Notas iniciais
DESCULPA, DESCULPA, DESCULPA!!!! Hey todo mundo, eu queria pedir desculpas, do fundo do meu coração pela demora, mas eu não to tendo tempo de escrever e luta é dificil pra caralho de escrever, então eu demorei bastante, mas prometo me esforçar mais para não deixar a fic tanto tempo sem att

Estávamos, enfim, nos preparando, Hécate já havia colocado uma proteção sobre Manhattan, os mortais permaneceriam inconscientes até que ela desfizesse o feitiço ao fim da guerra, assim como foi feito na ultima grande batalha. Já havíamos separado os mais novos e estes estavam seguros com Afrodite em seu templo em Paris, obviamente não me convenceram de ficar lá em seu lugar. Estou a frente do primeiro grupo, estamos bem divididos, deuses e deuses menores se misturavam por todos os grupos assim como os mais experientes e os não tão experientes, assim temos um controle melhor. Eu já sabia exatamente com quem teria de lutar, mas primeiro, quero tirar Gui daqui, o levarei para Afrodite e voltarei para a batalha, havíamos nos espalhado a uma boa margem de distancia ao redor do Empire State, e os levaríamos para a Quinta Avenida próximo ao Olimpo, assim todos estaríamos juntos, evitando que atacassem o Olimpo. Estamos a pouco tempo aguardando, mas os campistas mais novos e menos experientes já começavam a ficar nervosos, virei para eles e sorri confiante.

– Lembrem-se do porque de estarmos lutando, da nossa casa, dos que a protegeram antes de nós, dos que já nos deixaram, dos que ainda virão e dos que um dia estarão no nosso lugar, lutando por nossa casa e por nossa família – terminei, ouvi palma atrás de mim e me virei, dando de cara com Rebeca vindo em nossa direção, vi Gui logo atrás dela e sua expressão de medo, que se aliviou um pouco quando me viu, queria pegá-lo no colo e dizer que estava tudo bem, mas não poderia, por enquanto.

– Que meigo seu discurso, uma pena que em breve sua “casa” deixará de existir – disse com um sorriso maldoso, cruzei meus braços sobre a barriga e arqueei uma sobrancelha – oh não querida, não fique tão segura de si, lembre-se de que está um tanto quanto impossibilitada de lutar como antes – alguns atrás dela riram, chamei Bianca e lhe pedi que levasse Gui para Afrodite assim que possível, apenas alguns deuses sabiam onde ela estava com as crianças, porém confio em Bianca, ela assentiu e voltou a seu lugar – e bom, já ganhei de você em algumas outras coisas, não é? – disse e puxou Matheus pela mão, somente agora pude vê-lo, ela sorriu – viu querido, mal você a deixou e ela engravidou de outro, ela é uma puta, sua melhor escolha foi ficar ao meu lado – ele apenas assentiu, estava sério e permanecia encarando minha barriga e murmurando algo, voltei minha atenção para Rebeca.

– A puta aqui não sou eu e você sabe disso, Matheus fez as escolhas dele e eu fiz as minhas, e aqui estamos nós, é vida que segue Rebeca – minha pulseira se transformou em minha espada de ferro Estígio, Rebeca tirou seus chicotes, em seguida todos sacaram suas armas, olhei para Bianca e depois disso todos corríamos em direção ao exercito de Rebeca. Logo tudo o que ouvíamos era o barulhos das armas se chocando, comecei a correr em direção a Quinta Avenida, Rebeca seguia e tentava me acertar com seus chicotes, mas eu já tinha conseguido uma boa distancia, parei para olhar ao meu redor, todos seguiam com o plano e os atraiam para o ponto marcado, Rebeca andava até mim, estávamos no Bryant Park, ainda faltava para chegar, mas por hora está tudo bem. O parque é bem aberto e alguns outros semideuses lutavam ao nosso redor.

– Bom queridinha, já deu de correr, certo? Você deve estar tão cansada, está de quantos meses? Com esse barrigão deve tá com o que? Cinco? Seis? Sete no máximo! Não estou certa? Vai ser realmente uma pena o bebe não conhecer a mãe – apertei minha espada em minha mão.

– Você não vai tira-la de mim – disse calmamente – você não poderia fazer isso – ela sorriu.

