Kagome e Inuyasha - Pertencentes um ao outro
31 Capítulo 31
Notas iniciais
O amanhecer foi nublado e frio, pelo menos foi o que a Miko sentiu. Estava sozinha deitada na grama, ao seu lado apenas Sango adormecida. Olhou em volta, os restos da fogueira ainda com pequenas brasas, as coisas dos outro enfileiradas, preparados para viagem que seguiriam durante mais um longo dia. Sentou sobre os joelhos e respirou fundo, coçava os olhos meio sonolenta, cutucando a amiga para que a acompanhasse na higiene matinal.
— Ohayou Gozaimasu! – A Miko falou alegremente, enquanto a exterminadora fazia uma careta.
— Ah me deixa dormir mais! – Respondeu rindo da própria preguiça.
A Miko olhou para o lado do futon improvisado em que dormiu, onde haviam três maças vermelhas. Seu estômago roncou e sem pensar muito ela comeu uma das frutas, alcançando uma para Sango que também comeu com gosto, a fruta que estava de muito agradável sabor.
— Hum... olhe só, o shujin quer agradá-la. – A exterminadora sorriu, deixando um pouco da suculência da fruta escorrer dos lábios, rindo da atitude infantil.
— Hai... – A Miko teve um de javu e teve a certeza absoluta de onde surgiram as frutas, mas ficou em silêncio aproveitando o sabor doce em sua boca.
Levantaram-se e foram até pequeno regato, onde lavaram o rosto e higienizaram a boca, aproveitaram para pentear os cabelos e até refrescar os corpos na água fria. Voltaram ao acampamento encontrando com os demais, e seguiram viagem rumo ao Norte.
.........................................
Tsunade havia dormido no mesmo quarto que Mariskah, que a ninou nos braços como se fosse um bebê. Ela sentira que a hanyou precisava de carinho, pois havia ficado muito impressionada e assustada, fora a saudade dos pais que a estava torturando. Agora ambas tomavam um desjejum em uma espécie de piquenique no jardim, onde a youkai azul fazia muitas perguntas para a jovem hanyou.
— Mas conte-me pequena, sua ami veio do futuro? – Questionava seriamente.
— Ami? – A jovem parecia confusa.
— Nem, sua hahaue.
— Ah... – Sorriu tímida. – Hai, ela veio do futuro. Pelo poço Come Ossos, é a reencarnação da sacerdotisa Kikyou, quem protegia a Shikon no Tama.
— Jawahrat arbet alnnufus!!! – Mariskah cobriu a boca com a mão e arregalou os olhos. Ela era a Estrela reencarnada! E a jovem mestiça diante dos seus olhos era a filha dela, filha da Ponte Inter mundos. Pensou um pouco, provavelmente Zayn não pensou em como trazê-la para o palácio o prejudicaria.
— O que disse? – A jovem perguntou confusa.
— Ora querida, nada. – Sorriu abertamente. – Prometa uma coisa Nem?
— Hai.
— Não conte que me contou isso está bem?
A hanyou assentiu, encarando a interlocutora da frase, não entedia os motivos, mas confiava nela cegamente, e sua mãe sempre lhe ensinara a seguir o coração, e assim ela o fez. A youkai a olhava intensamente, até o momento que resolveu compartilhar um segredo com a hanyou.
— Tsunade, eu tenho um presente deveras especial. Mas eu só posso dá-lo a pessoas de coração puro. – Mariskah falava quase em um sussurro. Eu tenho certeza absoluta, que o seu coração é puro então preciso que abra a sua mão esquerda.
A menina obedeceu e a youkai levou a própria destra à boca e passados alguns segundos, uma luz intensa e branca saiu por entre os lábios dela, sendo pega entre os dedos delicados. Ela colocou a luz dentro da mão da menina indicando para que ela pousasse a mãozinha sobre o coração, e assim ela o fez. A luz foi absorvida pela menina, que sentiu um pulsar em seu corpo.
