Just In Love

2 Capitulo I — Pequeno sermão de amigo para amigo.


Notas iniciais
Desculpe pela demora pessoal (acho que só tenho duas leitoras até agora, mas estou feliz por isso).
O capitulo foi betado pela Minna Seol. Tenho pena dela, enfrentar meus erros e ainda interpretar o meu texto, o que não é uma tarefa fácil. Te admiro muito minha beta.

Capitulo I — Pequeno sermão de amigo para amigo.

Pov’s Myv

Estava na frente daquela casa há algum tempo. Sentado no batente da porta. A casa em que me encontrava, lembrava minha mãe e isso me agradava. As horas foram se passando e senti o cansaço pesar, meus olhos pesaram e meu consciente adentrou no mundo dos sonhos...

Eu sorria ao ver aquele arco-íris no meio da floresta. Alguém se apoiava em seu ombro e sorria assim como eu. Mesmo que feliz, eu podia sentir claramente a angustia da perda.

— Myv, esta tarde, nós temos que ir! — Ele disse, olhei e me perguntei se isso era realmente realidade.

— Voltarei a te ver? — indaguei.

— Talvez. — Ele disse simplesmente, e se levantou.

— Kai... — Sussurrei. .

OoO

Pov’s Kai

Assustei-me quando ouvi o meu apelido sair dos lábios daquele jovem que dormiu despreocupadamente no batente da porta de minha casa, eu o conhecia?

—Ei rapaz! Ô jovem?! — Chamei, mas ele não se mexeu. Será que ele não acordaria? O cutuquei, e repeti o famoso “Acorda!” até que o rapaz abriu seus olhos.

Ao ver-me ele se levantou completamente assustado.

— Ei! Acalma-se. Quem é você? — logo indaguei.

— Ah. Eu sou Miyavi, filho de Sabrina. E quem é você? — Ele indagou respirando bem fundo e depois demonstrou algum espanto como se estivesse surpreso. — O jovem da clareira? — sussurrou para si mesmo.

— Sou Uke.

— E o que tenho haver com sua opção sexual? — o garoto perguntou absorto.

— O que?! Não! Eu quis dizer... Meu nome é Uke Yutaka. — Expliquei. Maldição, as pessoas sempre se confundiam com isso. Constrangedor. — Sou dono da casa. Então o que lhe traz aqui?

— Vim para morar na casa que um dia foi de minha mãe. Essa casa! Isso se você aceitar, até eu me estabilizar financeiramente. Posso? — Ele perguntou esperançoso.

O primeiro pensamento que veio em minha mente é de que aquele menino podia tudo. Fiquei encantado com ele, considerava que este era aquele que Sabrina uma vez ditou que seria destinado para mim. Meus relacionamentos nunca foram duradouros, sempre morei sozinho depois que Sabrina se foi, tive alguns companheiros mais nunca estes duravam muito tempo aqui.

— Senhor? — Sua voz me tirou dos meus pensamentos. O olhei e sorri sem mostrar minhas covinhas.

— Entre Myv. — Ditei abrindo a porta e dando passagem para que ele entrasse. Parei um tempo e notei meu deslize. — Posso chamar-lhe assim? De Myv?

Ele apenas balançou a cabeça, afirmando, e entrou.

Mostrei-lhe a casa que era grande até demais para uma pessoa morar sozinha. Ela tinha dois andares, no de baixo continha uma sala de esta com uma grande TV e sofás e alguns Pufs. Uma cozinha moderna, uma sala de jantar e um quarto, no segundo andar além das grandes escadas, havia duas suítes, um quarto e um banheiro, e ainda havia closet em todos os quartos.

Disse-lhe que poderia ficar em um dos quartos, e ele ficou no quarto que dava de frente para o meu, era uma suíte também. Conversamos um pouco assim como lhe orientei outras coisa da casa, e avisei que duas vezes por semana eu tinha visitas, assim como dois dias da semana eu ficaria fora até tarde.

