Kage no Õji
10 Nos braços de Abel.
Notas iniciais
P.O.V. Nico
Já havia se passado mais dois dias desde aquele beijo. Abel vez ou outra me provocava, mas não fazia nada mais, além de ficar me beijando no pescoço ou me dando selinhos, eu gostava dos carinhos que recebia dele, me sentia bem com isso.
Estava andando pelo bairro de Abel, sai para passear por ali apenas uma vez com Abel, depois disso não havia mais saído para conhecer melhor o lugar, mas como Abel havia saído para resolver uns problemas, achei que seria bom eu dar uma voltar. Fiquei andando sem rumo, pelo menos até aonde eu conhecia, parei no parquinho infantil e fiquei sentado no balanço.
Era pouco mais que quatro da tarde agora, fiquei fitando o céu nublado, de acordo com o que ele havia me falado, logo iria começar a nevar, acabei por me lembrar que não tinha roupa de frio, teria que falar com Abel quando voltasse sobre isso.
Fiquei balançando mais um pouco, até que decidi estar tarde demais e Abel já devia ter voltado. Levantei e fiz o caminho de volta, ouvindo as crianças rirem e brincarem pelas ruas calmas do bairro.
Sinto um frio muito forte vindo em minha direção. Quando olho para o lado vejo um cara, não muito maior que eu, cabelos castanhos e olhos azuis profundos, iguais as profundezas do oceano, pele um pouco morena, mas nem tanto, era musculoso até, tinha o corpo bem definido.
Meu corpo queria sair dali o mais rápido possível, mas não conseguia me mover. O cara se aproximou de mim em passos lentos, senti meu coração pulsar, mas por estar pressentindo o perigo, queria sair logo dali, não aguentava mais aquela tensão.
Break: Você não vai leva-lo de mim, eu o quero e eu o terei -o rapaz ficou a minha frente, com um olhar sério mais cheio de raiva nele — Eu Break Sutorimo não deixarei que tenha o Abel.
Ele conhece o Abel? Mas como? Espera... Abel falou que havia reencontrado um "conhecido" no mercado quando ele voltou com aquela marca no pescoço. Ele também falou que já havia ficado com alguns mas sem interesse ou desejo, ficou por que a pessoa havia pedido a ele. Esse tal de Break era uma dessas pessoas? Ao que parece é...
Break: Vá embora!!! -gritou ele bem alto, o que definitivamente me tirou de meus pensamentos- Não quero mais ver um... Um antigo como você perto do Meu Abel.
Nico: Antigo? — encarei ele- e como assim Seu? O Abel tem total direito de escolher quem ele quiser, estou pouco me importando para o que você fale. Você não manda em mim.
Break: Kusoo!! -um bebedouro que ficava ali perto explodiu e a água veio em minha direção.
Ele era filho de Poseidon? Netuno? Mas ele não se parecem em nada.
Break: Eu sou filho de Susanoo deus dos mares japoneses e será um prazer te mandar para o inferno.
Não aguentei e ri da cara dele, o que o deixou confuso, entrei na minha própria sombra e aparecia atrás dele e o joguei contra a parede, me defendi das lanças de água que ele lançou em mim com facilidade até.
Nico: E eu sou Nico di Angelo, filho de Hades deus gregos dos Mortos e imperador do Submundo, então, se eu quiser ir visitar o meu pai basta apenas ir pelas sombras.
Ele me olhou espantado, ele chamou um nome estranho que não tinha ouvido e do nada uma espada apareceu em sua mão, eu estava desarmado e agora ela parecia estar realmente nervoso, a água o deixou novo em folha, esse cara era uma cópia barata de Percy.
Break: Então iremos ver quem é mais forte, um semideus Grego ou um Japonês.
Falando isso ele veio em minha direção, não me dando tempo de pular em uma sombra, eu não queria fazer muito alvoroço pois ali era um local publico, fiquei desviando de seus golpes que ficavam cada vez mais rápido, ele estava usando as lanças de água contra mim também, que vez ou outro conseguia desviar ou chamava um esqueleto para me proteger dos ataques, ele acabou que por acertar um golpe no meu braço aonde senti uma ardência muito forte, como se estivesse cortando meu corpo e não tivesse ficado apenas no braço esquerdo, ele veio com tudo para um golpe certeiro, achei que fosse morrer mesmo, até que alguém aparece em um passe de mágica, segurando a espada com a mão nua, sabe o que me surpreendeu? Essa pessoa era Abel, que tinha uma pequena aura vermelha em sua volta.
Abel: Se não quiser morrer ou que eu comente esse acontecido aos deuses sai daqui Imediatamente e nunca mais volte, não quero lhe ver nunca mais cria de Yamata no Orochi.
