Just In Love

1 Prólogo.


Notas iniciais
Estarei tentando até não conseguir mais se isso acontecer, tem algo de errado essa é a primeira fic que realmente levo a sério. >.

Prólogo

Eu a admirava mais que tudo, pra mim ela era a única coisa que existia, mas foi fácil perceber que ela não me amava.

Sebastian Tristian?

Era ele o sonho dela, ia tudo bem, até ele voltar e ela sumir de vez da minha vida...

— Eu te amei. Como pôde me trocar tão facilmente? — indaguei. Aquela seria nossa última discussão eu sentia isso no olhar que ela direcionava a mim.

— Fique grato, eu te aguentei tanto tempo, nunca te amei, você só foi um substituto. — Ela parou de falar, quando viu as lágrimas que descia de meu rosto. — Não... Eu não queria falar isso, me desculpe você sabe que eu te amei, mas não fui capaz de esquecê-lo...

— Cala-se, não quero saber, você foi importante e sempre será importante pra mim, me ligue viu me contando nem que seja que vocês se casaram, você comprou essa casa comigo. — Eu sorri ao ver uma lágrima e um sorriso nascer no rosto daquela que eu tanto amava. — A casa ainda é sua, pelo menos a metade faça o que quiser com sua parte.

Ela me abraçou me deu um último beijo, mostrando todo o amor que um dia ela sentiu por mim, seria o último. E até mesmo poderia ser a ultima vez que ela falasse comigo.

— Ligarei, você também é precioso pra mim, você me salvou... Tenho que ir, por favor, seja feliz — Ela se despediu e saiu de casa correndo pros braços de Sebastian.

Não que ela fosse egoísta... Mas o amor que sentia por mim, era fraco perante o tal Sebastian... Infeliz, ela nunca iria querer me ver assim, sei disso... Mas ela precisava lutar pelo sonho dela... Ficar com aquele cara em que diz sempre ter tanto amado.

OoO

Um ano se passou depois deste acontecimento. Uke Yutaka conversava com ela uma vez por semana. Pelo telefone, Uke deixava com que sua voz soasse feliz, escondendo o que sentia em seu interior... Afinal ainda estava acabado com o fim da relação.

Seu sorriso antes que era tão fácil de ver, sumira... Em suas noites tinham sonos perturbados, pois fora muito difícil superar a separação...

Em certo dia, ela ligou novamente...

— Uke... — ela chorava descontroladamente. — Não posso ter um filho, não quero viver sem um... Sebastian não consegue me engravidar. Eu preciso de um filho!

— Sabrina se acalma! Você... Ainda não pensou em uma inseminação artificial? — Uke logo indagou, com o coração na mão.

— Não! Não quero isso! — a mulher do outro lado da linha, entrava em desespero... Por que sempre era difícil alcançar o que mais pode almejar?

— Adote um então! Poderá não ser seu de sangue, mas será seu de coração, isso é o que importa... — Uke incentivo... “Se ela houvesse ficado comigo... Isso seria diferente...” — Não deixou de pensar.

Ela acabou por adotar um menino, felizmente não demorou em que a papelada ficasse pronta. O jovem adotado detinha quinze anos... Sabrina, com seus trinta, finalmente era mãe... Sim, ela era dez anos mais velha que o querido rapaz de coração despedaçado que tinha apenas vinte anos.

Quatro anos depois, Uke recebeu a noticia que acabou com ele de vez.

“Sabrina morreu, foi um acidente, quero que você venha no enterro.” — Sebastian informou tudo o que era necessário.

No dia do enterro ele não soube o que fazer, ficou longe da multidão que rodeava o cachão de Sabrina, mas nem assim, passou despercebido ao olhar atento de um jovem.

— Você conhecia Sabrina? — Ele indagou e Uke apenas balançou a cabeça em uma afirmativa. —Nunca te vi quem é você?

—Sou o ex dela... — Uke respondeu — Mesmo separados, ainda éramos amigos.

— Ainda a amava? — O jovem estava começando a ser um incômodo para Uke que nada respondeu e apenas deixou um sorriso triste surgir em seu rosto sem vida naquele momento. Pra olhos de terceiros aquele seria um lindo sorriso, mas o jovem logo percebeu que naquele sorriso, não tinha nada de bonito.

