Kamy Naio - A caçadora de demônios.

5 Capítulo 5 - Juízo final e Mudança.


Notas iniciais
Me desculpem pela demora, eu estava meio ocupada . Agradeço quem leu e gostou, muito obrigada mesmo! Vou terminar as histórias, Beijão *3*

Eu rolei a noite toda na cama, pensando em quem poderia ter feito tal coisa.

Olhei o relógio, ainda eram 4h, como eu estava com uma puta insônia, levantei, tive a BRILHANTE de me disfarçar de zeladora e ir até a escola, ninguém sabe, mas eu tenho uma cópia da chave do portão.

Coloquei uma piruca e um boné que impede que vejam meu rosto, um macacão comprido e um carrinho com utensílios de limpeza. Por sorte, não tinha ninguém na escola, pelo menos, foi oque eu pensei quando ouvi murmuros no porão.

Subi às escadas, e o barulho ficava cada vez mais alto, parecia a voz de uma menina, eu fiquei escondida em um pilastre, como eu sou magrela, coube direitinho, pude escutar oque estavam dizendo :

– Você ainda insiste em me desafiar? Você sabe que eu posso te matar igual eu matei a sua amiga!

– Eu não tenho medo de você, se quiser me mate, você vai conviver com o seu sangue frio o resto da sua vida!

– HAHAHA! Isso não será tão ruim. — Eu ouvi barulhos de facas na parede, sem querer, eu bati o pé em uma caixa.

– QUEM ESTÁ AÍ? — Gritou a pessoa, eu senti passos em minha direção, tirei a faca bem devagar do meu bolso, já pronta para acertar um golpe, mas raciocinei ''Se eu matar essa pessoa, nunca vou descobrir se ela matou mesmo aquela menina!''

Simplesmente segurei a mão que vinha em minha direção, a faca dela estava mais afiada que machado de lenhador!

– ME SOLTE MIZERAVEL! SAIA DAQUI SUA FAXINEIRA RIDICULA!– Eu tirei o boné e o macacão

– Mas eu não sou uma faxineira, sou a sua pior inimiga! — Eu dei um murro na sua barriga, que fez ela cair para tráz, peguei a faca-machado de sua mão e apontei para seu pescoço.

– Quem é você e porquê você leva uma faca para a escola? — Ela ficou quieta. — FALE MALDITA!

– NÃO INTERESSA QUEM EU SOU, DEVOLVA MINHA FACA E SAIA DAQUI ANTES QUE EU TE MATE!– Por sorte, eu estava com um gravador no meu bolso esquerdo com a blusa cobrindo-o.

– EU NÃO VOU DEVOLVER PORCARIA NENHUMA DE FACA! SE VOCÊ NÃO COMEÇAR A FALAR VOU ESCREVER COM O SEU SANGUE NA ESCOLA INTEIRA!

– Humpf, tá bom sua vadia. Meu nome é Shiruamu, sou procurada em 17 países por assassinatos, abuso de menor e magia negra, até hoje ninguém me pegou, eu planejo matar cada um dessa escola idiota e ridicula, mas como todos são tão bobocas acreditam que eu sou super boazinha, ajudo todo mundo e estudo todos os dias, HAHAHA, como são idiotas, eu sempre rio quando alguém me elogia nessa merda. Agora que eu contei a minha linda histórinha, PARE DE ENCHER O MEU SACO E DEVOLVA A MINHA FACA!

– Devolver? Quem você acha que eu sou pra devolver uma faca para uma assassina sem noção? Uma palhaça? NÃO LEVANTE A VOZ PARA MIM, EU JÁ VI PIORES QUE VOCÊ NA MINHA VIDA, CRIMES SEM SOLUÇÃO QUE AINDA LATEJAM NA MINHA CABEÇA, AGORA QUE EU SEI QUEM É A ASSASSINA DESSA ESCOLA, EU VOU DESTRUIR A SUA VIDA, ASSIM COMO VOCÊ DESTRUIU A VIDA DE MUITA GENTE SUA VAGABUNDA!– Eu peguei minha arma e apontei para o seu rosto.

