Kage no Õji
28 Maya ou Gaya?! Tártaro!!!!!
Notas iniciais
P.O.V. Nico
Já passava das nove da manhã, o nosso voo foi transferido para os da dez da noite, o por que eu não sei muito bem, mas teria uma parada em Londres, de lá nós iriamos para os estados Unidos, teria um pouso em um aeroporto que não lembro aonde fica, apenas para abastecer, seguindo diretamente para Nova York.
Neste momento estavamos todos na sala, assistindo um filme frances muito meloso, o qual eu nem assistia mais, estava deitado no colo do Abel, que me abraçava com força, me aconchegando em seu colo, enquanto ele me fazia cafuné também, como eu ainda não havia dormido, era um mistério, estava tão bom,mas um bendito celular teve que tocar... E foi o do Abel...
Abel: ... Licença. — me tirou de seu colo e foi para a cozinha, todos ficamos olhando e quando ele sumiu de vistas, nem eu nem as garotas resistimos, fomos atrás dele.
Na cozinha
Abel: o que você quer vovó? Sentiu saudades: -fez uma voz irônica, não conseguiamos ouvir nada que a pessoa no telefone dizia, mas por ser a avó dele, ninguém ali gostou- Afinal de contas o que a senhora quer?.... Hem!? Sério? Ah, graças aos deuses minha mãe deixo de pegar leve com a senhora.... E eu com isso? Estou pouco me fudendo para o que a senhora falar, afinal eu não morro de amores por vocês... Vô essa história não é segredo e o Nico já sabe dela, então pode tirar os cavalosda chuva, por que me abater a senhora não vai, até daqui três dias!
Ele desligou o celular e debruçou sobre a bancada, enquanto brincava com o celular, até que vi algo ainda mais surpreendente, ele começou a chorar, um choro silêncioso, que se eu não estivesse vendo, não iria acreditar, as meninas voltaram para a sala mas eu continuei ali, não me aguentei e fui até ele, sentando ao seu lado o puxando para o meu colo, ele me abraçou deitando a cabeça no meu omrbo enquanto chorava, fiquei alisando seu cabelo, me destruiu ver ele nesse estado, ver quem você ama, estar tão frágil, que se não tiver um certo cuidado, ele se quebra em minhas mãos.
Ficamos assim por algum tempo, depois fomos tomar banho, ele me contou o quão horrivel a avó fora em outras ocasiões, sempre o ameaçando de morte, tinha outras ameaças, mas o simples fato, da avó não gostar dele, já o maltratava, isso doia em mim, muito. Quero pegar essa velha e mostrar para ela o Neto brilhante e lindo que ela tem. Depois mandar para o inferno, para ver o que ela teria que passar quando morresse, minha vontade era de joga-la no Tártaro, deixar os monstros a devorarem, seria um cena para se lembrar com glória. Mas no momento, cuidar de Abel é o que mais me importa.
Ele adormeceu em meu colo, fiquei lhe fazendo carinho o tempo, não sai de seu lado em momento algum, e nem estava afim de sair, só queria cuidar de Abel, protege-lo, ele estava tão frágil, tinha medo de usar muita força e ele se desfazer em minhas mãos, por tanto, cuidei com o todo o carinho do mesmo.
Quando deu seis horas da tarde eu acordei Abel, ele despertou um pouco mais calmo, mas seus olhos estavam ainda um pouco vermelhos por causa do choro. Fui tomar um banho rápido e me arrumei, o loiro fez o mesmo. As garotas nos levaram até o aeroporto, quando subimos a bordo, fiz questão de dormir no caminho, meu maior erro.
Sonho
Eu estava preso em um local sufocante e minúsculo, não tinha quase oxigênio algum, parecia que tinha voltado para dentro daquele maldito jarro, mas o espaço era menor, eu nem me mexer conseguia, meu corpo doía, respirar quase já não era possível.
É assim que irá ficar! Preso novamente, ela não terá pena de você, assim como não teve do neto, ela fará de tudo para lhe matar, para matar aos dois, nem que para isso ela recorra as trevas, ela não quer ver vocês, ela não aceita vocês... E então? O que fará para impedi La meu pequeno Anjo?...
