada.
–Sabe, Rinzinha...-Ele começou a passar a mão pelas minhas pernas, num movimento de ‘’vai e vem’’ – Eu tentei te afastar disso. Te disse os horários em que poderia ficar comigo, mas você insiste em atrair problema, né? – Ele levantou a mão e me deu um tapa no rosto.
Na verdade, isso era uma coisa bem habitual. Eu não sou masoquista nem nada disso, eu realmente o odeio quando ele me bate. E não é a primeira vez que isso acontece. Essa é a consequência desde que denunciei o contrabando de animais. Ele ficou violento.
–Deve ser por isso que você me atraiu, não é mesmo? – Riu. – Seria um desperdício te mandar para qualquer outro lugar que não seja ao meu lado, afinal, você é minha. E é por isso que vou te dar a honra de ser o meu brinquedo. –Ele me agarrou pelas bochechas e começou a sacudir minha cabeça de um lado para o outro. – Vai fazer tudo que eu mandar, não vai? Não vai? Mas é claro que vai. – Ele me soltou de um jeito bruto.
Ele se levantou, afinal, estava agachado enquanto me intitulava o seu mais novo brinquedo.
–Agora eu preciso, ir. Tenho negócios a tratar. Sabe, cuidar de algumas coisas. Depois, eu prometo que iremos brincar.
Ele saiu acompanhado do moreno e bateu a porta com força, fazendo uma pequena quantidade de pó cair do teto.
Puta merda, eu precisava sair dali.
O pior é que ele endoideceu. Parece que lambeu lustra móveis ou algo do tipo. No seu olhar eu conseguia enxergar o quão babaca ele consegue ser. E se quer saber, assim quando eu fugir vou ligar pros meus amigos do coração, a policia, e acabar com o sistema de sequestro dessas meninas idiotas que não percebem o maldito truque.
Ah, nem gritar eu posso. Ou sei lá, começar a soltar uns 500 palavrões. Só sei que tenho que sair daqui logo. Odeio ficar assustada, é a pior sensação do mundo para uma assassina, isso eu garanto. Se eu to assustada é sinal que a coisa ta feia mesmo.
Puxei minhas mãos mais uma vez. Continuava presa. Bem presa.
Olhei em volta novamente, precisava ter algo que me ajudasse a sair daquele lugar. Minhas mãos não são finas o suficiente para que eu as pressione e as passe pelas algemas. Meu pulso está bem preso a essas porcarias. Talvez eu não devesse enxergar o problema por aí. Talvez onde as correntes sejam presas ceda, e eu saí correndo com correntes e algemas penduradas em mim. Normal.
Não é uma idéia ruim. Afinal, ele cometeu o erro fatal de não prender meus pés. Em nenhum momento falei que estavam presos. Me virei ao máximo possível que as correntes me permitiam para o negócio que as mantinham presas na parede. Dei um chute forte no sustentador esquerdo, e caiu um pouco de pó da parte da parede que chutei.
Bufaria. Mas, né...Amordaçada.
Ele me colocou numa casa prestes a cair.
Querendo ou não isso é vantajoso. Se eu conseguisse fazer uma rachadura funda e forte o suficiente, o sustentador não aguentaria ficar fixado num lugar tão pouco estável, e certamente cairia, soltando uma das correntes.
O problema? O problema que isso seria desgastante, faria barulho, e consequentemente chamaria atenção, sem falar que iria demorar e ainda por cima teria que fazer duas vezes, uma para cada mão. Mas eu não tenho escolha, tenho? Eu não quero que ele me toque.
Chutei.
Poeira.
Chutei.
Poeira.
Chutei.
Uma pequena rachadura se formou.
Bem, isso vai demorar. Mas eu não posso me dar o luxo de descansar.
Já deve ter se passado duas horas que estou fazendo isso. Eu já tenho a mão esquerda ‘’livre’’ se livre quer dizer com uma algema e uma corrente pendurados em você, fazendo um peso de obeso.
Ah! Foi o ultimo chute. O sustentador da direita caiu. Coloquei a mão atrás da cabeça, já que agora podia tirar aquele pano sujo da boca.
Suspirei de alivio.
Me levantei com passos bem lentos e sem fazer barulho, esse chão de madeira pode acabar me ferrando. Caminhei até a porta e pus a mão na maçaneta. Claro que estava trancada. Fui até a janela e encarei aquela barra de metal. Como eu iria levantar aquilo, eu não sei. Já não basta eu estar cansada, assustada, e tremendo de tanto desgaste.
