Kage no Õji
9 Porque eu tinha que me apaixonar por você?!
Notas iniciais
P.O.V. Nico
Meu coração batia acelerado, me sentia ótimo, quando ele sorriu para mim não pude deixar de sorrir para ele também, mas a vergonha foi mais forte e escondi meu rosto em seu peito. Ele me abraçou com mais força e carinho, deitando seu queixo em minha cabeça e fazendo cafuné em mim.
Ficamos assim por um tempo, até que me senti mais calmo, mas estava tão bom ali, nos braços dele, era um calor bom que me deixava mais feliz, Cupido tinha razão, por mais que não queira admitir. Eu estou amando o Abel, mas meu orgulho não me deixava ver isso, ele também me ama, me sinto feliz com ele e o que eu sinto por ele é mais forte do que eu sentia por Percy.
Ainda estava abraçado ao seu pescoço, fiquei assim até criar coragem e levantar meu rosto, Abel me olhou nos olhos profundamente, minhas pernas ainda estavam moles pelo beijo, se ele não estivesse me segurando teria caido, ele sorriu, sorri para ele novamente.
Abel: Você fica ainda mais lindo quando sorri -disse enquanto acariciava meu rosto — parece que é um anjo.
Nico: Sou filho de Hades, estou longe de ser um Anjo. -ainda estava corado, mas não me importei muito, olhei a pia, ainda tinha que lavar a louça, me soltei dele- tenho que terminar de arrumar a cozinha.
Me distanciei dele e fui em direção a pia e voltei a lavar a louça, ele ficou me olhando encostado no balcão, fiquei ainda mais corado com isso, a cena do beijo voltava a minha mente e não consegui me concentrar na louça muito bem, até que enfim conseguir terminar de lava-las, as sequei e quando fui guardar o Abel veio.
Abel: Deixa que eu guardo, pode ir assistir TV agora -disse normal, começando a guardar tudo.
Fui para a sala, mas fiquei olhando ele de lá, até que voltou com uma vazilha cheia de chocolate para comermos enquanto assistiamos Death Note. Nem percebi a hora passar, quando olhei para o lado vi que Abel já dormia, suspirei e fui lá em cima e peguei um cobertor, arrumei ele no sofá e o cobri, desliguei a tv.
Ouvi Abel resmungar e quando olhei para ele, estava abrindo os olhos.
Nico: Desculpa, não queria te acordar... -disse indo até ele.
Abel: Tudo bem -disse apenas levantando o olhar para mim, se ajeitou no sofá e tirou a coberta de uma parte e bateu com a mão na parte vazia do sofá- deita comigo?..
Devo ter corado, fiquei o fitando e não vi nenhum sinal de brincadeira no que foi dito.
Nico: Melhor você ir dormir no seu quarto Ab.. -não pude terminar de falar.
Ele me puxou pelo pulso e me fez deitar ao seu lado de costas para ele, passando o braço pela minha cintura me abraçando com carinho.
Nico: Abel! Me solta! Abel! Por favor favor me solta! -senti no nariz dele tocar a minha nuca, um arrepio percorreu o meu corpo.
Abel: Vamos dormir assim, por favor? É bom ficar assim com você...
Não disse mais nada, fiquei quieto, coloquei minha mão sobre a sua e me ajeitei em seu lado, ficamos deitados juntos em conchinha, era tão bom ficar assim com ele, o sono logo veio e eu dormi profundamente.
Na manhã seguinte acordei com o Sol em meu rosto e quando abri os olhos vi um rubi e uma safira a me observar. Abel estava me olhando, com um sorriso no rosto, estávamos tão próximos que sentia seu leve hálito de chocolate, ele me abraçava pela minha cintura, senti meu rosto corar e o escondi.
Abel: Bom dia Nico... -ele beijou a minha testa e apertou mais o abraço, como se me quisesse apenas para ele.
Nico: B..Bom... dia.. -falei baixo, ele começou a me fazer cafuné, deitou o queixo sobre minha cabeça, pudia ouvir o coração dele batendo forte no peito, quase tão acelerado contra o meu.
Abel: Vá tomar um banho, eu vou preparar o café da manhã -ele me soltou de seus braços, se sentou no sofá e ficou a me olhar.
Fiquei constrangido e me sentei no sofá para me levantar, mas fui surpreendido pelo ato repentino dele. Ele virou meu rosto em direção ao dele e depositou um selinho carinho em meus lábios, senti minhas pernas amolecerem. Ele se distanciou e se levantou indo a cozinha, respirei fundo e subi para o meu quarto, pegando a toalha negra e indo diretamente ao banheiro.