— O que foi isso Mariskah-Sama?
— Isso foi um presente... é mais um segredo nosso está bem? – A menina assentiu, então a youkai continuou. – Quando a hora oportuna chegar, eu conto o que é.
..................................................
O grupo de viajantes estava chegando próximo às Terras do Norte, mas estavam dentro da densa floresta há muito tempo, Miroku e Kagome sentiam a forte energia que emanava da montanha, Os youkais lobo a conheciam bem, então evitavam encher a mente com pensamentos ruins evitando que se materializassem, Inuyasha ia mais atrás com Sesshoumaru.
— Não estão ouvindo? – Sango quebrou o silêncio. – O choro dos bebês! São muitos! Eu não consigo cuidar de todos! – Gritava desesperada de repente.
— É uma ilusão da montanha... – Ayame falou tranquilamente. – Esvazie sua mente... ouça, não existem bebês...
A exterminadora continuava nervosa olhando em volta, começou a chorar compulsivamente, Kagome a amparou em um abraço emanando energia e a purificando, logo ela se acalmou e acabou desmaiando. Miroku a deitou sobre Kirara e continuou seguindo a pé.
— Não! Eu não seria capaz de te trair Sango! – O monge disparou. – Mas de onde ela tirou isso? – Olhava para Inuyasha que tentava acalmá-lo.
— Ela está dormindo, tudo bem. – O hanyou se aproximou do monge, em seguida olhou para a Miko. – Acho que vai precisar ajudá-lo Kikyou.
Os que ainda não estavam sob o efeito místico da montanha, trocavam o olhar entre Inuyasha e Kagome.
Ele pronunciara o nome dela. Significava que no fundo, bem no fundo do seu coração, ainda pensava na sacerdotisa de barro. A Miko respirou fundo olhando-o nos olhos.
— Inuyasha, quem sou eu? – Aproximava-se lentamente.
— Ora Kikyou pare com isso. – Sorria bobamente.
— Claro meu querido... – Respondeu tristonha, estendendo a mão para que ele segurasse. – Venha aqui, você lembra da Kagome? – Os outros balançavam a cabeça negativamente, temendo pela resposta que ele pudesse dar, o Lorde observava em silêncio.
— Lembro. – Ele ficou sério de repente.
— E o que sente? – Os olhos dela começaram a verter algumas lágrimas cristalinas, muito dolorosas.
— Eu a amo. – Falou com convicção.
— E quanto a mim? – Murmurou num fio de voz, como se fosse Kikyou.
— Também. – A resposta não a feriu, mas também não fora a melhor coisa que ouvira em sua vida, sem sombra de dúvida. Suspirou em meio ao sorriso magoado, porém sincero que o retribuiu.
— Você lembra de sua filha? – A Miko o conduzia tranquilamente, como se conversassem sobre as cores das flores no verão.
— É a Hime mais linda de todo o Japão. – Respondeu sorridente, e a Miko também sorriu, feliz por saber que ela e a filha ainda estavam nas lembranças dele, logo o domínio da jóia se dissiparia, só precisava continuar a ser paciente com ele.
Continuaram com a caminhada, Miroku se acalmara e voltara a si, mas o hanyou ainda lutava com seu ‘eu’ interior, o que era torturante para a Miko.
Ayame e Kouga trocavam olhares de pena assim como Ginta, Hagaku e Kento, mas mantinham-se em silêncio sem interferir, Miroku cuidava de Sango que ainda estava desacordada, Sesshoumaru continuava apenas a observar, pensando em como seu meio-irmão era idiota, chegava a doer. Como poderia ainda nutrir sentimentos pela outra depois de ter vivido tantos anos ao lado de Kagome, ter filhos com ela e exigir total fidelidade, inclusive de pensamentos por parte dela.