Ele concordou e sorriu com tudo, parecia estar realmente feliz por poder se hospedar naquela casa. Deixei-o no quarto, onde ele passaria a desfazer as malas.

Fui à cozinha arrumar alguma refeição, ouvi o telefone tocar e atendi deixando com que a água no fogão fervesse, iria fazer uma macarronada.

— Alô?

— Kai! Sou eu! — Ouvi a voz de Yuu do outro lado da linha. — Onde você está? Está atrasado cara!

— Ah, Yuu. Acabei de receber uma visita. Pede pro pessoa fazer os atendimentos ai, eu confio em você, mas qualquer erro vai ser descontado do salário de vocês viu?! — Eu disse irônico ao celular. Eu era dono de uma livraria que no segundo andar havia uma Lan House.

— Meu deus. Como você carrasco. Mas pode deixar comigo, eu cuido das coisas por aqui. — Yuu concordou. — E vê se não faça nada que eu não faria com seu convidado viu? Eu sei como você pode ser um perigo.

— Cachorro. Não sou como você. E também, ele é filho da Sabrina. — Sussurrei minhas últimas palavras e ouvi um silencio do outro lado da linha. — Yuu?

— Cala boca palhaço! — o ouvi gritar.

— Como é que é?! — Eu indaguei.

— Ah. Foi mal não era com você, é com um idiota aqui. — explicou. Ele dizia que eu era rígido, mas ele não ficava muito atrás.

—Yuu eu tenho que ir, to preparando o almoço, beijos meu amor. — falei sedutor de maneira brincalhona.

— Há! Beijos meu amor. Te amo. — Ele riu ao corresponder e desligamos.

— Está apaixonado por alguém senhor Uke? — ouvi a voz de Myv e olhei para trás. O garoto me lançava um olhar curioso.

— Alguém? Bom, não necessariamente. — Respondi entendendo sua pergunta. — Nunca me apaixonei novamente, não depois da sua mãe. Namorei alguns, mas... Nada que durasse muito tempo. Ninguém me parece bom o suficiente para que eu dedique o resto de minha vida ao seu redor. — ditei tudo isso quase que sem pensar. Automaticamente.

— Se acha melhor que os outros? — ele indagou.

O olhei sério.

— Não. Só não quero atormentar a vida de pessoas que podem ser mais felizes sem mim. — Pisquei pra ele depois da resposta grossa, dada em som de raiva e aborrecimento. Voltei minha atenção a cozinhar e rapidamente preparei o resto da macarronada que nem começado tinha a fazer.

Quando terminei, postei a mesa e nos dois começamos a desfrutar da refeição. Comi calmamente, não deixando de nota que, Myv, algumas vezes, sentado a minha frente não deixava de me olhar, mas logo abaixava a cabeça como se estivesse envergonhado e voltava a comer.

— Adoraria saber o que está pensando Myv, já que não para de me encarar a cada três segundos. — Ditei.

— Hum, acho que te conheço.

— Bem, posso dizer que eu também. — Kai comprimiu as sombracelhas pensando seriamente. — Foi você que me consolou no enterro de Sabrina, foi você quem me mostrou o lugar mais bonito que já vi, foi você que fez com que eu visse que a vida ainda poderia ser muito feliz. Não foi?

— Bem, minha mãe falava sobre você. Ele disse que se orgulhava por um dia já ter tido a chance de namorar você. — Myv sorriu, conhecia mesmo ele, era aquele com qual tinha conversado no jardim, no dia do enterro de sua mãe.

— Não vejo nada de bom em me namorar.

— Ela via! “Ele além de ser lindo, é um fofo, sério, e sempre me fazia sentir bem!” ela sempre me disse isso sobre você com muito orgulho. — Myv ditou.

Uma lágrima caiu do meu olho, sem eu nem mesmo perceber. Sabrina me admirava, falava de mim mesmo depois da separação. Mas aí, me lembrei de suas falas:

— Fique grato, eu te aguentei tanto tempo, nunca te amei, você só foi um substituto. — Ela havia dito isso e parou de falar quando viu as lágrimas que descia de meu rosto. — Não... Eu não queria falar isso, me desculpe Uke... Você sabe que eu te amei, mas não fui capaz de esquecê-lo...