Break estremeceu a espada sumiu, ele parecia surpreso mas acima de tudo, havia medo em seus olhos. Ele acabou que por sair dali correndo, a aura que cercava o Abel sumiu e ele se virou para mim com preocupação nos olhos, se agaixou até mim e me pegou nos braços.
Nico: D...de..des..desculpe..
Abel: Você não tem culpa Nico, isso era problema meu e acabei lhe envolvendo, eu tenho que me desculpar, juro que isso não irá mais acontecer -ele olhava para o meu braço e fez uma breve careta.
Nico: Break... é um dos seus antigos casos sem compromisso? -não aguentei e acabei por perguntando.
Abel: Ele era, mas diferente dos outros ele não largava do meu pé, nunca dei moral mas, dessa vez ele passou do limite, se ele tivesse feito algum mal permanente em você ele teria ido fazer uma visita aos reis do mundo inferior japonês.
Diferentes Mitologias, cada uma separada, cada uma diferente, mas igual em alguns detalhes. Esse mundo é mais amplo do que imaginava, tem perigos por todas as partes, mas acabei achando um lugar calmo, aonde posso ficar em paz. Nos braços de Abel.
Abel: Que tal adiantarmos a nossa viagem para os Estados Unidos? Ao invés de irmos semana que vem, que tal irmos daqui três dias?
Nico: hum? -olhei ele sem intender a pergunta.
Abel: Que conheça alguns "amigos" meus, espalhados pelo mundo, invés de irmos direto para Paris, vamos dar uma na Suécia, vou lhe mostrar a mitologia Nórdica, depois vamos para a América, vamos nos encontrar com um amigo da família no Brooklyn dali seguimos para Manhattan, aonde será a tal festa que a minha mãe quer nos vamos. Podemos aproveitar o tempo livre para você ir ver sua irmã também e seus amigos.
Fiquei pensando na ideia, meu braço ainda doía mas enquanto conversávamos, eu esqueci da dor, quando lembrei dela quase chorei.
Entramos no apartamento e Abel cuidou do meu ferimento, o corte e a dor sumiram instantaneamente. Ele fez a janta e comemos juntos como normalmente fazemos.
Nico: Então... Realmente existem deuses e semideuses de outras culturas?
Abel: Monstros também... Cada um com seu nível de ameaça. -disse ele comendo mais um camarão.
Nico: Como vamos andar então livremente por ai, se podemos ser atacados?
Abel: Tem uma pulseira mistica que a minha mãe ganhou, uma não, quatro para ser mais exato, ela encobre o cheiro e poder do semideus dando a ele mais do fator "humano" mas não pode usar os seus poderes enquanto estiver com ela, se não ela se quebra.
Nico: hum... Quem deu para ela?
Abel: Amaterasu, Deusa do Sol pela mitologia Japonesa.
Nico: Sua mãe deve ser importante dentre os deuses...
Abel: Nem tanto, mas ela tenta ter uma boa convivência com eles.
Terminamos de comer em silêncio. Fui lavar a louça em seguida, depois indo assistir Mirai Nikki com ele. Em uma parte do episódio ele passou o braço direito pela minha cintura, me fazendo ir para mais perto dele, senti meu rosto corar de leve, até que ele começou a beijar meu pescoço, me fazendo arrepiar-me por inteiro.
Nico: p..pa...para... A..ab...Abi...Abel... -senti meu corpo esquentar um pouco, mas não era por vergonha.
Abel: Fazer apenas isso não tem problema -ele continuou a beijar meu pescoço, indo até a minha orelha dando uma leve mordida na pontinha dela- a não ser que você não aguente ficar apenas nisso mais..
Eu sabia o que ele queria dizer, a resposta? Eu não estava mais aguentando ficar apenas naquilo, queria algo mais, meu corpo queria algo a mais. Só que eu não falo, não me sinto pronto para algo assim.
Antes que eu pudesse falar algo, Abel vira o meu rosto para de encontro ao dele e me dá um selinho, quando tento aprofundar o beijo e separa nossos lábios e tira algo do bolso, mostrando uma caixinha preta pequena, senti meu coração bater mais acelerado, assim que ela a abriu, vi dois anéis de prata, tinha uma caveira pequena entalha em cada uma, mas tinha um rubi no lugar de um olho de uma das caveiras em um anel e na outra uma pequena safira, os batimentos dos meu coração ficaram descompassados.
Abel: Nico di Angelo, meu amor por você supera as estrelas e o poder dos deuses, então quero lhe perguntar -disse olhando profundamente nos meus olhos- Aceita namorar comigo?
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