O Lorde, porém, compreendia como o meio-irmão se sentia como macho, o desconforto de ter outro interessado em sua fêmea realmente era torturante, só estava afastado da Miko por ela, porque em outros tempos já o teria matado e a tomado para si, mas sabia que jamais seria perdoado por ela se tomasse tal atitude. Quanto tempo mais esperaria? Provavelmente a veria morrer ao lado dele, com mais filhotes até lá, talvez o hanyou a enchesse de crias fazendo uma verdadeira ninhada, estreitou os olhos com a ideia desagradável, mas se fossem seus filhotes e não os dele, a ideia o agradaria.
Um meio sorriso amargo surgiu em seus lábios finos, mas logo voltou ao normal. Não queria mais ter essa sensação de sentir-se o mal, o ruim e o rejeitado pois tinha a impressão de já estar amaldiçoando uma coisa que começou errado. Por que permanecia ao lado dela? Sentia medo... o inútil sentimento do medo, pela primeira vez em sua maldita existência eterna, medo em pensar onde estava. A luz e os sons vindo do exterior da floresta tiraram a todos dos pensamentos, chegaram à Tribo do Norte.
.................................................
Um caos em meio aos youkais-lobo, que corriam e gritavam de uma lado para o outro, alguns choravam nos cantos. Ayame e Kouga correram e começaram a conversar com eles, Kagome deixou o hanyou aos cuidados do monge, e ajudou com as almas perdidas daqueles seres, visto que não podia purifica-los. Simplesmente liberou ondas de energia de seu corpo, seus cabelos esvoaçavam a cada nova projeção, mas agora ela estava mais forte e não se deixaria cair no chão como uma criança fraca. Parada no meio do grande espaço aberto, os braços juntos ao corpo, com os antebraços afastados e as palmas voltadas para o alto, os olhos fechados e toda a energia purificadora, emanando pelo seu corpo formando uma aura lilás.
Alguns caíam, outros apenas paravam e sentavam sozinhos no chão, a cada momento que se passava mais ela podia sentir o poder da jóia, emanando da montanha que se corrompia, mas não existia energia maligna fazendo isso.
Taú e Dakarai foram encontrados desmaiados, pareciam exaustos, com certeza a montanha criou ilusões sobre os medos deles, e a jóia os acusou em sinceridade. Para enfrentar uma força dessas, o coração precisa estar tranquilo e não procurar mentir para si mesmo. Sango tinha um medo secreto em ficar cheia de filhos, Miroku tinha medo de perder Sango baseado em suas atitudes, e Inuyasha tinha medo de admitir que ainda nutria sentimentos por Kikyou, os youkais lobo estavam acostumados a dominar seus pensamentos quando expostos às perguntas da Seii no hōseki, já o Lorde e Kagome, além de estarem mais serenos que os outros, também não escondiam o que sentiam apesar do medo, esvaziaram a mente e prosseguiram com sua caminhada.
Music 1 Play*
— Kagome. – O hanyou despertara do seu “transe nostálgico”, sentindo-se mal pelo que falara.
— Hai. – Ela se aproximou dele o beijando os lábios, com o mais profundo carinho e amor, envolvendo-o entre os braços.
Isso não fazia sentido algum, mas sentia-se livre em beijá-lo deixando os medos e os arrependimentos pra trás, sabia que ele também era errado mas que fazia de tudo para acertar, acertar viver ao lado dela, lutando e a protegendo, construindo uma família e a guardando em seu coração ferido, ambos sofreram muito, as vidas bagunçadas pela presença impossível de ignorar um do outro. Naquele beijo urgente, entre o caos e os olhos confusos, as mão pequenas envolvendo o rosto masculino, estavam totalmente entregues no pequeno mundinho que criaram, entre os braços fortes a envolvendo pela cintura.
Eu o perdoo, e estou muito feliz em saber que dentro desse hanyou teimoso existe um coração, tem um lugar especial para mim dentro dele para sempre, onde sempre encontrarei abrigo.
Entrelaçando os dedos nos cabeços negros, provando daquele beijo sem fim feliz por amar e ser amado, de um jeito único. Sempre estariam ligados não importa quantos desencontros, o maligno destino tramaria para eles, pertenciam um ao outro e isso era o que importava. O vento balançando os cabelos, que mesclavam as cores entre cada toque dos lábios, o tempo parou por um momento.