A voz de Gaya se fez presente e meu corpo todo congelou, eu já não conseguia reagir, mas por alguma razão não fora por isso que fiquei estático. Fora por sua voz ter saído suave e calma, como um riacho calmo em sua correnteza normal, ela não parecia em nada com a Mãe terra que tentará destruir a humanidade a alguns meses (N/A: Dois meses para ser exata...).
Quando o ar acabou o cenário mudou e eu estava em uma enorme cordilheira, ao meu lado tinha uma garota, ela não devia ter mais do que uns 13 anos, seus longos cabelos em uma na tonalidade da areia, sua pele meio amendoada mas pálida, seus olhos, intensas esmeraldas, seu vestido longo, ligado a terra, numa tonalidade de marrom escuro com leves tonalidades em verde, seus joelhos dobrados e sua cabeça pousada sobre eles, ela fitava o horizonte.
Para que ela morra, você precisa destruir o corpo dela...
Nico: Por que você está me dizendo isto? E você não deveria estar morta?
Vocês mataram aquilo que me sufocava, o meu lado ruim, que tinha sede por poder e que achava estar certa, mas isso mudou, quando vocês me destruíram eu vi com outros olhos esse mundo, não vou fazer nada diretamente, mas quero ajudar os humanos a verem um caminho que salve tanto eles, quanto a natureza. E estou aqui, por que queria lhe ajudar, aquela mulher está seguindo um caminho, pelo qual não tem volta, ela foi corrompida pelo deus das trevas no Oriente que se esqueceu a felicidade, fizera tudo isso para poder obter um poder, que não conseguia controlar e também eu preciso começar por algum lugar certo?
Ela sorriu e vi sinceridade nela, se estivesse mentindo, ela conseguiu me convencer, mas ai tudo ficou escuro, não entrei em pânico até ouvir a voz dele...
Congratulando com minha ex-esposa? Que coisa feia! Não achei que fosse capaz disso. Maldito semideus!! Estou chegando e nada poderá me impedir nem Gaya nem Ninguém! O Olímpo irá cair sobre meu poder!!! HAHAHAHAHAHA!!!!!!!
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Acordei apavorado, Gaya falou comigo e o Tártaro também, Gaya "está" do nosso lado, de acordo com Tártaro ela não estava mesmo mentindo e ele está vindo, ele quer destruir o Olímpo e os deuses e isso não é bom, nada bom!!!
Olhei para o lado e Abel estava dormindo e pelo jeito ele não estava tendo um sonho muito calmo também, estava suando frio, além de o ouvir grunhir algumas vezes, coloquei a mão em sua testa, vi que ele se acalmou, dei um beijo em sua bochecha e ele despertou, meio aturdido, mas quando seu olhos chegaram aos meus ele me puxou e selou nossos lábios, um beijo desesperado, necessitado, quando o ar nos fez falta ele me abraçou com força.
Abel: Ni..co... -ele segurava-se para não chorar, alisei seus cabelos, retribuindo o abraço.
Nico: Eu estou aqui, calma... -tentei tranquiliza-lo.
Abel: Fiquei com tanto medo... Não quero lhe perder jamais. Ela tentou te tirar de mim, depois, apareceu uma voz grave e me falou coisas horríveis, Nico eu fiquei com tanto medo de ter te perdido, o sonho parecia tão real...
Ele não conseguiu mais segurar e começou a chorar, ele deveria estar falando da avó, talvez... O abracei com força, decidimos conversar melhor quando pousássemos em Londres.
Foi exatamente o que fizemos, eu contei para Abel sobre o meu sonho, contei a parte de Gaya, ele achou estranho, mas ficou estático quando falei sobra o Tártaro.
Abel: Deve ter sido ele... Nico meu sonho foi basicamente, com a minha avó, mas não era a voz dela, devia ser a voz do Tártaro que saia pela boca dela, ele falou coisas horríveis que iria fazer, ira escravizar os deuses do Olimpo e falou sobre Maya não ter forças para detê-lo, acho que ele se referia a Nova Gaya que falou com você em seu sonho, Precisamos fazer algo Nico, se a luta contra Gaya foi complicada, contra o Tártaro será ainda pior -disse bem sério, o que me causou calafrios e me fez pensar em tirar a pulseira que ainda residia em meu pulso, voltamos para o avião e eu não larguei em momento algum as mãos de Abel, nesse momento ele era o meu maior porto seguro.
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