Just Begun.
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Os segundos que se passaram logo após a minha resposta foram torturantes. Sem parar para pensar, desviar o olhar ou qualquer coisa do tipo, podia jurar que havia se passado horas ali, apenas tentando sair do estado de paralisia em que eu me encontrava e tomar uma atitude. Porém, antes que eu pudesse beija-la como eu pretendia fazer, Carolina somente levantou-se e caminhou para longe de mim, não se esquecendo de manter o seu olhar fixo em mim. Olhar em questão que estava carregado de escárnio e satisfação, fazendo seus olhos castanhos possuírem um brilho incomum. Ela havia conseguido me deixar sem reação, sem qualquer tipo de resposta aos seus toques. Havia me deixado literalmente com cara de bobo. Contudo eu tinha a perfeita noção de que quando aquele deslumbre passasse, eu revidaria.
CAROLINA POV
Leve. Eu me sentia absolutamente leve, quase como se pisasse em nuvens. Essa sensação havia tomado conta de mim desde que havia deixado Thomas na cozinha com cara de bobo, totalmente sem resposta a mim. Porém essa leveza toda só tomou conta de mim após um breve momento de reflexão, levando-se em conta de que a tensão que possivelmente tomou conta de Thomas havia me deixado excitada também. Mas com certeza havia falido o esforço e toda a inquietação. Sem contar a vontade de ceder. Nada que não pode ser resolvido logo após um banho devidamente frio. Juntamente com o banho que me despertou calafrios por todo corpo, veio à fome, resultado do meu esquecimento repentino do brigadeiro. Assim então, sedenta de fome, voltei à cozinha notando ali Max parado, encostado no armário de braços cruzados, com uma expressão nada amigável. Eu realmente não queria encara-lo logo após a ultima conversa, então eu apenas fingi não tê-lo visto e dei meia volta.
Ele, no entanto foi mais rápido quando percebeu a minha presença, e com uma voz acida devidamente escolhida para o momento, interferiu. — Eu realmente não acredito que você está fugindo. Esperaria isso de muitas pessoas, menos de você.
Eu que já estava preparada para fugir para meu quarto, parei imediatamente posteriormente ouvir sua voz, que estava muito diferente do normal. Reprimi todos os milhares de palavrões que surgiam em minha mente e me voltei a Max, o encarando de volta e assentindo com a cabeça para ele prosseguir a conversa.
— Eu já estou cansado de correr atrás de você, Carolina. Então, essa vai ser a ultima vez, só para te fazer uma proposta. — Max não ostentou nenhuma emoção nas palavras, sendo frio e objetivo. Por um momento eu não consegui enxergar o homem doce que eu havia conhecido.
— Proposta? — Perguntei alheia ao fato de que Max não me encarava fixamente.
Max dessa vez voltou seu olhar a mim, me notando como se estivesse escolhendo as palavras certas para o momento. Logo após um suspiro pesaroso, ele respondeu.
— Sim. Vamos fazer tudo do seu jeito agora. Sem ciúmes, sem sentimentos, sem qualquer ligação afetiva. E eu quero deixar uma coisa clara também... Eu não te amo. Pode parecer que sim, mas aqueles ataques foram movidos a ciúmes e raiva. Eu quero você, e ainda não tive a oportunidade. Ouvir você falando que sente atração por Thomas foi à gota d’água para mim. — Disse com uma voz cansada.
Continuamos alguns segundos nos encarando. Seus olhos acompanhavam os meus, com uma sombra de duvida em ambos. E eu, em duvida não só sobre a pergunta, percebi que a pouca distância que havia se formado, não estava nem um pouco nos limites do confortável. Ao invés disso, estava nos limites do perigoso. Desviei meus olhos, procurando estar livre do contato de Max, e percebi que agora sem querer encarava seus lábios. Ele parecia ter notado, e assim, passou a olhar os meus também. E observou uma resposta confusa sair entre eles.
— Porque isso agora? Eu... — Antes que eu pudesse terminar de falar, os lábios quentes e macios de Max já estavam sob os meus, me pressionando contra a parede mais próxima. Eu não tive tempo de assimilar a proximidade que de repente havia surgido entre nós, e muito menos tempo para digerir a ideia de que seus lábios quentes e macios brigavam com os meus, tentando encontrar um ritmo que parecia não se definir — não era rápido, mas também não parecia lento… Era simplesmente na medida certa. Sua língua se entrelaçava a minha com uma sincronia assustadora. Com o ar faltando nos nossos pulmões, Max rompeu o beijo e puxou o ar com força.
— E agora? — Seu sussurro fez outro calafrio me dominar. Uma corrente elétrica percorreu meu corpo quando senti sua mão fria deslizar para dentro da minha blusa, fazendo um carinho gostoso na minha cintura e me fazendo esquecer-se de responder a sua pergunta. Você chamou minha atenção, desgrudando sua boca do meu ouvido e me encarando. Então dessa vez eu consegui responder, mesmo que com um tom rouco demais para a ocasião.
— Agora você me beija de novo.
— Me beija você. — Max sussurrou contra o meu rosto, e mais uma vez eu senti meu interior queimar.