Vou amá-la para sempre minha doce Kagome, mesmo que se sinta confusa às vezes, ainda assim eu vou escolher estar ao seu lado. Você arrumou a desordem em minha vida e no meu coração, preenchendo os espaços vagos com amor e carinho, fez-me o homem mais feliz do mundo, sim homem, porque ao seu lado é tudo o que eu preciso ser.
Se desprenderam do beijo, mas não do abraço, encostando as testas e respirando fundo, os olhos de ambos fechados buscando a ligação que tinham em suas almas, o círculo de confiança, fortalecê-lo no encontro dos orbes âmbares e dos castanhos, mergulhados um no outro assim que foram abertos. O hanyou pego as mãos da Miko e as levou ao coração.
— Eu sinto muito Kagome. – Falou sincero e arrependido.
— Eu sei. – Ela respondeu com algumas lágrimas nos olhos. – Eu o amo.
Se olharam por mais um tempo, então sentiram-se prontos para reunir-se com o grupo que os observava de longe, porém, em silêncio.
— O que está acontecendo aqui? – A Miko perguntou à youkai.
— A jóia está liberando o seu poder, já que a montanha foi corrompida pelas energias que estão fora de harmonia, parece que o universo também rejeita essa força maligna. – Ayame respondeu seriamente. – Vamos nos acomodar, então falaremos mais sobre isso.
A Miko assentiu e o pequeno grupo entrou na grande vivenda do Senhor do Norte, Kouga Otsuka, líder e príncipe dos youkais-lobo. Foram acomodados nos quartos, e assim que as refeições estavam prontas, eles reuniram-se no salão de jantar. Refeições, pois, os youkais comiam caça diferente do que os humanos, então para Kagome, Miroku e Sango foi preparado uma sopa com carne de gado e paras os youkais um cozido feito de uma carne dura, de um tipo de javali youkai, até mesmo Sesshoumaru comeu porque provavelmente estava acostumado a comer esse tipo de alimento. Tinha um cheiro forte e exótico, por motivos óbvios da gravidez, a Miko quis experimentar e comia com muito desejo, o sabor era avesso ao que estava acostumada, mas era bom.
— Sua cria está pedindo comida de youkai... – Ayame a olhou pensativa, depois encarou Inuyasha e o mesmo assentiu. – É um macho!
— O quê? – A Miko levou a mão ao ventre, e sorria de felicidade. – Um menino! Isso explica eu não sentir enjoos. – Riu de sua piada, acompanhada das outras mulheres.
— As fêmeas pedem a presença do pai, já os filhotes machos a da mãe, por isso não sente mal-estar algum. – Dakarai respondeu sorrindo com seus dentes pontiagudos e brilhantes.
— Você já sabia? – A Miko perguntou ao hanyou.
— Fazia uma ideia, ele estava se ocultando... mas acabei de ter a certeza, quando senti seu cheiro agora a pouco. – Ele sorriu, parecia orgulhoso em ter um filho homem. – Um herdeiro!
— Hai. – Kouga respondeu sorridente. – É um companheiro e tanto, mas saiba que sempre se apega muito mais à hahaue, por isso elas nos rejeitam muitas vezes, é reflexo da gestação de um macho que já disputa a atenção da fêmea, no caso a hahaue.
— Hai. – Ayame respondeu acariciando o rosto do filho.
Ao terminarem a refeição, todos foram até uma imensa sala onde tinha uma lareira, a Miko pediu para deitar nos tapetes de pele perto das chamas, Sango a acompanhou abraçando-se a amiga, Miroku e Inuyasha sentaram lado a lado no sofá menor, Sesshoumaru em um poltrona na ponta, Dakarai e Taú também optaram por sentar no chão em posição de lótus, Ginta e Hagaku foram dormir, Kento e Ayame acomodaram-se ao lado Kouga em uma grande namoradeira de madeira de lei, com almofadas de pelo de urso.
