Just Begun.

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Levando-se em conta de que eu posto os capitulos de 3 em 3 dias, esse demorou um pouco, então me desculpem. Espero que gostem. :)

– Quero – Falei e assenti com firmeza enquanto observava o rosto de Thomas se modificar em um sorriso malicioso. – É claro que eu quero. Sou mulher, estou em abstinência porque você me interrompeu diversas vezes com o seu amigo, é óbvio que eu quero. Porém, eu não quero com você. – Nesse momento o rosto de Thomas mudara de satisfeito para confuso, apenas esperando o resto das minhas palavras. – E isso deve te fazer sentir mal, não é? O fato de que uma mulher sente desejo carnal por você e foge disso porque você é um completo babaca? – Terminei de falar a ultima frase usando o meu melhor tom de acidez.

Então em um piscar de olhos Thomas se afastou bruscamente de mim me concedendo passagem. Eu me levantei então, ainda sustentando o olhar. Observei sua expressão mudar completamente e eu vi seus olhos castanhos, que antes estiveram carregados de convencimento, dissipar-se em incredulidade e acidez. Ele me fitava sério, com uma intensidade assídua no olhar como se me amaldiçoasse por minhas palavras. E eu não me importava nem um pouco.

Alguns minutos se passaram enquanto eu continuava a apertar o botão de emergência insistentemente, torcendo mentalmente para que alguém ouvisse minhas preces. Após mais alguns segundos de tensão, meu pedido foi atendido. O painel se iluminou novamente, e o elevador voltou a funcionar, nos levando para o sétimo andar. Eu apenas observei Thomas sair sem mencionar uma palavra e apertei o botão do térreo. Eu precisava pensar.

THOMAS POV

Meus dedos tamborilavam insistentemente nas minhas pernas enquanto eu tentava organizar os pensamentos, respirar e tentar manter a calma. Meus olhos latejavam e minha cabeça já estava começando a dar sinais de uma futura dor incomoda. Eu sentia a raiva fluir por minhas veias enquanto caminhava de volta para o apartamento. Eu tinha perfeito conhecimento de que Carolina era teimosa e extremamente audaciosa. Mas dessa vez, ela havia passado dos limites, me ofendendo tão claramente assim. Ela deveria saber que uma ofensa daquele tipo para um homem era quase um crime.

– Cadê a comida e porque você e a Carol demoraram tanto? Foram comprar a comida em outro País? Estamos mortos de fome! – Jay se materializou a minha frente e então eu fui tirado dos meus devaneios que envolviam milhares de pensamentos odiosos.

– O elevador quebrou, e a comida tá na cozinha. – Respondi seco sem dar maiores detalhes sobre o acontecimento e me direcionei até o quarto. Eu precisava pensar.

CAROLINA POV

“Eu posso saber onde você se meteu, Carolina? Saiu com o Thomas há 5 horas, ele voltou e você não. Estou preocupada amiga, apareça!”

Laís. Eu realmente não queria voltar para o apartamento e encontrar Thomas novamente. Não depois do que eu havia dito. Eu não estava arrependida, muito pelo contrario, porém eu estava com receio do que ele pudesse fazer depois do que eu falei. Pelo o pouco que eu conhecia dele, eu sabia que seu egocentrismo era grande o suficiente para ele levar a sério as coisas que eu disse. Forçando-me a pensar positivo, imaginei que Thomas pudesse apenas relevar o que eu havia dito e me ignorar. Assim seria melhor para nós dois, nenhum contato além do profissional. Com esse pensamento em mente, decidi voltar.

xx

– Olha quem chegou! Bem na hora certa. – Max falou logo que eu fechei a porta, entrando no apartamento.

Na sala estava todos reunidos, inclusive Martin. Eu não sabia o porquê, mas minha intuição gritava dentro de mim que aquele não era um bom sinal.

– O que aconteceu? – Perguntei curiosa me aproximando de Max, que por algum motivo se afastou.

– Você não contou para o Max sobre o nosso acordo? Entre você e o Thomas? – Martin se pronunciou dessa vez, com uma expressão duvidosa no olhar.

Toda a situação estava explicada. Thomas sabia que o calcanhar de Aquiles naquele momento era o Max, e resolveu agir em cima do meu esquecimento.

– Eu esqueci. Não é algo muito importante assim. – Eu falei tentando parecer convincente. – Vai ser só em frente às câmeras, não tem tanta importância. Terminei de falar e observei os olhares aflitos de Laís sobre mim. Imaginei que havia dado a resposta errada.

– Como assim não tem tanta importância Carolina? Você fica comigo, e em frente às câmeras – Max fez um gesto em aspas no ar com os dedos. – com o Thomas, e acha que isso não é importante? Como não é importante? – Max estava claramente irritado com a minha resposta.

– Ela não dá tanta importância pro quase relacionamento de vocês, caro amigo. – Thomas se pronunciou dessa vez, com um tom de voz incrivelmente calmo para a situação. Eu já estava contando até 10 mentalmente, me preparando para não surtar na frente de todos.

– Porque você não cala a boca? Como você falou, o relacionamento em questão é o meu e do Max, então você não tem motivo para ficar se intrometendo. – Respondi Thomas rapidamente, jogando pelo ralo toda a calma que eu estava tentando juntar naquele momento. E pelos olhares de Laís, novamente a minha resposta estava errada.

