Just a Story

2 Um Sorriso na Floresta


J u s t a S t o r y

— Hum, essa é uma história antiga.

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Uma pessoa encapuzada vaga pela floresta, ela parece desconectada do mundo, perdida em seus pensamentos:
— O que eu faço aqui? Por que estou aqui?

Seus pensamentos logo são interrompidos por uma voz que parece puxá-la de volta ao mundo:
— O que você faz aqui? Isso é simples, você vaga por aqui. Por que você está aqui? Essa tem uma resposta mais simples, sua matéria e consciência estão aqui, mas vocês sempre querem complicar tudo e perguntam "Por que estou aqui?", quando na realidade querem a resposta para "O que me levou à vir aqui?".

Entrando num estado de alarme, a pessoa encapuzada olha seus arredores procurando a fonte da voz, seus olhos logo travam num ponto, acima de um galho, ela vê um sorriso macabro "de orelha à orelha", porém flutuante, sem um rosto para estar.

Entrando em desespero, ela se vira e corre, assustada, porém, mesmo com seu afastamento, a voz logo retorna, sem estar mais baixa, como se a distância não houvesse aumentado:
— Por que você corre? Por que vocês sempre tem medo de coisas que são um pouco diferentes de seu conceito de normal?
Ela se vira para trás, para olhar onde o sorriso anteriormente estava, não encontrando nada, ao se virar novamente para frente, a boca está à sua frente, pelo susto, ela desvia da boca, voltando parcialmente à seus pensamentos:
— O que diabos é isso? ━ Ela fala mentalmente em tom de desespero e dúvida. ━ Por que ele está vindo atrás de mim?
Sem perceber por onde anda, ela tropeça, torcendo o pé. Sendo insistente e ainda tentando andar, ela perde o equilíbrio e desce uma pequena colina rolando, caindo num rio raso que passava ao fim dela. Ela logo se senta, percebendo que não conseguiria se manter em pé, começa à secar o rosto para que possa abrir os olhos, e ao fazer isso, seu coração acelera ao ver que à sua frente há um ser, como um lobo, porém negro, como uma sombra e de um tamanho muito maior do que o normal, a criatura ruge, produzindo uma ventania, fazendo as folhas balançarem e lançando o capuz e os cabelos da pessoa para trás, o lobo, porém, se mantém parado. Repentinamente, uma voz interrompe o rugido, conseguindo de alguma maneira soar mais alta do que o rugido:
— Oh, então é isso! ━ A marcante voz soa num tom de empolgação e surpresa ━ Há algum tempo não tenho um desses.
A boca surge entre o lobo e a pessoa caída, novamente com seu sorriso, ela então "se vira" para o lobo, então sussurando algo:
— Você não deveria estar aqui. ━ Ele sussura sendo audível apenas para si mesmo. ━ De qualquer maneira, já está amanhecendo, deveríamos acordar.
Ao término da frase da estranha boca, tudo escurece.

Em um quarto aparentemente de uma pousada, a pessoa acorda, seu manto está no criado-mudo ao seu lado, ela está ofegante pensando sobre o que acabara de ver.

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Em um local distante, uma pessoa ainda deitada em sua cama parece falar consigo mesma:
— Um sonho conectado? Eu não tenho um desses há algum tempo. Não que isso signifique algo.
Ele então começa à rir, talvez da situação, talvez de outra coisa.