Kagome e Inuyasha - Pertencentes um ao outro
30 Capítulo 30
Sango e Miroku vieram ao que sobrou do castelo dos amigos, que estavam simplesmente em choque. Inuyasha ao lado de uma cama de joelhos, olhando para a Miko que estava desacordada há dois dias. O hanyou estava desesperado, o sumiço da jovem Tsunade nas mãos dos inimigos o deixaram temeroso quanto a vida da filha, que poderia passar por todos os tipos de violência e torturas.
— Está nas garras dele.... – Inuyasha olhava para a Miko na cama.
— Não se preocupe. A intenção dele sempre foi usar a Kagome-Sama, ele vai usar Tsunade para chantageá-los. – O monge, que tinha alguns fios grisalhos nas têmporas, confortou ao amigo que estava preocupado. – Venha, Sango vai cuidar dela pra você comer e descansar.
O hanyou se deixou conduzir acompanhando o amigo, até encontrarem os demais envolvidos na cozinha, Kouga e Ayame estavam em um canto tratando dos ferimentos no braço de Kento, Taú e Dakarai afiavam as garras em um pedra, e Sesshoumaru olhava para fora concentrado erguendo as narinas para o alto vez ou outra, aspirando o ar com força.
— Mas o que houve aqui? – Miroku perguntou puxando uma cadeira e sentando.
— A reunião... era para decidirmos um ataque, uma resposta definitiva às investidas de Zayn. Ele aproveitou estamos juntos e nos surpreendeu. A Kagome lutou muito tempo e gastou muita energia, acabou desmaiando e por uma descuido meu, um segundo de distração... eles levaram Tsunade. – O hanyou massageou as têmporas. – Não sei mais o que fazer...
Sesshoumaru virou-se na direção deles e em passos decididos se aproximou, com força esbofeteou o hanyou que levantou-se indignado.
— O que quer seu maldito?
— Este Sesshoumaru exige que lave seu rosto, pegue sua espada e saia caçando aquele desgraçado, e quando encontra-lo rasgue lhe as vísceras com suas garras. – O Lorde o encarou friamente, até o hanyou erguer as sobrancelhas e iluminar a face. Realmente ele podia fazer alguma coisa, podia encontra-los em vez de ficar sentado esperando o contato daqueles miseráveis.
— Hai. – Levantou-se olhando para Miroku. – Me acompanha meu amigo pervertido?
— Como nos velhos tempos! – O monge ergueu-se da cadeira com um sorriso contagiante.
— Ei Cara de cachorro, vocês não acham que vão sozinhos não é mesmo? – Kouga aproximou-se, segurando o ombro do hanyou.
— Vamos Lobo Fedido, se você encontrá-la dou minha benção para seu filhote. – O hanyou falou, fazendo o rosto de Kento enrubescer em meio ao sorriso tímido.
Um grito vindo do quarto onde estavam Kagome e Sango os chamou a atenção, fazendo com que eles corressem até o aposento.
........................
— Não!!! Minha musume!!! – A Miko gritava, enquanto Sango tentava segura-la. Ela despertou durante o banho que a amiga e as criadas haviam preparado. Ao perguntar pela filha recebeu o olhar tristonho das serviçais, e Sango acabou lhe contando toda a verdade.
— Kagome pare! – A exterminadora a segurava envolvendo-a em uma toalha. – Você não pode sair assim! – Com muito esforço vestiu-a com um kimono branco, meio transparente que usava-se como anágua.
Inuyasha rompeu pela porta sendo recebido por alguns socos no peito, em meio à lágrimas e gritos.
— Como pôde deixar que a levassem? – O empurrava com força ralhando entre dentes. – Minha musume, meu tesouro, a minha vida... – Continuou naquele embate desesperado, deixando-o sem saber o que fazer, entre os olhares de pena dos outros presentes. – Eles vão matá-la Inuyasha! Vão matá-la... – Continuou o choro desesperado, enquanto ela não conseguia conter a própria energia, fazendo com que se afastassem dela, com medo de serem purificados.
— Pare criatura tola. – Sesshoumaru encarou-a friamente, mas por algum motivo a frieza dele a acalmou. Parecia tão seguro naquela situação, como se já tivesse a solução para o problema em que viviam. Sem pensar correu para os braços do Lorde o abraçando, chorava em seu peito. Ele ficou muito tempo sem corresponder até envolve-la com os braços, afagando as costas e os cabelos da Miko.
