Just a Story
1 Introdução - O que te leva à estar em algum lugar?
J u s t a S t o r y
Antes daquilo que viria à ser conhecido por história, durante o tempo que a maior parte dos planetas e estrelas estavam em processo de formação, havia um sistema solar estranho, se encontrando sozinho, sem estar numa galáxia, um sistema solar sozinho num universo em processo de criação.
Nessa pequena galáxia que viria à ser conhecida como Oroboros, surgiram 4 planetas, nesses planetas, logo começaram à surgir as primeiras raças racionais: os caçadores supremos com seus sentidos e instintos anormais; os primeiros e melhores magos do universo, utilizando a energia do próprio universo; os guerreiros definitivos, com a suposta capacidade de matar qualquer coisa; e os brilhos vivos com sua vitalidade anormal, portadores da tecnologia mais avançada que um dia existiu.
As 4 raças de Oroboros avançaram em uma velocidade formidável, obtendo enorme conhecimento e uma tecnologia incrível, eles travaram guerras e estudaram áreas além da compreensão normal esperando o universo se formar por completo.
Assim que o os primeiros planetas terminaram de se formar, eles agiram como bons professores, guiando-os em seu caminho para a evolução, fazendo-os desenvolver uma imagem divina dos mesmos, imagem essa da qual eles viriam à se aproveitar futuramente. Ao menos esse era o planejado, um dia, Oroboros desapareceu, levando junto as 4 raças, aqueles que não estavam no sistema solar, logo sumiram vagando para longe. Como alunos que perderam os seus professores, sem saber como continuar os estudos, muitas das raças simplesmente sumiram sem um guia, outras puderam avançar mais rapidamente sem aqueles que controlavam seu progresso.
O desaparecimento de Oroboros foi um acontecimento estranho, prosseguido por algo um tanto peculiar, do espaço onde outrora fora o sistema solar Oroboros, algo estranho surgiu, um planeta com seu satélite natural, por algum motivo nunca confirmado, o planeta se mantinha no mesmo ponto e totalmente estável, sendo perfeitamente habitável, mesmo sem sequer orbitar uma estrela.
Portando uma tecnologia semelhante às das estrelas de Oroboros, utilizando técnicas de guerra avançadas como as dos guerreiros ancestrais, com métodos de caça perfeitos como os dos velhos cães de caça definitivos e com habilidades especiais como dos magos antigos.
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Uma pessoa encapuzada vaga por uma floresta, aparentemente na Terra, um local belo, parecendo que veio de um conto de fadas, luz entrando pelas frestas entre as folhas das árvores, porém, estranhamente silencioso, nem mesmo um único farfalhar de folhas, ou então o barulho do vento, o canto dos passáros ou a movimentação de animais com galhos sendo quebrados ao pisarem neles, tal cena chegando à ser até mesmo perturbador, em meio à isso, um indivíduo coberto por um manto escuro vaga, sendo os únicos sons do local produzidos pelos seus passos, ainda assim, ele parece ignorar o que ocorre, como se estivesse desconectado do mundo e alheio à seus arredores enquanto afunda em seus pensamentos:
—O que faço aqui? Por que estou aqui?
Ele pensa e continua andando sem consciência de para onde vai ou sequer de onde está e continua assim por alguns segundos, até que uma voz repentinamente puxa o indivíduo de volta à consciência:
—O que faz aqui? Isso é simples, você está andando! E por que está aqui? Essa é ainda mais simples, você está aqui pelo simples fato de que sua matéria e consciência se encontram presentes nessa localização, porém, vocês tem sempre a necessidade de complicar tudo, vocês perguntam "Por que estou aqui?", mas na verdade querem a resposta para "O que me levou à vir e estar aqui.".
O indivíduo olha os seus arredores, alarmado (a), procurando a fonte da voz, até que seus olhos travam olhando fixamente um ponto acima de um galho, um amplo e tenebroso sorriso de "orelha à orelha" flutuante sem um corpo ou rosto.
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