– HAHAHAHA, MESMO QUE VOCÊ TENTE DIZER PARA ALGUÉM, NUNCA VÃO ACREDITAR EM VOCÊ, VÃO RIR DA SUA CARA, VOCÊ VAI SER RIDICULARIZADA POR TODA ESSA ESCOLA, E ATÉ PELO SEU NAMORADINHO BABACA!

– Na..moradinho babaca? — Eu perdi o controle, começei à bater nela, chutei-a, peguei pelos cabelos e bati sua cabeça na mesinha de vidro e joguei ela contra a parede. — JAMAIS FALE MAL DELE NA MINHA FRENTE SUA MALDITA DESGRAÇADA!– Eu dei um tapa em sua cara, que ficou a marca de meus 5 dedos, quando percebi, tinha batido nela já desacordada.

Desamarrei aquela menina que tinha assistido tudo.

– Se acalme, tudo vai ficar bem, agora saia daqui! — Ela assentiu e saiu correndo quase caindo pelas escadas, até sumir.

Peguei cordas bem grossas na pratilheira e amarrei aquela assassina, quando ela acordou já estava acorrentada, se descabelou e fez um escandalo.

– Pode fazer oque quiser, ninguém vai te ouvir.

No dia seguinte, tentei do modo mais fácil, falei com todos sobre aquela menina, mas todos riram da minha cara, então eu roubei a chave da sala dos professores e coloquei a gravação no auto-falante. Quando eu saí, todos me olharam com a expressão do pânico, em 3 segundos estava uma arruaça no corredor, algumas pessoas gritavam ''Eu vou morrer'' e outras ''Meu Deus tenho que sair desse lugar'' e certas pessoas se descabelavam. Eu atirei para cima, e todo mundo parou.

– Atenção! Sem desespero, sem se descabelar e nada de ficar maluco. A assassina jà está presa, ela não fará mal à nenhum de vocês, portanto, não digam à mais NINGUÉM que isso aconteceu, e que vocês sabem quem eu sou e oque eu sou! ENTENDIDO?– Todos ficaram em silêncio. — Eu disse.. ENTENDIDO?– Todos disseram ''sim''. — Ótimo, voltem para ás suas salas.

– Mas e você? Não vai vir?

– Não, meu trabalho aqui está cumprido, tenho mais coisas para fazer, não posso proteger vocês para sempre. — Percebi que Shakiu estava chorando, e fui em sua direção.

– Você vai me deixar Kimy? — Disse soluçando.

– Se fosse só por mim, eu ficava! Mas eu vou te ligar, e podemos conversar pelo computador.

– Não será a mesma coisa. — Ele me abraçou apertado, como ele é mais alto, fiquei com a cabeça em seu peito.

– Não chore, por favor, eu volto para você! Eu sempre vou te amar. — Eu fiquei na pontinha do pé para lhe dar um beijo e secar suas lágrimas. Depois de muito tempo, Shakiu aceitou que eu tinha que ir embora.

Na semana seguinte, já estava tudo preparado, eu mandei uma carta para Shakiu, dizendo que eu já estava desembarcando para Santiago, no Chile.

Passei muitos anos lá, tentando resolver os casos, no mínimo 7 anos, eu falava direto com Shakiu, porém passei o resto do tempo sem respostas, eu esperei e esperei ele dizer alguma coisa para mim, mas nada, milhões de coisas se passavam pela minha cabeça ''Será que ele se esqueceu de mim?'' ''Ele deve ter encontrado outra pessoa melhor que eu'', chorava todas as noites, meus olhos inchavam e meu nariz ficava vermelho. Mas mesmo assim, não deixei de cumprir meu trabalho.