— Encontre-a Sesshoumaru... – Entre soluços e lágrimas pedia. – Por Kami a traga para mim, é a minha vida, levaram minha vida. — Ele segurou-a firme pelos braços, e deu-lhe uma sacudida.
— Este Sesshoumaru vai ajudá-la, mas você deve levar sua espada e sua armadura, encontrar e matar seus inimigos. – Chamava a atenção da jovem, para que ela reagisse e tomasse uma atitude, que raciocinasse atrás de pistas do paradeiro da jovem hanyou. – Entendeu Kagome? – Falou mais sério com voz firme, cheio de autoridade.
— Hai. – Ela enxugou as lágrimas com o dorso das mãos, respirou fundo e ergueu a cabeça. Deu mais um abraço no Lorde, que só então a percebeu seminua ficando meio sem jeito, afastando-a de seu corpo e virando as costas.
Todos no quarto os observaram se abraçando com tamanha intimidade, ela olhou para trás e recebeu o olhar magoado do hanyou, o surpreso de Miroku, o desafiador de Taú e Dakarai, o incrédulo de Kouga e Ayame, e o único que não doeu, que foi o compreensivo de Sango lhe estendendo os braços, que ela não pensou duas vezes em aceitar. Os outros ocupantes saíram do quarto restando apenas Kagome, Inuyasha e Sesshoumaru.
— O que está havendo entre vocês? – O hanyou quebrou o silêncio, com sua pergunta urgente e dolorosa. A Miko não sabia como responder pois nem ela o sabia, só tinha a certeza de que doía.
— Não existe nada entre este Sesshoumaru e sua fêmea. – O Lorde virou-se respondendo-o, olhando-o nos olhos.
— Mas você a quer, posso sentir até no seu cheiro que a quer desesperadamente. – O hanyou encarou-o, depois à Miko ordenando lhe. – Vista-se.
A jovem olhou para baixo e percebeu-se seminua, com aquela anágua transparente. Foi até o quarto de roupas e vestiu uma zubon com yukata preta, de um conjunto para treino, fazendo um coque nos cabelos retornando em seguida.
— Inuyasha, não existe nada entre nós... – A Miko começou a falar mas foi interrompida.
— Pode ser Kagome, eu sei que não existe nada carnal entre vocês... ainda. – Olhou-a percebendo-a perplexa. – Não duvido de sua fidelidade, mas o que ele sente é gritante olhe para ele. – Estendeu o braço na direção do Lorde, e a Miko o mirou enquanto mesmo ouvia em silêncio, e foi esse silêncio que a fez perceber o quanto o Lorde estava perdido, não se defendia, não brigava. – Ele vai se aproximar cada vez mais, e eu te conheço bem. Vai achar um lado bom nele, aliás, já o encontrou.
— Inuyasha... – A Miko começou, mas lágrimas começaram a correr.
— Quer salvá-lo dele mesmo... e o pior é que ele quer ser salvo. – O hanyou falou alterado. – Mas você é minha. Até o último suspiro será minha. Minha esposa, minha fêmea e mãe dos meus filhotes, que aliás, espera mais um em seu ventre.
A Miko olhou para o próprio ventre, emocionada. Se ele estava dizendo que estava grávida então era verdade, ele sempre soube pelo cheiro, pela temperatura da pele e pela marca. O pequeno filhote que se formava em seu interior já era ligado ao pai. Chorou livremente entre um sorriso carinhoso.
— Eu a amo Kagome, e o que nós temos eu nunca abrirei mão... – Olhou enfurecido para Sesshoumaru. – Nunca vai toma-la de mim!
— Este Sesshoumaru sabe. – Fitou a Miko, depois ao hanyou. – Vamos encontrar Tsunade. Este assunto está encerrado para Sesshoumaru. – O Lorde saiu do quarto, deixando-os sozinhos.
O hanyou olhou para a Miko chorosa, caminhou até ela e a abraçou com força, de um jeito possessivo.
— Olhe para mim Kagome. – Ela ergueu os olhos castanhos, marejados pelas emoções. – Nunca mais o toque, isso é uma ordem. – Beijou-a de forma agressiva, queria que ela entendesse que ele era o seu dono, que não admitiria mais esse tipo de situação.