– Então teremos uma garotinha? – disse entusiasmada – que tal Miranda? Não acha um nome forte? Minha filha será uma ótima líder! – apertava a espada com tanta força que os nós de meus dedos começavam a ficar brancos – Matheus será um ótimo pai! Teremos de esperar Miranda estar um pouco mais formada e então poderemos mata-la e finalmente terei minha filha em mãos, sem que você atrapalhe é claro – eu já não aguentava mais essa vadia manipuladora na minha vida. Não importava mais se eu ficaria bem ou não, eu só tinha um objetivo em mente, acabar com essa desgraçada e salvar minha filha. Avancei e ela tentou me acertar com o chicote, consegui desviar, a adrenalina tomava conta do meu corpo, investi outro ataque contra ela que se virou e me acertou pelas costas. Virei-me novamente e dei alguns passos para trás, me lembrando de algo que havia aprendido no começo do meu treinamento, sempre devemos analisar as armas do inimigo. Parei de andar e a analisei de cima a baixo, procurando seu ponto fraco e suas armas, ela possuía uma pulseira como a minha, uma espada então, e uma adaga curta escondida na bota, somente isso alem do chicote, muito bem. Ela lançou o chicote que prendeu minha perna esquerda e puxou fazendo-me cair, puxei minha espada e cortei o chicote, um choque percorreu meu corpo agora tomado pela dor, me forçando a largar a espada, um sorriso surgiu no rosto de Rebeca.

Ela soltou o resto do chicote e puxou a adaga, vindo em minha direção. Peguei minha espada novamente e me levantei com um pouco de dificuldade, mantendo meu objetivo em mente. Avancei e consegui acertar seu braço, abrindo um corte no mesmo e desviei de seu golpe. Nossos olhos se encontraram por alguns segundos, preto no verde, e a única coisa que encontrei foi ódio e vingança. Pude notar que os semideuses que estavam ao nosso redor não estavam tão melhores que nós, Matheus era um deles, lutava com um dos garotos de Ares, Luan, aquele que um dia havia sido seu amigo, ele não estava dando seu melhor, pude ver isso nos poucos segundos que tive para observar sua luta. Minha raiva se intensificou, pensei em minha filha, que se agitava em meu ventre, não sabendo que seu pai estava do outro lado da guerra, pensei em Gui e se Bianca havia conseguido leva-lo, em Nico, me perguntando onde estava, em meu pai e Perséfone, que me tornaram o que sou, em todos os outros deuses que me ajudaram, em meus amigos. No momento seguinte estava lutado a mil, avançando em Rebeca e defendendo seus golpes, ate que senti uma dor aguda em meu braço esquerdo, ela havia conseguido cravar a adaga ali, um grito de dor deixou minha garganta sem a minha permissão, pude ver pelo canto dos olhos Matheus se distrair de sua luta e me olhar, deixando que Luan o acertasse, respirei fundo e puxei a adaga, a prendendo em meu próprio cinto, Rebeca puxou a pulseira transformando-a em sua espada, meu braço latejava, continuei respirando profundamente enquanto Rebeca se aproximava sorrindo. Logo consegui que meu corpo parasse de bombear sangue para o corte e a dor aliviou um pouco. Avancei e atingi novamente o braço de Rebeca, em seguida a derrubei com uma rasteira, ela levantou em um pulo e com um chute atingiu minhas costelas fazendo com que todo o ar de meus pulmões deixasse meu corpo e eu caísse no chão, sabia que com mais um chute no lugar certo eu desmaiaria, busquei por minha espada e desferi um golpe em sua coxa, um gemido deixou seus lábios.

– Vaca – disse antes de cravar sua espada em meu ombro, não consegui conter outro grito – você não deveria ter roubado meu lugar no acampamento, muito menos ter conseguido a filha que eu não consegui – disse tirando sua adaga do meu cinto – mas vamos ter que resolver isso, não é? – ela levantou minha blusa e passou suavemente a lamina sobre a pele da minha barriga.

– Não! – tentei gritar, mas não passou de um murmúrio fraco, quase inaudível, uma lagrima escorreu por meu rosto e me permiti olhar ao redor, todos lutavam e continuavam a leva-los para a Quinta Avenida, somente uma pessoa não lutava mais, Matheus permanecia imóvel no meio dos outros, seus olhos fixos em Rebeca e minha barriga, ele desviou e nossos olhares se encontraram, outra lagrima escorreu quando senti Rebeca colocar um pouco mais de pressão, não consegui decifrar os sentimentos nos olhos de Matheus, minha visão começara a ficar embaçada, eu não poderia morrer, mas minha filha sim, apenas movi meus lábios – Salve-a.

Notas finais
NÃO ME MATEM! Obrigada. Gostaria de agradecer a Besha, ou Gabriela ou Gabe, Life, ou a romana da fic por me ajudar nesse cap, te amo querida ^-^ espero que tenham gostado e que a luta não esteja tão ruim Beijinhos de sangue