– Na verdade, tem sim. Eu vim aqui para avisa-los de um evento em que você e Thomas terão que aparecer publicamente. – Martin falou e toda a algazarra que se generalizava pela sala se calou com a sua voz. Thomas possuía um sorriso de escárnio no seu rosto, quase como um sinal de vitória.

– Ok. – Eu respondi massageando minhas temporas lentamente enquanto elaborava uma resposta cabível para aquele momento. – Martin, podemos conversar sobre isso amanhã? – Perguntei rezando mentalmente para que a resposta fosse afirmativa.

– Tudo bem. Acho que você realmente precisa descansar. – Martin falou com um tom de deboche.

Eu apenas ignorei todo aquele cenário deplorável e me encaminhei até o meu quarto, seguida por Laís que me falava palavras desconexas sobre o fato de eu ter que conversar com o Max.

xx

Meu orgulho naquele momento estava falando mais alto do que tudo. Eu ainda não estava convencida de que Max estava certo em cobrar satisfações de mim, tendo em mente o modo que ele reagiu com a noticia de Martin foram extremamente exagerado em minha opinião. Laís apenas ignorava as coisas que eu falava e tentava me convencer a conversar e pedir desculpas a ele. E então após muita insistência, um banho e uma refeição saudável eu decidi ceder. Porém, Max foi mais rápido que eu e apareceu no meu quarto, com uma cara de poucos amigos. Laís sumiu rapidamente pela porta e eu observei Max adentrar o quarto sem falar nada. Longos minutos se passaram sem ele dizer um oi sequer, apenas me observando. Resolvi tomar uma atitude e me antecipar.

– Olha, eu sei que fui errada de não ter te contado, mas eu realmente acho que a sua reação com a noticia não era necessária. Sério, nós não temos nada, Max. Desculpe-me por ocultar isso, mas eu não quero que você me cobre satisfações, eu realmente odeio isso. – Falei baixinho, inspirando o ar necessário para continuar aquela conversa.

– Eu sei que a minha atitude não foi a das melhores, e me desculpe por isso. Eu agi por impulso e na hora não pensei em nada. – Ele murmurou com a voz um pouco chateada. – Eu estou aqui por outro motivo.

Antes que ele pudesse continuar de falar, alguém bateu a porta. Já podia imaginar quem seria. Fiz um sinal para Max aguardar e fui verificar. Thomas estava parado a minha frente, sem camisa e com um samba canção. Desviei meu olhar do seu corpo e concentrei minha atenção nas palavras que ele havia começado a proferir

– Sabe Carol, eu me senti extremamente machucado com as suas palavras hoje cedo. — Paralisei quando o ouvi pronunciar o meu apelido, porém resolvi não interrompe-lo, queria saber até onde ele levaria aquela conversa. – Eu decidi alertar Max sobre o que você me falou hoje, até porque sentir atração por outra pessoa quando se está em um relacionamento não é uma coisa muito digna, não é? Outra coisa, ocultar informações também não. Não leve isso para o lado pessoal, eu estou apenas protegendo o meu amigo. – Thomas terminou de falar com um sorriso de deboche no rosto.

– Por que você simplesmente não desiste? – perguntei, no tom mais educadamente irritado que consegui. – Eu não entendo o que se passa na sua cabeça, pra você achar que eu quero alguma coisa com você, Thomas. Eu realmente não entendo.

– Porque como eu já te disse, eu sou muito parecido com você. Eu adoro desafios, porque eu sei que com eles, grandes recompensas virão. E eu não acho que você quer alguma coisa comigo, eu tenho certeza. Eu sei disso, eu sei muita coisa sobre você. Coisas que você ainda não descobriu, mas eu sei. – Thomas respondeu triunfante. Quando eu pensei que ele iria embora e me deixar sozinha ali, ele continuou. – Porém, eu vou te deixar em paz. Por hora, porque eu sei que você vai sentir falta.

Eu estava tão irritada naquele momento que poderia a qualquer momento empurrar Thomas da escada e atirar ele do sétimo andar do prédio. E ainda ficaria triste por não dar a ele uma morte trágica o suficiente.

– Dane-se o que você sabe. Você tem que esquecer o que você sabe, esse é o seu problema. Esqueça o que você sabe sobre o Max, e especialmente sobre você e eu. E me deixe em paz, por favor. Você estará me fazendo um benefício enorme. – Falei e rapidamente entrei no quarto, fechando a porta bruscamente atrás de mim. Max apenas me observava com uma curiosidade súbita no olhar.

– Acho que agora eu posso fazer a pergunta que eu tanto quero. – Max falou com os olhos semicerrados. – E eu só te peço sinceridade, por favor. Isso é o mínimo que você pode me dar.

Eu concordei com a cabeça enquanto imaginava milhares de assuntos possíveis para aquele momento. Ainda perdida nos meus devaneios, ouvi-o murmurando a bendita pergunta, e então por um momento eu desejei estar surda.

– Você sente algo pelo Thomas?

Notas finais
Fiquei tão feliz com a curiosidade de vocês no ultimo capitulo que decidi deixar vocês curiosos novamente! Hahahahaha e o próximo capitulo pode demorar mais, porque agora eu não tenho capítulos adiantados :( Beijão!
Twitter: @obsessiontvdtw