— Ela me usou, me amou apenas como amigo. Aproveitou-se que eu a amava e utilizou isso para seu beneficio, eu era apenas um substituto. — Ditei a Myv e me levantei da cadeira saindo do recinto em direção ao meu quarto.

Quando passei pela sala em direção as escadas, ouvi o telefone tocar, porém não dei importância. Não importava quem era e só tinha duas pessoas que conseguiam me acalmar, e elas estavam trabalhando neste momento.

Subi as escadas e quando entrei no meu quarto joguei-me na cama.

OoO

Pov’s Myv

O telefone estava tocando, mas Uke o ignorou completamente, eu fiquei pensando que poderia ser alguma coisa importante, então atendi.

— “Moshi-Moshi”, aqui é da casa de Yutaka Uke, quem fala é Miyavi.

— Onde está Yutaka? — a voz do outro lado indagou.

— No quarto. Posso saber quem gostaria de falar com ele?

— Sou amigo dele. Pode avisar que estarei passando ai em trinta minutos no Maximo? Diga que uma pessoa quer vê-lo, fala que é o Aoi.

Antes que eu pudesse indagar qualquer outra coisa, a ligação fora encerrada. O cara havia desligado na minha cara sem nada mais e nada menos.

Suspirei e fui subindo as escadas indo em direção ao quarto de Uke. Bati na porta, mas meu chamado não foi atendido. Girei a maçaneta e a porta se abriu, espiei pela fresta e depois pus a cabeça pra dentro. Vi que Uke estava deitado em uma cama de casal, encolhido com uma coberta dos pés até a cabeça.

— Fica assim toda vez que falam dela? — indaguei erguendo uma sobrancelha.

— Sim. E toda vez quando alguém insiste em saber sobre meus antigos relacionamentos, agora saia do meu quarto. — Ele disse de maneira irônica.

Eu mordi os lábios, adentrei ainda mais no quarto escuro e subi em cima da cama. Minha mão foi em direção a cabeça dele ao que puxei o lençol que tinha sobre ela, ele estava deitado de bruços. Ocupei-me a fazer a passar a mão nos fios negros dele como se fizesse um carinho.

—Me desculpe por ter sido rude com você. — disse.

Ele levantou a cabeça olhando para mim. Sorri como se esse sorriso pudesse dizer que dali em diante evitaria o assunto sobre “ela”.

— Não consigo superá-la, acho que ainda não encontrei a pessoa certa para me ajudar e quem sabe ela nem exista. — Ele suspirou.

Abaixe-me beijando-o na testa. De alguma forma esse homem chamava meus instintos mais protetores. Ele me olhou como se mal me conhecesse, imagina se me conhecesse realmente?

— Acho que nasci para amá-lo. — Eu sussurrei de repente que até mesmo eu me surpreendi com tais palavras.

— Então você diz que nasceu pra amar uma pessoa, mas o problema é que essa pessoa não nasceu pra amar você. Sabe... Devemos amar quem nos ama, por que sempre iremos sofrer por outra pessoa não importe o quanto ela te ame ou te amou. Temos que aproveitar o momento, e aprender a dar valor a o que temos nunca trocar o certo pelo duvidoso. Mas qual é o certo Myv?

—As pessoas que estão aqui, ao seu redor, aqueles que querem uma chance para te fazer feliz, Seus amigos, pretendentes, se tiver, e eu. — Expliquei serenamente.

— Então... Você quer me fazer feliz? — Ele perguntou-me inseguro.

— Hum, sim. Você vai fazer parte de minha vida, será meu amigo, e quando eu necessitar, eu contarei com você como o meu porto seguro, contarei com sua opinião. — Eu disse estufando o peito, bem decidido.