A Miko rendeu-se mais uma vez à atitude ínvida de seu shujin, em um coito impaciente e impositivo. Simplesmente a supremacia do macho, não lhe agradava esse tipo de atitude, sentia-se um objeto nas mãos dele, que o satisfazia em toda a vez que sentia-se indigente. Uma mágoa formou-se em seu âmago, mas neste momento não discutiria o assunto com ele, mais importante era encontrar sua filha e proteger o bebê que crescia em seu ventre. Depois de vê-lo saciado em sua necessidade primitiva, levantou-se para se banhar, voltou vestida com a zubon e a yukata preta que usava para treinar, vestiu Issa por cima das roupas colocando Shinrai à sua cintura, e o arco e aljava no ombro, saindo do quarto em passos decididos.
— Sango! – A Miko chamou sua amiga que estava sentada ao lado do monge.
— Hai!
— Corte meus cabelos por favor. – Pediu enquanto a exterminadora assentia, procurando uma tesoura pelas gavetas da cozinha, e quando encontrou uma aproximou-se da Miko. – Onde quer que eu corte?
— Um palmo abaixo dos ombros. – Pediu decidida.
A exterminadora marcou os cabelos, que já estavam longos próximos aos tornozelos, e os cortou mais da metade, deixando as longas melenas caírem no chão. A Miko agradeceu e abraçou a amiga.
— Prontos para matar mais um inimigo desgraçado? – Kagome perguntou, enquanto o monge e a exterminadora, sorriam de excitação em participar de mais uma batalha.
.................................
Tsunade foi jogada no chão aos pés de Zayn, que ao vê-la erguer a cabeça encolhendo-se sorriu de satisfação. A jovem hanyou estava apavorada, com aqueles olhos dourados consumidos pelo medo, totalmente chocada ao ver Soraya e o Jinn trocando um beijo lascivo, ela não estava acostumada a ver esse tipo de interação entre um casal.
— Acho que a amira mestiça nunca viu um macho e uma fêmea trocando carícias. – A youkai vermelha dizia nos braços do Jinn, que gargalhava com a expressão cheia de pudor ferido que a menina tinha na face.
— Mas isso é tão interessante... – Zayn abaixou-se sorrindo malicioso para a menina, que fechou os olhos e começou a chorar. – Não pequena... não chore. – Disse tocando a pele delicada do rosto da jovem, com um roçar dos dedos longos.
— O que faremos com ela? – A youkai perguntou caminhando até um sofá de veludo, onde deitou-se indecentemente expondo as pernas bronzeadas até a altura das coxas, se estivesse de lado poderiam vislumbrar sua virilha.
— Acho que ela pode ficar com a inútil, não concorda? – Levantou o tronco aproximando-se da youkai vermelha, que sorria olhando-o nos olhos. Tsunade não pode deixar de arregalar os olhos e cobrir a boca com as mãos, tamanho foi o seu espanto em ver o Jinn pondo-se sobre ela e a beijando de forma indecorosa. – Vai ficar ai assistindo? – Questionou à menina, fitando-a com os olhos violeta. – Suma daqui imprestável...
A hanyou saiu correndo envergonhada pelo que viu, e conseguia ouvir os gemidos do casal imoral que mal esperou a jovem se retirar, para começarem com os atos libidinosos da conjunção carnal. Ela correu em prantos, fugindo da perversão daquele ambiente parando entre os braços carinhosos de Mariskah, que a abraçou de forma protetora a acolhendo no momento de espanto.
— Olá pequena flor. – A youkai azul a olhou nos olhos, tocando-a no rosto carinhosamente.
— Quem é você? – A hanyou estava assustada.
— Eu? Sou Mariskah. – Sorriu docemente. – Sabia que eu posso sentir que você é fruto de amor? – A menina sorriu. – Qual seu nome jovem amira?
— Tsunade.
— Que belo nome! Significa união, crescimento e felicidade. – A youkai secou com a ponta dos dedos, uma lágrima que escorreu de um dos olhos da menina. – Você gosta de flores Tsunade?
— Hai. – Falou entre soluços do choro que havia cessado.
— Então vamos olhar as flores. – Pegou a mão da menina conduzindo-a ao jardim, ao chegarem sentou-se na grama enquanto a hanyou admirava as roseiras, e a imensa diversidade de flores e perfumes que continha naquele pequeno éden.
A menina deu um gritinho de emoção ao vislumbrar uma rosa azul.