Me encostei na parede, colocando a mão na testa. Eu preciso sair enquanto tenho tempo.
Me virei novamente para a janela e comecei a empurrar aquela pesada barra de metal, sem contar que eu ainda estava com as correntes presas em mim.
A barra começou a se mover lentamente. Enquanto eu gritava internamente, porque se eu gritasse normalmente imagino a quantidade de gente que vai brotar aqui. Quando estava no meio do processo da retirada da barra, eu começo a ouvir o barulho da chave na porta, a destrancando.
Okay, agora eu estava desesperada. Com o resto de força que me sobrava, empurrei a barra inteira, que fez um barulho enorme no chão. Não perdi tempo para empurrar a madeira que protegia a janela e me separava da liberdade. Assim que as abri olhei para baixo. Eu estava no segundo andar.
Eu realmente não ligava, eu precisa mesmo sair dali.
Coloquei rapidamente minhas mãos no parapeito da janela, pronta para pular. MAS,
Adivinha quem me agarrou por trás?
Oliver me segurava usando os dois braços para me prender pela cintura. Eu gritava e tentava bater nele com as correntes, mas esse filho da puta desviava.
Ele me jogou naquela cama velha enquanto ele começava a tirar a camisa, olhando para mim com negação e desejo. Tentei me levantar da cama, mas o moreno me puxou pelo cabelo e me forçou a deitar na cama novamente. Oliver subiu encima de mim, sentando sobre meus joelhos, e com o peso desse hipopótamo eu não conseguia mais me levantar.Eu sentia que as algemas estavam sendo retiradas, para me prender com algo novo. Assim que foram retiradas, eu me sentei na cama o mais rápido que pude e arranhei a bochecha de Oliver. Irritado com a situação, me empurrou para trás até eu bater de costas na cama novamente. Ele começou a atacar meu pescoço, o mordendo e fazendo marcas arroxeadas com os chupões que fazia.
–Você foi uma menina muito má.... –Ele dizia. – Agora vou ter que te punir.
–Seu doente! – Fui tudo que consegui gritar.
A adrenalina percorria meu corpo, e enquanto ele se ajeitava sobre mim, dei uma joelhada no seu estomago.
Saltei da cama rapidamente. Oliver, que estava no chão, usando os braços para fazer pressão no lugar que foi atingido, esticou um dos braços, segurando um dos meus pés. Olhei para ele pronta para mata-lo, se não tivesse que fugir. Dei um pisão na sua mão, e soltei meu pé de seu domínio.
Apoiei minhas mãos e subi no parapeito da janela, olhando e pulando para baixo sem pensar duas vezes.
Assim que cai, apertei com força a grama que estava abaixo de mim. Com dificuldade, me levantei do tombo, e olhei em volta. Eu não tinha reparado que estava chovendo. Eu não tinha um único segundo para gastar pensando sobre o clima. Com o vestido e corpo encharcado, comecei a correr em direção a saída. Estava escuro, e quando cheguei perto do portão, vi que ele era alto demais para eu pular. Olhei em volta, eram altas cercas de metal com arame farpado no topo. Eu conseguia escutar Oliver gritando por mim com cada vez mais clareza, ele estava se aproximando.
Comecei a correr seguindo a cerca, ela precisava terminar em algum lugar. Não dava tempo para eu subir nela. Quando virei para trás, Oliver estava apenas uns 5 metros atrás de mim.
Eu estava desesperada. Eu não podia correr, pois havia chegado ao limite do terreno. Não podia escalar porque não daria tempo, e era alto demais, e eu não podia me entregar a ele.
A minha visão não estava cem por cento, e a chuva aumentava a cada segundo. Olhei para meus pés descalços e pelo canto do olho vi um pequeno buraco no canto da cerca. Provavelmente um cachorro acabou com seus dentes destruindo o metal, e criando uma passagem por ali.
Praticamente me joguei no chão elameado e vi a passagem. Não iria ter jeito de eu passar. Mas eu passei mesmo assim.
Era pequeno e apertado, próprio para o tamanho de um cachorro. Havia dois pedaços do metal que compõe a cerca pendurados, pois a continuação da cerca havia sido destruída.
Afiados como faca, no momento em que eu me espremi por onde não poderia passar, eles atravessaram minha pele, desde antes dos ombros até a parte onde meu vestido protegia, nas costas.
Isso ficaria ali para sempre. Isso nunca iria mudar.
Mesmo não querendo gritar, eu gritei, mas tive que ignorar a dor e continuar a correr porque eu tinha que fugir dele.
