Just A Favor

2 Just One Night II


Notas iniciais
Fiquei absolutamente encantada com todos os comentários pedindo uma continuação...! *----* Obrigado gente! Aqui está, ficou um pouco mais curto, mas espero que gostem! Alex's POV

Não fomos para casa, por estar tarde, Justin preferiu ir para seu apartamento que era mais perto. Não me importei. Estava entorpecida demais para reagir a alguma coisa. A coisa toda tinha começado inocente, ele tinha requerido minhas habilidades de atriz, nada mais.

Mas ele tinha que bagunçar tudo me beijando não é? Justin sempre estraga tudo. Ele fez o favor de ficar quieto no caminho de volta. Ao chegar no apartamento me surpreendi: fazia um bom tempo que eu não ia lá, na verdade só fui uma única vez, e parecia tudo diferente.

Tudo limpo e organizado como era de se esperar dele, e a decoração moderna era discreta. Me esforcei para não parecer impressionada e disse q estava cansada, indo para o quarto dele. Ele me seguiu.

– Pode ficar na cama. Eu durmo no sofá. – Normalmente eu faria uma piada sobre isso, mas essa noite eu não estava em minha sã consciência.

– Não precisa, cama é grande o suficiente. – Tirei os sapatos de salto e deitei com o vestido mesmo do lado direito da cama de casal fechando os olhos. – Afinal a gente vai casar né?

Tentei soar normal quando disse isso, quando por dentro meu coração batia rápido demais e eu estava tudo, menos cansada. Eu estava, acima de tudo confusa.

Quando ele me beijou, daquele jeito gentil e doce, como se realmente se importasse, como se aquilo realmente significasse algo para ele; por um momento eu não o vi como meu irmão mais velho nerd. Eu o vi como um cara normal, meio sexy até. Não pude evitar e também passei o resto da noite o vendo assim. Pensei como seria se ele me beijasse de verdade.

Foi por isso que eu o beijei. Não resisti. Queria saber como era. Ele estava ali, com aquele jeito protetor que sempre me acalma, e simplesmente foi tentador demais.

Pouco tempo depois, Justin apagou a luz e eu esperei. Ouvi um suspiro no escuro e a cama cedendo ao peso dele. Ele se deitou do meu lado em silencio e eu soltei a respiração que não notara estar segurando. Ficamos em silêncio por alguns minutos, eu estava satisfeita só por ouvir a respiração dele do meu lado.

Eu estava deitada de bruços, e senti ele fazer um leve carinho nos meus ombros. Suspirei involuntariamente quando as mãos dele desceram para as minhas costas, fazendo o contorno do vestido.

– Você não quer tirar isso...? Por algo mais confortável? – Ele perguntou baixinho, quase um murmúrio. Eu sabia que ele estava sendo só o irmão mais velho cuidadoso, mas não tive como evitar pensar no segundo sentido da sugestão. Eu devia estar ficando louca. Ou era o álcool na minha cabeça.

– Pode ser. – Sentei na cama e tirei os cabelos das costas. Justin puxou o zíper e imediatamente meu corpo reagiu àquilo. Eu estava terrivelmente excitada. Me levantei, desorientada pela súbita adrenalina e pela falta de luz, e fui até o closet dele.

Sem acender nenhuma luz, apenas deixei que o vestido escorregasse pelos meus ombros e caísse no chão, e peguei a primeira camiseta dele que encontrei. O tecido era incrivelmente macio, e o cheiro dele me fez ficar tonta. Na boa, algo estava muito errado.

Quer dizer, quebrar regras era divertido, beijar seu irmão, quer algo mais errado que isso? Mas as coisas estavam começando a sair do controle. Imaginei que era apenas o álcool e minha mente confusa e voltei para a cama.

Justin estava quieto, a respiração profunda e imaginei que já tivesse dormido. Cheguei mais perto me aninhando nele e poucos minutos depois, caí no sono. E sonhei. Acho que nunca tive um sonho tão perturbador.

Justin e eu. Quer dizer, meu subconsciente devia estar bagunçado por fingir ser a noiva dele e eu me emaranhei na minha própria rede de mentiras. Mas sonhar coisas como nós dando um amasso já era um pouco demais. Mal tinha beijado ele essa noite, mas no sonho ele tinha uma língua extremante habilidosa.

Ele me beijava intensamente, passava as mãos pelo meu corpo, eu gemia contra minha vontade, eu estava gostando. Acordei no meio do frenesi, com o coração acelerado, e uma fina camada de suor sobre o corpo. Respirei fundo algumas vezes tentando me acalmar.

Uma iluminação branda entrava pelo vão da cortina e eu senti um leve aroma de café. Fui ao banheiro da suíte lavar o rosto e tentar afastar as imagens tensas do sonho que insistiam em voltar à minha mente. Qual era meu problema afinal?! Fui em direção à cozinha seguindo o cheiro do café ainda vestida apenas com a camiseta emprestada de Justin e me deparei com ele, sentado no sofá com uma canela nas mãos e um livro aberto no colo. Ele nunca ia deixar de ser nerd?

– Bom dia. – Ele disse sem tirar os olhos do livro e eu agradeci silenciosamente isso, assim ele não me veria corar. Mas que raios...? Balancei a cabeça como se assim pudesse me distanciar desse comportamento altamente inadequado e... E... Me perdi em devaneios de novo olhando pra ele, a deliciosa expressão concentrada que fazia toda vez que estava lendo algo.

Me servi de uma xícara de café e me sentei o lado dele no sofá. Ele finalmente ergueu os olhos pra mim.

– Dormiu bem? –

– Pode-se dizer que sim. E você?

– Também. – Ele assentiu e voltou os olhos para o livro.

Observei-o atentamente enquanto tomava pequenos goles do café quentinho que só ele sabia fazer. A pele pálida perfeita, os olhos azuis brilhantes, os lábios rosados tão macios dos quais eu me lembrava muito bem...

– Por que está me encarando? – A voz dele me arrancou dos meus pensamentos subitamente. Ele não tinha levantado os olhos, de novo. Corei.

– Eu não estava te encarando. – Baixei meu olhos para o café.

– Estava sim. O que foi?

Olhei pra ele. Pensei que se eu fosse ser sincera, eu o queria. Queria acima de tudo por que ele era o fruto proibido, o que apenas fazia minha vontade crescer ainda mais. Queria por que era contra as regras, e eu sempre amara quebrar regras. Queria por que tinha uma curiosidade enorme, que não seria saciada tão cedo.

– Nada. – Eu disse simplesmente e me levantei, indo para o quarto. Entrei no closet, peguei meu vestido do chão e comecei a me vestir. Eu não podia. Não podia dar voz a esses pensamentos, não podia chegar perto dele.

Por que quando eu quebrava as regras só eu me ferrava, era eu quem aguentava as consequências, mas isso, isso era diferente. Isso envolvia outra pessoa, uma pessoa que tinha uma vida feita, perfeita. Eu não podia estragar tudo. No fundo eu me importava demais com ele para fazer algo assim.

Então contrariando todas as minhas vontades, voltei para a sala.

– Justin, me leva pra casa. Tenho aula amanhã.

Notas finais
Hey! Comentem! Rs Tem um terceiro vindo por aí! Até o próximo o/