— Veja Mariskah-Sama! Uma flor que parece com a senhora. – A hanyou se aproximou da youkai, puxando-a pela mão para mostrar a raríssima flor.
— Eu nunca tinha visto essa rosa aqui... – Franziu o cenho. – Por que não a tirou pequenina?
— Ela morreria. – Respondeu com um sorriso, de forma a querer mostrar o obvio.
— Tem razão, ela morreria. – A youkai sorriu para a hanyou, pensando que a presença dela ali poderia ser mais um presente do destino, do que armação do Jinn. Uma energia pura e forte, de um ser totalmente inocente, ela sentia-se muito feliz e serena na presença da menina, que a fortaleceria da aura corrompida que circundava o palácio.
..................................
Em meio a gritos e chamados desesperados, Kouga recebeu Ginta e Hagaku. Eles estavam suados e exaustos, vieram com alguma mensagem, mas o fôlego deles estava dissipando a cada tentativa de contar o motivo da visita inusitada, finalmente Ginta conseguiu se expressar lentamente.
— Shouro... está pedindo... que voltem imediatamente... a montanha... – Caiu sentado, onde ficou desacordado.
— Está diferente. – Hagaku completou. – A montanha está corrompida, libertando criaturas e alguns membros do nosso clã... morreram.
— O quê? – Ayame perguntou ansiosa. – Não acredito...
— Ayame. – Kouga pousou a mão no ombro da youkai. – Vamos agora. – Falou decidido, e a ruiva apenas assentiu.
— Vamos avisar Kagome e Inuyasha, partiremos em seguida. – A ruiva falou indo ao encontro da Miko.
...........................
— Como estão as meninas? – A Miko questionou a amiga, que vestia o traje de exterminadora.
— Estão bem, ficaram com Rin e Kohaku, Kaede precisa de cuidados e Shippou também está lá.
— Como o tempo passa não é mesmo? Ainda ontem ninávamos nossas crianças nos braços... – A Miko fez uma expressão sofrida.
— Passa sim, mas para você, não foi tanto assim.... está do mesmo jeito há 10 anos, nenhum fio branco. – Sango falou mostrando a língua.
— É uma vantagem de ser tsuma de um hanyou. – Falou amarga.
— O que houve Kagome-chan? – Sango era muito perceptiva. – Algo a está incomodando no casamento?
— Acredito que as intenções dele não sejam ruins, mas estou farta das ordens e manias de monopolizar-me como sua propriedade. – Disse de uma vez.
— Coisas do casamento... homem ou youkai, ou meio-youkai sempre serão possessivos e idiotas. – Suspirou resignada.
A Miko sorriu com a afirmativa de sua amiga, ela tinha razão. A possessividade é intrínseca à essência do macho, com a finalidade de dominar sua posse, no caso uma parceira.
— Kagome. – Ayame entrou no quarto com expressão de preocupação.
— Hai? – A Miko a respondeu.
— Precisamos partir... a montanha sagrada que abriga a Seii no hōseki, está sendo corrompida... – A youkai disse seriamente.
Sango e Kagome trocaram um olhar significativo, se estavam corrompendo a montanha então provavelmente, Tsunade poderia estar lá também.
— Vamos com vocês. – A Miko respondeu decidida. – Vou avisar aos outros.
.................................
Ao amanhecer o grupo partiu para o Norte, posses do clã Otsuka. Os youkais lobo foram na frente, sendo seguidos de perto por Sesshoumaru, Taú e Dakarai. Inuyasha e Kagome iam juntos no mesmo ritmo, Sango e Miroku seguiram com Kirara, enquanto o monge aproveitava para apertar os seios da exterminadora vez ou outra, sussurrando ao ouvido dela que essa aventura o deixava excitado.
— Fale mais baixo monge pervertido. – Inuyasha o chamou, fazendo Sango corar. – Suas intenções são tão impuras, que eu poderia ouvir seus pensamentos.
A Miko apenas sorriu para a amiga, que estava envergonhada por ter sido exposta pelo hanyou. Chegaram até uma parte densa em vegetação, uma verdadeira floresta onde eles decidiram acampar nos limites da estrada com a mata, onde próximo corria um regato.