— Estamos muito gratos por terem nos acompanhado, e nos ajudo a resolver o problema em nossas Terras. – Kouga começou com um olhar de gratidão.
— Kéh! Até parece que nós íamos fugir de uma aventura seu Lobo Fedido! – O hanyou cruzou os braços no peito.
— Olha só cara de cachorro... – O Youkai-lobo foi interrompido, pelo choro da Miko, que foi baixinho mas a audição apurada deles os permitiu ouvi-la.
— Meu amor... – Inuyasha levantou-se e caminhou até ficar próximo, sentando ao lado dela e a puxando para seu colo.
— Minha musume... – Ela o abraçou envolvendo-o pelo pescoço. – Será que está bem? Comeu ou está com fome? Está com frio? Eu queria poder protegê-la... – Resmungou chorosa.
— Nós vamos encontrá-la. – O hanyou estreitou o abraço, confortando-a enquanto acariciava suas costas. – Não se preocupe, eu estou aqui...
Ela o apertou entre os braços, aspirando o cheiro agradável dos longos cabelos prateados, que agora estavam sempre presos em um rabo de cavalo, pensando em como o cheiro parecia com o de sua filha.
— Seu cheiro... – Ela sussurrou.
— O que tem? – Ele perguntou ainda acariciando as costas esguias.
— Tsunade tem o cheiro muito parecido com o seu, mais doce apenas. – O hanyou ouviu, esboçando um sorriso amoroso, puxando-a para encará-lo.
— A parte doce que você diz, é o seu cheiro minha tsuma... – Beijou a ponta do nariz delicado, fazendo-a sorrir. Sua pequena Hime era um mistura perfeita dos dois.
— Ei cara de cachorro! – Kouga o chamou. – Amanhã cedo podemos vasculhar o topo da montanha o que acha?
— Hum... pode ser. – Olhou-o desconfiado.
— Lembre que deu-me sua palavra, se eu encontrar o paradeiro de sua musume, formalizaremos a aliança em casamento de Kento e Tsunade, Norte e Leste.
— Hai... – O hanyou coçou a cabeça aborrecido.
— Hahahaha eu sabia que logo os Clãs Otsuka e Higurashi Thaishou fariam uma aliança! – Taú manifestou-se com um sorriso.
— Você prometeu nossa musume em casamento Inuyasha? – A Miko questionou olhando-o fixamente.
— Hai... – Ele fechou um olho temeroso de levar um soco.
— E não perguntou a mim o que achava? – Ela arqueou uma sobrancelha.
— Shimasen. – Olhou-a suplicante. Ela ergueu-se saindo do colo dele, caminhando na direção do quarto em que dormiriam.
— Está tudo bem, Kento é de ótima família, e eu já percebi que eles se gostam. – Sorriu para Ayame, que retribuiu satisfeita. Depois ela estreitou os olhos e encarou o hanyou por alguns segundos. – Mas para a sua pessoa, que não avisou-me de nada, só posso dizer... SENTA!!! – E virou as costas sumindo no corredor, enquanto o hanyou praguejava com a face no chão.
— Maldição!
— É Inuyasha, algumas coisas nunca mudam. Como sua capacidade em ser idiota. – Miroku falou, e quando o hanyou tentou dar-lhe um cascudo, o monge o acertou com o bastão.
— Até parece que sua musume se casar com meu musuko não é um presente dos deuses! É um garoto magnífico, bonito, charmoso e inteligente como o pai. – Kouga começou com sua vaidade super dominante.
— Ele é um bom garoto, mas Tsunade é uma jóia rara! – O hanyou cruzou os braços no peito. – Presente é ela, uma cópia de Kagome de cabelos prateados, e minhas orelhas claro.
— Não se pode ter tudo. – O youkai-lobo murmurou e foi o cúmulo para o hanyou, que foi para cima dele e os dois começaram a se estapear na sala.