As lágrimas. Sim, as lágrimas salgadas de uma ilusão e de um dor aguda molhavam meu rosto mais do que a chuva.
Para piorar, eu estava completamente perdida. Não tinha a mínima noção de espaço. Toda a rua que se encontrava com meus olhos eu seguia seu caminho. Olhei para trás. Devido aquela escuridão noturna, só escutava ele chamar meu nome. Não gritar, mas chamar, se divertindo, dando a parecer que ele estava a 20 metros ou a 20 centímetros de distancia. Olhei mais adiante. Eu só podia escolher entre direita e esquerda nas ruas seguintes, então escolhi a esquerda.
Eu corria naquela rua mal iluminada, com uma chuva grossa encharcando todo o meu corpo, o que fazia as feridas arderem intensamente. Virava a cabeça constantemente para trás, na esperança de não vê-lo, mas em nenhuma delas houve o resultado que eu queria. Meu corpo doía, estava cansada, e me entregando ao desespero. Um velho sentimento que eu esperava nunca mais sentir veio me rever,
Aquilo era cansativo, mas eu precisava correr, eu tinha que fugir. Lagrimas escorriam a todo tempo e uma vez ou outra eu as limpava. Infelizmente, cheguei a uma rua sem saída. Encostei minhas costas na parede molhada, mas me arrependi logo depois. A água suja que escorria da parede fez minhas feridas ‘’gritarem’’.
Minhas pernas fraquejaram. Estava muito frio, conseguia enxergar minha respiração. Meu corpo tremia em resposta. Acompanhava as gostas de sangue escorrerem e caírem e misturarem na água das poças que iam em direção ao bueiro.
Um dos poucos postes de luz da rua cessava. Indicando que a lâmpada estava prestes a queimar. Pensei que tinha o despistado mas... A luz revelou sua sombra.
Tentei ir até o limite daquele rua, mas não havia como fugir. Ele estava perto... Perto demais.
–Isso não vai acabar assim. –Oliver me empurrou contra a parede, fazendo minha vontade de gritar ficar imensa. Mas eu não podia fazer isso.
–Sim, vai sim! Eu não sou o seu brinquedo! – Vociferei com o pouco de coragem que ainda me restava. — TUDO ACABOU! Eu acabei com o seu esquema! TUDO AQUILO FUI EU. Acabou os seus planos, o seu dinheiro, eu e você.- Pelo menos, eu precisaria acabar com algo que ele ame. Eu já tinha destruído vários de seus esquemas, só por diversão, mas pelo menos um eu precisava esfregar na cara dele.
–ISSO NÃO VAI ACABAR ASSIM! –Ele gritava, tentando se fazer superior. — VOCÊ ME AMA!
–Eu não te amo! Eu te ODEIO!
Ele puxou meu braço com força, o que fez minhas feridas se abrirem. A dor estava insuportável e acabei gritando. E eu sabia o quão ruim isso era.
Um tapa no rosto.
Ele sempre fazia isso. Sempre quando fazia algo que não o agradava ele me batia. Na primeira vez ele implorou por perdão e disse que nunca iria fazer de novo.
Ele mentiu.
–Se você me deixar eu vou fazer todos que te amam ou até que gostam de você sofram... Talvez assim perceba que você só pertence a mim.
Mordi o lábio. A ardência percorria meu rosto. Eu odeio quando ele me bate.
–O que for que esteja fazendo, pode parar agora. – Uma voz feminina surgiu das sombras, apontando um revólver na cabeça de Oliver. – Suma.
Oliver olhou para mim, pensando no que iria fazer. Parecia satisfeito e irritado ao mesmo tempo. Ele virou de costas e saiu andando. Eu queria acreditar que aquela fosse a ultima vez que eu fosse vê-lo, mas eu sabia, sim, sabia que ele iria voltar.
A pessoa guardou a arma e olhou pra mim, tocou minha mão gelada e me puxou para uma porta escura, logo, a entrando.
A menina usava um capuz, e assim que entrou na casa, o tirou, revelando um cabelo curto e verde.
–Oi! – Ela disse sorridente, como se a exatos 10 segundos quase não tivesse matado alguém. –Meu nome é Megpoid Gumi e o seu? – Estendeu a mão pra mim.
Eu tentei engolir o choro. Tentei fingir não estar com dor nenhuma, abri a boca para falar meu nome, mas não produzi nenhum som.