Ficamos em silêncio durante um tempo até eu me lembrar da ligação, e lhe passar o recado. Ele apenas acenou um sim com a cabeça.

Eu havia prometido que ele seria meu porto seguro. Estando tão distante da minha cidade, sentia que podia me apoiar a ele, e também ajudá-lo.

OoO

Pov’s Kai

Myv havia posto minha cabeça em sua coxa, e fazia carinho em meus cabelos, até que escutei a voz de Yuu, gritando, lá do primeiro andar. Em um logo suspiro, levantei-me e desci as escadas com Myv em meus calcanhares.

Quando olhei para Yuu, o vi sorrir e depois fechar a cara.

– O que o carinha fez pra você? Estava chorando? — Ele indagou.

— Na verdade. Ele não fez nada de mal. Ele só me ajudou a parar de chorar. — sorri com meu melhor sorriso.

Yuu suspirou e me abraçou.

— Não quero vê você chorando também. — Ele sussurrou em meu ouvido. — Se estava chorando por ela... não pode. Afinal, ela já se foi...

Eu realmente não podia esconder nada desse moreno. Se eu pensasse em algo ele saberia na hora só de me olhar. Era um livro aberto na mão dele.

Despedi-me de Myv, com um abraço e um simples estou indo.

Ele me salvou do buraco negro que eu havia caído anos atrás e agora estava me tirando de outro.

E poder ficar ao seu lado é algo que eu quero. Talvez por que eu não tivesse chance antes, já que ela, Sabrina havia ido embora com Sebastian.

OoO

Pov’s Myv

Liguei para um amigo meu que também morava aqui em Okinawa. Ele se chamava Matsumoto, Ruki era seu apelido! Ele me apoiava em tudo e era doido o suficiente para brigar comigo na hora necessária. Quando atendeu após o terceiro toque ele logo cumprimentou:

— Moshi moshi!

— E ai miniatura de gente! — Respondi.

Myv, como foi? Soube que você veio morar aqui em Okinawa? — Ele havia me reconhecido.

— Ah! Sim pequeno. Foi aqui que minha mãe cresceu não em Tóquio. Além do mais eu queria me livrar da vida infernal que eu tava vivendo lá.

Que bom! E ai tá morando na antiga casa dela? Você havia me dito que iria afinal. — Ele indagou.

— Sim, sim!

E ai... Você gostou do senhor Kai? Soube que ela é um gato. Bem conhecido ele, Dono da livraria e tal. — Ele perguntou descarado.

— Ruki! Seu... Ah! Ok. Ele é lindo sim, gostei dele. Da vontade de enrolá-lo no algodão e proibir o mundo de tocá-lo! Ele é melhor do que ela falava. — Respondi sincero.

— Tá apaixonado por ele Myv? — ele perguntou ligeiro.

—... — Fiquei meio surpreso com a pergunta e tentado na resposta. Apaixonar-me? Isso não estaria indo acontecer... Eu acho. — Não!

— Hum. E qual foi a primeira impressão que teve dele?

— Bom! Ele parece seguro, independente, mas quando o assunto é amor ele parece sair de orbita e se chocar direto com o sol! Ele fica acabado só de lembrar-se da minha mãe. Ele realmente a amou ela. Ele acha que não foi feito para amar... Mas mudando de assunto! Eu dei uma lição de moral nele! Sabe?! Para ele se valorizar!

— Hahah! Só você Myv! — Ele gargalhou do outro lado da linha.

Conversamos até um pouco mais tarde, a conta do meu celular iria vir cara mais tarde! Mas tudo bem.

Eu sabia que ele morava em algum canto de Okinawa, mas não sabia onde. Marcamos de nos encontrar logo, qualquer dia.

Quando desliguei o telefone era perto das seis horas. Decidi sair de casa... Começar a arrumar um pouco minha vida!!

Continua...

Notas finais
Desculpa por tantas mudanças de pov, tentarei o meu melhor para fazer um capitulo com menos pov fica menos confuso. Inté.