Taú ria e parecia divertir-se, Ayame, Dakarai, Miroku, Kento e Sango reviraram os olhos, e Sesshoumaru levantou-se caminhando pelo longo corredor, onde chegou em uma sacada respirando fundo e agradecendo secretamente pelo silêncio, porém, a presença tão conhecida e desejada se aproximou, tirando-o da paz habitual que ele transparecia.
A Miko não disse nada, apenas apoiou a cabeça em uma mão que estava sendo suportada pelo cotovelo na sacada, suspirou algumas vezes mas continuou em silêncio olhando para a grande extensão das Terras do Norte.
— O que sentiu? – O Lorde a surpreendeu, sendo quem iniciou um diálogo.
— Quando? – Ela o encarou apenas movendo os olhos.
— Quando soube que o hanyou ainda amava a Miko de barro. – A voz grave porém serena a envolveu, e ela continuou em silêncio, até resolver responder, ele era muito paciente, e não a pressionou querendo de imediato uma resposta.
— Aquilo doeu... – Ela abaixou a cabeça fitando o chão. – Mas não foi insuportável, eu só quero esquecer o que foi ruim e nos separou, retomar nossa união de onde ela foi interrompida. – Novamente ergueu a cabeça e admirava a paisagem.
— Este Sesshoumaru compreende o que quer dizer. – Completou impassível.
— Eu sei que compreende... o que o grande Senhor Sesshoumaru Thaishou, não compreende não é mesmo? – Finalmente virou-se para fitá-lo.
Ele apenas assentiu, voltando também a admirar a paisagem, e num hábito estendeu a mão para tocar nos cabelos da jovem, que se afastou com uma expressão de culpa na face.
— Estou proibida de tocá-lo, vou seguir o conselho de minha amiga, e acatarei ao desejo do meu shujin. – Afirmou convicta.
— Este Sesshoumaru não esperava menos de você... – Falou uma última vez com ela naquela noite, mas antes de sair, aproximou o rosto do pescoço dela, porém, sem abrir contato algum com a pele delicada, aspirou profundamente o perfume da jovem, afastando-se em seguida, caminhando em passos tranquilos. Para onde? A Miko desconhecia.
A jovem soltou um riso anasalado, ele era perseverante mesmo, extremamente inteligente e habilidoso, respeitou o pedido da jovem, porém, aproximando-se perigosamente e sentindo seu perfume, contudo sem tocá-la um dedo sequer.
— Eu também não esperava menos de você Sesshoumaru. – Sussurrou, não conseguia se aborrecer com ele. Continuaria afastada, queria viver tranquilamente com seu shujin, em harmonia. Estava grávida de um menino, e estava exultante com a notícia maravilhosa de ser mãe, mais uma vez. Um fio de tristeza correu por seus olhos e ela lembrou-se de sua Hime.
Tsunade, onde você estiver, saiba que sua hahaue reza por você pedindo a Kami, que a proteja e a guarde.
Confie em mim minha vida, eu estou indo te buscar musume.
.................................................
O hanyou foi até o quarto e não encontrou a Miko lá, fez uma careta de desgosto imaginando coisas erradas, ficou sem jeito quando Sesshoumaru passou por ele, sozinho. Significava que ela também estava sozinha e ele pensou porcaria de novo, estavam se afastando mais e mais a cada dia, ele não queria perde-la depois de tudo o que viveram juntos.
Music 2 Play*
Andou um pouco mais, aspirando o ar com força em busca do cheiro doce, que se desprendia da pele de porcelana de sua Hime. Vislumbrou a silhueta esguia encostada na varanda, olhando a paisagem e onde o vento traiçoeiro fazia seus cabelos esvoaçarem formando ondas negras, em suas costas e ao redor do corpo perfeito, espalhando o perfume intenso de sua fêmea. Ela estava usando sua armadura com a yukata e zubon pretas, uma sacerdotisa guerreira Senhora do Leste, do clã Higurashi Thaishou. Ele cresceu tanto em sua companhia e com seu apoio, como não percebera isso antes?
