Kamy Naio - A caçadora de demônios.
4 Capítulo 4 - Fuga.
Eu convidei Shakiu para tomar um sorvete depois das aulas, quando ele pediu para ir ao banheiro, vi uma ponta saindo de sua mochila, eu abri o ziper e vi um punhal com pequenos pingos de sangue, eu coloquei luvas e à escondi na minha bolsa.
Mais tarde, eu levei o punhal para análise, deu positivo com o sangue do cadáver, eu queria chorar, não acreditava que Shakiu era um assassino, ou um demônio à sangue frio. Meu chefe veio conversar comigo.– De quem é esse punhal?– É daquele ''namoradinho''– Fiz áspas com os dedos.– Hahahaha, muy bien. — Ele fez sotaque, que não deu muito certo.No outro dia, veio um grupo disfarçado de policial e pediu para levar Shakiu, todo mundo saiu na porta para ver. Mais tarde, um cara dizendo que era meu pai, que eu sabia que não era, veio me buscar, provavelmente eu deveria ''cuidar'' do Shakiu.Eu o olhei pelo vitrô, ele estava acorrentado e encolhido, chorando baixinho, eu não podia deixar ele assim, peguei umas roupas minhas e armas depois roubei a chave da mesa e abri a cela.– O que você está fazendo aqui Kamy? – Eu te explico depois, vamos! Você precisar sair daqui. — Eu quebrei as correntes e abri o arcondicionado do teto, fiz escadinha e ele subiu para me puxar, nós saimos no telhado.– Como a gente desce dessa merda?– Ele colocou as mãos na cabeça.– Deixa comigo. — Eu peguei uma telha grande que estava solta e sentei.– Que raios é isso?– Não deixei ele terminar de ficar desesperado, peguei no seu braço e empurrei a telha, por sorte não caímos de cara.Eu levei ele até um parque vazio.– Agora que você me salvou, me explica oque você estava fazendo naquele lugar horrível.– Bem... eu fazia parte daqueles caçadores.– O-oque? – Eu era a caçadora mirim deles, eu já prendi muitos assassinos e demônios, por sorte você ficou numa cela separada dos outros, eles podiam te matar apenas para sacear a fome.– Credo. Mas não fui eu que matei aquela garota!– Então de quem era aquele punhal na sua mochila?– Punhal? Para que eu mataria aquela guria que eu mal conhecia?– Ele levantou a sombrancelha esquerda.– Isso tá ficando muito esquesito... — Eu fiz uma pose pensativa e andei em círculos.Se ele não matou aquela menina, quem teria coragem de matá-la de tal forma e ainda encriminar um inocente?
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