Fiquei relaxando em baixo do chuveiro, lembrando do beijo de ontem a noite, de nós dois dormindo juntos, do selinho de poucos minutos atrás, do impacto que esse filho de Cupido me causa. Argh, Abel por que tinha que me apaixonar por você?
Sai do chuveiro, me sequei bem e deixei meu cabelo bagunçado, peguei uma cueca, uma bermuda verde escuro e uma camisa do Metálica. Desci já sentindo o cheiro de panquecas.
Abel estava olhando os armários insatisfeito, cheguei sem fazer barulho ou demonstrar minha presença, algo bem fácil, aliais, para mim.
Nico: O que houve?
Abel: Aaah!! -ele deu um pulo e não pude deixar de rir da cena, ele me fuzilou com o olhar- ta querendo me matar, é?
Nico: Se eu quisesse teria feito isso no primeiro momento em que o vi -falei simplesmente e vi um sorriso aparecer em seus lábios, pessoas geralmente acham lindo quando isso acontece, mas eu tenho medo quando aquele sorriso malicioso surge nele.
Abel: Você vai se arrepender de ter feito isso Nico di Angelo -recuei para trás com o coração acelerado e, antes que eu pudesse correr ele me envolveu em seus braços, comigo de costas para ele.
Nico: Me Larga! O que você pensa que vai fazer, hem??! -fiquei me debatendo, e gritando com ele, o mesmo apenas ria da minha atitude.
Abel: Ei fica calmo, não vou fazer nada demais -continuei a me debater, até que senti seus lábios tocarem a pele exposta do meu pescoço e uma onda de eletricidade percorrer me corpo, fiquei imóvel com isso, sentindo meu rosto esquentar- Melhorou. Será que toda vez vou ter que fazer isso? Se bem que não acho ruim... Eu poderia fazer isso o tempo todo -sentia o ar quente saindo de sua boca em quanto falava, batendo contra a pele do meu pescoço me causando mais arrepios.
Nico: O café vai esfriar... -foi tudo o que consegui dizer, mas minha voz saiu quase inaudível, mal conseguia pronunciar uma palavra com ele fazendo isso.
Abel: Então vamos comer... Estava procurando o chocolate em calda que eu tinha comprado para você mas, não estou achando.
Ele me soltou, para logo em seguida colocar a mão em minha cintura e me virar para ele.
Nico: N..Nã..o te...tem...pr..prob...problema ..-acho que eu parecia um tomate já nessa hora, desviei e olhar do dele, mas era complicado, pois aquelas jóias em seus olhos me atraiam quase toda hora, ele deu um beijo no canto da minha boca e foi até o outro armário, enfim pegando o chocolate em calda.
Abel: pronto, vamos comer -ele sorriu e o segui até a mesa, me sentei no meu lugar de costume e ele no dele.
Coloquei quase todo o chocolate em calda nas minhas panquecas, comi com prazer, pois estava ótimo, Abel assim que terminou de comer ficou a me olhar, estava me sentindo desconfortável com isso, mas bem também, senti um calor invadir meu corpo, queria poder perto dele, junto dele. Mas ignorei essa vontade e continuei a comer. Terminando o café fui fazer os deveres da casa, Abel tinha falado que arrumaria a cozinha, por isso eu cuidava do resto. Duas horas depois estava tudo pronto e eu estava cansado.
Abel: Nico, pode vir aqui, por favor! -disse ele na frente da porta do quarto dele, reclamei pela preguiça que estava, mas acabei por ir até lá. Abel entrou no quarto- Vem! Entra!
Nico: tem certeza? -disse receoso, pois ele mesmo havia falado para eu não entrar ali.
Abel: absoluta -ele ligou a luz mostrando o quarto que tinha visto, nada de diferente daquela vez, tirando por estar mais arrumado — Vamos jogar Anjo -disse ele arrumando algum jogo de luta, me sentei na cama dele.
Nico: Por que me chamou para jogar?
Abel: por que ficar apenas lendo e ver TV é algo entediante — disse me entregando o controle- e também, eu não via mais motivos de não te trazer aqui, afinal é mais divertido quando estamos jogando com quem amamos -olhei ele um tanto surpreso, virei meu rosto para o lado oposto tentando esconder que estava corando.
Nico: baka.. -o jogo começou e ficamos jogando até dar o horário de ele preparar o almoço.
Abel: Pode ficar aqui jogando, quando ficar pronto eu te chamo.
E com isso eu fiquei no quarto dele jogando,enquanto ele ia em direção a cozinha preparar o almoço.
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