Kouga e Inuyasha foram pescar levando Kento, Hagaku e Ginta com eles. Taú e Dakarai seguiram viagem para o Norte, mesmo durante a noite, ficaram em suas formas originais e adentraram à mata. Ayame deitou na grama macia e cochilou por um tempo, Sango e Kagome cochichavam sentadas sobre os joelhos, mas estavam sob os olhos atentos do Lorde, que estava sentado em uma pedra placidamente.
— Em meio a tantos problemas, esqueci de mencionar que estou grávida de novo... – A Miko disse recebendo um enorme sorriso da exterminadora. – É recente, apenas algumas semanas, fruto de um dos acessos de ciúme do Inuyasha.
— Acessos de ciúme?
— Hai. Me toma de maneira agressiva, cheio de hostilidade. – Kagome murmurou magoada. – Está se tornando um costume.
— Mas conte-me, o motivo é aquele? – Sango falou mostrando a direção em que Sesshoumaru estava sentado, com um movimento com os olhos.
A Miko apenas assentiu, contendo o riso que queria se formar em seus lábios.
— O meu conselho é seguir seu shujin, apesar de tudo ele a ama e a respeita. Você está grávida e precisam ficar juntos, conversem e resolvam essa mágoa antes que crie raízes em seu coração.
— Hai Sango, tão jovem e tão sábia. – O riso ganhou força na face da Miko. – Vamos nos banhar assim que eles voltarem?
— Hum... eu vou depois com Miroku. – Sorriu enrubescendo.
— Hai... – Kagome piscou para a amiga, já imaginando as intenções do casal de amigos.
Logo os cinco voltaram da pescaria, trouxeram também frutas e água. A Miko já havia feito a fogueira e preparado arroz. Comeram tranquilos, sentindo a brisa morna acariciando lhes as faces. Sesshoumaru não quis comer, continuou com seus pensamentos sentado na mesma posição por horas. Terminada a refeição a Miko percebeu Sango inquieta, então resolveu dar uma força para sua amiga.
— Sango... tudo bem se você for banhar-se agora com Miroku? – Sorriu de forma inocente. – Depois eu irei com o Inuyasha.
— Gostei disso. – O hanyou sorriu bobamente.
— Ahhh olha só o cara de cachorro sendo desejado... – Kouga riu do hanyou.
— Isso é normal quando se está prenha. – Ayame começou. – Parece que o mundo só tem sentido perto do macho, é um saco.
E a conversa sobre gestações e casamento se estendeu, possibilitando ao casal humano fazer uma “saída furtiva”, com Kagome podendo vislumbrar perfeitamente a expressão mais pervertida, que poderia existir no mundo, estampada na face do monge.
...........................
— Ai Sango que delícia você... – Mal chegaram perto do riacho e as mãos possuídas pela luxuria, do monge passeavam pelo corpo da exterminadora. – Tanto tempo sem fazer essas coisas, ao ar livre... – Mordia o lábio inferior e dava tapas no traseiro da esposa.
— Pare com isso Miroku! – Ela dizia enrubescida. – Vão nos ouvir, são youkais!
— Eu não me importo meu docinho... – O monge pegou a mão da esposa e pousou em cima da própria excitação.
— Ai... já está assim seu pervertido? – A exterminadora o olhou fazendo um biquinho e estreitando os olhos.
O Monge a abraçou tomando um beijo indecente de sua esposa, que suspirava entre as carícias ousadas do marido. Ele mal podia se conter de desejo, estavam em uma nova aventura contra um inimigo poderoso, isso o fazia lembrar da lutas contra Naraku e de como os pudores de Sango o deixavam louco, e ela continuava daquele jeito contido, que era um estimulante natural para os pensamentos impuros do Monge pervertido.
Abriu o traje de exterminadora que ela usava, puxando-o com urgência até as coxas macias e grossas de Sango, sem conter suas mãos que passeavam pelo território conhecido, porém sempre insaciado do desejo de explorá-lo novamente.
— Seu sem vergonha... – Ela balbuciava vermelha e ofegante.
— Você adora o seu monge confesse... – Abocanhava os seios com lascívia, sem se importar com o barulho. Terminou de despi-la conduzindo-a a ficar de joelhos. – Só um pouquinho meu amor, abre a boquinha vai...
Com um sorriso maroto a exterminadora abocanhou a virilidade do marido, deixando-o sem ar absorto pelas agradáveis sensações provocadas pela felação, segurando-a pelos cabelos enquanto tentava conter os próprios gemidos roucos. Estava próximo ao orgasmo, mas não queria estragar a “brincadeira” prazerosa. Puxou-a para longe do falo, mesmo sob os protestos dela que abria a boca de um jeito manhoso, pedindo por “mais”.
