Notas iniciais
Essa é a minha primeira Fanfic. E eu estou muito insegura em relação a ela, então... Mandem reviews. Expressem suas opiniões, criticas, ou apenas deem oi. Boa leitura.

"I can't even find a place to start..."

– Ok amiga, ultima chamada. Você está atrasada 10 minutos, não quero saber de corpo mole. – Laís disse, enquanto abria as cortinas fazendo o sol invadir o quarto escuro e me obrigar a sair da cama.

Levantei-me rapidamente protegendo meus olhos dos raios solares que clareavam minha visão. — Não sei se estou preparada pra sair daqui. – Murmurei suspirando. — Morar em outro estado... E como eu vou conseguir morar sozinha? Você sempre cuidou de mim tão bem. De mim e de todas as minhas irresponsabilidades... – Disse sentando novamente na cama e fazendo bico.

Laís era uma grande amiga, que dividia o apartamento comigo desde quando nos conhecemos na faculdade. Mais nova, porém mais responsável e atenta que eu. Sempre me acobertava em todas as situações.

– Ah, mas é claro que está! Esse sempre foi o seu grande sonho, e agora que você está a um passo de realizá-lo, vai desistir a troco de nada? Coragem garota! Nem parece a mesma Carolina que eu conheci no seu primeiro ano de Jornalismo. E você vai sobreviver sem a minha genialidade, tenho certeza. – Disse me encorajando e logo em seguida alimentando seu ego mais uma vez, reafirmando o que eu já sabia: sobreviver sem ela era difícil.

– Você como sempre me acordando pra vida. Nem sei o que seria de mim sem você, Obrigada. – Falei me direcionando ao banheiro para tomar banho e fazer minha higiene matinal.

No banho percebi que Laís me enganara. Não estava atrasada coisa nenhuma, estava adiantada por 30 minutos. Oh, eu perdi 30 preciosos minutos de sono. Droga.

Depois do banho vesti uma calça jeans básica, uma regata, uma blusa bata preta por cima, e calcei um par de sapatilhas pretas. Fiz uma maquiagem simples: Apenas rímel e blush. Direcionei-me a cozinha para comer algo antes da viagem.

O assunto do qual falávamos era sobre minha viagem ao Rio de Janeiro. Estava indo para realizar um teste no qual eu faria uma reportagem ainda não muito definida sobre o turismo do Rio de Janeiro. Ela serviria como uma avaliação para uma possível vaga de correspondente em Nova York. Havia terminado a faculdade de Jornalismo a 2 meses, nunca pensaria que uma oportunidade tão grande me seria dada tão cedo. E aquilo me assustava. Claro que eu sempre encarei meus desafios com muita coragem e determinação, mas por algum motivo, essa nova etapa da minha vida me refletia medo... Encarar o desconhecido, e ficar longe da minha família seria muito difícil. Não que Rio de Janeiro fosse muito longe, mas eu sempre fui muito apegada a minha família e amigos, e um tanto quanto emocional quando se tratava de família.

– Promete pra mim que se arranjar um namorado na viagem, não vai esconder de mim? — Deparei-me com Laís sussurrando na minha orelha enquanto eu preparava meu café.

– Não vou contar nada, porque eu não vou arranjar nenhum namorado. Minha ultima tentativa foi fracassada demais pra eu me aventurar e quebrar a cara novamente – Murmurei rolando os olhos. – E também, estou indo trabalhar, não paquerar. – Falei tentando permanecer séria enquanto bebericava um pouco do meu café.

Realmente. Eu era incrivelmente desastrosa quando se tratava de relacionamentos. Conseguia estragá-los com a minha independência exagerada. Nunca consegui me prender a nenhuma pessoa, aquilo era um dilema... Sempre sentia falta de alguém, mas quando conseguia conhecer alguém legal e suficiente para mim eu travava. Não conseguia manter. Já perdi as contas de quantos caras se decepcionaram por achar que eu era a mulher da vida deles. Eu sou a mulher da minha vida, preciso me entender, me decifrar, destruir minhas barreiras. Eu sou uma bagunça que não quer ser arrumada, não agora. Preciso de tempo para colocar tudo em ordem e assim poder convidar alguém para entrar.

Fui interrompida dos meus pensamentos por Laís.

– Hahahahahaha! – Gritou escandalosamente. – se eu não te conhecesse o suficiente até conseguiria acreditar nessa baboseira. Você não me engana. – Laís falou enquanto coloca seu casaco e prendia seu cabelo em um coque. Oh, minha amiga era incrivelmente bonita. Às vezes sentia inveja por ela chamar mais atenção que eu, mas sempre foi passageiro. Alta, magra, bronzeada e de olhos claros. É claro que ela sempre chamaria atenção, onde quer que fosse.

– Ok, já que você está falando... Voltarei solteiríssima, você verá. – Falei sorrindo de canto. Agora se a senhorita... – Falei com um sorriso sacana. – arranjar um namorado nesse meio tempo, é bom me avisar. Quero saber de todas as pessoas que convivem com a minha melhor amiga.

– Tudo bem senhorita Hüringg. Avisarei sobre todos os homens que surgirem na minha vida nesse meio tempo longe de você. – Laís falou tentando aparentar seriedade.

Terminei de comer e segui ao aeroporto de carona com Laís. Felizmente já tinha me despedido da minha família um dia antes, para evitar atrasos no dia da partida. A despedida com Laís foi rápida, mas não menos dolorosa. Ela era minha irmã de coração, e ficar sem ela me deixava com medo.

O tempo de viagem de São Paulo ao Rio de avião foi curtíssimo. Entre os 45 minutos de viagem pensei sobre como tudo aquilo aconteceu rápido. Terminar o ensino médio, encerrar um ciclo, e logo após entrar na faculdade. Jornalismo. O meu curso dos sonhos, a minha profissão dos sonhos... Acho que aquilo era uma das poucas certezas da minha vida, entre idas e vindas, eu sempre soube o que queria fazer da minha vida, eu queria informar, divulgar. Adorava falar, contar coisas as pessoas. Aquilo mesmo que de uma forma indireta sempre esteve presente na minha vida. Desde pequena sempre fui a criança comunicativa e falante da sala, contando novidades e fatos. Cresci com essa rotina. Não poderia ter escolhido melhor. Despertei dos meus pensamentos com a voz do comandante avisando que havíamos chegado ao aeroporto e eu pela primeira vez agradeci mentalmente pelas ordens expressas que recebi sobre dirigir até o Rio. Realmente, seria muito cansativo.

Quando pousamos recebi uma ligação. Era Ricardo, um amigo que eu conheci na faculdade e estava me ajudando a conseguir aquela vaga.

– Ok Carol, mudança de planos. Você não vai mais fazer uma reportagem sobre o turismo no Rio, e sim vai entrevistar uma banda britânica que está de passagem no rio por alguns dias, fazendo shows. – Falou, impondo autoridade.

– Tudo bem Ricardo, mas não sei se eu já te disse, mas eu não tenho muita experiência em entrevistas... – Falei tensa.

– Não me importo, eu confio no seu potencial. E outra coisa, você fala inglês fluentemente, não fala? – Perguntou.

– Falo, mas... – Falei transparecendo nervosismo ao outro lado da linha.

– Você vai conseguir Carol. Quando chegar ao seu quarto de hotel, me ligue que eu vou até lá te dar as instruções de amanhã, ok? Aproveite a cidade! – Falou, me interrompendo e terminando a ligação.


Tudo bem, aquilo era muito para minha cabeça.


Notas finais
Para qualquer tipo de duvida, meu twitter: @obsessiontvdtw.