E então eu o beijei. Agora meu corpo estava pressionado contra o dele e suas mãos percorriam a expansão de minhas costas com desespero, aos poucos fazendo com que minha camisa escorregasse por meus ombros. Meus dedos seguravam sua cabeça com força enquanto nossos lábios se devoravam. Tentando me posicionar mais confortavelmente, eu comecei a me contorcer um pouco entre Max e a parede. Após um movimento descuidado dos meus quadris, porém, ambos congelamos momentaneamente, incapazes de impedir os gemidos sôfregos idênticos. Eu acidentalmente havia roçado com um pouco de força em uma parte dele que desesperadamente precisava da minha atenção. Antes mesmo que eu pudesse processar esse fato, porém, Max havia despertado de seu momento de choque e agarrara meu quadril com ambas as mãos, esfregando seu corpo contra o meu de forma bruta enquanto voltava a me beijar, com entusiasmo renovado. Entusiasmo esse, que logo foi interrompido pelo som de chaves do lado de fora. Antes que eu pudesse reagir e tomar qualquer atitude, já estava nos braços de Max que me levava ao seu quarto.
— Wow, você é rápido. — Falei logo quando pisei meus pés em seu quarto, observando um Max atônito a minha frente.
— Você nem imagina. – Max falou e eu senti sua respiração quente e pesada no meu ombro, que logo foi afastada, por um motivo que eu não pude entender.
Resolvi ignorar esse fato e então reparei no quarto, em sua pintura na parede verde clara do quarto, e em três quadrinhos em preto e branco que a enfeitavam. Max voltou a mim e aproveitou a minha falsa distração, encostando meu corpo na parede, dando um beijo demorado no meu pescoço. Se eu tinha planos de fugir, era melhor colocá-los logo em prática. Planos esses que se afastaram da minha mente conturbada logo após Max me encurralar contra a parede de seu quarto, repetindo o mesmo movimento anterior, agarrando meu quadril com ambas as mãos. Suas mãos haviam seguido o caminho para a parte de trás das minhas coxas e agora subiam vagarosamente, adentrando as bainhas do short enquanto ele continuava a me massagear de maneira firme.
Sem suportar a falta de toque dos seus lábios novamente eu o beijei. E a seguir, senti Max mudar levemente o ângulo de suas pernas, de forma que a pressão passou a se concentrar quase exclusivamente no meu clitóris, me fazendo soltar um gemido sôfrego. Aquela posição poderia estar melhor. Como se lesse meus pensamentos, Max me direcionou a cama. Minha cabeça agora repousando em seu ombro, sentada sobre seu colo. Ele ainda me beijava devagar e quase com carinho, e quando eu finalmente permiti o acesso de sua língua, ela pela primeira vez pareceu apenas dançar, ao invés de duelar ferozmente contra a minha. Com pressa, ele parou de me beijar e direcionou sua mão para a barra de minha camisa, a retirando com afobação, fazendo o mesmo com a dele. Logo em seguida, voltando-se a minha perna, Max me levantou de seu colo com uma maestria surpreendente, e antes que eu pudesse perceber, meu short estava jogado em algum lado de seu quarto. Voltei meu olhar sobre seu corpo e percebi que havia alguém naquele cômodo que estava vestido demais. Percebendo minha intenção, Max tratou de retirar sua bermuda rapidamente, e então invertendo nossas posições, tornando a ficar por cima de mim e dessa vez deixando todo o peso do seu corpo sobre o meu. Seu perfume parecia se desprender da sua pele e se espalhar para dentro dos meus pulmões, misturando-se com o ar que eu, com dificuldade, puxava com força.
— Não me consigo me controlar quando fico perto de você. — Max sussurrou me surpreendendo por possuir força para falar naquele momento.
— Eu não estou pedindo por controle. — Eu respondi cuidadosamente, me certificando de que minha voz não pareceria esganiçada.
— Então, está pedindo o que?
— Você.
Então em um movimento rápido demais para a minha percepção um pouco depredada do momento, percebi que Max havia retirado o resto das peças que ainda faltavam em mim, e posteriormente, arrancando sua cueca também. E assim, pela milésima vez naquela noite eu o beijei novamente, e antes que eu pudesse perceber, seu polegar começava a estimular meu clitóris. Eu gemi em desespero, arqueando um pouco meus quadris, ansiando pelo toque dele. — Eu realmente gosto de você. — Max falou novamente, agora com a voz indiscutivelmente alterada. Eu gostava daquilo. Quando dois dedos de Max finalmente me penetraram, minha visão ficou imediatamente turva e eu precisei fechar os olhos. Sentia que podia desmaiar a qualquer momento, principalmente quando Max acelerou os toques. Diante dos movimentos involuntários dos meus quadris e dos sons desesperados que escapavam de meus lábios, Max me invadiu, me surpreendendo.
A sequencia dos movimentos que se passaram a seguir não me deram tempo para pensar, e o ápice chegou apressado.
(...)
Acordar e reconhecer o quarto de Max foi assustador. Falhas fragmentadas de lembranças começaram a invadir cada mínima parte de meu corpo, e então eu percebi a besteira que havia feito. Automaticamente me desvencilhei dos braços d Max que me abraçavam, e comecei recolhendo minhas roupas jogadas — se não rasgadas pelo chão daquele quarto. A culpa remoia meus pensamentos e eu só queria sair daquele cômodo sem ser notada. Infelizmente meu pedido mental não foi atendido. Assim que me vesti e saí do quarto, tentando não fazer barulho, encontrei Thomas no corredor.
O olhar que ele direcionou para mim, fez um arrepio inconsequente tomar conta do meu corpo recém-vestido. Não tendo coragem de prolongar aquele momento, saí rapidamente em direção à cozinha. Novamente, pela terceira vez naquele dia. Meu brigadeiro estava a minha espera.
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