Se abaixou ficando sobre os joelhos, fazendo-a deitar-se em seguida ficando sobre ela.
— Sua vez meu docinho... – O monge afastou as pernas da esposa, tomando com os lábios a intimidade dela, que segurava-se ao máximo para não gritar, mas estava difícil com toda aquela “animação” do marido, que era muito carinhoso sempre, mas depois do nascimento das filhas ficou difícil se expressar na hora das relações sexuais, e agora que as meninas eram mocinhas, precisavam se conter mais ainda.
— Miroku... não aguento mais... – Sango puxou-o para um beijo, que foi retribuído fervorosamente pelo monge, que atendendo ao pedido aprazível da esposa, inseriu-se em seu interior, arremetendo vigorosamente, recebendo mordidas nos lábios e arranhões na pele, e até mesmo um tapa nas nádegas.
— Ahhh meu amor.... Gostosa... – Sango chegou ao clímax assim que ele terminou de proferir as palavras estimulantes, dando um grito alto falando o nome do monge repetidas vezes, enquanto o corpo era agitado mais rapidamente e o monge expelia sua essência no cerne dela, falando algumas obscenidades e também murmurando o nome da esposa.
Retirou-se dela deitando ao seu lado na grama macia, com o sorriso quase colando às orelhas.
...............................
— Hai, isso é comum nos primeiros meses de gravidez. – Ayame continuava a falar sobre gestação com a Miko, quando foram todos atraídos pelos “sons”, que vinham da floresta, fazendo-os rir embaraçados.
“Miroku – Ahhhhh meu amor... Gostosa....
Sango – Miroku, Miroku, Miroku...
Miroku – Caralho, que delicia de bucetinha Sango…”
— Hahahaha mas que maldito pervertido! – O hanyou gargalhava seguido de Kouga, Ayame e Kagome. Ginta e Hagaku estavam dormindo e Kento ficara muito envergonhado para se manifestar, já Sesshoumaru fingiu que não havia ouvido.
— Inuyasha! Não fale nada que deixe Sango envergonhada, não é justo com ela! – A Miko o chamava a atenção.
— Kéh! Eles que sejam discretos oras! Precisavam nos deixar a par dos detalhes? – O hanyou falou cruzando os braços.
— Se empolgaram nas sensações... – Kouga disse coçando uma sobrancelha. – Na verdade só ouvimos porque somos youkais. – Tentou remediar.
— Mas a Kagome também ouviu... – Ayame falou, e todos voltaram a rir, realmente o casal passara dos limites.
Depois de algumas discussões, o grupo decidiu não tocar no assunto fingindo não saber de nada, Kouga e Ayame até já haviam se deitado e adormecido quando eles retornaram ao acampamento, Inuyasha fora obrigado a ficar em silencio, a Miko o abraçou deixando-o com o rosto abafado nos seios, o que ele adorou na realidade a convidando para irem se banhar também, igual Sango e Miroku só que falariam mais baixo. Ela riu um pouco mas a resposta foi negativa, usou a desculpa da gravidez e ele acabou aceitando.
Sob os olhos do Lorde, que não conseguiria dormir à noite inteira pois ficaria de guarda, o hanyou ficara velando o sono da Miko em seus braços, prenha de outro filhote e indo ao resgate da musume mais velha, realmente ela era forte e insuportavelmente desejável. Mas o Lorde teria que conter seus desejos em relação à ela, não queria vê-la sofrendo ainda mais nesse estado, teria que se conformar em nunca tê-la para si... Conformar, a quem ele estava enganando? Ele jamais desistiria, quando queria algo, nem que levasse séculos ele conseguia, afinal a eternidade o tornou muito paciente.
É um jogo de espera, cada vez mais frio e perigoso, uma loucura que amaldiçoa nossos destinos. Sua timidez me fascina e sua extrema feminilidade, misturada à sua força deixam-me ensandecido... Quero que se sinta viva... que deite em meu ombro exausta por me amar, satisfeita por abrigar-me em seu interior, tendo seu cheiro como meu entorpecente particular, envolver nossos cabelos durante o ato do amor, sentir o seu sabor no corpo afogueado sob o meu... É um jogo de espera... o meu favorito.
............................
Fale com o autor