Abraçou-a encostando o rosto no dela, posando os lábios na zigoma que ficava em brasa, na presença do amor de sua vida, apertou-a entre os braços embriagando-se naquele perfume único de sua flor, sua Kagome, sua tsuma.
— Encontrei você... – Sussurrou fazendo-a arrepiar.
— Então estava a minha procura? – Ela virou levemente o rosto, e os lábios roçaram na boca quente e convidativa do hanyou. Respiraram fundo ao mesmo tempo, e aos poucos as frequências cardíacas se alteraram, no mesmo ritmo.
Ergueu-a nos braços como uma noiva, levando os lábios ao beijo adocicado de sua mulher, ela o enlaçando pelo pescoço e pousando a cabeça em seu peito, o caminhar lento até o aposento. Ao chegar fechou a porta com o pé, enquanto riam da situação.
Pousando o corpo delicado no chão, deixando-a de pé novamente. O hanyou sentiu o coração acelerar levemente ao vê-la tirar a armadura e pousa-la ao lado da espada, abrir a yukata e a zubon deixando-as cair aos pés delicados lentamente, passou a despir-se também sob o olhar atento dos orbes castanhos, colaram os corpos nus e abrasados unindo as bocas sedentas no beijo urgente, tocando as línguas ávidas pelo contato. Bagunçavam os cabelos, ela soltando o rabo de cavalo que envolvia as melenas prateadas, ele afundando os dedos no oceano negro das madeixas macias da Miko, sentindo o perfume dos fios sedosos.
— Eu a amo. – Murmurou ao ergue-la nos braços, sendo enlaçado pelas pernas femininas.
Levou-a até a cama, descansando o corpo perfeito sobre os lençóis, os cabelos negros se espalhando em contraste com o tecido branco do leito, as mãos descendo do pescoço aos seios, do abdome ao ventre, separando as pernas e acomodando-se entre elas, inserindo-se no interior convidativo dela, que quando sentiu-se totalmente preenchida gemeu.
— Eu o amo... Inuyasha... vou amar para sempre. – Seus olhos enevoaram pelo êxtase, e as unhas se arrastaram pelas costas largas.
— Para sempre... – Balbuciou entre os beijos apaixonados, e os gemidos baixos e abafados do prazer.
Enquanto tinham a conexão do amor, seus olhos não se desviavam um do outro, os castanhos mergulhados no ouro líquido, em cada investida um sussurro com promessas de amor, o suor nos corpos em chamas, o espetáculo particular dos seios se agitando pelos movimentos, do vai e vem realizado como dança sensual de uma casal apaixonado.
As expressões faciais confusas entre prazer e sofrimento, sim, as máscaras do orgasmo são distintas e encantadoras para quem sabe apreciar, as pequenas veias que saltam na testa, os lábios inchados pelos beijos e mordidas, as bochechas vermelhas pela excitação, os olhos embotados pelo momento inebriante do clímax.
Foi assim mais uma vez para aquele casal, que lentamente se moviam para aproveitar ao máximo aquele momento de ligação de corpo e alma.
— Inuyasha... eu... o... amo... – A jovem sussurrou entre as contrações da satisfação sexual.
— Eu também a amo. – Praticamente foi gritado pelo hanyou, absorto pela sensação de prazer em derramar sua essência, no interior de sua fêmea. Ficou ligado a ela, até todo o fluido seminal terminar de jorrar de seu corpo para o dela.
Descansou o corpo, deitando-se de lado a admirando em sua beleza única, tão especial, como amava a essa mulher. Por mais que ainda dividisse um espaço em seu peito para Kikyou, o que viveu com Kagome foi infinitamente mais poderoso e especial, lembraria de cada segundo ao seu lado, curtiria cada momento em família, com ela e seus filhos pelo tempo que o destino lhe cedesse.
............................................
Fale com o autor