— Seu sorriso é tão triste, não prefere sair daqui, tenho um lugar ótimo no qual pode descansar de sua tristeza nem que seja por meros segundos?! — O jovem o segurou pela mão e o levou para dentro de um bosque que ficava no fundo do cemitério.

A sensação da pele do garoto triscando na sua era esplêndida, Uke podia sentir o calor de aquele pequeno ser, que tomava conta de seu corpo. Sem nem reparar eles chegaram ao local citado pelo menor. Era um lago dentro da floresta, o sol lançava seus raios sobre a superfície plana daquele lago, mostrando a beleza do local, por causa da umidade oferecida pelo lago e as árvores que impediam que essa transitasse livremente deixavam visível um pequeno arco-íris.

O jovem se sentou nas raízes de uma árvore e puxou o maior para perto, o fazendo se sentar ao seu lado, este por sua vez deitou a cabeça no ombro do menor que passou a fazer um cafuné nos cabelos negros do rapaz.

Naquele dia o jovem se apaixonou e o rapaz sentiu que poderia ser feliz novamente, mas não percebera que apenas aquele jovem que podia fazê-lo feliz...

Seis anos depois um jovem andava pela rua ao telefone. Ouvia sua noiva dizendo que ele não era o mesmo, antes ele era engraçado e agradável a todos, agora ele mudara completamente.

Amor você ficou tão diferente eu não me apaixonei por um rapaz que é tão sério como você, há quanto tempo você não dá um sorriso pra mim, sempre com a cara fechada?... — sua noiva exclamava.

O jovem lembrava-se do que a noiva dizia a dois meses em que começaram o namoro, após ele ter se atrasado a um encontro, com ela, por causa do trabalho que o segurara:

“Você demorou tanto deveria ser mais sério, se fosse sério e responsável seu chefe não iria segura-lo no trabalho seria promovido e me daria presentes melhores, não iríamos a um encontro com o carro de seu pai...”

Ele pegara aquela informação, mudou drasticamente sua personalidade, o cabelo antes colorido voltou pra tonalidade preta. A única coisa que ele não mudou foi suas tatuagens, nunca que apagaria uma delas.

Entendeu amor? Você... — a garota ditou novamente do outro lado da linha ao não receber a resposta do noivo.

— Não quero saber, se eu mudei foi por sua causa! Terminou, não vou mais me casar com você! — Ele disse de repente e cortou a jovem antes dela terminar a fala. Ele desligou o celular. Ao chegar a casa seu pai começou a brigar com ele, pois ele a vista de seu pai era um irresponsável.

No meio da briga o jovem interrompeu as falas de seu pai, não aguentava mais escutar que o pai preferia nunca telo adotado, que foi por causa de sua mãe que ele aceitara adotar um moleque que nem ele...

— Pai minha mãe morreu, e deixou a casa dela pra mim. Vou me mudar! — ele anunciou.

O pai do jovem parou de gritar e o olhou serio.

— Não quero sua permissão e não preciso dela, eu só estou te avisando. — O jovem deixou bem claro e foi ao seu quarto e pegou todas as coisas que ele comprara com seu próprio esforço, pegou também todos os documentos que a mãe passara para o seu nome antes de morrer.

Sairia de casa sem se despedir do pai foi o que pensara, mas sabia que não conseguiria deixá-lo assim, se despediu do pai que ainda não falara nada.

Mas antes que sumisse ai virar a esquina de sua casa, seu pai correra abrindo a porta e gritou para si:

— O ex dela mora nessa casa!

O jovem sentiu um calor apossar de seu coração, mas o tempo não ajudou, seis anos eram muita coisa, assim como seu coração se aqueceu ao ouvir aquela frase, seu coração se aquecia ao lembrar-se da pessoa do cemitério, mas não se lembrava de quem ele dissera que era, ou a sua face, a lembrança era muito nevoada, seu coração jovem ao se despedir do rapaz daquele dia, decidiu esquecer-se daquele encontro, pois achava que nunca o reencontraria.

Continua.

Notas finais
Bem ai tá o prólogo,encontrei uma beta, na verdade ela me encontrou (Minna).