–Não quer falar? – Ela perguntou. – Tudo bem, vou te chamar de Loira! Loira, aquele cara era seu namorado? Poxa, ele parecia irritado. AH MEU DEUS. Você já notou que suas costas estão sangrando?
–Rin...
–Que?
–Meu nome é Rin, Kagamine Rin.
–Okay...Vou te chamar de Rin e de Loira.
–E eu...A-acho que vou t-te chamar de Gumi e de Esverdeada.
–P-porque v-voce e-esta g-gaguejando?? – Ela fingiu gaguejar. – Nossa Gumi como você é burra, a menina tá sangrando, deve tá doendo, e nem falar ela tá conseguindo e você sendo chata, que ótima amiga que eu sou. –Ela começou a se bater na testa.
–A-amiga?
–É, ué. Não viu que eu te salvei? Agora somos amigas.
–É q-que eu nunca tive uma amiga.
–MEGPOID GUMI SE APRESENTANDO PARA O SERVIÇO. – Gumi gritou e bateu continência como se estivesse no exército.
–Ah! – Levei minha mão nas feridas, enquanto fechava os olhos para segurar a dor.
–Ups! Foi mal, vamos tratar disso. Sorte sua que eu sei muito bem como tratar de machucados! Se você torcer o tornozelo, já sabe quem chamar! –Ela sorriu. – Por falar nisso, bem vinda a Bifurcação da Noite! O melhor e o pior bairro para se morar!
Dei um sorriso fraco.
Gumi me levou ao segundo andar da casa, que não parecia ser grande coisa. Tinha três cômodos, um quarto de casal, um banheiro, e um quarto de solteiro. Gumi me levou até o banheiro e me sentou no chão do box do chuveiro. Ligou a água e eu xinguei tudo e todos naquele momento. Como doía, ardia demais. Abaixei a cabeça tentando me controlar. Ela estava me ajudando, ajudando a estranha com o Ex obsessivo.
Essa ameaça dele não me assusta em nada. Eu não tenho ninguém com quem me importar. Eu não quero, não posso, não devo e não vou me apaixonar.
–Então, Loira... Pode me contar o que foi isso agora a pouco?
–Bem... – Gumi desligou o chuveiro.
–Espera aqui, tira esse vestido marivilindo que eu vou trazer roupas secas pra você.
Gumi voltou com uma toalha e roupas secas para mim. Puxei a cortina que fechava o chuveiro e troquei de roupa.
Comecei a contar a história para Gumi.
–Sério? Ele tinha um navio? Que incrível! Ele devia ser incrível!
–Não, ele não é. Eu só contei metade da história ainda!
–Pode crê, um dia você vai voltar aqui com um outro namorado e eu vou contar pra ele que seu Ex era incrível, e ah! E QUE VOCÊ CHOROU POR ELE.
–Eu não...Gumi VOCÊ TA PROIBIDA DE FALAR DO MEU EX. OLIVER É UM NOME QUE NÃO EXISTE.
–Tá, que chato...
–E eu não vou ter outro namorado.
–Claro que vai! Só espero que não seja um ‘’tira’’
–Tira?
–Sim, policias, guardas de trânsito, agentes...
–Eu não vou namorar nenhum desses palhaços! EU NÃO VOU NAMORAR NINGUEM.
–Contanto que não seja um ‘’tira’’...Bem se você chorar por outro cara é sinal que ama mesmo ele.
–EU NÃO VOU NAMORAR MAIS NINGUEM!
–Cruzes, Rin. Entendi na primeira vez. – Ela deu de ombros.
Revirei os olhos. Continuei contando a história e ela até a parte em que vi ele beijando a garota loira.
–TEM AZEITONA NESSA EMPADA! – Gumi gritou.
–....O que?
–Sem dúvida tem azeitona nessa empada! Até parece que ele beijar outra garota e jogar ela no porão é normal.
–...
–Que foi?
–Nada não.
Então contei até o ponto que estamos, com ela passando ataduras nas minhas costas.
–Que babaca! Vou contar pro seu futuro namorado que ele era incrível, e depois que é um babaca, e que vou caça-lo por aí.
–Eu...Não...Vou...Namorar...Mais...Ninguém. ENFIA ISSO NA CABEÇA.
–Bem, terminei aqui com suas costas. Acho melhor você deitar um pouco, mas eu provavelmente não irei te deixar dormir, porque eu tenho insônia, e também que isso é tipo FESTA DO PIJAMA!
Suspirei. Eu gostei dessa menina.
Gumi...
Essa é a sensação de ter uma amiga?
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